Medicina

Câncer de mama: avanços na medicina aumentam as possibilidades de tratamento


Dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) revelam que o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum em mulheres no mundo todo, sendo responsável por 28% dos novos casos a cada ano. O Instituto estima ainda que, para cada ano do biênio 2018-2019, serão 59.700 casos novos da doença. Embora raro, o câncer de mama também pode acometer os homens, somando apenas 1% dos registros. Além desses números, as pesquisas também apontam que a detecção precoce da doença aumenta as chances de cura.

Existem diversos tipos de câncer de mama, e cada um deles com processos de evolução diferentes, sendo alguns mais agressivos que outros. Diante das particularidades de cada tumor, juntamente aos avanços da medicina, o tratamento da doença tem sido feito, cada vez mais, de forma única e personalizada.

Avanços na medicina

O conceito da medicina de precisão, um modelo que visa reconhecer o tratamento correto, no momento correto, para o paciente correto, tem sido cada vez mais utilizado na oncologia. Este modelo busca adequar o histórico do paciente, seu estado clínico e as características moleculares da doença como forma de identificar as melhores opções de tratamento.

Um estudo divulgado este ano durante a reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), apontou que a maior parte das mulheres com o tipo mais comum de câncer de mama, em estágio inicial e com risco médio de reincidência da doença, pode evitar a quimioterapia após a cirurgia. Isso porque, ao estudar mais profundamente o comportamento do tumor através de suas características moleculares, foi possível identificar um tratamento do câncer de mama com menos efeitos colaterais e até mais barato, como a terapia hormonal.

Outro avanço no tratamento do câncer de mama é o equipamento INTRABEAM utilizado pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz para a realização de radioterapia intraoperatória (IOT). O procedimento é feito logo após a remoção do tumor, ainda durante a cirurgia. Normalmente, em um tratamento convencional por radioterapia, o paciente passa por 25 a 30 sessões. Com este equipamento inovador há redução no tempo de tratamento, pois a aplicação é feita em dose única com duração de 20 a 30 minutos. Os efeitos colaterais do método convencional, como fadiga, sensibilidade ou alteração na cor da pele e vermelhidão na região também são reduzidos com o novo procedimento.

Medicina integrativa

A medicina integrativa também tem sido uma aliada no tratamento do câncer de mama. Em uma palestra realizada no Hospital Alemão Oswaldo Cruz sobre o uso da medicina integrativa na oncologia, o Dr. Thomas Breitkreuz, clínico geral com especialização em Oncologia e chefe do Hospital Paracelsus, em Munique, na Alemanha, falou sobre os benefícios da prática: “O objetivo da terapia convencional é eliminar a doença, já as terapias alternativas intensificam o processo de cura. Quanto mais grave a doença, mais é preciso buscar essas terapias que visam aumentar a qualidade de vida”.

Vale ressaltar que a prevenção, aliada à detecção precoce, ainda é o melhor tratamento para o câncer de mama. Por isso, desde 1990 existe a campanha do Outubro Rosa. Anualmente, o mês de outubro é inteiramente dedicado à disseminação de informações sobre como prevenir e tratar a doença, além de proporcionar à população um maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento. Então, se você é mulher, não deixe de realizar o autoexame, especialmente a partir dos 35 anos. Além disso, pratique atividades físicas regularmente, se alimente de forma saudável, e cuide-se, afinal, a sua saúde vem em primeiro lugar.