Dia Mundial sem Tabaco: seis em cada dez fumantes morrem pelas consequências do vício

Dia 31 de maio registra o Dia Mundial sem Tabaco, e os dados são alarmantes. Estima-se que no Brasil, cerca de 420 pessoas morram por dia devido à dependência da nicotina. De cada seis fumantes, dez perdem suas vidas por conta de problemas de saúde causados pelo vício. Os dados são do Inca (Instituto Nacional de Câncer), que reforça que 90% dos cânceres de pulmão são causados pelo tabaco fumado (como o cigarro).

Além de contribuir para o aumento da incidência de tumores, o tabagismo também é um importante gatilho para problemas como AVC (Acidente Vascular Cerebral) e doenças cardíacas.

Tabagismo é doença

Parar de fumar não é fácil e, por isso, não deve ser encarado apenas como um hábito nocivo à saúde.

O tabagismo é uma doença que causa dependência. Segundo os especialistas, quem busca aliviar no cigarro a ansiedade, depressão, tristeza ou estresse possui alto grau de dependência. Assim como aqueles que acordam e acendem um cigarro ou precisam fumar antes de iniciar qualquer atividade, como ler um simples e-mail.

Como tratar o vício 

A boa notícia é que como boa parte das doenças, o tabagismo tem cura. O mais importante é o indivíduo se conscientizar que precisa de ajuda e estar disposto a enfrentar as consequências de se livrar da dependência.

Quando só a força de vontade não é suficiente para largar o vício, o recomendado é buscar ajuda médica. O especialista vai indicar os remédios mais propícios para cada um e fazer o acompanhamento da situação.

Benefícios ao parar de fumar

O esforço vale a pena. Quem deixa de fumar, relata que nos primeiros dias já é possível sentir uma melhora significativa na qualidade de vida, como respirar sem dificuldade e até mesmo sentir sabores e cheiros que não eram possíveis antes.

Entre cinco e dez anos, estima-se também que o risco de sofrer um infarto se iguala ao de um não fumante. Sem contar que a chance de ter um câncer também diminui.

Que tal aproveitar o dia de hoje para começar uma nova fase na sua vida? No final das contas, você só tem a ganhar.

Como cuidar da voz e sua importância para a saúde

Se você acha que só cantores precisam cuidar da voz, está muito enganado! Nossa voz é mais do que apenas um canal de comunicação, ela é uma expressão da própria identidade, transpassando nossos sentimentos, emoções, ideias e força. Por esse motivo, aprender como cuidar da voz é fundamental para os cuidados com a saúde como um todo.

Muitas vezes, problemas na voz podem passar despercebidos e, por esse motivo, ter atenção é essencial. Alguns deles, inclusive, podem sinalizar o diagnóstico precoce de doenças mais sérias.

Como funciona a nossa voz 

A voz humana é produzida na laringe e possui duas dobras, músculos e mucosas.  As pregas vocais servem para produzir a voz, vibrando com a passagem do ar dos pulmões, que é o “combustível” para emitir um som básico. Este som é transformado em fala pelos movimentos de diversas estruturas, como língua, boca e lábios. Nossa voz é única, e pode ser uma característica herdada do ambiente em que vivemos, capaz de nos identificar pela forma que usamos, embora varie de acordo com nossas emoções.

Segundo a Fonoaudióloga do Hospital São Lucas da PUCRS, Dra. Ligia Motta, a voz pode mudar ao longo da vida, apresentando características diferentes entre a infância, a puberdade, a vida adulta e entre os idosos, podendo mudar também na época da menopausa para as mulheres, devido às questões hormonais. “A tendência é que a voz se torne mais grave com o passar do tempo para as mulheres. Por isso, precisamos manter hábitos vocais saudáveis, realizar exercícios vocais com regularidade, principalmente, para quem é profissional da voz. Importante, ressaltar, que exercícios vocais devem ser indicados e supervisionados pelo fonoaudiólogo especialista em voz”, destaca.

Voz e stress

Afonias podem estar ligadas ao estresse. Conhecida como disfonia psicogênica, são casos relacionados com barreiras psicológicas muitas vezes evidenciados no nervosismo, situações de risco, bloqueio emocional e emoções fortes, que acabam refletindo na voz. Disfonias (qualquer alteração na voz como rouquidão, falhas durante a fala, mudanças de tom, entre outras) são muito comuns, no entanto, em casos mais sérios e de persistência do sintoma, é importante consultar o especialista.

Como cuidar da voz

Doenças de voz são tratadas facilmente se diagnosticadas no tempo certo, por isso a importância de se aprender como cuidar da voz corretamente. Alterações na voz, tosse frequente, alterações no timbre vocal ou dificuldade de falar, pigarro ou rouquidão frequente são alguns dos indícios que podem indicar algum problema vocal.

De acordo com a especialista, é essencial identificar os sinais e procurar um profissional rapidamente. “O Brasil é um país que possui uma grande incidência em câncer de laringe. Por isso, é importante chamarmos a atenção para estes casos, por meio de campanhas e ações de conscientização como o Dia Mundial da Voz. Por não enxergamos a voz, muitas vezes, deixamos passar muitos sintomas indicativos”, conclui.

Os cuidados com a voz devem ser contínuos. Confira algumas dicas para manter a saúde da fala em dia:

  • Evitar fumo;
  • Evitar ingerir bebidas alcoólicas antes do uso da voz profissional;
  • Manter o corpo hidratado. Ingerir água ao longo de todo o dia;
  • Falar com projeção da voz, mantenha uma articulação precisa;
  • Manter uma alimentação saudável;
  • Manter uma adequada saúde bucal, pois os dentes também possuem uma função importante na promoção de clareza e projeção da fala;
  • Evitar falar em tom inadequado;
  • Evitar falar demasiadamente em períodos de resfriados ou crises alérgicas;
  • Fazer exercícios vocais regulares ou fazer aquecimento vocal e desaquecimento vocal antes do uso da voz profissional.

Por que sentimos mais as dores da fibromialgia no inverno?

Com a chegada das temperaturas mais baixas é muito comum que portadores de fibromialgia sintam a piora dos sintomas da síndrome, em especial a piora das dores em articulações. Essas dores recorrentes causadas pela síndrome costumam se intensificar com mudanças climáticas como chuva, aumento ou diminuição excessiva da umidade e frio.

Dentre essas mudanças, certamente a que mais incomoda o portador da fibromialgia é o frio, exatamente por isso a fibromialgia no inverno deve ser tratada com mais atenção. Para entender melhor a síndrome e o por quê das dores se intensificam no inverno acompanhe nosso artigo exclusivo.

O que é a fibromialgia?

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada pelo surgimento de fortes dores em diversas regiões do corpo. Essas dores costumam ser intensas e insistentes: podem durar diversas semanas. Os tecidos moles são os que mais sofrem com a síndrome e apresentam sensibilidade nas articulações, tendões e músculos.

A incidência da fibromialgia é mais alta em mulheres, sendo que cerca de 80% dos casos diagnosticados são em pacientes do sexo feminino. A razão para isso ainda é desconhecida, mas descarta-se que tenha relação direta com hormônios uma vez que a fibromialgia afeta mulheres em idades diversas, na pré e pós menopausa.

Sintomas da fibromialgia

Embora a fibromialgia seja popularmente conhecida pela dor generalizada que acomete os pacientes, existem diversos outros sintomas que juntos indicam um quadro de fibromialgia. Os sintomas mais comuns da síndrome são:

 

  • Dor generalizada:  A dor generalizada causada pela fibromialgia é o sintoma mais conhecido. De acordo com os pacientes, a dor ocorre em diversas partes do corpo e pode demorar até três meses para melhorar.

 

 

  • Cognição prejudicada: Outro sintoma que os portadores da síndrome podem sentir é maior dificuldade de se manter concentrado e focado em atividades como leituras, jogos de estratégia, entre outras atividades que requerem esforço mental.

 

 

  • Dormência: Portadores de fibromialgia costumeiramente apresentam também dormência em regiões como pés e mãos.

 

 

  • Fadiga: Também é comum que os pacientes se queixem de cansaço excessivo, inclusive após acordar. Grande parte da fadiga se deve a má qualidade do sono do paciente uma vez que a dor pode interromper o descanso.

 

 

  • Dificuldades relativas ao sono: Dentre as dificuldades em relação ao sono do portador da fibromialgia é comum o relato de apnéia do sono, insônia e síndrome das pernas inquietas.

 

Por que as dores da fibromialgia no inverno são mais intensas?

Uma das principais queixas dos pacientes é a piora da fibromialgia no inverno. Essa piora acontece por uma série de fatores. O fator que mais auxilia no aumento das dores é a contração natural do corpo perante as baixas temperaturas.

Com essa contração excessiva, os músculos e articulações acabam se sobrecarregando o que faz com que as dores sejam ainda mais fortes. Outro fator que também faz com que as dores piorem é a baixa oxigenação das regiões devido a contração muscular causada pela sensação de frio. Sem o oxigênio a produção de ácido lático aumenta e consequentemente as dores.

O que fazer para prevenir a piora dos sintomas da fibromialgia no inverno?

Para prevenir as dores é importante se manter fiel às medicações prescritas pelo médico. O tratamento adequado ajuda no controle das dores e auxilia também na melhora de outros sintomas.

A prática de exercícios físicos de baixo impacto auxiliam na oxigenação do corpo, o que também pode amenizar as dores.

Por fim, é importante evitar locais frios, se mantendo em ambientes que possuam uma temperatura confortável, em que o corpo não precisará se esforçar para manter sua temperatura nos naturais 36,5°C.

O que é endometriose? Fique atenta aos sintomas mais comuns e saiba como tratar

Todos os meses, a maioria das mulheres em idade reprodutiva passa pelos desconfortos do período menstrual, que normalmente são marcados por cólicas, indisposição, dor de cabeça ou enxaqueca.

Porém,  para cerca de 15% delas, a época da menstruação é ainda pior. O ciclo menstrual costuma ser insuportável, com fortes dores na região inferior do abdômen e cólicas intensas, que chegam, muitas vezes, a prejudicar a rotina.

Um dos motivos para esse quadro pode ser a endometriose.

O que é endometriose?

 

A endometriose é caracterizada pelo surgimento do endométrio, mucosa que reveste o útero internamente, fora da cavidade uterina.

Em 90% dos casos, ela acomete a região pélvica, área localizada na parte inferior do abdômen. Porém, em 10% das situações, a endometriose também pode surgir na porção superior do abdômen e mais raramente na região do tórax.

Em todo o mundo, estima-se que cerca de 7% a 15% das mulheres em idade reprodutiva são afetadas pela doença. No Brasil, a estimativa é de aproximadamente 20 milhões de mulheres com alguma forma de endometriose. Felizmente, a maioria não necessita de tratamento e menos de 50% dos casos afetam a fertilidade.

 “Infelizmente, as causas que levam à endometriose ainda não foram totalmente desvendadas pela ciência. Embora existam diversas teorias, não há uma conclusão que justifique sua origem”, afirma o Dr. Ricardo Pereira, diretor do Centro de Endometriose e Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva do Hospital e Maternidade Santa Joana.

Endometriose – sintomas

 

Como a localização mais comum da doença é na região pélvica, frequentemente os sintomas da endometriose ocorrem neste local. São eles: cólica menstrual, dor na relação sexual (dispareunia de profundidade), sensação de pontada no baixo ventre, distensão do abdômen inferior, alterações na evacuação ou na micção, movimentos de gases intestinais dolorosos, sintomas digestivos semelhantes à gastrite, constipação intestinal, entre outros.

“Raramente, a endometriose determina dores contínuas, mas, quando isto ocorre, há uma intensificação na fase pré-menstrual, durante a menstruação e, algumas vezes, no período da ovulação, no meio do ciclo menstrual. Entretanto, se a endometriose estiver localizada em outras regiões, podem surgir reações e repercussões em diferentes partes do corpo e sistemas do organismo, alterando seu funcionamento e provocando inflamações no local com o consequente surgimento de lesões, que podem ser de diferentes tamanhos, aspectos e profundidades”, explica o médico.

Nesses casos, segundo o especialista, o processo inflamatório pode aparecer acompanhado de fadiga crônica ou cansaço intenso, que não é reparado por um período de sono adequado. “Em casos raros, quando a doença surge na região alta do abdômen superior, em especial no diafragma direito, os sintomas podem ser caracterizados por dores no pescoço, ombro, face lateral do antebraço e braço, intensificados também durante os períodos pré-menstrual, menstrual e ovulatório”, acrescenta o Dr. Pereira.

Mulheres contemporâneas: principais vítimas da endometriose

 

Embora não seja possível ainda determinar uma razão para o surgimento da endometriose, acredita-se que o perfil da mulher contemporânea, que vai engravidar mais tarde e ter um ou dois filhos, seja o mais acometido.

“Antigamente, as mulheres iniciavam a vida materna cedo e, não raro, chegavam aos 30 anos com quatro, cinco ou mais filhos, passando um longo tempo gestando e amamentando. Tanto o período da gestação quanto o da amamentação causam um bloqueio ao estímulo de crescimento da lesão endometriótica, então essas mulheres passavam boa parte da vida reprodutiva com a doença estagnada. Hoje, as mulheres com propensão para desenvolver a enfermidade terão maior impacto e consequências para a saúde decorrentes do problema, que se manifestará de forma mais frequente, intensa e agressiva”, explica o médico.

 Endometriose causa infertilidade?

 

A endometriose é considerada uma das causas infertilidade e pode representar cerca de 50%. Mas se você está tentando engravidar e sofre com esta doença, tenha calma, pois existe tratamento.

“A doença causa um processo inflamatório que pode alterar o funcionamento dos ovários, interferindo na qualidade da ovulação, na fecundidade do espermatozóide com o óvulo, no percurso do ovo (produto da união do óvulo com o espermatozóide) e na aderência do ovo na cavidade uterina, processo que determina o desenvolvimento da gestação. Se o diagnóstico for de endometriose profunda, que é a forma mais grave da doença, o sistema reprodutor feminino pode sofrer danificações mais severas com o tempo, resultando no acometimento das trompas e impedindo a união do óvulo com o espermatozóide.

Como tratar a endometriose

 

Segundo o Dr. Ricardo Pereira, cada caso deve ser analisado individualmente por um médico especialista no problema.

“Ainda não existe um tratamento medicamentoso que cure a endometriose, que é uma doença benigna silenciosa. Quando os sintomas interferem na qualidade de vida, na capacidade de engravidar ou ambos os casos, o que é muito frequente, podem ser prescritos medicamentos que agem no bloqueio de hormônios que cessam o ciclo menstrual, agindo indiretamente no problema e aliviando ou suprimindo os sintomas”, explica.

Porém, a única forma de eliminar a doença é extraindo as lesões cirurgicamente, mas nem sempre é necessário ou possível. Quando a cirurgia é indicada, é possível eliminar as lesões e, consequentemente, a doença na maioria dos casos.

Agora que você já sabe mais sobre a endometriose, ao sinal de qualquer sintoma, busque o diagnóstico médico para iniciar o tratamento o quanto antes.

Doença renal crônica: sintomas e prevenção

Você sabe o que é a doença renal crônica? Cerca de 10% população mundial possui a doença. Somente no Brasil, segundo o MInistério da Saúde, em média 12 mil pessoas estão em processo de hemodiálise e 6 mil pessoas realizam transplantes. Dada a importância de conscientizarmos a sociedade sobre o tema, foi criada inclusive uma data específica, o Dia Mundial do Rim, comemorada no dia 14 de março.

O que você precisa saber sobre a doença renal crônica

A Doença Renal Crônica (DRC) causa pelo menos 2,4 milhões de mortes por ano e possui uma alta taxa de mortalidade. Entre os fatores de risco para o seu surgimento estão a hipertensão e a diabetes, presentes em 60% dos pacientes diagnosticados com doenças renais, e a Injúria Renal Aguda (IRA), que afeta mais de 13 milhões de pessoas no mundo, sendo que 85% desses casos ocorrem em países de baixa e média renda. Estima-se que aproximadamente 1,7 milhões morram anualmente por causa da IRA no mundo.

É importante ressaltar que a DRC e a IRA são condições importantes para o aumento da morbidade e mortalidade de outras doenças, em função dos seus fatores de risco, como diabetes, hipertensão e da presença de infecções por hepatites, HIV, malária e tuberculose presente em muitos lugares do mundo.

Sintomas da DRC

Antes de mais nada, é importante ter em mente que os sintomas costumam se desenvolver lentamente e não são específicos da doença, o que pode dificultar o diagnóstico. Algumas pessoas, inclusive, não apresentam sintomas.

Pacientes de DRC podem apresentar:

No corpo: fadiga, mal-estar, perda de apetite, pressão alta ou distúrbios do equilíbrio hidroeletrolítico (água e eletrólitos)

Também é comum: excesso de urina, incapacidade de se desenvolver, inchaço, líquido nos pulmões, perda de peso não intencional severa ou soluço

O rastreamento da doença pode ser feito facilmente com exames simples como como, creatina sérica e exame comum de urina que pesquisa a proteína de albumina na urina. Existem três opções de tratamentos para doenças renais: Hemodiálise, Diálise peritoneal e Transplante renal.

O transplante é considerado o tratamento com melhor relação custo-benefício para a DRC, segundo o Dr. Carlos Eduardo Poli de Figueiredo, nefrologista do Hospital São Lucas da PUCRS, o sistema nacional de transplantes funciona muito bem e é considerado um dos melhores programas do mundo. “O programa presta uma excelente assistência, porém temos uma carência muito grande de doadores, ” conclui.

Como se prevenir

Fique atento a sua saúde tomando as devidas precauções:

Cresce casos de câncer colorretal entre jovens

A palavra câncer é algo que assusta, principalmente pessoas em idade mais avançada. O câncer colorretal é um exemplo de doença que, normalmente, é concentrada em pessoas com mais de 50 anos. Porém, mudanças nos hábitos alimentares e o sedentarismo estão começando a alterar esse cenário, tornando a possibilidade desse tipo de câncer mais precoce.

Câncer colorretal: incidência e mortalidade

Como falamos, historicamente, o câncer colorretal é mais comum em pessoas acima dos 50. Entretanto, ao longo da última década tanto a sua incidência quanto taxa de mortalidade estão reduzindo. Prova disso é uma publicação que, baseada nas tendências mais recentes, prevê um aumento em 2030 de até 90% da taxa de incidência desse tipo de câncer em jovens entre 20 e 34 anos.

O oncologista do Centro de Oncologia do Hospital 9 de Julho, Dr. Artur Ferreira, explica que o estilo de vida é um dos principais desencadeadores desse cenário. “Obesidade, sedentarismo, dietas ricas em carnes vermelhas, gorduras e álcool são as principais causas para uma pessoa desenvolver o câncer colorretal”, explica.

Em muitos dos casos, a doença acomete o intestino grosso (cólon) e reto – em raras ocasiões pode ser encontrado no intestino delgado. Esse é o terceiro tipo de câncer mais frequente em homens e o segundo entre as mulheres. Em 2018, foram 36.360 novos casos, aumento de 6% em relação ao ano anterior, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Hoje em dia, a cada dez pacientes diagnosticados com câncer colorretal, três têm menos de 55 anos. Portanto, o grupo de risco compreende pessoas com mais de 50 anos, portadores de obesidade, sedentários, tabagistas e com histórico familiar da doença. Indivíduos com esse perfil têm que fazer acompanhamento periódico. “Por isso, é importante manter a avaliação médica regular por meio de exames complementares, como a colonoscopia”, acrescenta Dr. Artur.

Colonoscopia

A colonoscopia é o principal exame para a prevenção e detecção de câncer colorretal, pois faz a análise completa do órgão. É por meio dele, inclusive, que o médico remove pólipos, lesões que, se não tratadas, podem levar ao câncer. O procedimento também é utilizado para estancar pequenos sangramentos nas paredes do cólon.

As lesões formadas pelo crescimento desigual dos tecidos na parede do órgão, podem estar presentes em até 40% das pessoas acima dos 50 anos. “Por isso, o acompanhamento de perto por um médico especialista é fundamental”, finaliza Dr. Artur Ferreira.

Câncer em jovens: previna-se

Prevenir é sempre o melhor remédio. Portanto, doenças ligadas ao sedentarismo, como é o caso do câncer colorretal, precisam ser divulgadas para que cada vez mais possamos mudar nossos hábitos antes mesmo de qualquer diagnóstico.

Porém, como sempre falamos no blog Saúde da Saúde, em qualquer sinal de suspeita, procure seu médico!

Conheça as vantagens da telemedicina para os pacientes

Em muitos países, é cada vez maior o uso da telemedicina. Nos Estados Unidos, por exemplo, a adoção da nova prática cresce cerca de 3,5% por ano.No Brasil, as novas tecnologias em saúde têm sido adotadas em ritmo acelerado, o que coloca o país em posição de destaque na América Latina. Tanto no sistema público quanto no privado, a prática da telemedicina assíncrona, ou seja, quando acontece de forma off-line, em especial o laudo de exames à distância, já é realidade.

Mas quais as vantagens, afinal, que a telemedicina pode trazer ao atendimento dos pacientes? Com a telemedicina as instituições poderão promover atendimento remoto de pacientes, rompendo barreiras geográficas, ampliar o acesso a especialistas e até mesmo reduzir filas. “Atualmente, existem vários trabalhos que mostram que um número enorme de questões da medicina com base em tecnologia consegue ser resolvido sem a necessidade de o médico estar junto do paciente presencialmente, principalmente se ao lado do paciente estiver outro profissional da área da saúde”, explica o presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, Sidney Klajner.

Benefícios da Tecnologia

Como um método de prestação de cuidados de saúde clínicos a alguém à distância, a telemedicina através da utilização de tecnologias de telecomunicações e de informação, proporciona uma série benefícios para o setor da saúde.

Entre eles, colocar o paciente certo no lugar correto e evitar idas desnecessárias ao pronto atendimento. “Isso ajuda a melhorar a experiência e saúde da população, além de reduzir o custo do atendimento e destinar os leitos adequadamente a atendimentos de urgência para casos mais complexos”, analisa Sidney Klajner.

“A ida dos pacientes aos prontos-socorros vai diminuir, e com isso, sem dúvida nenhuma, vai desafogar o atendimento de pronto-socorro, porque a gente sabe que em torno de 60, 70% dos pacientes que procuram em geral as grandes redes hospitalares nos prontos-socorros são pacientes claramente ambulatoriais”, complementa o executivo do Grupo Leforte, Mário Lúcio Filho.

Outro benefício apontado é a quebra de barreiras geográficas. “A principal atribuição é aproximar a medicina existente nos grandes centros para outras regiões que possuem alguma carência, seja de médicos ou, principalmente, de especialistas em algumas áreas”, afirma o diretor clínico.

O presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, Sidney Klajner ressalta ainda que a telemedicina é um importante recurso para que se possa interagir mais com o paciente, o que contribui para a relação médico-paciente. “A telemedicina não é um risco, é um benefício que se ganha com a melhora da tecnologia, tanto que a interação médico-paciente, há décadas, era feita por telefone muitas vezes. Se usada da maneira correta e por profissionais conscientes de que é uma primeira orientação, não traz riscos e, sim, benefícios”, esclarece.

Exemplos no Brasil

Em São Paulo, o Hospital Israelita Albert Einstein já faz uso de telemedicina síncrona, inclusive para conectar diretamente médicos e pacientes via videoconferência. A instituição oferece vários produtos que vão desde orientação de outros médicos para discussão de casos, como a tele UTI até a teledermatologia. Entre os destaques tem a Telecessação de Tabagismo – voltado aos pacientes que querem largar o vício e precisam de ajuda, mas não têm disponibilidade para realizar consultas presenciais.

Já os hospitais do Grupo Leforte, em São Paulo, utilizam os recursos da telemedicina para atender a especialidade de neurologia. O programa, implantado em janeiro de 2018, já atendeu 350 emergências neurológicas (AVC, crises convulsivas, traumatismo craniano, confusão mental sem explicação aparente e suspeita de meningite).

Também em São Paulo, o Hospital do Coração – HCor conta com uma Central de Telemedicina que envia laudos emitidos à distância dos exames realizados pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), em uma parceria da instituição com o Ministério da Saúde para agilizar o atendimento a pacientes com problemas cardíacos.

Já o Hospital Sírio-Libanês, fornece o apoio aos serviços de pronto atendimento em casos de AVC do Hospital Geral do Grajaú, na zona sul de São Paulo, além de contar com o projeto Regula+Brasil, que tem como objetivo reduzir as filas de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), atuando como um ente regulador entre o atendimento na atenção básica e o encaminhamento para a média e alta complexidade.

O Hospital Moinhos de Vento, localizado em Porto Alegre, conecta especialistas com profissionais de outras partes do Estado e do país em duas frentes. Uma delas é com o serviço de Telemedicina em UTI Pediátrica (TeleUTIP), em que uma equipe médica da capital acompanha pacientes do Hospital Geral de Palmas (TO) e do Hospital Regional Norte, de Sobral (CE). E a outra é o projeto Teleoftalmo – Olhar Gaúcho, em que por meio de dois consultórios remotos no Hospital Restinga e Extremo-Sul, em Porto Alegre, são beneficiados pacientes da capital gaúcha e das cidades de Santa Rosa, Farroupilha, Pelotas, Santa Cruz do Sul, Passo Fundo e Santiago.

No estado do Rio de Janeiro, o Hospital São Lucas Copacabana e o Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), oferecem suporte de telemedicina na emergência com protocolos específicos para troca de informações entre especialistas, auxiliando, principalmente, na tomada de decisão no tratamento de acidentes vasculares cerebrais (AVC).

Amamentação em público: Conheça os benefícios para mãe e bebê

O período de gestação para cada mãe é um momento mágico, certo? São nove meses de preparação e ansiedade para finalmente segurar o seu bebê no colo. Mas assim que esse momento se realiza, surge um novo desafio: a amamentação. Um tópico que está cada vez mais em debate, não só entre mulheres, e sim na sociedade no geral, assim como a amamentação em público.

É comum algumas mulheres sentirem receio em alimentar seus filhos em público, outras já não se importam em parar onde estiverem para dar de mama. E nem deveriam! Para se ter uma ideia, o movimento a favor da prática está reunindo líderes de diversos países para estimular esta ação, além de fortalecer os benefícios da prática de amamentar.

Segundo a ONU, a expectativa é que os países membros da organização aumentem para 50% a taxa de bebês que recebem leite materno como alimentação exclusiva, pelo menos até os seis meses de idade.

Como a amamentação pode ajudar a mamãe?

Alguns benefícios da amamentação já são bem conhecidos. Entre eles, temos a diminuição na taxa de natalidade, algo próximo aos 98% de proteção nos primeiros seis meses. Mas o que poucas mães sabem sobre a amamentação é:

  • Ela reduz a depressão pós-parto;
  • Possui um efeito protetor contra o câncer de mama e de ovário;
  • Ajuda a reduzir o risco da mulher desenvolver diabetes tipo 2;
  • Protege a mãe contra doenças cardiovasculares, segundo estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos;
  • Consome até 800 calorias por dia (mas também aumenta o apetite);
  • Segundo um estudo, publicado pela American Journal of Obstetrics, o ato de amamentar reduz o risco da mulher desenvolver síndrome metabólica (doenças cardíacas e diabetes), logo após a gravidez.

Quanto tempo dar mama para o bebê?

Outro assunto que deve ser levado a sério, além da quebra de tabu da amamentação em público, é o período de alimentação do bebê apenas com leite materno. É fundamental lembrar que esse alimento é o mais completo, equilibrado e indicado pelos médicos, justamente por suprir as necessidades de nutrientes e sais minerais da criança.

Se possível, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica a amamentação com leite materno de forma exclusiva até o 6º mês, e recomenda a continuidade até os dois anos de idade. Isso porque a prática desse exercício colabora principalmente para todo o sistema imunológico da criança, além de prevenir alergias, obesidade e outros problemas.

Os benefícios do leite materno para o bebê

Falando mais sobre os filhos, a OMS lembra também dos anticorpos que são encontrados no leite da mãe e não estão presentes em outras fórmulas. Isso porque o alimento fornecido pela mulher contém uma molécula chamada PSTI, responsável pela proteção e reparação do intestino dos recém-nascidos.

Só hoje, apenas 38% dos bebês são alimentados unicamente com leite materno. Número que acende um alerta para outra causa: a ausência ou insuficiência da amamentação contribui para o aumento na taxa de mortes de criança por ano, cerca de 800.000 mil.

Amamentação em público e a quebra de tabu

Se pararmos para pensar, a prática da amamentação em público tem suas origens na antiguidade, antes mesmo de se tornar um tabu na sociedade. Mas agora, junto ao forte movimento de mães que estão reivindicando seu direito de amamentar o filho, o Senado Federal aprovou uma lei que veda o constrangimento de mulheres que dão mama em público.

Considerado um enorme passo para o fim e quebra de tabu, a lei reivindica esse direito de amamentação em lugares públicos, sejam eles de natureza estatal ou privada (praças, pontos de ônibus, restaurantes, etc). Ou seja, se o estabelecimento permitir a livre circulação de pessoas, está liberada então a prática.

O Senado também considera como ato ilícito civil aqueles que proibirem a prática em tais locais, além de atitudes ofensivas, discriminatórias, repressoras e constrangedoras. Um avanço que fortalece o movimento das mães para a amamentação em público e o desenvolvimento sadio e afetivo de seus filhos.

Surtos de sarampo preocupam médicos e especialistas

Em fevereiro deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta para o aumento de casos de sarampo no mundo. Apesar de o Brasil servir de exemplo quando o assunto é o combate da doença no país, garantindo até mesmo um certificado em 2016, a situação agora já não é considerada tranquila.

Para se ter uma ideia, os Estados Unidos elevou o número de casos nacionais para 754. Já a OMS também emitiu um alerta depois do sarampo infectar 34 mil pessoas na Europa em 2019. O crescimento de casos no mundo crescem 300% em 2019, diz a OMS.

Só no ano passado, 11 estados brasileiros sofreram com o surto de doença. Mas apesar dos índices preocupantes e pesquisas que apontam este crescimento, a procura pela vacina nos postos de vacinação continua pequena.

Segundo o Ministério da Saúde, quase metade dos municípios brasileiros não atingiram a meta necessária de vacinar 95% das crianças de 1 até 5 anos de idade. Esse dado pode ser justificado pela crescente massa de pais que se negam a vacinar seus filhos.

“Existe hoje uma grande oposição de certas comunidades que consideram normal não se vacinarem”, lembra o especialista Dr. Claudilson Bastos, médico infectologista.

O método mais eficaz: vacina contra o sarampo

Fundamental para sua prevenção, a vacina contra o sarampo, chamada de tríplice viral (combate o sarampo, caxumba e rubéola), é fornecida gratuitamente na rede municipal de saúde, pelo Programa Nacional de Imunizações, por meio da Secretaria de Estado da Saúde.

Vale lembrar que existem reforços de vacina contra o sarampo, seja para bebês, adolescentes e adultos. Ela deve ser aplicada em duas doses, a partir de um ano de vida da criança. “Muitas pessoas também acreditam que a vacina é indicada apenas para crianças. Sendo que todas as pessoas têm, em determinados momentos de suas vidas, indicações de vacinação”, explica Bastos.

Mas como justificar o aumento de surtos de sarampo?

“Houve um aumento na densidade demográfica e população. Isso fez com que houvesse uma perda na cobertura de vacinação adequada para suprir essa necessidade”, explica o médico Infectologista.

Fique atento aos sinais da doença

Considerado altamente contagioso, o sarampo é provocado por um vírus e transmitido de forma similar a gripe; de pessoa para pessoa, por meio de tosse e secreções. Facilitando sua propagação.

Os sintomas mais comuns incluem: irritação nos olhos, corrimento no nariz, manchas brancas na parte interna da bochecha, mal-estar, tosse persistente, e manchas vermelhas na pele. Mas também é comum o paciente apresentar febre, convulsões, infecções nos ouvidos, conjuntivite, pneumonia, perda do apetite, diarreia e até mesmo lesão cerebral.

Para o médico, o sarampo deve ser levado mais a sério por sua tamanha gravidade. “O sarampo é uma das doenças mais graves. Ela pode levar à pneumonia, problemas neurológicos graves, e até mesmo à morte. Principalmente gestantes, bebês, e idosos. É uma questão de saúde pública, já que afeta uma comunidade inteira, não só um indivíduo”.

Segundo Bastos, para a prevenção ser efetiva, além da vacina contra o sarampo, é necessário: “Ter uma cobertura vacinal adequada, campanhas, fazer com que a questão da imigração seja mais organizada. E fazer com que a conscientização das pessoas consideradas naturalistas entendam a importância da vacinação”, diz.

Vale lembrar que ainda não existem tratamentos específicos para pacientes já identificados com sarampo. Há apenas algumas ações de controle e alternativas como vitamina A, administrada em casos mais graves. E em situações menos graves é recomendável ingestão de líquido e controle da febre.

Arritmia cardíaca é comum acima dos 40 anos? Conheça

Você sabia que, normalmente, um coração sadio e descansado tem de 60 a 100 batidas por minuto? Mas, às vezes, um batimento acelerado pode significar mais do que parece. É o caso da arritmia cardíaca, um dos principais problemas do coração que tem se tornado comum entre brasileiros, especialmente aqueles na faixa etária dos 40 anos.

Mas o que é arritmia cardíaca?

A arritmia cardíaca é, basicamente, uma alteração nos batimentos do coração. Apesar disso, há variações: se o coração estiver batendo rapidamente, é chamado de taquicardia. Do contrário, se muito devagar, é chamado de bradicardia.

A arritmia mais comum é a fibrilação atrial, que ocorre por um ritmo irregular dos átrios. Se eles estiverem trabalhando de forma desorganizada e rápida, acaba impossibilitando que o coração bombeie sangue suficiente para suprir as necessidades do corpo. Isso pode causar um infarto ou até mesmo outras doenças mais graves, como formação de um trombo, insuficiência cardíaca e derrame.

Vale lembrar que a arritmia cardíaca existe tanto da forma benigna – causando um leve desconforto no paciente -, e maligna, levando a morte súbita. Ela pode ser sentida tanto na região do tórax, garganta ou pescoço.

Quais os sintomas mais comuns?

Além da alteração dos batimentos cardíacos que citamos, existem outros sintomas importantes para identificar uma arritmia:

  • Falta de ar
  • Dores no peito
  • Suor em excesso
  • Desmaio sem motivo aparente
  • Palpitações
  • Tontura

A idade também pode ser outro motivador para um dos problemas do coração, especialmente para os pacientes na faixa etária dos 40 anos e 70 anos. Pessoas que já possuem outras doenças como diabetes, hipertensão, alcoolismo e até mesmo casos na família de arritmia cardíaca, estão mais suscetíveis a essa enfermidade.

Exames para identificar uma arritmia cardíaca

Algumas das alternativas para detectar uma doença cardíaca, além de uma visita ao cardiologista mais próximo, são:

  • Ecocardiograma – Funciona como uma ultrassonografia e mostra imagens do coração. Seu propósito é verificar a estrutura e o funcionamento do órgão.
  • Eletrocardiograma – Considerado um dos exames de rotina, ele integra o check-up cardiológico, seja por meio de eletrodos colocados sob a pele no tórax, nos braços e nas pernas.
  • Holter – Ele será o “vigia” da sua atividade cardíaca por pelo menos 24 horas. Durante esse período, você terá alguns eletrodos colados na região do tórax, conectados por meio de cabos ao gravador, que ficam fixado na cintura.

Para prevenção é sempre recomendável manter uma rotina saudável com exercícios físicos e alimentação regrada. Mas para aqueles que já apresentam algum dos sintomas citados, é recomendável uma visita ao médico antes de qualquer prática física.

Vale lembrar que doenças cardiovasculares chegam a matar 300 mil pessoas por ano, só no Brasil, e 41 milhões de pessoas no mundo. Por isso, não se esqueça de deixar seus exames em dia. Ao apresentar algum dos sintomas de arritmia cardíaca, procure um médico.