Covid-19: o que fazer e o que evitar se for ao salão de beleza

O movimento de reabertura gradual do comércio em algumas cidades também inclui os salões de beleza e serviços de estética. A higiene e a segurança, que já eram itens de atenção nesse tipo de estabelecimento, agora devem ser reforçados e adaptados para reduzir ao mínimo o risco de contaminação pelo coronavírus. 

A infectologista e consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Camila Almeida, aponta algumas das medidas que os salões e também os clientes devem seguir para garantir atendimentos com segurança. Ela ressalta que a pandemia ainda não está controlada, e que a melhor prevenção continua sendo, se possível, ficar em casa e sair apenas quando for realmente necessário. 

Agendamentos 

Para poder controlar o fluxo, os estabelecimentos devem trabalhar apenas com horário agendado e pedir aos clientes que evitem chegar muito cedo ou se atrasarem, para não haver aglomeração nas salas de espera. Se você for ao salão, tente agendar um horário alternativo, que tenha menos clientes. 

De preferência, vá sozinho/a. Em casos que há necessidade de acompanhante, o ideal é levar apenas uma pessoa com você. Quem é do grupo de risco de covid-19 deve, por enquanto, evitar ir ao salão. 

O intervalo entre um cliente e outro deve ser suficiente para a higienização completa das estações de atendimento e dos utensílios. O mais indicado é que o cliente seja atendido apenas por um profissional por vez, ou seja, não é recomendado cortar o cabelo e fazer as unhas ao mesmo tempo, por exemplo. 

Os clientes devem evitar usar acessórios como anéis, brincos, pulseiras, gargantilhas, relógios e colares.

Proteção e higiene

As máscaras são de uso obrigatório para funcionários e clientes, que devem usá-las durante todo o período de permanência no estabelecimento. O profissional envolvido diretamente no atendimento deve utilizar protetor facial – higienizado periodicamente – ou a combinação de máscara e óculos. 

A depender do tipo de procedimento, recomenda-se também o uso de aventais, de preferência impermeáveis. As luvas usadas no atendimento devem ser trocadas a cada novo cliente, com a higienização das mãos antes de colocar o novo par. Os funcionários também devem usar touca descartável e manter as unhas cortadas.

Todos os processos de esterilização dos estabelecimentos devem ser atualizados de acordo com as orientações da vigilância sanitária.

No atendimento

A distância mínima entre as cadeiras dos clientes deve ser de dois metros. No caso de estações de trabalho em linha, deixar ao menos uma cadeira vazia entre duas em uso.

Os lenços usados devem ser descartados imediatamente em uma lixeira de acionamento sem as mãos. Após o descarte, lavar as mãos com água e sabão ou higienizá-la com álcool em gel 70% antes de continuar o trabalho.

Produtos como maquiagens devem ser fracionados em porções que serão usadas apenas no atendimento daquele cliente específico. Assim, evita-se que um pincel possivelmente contaminado toque o produto que será usado em outras pessoas. 

Em atendimentos que exigem contato físico, como massagens, os funcionários devem utilizar roupa branca, lavada diariamente com a utilização de água sanitária, ou jaleco de TNT descartável, que deve ser trocado a cada novo cliente. As macas também precisam ser devidamente higienizadas após cada atendimento. 

Profissionais e clientes que estiverem com sintomas como febre, tosse e dificuldade de respirar não devem ir ao salão até estarem saudáveis novamente. Se algum funcionário testar positivo para covid-19, os últimos clientes atendidos devem ser contatados e orientados a procurar uma unidade de saúde caso apresentem sintomas.

Saiba a diferença entre os testes para covid-19, quando é indicado fazer e qual é o mais preciso

Sorologia, PCR, IgA/IgM… Quem já pensou em fazer um teste de detecção da covid-19 se deparou com nomes e siglas que podem confundir e gerar muitas dúvidas. Abaixo, os especialistas da Rede Mater Dei de Saúde explicam como é feito cada exame, o grau de precisão de cada um e qual o teste mais adequado para cada situação. Confira: 

Quando fazer o exame 

O teste de detecção da covid-19 é indicado para pessoas que tiveram contato com casos suspeitos da doença. Deve ser realizado de 5 a 15 dias após o contato, caso a pessoa apresente sintomas, como sensação febril ou febre, coriza e dor de garganta, tosse ou dificuldade para respirar. O paciente deve se manter em observação clínica e com distanciamento social das outras pessoas entre 3 a 15 dias, de acordo com orientação médica.

Tipos de teste

PCR para coronavírus

Informa se você está infectado no momento. Com este exame é possível identificar e isolar os infectados, evitando que haja transmissão, e rastrear outras pessoas que tiveram contato com o paciente e que estão potencialmente contaminadas.

O resultado negativo não exclui a presença da infecção, e o positivo pode permanecer por mais de 15 dias em algumas pessoas. A amostra para exame é coletada com um cotonete no nariz e na garganta. O ideal é realizar o exame entre o 5º e o 10º dia com sintomas. O resultado pode sair em até 72 horas.

Sorologia

Existem dois grandes grupos de anticorpos: as imunoglobulinas das classes M (IgM) e G (IgG). Essas proteínas, fabricadas quando um agente infeccioso invade o corpo pela primeira vez, são uma forma de proteção natural. A sorologia é o exame capaz de detectar os níveis de anticorpos IgM e IgG ou IgA e IgG no sangue. O resultado deste teste indica se a pessoa já teve contato com o vírus SARS-CoV-2 e o sistema imunológico produziu os anticorpos contra a covid-19. 

  • IgG para coronavírus

O exame de IgG e anticorpos totais detecta se você foi infectado no passado e desenvolveu anticorpos contra o coronavírus. Os resultados positivos realmente indicam contato prévio com o vírus, mas não informam por quanto tempo a pessoa estará protegida. O exame é feito com uma amostra de sangue venoso e deve ser realizado a partir do 15º dia de sintomas. O resultado sai em até 72 horas.  

  • IgA e IgG para coronavírus

Este exame detecta anticorpos produzidos pelo organismo contra o coronavírus por métodos sorológicos, ou seja, se você está ou foi infectado pelo coronavírus no passado. É útil para identificar quem já tem imunidade ao novo coronavírus e o número de pessoas que foram infectadas na população de uma determinada região. 

Este teste ainda tem limitações, porque não está claro até o momento se os anticorpos são protetores nem quanto tempo dura a imunidade. Também não se sabe ainda qual valor ou tipo de anticorpo protege contra o coronavírus. 

Um teste negativo não afasta infecção passada nos primeiros dias de sintomas (até 10 dias), já um teste positivo isolado pode estar relacionado a outras infecções virais. A amostra para este exame também é de sangue venoso, que deve ser coletado a partir do 7º dia de sintomas. O resultado sai em até 3 dias.  

  • IgM/IgG para coronavírus e teste rápido

Identifica pessoas com imunidade ao vírus, mas pode acontecer de ser positivo na presença de outras infecções virais – logo, não define infecção. Também é feito com coleta de sangue venoso e deve ser realizado a partir do 7º dia de sintomas. O resultado sai no mesmo dia. 

#AnahpOrienta: como se proteger do coronavírus em atividades ao ar livre

Na última segunda-feira (13/7), a prefeitura de São Paulo permitiu a reabertura de alguns parques. Como a pandemia de covid-19 ainda não está controlada, esses locais voltam a funcionar com restrições de horário e de atividades – os esportes coletivos, por exemplo, estão vetados. E quem pretende voltar a fazer atividades físicas nos parques também deve seguir uma série de medidas para não colocar a própria saúde em risco, nem a dos outros. 

Em entrevista ao portal, o pneumologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo José Rodrigues Pereira explicou que os cuidados básicos para evitar a transmissão da doença continuam os mesmo: uso de máscara, higienização das mãos – se possível com álcool em gel – e manter o distanciamento social de pelo menos dois metros entre uma pessoa e outra.

Pereira ressalta que o ambiente aberto é mais indicado para a prática de atividades do que o fechado, para diminuir as chances de contágio. “Durante a atividade física, existe uma hiperventilação e essas gotículas [que podem transmitir o vírus] podem ser eliminadas numa distância maior. Além de ser muito comum tosse para eliminar secreções que, com a hiperventilação, ficam mais espessas por causa do ressecamento das mucosas das vias aéreas”, explica. 

Mas o especialista alerta que o risco de se contagiar ainda existe: “A máscara tem que ser utilizada tanto por quem está fazendo atividade física quanto por quem está apenas passeando em ambientes como os parques”.

Segundo Pereira, durante uma corrida, por exemplo, uma pessoa sem máscara pode eliminar gotículas que alcançam uma distância de até 10 metros. Por isso, o uso é obrigatório. E como as máscaras não previnem totalmente a eliminação de gotículas, também é importante manter o distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas que estão correndo ou caminhando.

Sobre o desconforto que algumas pessoas sentem ao fazer atividade física de máscara, o médico explica que o ideal agora é reduzir a carga do exercício, evitando aqueles que exijam uma alta performance do organismo. 

“Precisamos entender que a vida ainda não voltou ao normal, e os nossos hábitos têm que ser readequados para a realidade que estamos vivendo. Atividade física é importante para a saúde, sem dúvida nenhuma, mas ela precisa ser praticada com segurança. No caso, com utilização de máscara e com a redução da carga – tanto nas academias, em relação ao esforço que é feito em exercícios aeróbicos, musculação, quanto a céu aberto”, afirma Pereira.

Crianças e piqueniques

José Rodrigues Pereira reforça que a permissão para frequentar ambientes abertos não é sinônimo de que as aglomerações estão permitidas. “Claro que ambientes maiores permitem que mais pessoas utilizem o espaço, mas sempre é necessário cuidado com relação à utilização de máscara e manter uma distância segura”, afirma.

Para quem pretende levar as crianças aos parques, o médico afirma que os responsáveis precisam redobrar os cuidados e atenção. “Crianças pequenas têm dificuldade de usar máscara e o grau de compreensão dessa necessidade é completamente diferente da de um adulto”, afirma Pereira, ressaltando ainda o fato de que os pequenos podem ser portadores assintomáticos do vírus e levá-lo para casa. Ele frisa que, nesse período, não é indicado o uso de brinquedos coletivos e aparelhos de ginásticas de uso comum para adultos, e que o ideal é que fiquem lacrados.

Sobre os piqueniques, o especialista diz que esse tipo de atividade pode acontecer, desde que sejam tomadas todas as medidas de segurança. “O que eu recomendo é que reúna apenas pessoas de uma mesma família, que moram na mesma casa”, explica. Isto porque durante a refeição –  e isso vale para restaurantes e bares –, não é possível usar máscara e há objetos que são compartilhados, como garrafas, por exemplo.

“Há documentação científica provando que as superfícies são um grande ambiente para contágio. Ao reunir num piquenique pessoas de outro núcleos familiares pode haver alguém numa fase pré-sintomática ou assintomático que pode transmitir o vírus ao manipular determinados produtos.”

A orientação é para que a higiene das mãos seja reforçada e que a distância entre as pessoas seja respeitada. E que a máscara só seja retirada na hora de comer.

E para quem enxerga no início da reabertura gradual da cidades uma razão para relaxar também a prevenção, o pneumologista faz um alerta: “Seguir as medidas de segurança é fundamental para que possamos manter a liberdade de fazer determinadas atividades e tentar levar a vida o mais próximo possível do normal, ainda que mantendo os cuidados necessários”.  

Covid-19: como reduzir o risco de contágio na reabertura do comércio

Em algumas cidades do país, a reabertura gradual do comércio já começou. Porém, foi necessária a imposição de algumas restrições pelas prefeituras para garantir a segurança dos clientes que decidirem voltar a frequentar lojas e shoppings. 

Esses protocolos são necessários porque o país ainda não alcançou um patamar de controle da pandemia que permita a flexibilização total do isolamento social. Entre eles, estão restrições de horário de funcionamento e do fluxo de clientes – que variam de acordo com a região. 

A infectologista e consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Camila Almeida, indicou para o portal outras medidas que devem ser adotados por lojistas e clientes para redobrar o cuidado e evitar a transmissão do coronavírus nestes ambientes. Mas ela ressalta que a melhor forma de prevenção ainda é ficar em casa e sair somente quando for de fato necessário. 

  • O uso de máscara deve ser obrigatório para clientes e funcionários em todos os estabelecimentos;

 

  • Funcionários e clientes devem ter à disposição álcool em gel 70%, especialmente na entrada do comércio e nos caixas;

 

  • É preciso controlar o acesso de clientes para que o fluxo dentro da loja permita o distanciamento entre as pessoas;

 

  • O ideal é que os lojistas adotem maneiras de direcionar a circulação de pessoas no estabelecimento, como corredores unidirecionais, isolamento de algumas áreas e ajuste no fluxo de entrada e saída;

 

  • Estão proibidas atividades promocionais, eventos e campanhas que possam causar aglomerações;

 

  • Nos shoppings, ainda estão restritas atividades de entretenimento e para crianças;

 

  • Cestas e sacolas de compras devem ser higienizadas a cada uso;

 

  • Também é importante higienizar as embalagens de transporte das mercadorias; 

 

  • Recomenda-se que as lojas permitam e estimulem a realização dos pedidos pela internet, reduzindo assim o tempo que o cliente vai gastar na compra dentro da loja.

Como evitar a transmissão da covid-19 em bares e restaurantes

Na última segunda-feira (6), os bares e restaurantes da cidade de São Paulo puderam reabrir as portas após mais de 100 dias fechados. Como esta ainda é uma fase de flexibilização gradual, algumas condições foram determinadas, como fechamento às 17h, limite de ocupação em até 40% da capacidade e o máximo de seis pessoas por mesa.

Veja abaixo outras medidas que você e os estabelecimentos devem tomar para evitar a transmissão da covid-19, apontadas pela infectologista Camila Almeida, consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp). 

Vale lembrar que ainda não há vacina nem remédio comprovadamente eficaz contra o coronavírus e, por isso, a recomendação continua sendo ficar em casa sempre que possível, e sair o mínimo necessário. 

  • Todo mundo já sabe, mas não custa reforçar: use máscara! Se for ao bar ou restaurante, só tire na hora de comer. Os funcionários devem utilizar ainda outros equipamentos de proteção individual, como viseiras de acrílico e luvas.

 

  • Isso já valia antes da pandemia, e é ainda mais importante agora: sempre higienize as mãos antes de comer. E o ideal é que os estabelecimentos forneçam álcool em gel para clientes e funcionários. 

 

  • Os restaurantes podem adotar o sistema de reservas para controlar o fluxo e evitar aglomerações. 

 

  • Para permitir o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre os clientes, o número de mesas deve ser reduzido e assentos no balcão bloqueados. 

 

  • As mesas e cadeiras devem ser higienizadas após cada uso e troca de cliente.

 

  • O cardápio deve ser digital, em painel na parede ou em material que possa ser higienizado após o manuseio.

 

  • Os populares restaurantes self-service devem estabelecer um funcionário, devidamente paramentado com equipamentos de proteção individual, para servir os clientes no bufê, onde deve ser mantido o máximo de distanciamento possível.

 

  • Devem estar disponíveis para os clientes talheres descartáveis ou devidamente embrulhados, como alternativa aos talheres convencionais.

 

  • Sal e outros temperos devem ser oferecidos em sachês ou em porções individualizadas que chegam diretamente da cozinha para cada cliente.

 

  • Se o pagamento for em dinheiro e houver troco, recomenda-se que a devolução seja feita com o valor dentro de um saco plástico para não haver contato do dinheiro com as mãos.