O efeito silencioso da covid-19: como a pandemia tem afetado a saúde mental dos brasileiros

Entre os impactos da covid-19 na população, a questão da saúde mental acende alerta entre os especialistas. Pesquisa realizada pelo Instituto de Psicologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) mostra que os casos de depressão praticamente dobraram durante a pandemia.

Já os sintomas de ansiedade e estresse aumentaram 80% diante do isolamento, da preocupação com a saúde e das incertezas sobre o trabalho, por exemplo. Para os pesquisadores, os resultados sugerem um agravamento preocupante dos problemas de saúde mental na população. 

No estudo da UERJ, foram entrevistadas 1.460 pessoas em 23 estados brasileiros sobre seu comportamento desde do início do isolamento, necessário para tentar conter o novo coronavírus. Profissionais da saúde e aqueles que continuaram saindo para trabalhar durante a quarentena foram mais propensos a desenvolver problemas de saúde mental. O estudo também concluiu que as mulheres foram mais afetadas.

Por outro lado, a pesquisa mostrou que houve menos estresse e ansiedade entre os entrevistados que recorreram à psicoterapia via internet. O mesmo aconteceu com aqueles que puderam praticar atividades aeróbicas, em comparação com os entrevistados que não fizeram nenhuma atividade física ou apenas atividades de força. 

Especialistas afirmam que cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física, porque estresse, depressão e ansiedade afetam diretamente o sistema imunológico. A recomendação é procurar ajuda profissional assim que forem notados os primeiros sinais de desânimo e pensamentos negativos. 

Mas, no meio dessa nova rotina, como saber se estou deprimido/a, ansioso/a ou estressado/a? Acompanhe a nossa nova série aqui no portal e veja a orientação de especialistas dos hospitais membros da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados) para identificar os sinais de transtornos mentais e também formas de manter o equilíbrio diante de situações de incerteza e estresse. Siga as nossas redes sociais para não perder nenhuma publicação: 

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#AnahpOrienta: os cuidados exigidos das academias que voltarem a funcionar na pandemia

Com o início da retomada econômica e atividades comerciais, em algumas cidades brasileiras a reabertura das academias foi permitida. Por serem ambientes compartilhados e com muitas superfícies de contato coletivo, o funcionamento está sujeito a várias medidas restritivas de horário e capacidade. Em São Paulo, por exemplo, o governo permite que as academias fiquem abertas por 6 horas diárias, funcionando com apenas 30% da capacidade e realizando somente treinos individuais e com horário agendado.

A infectologista e consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Camila Almeida, aponta alguns dos protocolos exigidos das academias que voltarem a funcionar nesta fase de reabertura gradual. 

Como o coronavírus segue circulando e, portanto, ainda não é possível flexibilizar totalmente o isolamento social, a especialista ressalta que a melhor forma de prevenção ainda é ficar em casa e sair somente quando for necessário.

Medidas de segurança contra o coronavírus nas academias: 

  • O uso de máscara é obrigatório em todos os ambientes, exceto durante as atividades aquáticas.
  • O espaço de exercício de cada aluno deve estar demarcado no piso nas áreas de treino.
  • No máximo 50% dos armários e aparelhos de cardio devem ser usados, com um distanciamento mínimo de 1,5 metro entre o que estiver em uso.
  • A higienização de equipamentos e objetos da academia deve ser feita antes e depois que cada cliente usar.
  • Nas áreas de musculação e peso livre, deve haver kits de limpeza em pontos estratégicos, com toalhas de papel e produtos específicos para higienização de equipamentos de treino como colchonetes, halteres e máquinas – antes e depois de cada uso.
  • A limpeza feita pelos funcionários deve ser realizada pelo menos três vezes ao dia.
  • Bebedouros e chuveiros ficam desativados nesta fase. 
  • A água das piscinas deve ser renovada regularmente.
  • Os clientes devem agendar horário para ir à academia. Recomenda-se que o estabelecimento oriente os cliente a malhar em horários alternativos, mais vazios. 

 

#AnahpOrienta: covid-19 no inverno e a importância da vacina contra gripe

Com a chegada do inverno, começam a circular os vírus respiratórios mais comuns a esta época do ano. No contexto da pandemia, essas doenças podem ser confundidas com a covid-19 por terem sintomas bem parecidos – o que torna a vacinação contra a gripe ainda mais importante.

“Pelo medo de ir ao posto de saúde durante a pandemia, a cobertura vacinal despencou, principalmente no grupo de risco”, afirma a infectologista e consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) Camila Almeida.

Apesar de não ter eficácia contra o coronavírus, a vacina contra influenza ajuda os profissionais de saúde na hora de avaliar um diagnóstico suspeito de covid-19, além de reduzir a procura por serviços de saúde no inverno. Febre, tosse e dificuldade para respirar são exemplos de sintomas comuns da gripe e da covid-19. 

Covid no inverno

O pneumologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo José Rodrigues Pereira explica que a redução das temperaturas e da umidade relativa do ar, típicas do inverno, criam um ambiente favorável para a estabilidade e replicação do coronavírus e também do vírus da influenza. 

“Há ainda a questão comportamental. É muito comum no inverno as pessoas ficarem em ambientes fechados, pouco arejados, para que se mantenha uma temperatura agradável. Com janelas e portas fechadas, o ar circula menos e, se tiver o vírus neste ambiente, a chance da pessoa se infectar é maior”, explica. 

Pereira aponta também um fator imunológico: quando nós estamos expostos ao frio sem a devida proteção, existe uma pequena e transitória queda da imunidade que favorece com para que o vírus se fixe na via aérea, se replique e possa causar um processo infeccioso. 

Sintomas e prevenção

Coordenador da Pediatria da Rede Mater Dei de Saúde, Luís Fernando Carvalho explica a diferença dos sintomas de resfriado e gripe. “O resfriado comum caracteriza-se por sintomas de infecção de vias aéreas superiores causado por infecção viral, com sintomas como coriza, febre baixa, bom estado geral. Já a gripe, apresenta-se com acometimento do estado geral, com prostração, dor no corpo, febre e tosse, podendo evoluir para pneumonia com cansaço para respirar.”

“Principalmente nas crianças, a avaliação médica no pronto-socorro é recomendada sempre que houver prostração, cansaço para respirar ou piora do estado geral. Crianças com doenças crônicas como asma, anemia falciforme, câncer, diabetes, entre outras, também devem ser avaliadas na presença de infecção respiratória.” 

A prevenção da covid-19 e de outras doenças respiratórias típicas do inverno passa pela higiene frequente das mãos e de tudo o que chegar da rua com água e sabão ou álcool em gel. Carvalho também reforça a necessidade do uso de máscara, inclusive por crianças acima de 2 anos. 

 Mais do que nunca, o momento é de manter os ambientes limpos e umidificados, evitar aglomerações, locais fechados e beber bastante água. Também é importante não ter contato com pessoas doentes. Outras ações simples, mas igualmente relevantes, são a alimentação saudável e a prática de exercícios, que fortalecem a imunidade do organismo.

#AnahpOrienta: conheça os cuidados relacionados ao coronavírus para hotéis e hóspedes

Alguns destinos turísticos do Brasil começam a se preparar para voltar a receber visitantes. Com medidas sanitárias que garantam uma estadia segura ao hóspede e algumas restrições de ocupação e atividades, os hotéis buscam se adequar à nova rotina imposta pelo coronavírus. 

Vale ressaltar que a pandemia ainda não está controlada, e que o ideal é esperar um pouco mais para viajar. A infectologista e consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Camila Almeida, aponta os protocolos necessários para reduzir os riscos de contaminação e também as ações que cabem aos hóspedes para contribuir para a segurança de todos.

 

Na recepção

  • Os hotéis devem medir a temperatura dos hóspedes na chegada. O uso de máscara é obrigatório para clientes e funcionários em todas as dependência do estabelecimento.

 

  • Deve-se dar atendimento preferencial a quem é do grupo de risco para covid-19, como idosos, grávidas, hipertensos, asmáticos, cardiopatas e diabéticos. 

 

  • Na chegada, o hóspede deve ser informado de todos os protocolos sanitários, bem como informar o hotel sobre sua condição de saúde, indicando se está dentro do grupo de risco e se possui plano de saúde.

 

  • Os manobristas devem higienizar volante, botões, maçaneta, sensor/chave do carro antes de dirigir o veículo e na entrega ao cliente. Também higienizar as mãos antes e depois de cada carro manobrado, além de usar máscara.

 

  • O mensageiro deve higienizar a alça da mala, o puxador do zíper e o cadeado/lacre antes e depois de realizar a entrega.

 

  • O cartão-chave deve ser devidamente higienizado ao ser recebido e antes de ser reutilizado. No check-out, recomenda-se que o cartão seja depositado em um local específico, reduzindo o contato do recepcionista com o hóspede. 

 

No quarto

  • Oferecer ao hóspede um extenso pacote de produtos no frigobar, reduzindo assim a necessidade de reabastecimento e a presença de funcionários no quarto.

 

  • Na realização de serviço de quarto, o garçom/copeiro deve entregar a bandeja na porta e não entrar no quarto.

 

  • As bandejas devem estar cobertas para proteger os alimentos durante o transporte até o quarto. 

 

  • Ao terminar a refeição, o hóspede deve deixar os utensílios do lado de fora do quarto para serem recolhidos.

 

  • Ao final da estadia, deverá ser realizada limpeza e desinfecção completa do quarto antes da entrada de novo hóspede.

 

Nos restaurantes

  • Recomenda-se substituir o esquema de buffet pelo serviço de mesa, para que os alimentos não fiquem expostos no ambiente. Comidas e bebidas devem ser entregues no ato de consumo do hóspede na mesa, servidos de forma empratada ou em pequenas porções individuais. 

 

  • Os talheres devem ser entregues junto com o prato ou embalados individualmente. Para temperos, usar sachês descartáveis.

 

  • Nos serviços de coffee-break, devem ser considerados kits individuais para reduzir o contato de pessoas próximas às mesas de serviço.

 

  • Restaurantes com espaço reduzido devem trabalhar com reserva de horários.

 

  • Retirar todos os utensílios e fazer a higienização das mesas assim que forem desocupadas e antes da chegada dos próximos clientes. 

 

No lazer

  • Brinquedotecas devem permanecer fechadas. Podem ser incentivadas atividades ao ar livre, desde que respeitem o uso de máscara e a distância mínima recomendada de dois metros das outras pessoas.

 

  • Espreguiçadeiras, esteiras e mesas nas áreas de lazer também devem ter a distância mínima de dois metros umas das outras.

 

  • Orientar os hóspedes para que tenha aglomeração e para que os móveis sejam mantidos afastados uns dos outros.