Varizes pélvicas: saiba quais são as causas, os sintomas e tratamentos

Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), varizes são veias superficiais que fazem circular sangue venoso, e se encontram dilatadas, tortuosas ou alongadas. Essas condições atrapalham a circulação do sangue de volta ao coração. Quando isso ocorre, as veias tornam-se muito visíveis a olho nu, e os principais sintomas são cansaço e principalmente a sensação de queimação. Tais sintomas variam de acordo com a região que a varize aparece. É o caso das varizes pélvicas.

Caracterizada pelos mesmos sintomas em relação às alterações fisiológicas das veias, a varize pélvica pode causar outros transtornos, como a presença de varizes na região genital e dor e incômodo após a relação sexual. Ainda segundo a SBACV, o quadro de veias inchadas na região vaginal pode se agravar durante o período de menstruação, causando dores abdominais antes do ciclo iniciar. Em casos mais atenuados, pode ser percebido incontinência, sangramento intenso durante a menstruação e uma sensação que é descrita pelas pacientes como “peso no abdômen”.

Como surgem as varizes pélvicas e como é feito o diagnóstico?

A varize pélvica é estudada há pouco tempo no campo da medicina vascular. Isso porque muitas pacientes acreditam que o desconforto que sentem na região abdominal e pélvica, principalmente no período menstrual, são normais e, por isso mesmo, deixam de relatar nas consultas de rotina. Ainda assim, estima-se que cerca de 30% das mulheres possuem algum estágio de varize pélvica. 

Falar em “fatores de risco” é difícil, sendo que diversos fatores “comuns” podem desencadear as varizes pélvicas. A gravidez, por exemplo, é um desses fatores: mudanças químicas no organismo da mulher fazem com que as veias da região inferior do corpo irriguem muito mais sangue para o feto e, após o parto, pode surgir a varize. Mulheres com histórico de varizes nas pernas ou glúteos também podem desenvolver a mesma condição na região pélvica.

Justamente por diversos fatores contribuírem com a condição, é preciso que as mulheres fiquem atentas às dores na região vaginal após a relação sexual (que é o sintoma mais comum da varize pélvica) e que procurem um médico imediatamente. Numa consulta especializada, ele pode usar um ultrassom endovaginal para diagnosticar as varizes com antecedência, evitando o desconforto dos sintomas. 

Como é feito o tratamento?

Após diagnosticada, a paciente com varize pélvica será medicada nos períodos sintomáticos. Uma opção de tratamento eficiente é o uso da progesterona. Esse hormônio diminui a ovulação e, consequentemente, diminui consideravelmente a quantidade de sangue irrigado pelas veias pélvicas, aliviando os sintomas e evitando que outras varizes apareçam no mesmo lugar.

O tratamento medicamentoso, porém, alivia os sintomas e controla as varizes pélvicas. O melhor tratamento segue sendo o procedimento cirúrgico. Pouco invasivo, a operação consiste na dilatação do vaso rompido. O procedimento é rápido, com alto índice de resolução e de recuperação breve.

Efeito El Niño propicia casos de dengue no inverno

Normalmente não damos muita atenção à previsão do tempo nos noticiários, a não ser para descobrir se precisamos levar ou não um guarda chuva ao sair. Por isso mesmo, deixamos passar informações importantes, como a recorrência do efeito El Niño nos últimos anos – que influencia muito mais do que simplesmente saber se vai chover.

Diversas mudanças climáticas são desencadeadas pelo aquecimento global, e o El Niño é uma delas. O efeito consiste, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE, na oscilação positiva da temperatura das águas do Oceano Pacífico. Nele, as águas são normalmente mais geladas que o Atlântico, o que propicia a entrada de frente fria na América do Sul. Com águas mais quentes, a entrada de ar polar é prejudicada. Mas como isso afeta a sua vida?

El Niño: mais calor, mais mosquitos

A lógica é simples: menos frio equivale a mais calor, o que equivale à proliferação do Aedes Aegypti em meses não usuais, como a temporada de inverno. “No inverno deveria haver uma queda de casos de dengue”, explica o Dr. Manuel Palácios, infectologista do Hospital Anchieta, “mas o El Niño faz com que o inverno não seja tão frio: o ar fica um pouquinho mais quente e isso já favorece o aumento da população de mosquitos e a disseminação da doença”.

As áreas mais afetadas são o Sul e o Sudeste. Nessas regiões, o El Niño, além de impedir a entrada de ar frio, favorece as chuvas, o que cria as condições ideias para a proliferação do mosquito: clima quente e úmido. O Dr. Manuel explica, ainda, que o aumento dos casos de dengue no inverno já tinha sido previsto: “Nós também tivemos o El Niño em 2015, 2016, e desde então os especialistas já nos falavam que teríamos que nos preparar para um surto em 2019 e 2020, que é o que está acontecendo”. A proliferação do Aedes Aegypti é alarmante, o infectologista explica que “é algo que já devia ter sido evitado, e agora precisamos nos prevenir, pois o aumento de casos comuns da doença propicia o aumento de casos mais graves, como a dengue hemorrágica”.

Prevenção deve ser mantida mesmo no inverno

Os alertas do Dr. Manuel nos levam aos cuidados básicos que já conhecemos sobre a dengue: não deixar água limpa parada, fechar muito bem a caixa d’água e outras atitudes preventivas que evitam a procriação do mosquito – e não descuidar desses detalhes mesmo no inverno. 

A professora de Educação Física Kirtty Bruzzighello, 45, teve dengue duas vezes e sabe muito bem da importância de fazer sua parte na prevenção. “Eu tive febre e uma dor no corpo horrível”, lembra Kirtty, que teve os sintomas junto com as irmãs que vivem na mesma casa, na Zona Sul de São Paulo. “Aqui tem muita casa com piscina, e eu acredito que isso fez ter casos na região”, opina.

Hoje, Kirtty e a família fazem sua parte para prevenir a procriação do mosquito da dengue, e ela afirma que não usam nem pratinho com areia desde que ela e outras pessoas na rua passaram pelo mesmo. “Já até ligamos para a prefeitura resolver a situação de uma casa com foco de dengue, mas que estava fechada”, lembra, “mas infelizmente prevenir ou não é uma atitude da pessoa, de caráter”, completa.

Atenção redobrada aos sintomas

Antes de ir ao médico, Kirtty acreditou que estava com uma gripe forte: “quando eu cheguei lá, o médico fez um teste e acusou dengue”. De fato, os sintomas são considerados “comuns”, e facilmente confundidos outras doenças mais simples, como resfriados, gripes e afins.  “Ao chegar no médico com os sintomas”, explica o Dr. Manuel, “a pessoa será submetida a um teste rápido. Em caso positivo, é medicada. Em caso negativo, é mantida em observação até o quarto dia, quando o teste completo acusa definitivamente a dengue ou não”. 

Para tanto, é preciso ficar atento aos sinais que o corpo pode apresentar em caso de suspeita de dengue, como febre alta que não abaixa com facilidade, dores no corpo, manchas avermelhadas, náuseas e vômitos. Aos primeiros sintomas, mesmo que manifestados no inverno, a consulta médica não deve ser descartada.

Apendicite: o que é e quais os riscos para a saúde?

Por muito tempo considerou-se que o apêndice, localizado na região final do intestino grosso, era um órgão meramente vestigial – isto é, um resquício da evolução humana, sem nenhuma finalidade. Um estudo realizado em 2007 na Universidade Duke, nos Estados Unidos, comprovou que ele ainda serve como um certo depósito de bactérias que ajudam na digestão. Essa função era muito útil nos primórdios da humanidade mas, com o passar dos milênios, tornou-se dispensável ao organismo, já que sua retirada não causa danos para o funcionamento do corpo humano. Mas se existe uma característica desse órgão que nunca mudou com o tempo, foi a apendicite.

A apendicite afeta cerca de 0.25% dos brasileiros, e consiste na inflamação do órgão. Segundo um estudo realizado em 2004 por um grupo de médicos do Hospital Sírio Libanês para a Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica (SOBRACIL), não existe um fator de risco específico, mas nota-se que a apendicite se dá com maior frequência em homens na faixa etária dos 20 anos. Até hoje suas causas não são totalmente conhecidas, apesar de alguns indícios serem conhecidos, como, por exemplo, a obstrução do apêndice por gordura ou fezes. Infecções gastrointestinais, normalmente causadas por vírus, também são consideradas fatores de risco para o aparecimento da apendicite.

Quais os sintomas e os riscos da apendicite?

Os sintomas da apendicite surgem num curto espaço de tempo. Normalmente, os primeiros sinais são dores abdominais e na região do umbigo. A intensidade da dor pode aumentar significativamente, alcançando o grau agudo da doença, em questão de horas. Nessa etapa, a dor passa a ser ao lado direito e abaixo do umbigo, sendo acompanhada normalmente por febre, falta de apetite, náuseas e vômito.

Se não diagnosticada nesse curto espaço de tempo, o apêndice inflamado pode se romper. Nesse momento, a dor pode desaparecer por completo, mas retorna intensificada na sequência – isso porque uma vez que o apêndice inflamado rompe, tal inflamação tende a se espalhar para o revestimento abdominal. Nessa segunda fase, além dos sintomas anteriores, o paciente também pode apresentar constipação ou diarreia, calafrios e tremores.

Existe tratamento?

O acompanhamento médico é imprescindível. Se não cuidada, uma vez rompido o órgão, a apendicite pode matar.

Não existe uma opção medicamentosa para curar a apendicite. O tratamento é apenas cirúrgico e consiste na retirada total do apêndice inflamado. Ele não é substituído, já que sua ausência não prejudica o funcionamento do organismo humano. Na cirurgia convencional, é realizada uma incisão na região do apêndice, sob efeito de anestesia geral, para retirá-lo. Outra técnica é a apendicectomia videolaparoscopia. Segundo o estudo divulgado na SOBRACIL, este é um modelo de cirurgia minimamente invasiva, onde são feitos três pequenos orifícios no abdômen, nos quais são introduzidos uma câmera e outros instrumentos para que o apêndice seja removido.

A recuperação é rápida e, em ambos os casos, dificilmente o paciente apresenta dor abdominal no pós operatório, permanecendo apenas um dia no hospital. Esse quadro muda quando o órgão rompe antes da cirurgia. Nesses casos, a recuperação é mais lenta e pode apresentar dores e incômodos, além do paciente passar mais tempo no hospital – de 2 a 3 dias em observação.

 

Pet Terapia: bichos de estimação ajudam pacientes a superarem doenças

Se você tem algum bichinho de estimação, sabe o quanto é difícil se separar dele, não? Agora, imagine a situação complicada em que se encontram pessoas que são hospitalizadas e precisam ficar semanas, às vezes meses, longe de seus fiéis companheiros. Ao se analisarem as reações biológicas no organismo dessas pessoas ao reverem seus pets, foram sendo desenvolvidas diversas técnicas de auxílio em tratamentos, mesmo para os pacientes que não têm animais, até ser desenvolvida a Pet Terapia.

A TAA (Terapia Assistida por Animais), ou simplesmente Pet Terapia, consiste, literalmente, na participação de animais durante o tratamento de alguma doença. Normalmente são usados gatos, aves e coelhos, mas sobretudo os cães, por sua amabilidade. Normalmente, quando o paciente possui um animal de estimação, o próprio animal pode ser solicitado como parte do tratamento. É o que realiza o Vitória Apart Hospital, pioneiro nessa área no Espírito Santo. Lá, os internados sem previsão de alta nos sete próximos dias podem solicitar que seus animais os visitem, desde que dóceis, com laudo veterinário e banho tomado antes da entrada no hospital.

Quais os benefícios da Pet Terapia?

São inúmeros os benefícios da TAA, seja com animais do próprio paciente ou não. Segundo Julia Arruda, do Vitória Apart Hospital, responsável pelo desenvolvimento do protocolo que libera a entrada de animais no hospital, “além de poder favorecer o processo de recuperação de pessoas internadas, a presença dos pets pode melhorar o humor e bem-estar, reduzir a ansiedade e ajudar a encurtar a duração da internação dos pacientes”.

Ainda segundo Arruda, no caso dos que já têm um bichinho de estimação, a visita deles é tão importante quanto a de outras pessoas da família. Isso porque o animal de estimação, aos olhos da família, já é um membro integrante tão importante quanto qualquer outro parente. Assim, eles conseguem “reconfortar os pacientes e proporcionar um pouco da normalidade de suas vidas dentro do ambiente hospitalar”.

O que dizem os estudos sobre a Pet Terapia?

Os estudos que comprovam os benefícios da Pet Terapia não ficam só no papel. Segundo o estudo da pesquisadora Fernanda de Toledo Vieira, Terapia assistida por animais e sua influência nos níveis de pressão arterial de idosos institucionalizados, publicado na Revista de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), os idosos que vivem em asilos que foram submetidos à companhia de cachorros durante o tratamento da pressão alta tiveram resultados extremamente positivos, uma vez que o animal desencadeia a sensação de “bem-estar, saúde emocional, física, social e cognitiva”. Dessa forma, podemos encarar a TAA não necessariamente como a cura, mas como um atalho para a mesma, “funciona como ponte de ligação entre o tratamento e o paciente”, argumenta, em sua pesquisa, Fernanda.

Outro exemplo prático é uma pesquisa realizada em 2015 na Área de Pediatria da Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo. Lá, foram adotados 50 cães durante o tratamento de crianças com câncer. Os resultados foram similares, comprovando a eficiência da Pet Terapia: a presença dos animais regulou a pressão arterial e os batimentos cardíacos, diminuindo a ansiedade tanto dos pacientes quanto das famílias que os acompanham.

Um último caso, também de 2015, pertence à Academia Americana de Pediatria, em que ficou comprovado que crianças submetidas à Pet Terapia obtiveram resultados positivos mais rapidamente e, nos dias das visitas dos animais, precisavam de menos remédios para dor.

Você quer saber mais sobre a Pet Terapia e outros tipos de tratamento alternativo? Então fique de olho aqui no blog da Saúde da Saúde!

Estudo revela que periodontite pode se comportar como uma doença genética

Um recente estudo da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) em parceria com a  Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lança uma nova luz ao entendimento da periodontite, uma das doenças gengivais mais comuns, afetando de 1% a 6% dos brasileiros. Segundo o estudo realizado pela pesquisadora e cirurgiã-dentista Mabelle de Freitas Monteiro, a periodontite pode se comportar como uma doença genética.

A Saúde da Saúde apurou que, até então, a doença gengival em questão era tratada apenas a partir de fatores externos, como a má escovação, o que facilita o aparecimento da placa bacteriana que, acumulada, gera a inflamação da gengiva e outros tecidos bucais, no que consiste a periodontite. Outra característica da doença são as mudanças precoces na composição da saliva. Em casos mais severos, a inflamação gengival pode resultar na perda óssea e na queda dos dentes.

As evidências de doença genética

Segundo a FOP e a Unicamp, a pesquisa consistiu na coleta de amostras de fluídos da gengiva e de placas bacterianas de 30 pais e 36 filhos divididos em grupos iguais de pessoas saudáveis e que apresentavam o quadro crítico da periodontite. Essas amostras foram analisadas nos Estados Unidos, na The Ohio State University (OSU).

Além de serem identificados mais de 400 tipos de bactérias, foi possível encontrar dados que apontam para a periodontite como uma doença genética: segundo a pesquisa, encontrou-se nas amostras das crianças cujos pais possuem a patologia, mudanças precoces na saliva e o aparecimento de placas bacterianas com respostas inflamatórias, o que sugere o desenvolvimento da doença nos anos seguintes.

Tratamento e futuro da pesquisa

A partir de tais evidências, a pesquisa da Dr. Mabelle Monteiro será dividida em três etapas. Inicialmente, será investigado a fundo como esses sintomas precoces de periodontite na cavidade oral das crianças se desenvolve ao longo do tempo. Paralelamente, será verificado o potencial das crianças desenvolverem a patologia do ponto de vista genético.

Por fim, a terceira e última etapa sugere o Triclosan como opção de tratamento medicamentoso para o caso. A sugestão será estudada após a autora constatar que o  uso habitual de cremes dentais comuns para controlar a placa bacteriana não obteve resultados satisfatórios no caso dos pacientes estudados. Segundo Mabelle, em sua pesquisa, o acompanhamento e tratamento de cáries e outras patologias bucais através da melhora da higiene é importante, mas o dentista também deve estar atento ao histórico dos pais da criança que está sendo tratada, além de dar atenção especial às inflamações que podem surgir na gengiva de quem se enquadra nesse grupo onde a patologia pode ser um herança genética.

14 de junho: Dia Mundial do Doador de Sangue

No dia 14 de junho se comemora o Dia Mundial do Doador de Sangue. A Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) elegeu a Ruanda como país anfitrião em 2019. Nas Américas, o evento será celebrado na Costa Rica. Com o slogan “Sangue seguro para todos”, a data busca conscientizar e sensibilizar a população mundial para a quantidade de vidas que podem ser salvas a partir do hábito da doação de sangue.

Segundo a Dr. Solange Fernandes Barbosa, Coordenadora da Captação de Doadores da Hemoclínica parceira do Hospital Anchieta, os brasileiros doam pouco sangue: “A OMS tem dados que dizem que 1,8% dos brasileiros são doadores”. Essa proporção está dentro do 1% estabelecido para a população de cada país, mas ainda é pouco expressivo se comparado a nações desenvolvidos, onde os percentuais de doadores voluntários chega aos 19%.

A importância da doação

O mineiro Carlos Roberto Mesquita, 65 anos, sempre compreendeu a importância da doação: “Eu, quando jovem, doei muito sangue. Hoje, depois de velho, vim receber”. Diagnosticado com hipófise (tumor na base anterior do crânio), Carlos precisou ser operado urgentemente e, durante o procedimento, recebeu bolsas de sangue para sobreviver.

“O sangue que eu recebi estava estocado nos bancos do hospital”, Carlos se lembra. Ele tem a consciência de que se não houvesse tal estoque, não teria sobrevivido. “Sempre que eu tenho a oportunidade de falar com jovens, eu falo que se eles tiverem condições de doar sangue, que doem. Está em falta hoje em dia, e nunca se sabe quando vai se precisar”.

Solange confirma a opinião de Carlos: “Se a gente tivesse pelo menos 3% da população doando sangue, resolveria o problema dos estoques”, comenta. E ainda faz um alerta: “o grupo de sangue que não pode faltar de jeito nenhum são os negativos, principalmente o grupo O e A. Porém o estoque está muito baixo”.

Como é a doação de sangue?

Antes de realizar a coleta do sangue, o doador passa por uma entrevista para verificar se está apto ou não a doar sangue. Assim que liberado, são retiradas amostras do sangue e, na sequência, as bolsas, devidamente identificadas. O sangue é separado basicamente em plaquetas, plasma e hemácias. Cada um desses grupo tem uma data de validade e armazenamentos específicos.

Após o procedimento, os glóbulos vermelhos do doador atingem seu índice mínimo em até um mês, mas a reposição total só ocorre em 60 dias, tempo limite para que se possa fazer uma outra doação, no caso dos homens, que pode somar até quatro doações por ano. Já as mulheres precisam esperar 90 dias para realizarem um novo procedimento, podendo repití-lo três vezes ao ano.

Quem pode ser doador de sangue?

“O sangue não é comprado em farmácias como um remédio para tratar uma doença. Ele é insubstituível. E a gente precisa doar voluntária e solidariamente. A doação de sangue deveria ser tratada como uma cultura”, alerta Solange. Ela também nos atenta de que os requisitos básicos para ser um doador são simples: além de estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50kg, ter tido uma boa noite de sono no dia anterior à doação e estar bem alimentado.

Pessoas resfriadas, grávidas e lactantes, que fizeram tatuagem nos últimos 12 meses e que passaram por qualquer procedimento cirúrgico recente estão temporariamente impedidos. Só estão proibidos definitivamente de doar sangue pessoas que tiveram hepatite ou malária após os 11 anos de idade, que usem drogas ilícitas ou que possuam evidências clínicas de doenças infecciosas como hepatites B e C, além de patologias associadas aos vírus HIV, HRLV I e II e doença de chagas.

Para conhecer os locais de doação, você pode acessar o site da Fundação Pró-Sangue clicando aqui, ou se dirigir ao banco de sangue de sua preferência. Para saber mais sobre o dia do doador, fique ligado no site da OPAS e, claro, aqui no Saúde da Saúde!

Nash Day: Dia Internacional de Combate à Gordura no Fígado

A gordura no fígado será o tema de diversas discussões ao redor do mundo no dia 12 de junho, quando se realizará pela primeira vez no Brasil o Dia Internacional de Combate à Esteatose Hepática Não Alcoólica, o Nash Day, na sigla em inglês

O problema de gordura excessiva no fígado afeta 34% da população adulta ao redor do planeta. O paciente é caracterizado com a doença quando o órgão apresenta uma alta quantidade de lipídios (gordura) nas células do fígado. Esse tipo de esteatose, que não advém do uso de álcool, segue em ritmo crescente: “Hoje em dia, notamos que o número de pessoas com algum nível de doença hepática gordurosa não alcoólica vem aumentando em todo o mundo”, afirma Bianca Della Guardia, médica hepatologista, especialista em transplantes e coordenadora do Grupo Médico Assistencial de Doenças Hepáticas da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

Como surge a NASH e quais são os sintomas?

Um dos fatores que pode desencadear o fígado gorduroso é o alto teor de lipídios, em suas diversas formas, que ingerimos todos os dias. Assim, os fatores de risco para o aparecimento da doença são a alimentação não balanceada e o sedentarismo. A NASH também pode aparecer em decorrência de quadros de obesidade, hipertensão arterial, diabetes (tipo 2) e resistência à insulina.

O fígado gorduroso é uma doença silenciosa. Como não apresenta nenhum tipo de sintoma no início de seu desenvolvimento, é de extrema importância que seja diagnosticado precocemente, evitando consequências graves associadas à doença. Ainda segundo Bianca, se não tratada, a NASH pode levar à morte por doença cardiovascular, esteato hepatite, câncer de fígado e cirrose. Em casos onde a gordura no fígado é diagnosticada tardiamente, pode ser necessário até mesmo um transplante do órgão, reforça a médica.

Como tratar?

Infelizmente, não existe ainda um tratamento médico aprovado e eficaz para reverter integralmente a gordura no fígado. Por outro lado, ela pode ser evitada e amenizada através da mudança do estilo de vida do paciente, como a diminuição do consumo de alimentos com lipídios e a prática diária de exercícios físicos.

Mas nem sempre é fácil balancear a alimentação. Dessa forma, sempre é bem vindo procurar grupos de apoio de pessoas que se encontram na mesma situação: falar sobre a esteatose hepática ajuda tanto no processo de tratamento quanto na conscientização e prevenção. É exatamente isso o que o NASH Day e a Dra. Bianca Della Guardia buscam: “Neste NASH Day, realizado pela primeira vez no Brasil e liderado pelo Einstein, queremos dar luz a este problema e alertar a população que a esteatose hepática pode estar muito mais próxima do que imaginamos. Como não há sintomas específicos no início do aparecimento, é preciso focar na prevenção e na adoção de hábitos saudáveis”, finaliza.

10 alimentos saudáveis para melhorar a produtividade no dia a dia

Você já se pegou desejando que o dia tivesse mais que 24 horas pelo simples fato de não conseguir melhorar a produtividade e resolver todas as pendências da sua rotina de trabalho? Em ambientes onde a carga horária é extensa e exige muito da nossa mente, a exaustão física e psíquica mais cedo ou mais tarde chega.

Cerca de 20% da nossa performance no dia a dia é decorrente dos alimentos que ingerimos. Isso significa a queda de produtividade no trabalho e a dificuldade de ter disposição para conseguir finalizar tarefas no prazo, além de diversos fatores contextuais, pode estar relacionado ao que você come – e uma simples dieta em alimentos específicos para melhorar a produtividade pode ajudar.

Quais alimentos melhoram minha produtividade?

De fato, existem diversos alimentos que ativam áreas próprias do cérebro relacionadas à memória de curto prazo, à agilidade, ao sono e outros que, se estimulados na medida certa, ampliam sua produtividade e te deixam com bastante disposição. São todos alimentos rápidos e práticos que podem ser ingeridos ao longo do dia, ou misturados no almoço ou na janta. E o melhor: são todos naturais! Confira a lista abaixo.

Tomate

Contribui para a saúde dos ossos por ser rico em potássio, auxiliando a diminuir as dores por estar muito tempo em determinada posição.

Beterraba

É rica em carboidratos, então fornece energia para um longo dia de trabalho. Além disso, ajuda na pressão arterial e nos músculos, principalmente do coração.

Ômega 3

Todo alimento rico em ômega 3 é ótimo para melhorar a produtividade, pois reforça as ligações neuronais, o que favorece a concentração e o aprendizado. É encontrado em algumas sementes, mas principalmente em peixes de água salgada. Dentre eles, se destacam a sardinha e o salmão.

Açafrão

Ótimo para ser consumido em parceria com o Ômega 3, o açafrão previne a morte neuronal. Mas cuidado para não exagerar: uma colher de sopa por dia já é o suficiente, e não precisa ser ingerido puro, podendo ser misturado na beterraba.

Mirtilo

Rico em polifenóis e propriedades anti inflamatórias e antioxidantes, o mirtilo não apenas cuida da sua pele, mas melhora sua produtividade, seu aprendizado e sua memória.

Grão de Bico

É fonte de energia para a realização das tarefas do dia a dia por conter uma quantidade considerável de vitaminas do complexo B, sais minerais e proteínas. As vantagens não param por aí: ele contém triptofano, um dos elementos da serotonina, ajudando no bom humor.

Linhaça

Rica em magnésio e Ômega 3, é ideal para ser consumida em conjunto com outros alimentos como peixes. Contribui para a memória e para o controle do colesterol.

Nozes

Talvez um dos melhores alimentos dessa lista para melhorar a produtividade. Na noz encontramos vitamina E, antioxidantes, ácidos graxos e aminoácidos. Além de melhorar a memória, previne a degeneração neuronal e cognitiva e favorece o desempenho cerebral.

Café

Além da cafeína, contém aminoácidos. É o alimento mais instantâneo para melhorar a produtividade: ativa sua memória a curto prazo, além de te deixar com a sensação de bem estar e disposição.

Chocolate amargo

Quem disse que o chocolate não te ajuda a melhorar a produtividade? Assim como o café, contém uma quantidade considerável de cafeína, trazendo a sensação de bem estar, além de magnésio e potássio, que controla o estresse e ajuda a regular a pressão arterial.

Surto de toxoplasmose em SP: saiba como evitar a doença

A Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde) confirmou no último dia 14 que São Paulo registrou três surtos de toxoplasmose desde março deste ano. Ainda sem causa oficial definida, suspeita-se de que os 45 casos registrados até agora tenham ocorrido por transmissão alimentar em restaurantes de vários bairros e regiões da capital, segundo denúncias recebidas na Ouvidoria do Sistema Único de Saúde, o SUS. Ainda assim, não é permitido, segundo a Covisa, a divulgação de nomes de estabelecimentos antes que se comprove o risco real à saúde do consumidor.

A toxoplasmose é uma doença causada pelo protozoário toxoplasma gondii. Em casos comuns, apresenta sintomas brandos: febre, cansaço, dores no corpo e nas articulações são recorrentes ao contrair a doença. Por se parecer com uma gripe ou uma infecção comum, muitas vezes o diagnóstico é tardio. Ainda assim, a toxoplasmose é considerada auto-limitada, isto é, cura-se por si mesma e não representa grande perigo à saúde. No caso de mulheres grávidas e pessoas imunodeprimidos, como portadores de HIV, por exemplo, a situação é diferente. Nesses casos, a toxoplasmose pode ter efeitos mais severos, causando danos cerebrais ao portador e, no caso de gestantes, ao feto, podendo levar até mesmo à morte.

 

Contágio

A toxoplasmose é contraída por meio da ingestão de alimentos contaminados com o toxoplasma gondii, como frutas, verduras e legumes mal passados, além de carnes de porco, boi e ovelhas servidas mal passadas. Nesses casos, a doença pode se manifestar entre 10 e 23 dias após a ingestão do alimento.

Outra forma de contágio é através das fezes dos gatos e água contaminada por eles, que são os hospedeiros definitivos do protozoário da toxoplasmose, ainda que a doença não os afete. Segundo infectologistas, até mesmo gatos bem cuidados podem apresentar a doença. Quando associada a essa forma de contágio, a doença pode demorar de 5 a 10 dias para apresentar os sintomas, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

 

Como evitar a toxoplasmose?

Especialistas recomendam que os cuidados com a higiene no preparo, manuseio e ingestão de alimentos sejam redobrados para passar ileso ao surto de toxoplasmose em São Paulo. Isso consiste em lavar muito bem as mãos e o local do manuseio da comida antes de prepará-la, além de lavar os alimentos com atenção em água corrente.

Recomenda-se, também, que seja evitada a ingestão de carnes mal passadas, preferindo sempre as completamente cozidas ou assadas ao ponto, já que o calor mata o protozoário. Sendo assim, é só ficar de olho na carne que você aceita nos rodízios de churrasco e na comida japonesa, por exemplo.

Outra dica útil para se evitar a toxoplasmose é sempre preferir o preparo de carnes que tenham sido congeladas antes, já que a prática também elimina a presença do toxoplasma gondii.

Para as grávidas e pessoas imunodepressivas, os cuidados acima devem ser redobrados, sendo preferível que se leve comida de casa caso seja necessário se alimentar na rua, evitando qualquer tipo de contágio.

Por fim, todo o cuidado é pouco quando se fala dos gatos. Especialistas recomendam que as mãos sejam bem higienizadas após o manuseio das caixas de areia dos bichanos e outros locais de seu convívio – que deve ser distante de ambientes com crianças. Além disso, deve se preferir também alimentos secos, fervidos ou enlatados para os felinos, descartando petiscos humanos, que podem contaminar seu gatinho, transformando-o num portador e transmissor da doença.

Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil

Assim como a depressão e outras doenças, a obesidade já pode ser considerada uma epidemia mundial. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a projeção é que até 2025 existam 700 milhões de pessoas acima do peso ou obesas em todo o mundo. O número torna-se mais alarmante quando consideramos a obesidade infantil: hoje, 41 milhões de crianças convivem com a doença em todo o mundo. Em seis anos, esse número deve subir para 71 milhões, ainda segundo a OMS.

O índice de obesidade infantil é maior em países em desenvolvimento, e segundo pesquisadores chega a conviver em países que também registram casos de crianças desnutridas – isso porque, na infância, o metabolismo da criança abaixo do peso é condicionado a gastar pouca energia, o que pode resultar no sobrepeso no futuro.

A obesidade infantil no Brasil

 

No Brasil, mais de 2 milhões de crianças são acometidas pela obesidade infantil – e o número segue subindo. Esse aumento é percebido desde o último levantamento do IBGE em 2008-2009.

Segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), a região com maior índice de crianças e jovens acima do peso é a Sudeste (38%), seguida pela região Sul (35.9%) e Centro Oeste (35.15%).

Quando uma criança está obesa?

 

Para que uma pessoa seja considerada obesa, seu Índice de Massa Corporal (IMC) deve ser acima de 30. Esse índice é calculado através da massa (peso) da pessoa dividido pela altura ao quadrado (IMC = massa / altura2).

Identificar a doença na infância, entretanto, é um pouco mais delicado. Apesar do IMC também ser usado para definir a obesidade infantil, outros fatores entram em ação, como o sexo e a faixa etária da criança ou do jovem. Para isso, a OMS desenvolveu uma tabela de porcentis, isto é, medidas estatísticas que vão do 1 ao 100, da criança mais leve até a mais pesada da mesma faixa etária.

Ao fazer o cálculo do IMC infantil, usamos o resultado na tabela de porcentis. Quanto mais próximo de 1, mais magra ou desnutrida. Quanto mais próxima de 100, mais próximo do quadro de obesidade infantil.  

Como evitar e reverter o quadro?

 

Do ponto de vista clínico, não há tantas diferenças entre adultos e jovens na hora de se atentar à obesidade. Manter uma alimentação saudável e uma rotina de exercícios físicos diários reduz a possibilidade de sobrepeso e pode reverter o quadro da doença, caso ela já tenha se manifestado, podendo em alguns casos retroceder, também, diversas complicações associadas à obesidade infantil, como a hipertensão, diabetes, entre outras. No caso da criança em idade de amamentação, é importante considerar o aleitamento materno como importante arma para combater a doença nessa faixa etária. Preferir o leite materno a doces, refrigerantes, biscoitos e demais produtos industrializados reduz a possibilidade de obesidade.

Mas do ponto de vista social e psicológico, fazer uma criança perder peso pode ser mais complexo que um adulto. Isso porque, por estar em fase de desenvolvimento de suas aptidões sociais, a criança está mais suscetível a sentir-se isolada e desmotivada perante aos outros de sua faixa etária, o que pode resultar até no aumento de peso e em dificuldades de interação com o outro. É importante que os pais se lembrem de que possuem papel ativo na perda de peso dos mais jovens: a alimentação saudável não deve ser cobrada apenas da criança, mas de todo o núcleo familiar, tendo os pais como exemplo forte, mobilizando-se tanto nas rotinas saudáveis quanto os filhos.

FONTE

http://www.abeso.org.br/