5 alimentos antioxidantes que protegem a pele

Você já deve ter ouvido falar sobre os alimentos antioxidantes e a importância deles para a saúde em geral, principalmente, para combater o envelhecimento precoce. Mas o que são estes alimentos e por que são tão importantes para a saúde da pele? De acordo com a nutricionista, Marisa Coutinho, da rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, os alimentos antioxidantes são aqueles que possuem diversas substâncias, entre elas vitaminas e minerais, capazes de neutralizar os radicais livres e proteger as células de sua ação danosa. Ou seja, os alimentos antioxidantes possuem um efeito detox no organismo, evitando envelhecimento e garantindo a qualidade da pele. Frutas, vegetais, grãos, flores, chás e até o vinho são bons exemplos de fontes destes compostos.

Benefícios para a pele

Ao respirar, enviamos oxigênio para as células do corpo para a produção de energia, num processo conhecido como metabolismo oxidativo. Em cada etapa desse processo, se formam subprodutos. Cerca de 5% desses subprodutos podem ser tóxicos para as células se houver grande concentração, os chamados radicais livres. “Seu ataque frequente pode levar ao desenvolvimento de câncer em longo prazo, além de doenças cardiovasculares, neurológicas e diabetes. Além disso, os radicais livres também agridem a pele”, explica Marisa.

Por isso, os alimentos antioxidantes possuem uma importante ação para prevenir problemas na pele. “Estes alimentos ‘neutralizam’ os radicais livres formados, prevenindo assim, além das doenças, o envelhecimento precoce e o aparecimento de manchas, rugas e flacidez”, explica a nutricionista.

5 alimentos antioxidantes

Abaixo, a nutricionista listou alguns alimentos antioxidantes para ajudar no detox do organismo e garantir a prevenção de problemas na pele. Confira:

Alimentos ricos em selênio – ajudam a prevenir o envelhecimento precoce. Está presente nos peixes, cereais, ovos e castanha-do-Pará.

Alimentos ricos em vitamina C – ajudam a retardar o processo de envelhecimento, pois agem contra os radicais livres, além de participar na formação do colágeno.  É encontrada na laranja, limão, acerola e vegetais verde escuro.

Alimentos ricos em vitamina E – também ajudam a retardar o processo de envelhecimento precoce. Está presente em óleos vegetais, sementes oleaginosas como as nozes e castanhas.

Azeite – também com função antioxidante, diminui o ressecamento e ajuda na cicatrização e na redução de inflamações como cravos e espinhas.

Alimentos que devem ser evitados

Alimentos ricos em gorduras (frituras, carnes gordurosas) – aumentam o trabalho das glândulas sebáceas.

Alimentos enlatados, pois são ricos em aditivos químicos que podem gerar desequilíbrios no organismo.

Excesso de açúcares – com excesso de açúcares, o organismo produz mais insulina para “guardar” esta glicose e esse aumento na fabricação de insulina ocasiona em uma produção maior de hormônios que levam à acne.

Excesso de sal – além de levar a uma hipertensão, quando associado ao baixo consumo de água, propicia uma desidratação do organismo.

Excesso de bebidas alcoólicas – também leva a desidratação do organismo, além de serem pobres em nutrientes.

Meningite: o que é e como se pega

Hoje, 24 de abril é o Dia Mundial de Combate à Meningite, uma doença que pode deixar sequelas e levar à morte se não diagnosticada precocemente e tratada de forma adequada. A data foi criada para ressaltar a importância da prevenção da doença, que pode atingir crianças, jovens, adultos e idosos. A meningite consiste na inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Os sintomas da meningite podem ser facilmente confundidos com de qualquer infecção, já que incluem febre, dor de cabeça e vômitos.

Entre as causas infecciosas, a meningite pode ser provocada por bactérias, vírus, parasitas e fungos. A meningite bacteriana requer diagnóstico e tratamento imediatos, em razão do potencial de sequelas e da alta letalidade. Em crianças, a atenção deve ser redobrada, já que os pequenos nem sempre conseguem exprimir ou explicar o que sentem. “Os pais precisam ficar atentos à febre de difícil controle e que não abaixa com medicamento, além de dor de cabeça persistente e vômitos. Diante de um quadro com essas características, é importante procurar o pronto-socorro para uma investigação”, explica Dr. Victor Horácio, médico infectologista pediatra do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, Paraná.

Contágio e fatores de risco

Joice de Oliveira, que é mãe do pequeno Gustavo, de três anos, notou que o filho estava com sintomas suspeitos de meningite, como vômitos e dor de cabeça, e levou-o até a emergência do Hospital Pequeno Príncipe. “Inicialmente, ele não estava com febre, mas com dor de cabeça persistente. Os médicos realizaram diversos exames, incluindo a pulsão lombar que apontou meningite viral. O Gustavo ficou internado oito dias para tratamento. Hoje, ele está ótimo e segue em acompanhamento médico”, conta Joice.

O médico infectologista destaca que a meningite por contato com bactéria e vírus é feita por via respiratória, ou seja, pelo ar. Crianças com baixa imunidade por conta de desmame precoce, desnutrição, falta de vacinas e presença por longos períodos em ambientes fechados são mais suscetíveis à meningite. O tratamento inclui antibióticos por via venosa, em regime de internação hospitalar. “É muito importante o diagnóstico precoce. Se houver demora, a meningite pode causar paralisia cerebral, surdez, distúrbios da fala e locomoção e levar ao óbito”, destaca Dr. Victor Horácio.

Saúde do sono: dormir muito faz bem?

Dormir é fundamental para a manutenção da saúde do corpo e da mente, mas para isso o sono precisa ter qualidade e regularidade. A saúde do sono é tão importante que a evolução do conhecimento nesse assunto levou a criação de uma área de atuação chamada de medicina do sono. Os médicos especialistas nessa área realizam diagnósticos e tratam os distúrbios do sono como apneia, insônia, síndrome das pernas inquietas, sonambulismo, entre outros.

O assunto é sério e quem convive com distúrbios do sono pode até desenvolver doença cardiovascular e depressão. Isso porque o sono garante o bom funcionamento de todos os órgãos e sistemas.  De acordo com o neurologista Bruno Funchal, do Hospital Santa Paula, uma boa noite de sono pode reduzir o risco de obesidade e hipertensão, além de proteger contra o declínio cognitivo relacionado às demências. O sono reparador também tem sido associado à diminuição das taxas de depressão.

Dormir muito faz bem?

Um dos principais distúrbios do sono, a insônia acomete cerca de 40% da população brasileira, segundo dados do Instituto do Sono. “É muito importante saber que a insônia não é doença, mas um sintoma. Ela é a manifestação de que algo não anda bem e deve ser investigado. É necessário levar em consideração fatores sociais, biológicos, psicológicos, cognitivos, comportamentais e até mesmo genéticos, que podem desencadear o quadro”, explica o neurologista.

Por outro lado, será que dormir muito faz bem? Segundo o especialista, o tempo normal de sono é de sete a nove horas por dia. Abaixo de cinco horas ou acima de nove horas pode trazer impactos na saúde física e mental. “Em casos de excesso de sono pode indicar doenças próprias do sistema nervoso, como a narcolepsia e a hipersonia diurna. Porém, outras patologias clínicas como hipotireoidismo, insuficiência dos rins ou fígado, doenças auto-imunes e até mesmo depressão, podem ter como apresentação um quadro de excesso de sono”, esclarece Bruno Funchal.

10 dicas para garantir a saúde do sono

Abaixo, o neurologista listou algumas dicas para ajudar a garantir a saúde do sono. Confira:

  1. Dormir de 7 a 9 horas é o ideal para um sono reparador, levando a uma boa disposição durante o dia.
  2. Dê preferência a uma dieta balanceada, com alimentos leves, de fácil digestão, no período da noite.
  3. Durma no escuro. Abajur ou TV ligada atrapalham na hora de dormir, pois a luminosidade e o barulho dos aparelhos oferecem estímulos que atrapalham o início, a qualidade e a duração do sono. O mesmo vale para o hábito de ficar no celular já na cama, antes de dormir.
  4. Use roupas confortáveis para dormir, com tecidos leves e mais frescos, de preferência de cores claras, já que absorvem menos o calor.
  5. Café, alimentos com cafeína ou que possam estimular o sistema nervoso devem ser evitados de 4 a 6 horas antes de dormir, pois levam o organismo a um estado de alerta e atrasa a sonolência.
  6. Conforme a idade avança, o sono muda e ocorrem mais despertares durante a noite. Neste caso, é preciso avaliar a rotina e criar o hábito de fazer atividade física para que o corpo canse mais, incluindo as pessoas com mais de 60 anos. Dez minutos de exercício aeróbico já ajudam. Só evite exercício físico pesado pouco antes de dormir para não deixar o corpo em estado de alerta e provocar efeito contrário.
  7. Dormir até 30 minutos à tarde pode melhorar o humor e a disposição para atividades, mas caso tenha insônia ou dificuldade para dormir é melhor evitar.
  8. Um banho morno é relaxante e pode preparar o corpo para dormir.
  9. Mantenha uma rotina de sono e vá para a cama na mesma hora todas as noites, incluindo fins de semana.
  10. Medicamentos devem ser indicados apenas em último caso.

Como combater a síndrome do pensamento acelerado?

Nos últimos anos, o número de casos de pessoas com doenças psicológicas tem aumentado expressivamente em todo o mundo. Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmam que só na última década os casos de depressão aumentaram em 18,4% – isso corresponde a 322 milhões de pessoas no planeta. No Brasil, 5,8% da população tem a doença. O nosso País também possui o maior número de casos de ansiedade: 9,3% da população sofre desse mal.

Embora a divulgação sobre o tema tenha crescido, existem algumas síndromes que não só afetam um grande número de pessoas, como também podem levar ao desenvolvimento das doenças anteriormente citadas: as síndromes de burnout e do pensamento acelerado. Ambas possuem sintomas parecidos, entre eles o estresse, a irritabilidade e os distúrbios do sono.

No entanto, cada uma tem características específicas, como no caso da burnout que, geralmente, surge em decorrência do ambiente profissional. Já a síndrome do pensamento acelerado pode afetar qualquer pessoa (até mesmo crianças) e em qualquer lugar. Normalmente ela antecede a ansiedade, por isso, muitas vezes não é facilmente diagnosticada, até que manifeste um quadro mais intenso.

Como identificar a síndrome do pensamento acelerado?

Você está sempre cansado, mesmo logo que acorda? Tem dores de cabeça e musculares constantemente? Vive entediado e impaciente? Tem dificuldade em lidar com pessoas lentas? Está constantemente irritado e não sabe lidar com contrariedades às suas opiniões? Tem problemas em manter o foco e de memória? Insônia? Sofre por antecipação? Todos esses sintomas costumam se manifestar em pessoas com a síndrome do pensamento acelerado.

A pessoa que possui essa síndrome está constantemente preocupada, tentando absorver e lidar com um número cada vez maior de informações e estímulos recebidos no dia a dia, especialmente devido ao uso intenso da internet e das redes sociais. Como não consegue se “desligar”, o indivíduo tem a vida afetada, no campo pessoal e profissional, devido ao estresse gerado por tentar dar conta de tudo ao mesmo tempo.

Como evitar?

Diante de qualquer sinal da síndrome do pensamento acelerado é importante buscar ajuda com um profissional da área da Saúde Mental, como psicólogo ou psiquiatra. Abaixo, seguem algumas atividades e dicas que podem ajudar a garantir uma vida mais tranquila e desacelerada:

  1. Ouça uma música relaxante (em volume baixo) durante o período de estudo ou de trabalho.
  2. Evite o excesso de informações. Limite o número de vezes que acessa as redes sociais e tente não entrar em polêmicas quando estiver online.
  3. Estabeleça prioridades nas suas atividades diárias.
  4. Faça atividade física. Pode ser musculação, caminhada, dança, natação, yoga ou qualquer outro exercício de sua preferência. O importante é se movimentar.
  5. Diminua o ritmo. Faça menos horas-extras, descanse quando puder e tire férias.
  6. Evite a competição. O mundo corporativo pode ser um lugar competitivo, no entanto, é importante evitar comparações. Aprender a lidar com os altos e baixos da vida e da carreira, sem deixar a essência pessoal de lado pode trazer menos ansiedade e mais tranquilidade.

5 cuidados com a pele no outono que seu rosto precisa

Considerada uma das estações mais charmosas do ano, o outono é marcado pelas temperaturas mais amenas e agradáveis. Por outro lado, com a transição do verão para o inverno, os termômetros baixam, transpiramos menos e também é comum tomarmos banhos mais quentes. Com isso, há uma tendência à pele ressecada. Assim, a pele no outono merece alguns cuidados especiais para se manter saudável e bonita. Selecionamos cinco cuidados que a pele do seu rosto precisa durante o outono. Confira.

1 – Alimente-se de forma adequada

A saúde da pele começa pela boca. Uma alimentação saudável e equilibrada faz parte dos cuidados com a pele. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), é importante ingerir com frequência legumes, hortaliças, frutas, além de castanhas, nozes e amêndoas que são ricas em vitamina E, selênio e antioxidantes, aliados importantes para uma pele saudável e bonita. A ingestão de pelo menos dois litros de água também é de suma importância para evitar o ressecamento da pele.

2- Mantenha a limpeza do rosto em dia

A higiene da pele do rosto é muito importante para evitar o acúmulo de oleosidade e resíduos de maquiagem, poeira e poluentes que podem causar cravos e espinhas, além do envelhecimento precoce. Por isso, a pele no outono deve ser lavada duas vezes ao dia, de manhã e à noite, com sabonetes específicos. Para peles secas e normais, os produtos líquidos com pH neutro são recomendados.

Já para peles oleosas a mistas, o ideal é optar por sabonetes adstringentes para remoção das impurezas e desobstrução dos poros. Além disso, não é recomendado dormir com maquiagem no rosto. É importante removê-la utilizando demaquilantes específicos e a limpeza pode ser complementada com o uso de tônicos que retiram os resíduos das impurezas da pele.

3- Hidrate-se

Manter a hidratação da pele ajuda na manutenção do viço, além de garantir a proteção cutânea contra o ressecamento, envelhecimento precoce, irritações e até infecções. Por isso, a pele no outono deve receber hidratantes apropriados para cada tipo e região do corpo, sem esquecer dos lábios que costumam ressecar bastante. Segundo a SBD, mesmo quem tem pele oleosa deve se hidratar com cremes “oil free”.

4 – Cuidados com a esfoliação e temperatura do chuveiro

É importante evitar os banhos quentes e demorados, além da esfoliação e dos sabonetes em uso excessivo. Esses fatores podem alterar a composição do manto hidrolipídico, um hidratante natural produzido pelo próprio organismo que protege a pele contra o ressecamento.

5 – Proteja-se do sol

Mesmo durante os dias nublados, é necessário usar protetor solar, já que a radiação ultravioleta (UV) atravessa as nuvens. A exposição ao sol em excesso pode causar diversas alterações na pele que comprometem tanto a estética quanto a saúde como um todo, causando tumores malignos como o melanoma. Por isso, é importante escolher protetores solares adequados para o rosto com fator de proteção (FPS) 30 ou maior. O produto deve ser aplicado ainda em casa e reaplicado a cada duas horas, se houver transpiração excessiva ou exposição solar prolongada. A quantidade recomendada pela SBD é de uma colher de chá rasa para o rosto e três colheres de sopa para o corpo.

5 – Atenção às doenças de pele

Durante as temperaturas mais frias, algumas doenças podem aparecer por conta do ressecamento da pele, como a dermatite seborreica e atópica. Os principais sintomas da dermatite seborreica são descamação da pele, causada pela desregulação da produção sebácea. Já a atópica é caracterizada pela intensa coceira. A qualquer sintoma dessas doenças, é importante procurar a avaliação de um médico dermatologista, que irá recomendar uma série de cuidados com a pele, que podem incluir o uso de medicamentos tópicos e orais.

O que é Transtorno de Estresse Pós-Traumático?

Passar por situações que não são exatamente como queríamos, é algo que acontece com todos. Mas quando situações passam de desagradáveis para trágicas, os traumas psicológicos e emocionais podem resultar em um Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT).

É claro que uma situação que traumatiza alguém a ponto de causar complicações psicológicas, não necessariamente causará os mesmos efeitos em outras pessoas. Mas, algumas vivências têm maiores chances de causar um impacto negativo na saúde mental, como situações de violência (aqui, entram momentos que vão desde um assalto, até guerras) e situações de abuso físico ou psicológico.

Sintomas do Transtorno de Estresse Pós-Traumático

O Transtorno de Estresse Pós-Traumático está no extenso guarda-chuva de manifestações da ansiedade e pode acontecer em qualquer idade. Seja por situações de violência urbana vividas por adultos ou situações de abuso físico e sexual experienciadas por crianças, o TEPT causa sintomas que são divididos em três grupos:

  • Revivência do trauma: refere-se aos quadros que incluem flashbacks, pensamentos intrusivos e pesadelos sobre o momento em que os traumas psicológicos aconteceram;
  • Esquiva: neste grupo estão os portadores de TEPT que veem seus traumas emocionais interferirem de forma mais direta em sua vida social, pois trata-se do isolamento buscado por alguns pacientes a fim de evitar situações que desencadeiam ou engatilham lembranças da situação traumática;
  • Hiperexcitabilidade psíquica e psicomotora: grupo que sente de forma física o TEPT, através de sintomas como taquicardia, sudorese, insônia, distúrbios de concentração e intenso estado de alerta.

Tratamentos

Não são apenas situações individuais que causam as complicações psicológicas, inclusive, nem sempre somos os personagens principais da razão do nosso trauma. Ao presenciar momentos de ameaça à vida e ao psicológico de pessoas queridas, por exemplo, o TEPT também pode se desenvolver. Testemunhar violências muito fortes com outras pessoas, não necessariamente próximas a você afetivamente, também pode desencadear o problema.

Essa é uma das maiores preocupações em casos de tragédias. Acontecimentos como os rompimentos de barragens nas cidades de Mariana e Brumadinho, no estado de Minas Gerais, chamaram a atenção da sociedade para a necessidade de abordagens científicas para amenizar os traumas emocionais e psicológicos causados nos sobreviventes.

O essencial em casos de situações que marcam tão negativamente a vida de alguém, é buscar a psicoterapia. Não é em todos os casos que os próprios pacientes levam os indicativos a sério, por serem de ordem psicológica e emocional. Mas quanto antes o quadro for diagnosticado, melhor será para manter a saúde mental em dia.

Só terapia funciona?

Em alguns casos, sim. Em outros, não. Assim como a origem de traumas psicológicos é algo relativo e com uma série de variáveis de acordo com a personalidade de cada pessoa, a resposta a tratamentos também.

Por isso, combater o Transtorno de Estresse Pós-Traumático com a ajuda de medicamentos pode ser necessário. Neste caso, costuma-se usar antidepressivos e ansiolíticos, mas sempre combinados com a psicoterapia.

É de extrema importância que as pessoas em dificuldade mental façam um bom acompanhamento psicológico, pois a TEPT não é a única doença que pode surgir através de traumas emocionais. A depressão e o próprio transtorno de ansiedade generalizada também podem indicar reflexos de situações que deixaram lembranças incômodas.

Se você está sentindo alguns desses sintomas, não deixe de procurar um médico. Caso já tenha passado por situações traumáticas na vida, busque ajuda, pois elas podem interferir na sua vida mesmo anos depois do acontecido.

O que é esclerose múltipla? Saiba reconhecer sinais da doença

De tempos em tempos, algumas condições de saúde ganham muito espaço na grande mídia, especialmente quando acometem pessoas famosas. É o caso da esclerose múltipla, que muitos ouviram falar pela primeira vez através da atriz Cláudia Rodrigues.

Apesar da grande repercussão e toda comoção causada, muitos ainda não sabem ao certo o que é esclerose múltipla. Por isso, a condição ainda é cercada de alguns mitos.

O que é esclerose múltipla?

As causas do problema de saúde ainda não são completamente conhecidas, mas trata-se de uma doença crônica e autoimune. Ou seja, a esclerose múltipla é um problema que faz com que os mecanismos de defesa de um organismo ataquem partes do corpo.

No caso, o sistema nervoso é a região fragilizada, já que é uma doença neurológica. O organismo se volta contra os neurônios, causando inflamações na área que resultam nos surtos de esclerose.

O que é um surto de esclerose múltipla?

Muitos relacionam a palavra “surto” com episódios de descontrole psicológico, mas nos casos característicos do quadro que define o que é esclerose múltipla, o surto é a manifestação da doença. Os sintomas da esclerose múltipla são variados, pois a doença crônica age com certa peculiaridade em cada organismo, mas alguns sintomas são muito comuns.

Alterações na visão como enxergar embaçado, dificuldade para identificar cores, perda temporária da visão, alterações na frequência urinária, formigamentos duradouros nas pernas ou apenas de um lado do corpo, podem fazer parte do quadro.

Algumas habilidades motoras também podem sofrer com a doença crônica, além da existência de tremores, que podem compor o diagnóstico. Com o avanço da esclerose múltipla, há a possibilidade dos movimentos serem completamente comprometidos e muitos portadores chegam à dependência de cadeiras de rodas, mas é uma consequência que não faz parte de todos os quadros.

A condição de saúde ainda é cercada por alguns mistérios. Complexa, sua cura, por exemplo, ainda não foi descoberta. Com isso, alguns mitos popularizaram-se e podem ser prejudiciais para que o diagnóstico seja feito antes do avanço.

Mitos e verdades

  • A esclerose múltipla é muitas vezes dita uma doença rara, mas em 2017 já estimava-se que mais de 3 milhões de pessoas eram portadoras da doença. Em 2014, a doença também foi identificada como a segunda causa de incapacidade neurológica em jovens, segundo a Federação Internacional de Esclerose Múltipla;
  • A doença não afeta só mulheres, como muitos pensam, ainda que seja mais comum entre elas;
  • Apesar dos surtos mais intensos ocorrerem, geralmente, entre 20 e 40 anos, pode se manifestar em qualquer idade, até mesmo na infância;
  • A esclerose não causa demência necessariamente. Alguns pacientes podem apresentar maior lentidão intelectual, mas não é algo visto em todos e, quando identificado no início do problema, a reversão pode ser feita;
  • Não trata-se de uma doença que se mostra progressiva em todos os casos, isso varia de paciente para paciente;
  • Algo curioso, é que a incidência da condição é maior em pessoas caucasianas, principalmente quando vivem em áreas de clima temperado.

Como a doença de Parkinson muda o dia a dia de uma pessoa?

Por afetar tantas tarefas, das domésticas às profissionais, e ser uma doença degenerativa, progressiva e ainda sem cura, o mal de Parkinson é o medo de muita gente quando o assunto é o envelhecimento. Mas os tremores ocasionados pela doença, apesar de serem um dos mais lembrados sintomas do Parkinson, não são os principais.

Sinais do mal de Parkinson

A redução da agilidade nos movimentos corporais é o mais comum dos sintomas do Parkinson. Mas um fator dificulta que esse indicativo seja notado: os mais afetados são pessoas idosas, que naturalmente apresentam maior lentidão nos movimentos, em comparação com outras fases da vida.

Como detectar a doença o mais rápido possível aumentam as chances de controlar o mal, é importante ficar atento aos sinais. O enrijecimento muscular e a dificuldade para manter uma postura de forma constante também são parte do quadro indicativo de Parkinson.

Ter atenção ao próprio corpo e seus movimentos é fundamental para que o diagnóstico seja feito antes que a condição avance. Por apresentar somente indícios clínicos, os sintomas do Parkinson muitas vezes podem passar despercebidos ou serem associados a outras condições. No caso de Ney Pereira Alves Pereira, 69, o primeiro sinal de que era parkinsoniano foi a tremedeira:

“Começou a tremer quando eu ficava em repouso. Eu estava vivendo uma situação tensa de perda de um animal, separação da mulher. 2009, 2010 e 2011 foram bem fortes, muita mudança. Eu ficava deitado, à noite, a mão esquerda começava a tremer sozinha, isso em 2008, e uma lentidão também, um arrastar nos pés. Eu fui tratado primeiro como tendo tremor essencial, aí depois que se configurou o Parkinson”.

Físico reflete no emocional

Apesar de desencadear uma série de manifestações físicas, a doença de Parkinson não abala apenas as habilidades motoras dos portadores. Como as tarefas mais corriqueiras como abotoar uma camisa e passar um café passam a demandar muito esforço ou se tornam inviáveis, o emocional também pode ficar fragilizado.

“Esse período de 2008 até 2011, foi muito tenso. Eu bebia, me separei, não tinha lugar pra ficar… Aí, no final de 2011, eu fui para o sul de Florianópolis, na pousada de um amigo, e aí as coisas foram entrando num eixo muito bom”, conta Ney.  

A vida social e profissional também podem passar por mudanças após os primeiros sintomas do Parkinson. Por ser causada, principalmente, pela morte de células cerebrais, é uma doença degenerativa e progressiva e pode comprometer habilidades requisitadas para a atuação profissional, assim como impossibilitar atividades sociais antes vistas como simples.

“Eu fui me equilibrando novamente [em Santa Catarina], porque eu também fui perdendo a capacidade de trabalhar, mas lá em Santa Catarina, as coisas foram muito boas”, declarou.

Tem tratamento

Apesar de já ter sido relatada pela primeira vez há mais de 200 anos, a doença de Parkinson ainda não teve uma cura descoberta. Mas as esperanças não podem ser perdidas, pois existem tratamentos para suavizar os sintomas.

As opções variam entre abordagens com remédios, cirurgia ou tratamentos psicológicos. Aqui, é fundamental que o portador aceite que tem a condição e, assim, prossiga para os tratamentos que seus médicos julgarem mais adequados. É possível combinar abordagens tradicionais com tratamentos alternativos também, como mostra a trajetória de Ney em busca de amenizar os sintomas.

“Hoje, estou fazendo fonoaudiologia, faço fisioterapia também, no Hospital das Clínicas, e vou começar a fazer um trabalho no instituto Lucy Montoro. São técnicas de reabilitação, com um fisiatra, uma equipe de psicólogos, tudo: terapia ocupacional, artística… Parece que é bem bom. No dia a dia ajuda, a medicação segura, né? Acalma os sintomas. A maior parte dos meus dias, parece que eu não tenho nada. Até quando eu vou na consulta do HC eu penso ‘poxa, eu não tenho nada’, porque tem gente que tem muito tremor, descontrole, cinesia. Comigo isso não acontece, eu tenho mais freezing, que é o congelamento. Por conta disso, eu quase rompi o tendão de Aquiles, mas estou em tratamento, estou usando uma bota ortopédica agora”, relata.

Mesmo encontrando tanta força para seguir recomendações médicas e, ainda, procurar alternativas, o entrevistado destaca que nada disso seria possível sem apoio de pessoas próximas. Tanto amigos, quanto filhos e até a ex-mulher, dão um suporte que para Ney é fundamental:

“Se não fosse a família e os amigos, realmente seria duro segurar isso. Porque você tem que conviver com uma sentença, né? Você tem uma doença degenerativa, não tem cura e é progressiva. Mas eu acredito que a gente pode reverter isso (…) Teve um médico que me disse assim: ‘Ney, você vai morrer com 112 anos com o Parkinson e não de Parkinson’, achei legal”, conta.

Como a higiene dos dentes afeta nossa saúde?

Que a higiene dos dentes é importante, você já deve saber. Até porque, quem não quer ter um belo sorriso como cartão de visitas? Mas, a importância de ter gengivas e dentes saudáveis vai muito além de dentes brancos e hálito fresco.

A limpeza dos dentes pode influenciar diretamente na saúde de todo o organismo. E não estamos falando apenas de grandes problemas, não. Até mesmo uma cárie mal tratada pode gerar complicações para o resto do corpo no futuro.

A importância de manter os dentes saudáveis é tanta que as doenças desencadeadas por maus hábitos na higiene bucal vão desde problemas respiratórios até dificuldades cardíacas. Isso acontece porque as bactérias acumuladas na região não ficam concentradas apenas ali, elas se espalham para outras partes do corpo através da corrente sanguínea.

Entre as complicações mais sérias que a falta de uma adequada limpeza dos dentes pode causar, está, por exemplo, a infecção da válvula cardíaca. Quando as bactérias que se proliferam na boca atingem o sistema vascular, elas podem chegar no tecido cardíaco. Sem um cuidado apropriado, a condição pode evoluir e causar insuficiência cardíaca e também renal.

Periodontite

Um dos maiores perigos ao organismo é a periodontite. Trata-se de uma doença inflamatória que atinge as gengivas e os ossos da boca e evolui rapidamente, causando dores intensas, encolhimento da gengiva e perda dos dentes.

A preocupação se dá porque, além da seriedade das consequências bucais da periodontite, ela pode afetar definitivamente as células da boca. Assim, o risco de câncer é ainda mais elevado, já que as substâncias produzidas pelas bactérias da doença também podem ser cancerígenas.

Câncer de boca

Outro grande alerta que se acende com a má higiene dos dentes é o do câncer de boca. A doença atinge desde os lábios, passando pelo céu e assoalho da boca, até a língua. Apesar do risco ser maior no caso de fumantes e alcoólatras, a doença não deve ser descartada, então é preciso manter os dentes saudáveis para também precavê-la.

Além das doenças que são provocadas diretamente pela falta de limpeza dos dentes, algumas condições podem ser agravadas pelas bactérias. É o caso da diabetes e do Papilomavírus humano, o HPV.

A prevenção aos males, no entanto, é fácil: mantenha uma rotina de limpeza bucal e dentária. Basta seguir todas as recomendações que ouvimos desde a infância. Como bons conselhos nunca são demais, veja abaixo como manter sua boca sempre limpa:

  • Escove os dentes pelo menos duas vezes ao dia. Não tenha pressa, pois é preciso que a escova passe por cada canto da sua boca;
  • Use uma escova de dentes adequada para sua arcada dentária. Consulte seu dentista sobre o tamanho ideal;
  • Utilize fio dental diariamente. É importante que você sempre use uma parte limpa para cada dente;
  • Enxaguantes bucais com flúor também reforçam a higiene dos dentes, mas não devem substituir a escovação ou o fio dental;
  • Vá ao dentista, pelo menos, a cada seis meses;
  • Tenha cuidado com o armazenamento da sua escova também, sempre guardando ela seca e não deixando que passe dos três meses de uso;
  • Evite o contato de áreas mais expostas, como as mãos, com a boca. Hábitos como roer unhas podem impactar diretamente na limpeza e saúde dos dentes.

Como escolher os melhores exercícios para perder peso?

Não é de hoje que ouvimos falar sobre os benefícios de exercitar-se. Além de ativar o corpo e proporcionar mais energia, são uma ótima ferramenta no combate aos perigos do sobrepeso e todos os males que ele causa. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 300 milhões de pessoas no mundo são obesas. Por isso, divulgar os melhores exercícios para perder peso é uma necessidade de saúde.

A obesidade nada mais é do que o intenso acúmulo de gordura, condição que afeta tanto adultos quanto crianças. Mas considerando só os maiores de 18 anos, por exemplo, a obesidade no Brasil já afeta cerca de 18,9% das pessoas, de acordo com dados do Ministério da Saúde divulgados pela revista Veja em junho de 2018.

A dificuldade de adultos para perder peso é um dos alertas da OMS, uma vez que identificaram que a obesidade em pessoas já desenvolvidas aumenta em cenários diferentes, ou seja, tanto em países desenvolvidos quanto em áreas em desenvolvimento. Mas como lutar contra esse vilão? Como prevenir a obesidade?

Todo tipo de corpo pode se beneficiar da prática de atividades físicas, mas, para isso, é preciso analisar as necessidades do seu físico e objetivos. Se você é obeso ou obesa e está em busca de se livrar de alguns quilos, a melhor dica é apostar no fortalecimento da musculatura e dos ossos.

Músculos mais resistentes

Para revigorar os músculos, além da clássica musculação, algumas outras opções podem ser bons caminhos. A hidroginástica, por exemplo, além de ajudar no processo, não é uma atividade de tanto impacto, evitando outras complicações físicas.

Como falamos, a clássica musculação também é uma boa forma de revigorar o corpo. A prática dessa atividade auxilia na aceleração do metabolismo e, automaticamente, na perda de gordura acumulada. Mas atenção, é importante ter muito cuidado com a postura, já que a prática inadequada da musculação pode impactar negativamente nas articulações.

Atenção às articulações

As articulações são, inclusive, uma das grandes preocupações quando falamos em melhores exercícios para perder peso. É preciso ter muito cuidado e acompanhamento de especialistas nas atividades praticadas, pois as complicações causadas pela sobrecarga de peso em uma articulação podem ser várias e você, certamente, vai querer evitar isso na sua rotina para combater ou prevenir a obesidade.

Andar é uma atividade que muitos se identificam, mas também é necessário ter alguns cuidados no caso de sobrepeso. Se você está começando a prática, tenha consciência disso e não desrespeite os limites do seu corpo. Não invista em uma rotina de exercícios tão intensa, pois, durante caminhadas, as articulações sofrem maior pressão do que o normal e o resultado não será nada bom. Por esse mesmo motivo, corridas não são a melhor indicação para combater ou prevenir a obesidade, já que o impacto pode ser até três vezes maior do que o sentido durante caminhadas.

A verdade é que pessoas com sobrepeso ou obesidade podem fazer qualquer exercício físico, desde que adaptado às suas necessidades. Leve em conta essas dicas para sempre encontrar a melhor alternativa para você. Por isso, é fundamental sempre contar com o acompanhamento de especialistas, que vão poder analisar com cuidado cada caso e orientar as atividades escolhidas.