O que é reumatismo e como tratá-lo

Apesar de ser um termo amplo, o reumatismo é utilizado popularmente como se fosse sinônimo de uma doença como a artrose ou artrite (inflamação de uma articulação), sendo que há um número grande de outras doenças que podem acarretar uma artrite, desde problemas imunológicos a infecções. Mas afinal, o que é reumatismo?

Diferente do que muitos acreditam, o reumatismo não é um tipo de doença e sim um termo antigo, que há décadas já deixou de fazer parte dos dicionários médicos, mas que diz respeito a um conjunto de mais de cem enfermidades que atingem os músculos, ossos e articulações. As mais conhecidas são artrite reumatoide, artrose, bursite e tendinite. No entanto, as doenças reumáticas podem atingir também órgãos internos, como coração e rins.

Apesar de ser associado a idosos, o reumatismo pode atingir o paciente em qualquer idade da vida, inclusive na infância. Mas as chances de sofrer com alguma doença reumatológica aumenta à medida que a idade avança.

SINTOMAS DE REUMATISMO

Os sintomas de reumatismo têm origens distintas, pois variam de acordo com a doença. Mas alguns são comuns à maioria das doenças reumatológicas como dor nas articulações, que pode ou não vir acompanhada de inchaços, dificuldade de realizar movimentos e falta de força muscular.

Um outro sintoma é a deformação nas articulações e elevação da temperatura na área inflamada. Eles podem aparecer em qualquer momento do dia, mas são mais comuns ao acordar e quando o clima está mais frio.

DICAS DE PREVENÇÃO

Existem doenças reumatológicas de origem hereditárias, nesse caso é sempre recomendado o acompanhamento médico e monitoramento do organismo, para detectar possíveis complicações. Uma alimentação saudável é indicada para a prevenção de diversas doenças e com as reumatológicas não é diferente, a obesidade pode piorar diversos quadros reumáticos.

Movimentos repetitivos ou esforços em excesso podem desenvolver doenças reumatológicas do tipo degenerativas, é preciso atenção ao corpo e aos movimentos executados. Além disso, estresse e ansiedade contribuem para o reumatismo, um acompanhamento e aconselhamento médico é indicado sempre que o paciente notar alterações.

COMO TRATAR REUMATISMO

Como o reumatismo não é uma doença única, o tratamento depende de cada doença em questão. Algumas tem cura e outras não. Mas há diversas práticas que são comuns no tratamento de doenças reumatológicas como a ingestão de medicamentos para dores e inflamações, fisioterapia, dieta rica em alimentos anti-inflamatórios, e incentivo a prática de atividades físicas.

O diagnóstico precoce deve ser feito pelo médico especialista, o reumatologista, e é de grande importância para evitar deformações e limitações dos movimentos articulares. Segundo a Sociedade Catarinense de Reumatologia (SCR), pesquisas comprovam que o paciente passa por três médicos, em média, até chegar ao diagnóstico correto, o que dificulta o tratamento. É importante visitar o médico rotineiramente para fazer exames que possam detectar previamente doenças reumatológicas.

7 cuidados que você precisa ter para manter seus dentes saudáveis

Para manter os dentes saudáveis ao longo da vida é preciso ter uma higiene bucal regular. Cada fase da vida exige um cuidado diferente, na infância a atenção deve se voltar à prevenção de cáries causadas pela ingestão de doces, na vida adulta é preciso se atentar para a degradação dos dentes ligada a perda óssea de acordo com o avanço da idade.

Com a correria do dia a dia, é difícil se dedicar aos cuidados bucais, mas é preciso se dedicar. Manter os dentes saudáveis ajuda a reforçar a autoestima, além de evitar problemas de saúde bucal, como cáries e gengivite. Por isso a importância de se esforçar para manter uma boa rotina de higiene.

COMO MANTER DENTES SAUDÁVEIS

 

  • Escovar os dentes corretamente

 

Com a rotina atribulada, às vezes não dá tempo de se dedicar à escovação. Mas não basta apenas escovar os dentes de qualquer maneira, não aperte muito a escova e faça movimentos circulares, sem esquecer nenhuma parte da boca. Além disso, utilize creme dental com flúor.

 

  • Fio dental

 

Quantas vezes já ouvimos falar sobre a importância do fio dental? Mas ainda é bastante comum esquecermos dele. O instrumento serve para retirar os resíduos de comida que se acumulam entre os dentes e a escova não consegue alcançar. Esses restos de alimentos podem causar inflamações e sangramentos na gengiva, a recomendação é passar entre todos os dentes, principalmente nos do fundo.

 

  • Controle o consumo de doces e refrigerantes

 

É de conhecimento de todos que os doces são prejudiciais à saúde bucal. Ao consumi-los faça uma restrição a certos momentos do dia, como as refeições. Isso por conta do hábito de escovar os dentes logo após almoço ou jantar.

 

  • Alimentação

 

A alimentação está diretamente ligada aos dentes saudáveis. Consumir alimentos ricos em cálcio ajuda a retardar o processo de perda óssea. Além disso, alimentos como castanhas, nozes e coco ralado ajudam a formar uma barreira protetora para os dentes.

 

  • Evite o cigarro

 

A nicotina é uma das substâncias que promovem o enfraquecimento dos dentes. Se o paciente já tem algum problema, o cigarro diminui ainda mais as defesas do organismo.

 

  • Faça o autoexame da boca

 

Essa é uma prática que deve ser feita de forma periódica. O paciente, após higienizar a boca, deve olhar para seu interior a procura de caroços, inchaços, feridas, manchas ou qualquer outra alteração. Ao menor sinal, a visita ao dentista deve ser imediata.

 

  • Visite o dentista a cada seis meses

 

Quem vai definir um cronograma de acompanhamento para o paciente, de acordo com suas necessidades, é o odontólogo. Mesmo que não sinta dores ou não tenha alguma ocorrência, uma visita ao dentista a cada seis meses é indicada por especialistas, a fim de prevenir problemas futuros.

 

Como a poluição afeta sua saúde

Muito tem se falado sobre os efeitos das ações humanas no planeta. É de conhecimento geral que o aumento dos gases venenosos na atmosfera traz consequências para as mudanças climáticas da Terra, o que afeta diretamente e a curto prazo, o bem-estar da população. Combater a poluição é de extrema importância para a preservação da vida.

Segundo relatório da ONG norte-americana Health Effects Institute, 95% da população mundial está exposta a taxas de poluição superiores às indicadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Quem mora nas grandes cidades está mais vulnerável aos efeitos dessa poluição e apesar das inúmeras discussões, ainda há muitas dúvidas acerca do tema, por parte da população.

O médico Paulo Saldiva, especialista em poluição atmosférica e diretor do Instituto de Estudos Avançados da USP, lançou recentemente o livro “Vida Urbana e Saúde – Os Desafios dos Habitantes das Metrópoles”, que faz uma análise dos principais problemas que atingem os grandes aglomerados urbanos, entre eles a bronquite crônica, resultado de anos de inalação de um ar poluído.

EFEITOS DA POLUIÇÃO NA SAÚDE

O tempo seco associado à poluição do ar causa riscos diretos à saúde. Doenças respiratórias como asma, rinite alérgica, bronquite e até câncer de pulmão se tornaram comuns em pessoas que vivem em grandes cidades. Segundo pesquisa do Instituto Saúde e Sustentabilidade, 11,2 mil pessoas morrem todos os anos por problemas causados pela qualidade do ar, apenas no estado de São Paulo.

Além disso, segundo estudos do laboratório de poluição atmosférica da USP, as pessoas mais atingidas são crianças e idosos. Em dias mais secos em que o ar fica mais contaminado, os riscos de morte por doenças cardiovasculares e respiratórias aumentam em 12 a 17% e as internações sobem em 60%. Ainda de acordo com os pesquisadores, um em cada vinte enfartes é causado pela poluição.

A POLUIÇÃO DOMÉSTICA

Segundo dados da OMS, 3,8 milhões de pessoas morrem todos os anos no mundo, em decorrência da poluição doméstica, causada pela queima de carvão ou lenha para cozinhar, iluminar ou aquecer as casas. Com o aumento do preço do gás no Brasil, esse tipo de combustível voltou a ser utilizado pela população de baixa renda, o que preocupa a organização.

MEDIDAS PARA REDUZIR OS EFEITOS

As organizações e o poder público vêm desenvolvendo diversas medidas para melhorar a qualidade do ar, como aumentar áreas de lazer, incentivar o uso de transportes coletivos ou alternativos como a bicicleta, substituição da frota de veículos pesados por modelos elétricos, entre outras. Há também pequenas atitudes nossas que ajudam a reduzir a poluição em ambientes internos.

Veja algumas medidas para adotar em casa:

 

  • Cultive plantas: Além de decorar, as plantas podem trazer diversos benefícios à saúde. Alguns tipos são capazes de absorver toxinas que poluem o ar. Vale a pena pesquisar e ter em diversos ambientes da casa.
  • Utilize carvão vegetal: Esse tipo de carvão auxilia no combate ao mofo e ao mau cheiro e consequentemente purifica ambientes internos. Coloque em pontos estratégicos da casa.
  • Invista em um umidificador de ar: Os purificadores e umidificadores de ar eletrônicos ajudam a melhorar a qualidade do ar, principalmente em ambientes com pouca ventilação.

 

 

Osteoporose: o que é e como tratar

A osteoporose é uma doença que se caracteriza pela diminuição de massa óssea, deixando os ossos mais frágeis e aumentando o risco de fraturas. A doença é na maioria das vezes associada ao envelhecimento, pois com o passar dos anos o organismo perde sua capacidade em metabolizar e absorver o cálcio.

Um estudo recente divulgado pela Fundação Internacional de Osteoporose sinalizou um aumento na incidência de fraturas entre os brasileiros que sofrem de osteoporose, a previsão é de 32% até 2050.  Outras estatísticas apontam que após os 50 anos, a doença atinge uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens.

Apesar da incidência maior em idosos, a doença pode atingir jovens com menos de 30 anos, ligada a doenças hormonais, hiperparatireoidismo, diabetes mellitos, anorexia e mulheres submetidas a menopausa cirúrgica. Nesses casos é possível ocorrer a diminuição de massa óssea e, consequentemente, a osteoporose.

COMO PREVENIR A OSTEOPOROSE

Segundo dados do Ministério da Saúde, 10 milhões de pessoas já sofrem com a osteoporose no Brasil. A prevenção deve ser feita durante toda a vida por meio da adoção de hábitos saudáveis:

    • A ingestão de cálcio é imprescindível para os ossos. A recomendação de especialistas é a ingestão de 1.200mg, o que equivale a quatro porções lácteas. Além do leite é possível encontrar cálcio em brócolis e em folhas verdes escuras.
    • Diretamente atrelada ao cálcio deve estar a vitamina D, sem ela a absorção do mineral fica prejudicada. Expor-se diretamente ao sol por 15 minutos estimula a produção dessa vitamina.

 

  • O consumo excessivo de álcool e cigarro deve ser evitado. Eles diminuem as reservas de cálcio, enfraquecendo os ossos.
  • Praticar exercícios de impacto de forma regular, ajuda a fortalecer os ossos, além de estimular o ganho de força e massa muscular, que são importantes na prevenção de quedas.

COMO TRATAR A OSTEOPOROSE

Não há cura para osteoporose. O tratamento é focado principalmente no controle da dor, retardando a perda de massa óssea e prevenindo fraturas. A escolha do melhor tratamento para osteoporose deve ser feita por um profissional e depende da causa da doença.

A forma mais comum de tratar a osteoporose é feita com o uso de medicamentos que estimulem a produção de massa óssea, além da ingestão adequada de cálcio e vitamina D, por meio do consumo de alimentos e suplementos.

A prática de atividade física deve ser estimulada em qualquer idade da vida, em casos onde a pessoa apresente osteoporose atividades como caminhada, hidroginástica e dança, se tornam eficazes no combate aos sintomas. No entanto todos os pacientes devem ser avaliados para poder executar os exercícios corretos de acordo com seu quadro.

Saiba qual a importância em se ter um “médico da família”

Acompanhar o paciente por toda vida é a ideia central da especialidade do médico da família. Esse profissional é capacitado para atender o paciente desde o nascimento e, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 80% dos casos atendidos pelo médico da família são resolvidos sem a necessidade de encaminhamento para outros especialistas.

O médico que faz residência em medicina da família pode, por exemplo, cuidar de pacientes com doenças crônicas, fazer pré-natal de gestantes, além de realizar atendimentos geriátricos. Essa é a ideia das Unidades Básicas de Saúde (UBS) do SUS. Mas devido à falta de profissionais especializados em saúde da família, atrelada à falta de estrutura, as UBS se tornaram um lugar para encaminhamento de pacientes para especialistas.

A IMPORTÂNCIA DE SE TER UM MÉDICO DA FAMÍLIA

Fora do Brasil existem sistemas públicos de saúde territoriais, onde o atendimento só pode ser realizado dentro do “bairro” do paciente. Cada vez que o paciente se muda, deve informar à prefeitura para que seu prontuário seja transferido para o território da nova residência. Essa prática garante que o atendimento continue de forma personalizada, pois o novo médico já terá acesso ao histórico do paciente. A “continuidade” é a palavra-chave da especialidade.

Visitas periódicas ao consultório médico ou a domicílio são essenciais para o acompanhamento com o médico da família. Independente da situação, as visitas podem acontecer até na ausência de queixas, a fim de realizar exames ou consultas preventivas. Essa relação cria um ambiente sustentável para os hospitais, planos de saúde e pacientes, que perdem o hábito de correr para os prontos atendimentos ao menor sintoma de doença, além de evitar a exposição aos males do ambiente hospitalar.

O MÉDICO DA FAMÍLIA NO BRASIL

Médicos de família atuam no sistema público e privado. O Programa Saúde da Família, no setor público, é responsável por muitos atendimentos diários, mesmo enfrentando problemas de estrutura, para se inscrever é necessário procurar uma Unidade de Saúde da Família na região onde o paciente mora.

No setor privado, os planos de saúde vêm investindo cada vez mais nessa especialidade. Operadoras convidam seus clientes a se inscreverem em uma unidade de coordenação de cuidado a partir daí são acompanhados sempre pela mesma equipe médica. O paciente recebe a garantia de atendimento no mesmo dia ou até no dia seguinte, quando precisar. Se algum problema surgir durante a noite ou finais de semana, um telefone celular com atendimento 24 horas é disponibilizado pela operadora, o paciente conversa com um agente que acessa seu prontuário e realiza as orientações e encaminhamentos. Diversas operadoras de plano de saúde já relatam os ótimos resultados desse modelo.

Políticas que incentivem a prática de assistência ambulatorial com médico de família fazem parte de um caminho na busca de um sistema de saúde sustentável. O modelo que dá muito certo em países do exterior, já vem sendo implementado há anos no sistema público brasileiro e começa agora a ser replicado na saúde suplementar gerando diversos benefícios e trazendo bem-estar para os pacientes.

Dicas de alimentação saudável no dia a dia

Para se ter uma melhor qualidade de vida é imprescindível pensar na alimentação saudável. Com a correria do dia a dia fica cada vez mais difícil planejar um cardápio benéfico, mas é preciso esforço, pois as recompensas são inúmeras.

Para que a alimentação seja saudável, ela deve ser composta de fibras, vitaminas, gorduras boas e carboidratos, quanto mais variada melhor e sempre com moderação. É importante adequar cada tipo de alimento aos horários de refeições durante o dia, sempre evitando passar longos períodos sem comer nada.

HÁBITOS DE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Para que a alimentação saudável se torne uma rotina, é preciso estabelecer metas. Comece com uma meta semanal, prepare seus alimentos antes, escreva tudo o que pretende comer durante o dia, coloque alarmes para não se esquecer e seja persistente. Além disso, algumas práticas devem ser adotadas para colocar o organismo em ordem:

  • Nunca dispense o café da manhã: Passamos cerca de 8 horas em jejum, logo precisamos repor nutrientes. O café da manhã é ideal para perder peso ou mantê-lo, para isso ele deve ser rico em fibras e proteínas, como leite semidesnatado, frutas, pão integral e queijo magro.
  • Não passe longos períodos sem comer: Faça pequenos lanches entre as grandes refeições, isso ajuda a acelerar o metabolismo e auxilia na perda de peso. Além disso, evita que a pessoa busque comer mais na próxima refeição.
  • Inclua os alimentos naturais: A rotina atribulada, principalmente em grandes cidades, faz com que busquemos alimentos rápidos e em sua maioria industrializados. Mas opte sempre por uma refeição mais natural possível. Se vai comer um macarrão industrializado, faça você mesmo o molho de acompanhamento, se vai tomar um suco, busque o natural. Alimentos industrializados são ricos em substâncias com alto teor de sódio que causam o mau funcionamento dos rins e hipertensão.
  • Faça refeições balanceadas: A não ser que você tenha que fazer uma dieta restritiva, coma de tudo, com moderação. Se você não entende muito bem sobre micronutrientes, a receita para uma refeição equilibrada é a diversidade de alimentos e de cores no prato.
  • Deixe o açúcar de lado: Alimentos com alto teor de açúcar refinado passam por diversos processos químicos que os deixam nocivos à saúde do corpo. Hoje em dia encontramos adoçantes com sucralose e stevia, que têm um índice glicêmico menor. Também é recomendado trocar o docinho das sobremesas por frutas secas.

MARMITA NO DIA A DIA

Para quem trabalha fora, a hora do almoço sempre vem acompanhada da dúvida “almoçar em restaurante ou levar marmita?”. Muitas vezes não temos tempo de preparar a marmita para o almoço do dia seguinte, mas a marmita além de econômica, pode ser uma forte aliada da alimentação saudável no dia a dia. Leve saladas à parte, invista em proteínas magras, sem frituras e abuse dos legumes cozidos. Lembre-se: quanto mais colorido, melhor.

A dica final é procurar sempre comer o que você gosta, a comida no dia a dia deve ser prazerosa, coma de tudo um pouco e de todos os grupos de alimentos. Com o excesso de informações sobre alimentação, as pessoas tendem a ficar com medo de consumir um ou outro alimento, mas uma dieta saudável é aquela que envolve todo tipo de comida, sempre com moderação. Com práticas simples, inseridas aos poucos na rotina, é possível sentir uma melhora no bem-estar, em pouco tempo.

Sua empresa se preocupa com a sua saúde?

Uma das principais preocupações das empresas deve ser com o bem-estar dos seus colaboradores, principalmente quando o tema é saúde do trabalho. Ter todos os funcionários trabalhando de forma produtiva é o ideal para as organizações, mas por diversos fatores isso não acontece com facilidade. E a ausência do colaborador por motivos de saúde é um deles.

Promover ações que melhoram a saúde dos colaboradores gera benefícios tanto para os funcionários quanto para as organizações. Um colaborador que não esteja bem, mesmo que esteja presente, não tem a mesma produtividade. Devemos nos atentar também para doenças contagiosas, como gripes e resfriados, que podem prejudicar outras pessoas no ambiente.

Entre os grandes vilões por problemas de saúde do trabalho estão as tensões musculares, causadas, na maioria das vezes, por várias horas de trabalho na frente do computador. Apesar de não ser uma tarefa pesada, exige muita concentração, o que gera a tensão.

GINÁSTICA LABORAL E SEUS BENEFÍCIOS

Para evitar as complicações mencionadas, a recomendação é sempre cuidar da sua postura, fora e dentro do ambiente de trabalho. Uma das práticas bastante utilizadas pelas organizações é a ginástica laboral, que tem como principal objetivo prevenir tensões e outros problemas causados pela atividade diária.

A ginástica laboral é normalmente realizada dentro do ambiente de trabalho, pode ser feita diariamente ou conforme a frequência que a empresa disponibiliza, por um curto período de tempo, normalmente de 10 a 15 minutos. A atividade ajuda no alongamento e fortalecimento de musculaturas com pouco uso, compensa posturas além de poder ser realizada para relaxamento e diminuição do estresse.

COMO CUIDAR DA SAÚDE DENTRO DO AMBIENTE DE TRABALHO

Atualmente algumas organizações têm programas para melhorar a qualidade de vida de seus colaboradores, além de ginásticas laborais, oferecem massagem e disponibilizam manuais de bem-estar e saúde do trabalho. Mas é preciso também que os funcionários se preocupem com sua saúde dentro e fora do ambiente corporativo.

Para evitar complicações futuras, que prejudiquem a empresa e o colaborador, devemos realizar atividades saudáveis, como:

  • Manter uma boa alimentação: mesmo em dias corridos, nunca deixe de se alimentar de forma saudável. Isso evita mal-estar e dificuldades em realizar as tarefas, após as refeições.
  • Praticar atividades físicas regulares: Além das ginásticas laborais, exercitar o corpo é de extrema importância, alongue-se durante o dia e realize atividades fora do ambiente corporativo.
  • Aproveitar os momentos fora do ambiente de trabalho: Ao sair da empresa, desligue-se de suas atividades, aproveitar os momentos com família e amigos ajuda a relaxar e preparar a mente para o próximo dia de trabalho

A preservação e manutenção da saúde do trabalho, reflete diretamente no rendimento dos colaboradores. Diversas empresas já estão mudando suas prioridades, não se restringindo apenas aos aspectos de produção, mas também na qualidade de vida de seus funcionários. A ginástica laboral é uma forma de deixar a rotina mais agradável, mas é preciso também se atentar para o desgaste emocional. É sempre melhor prevenir do que remediar.

Como prevenir a obesidade infantil?

Um estudo recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que em 2021, caso não haja mudanças significativas de hábitos, haverá mais crianças obesas do que com baixo peso em todo o mundo. A mesma publicação estima que 41 milhões de crianças com menos de 5 anos estão acima do peso em países desenvolvidos ou emergentes. Apesar de ser um tema amplamente discutido, ainda há muitas dúvidas por parte da população sobre a melhor forma de prevenir a obesidade infantil.

É comum que os pais não reconheçam o excesso de peso dos filhos, esperam que com o crescimento a criança emagreça e apenas se queixam aos profissionais de saúde quando elas parecem comer pouco. Como consequência, essa população apresenta um alto risco de desenvolver doenças crônicas como diabetes e hipertensão cada vez mais cedo.

DICAS DE PREVENÇÃO DA OBESIDADE INFANTIL

Por mais que o fator genético influencie, é o ambiente no qual a criança está inserida que exerce o principal impacto nos casos de excesso de peso. A prevenção pode começar desde o período gestacional: o ganho excessivo de peso durante a gestação e a má alimentação materna são fatores que aumentam o risco de obesidade infantil. Após o nascimento, o ganho rápido de peso do bebê deve ser acompanhado.

Tempo de amamentação

Uma das principais formas de prevenção nos primeiros meses é o aleitamento materno. A OMS recomenda que o aleitamento materno seja exclusivo até os 6 meses de idade. Só a partir daí os alimentos complementares devem ser introduzidos.

Refeições em família

Evidências apontam que crianças que fazem refeições regularmente em família têm menos riscos de obesidade. O consumo de frutas e vegetais deve ser encorajado pelos pais, inclusive nas lancheiras e outras refeições fora de casa.

Práticas inadequadas dos pais

É importante que os pais se atentem aos sinais de saciedade e fome das crianças. Usar mamadeira para acalmar o bebê, oferecer comida como punição ou recompensa, são práticas que podem ter efeito negativo no comportamento alimentar.

Cuidado com o excesso de telas

Pesquisas mostram que 90% das crianças menores de dois anos assistem à televisão diariamente. O tempo dedicado à essa atividade está associado ao excesso de peso e obesidade. A Academia Americana de Pediatria recomenda 60 minutos de atividade física moderada, adequadas à faixa etária.

COMO TRATAR A OBESIDADE INFANTIL

O tratamento da obesidade infantil deve passar por diversos especialistas da saúde. Cada criança com sobrepeso ou obesidade deve receber um tratamento específico, respeitando a idade, peso e fatores de risco.

Para crianças que estão com sobrepeso, sem risco de desenvolver outras doenças, pode ser recomendada apenas uma manutenção nos hábitos alimentares e estímulos de exercícios. Com o crescimento, a criança poderá entrar numa faixa saudável de IMC, mas como já dissemos anteriormente, não espere o crescimento.

Para crianças com obesidade já diagnosticada e riscos de desenvolver outras doenças, o tratamento deve incluir um acompanhamento da perda de peso, sendo ela lenta e constante. Independente dos níveis de sobrepeso ou obesidade, uma mudança completa no estilo de vida deve fazer parte do tratamento. Praticar atividades físicas e manter uma rotina de alimentação saudável, são as principais formas de tratamento. Tudo isso sempre acompanhado de profissionais que possam indicar os melhores caminhos para combater a obesidade infantil.

Conheça a plataforma digital “Abertamente” para falar sobre Saúde Mental

Falar sobre saúde mental ainda é um tabu em muitos espaços da sociedade. A falta de abertura para abordar o tema é um dos desafios na conscientização sobre possíveis tratamentos e, por isso, a plataforma Abertamente nasce com o intuito de informar e acolher aqueles que convivem com distúrbios de origem mental.

O que são doenças mentais?

A saúde mental de uma pessoa pode ser afetada de várias formas e não necessariamente implica qualquer tipo de incapacidade por parte de quem é acometido por algum distúrbio. Neste grupo, encaixam-se as doenças que comprometem o sistema nervoso central, desde as mais estigmatizadas, como a esquizofrenia, até problemas mais comuns, como ansiedade e depressão.

Não enfrente sua mente sozinho

Além de oferecer conteúdo de qualidade que fala sem preconceitos sobre o tema, a plataforma Abertamente também se propõe a facilitar o acesso de pacientes à orientação médica adequada. “O objetivo é que a pessoa tenha uma referência na hora de pesquisar sobre o tema e também um canal com os especialistas da área. A população precisa saber que há várias formas de tratamento, sem que haja necessariamente uma internação”, explica o neurologista Dr. Willians Lorenzatto.

Criada pela FQM Farma, o projeto nasceu de esforços da campanha da indústria farmacêutica para o Setembro Amarelo, em apoio ao Centro de Valorização da Vida (CVV). O conteúdo da plataforma Abertamente é liberado semanalmente. Nas redes sociais, a iniciativa ainda conta com depoimentos de profissionais da área, a fim de encontrar pessoas dispostas a serem voluntários na busca pela conscientização sobre saúde mental.

Saúde mental no Brasil

Embora o bem-estar seja essencial, o alto custo do tratamento acaba tornando o tema ainda mais urgente em território nacional. A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que só o Brasil abriga 23 milhões de pessoas que enfrentam esse tipo de doença e, desde 2012, é uma das principais preocupações do país.

Quem é mais vulnerável?

Além do fator geográfico, há outros motivos que contribuem para a alta incidência dessas doenças. Segundo estudo conduzido pela Fapesp em parceria com um consórcio internacional – que ficou responsável por averiguar países como França, Inglaterra, Holanda, Espanha e Itália – homens jovens, ou seja, de 18 a 24 anos, estão mais propensos a vivenciarem episódios psicóticos.

Outras pessoas mais sensíveis a este tipo de transtorno, são minorias étnicas e classes que sofrem com desigualdade socioeconômica. Se você está na Grande São Paulo e sofre com sintomas de alguma das doenças mentais, não deixe de procurar ajuda em um dos hospitais membros da Anahp cadastrados nos serviços de atendimento.

 

Programa de Tratamento da Obesidade quer política de controle para alimentos industrializados

A obesidade é hoje uma das principais preocupações da OMS (Organização Mundial da Saúde), órgão das Nações Unidas que já fez diversos alertas sobre o problema de saúde que é a segunda maior causa de mortes no mundo. Este cenário também reflete a realidade do Brasil, onde as pessoas adoram a rapidez dos alimentos industrializados, o que acaba  se transformando em várias consequências ruins para a saúde, como o uso de inibidores de apetite, por exemplo.

No Brasil, cerca de 18,9% das pessoas estão obesas, de acordo com levantamento da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

Quais são as causas da obesidade?

São várias as razões que levam as pessoas ao extremo do sobrepeso. Mas uma das principais causas é a constante presença de alimentos industrializados nos hábitos da população, como destaca Cid Pitombo, coordenador do Programa de Tratamento da Obesidade do Estado do Rio de Janeiro:

“O Estado deve atuar na garantia do bom hábito alimentar em escolas, na orientação às famílias sobre correto uso de alimentos e no controle do acesso ao alimento industrializado, que claramente, por ser mais barato, de baixo valor nutricional e alto valor calórico, leva a um sério problema de saúde pública que é a obesidade. O Estado precisa intervir neste lado. Prevenção com hábito saudável de alimentação, mais acesso a possibilidades de atividade física na boa orientação às famílias”.

Além de várias causas, diferentes consequências

A alta taxa de mortes que resultam de deficiências na saúde provocadas pela obesidade é um problema global, como mencionado, mas os caminhos que podem levar à situação irreversível, são vários, entre eles está a recorrência aos inibidores de apetite. Mas essa procura por solução, tem um lado negativo bem maior que o positivo.

Já está mais do que provado por diversos estudos mundiais que a maior parte desses inibidores de apetite tem efeitos colaterais mais graves que o benefício da perda de peso”, argumenta Cid Pitombo. Para o especialista no tratamento da obesidade, o controle do acesso a esse tipo de medicamento deve ser responsabilidade do Estado, assim como a conscientização sobre os riscos de uma dieta que sempre inclua alimentos industrializados.

“O Estado deve determinar que essas medicações sejam de uso específico de clínicas especializadas, com profissionais extremamente habilitado e isentos de envolvimento com a indústria farmacêutica e, assim, tenham mais condições de propiciar um tratamento adequado com essas drogas. Sou radicalmente contra a liberação de medicamento para pessoas com sobrepeso e obesidade. Estão mais que comprovados que não tem boa funcionalidade. Daí que em países desenvolvidos, como nos Estados Unidos, a oferta dessa medicação é muito restrita”, explica Dr. Pitombo.

Não deixe de buscar orientação médica

A busca por melhorias na saúde é sempre positiva, mas é necessário ter o acompanhamento de especialistas. No Brasil, você pode contar com os hospitais membros da Anahp: Associação Nacional de Hospitais Privados. No estado mais afetado pela obesidade, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (2013) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Santa Catarina, você pode recorrer aos Hospitais Baia Sul, Hospital Dona Helena e Hospital Santa Catarina – Blumenau.