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Home Care: qualidade de vida para o paciente e redução de custos

O home care, ou internação domiciliar, permite a continuidade do tratamento em casa para aqueles pacientes com quadros clínicos estáveis, mas que ainda necessitam de assistência, sem depender da estrutura hospitalar.

Segundo a gerente da Atenção Domiciliar da S.O.S. Vida (BA), Cristiara Allem, uma das principais vantagens do home care se reflete na qualidade de vida do paciente, que pode ter de volta o convívio familiar e o aconchego do lar.

Além disso, a transferência para o ambiente domiciliar representa uma otimização dos recursos financeiros, afirma Cristiara. “A saúde no Brasil é cara, e a internação domiciliar é uma alternativa para melhorar a gestão destes recursos – seja na saúde suplementar, seja na saúde pública. Depois que é estabelecido um diagnóstico e um tratamento possível, é necessário desospitalizar. Por que estar dentro de um hospital sem necessidade?”, diz a médica gastroenterologista.

Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgados neste ano apontam que as internações clínicas em hospitais, sem uso da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), tiveram custo/dia de R$ 1.565, com gasto total de R$ 6.963 por uma média de quatro a cinco dias de hospitalização.

Pandemia

O home care tornou-se ainda importante no contexto da pandemia, afirma Cristiara. A internação domiciliar permitiu aos pacientes que precisaram passar por cirurgias, por exemplo, realizar o pós-operatório em casa, onde há menos risco de contaminação. Na outra ponta, isso contribuiu para liberar leitos hospitalares para situações de emergência.

Segundo Cristiara, o home care é um modelo de assistência que requer uma logística robusta de equipamentos, suprimentos e profissionais, além de investimento contínuo em qualidade e segurança. Também é uma área que está em constante inovação para poder realizar na residência do pacientes novos procedimentos.

“O home care está sempre se reinventando e incorporando coisas novas. A S.O.S. Vida tem entre seus valores a inovação e busca se diferenciar, realizando procedimentos que não fazia no passado. A quimioterapia, por exemplo, apesar de não ser o carro-chefe dos atendimentos, já é possível fazer em home care”, explica.

5 informações essenciais para a prevenção do câncer de mama

O Outubro Rosa é uma campanha mundial que tem como objetivo espalhar o máximo de informações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Conhecer bem a doença é uma arma poderosa, já que os pacientes podem ter um diagnóstico mais precoce, caso venham a descobrir um tumor. Quando mais cedo é iniciado o tratamento, menos invasivo tende a ser e maiores são as chances de sucesso. 

Selecionamos abaixo cinco informações sobre o câncer de mama fundamentais para ter uma rotina de prevenção. As orientações são das ginecologista e mastologista do Hospital Santa Virgínia (HSV), Karina Belickas Carreiro e Ana Gabriela de Siqueira Santos, e da médica responsável pelo Centro de Oncologia e Infusão do hospital, Simonne Quaglia. Confira: 

1- O que causa o câncer de mama: 

O câncer de mama é causado pela multiplicação anormal de células da mama, que formam o tumor. Há diferentes tipos, que podem ter desenvolvimento rápido ou mais lento. 

2- Os principais fatores de risco: 

Desenvolver ou não um câncer de mama pode ter influência de fatores hormonais, genéticos e comportamentais. Em 80% dos casos, o tumor aparece depois dos 50 anos, mas também pode ocorrer em pacientes mais jovens – antes dos 40 anos. Os principais fatores de risco são: 

 – Obesidade e sedentarismo

– Tabagismo

– Consumo de bebidas alcoólicas

– Menstruação precoce

– Não ter tido filhos

– Primeira gravidez depois dos 30 anos

– Menopausa após os 55 anos

– Exposição à radiação

– Histórico familiar

Mulheres que tenham mãe, irmã, avó ou tia com histórico de câncer de mama – principalmente antes dos 50 anos – ou de câncer de ovário devem consultar um especialista para avaliar seu risco e decidir a melhor conduta a seguir.

3- Como se prevenir: 

Mesmo com alguns fatores de risco impossíveis de se evitar, (histórico familiar, idade da primeira menstruação e menopausa), estima-se que adotar hábitos saudáveis pode evitar cerca de 30% dos casos de câncer de mama. Veja o que pode fazer a diferença na sua rotina:

– Praticar atividade física regularmente

– Ter uma alimentação balanceada

– Manter o peso adequado

– Não fumar 

– Não consumir bebidas alcoólicas

– Amamentar

 4- Sinais de alerta 

O autoexame é uma forma de conhecer as próprias mamas e, assim, terem mais chances de notar precocemente os principais sinais de alerta de tumores. Para fazer o autoexame, é preciso inspecionar o aspecto e apalpar as mamas em busca de nódulos, preferencialmente uma semana após o período menstrual.

Se você identificar alguns dos sinais abaixo durante o autoexame, procure imediatamente um mastologista:

– Caroço fixo, endurecido e, em geral, indolor

– Alterações no mamilo (bico do peito)

– Saída espontânea de líquido dos mamilos

– Pele da mama avermelhada, retraída ou com aspecto de casca de laranja

– Pequenos caroços nas axilas ou no pescoço   

Vale ressaltar que o autoexame não substitui a avaliação clínica do médico. “As consultas e os exames de rotina devem ser realizados mesmo sem nenhum sintoma. Não espere ter alguma alteração da mama para fazer o check-up preventivo”, orientam as especialistas do Hospital Santa Virgínia.  

5- Sem medo da mamografia: 

A mamografia é um exame indicado para o rastreamento – quando não há sinais nem sintomas suspeitos – e a detecção precoce do câncer de mama. Os especialistas recomendam a realização do exame anualmente a partir dos 40 anos – ou antes, caso haja histórico de câncer de mama na família ou outros fatores de risco.

Como ajudar os idosos que estão sofrendo com o isolamento na pandemia

Os idosos são parte do grupo de risco para covid-19, o que significa que eles têm maiores chances de desenvolver a forma mais grave da doença quando contaminados pelo coronavírus. Precisam, então, manter o isolamento social rigorosamente, o que pode ter reflexos na saúde mental.

Em entrevista ao portal, a psicóloga Cláudia Cruz, da S.O.S Vida (Salvador – BA), explicou como os familiares e amigos podem ajudar os idosos a manterem o equilíbrio emocional, mesmo diante das restrições do contexto da pandemia, e também quando é necessário procurar ajuda de um profissional de saúde. Confira: 

Como o isolamento e o contexto da pandemia podem afetar a saúde mental dos idosos?

A pandemia trouxe a vivência de uma situação desconhecida, sem precedentes. Mudou abruptamente a rotina, os planos, os hábitos da população. Também gerou medo e a necessidade de adotar medidas que reduzam os risco de contaminação por uma doença altamente transmissível e potencialmente fatal. Assim, o distanciamento social, as mudanças na rotina e o estresse causado pelos cuidados necessários na prevenção e pelo excesso de informação impactam na saúde mental dos idosos e podem, ainda, agravar o quadro daqueles com doenças psiquiátricas prévias. Além disso, alguns estudos já realizados com esse grupo na quarentena evidenciaram aumento da prevalência de sintomas de estresse pós-traumático, ansiedade, depressão, irritabilidade, raiva e medo – que podem, inclusive, persistir por anos. 

Quais seriam os sinais de alerta para as famílias de que o idoso está deprimido ou ansioso por causa do isolamento?

Os sinais de alerta estão relacionados com a intensidade dos sintomas e o impacto na rotina dos idosos. É preciso buscar ajuda profissional se forem observados os seguintes sintomas por mais de duas semanas: 

  • Sentimentos de tristeza, desânimo, falta de energia, pensamento negativo, falta de esperança;
  • Mudanças significativas de comportamento, como irritabilidade, angústia, perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas;
  • Alterações no sono, como insônia ou excesso de sono;
  • Alterações no apetite, com perda ou ganho de peso;
  • Diminuição da autoestima, quando há descuido da aparência, aspecto de cansaço, de fadiga, de perda de energia;
  • Dificuldade de concentração, de raciocínio e perda de memória; 
  • Pensamento recorrente de morte, quando o/a idoso/a manifesta desejo de morrer e falta de perspectiva. 

 

Como as famílias devem agir ao identificar esses sinais?

Em primeiro lugar, se aproximar mais desta pessoa, ver de que forma podem acolher os medos dela, dar orientação e explicar por que precisamos praticar o isolamento, além de esclarecer os benefícios de seguir as medidas de proteção contra o vírus. Também é importante buscar ajuda profissional especializada caso os sintomas relatados anteriormente persistam por mais de duas semanas. 

Quais medidas práticas ajudam a evitar problemas de saúde mental nos idosos em isolamento?

  • Manter uma rotina regular e saudável, com boa alimentação e atividade física, mesmo que não seja na intensidade de antes;
  • Incluir na rotina atividades prazerosas para o/a idoso/a, como leitura, música, algo com que ele se identifique;
  • Buscar maneiras para o/a idoso/a ajudar em casa, se sentir útil ou incentivá-lo/a a buscar fazer algo que lhe dê propósito; 
  • Estimular a manutenção dos laços sociais e da interação com a família por videoconferência ou mensagens;
  • Manter o uso das medicações regulares e buscar avaliação médica, caso apareça algum sintoma novo; 
  • Acolher os medos e auxiliar nas dúvidas para que possam entender melhor o momento e se sentirem mais seguros nesse contexto de mudanças causado pela pandemia; 
  • Exercitar a espiritualidade. Estudos mostram que as pessoas que nutrem crenças têm mais equilíbrio na conexão entre mente e corpo, têm o pensamento mais positivo e reagem melhor às adversidades. A crença ajuda ainda no processo de envelhecimento saudável, pois você se conecta com algo que não é só da cognição.

Ansiedade, raiva, tristeza: 7 formas de lidar com as emoções causadas pela pandemia

A pandemia de covid-19 trouxe incertezas sobre aspectos importantes da nossa vida, como saúde e trabalho. A necessidade de isolamento para conter o coronavírus mudou drasticamente a nossa rotina, e ainda lidamos diariamente com a infinidade de informações sobre a doença e as mortes causadas por ela – que impactaram milhares de famílias. 

Tudo isso desencadeia um turbilhão de emoções como ansiedade, raiva e medo. O portal conversou com Érika Gaioso Conti, psicóloga clínica e hospitalar do Daher Hospital Lago Sul (Brasília – DF), que apontou sete medidas práticas que podem ajudar a lidar com esses sentimentos diante da nova realidade. Confira: 

Quais os sentimentos mais comuns de serem desencadeados no contexto de incerteza e isolamento durante a pandemia?

Em primeiro lugar, o medo, a tristeza, seguidos de sentimentos de impotência, insegurança, dentre outros. Vivemos um momento jamais experienciado antes, de perdas muito significativas, rupturas abruptas, de instabilidades e incertezas nas várias esferas da vida – o que exige de nós uma readaptação a este contexto atual, ainda em curso. E tudo isso é muito assustador.

Quem está mais suscetível a ter a saúde mental impactada no contexto da pandemia?

Diante da proporção do evento, pandêmico, todas as pessoas são de alguma maneira afetadas, seja no aspecto familiar, pessoal, profissional, econômico, em maior ou menor grau. Porém, aqueles que foram diretamente vitimados, que foram literalmente devastados e que enfrentam o desafio da elaboração desta experiência traumática, acredito que sejam os indivíduos mais impactados. Além de pessoas com uma estrutura psíquica mais frágil e, por isso, com maior predisposição de desenvolverem transtornos diversos.

Quais medidas práticas ajudam a manter o equilíbrio das emoções em situações como esta de pandemia?

  1. Criar formas de manter o contato com as pessoas, mesmo que não presencialmente. Reforçar os vínculos afetivos, investir numa rede de apoio, de suporte emocional;
  2. Filtrar as informações recebidas, lembrando que o acúmulo de conteúdo negativo e, muitas vezes falso, não ajuda em nada. Pelo contrário, fomenta um estado mental desfavorável ao momento atual;
  3. Investir no autocuidado, promovendo a saúde e o bem-estar pessoal através de práticas como meditação, contemplação, atividades físicas. Investir também na melhoria do sono e da alimentação;
  4. Dedicar esse tempo aparentemente perdido para realizar atividades adiadas por falta de tempo ou por outra razão qualquer: organizar, planejar, atualizar, limpar. Mantenha o corpo e a mente ocupados e produtivos;
  5. Conectar-se com a dimensão espiritual do ser, de acordo com sua crença, religião ou filosofia de vida;
  6. Ter em mente que, apesar de todas as adversidades, essa é também uma oportunidade de reavaliação, de reinvenção, de transformação e de grande aprendizado.
  7. Lembrar que, conforme a lei da impermanência, tudo passa. Esse momento também passará.

Como a pandemia pode afetar a saúde mental das crianças

Crianças também podem sofrer com o isolamento e as incertezas do período da pandemia de covid-19, pois têm na rotina e na interação social pilares de seu desenvolvimento. O portal entrevistou o psicólogo do Hospital Pequeno Príncipe (Curitiba-PR), Bruno Mader, que falou das possíveis consequências da pandemia para a saúde mental das crianças e como os pais podem identificar sinais de depressão e ansiedade nos filhos. Confira:

Como o isolamento pode afetar saúde mental de crianças?
A rotina está diretamente ligada ao desenvolvimento das funções cognitivas e à organização psíquica das crianças. Quando temos interrupções bruscas nessa rotina, isso atrapalha um pouco o desenvolvimento e é preciso buscar uma reorganização – o que dá um certo trabalho. No começo da pandemia, eram comuns relatos de pais dizendo que a criança regrediu, ficou mais irritada, mais respondona ou mais quietinha.
As crianças também se desenvolvem no contato com adultos, que não sejam os pais, e com outras crianças. No convívio entre as crianças, as noções de regras e de convivência são diferentes, pois não têm a mediação do adulto. E ali elas vão vivenciar mais situações imprevistas. Isso é muito importante para que percebam seus limites e as consequências das suas ações. A criança também precisa de um espaço de vivência longe dos pais para poder experimentar coisas e desenvolver uma certa autonomia. Com a pandemia, elas estão privadas disso tudo.

Nas crianças, ansiedade, depressão e estresse se manifestam da mesma maneira que nos adultos?
Não, é diferente. De modo geral, elas ficam um pouco mais infantilizadas. No seu desenvolvimento, a criança começa a coordenar novas formas de ver o mundo – o que é um pouco fascinante e, ao mesmo tempo, assustador. Então, quando isso fica muito assustador, elas dão um passo atrás no desenvolvimento, para uma fase que ela já conhecia. Vai ser comum voltar a fazer xixi na calça, começar a ficar infantilizada, irritada, respondona, ficar agarrada e pedindo colo para os pais.

Quais seriam os sinais de alerta para os pais de um possível quadro de depressão ou ansiedade?
Precisamos observar quando tem uma mudança de comportamento com relação a como a criança é normalmente. Se ela é uma criança falante e passa a ficar quietinha demais, a gente tem um problema. Se é uma criança um pouco mais quieta, mais organizada, mais introspectiva, mas deixa de fazer essas coisas, aí a gente pode ter um problema também. Vamos pensar nessa coisas que ela fazia e deixa de fazer, e comportamentos de manha ou de mudanças nos hábitos alimentares, de ir ao banheiro e de sono. Esse tipo de coisa deve chamar a atenção dos pais.

Quando identificado algum desses sinais, o que os pais devem fazer?
Primeiramente, tentar descobrir o que causou essas mudanças no comportamento: se foi o isolamento da pandemia ou se há alguma outra coisa acontecendo. Em seguida, os pais devem pensar em atividades que sejam prazerosas e estimulantes para a criança. Claro que existem as atividades de lazer, brincadeiras em casa, desenhar etc. Mas temos que lembrar que nem toda atividade precisa ser de distração, de entretenimento – porque os pais, obviamente, não são animadores de plateia, eles são pais.
Uma coisa que ajuda é estabelecer com o filho pequeno os horários. Tem o horário dos pais trabalharem e o horário de estar junto. No horário de brincar e estar junto, os pais devem largar o celular, o computador e ficar com os filhos, para garantir esse tempo com eles.
Também pode pedir para o filho ajudar a lavar a louça, por exemplo, para poder estar perto dos pais. Se vão limpar a casa, dar alguma atividade simples para as crianças. Aqui, mais importante do que o resultado é o processo de integrar os filhos nessa nova rotina dentro de casa. Assim, eles poderão se orientar e se educar sobre os horários: quando podem estar junto dos pais e quando não, o horário que podem demandar e o horário que o pai ou a mãe não vão responder.

Como os pais podem ajudar os filhos a passar por esse período de isolamento e incerteza?
Além de criar uma nova rotina para as crianças dentro desse contexto novo, é importante observar que elas vão precisar de atividade física, mesmo que você more em um apartamento. Pular corda, dar uma volta na quadra, ir a uma praça mais isolada – é importante para elas gastarem energia. E misturar isso com atividades projetivas: desenho, pintura, contar histórias.
O celular e a TV podem ser aliados nesse processo, mas eles não devem ter exclusividade dentro da nova rotina. É preciso existir outras possibilidades de atividade para o tempo que a criança terá enquanto os pais estão trabalhando, por exemplo. É importante também conhecer o que o filho ou a filha está acessando. Os pais precisam ajudar na escolha dos desenhos, por exemplo, pois uma criança ainda não tem maturidade para isso, especialmente dentro do universo de ofertas da internet.

O efeito silencioso da covid-19: como a pandemia tem afetado a saúde mental dos brasileiros

Entre os impactos da covid-19 na população, a questão da saúde mental acende alerta entre os especialistas. Pesquisa realizada pelo Instituto de Psicologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) mostra que os casos de depressão praticamente dobraram durante a pandemia.

Já os sintomas de ansiedade e estresse aumentaram 80% diante do isolamento, da preocupação com a saúde e das incertezas sobre o trabalho, por exemplo. Para os pesquisadores, os resultados sugerem um agravamento preocupante dos problemas de saúde mental na população. 

No estudo da UERJ, foram entrevistadas 1.460 pessoas em 23 estados brasileiros sobre seu comportamento desde do início do isolamento, necessário para tentar conter o novo coronavírus. Profissionais da saúde e aqueles que continuaram saindo para trabalhar durante a quarentena foram mais propensos a desenvolver problemas de saúde mental. O estudo também concluiu que as mulheres foram mais afetadas.

Por outro lado, a pesquisa mostrou que houve menos estresse e ansiedade entre os entrevistados que recorreram à psicoterapia via internet. O mesmo aconteceu com aqueles que puderam praticar atividades aeróbicas, em comparação com os entrevistados que não fizeram nenhuma atividade física ou apenas atividades de força. 

Especialistas afirmam que cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física, porque estresse, depressão e ansiedade afetam diretamente o sistema imunológico. A recomendação é procurar ajuda profissional assim que forem notados os primeiros sinais de desânimo e pensamentos negativos. 

Mas, no meio dessa nova rotina, como saber se estou deprimido/a, ansioso/a ou estressado/a? Acompanhe a nossa nova série aqui no portal e veja a orientação de especialistas dos hospitais membros da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados) para identificar os sinais de transtornos mentais e também formas de manter o equilíbrio diante de situações de incerteza e estresse. Siga as nossas redes sociais para não perder nenhuma publicação: 

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#AnahpOrienta: os cuidados exigidos das academias que voltarem a funcionar na pandemia

Com o início da retomada econômica e atividades comerciais, em algumas cidades brasileiras a reabertura das academias foi permitida. Por serem ambientes compartilhados e com muitas superfícies de contato coletivo, o funcionamento está sujeito a várias medidas restritivas de horário e capacidade. Em São Paulo, por exemplo, o governo permite que as academias fiquem abertas por 6 horas diárias, funcionando com apenas 30% da capacidade e realizando somente treinos individuais e com horário agendado.

A infectologista e consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Camila Almeida, aponta alguns dos protocolos exigidos das academias que voltarem a funcionar nesta fase de reabertura gradual. 

Como o coronavírus segue circulando e, portanto, ainda não é possível flexibilizar totalmente o isolamento social, a especialista ressalta que a melhor forma de prevenção ainda é ficar em casa e sair somente quando for necessário.

Medidas de segurança contra o coronavírus nas academias: 

  • O uso de máscara é obrigatório em todos os ambientes, exceto durante as atividades aquáticas.
  • O espaço de exercício de cada aluno deve estar demarcado no piso nas áreas de treino.
  • No máximo 50% dos armários e aparelhos de cardio devem ser usados, com um distanciamento mínimo de 1,5 metro entre o que estiver em uso.
  • A higienização de equipamentos e objetos da academia deve ser feita antes e depois que cada cliente usar.
  • Nas áreas de musculação e peso livre, deve haver kits de limpeza em pontos estratégicos, com toalhas de papel e produtos específicos para higienização de equipamentos de treino como colchonetes, halteres e máquinas – antes e depois de cada uso.
  • A limpeza feita pelos funcionários deve ser realizada pelo menos três vezes ao dia.
  • Bebedouros e chuveiros ficam desativados nesta fase. 
  • A água das piscinas deve ser renovada regularmente.
  • Os clientes devem agendar horário para ir à academia. Recomenda-se que o estabelecimento oriente os cliente a malhar em horários alternativos, mais vazios. 

 

#AnahpOrienta: covid-19 no inverno e a importância da vacina contra gripe

Com a chegada do inverno, começam a circular os vírus respiratórios mais comuns a esta época do ano. No contexto da pandemia, essas doenças podem ser confundidas com a covid-19 por terem sintomas bem parecidos – o que torna a vacinação contra a gripe ainda mais importante.

“Pelo medo de ir ao posto de saúde durante a pandemia, a cobertura vacinal despencou, principalmente no grupo de risco”, afirma a infectologista e consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) Camila Almeida.

Apesar de não ter eficácia contra o coronavírus, a vacina contra influenza ajuda os profissionais de saúde na hora de avaliar um diagnóstico suspeito de covid-19, além de reduzir a procura por serviços de saúde no inverno. Febre, tosse e dificuldade para respirar são exemplos de sintomas comuns da gripe e da covid-19. 

Covid no inverno

O pneumologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo José Rodrigues Pereira explica que a redução das temperaturas e da umidade relativa do ar, típicas do inverno, criam um ambiente favorável para a estabilidade e replicação do coronavírus e também do vírus da influenza. 

“Há ainda a questão comportamental. É muito comum no inverno as pessoas ficarem em ambientes fechados, pouco arejados, para que se mantenha uma temperatura agradável. Com janelas e portas fechadas, o ar circula menos e, se tiver o vírus neste ambiente, a chance da pessoa se infectar é maior”, explica. 

Pereira aponta também um fator imunológico: quando nós estamos expostos ao frio sem a devida proteção, existe uma pequena e transitória queda da imunidade que favorece com para que o vírus se fixe na via aérea, se replique e possa causar um processo infeccioso. 

Sintomas e prevenção

Coordenador da Pediatria da Rede Mater Dei de Saúde, Luís Fernando Carvalho explica a diferença dos sintomas de resfriado e gripe. “O resfriado comum caracteriza-se por sintomas de infecção de vias aéreas superiores causado por infecção viral, com sintomas como coriza, febre baixa, bom estado geral. Já a gripe, apresenta-se com acometimento do estado geral, com prostração, dor no corpo, febre e tosse, podendo evoluir para pneumonia com cansaço para respirar.”

“Principalmente nas crianças, a avaliação médica no pronto-socorro é recomendada sempre que houver prostração, cansaço para respirar ou piora do estado geral. Crianças com doenças crônicas como asma, anemia falciforme, câncer, diabetes, entre outras, também devem ser avaliadas na presença de infecção respiratória.” 

A prevenção da covid-19 e de outras doenças respiratórias típicas do inverno passa pela higiene frequente das mãos e de tudo o que chegar da rua com água e sabão ou álcool em gel. Carvalho também reforça a necessidade do uso de máscara, inclusive por crianças acima de 2 anos. 

 Mais do que nunca, o momento é de manter os ambientes limpos e umidificados, evitar aglomerações, locais fechados e beber bastante água. Também é importante não ter contato com pessoas doentes. Outras ações simples, mas igualmente relevantes, são a alimentação saudável e a prática de exercícios, que fortalecem a imunidade do organismo.

#AnahpOrienta: conheça os cuidados relacionados ao coronavírus para hotéis e hóspedes

Alguns destinos turísticos do Brasil começam a se preparar para voltar a receber visitantes. Com medidas sanitárias que garantam uma estadia segura ao hóspede e algumas restrições de ocupação e atividades, os hotéis buscam se adequar à nova rotina imposta pelo coronavírus. 

Vale ressaltar que a pandemia ainda não está controlada, e que o ideal é esperar um pouco mais para viajar. A infectologista e consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Camila Almeida, aponta os protocolos necessários para reduzir os riscos de contaminação e também as ações que cabem aos hóspedes para contribuir para a segurança de todos.

 

Na recepção

  • Os hotéis devem medir a temperatura dos hóspedes na chegada. O uso de máscara é obrigatório para clientes e funcionários em todas as dependência do estabelecimento.

 

  • Deve-se dar atendimento preferencial a quem é do grupo de risco para covid-19, como idosos, grávidas, hipertensos, asmáticos, cardiopatas e diabéticos. 

 

  • Na chegada, o hóspede deve ser informado de todos os protocolos sanitários, bem como informar o hotel sobre sua condição de saúde, indicando se está dentro do grupo de risco e se possui plano de saúde.

 

  • Os manobristas devem higienizar volante, botões, maçaneta, sensor/chave do carro antes de dirigir o veículo e na entrega ao cliente. Também higienizar as mãos antes e depois de cada carro manobrado, além de usar máscara.

 

  • O mensageiro deve higienizar a alça da mala, o puxador do zíper e o cadeado/lacre antes e depois de realizar a entrega.

 

  • O cartão-chave deve ser devidamente higienizado ao ser recebido e antes de ser reutilizado. No check-out, recomenda-se que o cartão seja depositado em um local específico, reduzindo o contato do recepcionista com o hóspede. 

 

No quarto

  • Oferecer ao hóspede um extenso pacote de produtos no frigobar, reduzindo assim a necessidade de reabastecimento e a presença de funcionários no quarto.

 

  • Na realização de serviço de quarto, o garçom/copeiro deve entregar a bandeja na porta e não entrar no quarto.

 

  • As bandejas devem estar cobertas para proteger os alimentos durante o transporte até o quarto. 

 

  • Ao terminar a refeição, o hóspede deve deixar os utensílios do lado de fora do quarto para serem recolhidos.

 

  • Ao final da estadia, deverá ser realizada limpeza e desinfecção completa do quarto antes da entrada de novo hóspede.

 

Nos restaurantes

  • Recomenda-se substituir o esquema de buffet pelo serviço de mesa, para que os alimentos não fiquem expostos no ambiente. Comidas e bebidas devem ser entregues no ato de consumo do hóspede na mesa, servidos de forma empratada ou em pequenas porções individuais. 

 

  • Os talheres devem ser entregues junto com o prato ou embalados individualmente. Para temperos, usar sachês descartáveis.

 

  • Nos serviços de coffee-break, devem ser considerados kits individuais para reduzir o contato de pessoas próximas às mesas de serviço.

 

  • Restaurantes com espaço reduzido devem trabalhar com reserva de horários.

 

  • Retirar todos os utensílios e fazer a higienização das mesas assim que forem desocupadas e antes da chegada dos próximos clientes. 

 

No lazer

  • Brinquedotecas devem permanecer fechadas. Podem ser incentivadas atividades ao ar livre, desde que respeitem o uso de máscara e a distância mínima recomendada de dois metros das outras pessoas.

 

  • Espreguiçadeiras, esteiras e mesas nas áreas de lazer também devem ter a distância mínima de dois metros umas das outras.

 

  • Orientar os hóspedes para que tenha aglomeração e para que os móveis sejam mantidos afastados uns dos outros.

Covid-19: o que fazer e o que evitar se for ao salão de beleza

O movimento de reabertura gradual do comércio em algumas cidades também inclui os salões de beleza e serviços de estética. A higiene e a segurança, que já eram itens de atenção nesse tipo de estabelecimento, agora devem ser reforçados e adaptados para reduzir ao mínimo o risco de contaminação pelo coronavírus. 

A infectologista e consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Camila Almeida, aponta algumas das medidas que os salões e também os clientes devem seguir para garantir atendimentos com segurança. Ela ressalta que a pandemia ainda não está controlada, e que a melhor prevenção continua sendo, se possível, ficar em casa e sair apenas quando for realmente necessário. 

Agendamentos 

Para poder controlar o fluxo, os estabelecimentos devem trabalhar apenas com horário agendado e pedir aos clientes que evitem chegar muito cedo ou se atrasarem, para não haver aglomeração nas salas de espera. Se você for ao salão, tente agendar um horário alternativo, que tenha menos clientes. 

De preferência, vá sozinho/a. Em casos que há necessidade de acompanhante, o ideal é levar apenas uma pessoa com você. Quem é do grupo de risco de covid-19 deve, por enquanto, evitar ir ao salão. 

O intervalo entre um cliente e outro deve ser suficiente para a higienização completa das estações de atendimento e dos utensílios. O mais indicado é que o cliente seja atendido apenas por um profissional por vez, ou seja, não é recomendado cortar o cabelo e fazer as unhas ao mesmo tempo, por exemplo. 

Os clientes devem evitar usar acessórios como anéis, brincos, pulseiras, gargantilhas, relógios e colares.

Proteção e higiene

As máscaras são de uso obrigatório para funcionários e clientes, que devem usá-las durante todo o período de permanência no estabelecimento. O profissional envolvido diretamente no atendimento deve utilizar protetor facial – higienizado periodicamente – ou a combinação de máscara e óculos. 

A depender do tipo de procedimento, recomenda-se também o uso de aventais, de preferência impermeáveis. As luvas usadas no atendimento devem ser trocadas a cada novo cliente, com a higienização das mãos antes de colocar o novo par. Os funcionários também devem usar touca descartável e manter as unhas cortadas.

Todos os processos de esterilização dos estabelecimentos devem ser atualizados de acordo com as orientações da vigilância sanitária.

No atendimento

A distância mínima entre as cadeiras dos clientes deve ser de dois metros. No caso de estações de trabalho em linha, deixar ao menos uma cadeira vazia entre duas em uso.

Os lenços usados devem ser descartados imediatamente em uma lixeira de acionamento sem as mãos. Após o descarte, lavar as mãos com água e sabão ou higienizá-la com álcool em gel 70% antes de continuar o trabalho.

Produtos como maquiagens devem ser fracionados em porções que serão usadas apenas no atendimento daquele cliente específico. Assim, evita-se que um pincel possivelmente contaminado toque o produto que será usado em outras pessoas. 

Em atendimentos que exigem contato físico, como massagens, os funcionários devem utilizar roupa branca, lavada diariamente com a utilização de água sanitária, ou jaleco de TNT descartável, que deve ser trocado a cada novo cliente. As macas também precisam ser devidamente higienizadas após cada atendimento. 

Profissionais e clientes que estiverem com sintomas como febre, tosse e dificuldade de respirar não devem ir ao salão até estarem saudáveis novamente. Se algum funcionário testar positivo para covid-19, os últimos clientes atendidos devem ser contatados e orientados a procurar uma unidade de saúde caso apresentem sintomas.