Câncer de mama: avanços na medicina aumentam as possibilidades de tratamento

Dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) revelam que o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum em mulheres no mundo todo, sendo responsável por 28% dos novos casos a cada ano. O Instituto estima ainda que, para cada ano do biênio 2018-2019, serão 59.700 casos novos da doença. Embora raro, o câncer de mama também pode acometer os homens, somando apenas 1% dos registros. Além desses números, as pesquisas também apontam que a detecção precoce da doença aumenta as chances de cura.

Existem diversos tipos de câncer de mama, e cada um deles com processos de evolução diferentes, sendo alguns mais agressivos que outros. Diante das particularidades de cada tumor, juntamente aos avanços da medicina, o tratamento da doença tem sido feito, cada vez mais, de forma única e personalizada.

Avanços na medicina

O conceito da medicina de precisão, um modelo que visa reconhecer o tratamento correto, no momento correto, para o paciente correto, tem sido cada vez mais utilizado na oncologia. Este modelo busca adequar o histórico do paciente, seu estado clínico e as características moleculares da doença como forma de identificar as melhores opções de tratamento.

Um estudo divulgado este ano durante a reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), apontou que a maior parte das mulheres com o tipo mais comum de câncer de mama, em estágio inicial e com risco médio de reincidência da doença, pode evitar a quimioterapia após a cirurgia. Isso porque, ao estudar mais profundamente o comportamento do tumor através de suas características moleculares, foi possível identificar um tratamento do câncer de mama com menos efeitos colaterais e até mais barato, como a terapia hormonal.

Outro avanço no tratamento do câncer de mama é o equipamento INTRABEAM utilizado pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz para a realização de radioterapia intraoperatória (IOT). O procedimento é feito logo após a remoção do tumor, ainda durante a cirurgia. Normalmente, em um tratamento convencional por radioterapia, o paciente passa por 25 a 30 sessões. Com este equipamento inovador há redução no tempo de tratamento, pois a aplicação é feita em dose única com duração de 20 a 30 minutos. Os efeitos colaterais do método convencional, como fadiga, sensibilidade ou alteração na cor da pele e vermelhidão na região também são reduzidos com o novo procedimento.

Medicina integrativa

A medicina integrativa também tem sido uma aliada no tratamento do câncer de mama. Em uma palestra realizada no Hospital Alemão Oswaldo Cruz sobre o uso da medicina integrativa na oncologia, o Dr. Thomas Breitkreuz, clínico geral com especialização em Oncologia e chefe do Hospital Paracelsus, em Munique, na Alemanha, falou sobre os benefícios da prática: “O objetivo da terapia convencional é eliminar a doença, já as terapias alternativas intensificam o processo de cura. Quanto mais grave a doença, mais é preciso buscar essas terapias que visam aumentar a qualidade de vida”.

Vale ressaltar que a prevenção, aliada à detecção precoce, ainda é o melhor tratamento para o câncer de mama. Por isso, desde 1990 existe a campanha do Outubro Rosa. Anualmente, o mês de outubro é inteiramente dedicado à disseminação de informações sobre como prevenir e tratar a doença, além de proporcionar à população um maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento. Então, se você é mulher, não deixe de realizar o autoexame, especialmente a partir dos 35 anos. Além disso, pratique atividades físicas regularmente, se alimente de forma saudável, e cuide-se, afinal, a sua saúde vem em primeiro lugar.

Automedicação: 6 motivos para não fazer isso e quais as consequências

Quando sentimos dor de cabeça ou temos sintomas de gripe, nossa primeira atitude costuma ser a de tomar remédio em casa. Geralmente, recorremos àquele a que estamos acostumados, sem buscar orientação profissional. Afinal, ele sempre fez efeito e resolveu o problema, certo?

Embora haja o alívio dos sintomas, o hábito de consumir medicamentos sem orientação médica pode gerar uma série de problemas. Uma pesquisa do Ministério da Saúde revelou que a automedicação foi motivo de internação de mais de 60 mil pessoas de 2010 a 2015, no Brasil. E, segundo a Organização Mundial de Saúde, em todo o mundo 50% dos pacientes tomam medicamentos de forma incorreta.

Problemas em se automedicar

1 – Esconde sintomas

Existem doenças graves que, no começo, apresentam sintomas que podem ser confundidos com um resfriado, por exemplo, como dor de cabeça, febre, etc. Não procurar um médico e ingerir medicamentos por conta própria pode retardar o diagnóstico correto. E o quanto antes as doenças são descobertas e tratadas, maiores são as chances de cura.

2 – Doses inadequadas

Ao tomar remédio em casa, seguindo a orientação de um amigo ou com informações de propagandas, corre-se o risco de consumir a medicação na quantidade incorreta. Cada metabolismo funciona de uma forma e a dose precisa ser prescrita de acordo com características pessoais. Além disso, consumir uma dose acima da necessária pode causar intoxicação.

3 – Interação entre medicamentos

Diversos medicamentos interagem entre si, podendo anular ou potencializar o efeito de um deles. Há também a possibilidade da combinação causar alguma reação alérgica. Somente o médico é capaz de saber, de acordo com o histórico do paciente e dos medicamentos que consome regularmente, quais são as opções mais adequadas.

4 – Resistência

Utilizar um mesmo medicamento em ocasiões diferentes para sintomas semelhantes pode gerar resistência do organismo tanto ao remédio, quanto à dosagem, diminuindo os seus efeitos. As prescrições, especialmente de antibióticos, são para um período específico de tempo. É preciso seguir as orientações rigorosamente para não permitir que os organismos vivos que o remédio quer combater criem resistência a ele.

5 – Dependência

Outro risco da automedicação é a dependência. Afinal, quanto mais consumimos um determinado medicamento, mais nosso corpo cria resistência a ele e com isso são necessárias doses cada vez mais altas para obter o efeito desejado. Isso ocorre principalmente com os medicamentos ansiolíticos, usados normalmente para tratar depressão e ansiedade, que são muito utilizados para ajudar a dormir.

6 – Problemas mais graves

Medicamentos são drogas, feitas com o objetivo de curar, mas a diferença entre fazer bem e fazer mal está na dosagem e recomendação. Ao tentar curar sintomas aparentemente simples, a pessoa pode acabar causando lesões no fígado (devido ao uso excessivo de paracetamol), sangramento no estômago e/ou intestinos e alteração nas funções renais (uso de muitos anti-inflamatórios). Se não procurar o profissional especializado para investigar os sintomas, esses problemas podem levar, até mesmo, à morte.

Dia nacional de combate ao fumo: por que parar de fumar é preciso?

Em 29 de agosto, é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo. A data, que foi criada em 1986, tem como objetivo reforçar as ações de sensibilização da população para os malefícios causados pelo tabaco. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 150 mil pessoas morrem no Brasil em decorrência do consumo do cigarro. No mundo todo, esse número chega a seis milhões. Considerada uma doença, o tabagismo é a dependência da nicotina, uma substância derivada do tabaco, presente nos cigarros, charutos, cachimbos e narguilés.

Após absorvida pelo corpo, a nicotina atinge no cérebro rapidamente, no máximo, até 19 segundos e provoca a liberação da sensação de prazer e bem-estar. Por isso, os fumantes recorrem ao cigarro várias vezes ao dia. Por outro lado, a fumaça do cigarro possui mais de quatro mil substâncias tóxicas que prejudicam o funcionamento do organismo todo, assim como são fatores de predisposição para diversas doenças.

Doenças causadas pelo fumo

“O tabagismo é causador de enfisema pulmonar, bronquite crônica e doenças cardiovasculares, por exemplo. Mais de 50 doenças crônicas são causadas pelo consumo do cigarro”, afirma o pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Dr. Elie Fiss. O especialista também destaca que o fumo está relacionado ao câncer de mama e AVCs.

Entre as substâncias tóxicas que mais comprometem o desempenho físico estão a nicotina, o alcatrão e o monóxido de carbono. Juntos, eles diminuem a elasticidade do pulmão como também o tamanho das artérias e aumentam os batimentos cardíacos. O tabagismo é responsável por 90% das mortes por câncer de pulmão e 25% das mortes por doença do coração. De acordo com a OMS, o fumo é a principal causa de morte evitável no planeta.

Atenção aos narguilés, cachimbos e cigarros artesanais

Há quem pense que os narguilés, uma espécie de cachimbo de água utilizado para fumar tabaco aromatizado, são menos prejudiciais que os cigarros tradicionais. De acordo com o oncologista do Hospital Santa Paula, Dr. Tiago Kenji, diversas formas de fumar o tabaco são prejudiciais. “O narguilé, cigarros artesanais e cachimbos provocam danos ao organismo. Em relação ao cigarro, por ser mais acessível, acaba sendo o mais perigoso”, explica o especialista.

Como parar de fumar

Por causar uma dependência química e psíquica, parar de fumar pode não ser tão simples. A boa notícia é que existe tratamento. “O tabagismo, por ser uma doença, necessita de tratamento multidisciplinar. Alguns pacientes conseguem parar sem nenhum auxílio, mas outros precisam de algum tipo de tratamento”, explica Dr. Elie Fiss.

Se não for possível parar de fumar de forma espontânea, a ajuda médica é necessária. Neste caso, existem opções como reposição de nicotina, antidepressivos, grupos de apoio psicológico ou terapia individual.  Os benefícios à saúde começam logo após parar de fumar.  Estima-se que em 20 minutos a pressão arterial e a frequência cardíaca voltam ao normal. Em duas horas, a nicotina não está mais no sangue. Já em três meses a função pulmonar começa a melhorar. “Algumas doenças quando instaladas não são reversíveis, mas parar de fumar retarda a sua evolução”, explica o pneumologista do Hospital Oswaldo Cruz. O especialista destaca que em 10 anos o risco de sofrer infarto fica próximo ao de quem não fuma e, em 15 anos, o risco de desenvolver câncer de pulmão iguala-se ao de um não fumante.

Combatendo o estresse: dicas de prevenção pelos principais especialistas do coração

Dizer que está estressado virou algo comum ou até mesmo banal. Com a vida agitada e com muitas cobranças no dia a dia, quem nunca se sentiu com mau humor ou com aquela sensação de exaustão, não é mesmo? Momentos de estresse fazem parte da vida de qualquer ser humano e, geralmente, são provocados por algum gatilho emocional, como problemas no trabalho, vida afetiva, pensamentos negativos, perdas importantes, entre outros.

“O estresse representa uma situação de perigo para o organismo, que libera uma série de neuro hormônios, como a adrenalina, que teoricamente prepararam a pessoa para lidar com aquela situação. Com isso, a respiração fica acelerada e o coração dispara”, explica Dr. Leopoldo Piegas, médico cardiologista e coordenador do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio do Hospital do Coração.

Há pessoas que lidam melhor com o estresse, outras sofrem diariamente os efeitos desse problema. Um alerta é quando o indivíduo começa a se sentir constantemente estressado. Ao contrário do que muitos pensam, o estresse pode trazer sérios riscos à saúde, principalmente, para o coração, órgão vital do corpo humano. Saiba mais.

Consequências do estresse para o corpo humano

O estresse pode atingir o corpo humano como um todo, trazendo complicações para diversos órgãos. No cérebro, há a diminuição da concentração, memória e até mesmo déficit de aprendizado. Já no sistema imunológico, o estresse pode reduzir a capacidade de lutar contra as infecções. Geralmente,
quem vive estressado fica mais vezes com gripes e infecções urinárias.

O estresse também pode elevar o cortisol causando aumento de peso, além de gastrites, dores de cabeça, quedas de cabelo e até mesmo acelerar o processo de envelhecimento. Já em relação ao psicológico, pode causar depressão, ansiedade e até dependência. Com o intuito de relaxar, muitas pessoas recorrem ao álcool, drogas e desenvolvem vícios alimentares.

O coração é mais afetado pelo estresse. De acordo com o cardiologista, Dr. Pedro Mekhitarian, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, há o aumento da pressão arterial, levando a um risco de acidente vascular cerebral (AVC). “Há o risco de ataque cardíaco e síndrome de Takotsubo, conhecida como síndrome do coração partido, que é uma cardiomiopatia induzida por estresse”, destaca.

Saiba como combater o estresse

A boa notícia é que é possível prevenir e combater o estresse, garantindo uma melhor qualidade de vida. Para isso, é importante o comprometimento do indivíduo em procurar soluções para o que sente e, principalmente, descobrir a causa do estresse. “É interessante que a pessoa tente relaxar o máximo que puder e busque entender o que está causando aquela situação de estresse. Assim, ficará mais fácil combatê-lo”, destaca Dr. Piegas.

Exercício físico, meditação e qualquer outra atividade que seja benéfica para a pessoa a ajudará a desestressar. “Atividades em geral que ajudem no equilíbrio emocional, físico e mental são importantes. Além da ajuda de profissionais como psicólogos”, explica Dr. Mekhitarian. O especialista também destaque que, em alguns casos, há a necessidade de medicação e acompanhamento com psiquiatra para ajudar o paciente a controlar e reduzir as crises de estresse. Além disso, é recomendado evitar o uso de substâncias estimulantes, como cafeína, energéticos e termogênicos. Seguem abaixo algumas dicas dos profissionais para se ter uma melhor qualidade de vida:

  • Meditação: com esta prática há o exercício e controle da respiração, importante mecanismo de desaceleração do corpo. São muitos os efeitos positivos da meditação, entre eles, o treino da atenção ao momento presente. Dessa forma, há uma educação da mente, o que desenvolve e aprimora a capacidade de lidar melhor com as emoções.

 

  • Alimentação equilibrada: certos alimentos têm relação com o cansaço, estresse e mal estar. Por isso, é importante investir em uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes e sementes que são benéficas para o sistema nervoso. A alimentação é essencial para se ter boa qualidade de vida.

 

  • Exercício físico: A prática regular de atividades físicas é muito importante para diminuir a quantidade de cortisol no organismo, um hormônio ligado ao estresse e liberação de endorfina, responsável por promover o bem-estar.

 

  • Vá ao cardiologista: vive constantemente estressado? É importante visitar um cardiologista. “Como o estresse pode elevar a pressão sanguínea, é recomendado que pessoas que estejam nestas situações procurem um cardiologista para fazer exames e checar se está tudo bem com a sua saúde. A prevenção é sempre o melhor para a saúde”, destaca Dr. Piegas, do Hcor.

Mitos e verdades sobre a vacinação

As vacinas são super importantes para a saúde, já que salvam vidas e ajudam a evitar epidemias de doenças no mundo todo. Atualmente, a varíola e a poliomielite, que causaram muitas vítimas no passado, foram erradicadas graças às campanhas de vacinação. A vacina continua sendo o método mais eficaz de prevenção de diversas doenças como o sarampo, a gripe, a febre amarela, entre outras.

Apesar dos avanços na imunização que garantiram maior longevidade da população mundial, ainda há muitos mitos sobre as vacinas. Por um lado, temos bastante informação à nossa disposição na Internet, no entanto, este mesmo meio tem sido o propagador de diversas fake news (notícias falsas) sobre o assunto. Por isso, confira abaixo algumas informações e tire suas dúvidas:

MITO – “Como a maioria das doenças evitáveis por vacinas está sumindo, a vacinação não é mais necessária.”

 

“Os patógenos causadores das vacinas continuam circulando. Se estes encontrarem a população desprotegida, causarão as doenças. Portanto, as vacinas são extremamente necessárias”, explica Dra. Atalanta Ruiz Silva, infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. Um exemplo atual é a vacinação contra o sarampo. A doença já estava praticamente erradicada no Brasil quando novos casos surgiram e trouxeram a necessidade de uma nova campanha de vacinação, que se iniciou em agosto deste ano no Brasil todo.

VERDADE – “Gestantes, bebês e pessoas imunodeprimidas (pacientes com AIDS, que passaram por transplante, que estão em tratamento oncológico, entre outros) devem ser vacinados.”


Sim, eles podem se vacinar. No entanto, “há um esquema próprio para cada um deles. Se for uma vacina com o patógeno atenuado, como febre amarela, varicela, tríplice viral, entre outros, as vacinas só poderão ser ministradas quando as gestantes tiverem os seus bebês e as pessoas imunodeprimidas estiverem com a imunidade adequada e com a liberação do médico infectologista”, destaca a médica.

MITO – “A vacinação contra a gripe não é eficaz e o influenza não é uma doença grave.”

De acordo com informações do Ministério da Saúde, o vírus influenza mata de 300 mil a 500 mil pessoas por ano no mundo todo. A vacinação contra a gripe é o método mais eficaz, já que previne contra os tipos mais comuns do vírus influenza.  “A vacina contra Influenza não causa gripe, porque não utiliza o vírus atenuado”, destaca Dra. Atalanta. A confusão acontece porque a vacinação contra a gripe não previne contra os resfriados. Ou seja, a pessoa pode se vacinar e contrair o resfriado na sequência.

 VERDADE – “Algumas vacinas precisam de reforço ao longo da vida.”

Sim, a influenza é recomendada anualmente, além do duplo tétano a cada dez anos. Além disso, o reforço é recomendado caso a pessoa frequente áreas de risco ou em casos de surtos. E todas as vezes que houver campanhas de vacinação, a população deve procurar o serviço de saúde e se informar se é indicada a vacinação para ela”, destaca a médica do Hospital São Camilo.

MITO – “Vacinas causam autismo.”

Segundo o Ministério da Saúde, esse mito surgiu por conta de um estudo apresentado em 1998, que levantou preocupações sobre uma possível relação entre a vacina contra o sarampo, a caxumba e a rubéola e o autismo. No entanto, o conteúdo foi considerado seriamente falho e retirado pela revista que o publicou. A situação foi o suficiente para causar pânico na população e, consequentemente, diminuir a adesão à vacinação.

Poltronas confortáveis, filas e tempo de espera: o que avaliamos em um atendimento de hospital?

Com o objetivo de expandir a qualidade da assistência médico-hospitalar privada no Brasil, assim surgiu a Associação Nacional de Hospitais Privados, a Anahp, em 2001. Da mesma forma, nasce o blog Saúde da Saúde. Aqui, vamos abordar informações sobre prevenção, promoção do bem-estar e da saúde e, principalmente, informações úteis que possam contribuir para uma reflexão sobre o papel da saúde privada no Brasil.

Abrindo este espaço, vamos abordar um assunto que, para quem é paciente, é de suma importância: o atendimento de uma unidade hospitalar. Buscar um hospital ao sentir-se doente costuma ser um problema para a maioria das pessoas. Porém, muitas vezes, é inevitável. Quando é esse o caso, precisamos ter a certeza de que seremos bem atendidos e, de preferência, sem demora. Afinal, ninguém gosta de ir a um lugar e não ser tratado como deveria, principalmente, quando procuramos atendimento no hospital.

Qualidade nos hospitais: acreditação hospitalar

Mas, o que nos leva a avaliar positivamente um hospital e fazer dele nossa referência no momento de cuidar da saúde? É a equipe da recepção, os médicos e enfermeiros? Ou o conforto oferecido na espera pelo atendimento e nos leitos em caso de necessidade de internação?

Muitos fatores podem compor essa avaliação. Um deles, sem dúvida, é a segurança fornecida ao paciente na realização de qualquer procedimento, além da certificação por parte dos órgãos competentes da qualidade desses estabelecimentos. Em 2016, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) divulgou a lista de hospitais que atendem aos principais critérios de qualidade quanto à assistência prestada à população.

Muitos hospitais da rede Anahp fazem parte da relação desses hospitais com certificado de acreditação máxima divulgada pela ANS. Além disso, para que um hospital seja aceito como membro da rede Anahp é necessária que a unidade cumpra com uma série de requisitos, entre eles possuir acreditações específicas que comprovem a sua excelência. Esta é uma forma da Associação contribuir para elevação dos padrões das unidades hospitalares privadas do País.

Hoje, com o a acesso fácil e rápido à informação por meio da internet, ficou mais simples pesquisar sobre a história do hospital, sua equipe e suas especialidades, além de saber o que outras pessoas têm a dizer sobre a sua experiência no local. As notícias sobre o atendimento no hospital deixaram de ser apenas transmitidas apenas pelo boca a boca, embora esse tipo de comunicação e troca de impressões ainda ocorram.

O que mais avaliar em um atendimento no hospital?

Um fator muito importante na avaliação dos pacientes sobre um hospital é a higienização, como revelou uma pesquisa feita pela FutureBrand para a Anahp nas cidades de São Paulo e Recife. Boa parte dos entrevistados relatou que presta atenção na limpeza do ambiente hospitalar e, em casos de higienização mal feita, não costumam retornar ao local.

Já em relação à infraestrutura, um local que ofereça conforto com poltronas adequadas para aguardar também influencia positivamente na avaliação dos pacientes. Além disso, a organização e a agilidade, sem muitas filas e tempo de espera, são aspectos importantes para avaliação do atendimento de um hospital, de acordo com a pesquisa.

Equipamentos modernos e com a manutenção em dia também são importantes mas, acima de tudo, está o cuidado humanizado e a atenção prestada na hora do atendimento. A satisfação da maior parte dos clientes em relação ao hospital começa na recepção. Quem chega até lá, normalmente, está com alguma dor, em um momento de estresse devido à preocupação com a saúde. Por isso, o mínimo que se espera no primeiro atendimento é a empatia da pessoa que está ali para recebê-lo.

Atendimento humanizado

Esse atendimento feito de forma humanizada se estende a todos os setores até chegar à equipe médica.  O indivíduo que busca o atendimento no hospital espera sair de lá com o problema resolvido, ou pelo menos com um plano de ação que ele entenda e que possa confiar.

Os pacientes avaliam ser importante ter um médico que olhe diretamente para eles e os escute, demonstre interesse, não apenas como um portador de uma doença, mas como alguém que possui um nome e uma história. Com um atendimento humano, um elo de confiança estabelece-se na relação médico-paciente, ampliando, assim, as possibilidades de um tratamento eficaz.

Como a tecnologia do prontuário eletrônico ajudou (e muito) na rotina de médicos, hospitais e pacientes

No Brasil, o uso do prontuário eletrônico foi regulamentado, em 2002, com características definidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Desde então, as unidades de saúde têm buscado implementar essa tecnologia, com o objetivo de melhorar os serviços oferecidos. Dos hospitais membros da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), 84% já possuem o serviço de prontuário eletrônico implantado. A chegada dessa tecnologia nos hospitais revolucionou a forma como os profissionais da área trabalham.

Mais organização e eficiência

As mudanças acontecem, principalmente, em termos de organização, eficiência e agilidade no atendimento ao paciente. Antes da utilização do prontuário eletrônico, os médicos precisavam registrar os dados de forma manual, em folhas de papel, o que aumentava as possibilidades de erro. Na era do papel, não era incomum existir dificuldade em compreender o que foi diagnosticado ou prescrito devido a uma letra ilegível ou por manchas no documento. E, sem a informação precisa, a saúde do paciente pode ser colocada em risco.

Com o prontuário eletrônico, todos os dados necessários para o atendimento estão disponíveis de maneira rápida e fácil, em apenas alguns cliques. Dessa forma, é possível diminuir o tempo de atendimento e fornecer um diagnóstico mais específico de acordo com o histórico médico do paciente.

Integração entre as áreas médicas

Outro benefício oferecido pelo uso do prontuário eletrônico é a integração de diversas áreas médicas. Afinal, as informações de todas as especialidades pelas quais aquele paciente passou estão organizadas e contidas em um único lugar, permitindo assim que os médicos conheçam profundamente o quadro clínico. Sem essa tecnologia, o serviço integrado das especialidades necessitava de uma logística maior, já que não é sempre possível ter todos os médicos necessários ao mesmo tempo na unidade hospitalar para a discussão do quadro clínico.

Exames e arquivos de imagem em um só lugar

Uma grande dificuldade ainda é a centralização de todas as informações sobre o paciente. Anexar arquivos, fotos e cópias de exames junto ao histórico de diagnósticos e tratamentos é uma das vantagens do uso do prontuário eletrônico. Assim, é possível formar uma linha do tempo, possibilitando uma visão global da saúde do paciente.

Mais segurança e sustentabilidade

A segurança na forma como os registros são mantidos também é um benefício da utilização do prontuário eletrônico. Os prontuários em papel muitas vezes acabavam passando de mão em mão até chegar ao médico que precisava daquela informação. Já com o sistema não há esse risco, pois todos os profissionais têm sua senha e cada função tem um nível de acesso permitido.

Além de facilitar o dia a dia dos profissionais da área da saúde, a implementação do prontuário eletrônico também auxilia na sustentabilidade do planeta. A tecnologia contribui com a diminuição drástica da quantidade de papel utilizado nas unidades de saúde.  O número menor de folhas utilizadas ainda garante um menor custo para as unidades de saúde com esse item, além da redução da necessidade de espaços físicos para o armazenamento desses arquivos nos hospitais.

Infecção hospitalar: como você pode se prevenir e observar cuidados

A infecção hospitalar é definida como qualquer infecção adquirida durante a internação ou manifestada após a alta, desde que haja relação com os procedimentos realizados no hospital no período em que a pessoa esteve internada. Basicamente, existem três principais causas dessas infecções: as condições do sistema imunológico do paciente; realização de procedimentos invasivos, como cirurgias, colocação de cateter, sonda etc. ou falhas durante esses processos pelo profissional de saúde.

As infecções hospitalares, em sua maioria, vêm do próprio paciente, de micro-organismos já presentes no organismo, mas que se manifestam quando há baixa imunidade. Já os idosos e crianças têm risco maior de contrair infecção hospitalar por possuírem o sistema imunológico mais frágil, assim como pacientes com AIDS, transplantados ou que façam uso de medicamentos imunossupressores. Pessoas com alteração da consciência, doenças vasculares e diabetes mellitus mal controlada também estão no grupo mais vulnerável.

A Portaria nº 2.616 do Ministério da Saúde, a partir de 1998, instituiu as Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), junto ao Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH), que consiste em um conjunto de ações desenvolvidas para reduzir ao máximo possível a incidência e a gravidade das infecções hospitalares. A CCIH é formada por profissionais das áreas Médica, de Enfermagem, Farmácia, Microbiologia e Administração.

As principais funções das CCIH são: elaborar e implementar o programa de controle de infecção hospitalar, além de supervisionar as normas e rotinas técnico-operacionais, capacitando o quadro de funcionários e profissionais da instituição, no que diz respeito à prevenção e controle das infecções hospitalares, entre outras. É importante checar, se possível antes da internação, se o hospital escolhido se submete à estas determinações do Ministério da Saúde.

Nos hospitais da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), a busca por reduzir a ocorrência de infecções no período da internação tem dado resultados. Pelo uso da nova plataforma SINHA, é possível observar os indicadores mais relevantes do acompanhamento da infecção hospitalar (IH). Um exemplo é a densidade de incidência de IH, que está relacionada diretamente às boas práticas assistenciais e à segurança nas unidades de terapia intensiva (UTI). A densidade de incidência de infecção geral na UTI adulto passou de 9,02 em 2015 para 8,31 em 2016. O resultado do indicador aponta que, para cada 1000 pacientes-dia, pouco mais de oito apresentaram alguma infecção durante a assistência hospitalar na rede da Anahp.

Mas não basta apenas que os hospitais invistam em melhorias nesse quesito. Para ajudar a evitar a infecção hospitalar, o paciente e seus familiares precisam estar atentos e seguir rigorosamente as orientações médicas. Lavar bem as mãos, usar álcool em gel antes e depois de visitar alguém internado, não sentar nos leitos e não visitar se estiver com baixa imunidade são algumas medidas simples que podem prevenir a proliferação das bactérias responsáveis pela infecção hospitalar.

Você sabe quais são suas despesas por mês? Descubra aplicativos e formas de economizar

“Sobra mês no fim do dinheiro!” Provavelmente você já ouviu alguém dizer essa frase, fazendo piada com o fato de que o salário não costuma ser suficiente para durar os 30 dias do mês. Segundo dados da última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística), 68,4% das famílias brasileiras com os menores rendimentos gastavam mais do que recebiam. Um dos motivos dos gastos, além do orçamento, é a falta de planejamento.

Para evitar isso, é importante conhecer métodos para diminuir a conta e trazer equilíbrio para renda familiar. Entre eles, está a tecnologia, grande aliada na hora de planejar os gastos. Hoje, estão disponíveis para smartphones diversos aplicativos para economizar, que contam com serviços de organização das contas, indicativos de promoções em diversos setores, cupons de desconto, entre outras facilidades.

Alguns aplicativos para economizar no orçamento doméstico que valem a pena conhecer

  •         Vah: Compara os preços dos serviços das empresas 99, EasyTaxi, Uber e Cabify, para um determinado trajeto e também informa quando a tarifa está mais cara ou se há promoção.

 

  •         Gasoleta: Calcula e indica a melhor opção de abastecimento, entre etanol e gasolina, de acordo com as informações fornecidas pelo usuário, como preço dos combustíveis e quilômetros a serem percorridos.

 

  •         Economizze: Mostra as melhores ofertas em grandes redes de fast-food para lanches fora de casa.

 

  •         Groupon: Um espaço que reúne descontos e ofertas em restaurantes, bares, estética, viagens, ingressos, lazer e produtos em centenas de cidades pelo mundo.

 

  •         Privalia: Traz diversas promoções de roupas de marcas famosas, cosméticos e artigos de decoração.

Aplicativos para economizar com gastos de saúde

Os aplicativos para economizar são muito importantes para essa área, já que devido ao aumento do desemprego e da informalidade, houve diminuição no número de beneficiários de planos de saúde. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) revelam que, em 2016, a redução atingiu a marca de 2,5 milhões. Segundo pesquisa realizada pelo SPC Brasil e a CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas), 69,7% dos entrevistados não têm plano de saúde e, quando precisam de cuidados médicos (24,9%), pagam do próprio bolso, gerando custos extras na renda familiar que já é apertada.

Os brasileiros que ainda conseguem arcar com os custos do plano de saúde têm um gasto médio mensal de R$ 439,54. Outro gasto com saúde constante são os remédios: 26,6% dos entrevistados fazem uso de medicação contínua ou remédio de uso periódico. Desses, 51,3% pagam por seus próprios medicamentos e o gasto médio é de R$ 138,32 por mês.

Conheça algumas opções de aplicativos voltados para diminuição dos gastos com saúde:

  •         Consulta do bem: Uma alternativa para quem não tem plano de saúde. Simples, sem carência e pago por uso, ele permite marcar consultas por um menor preço com dentistas, psicólogos, nutricionistas, fonoaudiólogos e fisioterapeutas.

 

  •         Consulta Remédios: Indica os menores preços em medicamentos e itens de perfumaria em grandes redes de farmácia. Também é possível cadastrar uma lista de produtos e ser informado quando os preços diminuem.

 

  •         MediPreço: Uma rede colaborativa que reúne milhares de brasileiros pesquisando e informando os preços de medicamentos. O app usa essas informações para fazer o comparativo de preços de medicamentos em diversas farmácias e indicar o menor.

 

Por dia, 37 crianças são vítimas de intoxicação ou envenenamento

Levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alerta para o alto número de crianças e adolescentes vítimas de intoxicação por exposição inadequada a medicamentos. Por dia, são 37 registros dessa situação no Brasil. No período entre 1999 e 2016 foram notificados mais de 245 mil casos de intoxicação na faixa etária de 0 a 19 anos. Destes, 240 levaram à morte devido ao envenenamento por ingestão de medicamentos.

O estudo, que utilizou dados do Sistema Nacional de Informações Toxico-Farmacológicas (Sinitox), revela também que o risco de intoxicação é maior em crianças entre 1 a 4 anos. No período analisado foram registrados mais de 130 mil casos de crianças intoxicadas nesta faixa etária. Já os estados com maior ocorrência de intoxicação são o Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e São Paulo. Neste último, foram mais de 88 mil casos de crianças intoxicadas durante essas quase duas décadas.

Além disso, dados da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados) revelam que mais de 86 mil ocorrências de todos os casos de internação registrados nos hospitais privados em 2017 possuem relação com algum tipo de lesão ou envenenamento.

Outros tipos de intoxicação

A própria casa pode trazer diversos riscos de intoxicação para as crianças, especialmente, de até 4 anos. Além do envenenamento por ingestão de medicamentos, os produtos de higiene pessoal e de limpeza, assim como inseticidas, e até mesmo plantas, podem também causar intoxicação.

Não é sempre que os sintomas de envenenamento são imediatos, por isso é necessário ficar atento. Os principais sintomas são: diarreia, vômito, dor, respiração difícil, confusão mental, paralisia, convulsão, mudança na cor dos lábios e sensação de queimação na boca, estômago ou garganta.

Em caso de suspeita de intoxicação, leve a criança imediatamente a uma unidade de saúde com a embalagem do produto que pode ter causado o envenenamento.

Como melhorar este quadro

Levando em conta o fato do grupo de maior risco ser o de crianças de 1 a 4 anos, alguns hábitos podem ajudar a diminuir o número de casos de intoxicação, seja por ingestão de medicamentos ou de qualquer outro dos produtos já citados.

Em primeiro lugar, prestar atenção aos locais de armazenamento dos medicamentos e demais produtos perigosos, já que é comum as crianças colocarem qualquer objeto que encontram na boca. Além disso, alguns desses produtos possuem coloração atrativa e chamam a atenção dos pequenos.

Os responsáveis por casas onde vivem crianças precisam manter toda a medicação, produtos de limpeza e outros agentes tóxicos fora do alcance, em prateleiras altas ou em gavetas com chave. Outro ponto importante a se destacar é a automedicação. Os pais e responsáveis não devem medicá-las sem orientação médica, ou seguindo o conselho de amigos, pois cada criança pode reagir de uma forma diferente aos remédios. Além disso, doses incorretas também podem causar intoxicação.