Autoteste de Covid-19: cinco informações importantes que você precisa saber

Até o dia 23 de fevereiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia liberado duas marcas de autotestes para Covid-19 para comercialização no Brasil.  Você já sabe onde poderá comprar ou como verificar se o produto está regularizado? Sabe se o resultado serve como comprovante para eventos e viagens? Confira as respostas para essas e outras perguntas, com informações da Anvisa:

O que é um autoteste?
É um produto no qual a pessoa realiza todas as etapas da testagem, desde a coleta da amostra até a interpretação do resultado, sem precisar do auxílio de um profissional. Para isso, é fundamental seguir atentamente as instruções de uso do fabricante. No caso da Covid-19, somente os produtos aprovados com a finalidade de autoteste de pesquisa de antígeno é que poderão ser utilizados pela população em geral.

Esse tipo de autoteste para Covid-19 deve ser usado como triagem, permitindo o isolamento da pessoa o quanto antes e evitando a transmissão do vírus. Porém, o diagnóstico depende de confirmação em um serviço de saúde. Se você quiser saber mais sobre como funciona o autoteste e a diferença entre os tipos de testagem existentes para Covid-19, acesse o post do Saúde da Saúde sobre o tema.

Onde posso comprar um autoteste para Covid-19?
Os autotestes só podem ser vendidos por:
– farmácias e drogarias regularizadas junto à vigilância sanitária;
– estabelecimentos de saúde licenciados pela vigilância sanitária para comércio varejista de artigos médicos (ex.: curativos, meias de compressão, órteses etc.).

A venda online só é permitida em sites das lojas mencionadas acima. É proibida a comercialização, por exemplo, em site de e-commerce como Amazon e Mercado Livre. A Anvisa tem uma lista que é atualizada constantemente com os autotestes aprovados.

Quando devo usar o autoteste para Covid-19?
Caso apresente sintomas relacionados à Covid-19 ou se esteve em contato com alguém com diagnóstico confirmado da doença. Os sintomas mais comuns da Covid-19 são:
– febre
– tosse
– dor de garganta
– coriza
– dor de cabeça
– perda do olfato e do paladar
– dores no corpo

Pessoas com sintomas graves, como falta de ar, baixos níveis de saturação de oxigênio (abaixo de 95%), cianose (cor azulada nas unhas, pele, lábios), letargia (sono profundo), confusão mental e sinais de desidratação devem procurar imediatamente um serviço de saúde, sem necessidade de fazer um autoteste.

O período ideal para fazer o autoteste é do 1º ao 7º dia do início dos sintomas. Se a pessoa está assintomática, o autoteste pode ser utilizado a partir do 5º dia do contato com alguém infectado pelo coronavírus.

O que fazer se meu resultado do autoteste for positivo?
Você deve se isolar imediatamente, mesmo que não apresente sintomas de Covid-19. A medida é importante para evitar a transmissão do vírus. Use máscara sempre e avise às pessoas que tiveram contato recente com você para também se testarem. É recomendado ainda procurar atendimento em um serviço de saúde para confirmação do diagnóstico e, assim, receber orientações e permitir a notificação nos sistemas do Ministério da Saúde para o acompanhamento dos casos de Covid-19 no Brasil.

Para saber as recomendações do Ministério da Saúde sobre o tempo de isolamento de pacientes com Covid-19, acesse o post do Saúde da Saúde.

Posso apresentar o autoteste em viagens, eventos ou para solicitar licença do trabalho?
Não. Nesses casos, servem apenas os testes realizados por profissionais de saúde, que apresentam laudos oficiais quanto à identificação ou não do antígeno ou do material genético do vírus na amostra. Os autotestes não fornecem um diagnóstico de Covid-19 e servem apenas como triagem, para orientar a pessoa sobre o risco de transmissão do vírus e as medidas que podem ser adotadas.

N95, cirúrgica ou de tecido: qual a melhor máscara para se proteger da variante ômicron?

A chegada da variante ômicron do coronavírus ao Brasil causou um salto no número de casos da doença devido ao altíssimo grau de transmissibilidade da nova cepa. Cidades que ensaiavam começar a liberar o uso de máscaras em determinados locais precisaram recuar na decisão porque essa proteção voltou a ser imprescindível para conter a circulação do vírus.

O Saúde da Saúde conversou com Gilberto Barbosa, infectologista e integrante do Corpo Clínico do Hospital São Vicente de Paulo (Passo Fundo – RS), que explicou as diferenças entre cada máscara e seus potenciais de proteção no novo contexto da circulação da variante ômicron. Confira:

Entre os modelos que temos no mercado, qual seria a máscara mais eficiente para se proteger da ômicron, variante considerada até agora a mais transmissível?
A transmissão do vírus SARS-COV-2 (Covid-19) ocorre, principalmente, através da via respiratória, por meio de gotículas e aerossóis. Ou seja, indivíduos infectados eliminam o vírus através da respiração, ao falar e tossir. A nova variante tem um potencial de transmissibilidade bem superior às variantes que surgiram no início da pandemia, portanto, cresce a importância da máscara como proteção para a disseminação do vírus. Nesta situação, as mais recomendadas são aquelas que possuem uma capacidade alta de filtração de partículas, acima de 95%, como os modelos N95, PFF2 ou KN95.

Há uma recomendação geral sobre o tipo de máscara mais adequado para determinadas situações? Por exemplo: prática de esportes, transporte público, viagens de avião etc.
A função prioritária da máscara é fazer a retenção dos vírus que seriam expelidos pela pessoa que está infectada, portanto, a recomendação da máscara deverá considerar, principalmente, o nível de distanciamento das pessoas, intensidade de ventilação no local, além da probabilidade de circulação de indivíduos infectados. Não existe uma recomendação padronizada, mas podemos dizer que, em locais como transporte público, seria importante o uso de máscaras de maior proteção, tipo N95. Já em situações como prática de esportes e ao ar livre podem ser usadas máscaras cirúrgicas ou de tecido.

As máscaras N95 e cirúrgicas podem ser reaproveitadas ou devem ser descartadas logo após um único uso?
Idealmente as máscaras N95 devem ser de uso único, mas, devido à restrição de disponibilidade, é aceitável utilizá-la após deixar um período de 3 a 5 dias em embalagem de papel em local que permita adequada aeração. Uma estratégia é ter cinco máscaras para serem utilizadas em cada um dos dias da semana. As máscaras cirúrgicas, geralmente, devem ser descartadas após o uso ou quando estiverem molhadas ou sujas.

Usar combinações de duas máscaras é realmente eficaz?
O CDC (Centro de Controle de Doenças) dos Estados Unidos publicou em suas recomendações a indicação do uso de dupla máscara. Esta combinação de duas máscaras, uma cirúrgica por baixo e uma de tecido por cima, aumentou a proteção conferida de forma significativa, chegando a valores próximos ao modelo N95. Este aumento da eficiência está muito relacionado à adequada fixação e vedação na face que a máscara sobreposta proporciona. Este modelo é uma alternativa de baixo custo para ser utilizada nas situações de maior risco como transporte coletivo.

Como varia o tempo de proteção oferecidos pelos diferentes modelos de máscara?
As máscaras de tecido e cirúrgica costumam ter eficácia em torno de 2 horas, mas o que limita o uso é quando ela fica molhada. As máscaras N95, como regra, se mantêm eficazes durante todo o turno de trabalho, de 4 a 8 horas. É muito importante observar que é preciso colocar a máscara de forma adequada, cobrindo completamente o nariz e a bora, bem ajustada ao rosto e sem ter espaços nas laterais. Também é necessário sempre higienizar as mãos antes e após o manuseio da máscara.

Gripe x Covid-19: conheça os sintomas mais comuns de cada doença

Ambas causadas por vírus, a gripe e a Covid-19 têm sintomas parecidos que confundem as pessoas. Principalmente no fim de 2021 e início deste ano, quando tivemos, junto com a pandemia de Covid-19, um surto de gripe. Houve registro, inclusive, de casos de dupla infecção, que ficou conhecida como “Flurona” (flu, de gripe em inglês + rona, de coronavírus).

Em geral, as duas doenças começam com fadiga e dores pelo corpo, que podem vir acompanhadas de coriza e tosse. Destacam-se entre as diferenças a possibilidade de perda de olfato e paladar nos casos de Covid-19, bem como a persistência dos sintomas por mais de quatro semanas – a chamada “Covid longa”.

Tanto na gripe como na Covid-19, além do tratamento indicado pelo médico, é importante que o paciente fique em repouso, tenha uma boa alimentação e se hidrate bastante para ajudar na recuperação do corpo e na eliminação do vírus. O isolamento social também é recomendado para não haver transmissão dessas doenças.

Confira abaixo as principais diferenças entre a Covid-19 e a gripe, segundo informações do Hospital Israelita Albert Einstein:

O que é cada doença?

Gripe
É uma infecção causada pelo vírus influenza e que afeta, principalmente, o sistema respiratório. O vírus tem diferentes subtipos, sendo o A e o B os principais causadores da doença nos humanos. Casos de gripe podem ocorrer ao longo do ano todo, mas costumam ser mais frequentes no inverno e em períodos mais frios e secos. Desde o fim de 2021, houve um aumento de casos da influenza H3N2, também chamada de Darwin. Uma vacina atualizada contra essa cepa é prevista para março deste ano.

A transmissão ocorre principalmente de forma respiratória, por gotículas de saliva contendo o vírus e espalhadas por espirros e tosse.

Covid-19
É causada pelo vírus SARS-CoV-2, que tem em comum com o vírus da gripe o alto potencial de mutação, o que possibilita o surgimento de variantes (como a delta e a ômicron). Também afeta especialmente o sistema respiratório e se propaga pelo ar, a partir de gotículas e aerossóis provenientes das vias respiratórias.
Têm altas chances de desenvolver a forma grave da doença: pessoas idosas, pacientes de doenças crônicas, pessoas com o sistema imunológico comprometido, transplantados e também aqueles que não se vacinaram.

Sintomas
Gripe

  • Febre súbita (acima de 38 graus em alguns casos)
  • Dor de cabeça
  • Dores no corpo
  • Sensação de moleza no corpo e falta de energia
  • Calafrios
  • Dor de garganta
  • Tosse seca
  • Nariz escorrendo (coriza)
  • Irritação nos olhos
  • Perda de apetite e emagrecimento

Covid-19

  • Tosse persistente
  • Nariz escorrendo (coriza)
  • Dor de garganta
  • Dor de cabeça
  • Dor no corpo
  • Dores musculares
  • Cansaço
  • Febre
  • Alguns pacientes podem sentir também sintomas gastrointestinais – como diarreia e vômito – e perda de olfato e paladar.

ATENÇÃO: Uma das complicações mais graves da Covid-19 é a falta de ar. Nesses casos, o paciente deve procurar imediatamente o serviço de saúde. O comprometimento pulmonar é uma consequência importante, sendo uma das sequelas mais notificadas.

Diagnóstico
Gripe
Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito com base nos sintomas relatados pelo paciente e em seu histórico de saúde. Se for necessário, podem ser pedidos exames complementares. Alguns dele identificam o tipo de vírus e até o subtipo (exames moleculares), mas esses são indicados somente em casos de internações e agravamento dos sintomas.

Covid-19
O diagnóstico é feito por meio de exames que identificam a presença do coronavírus nas vias respiratórias. Entre eles estão o RT-PCR, o teste rápido de antígeno e o teste de amplificação isotérmica (NEAR). O material é coletado na região nasal e faríngea com o uso de um swab (haste estéril). O RT-PCR também pode ser feito através da saliva.

Para identificar se o paciente teve já teve contato com o vírus, pode ser feito o exame sorológico, que mostra se houve produção de anticorpos específicos contra o coronavírus. É um teste feito com amostra sanguínea do paciente e pode indicar uma infecção tardia (IgG) ou mais recente (IgM).

“Flurona”
Segundo o Instituto Butantan, a infecção dupla de vírus respiratórios não é algo novo e também é mais comum do que pensamos. Ela acontece porque os dois vírus estão circulando numa mesma época e com parte da população sem estar devidamente imunizada contra eles.

Em 2021, o vírus da influenza circulou na estação mais quente, o que não é muito comum. Entre as razões apontadas pelo Instituto está o fato de menos de 90% do público-alvo da campanha nacional de vacinação contra a gripe ter sido imunizado. Com isso, um grande número de brasileiros ficou mais vulneráveis à doença.
O Butantan ressalta que ser infectado pelo dois vírus não significa que eles se juntaram e se tornaram algo mais forte. A “Flurona” nada mais é que uma situação em que dois organismos infectaram uma única pessoa ao mesmo tempo.

Retinoblastoma: entenda o câncer ocular diagnosticado na filha do jornalista Tiago Leifert

Os jornalistas Tiago Leifert e Daiana Garbin revelaram que a filha deles, Lua, de 1 ano, foi diagnosticada com retinoblastoma. A intenção do casal ao tornar público o problema de saúde da bebê foi chamar a atenção das famílias para esse tipo raro de câncer ocular, que afeta uma em cada 20 mil crianças, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

“Vá ao oftalmo no primeiro ano de vida do seu bebê. Nossa intenção é que você descubra antes do que a gente descobriu, que foi no grau máximo”, explicou Tiago em um vídeo publicado no seu perfil no Instagram.
O Saúde da Saúde conversou com Luiz Eduardo de Aguiar Marques, oftalmologista do Hospital IPO (PR), para entender melhor como ocorre o retinoblastoma, quais os sinais de alerta para os pais e as formas de prevenção e tratamento da doença. Confira:

O que é o retinoblastoma?
O retinoblastoma é um tipo de câncer ocular que ocorre, principalmente, em crianças menores de 5 anos de idade. Ele se origina na retina, um tecido localizado no fundo do olho que serve para transmitir a imagem que enxergamos para o cérebro.

“O aparecimento desse tumor é raro. Afeta uma criança em cada 20 mil nascidos vivos, segundo o Instituto Nacional de Câncer do Ministério da Saúde”, explica Marques. O médico afirma que o tumor ocorre por uma alteração genética, que pode ou não ser hereditária (herdada dos pais). “Crianças com história familiar de retinoblastoma devem fazer exames oftalmológicos com frequência. Os pais podem fazer aconselhamento genético se houver casos na família”, orienta.

Quais os sinais de alerta para que os pais fiquem atentos?
A ausência do reflexo vermelho numa foto, com a pupila aparecendo branca; desvio ocular ao olhar; queixa de dor, vermelhidão e irritação ocular são sinais que podem servir de alerta. “Importante ressaltar que a grande maioria desses sinais não significa diagnóstico de retinoblastoma, mas sim a necessidade de um exame oftalmológico”, enfatiza Marques.

Como é feito o diagnóstico?
A forma mais comum de diagnóstico da doença é através de uma consulta oftalmológica com avaliação do fundo de olho. O “teste do olhinho”, para ver o reflexo do fundo de olho, é muito importante para a triagem. Um exame de fundo de olho é o que vai confirmar ou não a existência do câncer. Se houver tumor, outros exames de imagem serão feitos para avaliar o estágio da doença e se existem metástases.

Quais as chances de cura?
Se o diagnóstico for precoce e não houver metástases, as chances de sobrevivência e preservação da visão são muito altas – acima de 90% em 5 anos.

Quais as formas de tratamento?
O tratamento pode ser feito com quimioterapia, radioterapia, crioterapia, laser e cirurgia, se necessário.

Assista ao vídeo publicado no Instagram por Tiago Leifert e Daiana Garbin falando do diagnóstico de retinoblastoma da filha Lua.

Autoteste, antígeno, PCR… saiba a diferença entre eles e quando é a hora de testar

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a venda de autotestes de Covid-19 em farmácias no país. Populares no exterior, esses testes podem ser feitos pelo próprio paciente em casa e sem a ajuda de um profissional da saúde. A ideia é ter um recurso a mais para diagnosticar a infecção pelo coronavírus diante do aumento de casos por causa da variante ômicron, que tem causado escassez dos outros tipos de testagem.

Porém, ainda é preciso mais uma etapa para que os autotestes cheguem aos consumidores: cada empresa que quiser comercializar o produto precisa solicitar o registro na Anvisa, que vai analisar caso a caso. A agência estima ter os primeiros testes aprovados para venda em fevereiro. O órgão ressalta que é proibida a venda de autotestes na internet, em sites que não sejam de farmácias ou estabelecimentos de saúde autorizados e licenciados pela vigilância sanitária.

Segundo a Anvisa, o autoteste de pesquisa de antígeno de Covid-19 deve ser usado como triagem para permitir o isolamento precoce e evitar a transmissão do vírus. A agência ressalta que o diagnóstico depende de confirmação em um serviço de saúde. Nos casos em que o autoteste der positivo, a orientação do Ministério da Saúde é de buscar atendimento médico.

Abaixo, você fica sabendo a diferença entre o autoteste e os demais tipos disponíveis no mercado, segundo informações da Anvisa e do Hospital Mãe de Deus (RS). Vai entender, ainda, qual o melhor momento para fazer o teste. Confira:

AUTOTESTE
Como funciona: o autoteste identifica o antígeno viral, uma estrutura que faz com que o corpo produza uma resposta imunológica, que são os anticorpos. Ao comprar o autoteste, a pessoa recebe um kit composto por um dispositivo de teste, um swab (um cotonete com haste longa e estéril), um tampão de extração e um filtro. A amostra é coletada com a introdução não muito profunda do swab no nariz. A pessoa deve então seguir as instruções detalhadas do autoteste para ter o resultado – que sai entre 15 e 20 minutos.

Quando fazer: se estiver apresentando sintomas (como febre, tosse, dor de garganta, coriza e dor de cabeça) ou se tiver contato com alguém que tenha um resultado positivo recente para Covid-19. O autoteste pode ser feito entre o 1º e o 7º dia do início dos sintomas OU a partir do 5º dia do contato com a pessoa infectada pelo coronavírus.

ATENÇÃO! A Anvisa ressalta que o autoteste NÃO DEVE ser utilizado em casos que apresentem sintomas como falta de ar, baixos níveis de saturação de oxigênio (abaixo de 95%), cianose (cor azulada nas unhas, pele, lábios), letargia (sono profundo), confusão mental e sinais de desidratação. O paciente com esses sintomas deve procurar um serviço de saúde o mais rápido possível.

RT-PCR
Como funciona: é considerado o padrão-ouro no diagnóstico da Covid-19 e identifica o vírus no período em que está ativo no organismo. A confirmação da infecção é obtida pela detecção de material genético do SARS-CoV-2 na amostra analisada, que é obtida pela raspagem de secreção nas narinas ou garganta do paciente. A coleta é feita com um swab por um profissional de saúde, e a amostra é analisada em laboratório.

Quando fazer: a coleta da amostra para o teste PCR deve ser realizada, de preferência, entre o 3º e o 10º dia após o início dos sintomas.

TESTE RÁPIDO
Como funciona: há no mercado dois tipos de testes rápidos: de antígeno (que detectam a fase de atividade da infecção) e de anticorpos (que indica uma resposta imunológica do corpo em relação ao vírus). A vantagem desses testes seria a obtenção de resultados rápidos para a decisão da conduta médica. Entretanto, eles têm sensibilidade e especificidade reduzidas em comparação às outras metodologias – por isso é importante ter a orientação e o acompanhamento de um médico.

Quando fazer: para maior eficácia, é recomendável que o material seja coletado a partir do 10º dia do início dos sintomas. O resultado fica pronto em até 2 horas.

SOROLOGIA
Como funciona: verifica a resposta imunológica do corpo em relação ao vírus a partir da detecção de anticorpos IgG e IgM em pessoas que foram expostas ao SARS-CoV-2. O exame é realizado a partir da amostra de sangue do paciente.

Quando fazer: para que o teste tenha maior sensibilidade, recomenda-se que seja realizado ao menos 10 dias após o início dos sintomas. Isso se deve ao fato de que a produção de anticorpos no organismo só ocorre depois de um período mínimo após a exposição ao vírus.

ATENÇÃO! Vale ressaltar que nem todas as pessoas infectadas pelo coronavírus desenvolvem anticorpos detectáveis pelas metodologias disponíveis, principalmente nos casos com sintomas leves ou assintomáticos. Assim, pode haver resultados negativos na sorologia mesmo em pessoas que tiveram Covid-19 confirmada por exame RT-PCR.

Recomendação da Anahp
A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) não recomenda a ida ao pronto-socorro apenas com a intenção de fazer um teste de Covid-19. Devem recorrer aos hospitais somente os pacientes com sintomas persistentes – falta de ar, febre, tosse intensa – ou com doenças crônicas pré-existentes.

Aqueles que estiverem com sintomas leves ou assintomáticos devem priorizar a busca por atendimento ambulatorial em consultas médicas, de preferência por telemedicina. Assim, o paciente se protege de uma exposição desnecessária dentro de ambientes hospitalares.

Ao passar por uma consulta, o paciente será avaliado clinicamente e terá a indicação correta sobre a necessidade ou não de testagem e também sobre o tipo de teste mais adequado de acordo com os sintomas que apresenta.