Quanto custa o plano de saúde na renda dos brasileiros?

Quem paga plano de saúde sabe que é preciso planejamento financeiro para dar conta dessa despesa importante. Mas você saberia dizer quanto do orçamento do brasileiro é destinado à assistência em saúde?

Em uma pesquisa realizada em abril deste ano pelo PoderData a pedido da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), 73% dos usuários dos convênios afirmaram gastar pelo menos 30% de sua renda mensal para despesas de saúde.

Entre os usuários de planos individuais e familiares, a previsão é de que essa despesa aumente ainda mais, já que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou um reajuste de 15,5% nessas categorias – o maior da série histórica.

“A saúde suplementar [planos de saúde] está com o seu futuro rigorosamente amarrado ao futuro do Brasil, em termos de economia, emprego e renda. O que pode acontecer? É o que acontece durante as crises econômicas, em que, diminuindo emprego e renda, há redução imediata de pessoas com plano de saúde”, pondera Antônio Britto, diretor-executivo da Anahp, sobre a relação entre o contexto econômico e o acesso aos planos.

A pesquisa da Anahp mostrou ainda que mais da metade dos entrevistados (53%) que utilizaram seu plano nos últimos 12 meses disse estar satisfeita com os serviços, avaliando-os como “ótimo ou bom”. O maior índice de aprovação está entre as mulheres, com 60% das respostas positivas. Em relação à análise por regiões, as melhores avaliações vêm do Norte do país, com índices de “ótimo ou bom” para 64% dos usuários.

Em relação à renda, as avaliações mais positivas encontram-se em duas (distantes) pontas: 80% dos desempregados/sem renda fixa e 70% entre os que ganham acima de 10 salários mínimos. Nos grupos intermediários, o resultado fica em 49% (até 2 salários mínimos), 41% (entre 2 e 5 salários) e 55% (entre 5 e 10 salários mínimos). Observa-se também, sobre a escolaridade, que o maior índice de aprovação está entre os entrevistados com nível superior (56%), seguidos dos ensinos médio (545) e fundamental (21%).

Como foi feita a pesquisa

A pesquisa “O que pensam os brasileiros sobre a saúde no Brasil?” contempla a opinião de 3.056 pessoas acima de 16 anos, localizadas em 388 municípios nas 27 unidades da Federação – 83% usuários do SUS e 17%, da saúde suplementar (mesmos percentuais do universo pesquisado).

Os entrevistados responderam questões sobre a qualidade da Saúde no Brasil e o que deve ser prioridade na área para os próximos governantes. Confira todos os resultados aqui.

O avanço da tecnologia nos hospitais e os benefícios para os pacientes

A telemedicina já faz parte do seu dia a dia? E o acompanhamento digital da evolução dos seus exames? A tecnologia está cada vez mais presente nos processos hospitalares, e essa evolução tem sido observada dos dois lados: os pacientes anseiam por novidades e, do outro lado do balcão, os hospitais estão cada vez mais preparados para oferecer o que há de mais avançado em termos clínicos.

No Hospital Moinhos de Vento (RS), por exemplo, a inovação faz parte do dia a dia. Conectado a pessoas e organizações da área de tecnologia, a instituição promove soluções disruptivas e serviços que possam transformar a saúde do futuro. O investimento em tecnologia como pilar estratégico já rendeu, inclusive, premiações e reconhecimentos.

“Esse processo de inovação está baseado em três pilares. O primeiro, interno, incentiva ideias que possam gerar negócios sustentáveis ou propor melhorias para processos já existentes; o segundo, chamado Atrion Connections, busca novidades e melhorias para atender às demandas atuais e futuras a partir de conexões com startups; o último, o Atrion Labs, é responsável pela conexão com grandes empresas”, detalha Melina Moraes Schuch, gerente de Estratégia, Inovação e Marketing do Moinhos de Vento.

Para o paciente, os resultados são igualmente positivos. Com o uso da tecnologia, há uma gama de recursos disponíveis para mais segurança, agilidade e desfechos satisfatórios no ambiente hospitalar. “No momento em que temos os melhores equipamentos, como um robô que possibilita cirurgias menos invasivas e recuperação mais rápida, ou um aplicativo que emita um alerta para a equipe que vai receber um paciente com um AVC, nós estamos usando a tecnologia e a inovação para atingir o objetivo principal de um hospital: curar e salvar vidas”, afirma a gerente.

Tecnologia e inovação estão entre as principais demandas dos pacientes

Maior investimento em tecnologia e inovação figura em primeiro lugar entre as prioridades para o próximo governo na área da saúde – é o que apontam 28% dos entrevistados na pesquisa “A saúde que os brasileiros querem”, conduzida pelo PoderData a pedido da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp).

Realizado no período pós-crise da Covid-19 e pré-eleitoral, o estudo traça um panorama do setor a partir do ponto de vista dos usuários, tanto do sistema público quanto do particular. “A pesquisa é um retrato do que vemos na sociedade: pessoas preocupadas com a sua saúde e nem sempre tendo a possibilidade de ter acesso a esses serviços”, comenta Schuch.

A apuração do PoderData foi realizada entre os dias 1º e 8 de abril de 2022. Foram entrevistadas 3.056 pessoas acima de 16 anos em 388 municípios nas 27 unidades da Federação – sendo que 83% são usuários do SUS, e 17%, da saúde suplementar, mesmos percentuais do universo pesquisado.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%.

Confira esses e outros resultados aqui.

Capacitação e desenvolvimento de profissionais da saúde influenciam na avaliação dos hospitais

A segurança e satisfação que o paciente sente ao ser atendido em um serviço médico privado passam diretamente pela qualidade dos profissionais que realizam o cuidado. É o que aponta a pesquisa “A saúde que os brasileiros querem”, realizada pelo PoderData a pedido da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp). De acordo com o estudo, 4 a cada 10 usuários (43%) apontaram esse atributo como o mais importante.

O resultado reflete no esforço dos hospitais privados, que têm investido no aprimoramento do quadro de funcionários para manter o alto o nível de seus recursos humanos. No Hospital Dona Helena (SC), por exemplo, o programa “Educação Continuada” atende a demandas de aperfeiçoamento em diversas áreas e níveis hierárquicos, com destaque para o Trainee de Enfermagem.

“É um programa que tem como referência a capacitação, o treinamento e, sobretudo, o aperfeiçoamento dos funcionários – tendo em vista que, na faculdade, há uma vocação natural para a parte conceitual. Já o hospital, através do programa trainee, proporciona a possibilidade de a pessoa ser preparada na prática”, explica José Tadeu Chechi, diretor-geral do Dona Helena.

“Além disso, entendemos que investir no desenvolvimento da nossa mão de obra agrega valor ao hospital, traz fidelização por parte desses profissionais e, ao mesmo tempo, proporciona que esses funcionários possam ocupar posições de liderança dentro da instituição”, acrescenta Chechi.

A enfermeira Danielle Cristini de Souza é um exemplo de evolução de carreira no Dona Helena. Após cinco anos cursando Enfermagem, Danielle se formou e começou, em abril, o programa de Trainee. “Percebo o quanto cresci, não só profissionalmente, mas também como pessoa. Hoje sou responsável e segura em todo os aspectos da minha vida”, afirma sobre a experiência. “O hospital ofereceu essa chance e, aos poucos, fui aprendendo e evoluindo.”

O Dona Helena dispõe também de uma profissional contratada exclusivamente para o treinamento dos médicos, responsável por acompanhá-los desde o momento da integração, passando pelo processo de educação, com rotinas e protocolos ao longo da jornada.

Além disso, o hospital possui uma plataforma interna de treinamentos para todos os colaboradores.

Como foi feita a pesquisa 

A pesquisa “O que pensam os brasileiros sobre a saúde no Brasil?” foi realizada entre os dias 1º e 8 de abril de 2022 pelo PoderData a pedido da Anahp. Foram entrevistadas 3.056 pessoas acima de 16 anos em 388 municípios nas 27 unidades da Federação – sendo que 83% são usuários do SUS, e 17%, da saúde suplementar, mesmos percentuais do universo pesquisado. Depois do atributo “qualidade dos profissionais” ficou, em segundo lugar, a avaliação da estrutura física das instituições de saúde, porém com menos da metade das menções (21%).

A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. Os entrevistados também responderam questões sobre a qualidade da Saúde no Brasil e o que deve ser prioridade na área para os próximos governantes. O resultado da pesquisa será encaminhado pela Anahp aos candidatos a cargos políticos nas eleições deste ano. Confira esses e outros resultados aqui.