Parto humanizado: o que você precisa levar em conta na hora da escolha

Além de ter uma gestação saudável, o desejo de toda mãe é o de que a chegada do bebê aconteça da melhor forma possível e que seja repleto de amor e afeto. O parto é um momento de grande intensidade para a mulher, que pode marcá-la para sempre de uma forma positiva ou negativa, o que dependerá de como será conduzido.

O parto humanizado surge como uma alternativa que garante conforto e segurança tanto para mãe como para o bebê. De acordo com informações do Ministério da Saúde, durante o trabalho de parto, a mulher tem direito a um ambiente acolhedor e a presença de um acompanhante. Muito se fala sobre a humanização do parto, porém o termo não se refere a um tipo de parto e, sim, às suas características com um padrão de qualidade que respeita a mulher e o bebê.

O que é parto humanizado?

O parto humanizado é um modelo de atenção, no qual a mulher é a protagonista e é empoderada. Esta proposta, ao contrário do que muitos pensam, não se refere somente ao parto natural, excluindo as cesarianas. Como o próprio nome diz, o parto humanizado propõe humanizar aquele momento do nascimento do bebê, seja em parto normal ou cesariana. Isso inclui promover à gestante um ambiente acolhedor, oferecer a presença de um acompanhante que possa lhe transmitir segurança e confiança e ser informada sobre os procedimentos, que deverão ser autorizados ou não por ela a serem realizados. Além disso, o parto deverá seguir as evidências científicas e os mais altos padrões de qualidade, de acordo com as normas técnicas e recomendações do Ministério da Saúde.

Você sabe o que é violência obstétrica?

O parto humanizado surgiu como uma luta em busca de empoderamento e contra a violência obstétrica que, infelizmente, ainda se faz presente no mundo todo. Este tipo de violência pode ser físico, verbal ou psicológico, além de negligência ou discriminação. Alguns exemplos de violência obstétrica são: ameaças, gritos, omissão de informações, não permitir acompanhamento e não receber alívio da dor.

Outros tipos de violência obstétrica são a episiotomia, o corte no períneo (região entre o ânus e a vagina), para ampliar o canal no parto normal, que em muitas vezes é feito como rotina, sem a autorização da mulher, além de cesarianas em que não há necessidade de realização.

Caso alguma mulher sofra este tipo de violência, ela ou a família podem denunciar no próprio estabelecimento ou na secretaria municipal/estadual/distrital, nos conselhos de classe – CRM quando for médico e COREN quando for por enfermeiro – e pelo 180 ou Disque Saúde 136.

Caderneta da gestante

No intuito de ampliar o debate sobre o assunto e munir as mulheres de informações sobre os seus direitos, o Ministério da Saúde lançou a Caderneta da Gestante. No conteúdo que pode ser facilmente baixado no site do órgão, constam todas as leis que protegem a mãe e o bebê, além de informações sobre o pré-natal, partos, amamentação, entre outras. Para baixar o e-book, clique aqui.

Qual a diferença entre pronto-socorro e pronto atendimento?

Muitas vezes ao precisar de atendimento emergencial, seja devido a um mal-estar, um acidente doméstico ou até mesmo por algo mais grave, ficamos na dúvida se devemos ir a um pronto-socorro ou a um pronto atendimento. Para acabar com essa incerteza, conversamos com especialistas e buscamos informações para esclarecer a melhor opção em cada caso.

De acordo com definição do Ministério da Saúde, pronto atendimento são unidades, não necessariamente vinculadas a hospitais, destinadas a atender casos agudos, porém com menor gravidade. O pronto atendimento geralmente funciona dentro de um horário de serviço pré-determinado. Já o pronto-socorro presta assistência a doentes, com ou sem risco de vida, cujos agravos à saúde necessitam de atendimento imediato e, por isso, funciona durante as 24 horas do dia. Além disso, o pronto-socorro dispõe apenas de leitos de observação.

É importante ficar atento aos sintomas

Ou seja, podemos nos encaminhar para qualquer um dos dois em casos de sintomas súbitos e agudos, em que não há possibilidade de aguardar o agendamento de uma consulta ambulatorial. Porém, é importante avaliar os sintomas antes de decidir para qual deles ir. O pronto-socorro é mais indicado para casos complexos.

Buscar atendimento para quadros de febre, diarreia, resfriados, entre outras situações mais simples em pronto-socorro pode dificultar a situação tanto para o paciente quanto para a equipe médica. É o que ressalta a médica Janaína Ghiraldi, gerente médica do Hospital Santa Paula. “Desinformados, os pacientes procuram os prontos-socorros dos hospitais, quando seriam mais bem atendidos em unidades de pronto atendimento. Isso gera problemas de graves proporções: a superlotação desses setores, longas horas de espera e, por vezes e que é mais grave, o comprometimento no atendimento apropriado do doente que realmente está em condição de risco iminente de morte”.

Embora os prontos-socorros estejam acostumados a lidar mais com emergências de alta complexidade como politraumas, infartos agudos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (AVC), também estão disponíveis para auxiliar a promoção da saúde, como afirma o médico Fabio Nakandakare Kawamura, coordenador médico do Pronto-socorro da Unidade Santana da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. “Os profissionais em pronto-socorro precisam sempre acolher cada paciente, não se limitando a tratar a condição de urgência e emergência, mas também se engajando em esclarecer sobre como o paciente deve prosseguir seu acompanhamento médico após ter alta do pronto-socorro. Cada atendimento em pronto-socorro é uma janela de oportunidade para que se promova a saúde de um paciente”.

Em 2017, somente na rede de hospitais cadastrados na Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), foram registrados mais de 10 milhões de atendimentos em pronto-socorro. As unidades contam com uma equipe formada por médicos de diversas especialidades, como Anestesiologia, Clínica Médica, Pediatria, Cirurgia Geral e Ortopedia, seguindo as definições do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Há pouco mais de uma década estão sendo formados no Brasil profissionais voltados para a área de atendimento em emergência, o que auxilia na qualidade do serviço. “Em 1996, foi criada a primeira residência médica de Medicina de Emergência no Rio Grande do Sul. Hoje, além do Sul, Fortaleza e, recentemente, São Paulo, também estão formando ‘emergencistas’. Tratam-se de médicos com formação generalista, mas com apelo ao tratamento das patologias agudas e graves”, destaca Janaína.

7 hábitos de higiene que ajudam a prevenir doenças

Simples hábitos de higiene pessoal e coletiva, possibilitam ao ser humano uma longevidade muito maior hoje em dia. Pequenas ações que atualmente são corriqueiras para nós, antigamente eram desconhecidas e contribuíram para grandes surtos de doenças como a peste bubônica e a tuberculose.

Para ter uma vida saudável é necessário, dentre outras medidas, manter bons hábitos de higiene. A oferta de água potável e o saneamento básico são imprescindíveis para a saúde da população. Porém, não devemos esperar apenas por intervenções externas para conquistarmos de fato uma boa saúde.

HÁBITOS DE HIGIENE PESSOAL E COLETIVA

O fator cultural e climático do Brasil e o avanço tecnológico, facilitaram a higienização da população. Mas diversas doenças ainda hoje poderiam ser evitadas se alguns hábitos fossem incorporados a nossa rotina.

É importante que esses costumes estejam presentes em nossa vida, desde a infância. Confira algumas ações que fazem toda a diferença no nosso dia a dia:

Lave frequentemente as mãos

Um dos hábitos mais importantes! Grande quantidade de organismos entra em contato com nosso corpo inicialmente pela mão. Antes e depois de comer e de ir ao banheiro ou ao chegar a algum local, lavar as mãos deve ser indispensável. Ter um álcool gel sempre ao alcance também é uma medida eficaz para prevenir doenças.

Ao lavar as mãos, não esqueça das unhas

Às vezes elas podem passar despercebidas, mas manter as unhas sempre limpas e bem cortadas, evita que elas se tornem depósitos de bactérias.

Tome banho diariamente

O banho é a principal forma de eliminar as sujeiras da pele, acumuladas durante o dia. Lave com atenção cada parte do corpo e não esqueça de se secar bem.

Escove os dentes após cada refeição

Para evitar cáries, mau hálito e outros problemas bucais, é importante escovar os dentes, pelo menos, três vezes ao dia. Nunca compartilhe escovas, elas podem transmitir bactérias.

Cuide da limpeza no ambiente doméstico

Manter a casa, os móveis e utensílios limpos, ajuda a prevenir a proliferação de organismos que causam doenças, além de deixar o lar bem mais aconchegante.

Lave sempre os alimentos antes de consumi-los

Frutas, legumes e verduras devem sempre ser muito bem higienizados. Esses alimentos costumam ter organismos e pesticidas que podem ser prejudiciais à saúde. Usar escovas e buchinhas, deixar de molho em solução com água e um pouco de água sanitária, são dicas importantes que podem ser utilizadas para combater as bactérias. Os alimentos orgânicos não estão livres de elementos nocivos e devem ser higienizados também.

Se atente para a limpeza do ambiente de trabalho

É importante que os hábitos de higiene sejam compartilhados por todos os colegas de trabalho, para evitar a transmissão de doenças. Mantenha mesa e objetos que utiliza, sempre bem higienizados.

A higiene é uma das melhores formas de estimular as defesas do nosso organismo para combater doenças. Incluir hábitos na rotina, por mais simples que sejam, são importantes para prevenir problemas e aumentar a qualidade de vida.

Qual a importância dos cuidados home care após o procedimento cirúrgico?

O ambiente hospitalar pode causar ansiedade em algumas pessoas. A falta de apetite, fraqueza e mau humor, podem ser causadas não apenas pelo procedimento cirúrgico em si, mas também pela necessidade de estar em um local acolhedor.

Para amenizar o problema emotivo do paciente, temos como opção os cuidados home care. Eles são indicados para você que, em algum momento, já pensou em estar ao lado de sua família e amigos após um procedimento cirúrgico. Porém, é preciso estar ciente que há regras para que o sistema funcione, mantendo sua saúde sempre em primeiro lugar.

Para entender qual a importância do home care em um processo pós-cirúrgico, é interessante que você saiba antes como funciona o sistema e se ele é aplicável a você ou alguém de sua família.

Como funciona o Home Care?

A palavra “Home” significa “lar” e “Care” é o mesmo que “cuidados”. O termo é de origem inglesa, justificando o motivo pelo qual ele é usado para esse tipo de serviço.

Os cuidados home care são indicados para pacientes que já não precisam dos recursos hospitalares, mas que ainda não podem receber alta. Neste caso, a residência pessoal é indicada se a estrutura for suficientemente estável para receber os equipamentos necessários.

A partir da liberação do médico para os cuidados home care, um  pedido de autorização é feito para que o paciente seja transferido à residência. Porém, a solicitação só será aceita com os devidos termos preenchidos, como por exemplo, quais médicos e equipamentos serão necessários para o tratamento.

Para sempre manter a saúde do paciente em alta, os profissionais responsáveis pelos cuidados home care precisam sempre anotar seus avanços. Saber se ele está se alimentando bem, por exemplo, é apenas um dos pontos a serem averiguados pela equipe médica. Um pós-cirúrgico pode ser muito desconfortável, dependendo do procedimento.

Qual a importância do Home Care?

De acordo com os dados referentes a 2017 fornecidos pela Anahp (Associação Nacional dos Hospitais Privados), a média de dias que um paciente recebeu cuidados home care chegou a 259,35. Outro ponto muito interessante está na taxa de alta e mortalidade, que chegaram a 9.81% e 1,69%, respectivamente. Esses dados mostram que, mesmo recebendo cuidados home care, a saúde do paciente consegue ser muito bem preservada em um processo pós-cirúrgico, mantendo em alta a quantidade de pessoas que se recuperam dentro do lar.

Não há, de fato, uma idade certa para você receber os cuidados home care. Porém, um idoso que está passando pelo processo pós-cirúrgico, por exemplo, precisa de um local em que a contaminação por bactérias seja menos provável. Além disso, um ambiente familiar pode agilizar muito a recuperação do paciente.

Os pacientes mais jovens, como crianças, sentem a necessidade de um ambiente familiar para controlar a ansiedade. Sentir-se em casa faz parte de um processo de recuperação mais ágil para sua saúde, tendo em vista que ela poderá ter acesso a seus pertences pessoais, como brinquedos, por exemplo.

Caso você tenha dúvidas sobre o sistema e queira saber mais sobre a possibilidade de um futuro tratamento home care, converse com seu médico.

Conselho Federal de Medicina anuncia medida que autoriza telemedicina no Brasil

O Conselho Federal de Medicina anunciou na semana passada uma medida que autoriza a realização de consultas online, telecirurgias e telediagnóstico, entre outras formas de atendimento à distância. O órgão abriu prazo de 60 dias para receber contribuições relativas à resolução 2.227/2018, que atualiza critérios para a prática da telemedicina no Brasil. A regulamentação entra em vigor em três meses.

O texto estabelece a telemedicina como exercício da medicina, mediado por tecnologias para fins de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde, podendo ser realizada em tempo real ou offline.

Com o objetivo de aperfeiçoar a norma, o CFM  receberá propostas dos Conselhos Regionais de Medicina e das entidades médicas. As contribuições serão analisadas, com possibilidade de implementação, após a deliberação do plenário do Conselho Federal de Medicina.

Vantagens do atendimento à distância

A nova resolução do CFM permite consultas online desde que haja uma ficha médica feita presencialmente. “Quando um paciente chega com algum sintoma no pronto-socorro, imediatamente o médico do plantão faz o contato com um neurologista e relata o que está acontecendo. Este médico do outro lado da tela avalia os exames e fala com o paciente, se necessário, e aponta qual procedimento deve ser feito”, explica José Luciano Monteiro Cunha, coordenador da área de Neurologia do Hospital Leforte.

“Com a tecnologia em nuvem e o acesso on-line de documentos e exames, acreditamos que vamos avançar na atuação à distância, pois resultados de uma avaliação feita em um local podem ser debatidos com profissionais em outro hospital. Atuamos com o bem mais precioso que é vida humana e sabemos que hoje podemos contar com todas as ferramentas tecnológicas para melhor o atendimento aos pacientes”, comenta Cunha.

De acordo com pesquisa realizada pela Associação Paulista de Medicina/Global Summit,  em dezembro de 2018, com retorno espontâneo de 848 entrevistados, 84,67% dos médicos afirmaram usar ferramentas de tecnologia da informação para observação dos pacientes e otimização do tempo de consulta. Segundo o estudo, o prontuário eletrônico é a ferramenta mais utilizada, com 76,75% das respostas entre os que já incorporaram a tecnologia na rotina.

Entenda o que é e como lidar com uma crise de ansiedade

Ansiedade e nervosismo são sensações normais do ser humano. Ao falar em público, sob pressão no trabalho ou diante de situações do dia a dia, esse sentimento pode aparecer como uma reação natural do corpo. No entanto, quando chega a níveis extremos, é preciso se atentar. Mas você sabe o que é e como controlar uma crise de ansiedade?

Momentos de crise de ansiedade podem acontecer com qualquer pessoa. Entre seus aspectos principais estão o medo e a preocupação extrema, o que acaba aumentando a tensão e o estresse interno, levando a confusão mental e sintomas físicos.

Sintomas de crise de ansiedade

Com o aumento da adrenalina no sangue durante uma crise, alguns sintomas comuns podem aparecer, como:

  • Medo e preocupação extrema e incontrolável;
  • Dificuldade em se concentrar e irritabilidade;
  • Taquicardia e fortes palpitações;
  • Hiperventilação ou sensação de sufocação;
  • Tremores e sudoreses;
  • Tensão muscular e cansaço.

É importante procurar ajuda médica ao menor sinal, apenas um especialista poderá diagnosticar o distúrbio e indicar o melhor tratamento.

Como controlar uma crise de ansiedade

Mesmo com medicação e terapia alguns sintomas podem reaparecer às vezes. Além de seguir à risca o tratamento indicado por um especialista, há algumas pequenas medidas disponíveis que podem auxiliar a evitar uma crise.

Atualmente diversos aplicativos ajudam a prevenir e a controlar as emoções durante uma crise. Eles disponibilizam sons relaxantes, desaceleram a mente ou registam o que foi sentido. Os mais utilizados são:

  • Querida Ansiedade: criado por uma psicóloga, oferece meditações e exercícios.
  • Pacífica: cria uma rotina de tarefas para prevenir uma futura crise.
  • MindShift: oferece sons relaxantes e permite que o usuário relate o que está sentindo
  • Calm: possui exercícios de respiração e meditação simples que podem ser feitos  em qualquer lugar.

Fique atento na hora de buscar soluções ou alternativas na internet, pois muitas podem não ser úteis e acabam agravando ainda mais a situação.

Mindfulness para tratar ansiedade

Mindfulness (atenção plena) é um estado mental que serve como um antídoto para a vida no “piloto automático”, facilitando o maior reconhecimento de nossas emoções e impulsos. São diversas técnicas utilizadas para treinar esse estado mental, que se relaciona, em partes, com a meditação.

O especialista e coordenador da Especialização em Mindfulness da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Marcelo Demarzo, apresenta em seu blog que diversos programas do método estão se tornando comuns dentro das universidades. Os resultados mostram uma melhoria no bem-estar e diminuição nos sintomas de ansiedade e depressão.

É indicado realizar uma avaliação do ritmo de vida e optar por situações menos estressantes, anotar fatores que podem desencadear uma crise e evitá-los. Além disso, praticar exercícios físicos, fortalecer o autoconhecimento, manter uma dieta natural e investir em momentos de lazer são medidas simples que podem ajudar a controlar uma crise de ansiedade.

Acne solar: aprenda a prevenir

O verão é a época do ano em que todo mundo quer sair para passear na praia, aproveitar sol e se divertir na piscina. Porém, é preciso tomar muito cuidado com certos problemas comuns neste período, entre eles, a acne solar.

A acne no verão é um problema que afeta muitas pessoas que não se protegem durante exposição prolongada ao sol. Bolinhas vermelhas e, em alguns casos, com pus, podem ser vistas como acne. Geralmente aparecem nas regiões do rosto, pescoço, colo, ombros, costas e braços.

Há diversas formas de tratamento e prevenção, porém, primeiro é preciso identificar qual o grau do problema, antes de saber como tratar acne.

Como tratar a acne solar?

O problema da acne no verão nem sempre pode ser visto como um dano causado pelo excesso de exposição solar. Por isso, para saber como tratar acne corretamente, é preciso, como dito anteriormente, verificar o grau do problema.

Em muitos casos, a acne solar é causada pelo uso de produtos que não condizem com a necessidade de sua pele. Bronzeadores e protetores livres de oleosidade, por exemplo, tendem a aumentar a incidência de acne no verão.

Outro ponto importante a ser considerado é a quantidade de suor produzido pelo corpo em dias muito quentes. O calor excessivo aumenta a produção de sebo, podendo entupir os poros. Quando você deixa de usar produtos não-comedogênicos, o suor tende a piorar o quadro, pois o creme acaba fazendo o efeito reverso.

Para aprender como tratar acne corretamente, é recomendado que você tome cuidados básicos. Lavar o rosto com sabonetes específicos (líquidos, de preferência) para tirar a oleosidade e usar protetor solar sem adição de óleo, são apenas dois exemplos de como você pode tratar a acne solar. Em casos mais graves, é indicado uma consulta com especialista para um possível tratamento a longo prazo.

Eu consigo me prevenir?

A acne solar pode ser prevenida de forma bem simples e eficaz. Um dos métodos de prevenção está no uso contínuo de sabonetes adequados para o seu tipo de pele. Além disso, como dito anteriormente, usar protetores solares sem adição de óleo é uma das formas de evitar que o calor excessivo venha a entupir os poros.

Outras formas de evitar que você venha a querer saber como tratar acne, estão relacionadas a como lidar com ela no dia a dia. Não espremer as inflamações vermelhas que surgem na pele, é apenas uma das condições para evitar que elas possam vir a se agravar. Além disso, o ato impede que sua pele fique com lesões sérias.

É importante enfatizar que, embora a acne solar tenha uma maior incidência no verão, ela pode ocorrer durante o ano todo. Então é importante que a prevenção e tratamento sejam considerados para qualquer época do ano, principalmente no inverno, que é a estação mais indicada para tratamentos que amenizam o problema.

Saiba como tratar queimaduras: 77% delas acontecem em ambientes domésticos

Todos os anos, pelo menos um milhão de pessoas sofrem queimaduras no Brasil. Destes, 77% acontecem em ambientes domésticos, os dados são da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ). Ainda segundo a entidade, cerca de 40% desses eventos ocorrem com crianças menores de 10 anos. Mas você sabe a melhor forma de tratar queimaduras?

Devido à falta de instruções sobre como agir logo após o ocorrido, as pessoas tendem a dificultar o diagnóstico e até agravar a situação dos ferimentos. Em muitos casos, as vítimas desenvolvem traumas físicos e psicológicos para toda a vida.

TIPOS DE QUEIMADURAS

As queimaduras são classificadas de acordo com o tipo de lesão causada. Mas é importante se atentar para a profundidade e a extensão do ferimento, esses dois fatores são essenciais para identificar o melhor tratamento.

Queimaduras de primeiro grau: são aquelas que atingem a camada superficial da pele. Apresentam vermelhidão, inchaço, calor e dor. São bastante comuns em pessoas que se expõem ao sol por um longo tempo, sem proteção.

Queimaduras de segundo grau: costumam atingir a camada mais profunda da pele, causando bolhas, dor intensa e inchaço. Em alguns casos, pode ocorrer desidratação. Esse tipo de queimadura é causado por exposição a vapores, líquidos e sólidos muito quentes.

Queimaduras de terceiro grau: atingem os tecidos mais profundos, como os músculos. Comumente esse tipo de queimadura pode não ser dolorosa, já que as terminações nervosas são destruídas junto com a pele. Nesses casos cirurgias de enxerto de pele devem ser realizadas.

COMO TRATAR QUEIMADURAS

Esqueça os inúmeros remédios caseiros para queimaduras. Pasta de dentes, manteiga, clara de ovo, pomadas… Nada disso deve ser usado. Além de sujar o local do ferimento, essas substâncias podem retardar a cicatrização e o tratamento. O mais indicado é lavar o local queimado com água abundante, cobrir com um tecido limpo e dirigir-se a um pronto-socorro imediatamente.  

A SBQ alerta que toda queimadura pode se complicar, por isso a agilidade na busca por um profissional faz toda a diferença. O Brasil já conta com centros especializados para o tratamento de queimaduras, com diversas inovações tecnológicas, como curativos que ajudam a impedir infecções e aceleram a cicatrização.

A PREVENÇÃO EM AMBIENTES DOMÉSTICOS

A cozinha deve sempre receber uma atenção redobrada. Para proteger as crianças, é preciso retirá-las do ambiente, toda vez que o fogão estiver ligado. Materiais inflamáveis devem ficar em armários altos e trancados. Opte sempre por toalhas de mesa curtas, para evitar que sejam puxadas.

Evite fazer manutenções em instalações elétricas, sem o auxílio de um profissional. Na hora de utilizar churrasqueiras, troque o álcool por acendedor de carvão. Nunca considere uma queimadura, um acidente sem importância. Toda ocorrência, por mais simples que seja, deve receber a devida atenção.

Volta às aulas: como manter o sistema imunológico forte no período

Os primeiros dias de retorno escolar são uma mistura da euforia das crianças para rever os amigos e preocupação dos pais com as possíveis doenças do início do ano letivo. O contágio nas escolas acontece mais facilmente no período de volta às aulas devido à maior exposição aos micro-organismos.

Para fortalecer o sistema imunológico é fundamental se alimentar bem e garantir uma dieta rica em nutrientes e vitaminas. De acordo com Delmir Rodrigues, endocrinologista e nutrologista pediátrico e do adolescente do Hospital Anchieta, manter o corpo hidratado e fazer visitas periódicas ao médico para acompanhar a saúde são medidas que ajudam a prevenir doenças no início do ano letivo.

Por que é comum o surgimento de doença na volta às aulas?

Com o retorno das atividades escolares, o contato com outras crianças propicia a exposição a microrganismos (bactérias e vírus) que são responsáveis pelo contágio nas escolas. Segundo o endocrinologista, é comum no período de férias as crianças e adolescentes terem uma rotina diferente a do período escola, o que pode resultar em alterações no sistema imunológico no início do ano letivo. Por isso, é importante que, uma semana antes da volta às aulas, haja um processo de readaptação em relação quanto aos horários e ajustar o período de sono.

Como prevenir o contágio na escola?

Nas escolas, é fundamental que haja o estímulo e a orientação para higienização correta das mãos, bem como propiciar ambientes adequados, com boa iluminação e arejado.

A seguir, algumas dicas do especialista:

– Lavar as mãos antes e após usar o banheiro;

– Lavar as mãos antes e depois das refeições;

– Higienizar as mãos com álcool em gel, sempre que necessário;

– Ao tossir ou espirrar, tentar cobrir a boca ou nariz com o antebraço para evitar disseminar partículas no ar;

– Evitar roer as unhas e levar as mãos à boca.

E os pais?

De acordo com Rodrigues, os pais devem tentar manter uma alimentação balanceada e adequada a idade, rica em todos os nutrientes, priorizando a hidratação. ”É importante consultar um pediatra antecipadamente, para avaliação da saúde da criança, bem como o dentista. Atentar para a atualização do cartão de vacinas e, caso o filho esteja doente, comunicar a escola e postergar o retorno do mesmo, evitando a exposição com quem divide o mesmo ambiente”, completa.

Alimentação e sistema imunológico

Não há alimentos específicos para melhora da imunidade. Recomenda-se uma dieta balanceada, com muitas frutas e saladas e priorizar a hidratação. Evitar alimentos industrializados em excesso.

Dicas para pais de primeira viagem

O desenvolvimento da imunidade do ser humano se completa no final da primeira da infância. O contato muito precoce com ambientes e aglomerações pode propiciar uma incidência maior de doenças. “Atentar para sinais de gravidade como tosse produtiva, febre de difícil controle e vômitos e diarreia, com risco de desidratação. Sempre que necessário procurar atendimento com pediatra”, ressalta o endocrinologista do Hospital Anchieta.

Muito se propagou na última década a “Teoria da Higiene“, onde acreditava-se que quanto menos exposta a um ambiente com micro-organismos em excesso, a criança ficaria menos doente. Hoje é de conhecimento público que essa exposição é benéfica, desde que não seja em excesso, pois propicia um desenvolvimento adequado da imunidade, evitando doenças graves.

Dia Mundial de Combate ao Câncer: quais hábitos podem ajudar na prevenção da doença?

Com o objetivo de conscientizar e educar a população sobre a importância da prevenção do câncer, a União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), marcou 4 de fevereiro como o Dia Mundial de Combate ao Câncer. A data tem como propósito alertar que hábitos preventivos na rotina das pessoas podem evitar milhões de mortes todos os anos.

 

O Dia Mundial de Combate ao Câncer

Além da prevenção da doença, o Dia Mundial de Combate ao Câncer tem como meta informar que esse é um dos problemas de saúde mais incidentes no mundo. De acordo com dados a UICC e do Globocan 2018, são 18,1 milhões de novos casos e 9,6 milhões de mortes por ano.

Ainda segundo informações da UICC, o câncer é a segunda maior causa de morte no mundo, sendo a causa de 70% de todas as mortes por câncer ocorrem em países de baixa e média renda. A instituição ressalta também que 27% de todos os casos são associados com tabagismo e álcool, enquanto casos atribuídos a mutações genéticas hereditárias giram entre 5% e 10%.

 

O câncer no Brasil

No Brasil, são estimados para 2019, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 600 mil novos casos da doença. Entre os cânceres com maior incidência entre os homens estão os de próstata, de traqueia, de brônquio e de pulmão, seguido de cólon e reto. Já entre as mulheres, os mais frequentes são os de mama, de cólon e reto e de colo do útero.

A tendência global ainda é de crescimento no número de casos de câncer, o que aumenta a importância de iniciativas como essas. De acordo com a OMS, uma a cada seis pessoas morrem no mundo em razão da doença e cerca de 18 milhões desenvolvem o câncer a cada ano, a maioria em países de baixa e média renda. A expectativa é que o número chegue a 21 milhões de pessoas, em 2030.

 

Prevenção do câncer

A UICC calcula que cerca de 3,7 milhões de vidas poderiam ser salvas anualmente com a implementação de medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento. O órgão afirma que, se houvesse um investimento maior em estratégias na prevenção do câncer, seria possível economizar 100 bilhões de dólares usados em tratamento de câncer.

“É importante destacar o impacto da educação e a prevenção junto a todos os tipos de cânceres, pois já está comprovada a redução de pelo menos 30% da incidência e mortalidade quando as ações são efetivas no sentido de prevenir ”, destaca Ricardo Antunes coordenador da área de Cirurgia Oncológica do Grupo Leforte e presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC).

Segundo o especialista, hábitos como alimentação saudável e a prática de atividades físicas, como caminhar, já são um bom começo, pois contribuem para evitar um fator de risco importante para o câncer: a obesidade.  Aliado a estas práticas, é preciso dar atenção aos exames preventivos de acordo com a faixa etária ou identificação de alguma alteração na saúde ou no corpo, como um pequeno nódulo.