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Tenho uma doença crônica. Devo evitar o hospital por causa do coronavírus?

Quem tem uma doença crônica está suscetível a desenvolver o quadro mais grave de Covid-19, causada pelo novo coronavírus. Mas, ao mesmo tempo, esse pacientes não devem deixar seus tratamentos sob o risco de terem complicações no quadro de saúde que podem ser fatais. As chamadas doenças crônicas não transmissíveis lideram as causas de morte no mundo – cerca de 38 milhões por ano segundo a Organização Mundial da Saúde.

“Cardiopatas, hipertensos, diabéticos, portadores de doença respiratória crônica, pacientes oncológicos em tratamento de radio ou quimioterapia, transplantados e pessoas com doença renal crônica, por exemplo, não devem suspender seus tratamentos e sempre procurar os serviços de saúde caso tenham qualquer condição de agravamento de sua doença”, afirma a infectologista e consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Camila Almeida.

A especialista afirma que os serviços de saúde têm adotado medidas para garantir a continuidade do cuidado de quem precisa com segurança em meio à pandemia de Covid-19.

“A estratégia utilizada pelos hospitais envolve a rápida identificação de pacientes com sintomas respiratórios e a separação dos fluxos de atendimentos a pacientes com Covid de outros pacientes. Toda rotina de realização de exames e procedimentos também estão sendo segregadas”, explica Camila.

Alguns hospitais destinam alas de internação e unidades de terapia intensiva somente para pacientes contaminados pelo coronavírus, evitando, assim, o contato entre pacientes que procurem o hospital por outras causas e minimizando o risco de infecção.

A infectologista explica que o paciente também pode adotar algumas ações que reforçam a segurança quando precisar ir ao hospital. A primeira delas é usar máscara, recomendação que vale para todas as pessoas que precisem sair de casa durante o isolamento social imposto pela pandemia. Também levar consigo álcool em gel para a higiene da mãos, principalmente após tocar em objetos hospitalares e compartilhados.

“Levar apenas um acompanhante, diminuindo a circulação de pessoas no ambiente hospitalar, e manter o distanciamento de um metro das outras pessoas em ambientes comuns, sempre que possível, também são medidas que protegem”, diz Camila.

A médica afirma que ainda existe muita especulação e medo sobre formas pouco prováveis ou inviáveis de contágio pelo coronavírus. “Alguns pacientes acreditam que a doença pode ser transmitida pelo ar dentro do hospital ou que o vírus possa atingi-lo somente de passar na calçada. Os pacientes precisam ser esclarecidos sobre as principais formas de contágio da doença, que envolvem o contato próximo e direto, principalmente com pacientes sintomáticos ou objetos contaminados com secreção de pessoas infectadas”, diz Camila.

As doenças crônicas são também responsáveis por um grande número de internações e, se os pacientes deixarem de fazer o acompanhamento, pode acarretar em uma outra sobrecarga do sistema de saúde futuramente. “A perda da qualidade de vida dos pacientes com o agravamento da doença também gera impacto econômico, não só com os gastos com internação, mas também com as despesas geradas em função do absenteísmo, aposentadorias e óbitos da população economicamente ativa”, analisa Camila.

Hospital Pequeno Príncipe esclarece como o coronavírus pode impactar a saúde das crianças

Com foco no atendimento pediátrico, o Hospital Pequeno Príncipe, no Paraná, tem buscado adaptar equipe, fluxo e espaço para acolher casos suspeitos e confirmados de infecção pelo Covid-19 entre seus pacientes. Uma ala inteira está reservada para o atendimento de crianças com síndrome respiratória aguda, sejam casos suspeitos ou confirmados. Ali, o atendimento é feito por três médicos, diminuindo, assim, a exposição de outros profissionais ao vírus.
Você sabe como o novo coronavírus pode impactar a saúde das crianças? O Hospital Pequeno Príncipe esclarece essa e outras dúvidas:

Crianças correm menos risco?
Segundo o infectologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe, Victor Horácio, os casos de crianças sintomáticas ainda são muito raros. Como tudo é muito novo quando se trata de conhecimento sobre o comportamento do vírus, ainda não se sabe o porquê.
“O baixo número de casos não significa que elas estão menos sujeitas à infecção ou que elas simplesmente não pegam. Elas podem ser infectadas, não desenvolver a doença e se tornar transmissoras”, diz o médico.

Como os pais podem evitar que as crianças se contaminem ou passem o vírus para outras pessoas?
Evite que crianças tenham contato com os idosos, que fazem parte do grupo de risco e estão mais vulneráveis à doença.
Os pais precisam estar atentos também aos cuidados básicos de prevenção: higiene das mãos, alimentação saudável, ensinar a etiqueta da tosse e a ingerir bastante líquido.

E se a criança apresentar sintomas de Covid-19?
Em caso de alguns sintomas aparecerem, os pais só devem levar as crianças ao pronto-atendimento se ela tiver febre e/ou dificuldade de respirar. Lembrando que nesta fase muitas estão infectadas pelo vírus influenza, que apresenta sintomas similares ao coronavírus.
Uma das formas dos pais acompanharem mais informações sobre o coronavírus e as crianças é acessando as redes sociais do Hospital Pequeno Príncipe:

Facebook: https://web.facebook.com/hospitalpp/?_rdc=1&_rdr
Instagram: https://www.instagram.com/hospitalpequenoprincipe/?hl=pt-br
LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/hospitalpequenoprincipe/

#PerguntaPraAnahp: quais os riscos do novo coronavírus para gestantes e recém-nascidos

Estou grávida. Posso passar o vírus para o meu bebê?
Até o momento, não há evidências de transmissão do novo coronavírus da mãe para o bebê no útero. Mas como ainda não há muita experiência em casos de Covid-19, a indicação é de que todos os recém-nascidos de mães infectadas sejam cuidadosamente avaliados, independentemente de apresentarem sintomas ou não. Caso o recém-nascido apresente sintomas de Covid-19, deve receber suporte clínico na UTI neonatal.

O leite materno pode transmitir o vírus da mãe para o bebê?
O vírus não foi identificado no leite materno, mas há chances de infecção no contato íntimo e prolongado da amamentação. Para reduzir esse risco, a mãe infectada pode ordenhar o leite para ser oferecido ao bebê.

Mães infectadas devem ficar afastadas dos bebês?
Por segurança, caso a mãe esteja infectada e na fase aguda de transmissão, é recomendado o afastamento. Mães infectadas que não estejam na fase aguda de transmissão podem ficar no mesmo alojamento do bebê, mas precisam observar rigorosamente precauções como o uso de máscara e a higienização das mãos.
Neste momento, também é recomendada a restrição de visitas aos bebês – na maternidade ou em casa – principalmente por pessoas que estejam doentes.

Se estou grávida, devo ir ao hospital tentar fazer o teste?
Gestantes sem sintomas não devem procurar o pronto-atendimento para testar qualquer vírus respiratório. Atualmente, os testes são reservados para pacientes com sintomas graves de Covid-19.
Caso a gestante tenha sintomas leves, a orientação é que fique em isolamento domiciliar e atenta a qualquer sinal de evolução na doença – como persistência da febre ou dificuldade de respirar.
Se a gestante estiver com um quadro gripal acompanhado de febre, deverá procurar o pronto-atendimento para verificar se o caso é de influenza – que pode ser um risco para as mulheres grávidas.

Este conteúdo tem contribuição de Camila Almeida, infectologista e consultora Anahp.

#PerguntaPraAnahp: o que é importante saber sobre o novo coronavírus

Neste momento de combate à pandemia de coronavírus, informação de qualidade e de fonte confiável é fundamental para se proteger. A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) coloca a serviço da sociedade o conhecimento de instituições de saúde de excelência no país para que a população tire todas suas dúvidas sobre a Covid-19 e não corra riscos por causa de fake news.
Abaixo, selecionamos as principais perguntas sobre a doença, respondidas pela infectologista Camila Almeida para o Saúde da Saúde. Confira e compartilhe.

Quando devo ir ao hospital?
Só é indicado ir ao hospital se a pessoa apresentar os seguintes sintomas:
– Falta de ar;
– Febre acima de 37,8°C ou que não diminui com medicação;
– Tosse.

Idosos são um caso especial por estarem no topo do grupo de risco. Eles devem procurar orientação médica quando identificarem sintomas gripais.
Caso se encaixe nos sintomas acima, use máscara cirúrgica ao sair de casa. Essa atitude minimizará a chance de transmitir a doença para outras pessoas.

Atenção: ir ao hospital sem necessidade prejudica a todo, pois:
– Aumenta o risco de contaminação – sua e dos outros;
– Sobrecarrega o sistema de saúde, que pode ter dificuldades com falta de materiais e equipes para atender a crescente demanda.

Clique aqui e veja uma tabela do Ministério da Saúde que ajuda a identificar, pelos sintomas, quando o caso pode ser de gripe, resfriado ou Covid-19.

Preciso ir ao hospital. E agora?
Caso seja necessário procurar um serviço de saúde, fique atento para as seguintes orientações:
– Utilize máscara cirúrgica ao sair de casa para reduzir as chances de transmitir a doença para outras pessoas;
– Assim que chegar ao serviço de saúde, avise ao porteiro ou recepcionista de que você apresenta sintomas de gripe. Muitos hospitais têm um procedimento diferenciado para atender pessoas com sintomas relacionados a Covid-19.

Quando não devo procurar um hospital?
– Se você não apresenta nenhum sintoma: fique em casa e mantenha a calma. Ir ao hospital sem necessidade pode colocar você e outras pessoas em risco;
– Se está com sintomas gripais leves e não é grupo de risco: também é recomendado não ir ao hospital, pois o teste de Covid-19 é reservado para pacientes com quadro mais grave;
– Se está infectado, mas sem sintomas graves: o melhor também é se manter isolado em casa. Tome muita água e, caso tenha febre, utilize um antitérmico. Mas se a febre não diminuir ou passar de 37,8°C, aí sim, procure um hospital.

Lembre-se: a medida mais eficaz contra a doença nesse momento é o isolamento social.

Quando é necessário fazer o teste?
Atualmente, os testes de Covid-19 são realizados apenas em pacientes com sintomas graves, principalmente respiratórios. Quem avalia e indica essa necessidade é o médico.
As orientações quanto à realização de exames podem mudar de acordo com o aumento do número de pessoas infectadas, por isso é essencial se manter informado por meio de canais confiáveis.
Importante lembrar que os planos de saúde, atualmente, estão cobrindo a realização desses testes.

Quem corre mais risco ao ser infectado?
– Pessoas acima de 60 anos;
– Diabéticos;
– Cardiopatas;
– Pessoas que fazem algum tratamento que reduz a imunidade, como de câncer;
– Fumantes.

Para esse público, é essencial o isolamento social e o acompanhamento de perto de possíveis mudanças no estado de saúde.

Por que é importante o isolamento e o distanciamento social?
Nesse momento, a medida mais efetiva para conter o avanço do vírus é o isolamento social – que significa ficar em casa, reduzindo ao máximo o contato com público externo. Essa medida é ainda mais importante para as pessoas do grupo de risco.
Caso não seja possível se manter dentro de casa o tempo todo, adote o distanciamento social ao sair nas ruas. Fique a pelo menos dois metros de distância das outras pessoas. Também evite o contato físico e com objetos que possam estar contaminados. Evite tocar nos olhos, boca e nariz e, ao chegar em casa, lave bem as mãos.
Essas atitudes reduzem as chances de contágio, que acontecem principalmente por meio de:
– Gotinhas de saliva;
– Espirro;
– Tosse;
– Catarro;
– Aperto de mão;
– Ao tocar em um objeto contaminado.

Comunicado COVID-19: Hospital São Camilo divulga informações sobre o tema

13 de março, 2020

A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, diante da pandemia do novo coronavírus – COVID-19, organizou um robusto Plano de Contingência Institucional para melhor assistir a sociedade neste momento de crise.

Alinhados à nossa missão institucional de Cuidar da Vida, estamos aptos – técnica, assistencial e estruturalmente – para oferecer à população um atendimento de excelência, ofertando leitos e tecnologia de ponta.

Para tanto, foi estruturado no Anexo Hospitalar da Unidade Pompeia (zona oeste de São Paulo) um espaço totalmente segregado, com atendimento exclusivo aos pacientes portadores do COVID-19 visando o contingenciamento desta epidemia.

Desenhamos um fluxo assistencial totalmente apartado das outras alas de internação dos hospitais da Rede, visando com isso mitigar a transmissão cruzada e atender os pacientes em uma estrutura exclusiva.

Esse espaço em Pompeia disponibilizará 92 leitos somente para portadores da doença (COVID-19), sendo 46 destes designados para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com todos os equipamentos necessários para o suporte avançado de vida.

Por meio de seus canais de comunicação, a Rede fomentará o contato remoto (vídeo chamadas, por exemplo) entre familiares e pacientes, minimizando as chances de contágio e reduzindo visitas de possíveis portadores (sintomáticos ou assintomáticos) da doença.

Além disso, foi montado um Pronto Atendimento Médico segregado do Pronto Socorro Principal, com fluxo unidirecional e único para atender aos pacientes que inicialmente procuram a Instituição e são triados previamente na admissão com sinais e sintomas do COVID-19.

Com essa estrutura, procuraremos manter os atendimentos de rotina e eletivos estabelecidos nas agendas médicas, mitigando a transmissão da doença.

Temos convicção que, assim agindo, contribuiremos de forma eficaz com a sociedade no enfrentamento dessa pandemia.

COVID-19: Hospital Sírio-Libanês divulga informações sobre o tema

6 de março, 2020

Desde a confirmação do primeiro caso de COVID – 19 no Brasil, os hospitais vêm atuando de maneira efetiva na disseminação de boas práticas para o enfrentamento do vírus.

Referência em saúde internacional, o Hospital Sírio-Libanês criou uma página em seu site exclusiva sobre o tema, em que reúne uma série de informações sobre a doença.

O conteúdo do site é atualizado diariamente pela instituição e conta ainda com um informativo que o hospital preparou sobre o COVID-19, confira abaixo:

O que são coronavírus?
Os coronavírus são uma grande família de vírus, já em circulação no Brasil, causadores de resfriados comuns, além de outras doenças mais graves como a Síndrome Aguda Respiratória Severa (SARS) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), que causaram epidemias nos anos de 2004 e 2012, respectivamente. O novo coronavírus foi denominado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como SARS-CoV2, e a doença por ele causada, COVID-19.

Qual o risco de contrair o novo coronavírus?
O risco depende se você viajou nos últimos 14 dias para áreas de circulação sustentadas pelo novo coronavírus. Também estão em maior risco de aquisição da doença aqueles que tiveram contato próximo de casos confirmados. Se este é seu caso, e se você apresenta sintomas respiratórios, siga as informações fornecidas por órgãos competentes, como Ministério da Saúde, e de seu médico. Se você não viajou para estes países, a chance de se infectar atualmente é baixa.

Como é transmitida a doença?
O principal meio de transmissão é entre pessoas, ou seja, ao tossir ou espirrar, pessoas infectadas expelem gotículas que contém o vírus. Essas gotículas podem contaminar superfícies e objetos. Outras pessoas podem se infectar ao tocar nesses locais contaminados, levando suas mãos aos olhos, nariz ou boca.

Quais são os sintomas?
Os sintomas são semelhantes a uma gripe, principalmente respiratórios, como por exemplo: febre, tosse e dificuldade para respirar. Na maioria dos casos, os pacientes apresentam sintomas leves ou moderados, mas há casos graves e até fatais. Os mais vulneráveis parecem ser pessoas idosas (acima de 60 anos) ou com doenças pré-existentes.

Existe exame para o diagnóstico do novo coronavírus?
Sim. Há um exame denominado Reação da Polimerase em Cadeia (PCR), que detecta o novo coronavírus. O resultado é fornecido em até 48 horas. Neste momento, este exame é indicado para pacientes que apresentem sintomas respiratórios como febre e tosse, e que retornaram de viagem internacional nos últimos 14 dias.

Estou sem sintomas, mas viajei para áreas de risco. O que devo fazer?
Pacientes que não apresentam sintomas não precisam realizar exames, e devem permanecer atentos para ocorrência de febre e sintomas respiratórios.

O que posso fazer para me proteger da doença?

  • Higienizar as mãos com frequência, com solução alcoólica ou com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar.
  • Cobrir o nariz e a boca, antes de tossir ou espirrar, com lenço descartável ou com o antebraço.
  • Evitar contato direto com pessoas que apresentem sinais de infecção respiratória.
  • Não compartilhar utensílios pessoais como copos e talheres.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca.

Há tratamento específico para o novo coronavírus?
Não há tratamento específico para o novo coronavírus. O tratamento do paciente com suspeita ou infecção confirmada é baseado no controle de sintomas, e tem como objetivo dar suporte clínico ao paciente.

O isolamento hospitalar é indicado para casos suspeitos ou confirmados?
Sim, com base em critérios clínicos. Os casos confirmados ou suspeitos do novo coronavírus que não internam deverão permanecer em isolamento domiciliar, com acompanhamento regular

Quais são os cuidados em domicílio?
Casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus devem permanecer em cômodo privativo, bem ventilado, mantendo distância dos demais familiares, além de evitar o compartilhamento de utensílios domésticos. Atentar-se para a importância da higienização das mãos

Por quanto tempo uma pessoa fica isolada?
O isolamento deve ser mantido enquanto houver sinais e sintomas clínicos. Casos de coronavírus suspeitos, que forem descartados laboratorialmente, independentemente dos sintomas, podem ser retirados do isolamento.

Para mais informações, acesse: https://www.hospitalsiriolibanes.org.br/coronavirus/Paginas/coronavirus.aspx

COVID-19: Hospital Santa Virgínia divulga informações sobre o tema

3 de março, 2020

O novo coronavírus (Covid-19) já atinge 47 países, entre eles, o Brasil (caso registrado em São Paulo, em 26 de fevereiro). De acordo com o Ministério da Saúde, enquadram-se em casos suspeitos pessoas que apresentarem febre e mais um sintoma gripal, como tosse ou falta de ar, e tiveram passagem pela Alemanha, Austrália, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália, Malásia, Japão, Singapura, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Tailândia, Vietnã e Camboja, além da China, nos últimos 14 dias.

Veja abaixo mais informações sobre o coronavírus e saiba como se prevenir desta infecção respiratória.

Novo Coronavírus: BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo reuniu informações sobre o tema

2 de março, 2020

Mitos e verdades

O novo coronavírus, identificado na China e já detectado em alguns países, é motivo de atenção das autoridades de saúde pelo mundo.

No dia 26 de fevereiro, o Ministério da Saúde anunciou o primeiro caso confirmado no Brasil. Trata-se de um homem de 61 anos que voltou de viagem da Itália e, depois de alguns dias, procurou um serviço de saúde com sintomas respiratórios.

Como esse é um assunto de bastante repercussão, preparamos informações importantes para que você se mantenha sempre atualizado. Confira abaixo:

O coronavírus é um vírus novo?
Embora o tipo desse vírus seja considerado novo, ele vem de uma família de coronavírus identificada pela primeira vez na década de 1960.

Álcool em gel mata o vírus?
Sim, o álcool funciona. Entretanto, não tem um efeito duradouro e, por isso, é recomendado que as pessoas lavem as mãos ou usem o álcool em gel muitas vezes ao longo do dia.

Há relação entre tomar chá de erva-doce várias vezes ao dia e impedir a doença?
Não há comprovação científica nessa recomendação.

Vitamina C reforça a imunidade?
Não há estudos que comprovem a eficácia da vitamina C na prevenção de infecções. Em excesso, inclusive, ela deixa a urina ácida, o que pode causar a formação de cálculos renais em pessoas predispostas

Todo contato físico é um risco?
Esse vírus não se propaga tão facilmente como o do sarampo. Mesmo sendo menos contagioso, é importante saber que ele é transmitido pelo ar, de pessoa para pessoa, ou por contato com superfícies contaminadas.

Há alimentos que impedem o organismo de ser afetado ou que reforcem a imunidade?
Nenhum alimento tem o poder de impedir que alguém seja infectado nem é capaz de reforçar a imunidade a ponto de combater um vírus. Ter uma alimentação balanceada e hábitos saudáveis é bom para a saúde de forma geral.

Meus amigos disseram que um medicamento específico, indicado para tratar e prevenir a gripe, pode ajudar. É verdade?
Estudos estão sendo feitos para verificar a eficácia de medicamentos utilizados contra a gripe em conjunto com outros. Ainda não há evidências de que isso irá funcionar contra o novo coronavírus.

Se eu tomei as vacinas contra a gripe, estou protegido?
Tomar as vacinas é muito importante, mas são vírus diferentes. Por isso, a vacina contra a gripe não protege contra o coronavírus.

Há algum risco de que animais de estimação espalhem o vírus?
Não. Mesmo na China, onde o vírus está circulando, não se sabe de casos em que animais domésticos tenham sido responsáveis pela transmissão do vírus.

Existem doenças ou condições que tornam algumas pessoas mais vulneráveis ao vírus?
Sim. Idosos, pessoas com a imunidade comprometida e portadores de doenças crônicas, como câncer, doenças cardíacas e pulmonares graves, têm maior risco de ficarem doentes.

Existe risco ao receber correspondência ou pacote vindos da China?
Fique tranquilo, esse risco não existe. Como o vírus não sobrevive muito tempo fora de um organismo vivo, é seguro receber cartas ou pacotes vindos da China.

Usar soro fisiológico várias vezes para limpar as narinas pode evitar a infecção?
Não. O soro é usado para umidificar as narinas e trazer alívio de sintomas como coriza ou obstrução nasal, mas sua fórmula não traz nenhum tipo de componente que tenha atividade contra o vírus.

Desinfetantes vendidos em supermercados podem ajudar a limpar o ambiente e evitar esse vírus?
Sim, eles ajudam a manter o ambiente limpo e podem eliminar o vírus.

Tomar antibióticos pode ajudar o organismo a combater o vírus?
Antibióticos não têm efeito algum contra vírus. Eles devem ser usados somente com receita médica para combater infecções causadas por bactérias. Aqui, estamos falando de um vírus.

Principais sintomas

  • Febre
  • Calafrios Tosse
  • Irritação na garganta
    Congestão nasal
  • Dificuldade para respirar
  • Dor de cabeça

Se você apresentar um ou mais dos sintomas ao lado:

  • procure atendimento médico e, se for o caso, informe sobre qualquer viagem nos últimos 14 dias para áreas com transmissão local (Austrália, China, Coreia do Sul e do Norte, Camboja, Filipinas, Japão, Malásia, Vietnã, Singapura, Tailândia, Itália, Alemanha, França, Irã e Emirados Árabes Unidos);
  • proteja a boca e o nariz com um lenço ao tossir ou espirrar;
  • higienize as mãos constantemente, principalmente após tossir, espirrar e manipular alimentos.

Comunicado à Imprensa Moinhos de Vento – COVID-19

28 de fevereiro, 2020

O Hospital Moinhos de Vento está engajado na estruturação do atendimento e na orientação aos pacientes com suspeita de infecção pelo coronavírus.

Foi instituído o Comitê de Enfrentamento do COVID-19, que atua no planejamento e na coordenação das ações a serem implementadas. O grupo destaca as seguintes orientações:

1. A Emergência do Hospital Moinhos de Vento possui um fluxo específico e padronizado para o atendimento de pacientes com suspeita de infecção pelo COVID-19;

2. Os pacientes com suspeita de infecção serão encaminhados diretamente para uma área específica da emergência;

3. O teste (RT-PCR) para COVID-19 será oferecido em nível hospitalar, conforme indicação médica;

4. Pacientes ambulatoriais deverão fazer contato com seus médicos assistentes e caso necessário os mesmos farão contato com a vigilância em saúde;

5. A Unidade de Terapia Intensiva está preparada com profissionais treinados e estrutura física necessária para atender esse tipo de situação, que inclui leitos de isolamento com pressão negativa.

A preparação do Hospital Israelita Albert Einstein para enfrentar o coronavírus

27 de fevereiro, 2020

Para a instituição, foco é a excelência no atendimento e agilidade na identificação de casos do novo coronavírus, mas é essencial garantir que os demais cuidados com a saúde da sociedade se mantenham, de forma eficiente e segura.

A identificação do primeiro caso brasileiro do novo coronavírus pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, demonstra a eficácia da aplicação dos mais modernos recursos diagnósticos e de medidas de contenção apropriadas em casos como o da epidemia de Covid-19 que assusta o mundo. Desde o início da epidemia na China, no final do ano passado, o Hospital vem se preparando para fazer o diagnóstico e tratar pacientes contaminados pelo vírus de acordo com as rigorosas regras determinadas pelos protocolos de segurança do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos, da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.

Centro latino-americano de referência em saúde, o Einstein está usando todo o seu conhecimento e experiência na atuação em situações semelhantes para garantir o atendimento de excelência e a máxima segurança a pacientes, seus familiares, profissionais da instituição e todas as pessoas que circulam por suas unidades. Os cuidados são extensivos às unidades públicas administradas pelo hospital, como os hospitais municipais Dr. Gilson de Cássia Marques de Carvalho (Vila Santa Catarina) e o Dr. Moyses Deutsch (M´Boi Mirim).

Atendimento e diagnóstico
O protocolo para atendimento começa já na identificação de casos suspeitos. Na triagem do Pronto Atendimento, há um totem em que o paciente, antes de retirar a senha, seleciona os sintomas. Caso sejam semelhantes aos da infecção causada pelo coronavírus ou aos de outras doenças infectocontagiosas, recebe uma senha diferenciada, bem como a determinação para o uso de máscara e higienização das mãos com álcool gel – há um espaço na sala de espera em que estão disponíveis máscaras, lenços e álcool gel. Ao mesmo tempo, o caso é notificado à equipe de forma eletrônica e o profissional de enfermagem chega ao primeiro contato com o paciente devidamente informado sobre a queixa e adequadamente protegido pelo uso de máscara, óculos e luvas.

Caso o paciente se encaixe na definição de casos suspeitos – com sintomas respiratórios e histórico de viagem a países onde há epidemia ou contato com alguém dessas localidades -, segue um fluxo separado com espaços exclusivos de atendimento e é submetido a uma primeira bateria de exames. Nesta etapa, já é possível descartar casos totalmente negativos. Se a suspeita permanecer, o paciente é submetido a um teste mais sofisticado e específico: o PCR (sigla em inglês para Reação em Cadeia da Polimerase). Trata-se de uma técnica usada pela biologia molecular para amplificar cópias de DNA. Neste caso, o método busca a identificação da presença de material genético do novo coronavírus. O resultado sai em até 24 horas. Até sua finalização, o paciente permanece em observação e isolamento respiratório. Dependendo de sua condição clínica, ele pode ou não ficar internado.

Se a hospitalização for necessária, o hospital já fez a alocação de 12 leitos com sistemas especiais para isolamento.

O aprimoramento do fluxo de atendimento a pacientes e a definição de condutas e equipamentos de proteção necessários em casos como o do coronavírus são dois dos temas que fazem parte de um extenso e rigoroso treinamento de toda a equipe do Einstein e que vem sendo realizado desde o início do surto. Além disso, foram produzidos vídeos curtos de instrução, e-learnings e projetos lembretes para as áreas assistenciais, realização de simulados nos pronto atendimentos e unidades de terapia intensiva, reuniões clínicas presenciais para toda a organização e informativo para pacientes, acompanhantes, familiares e visitantes. As equipes vivenciam ainda uma intensa rotina de monitoramento da evolução do cenário e novos casos, bem como de obediência aos protocolos, além de realizarem uma constante avaliação das medidas necessárias em caso de aumento do número de atendimentos.

Todas essas medidas contribuem para a excelência em todos os passos do atendimento e para a contribuição do Einstein à saúde brasileira ao se tornar a primeira instituição a detectar o novo coronavírus no Brasil. “Além disso, elas garantem a segurança de todos os que circulam nas unidades do hospital, especialmente a dos pacientes e a de seus familiares. Nosso objetivo é sim oferecer o melhor atendimento aos casos suspeitos da síndrome Covid-19, mas garantindo que não exista nenhum tipo de risco em outros atendimentos de qualquer natureza. Afinal, é essencial que os demais cuidados com a saúde da sociedade se mantenham de forma eficiente e segura”, afirma Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. Por essa razão, o hospital mantém sua rotina de atendimento com a certeza de que continua oferecendo a seus pacientes o melhor atendimento e segurança a eles devidos.

Sobre o primeiro caso do novo coronavírus confirmado no Brasil
A identificação Hospital Israelita Albert Einstein recebeu na noite do dia 24 de fevereiro em seu Pronto Atendimento na unidade Morumbi, em São Paulo, um paciente com sintomas semelhantes aos da Covid-19. A confirmação da infecção viral pelo novo coronavírus ocorreu após realização imediata do teste laboratorial PCR, e o caso foi notificado à Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo na manhã do dia 25 de fevereiro. Como protocolo e de acordo com o Plano de Contingência Nacional, o hospital enviou a amostra para o laboratório do Instituto Adolfo Lutz, que confirmou o diagnóstico.

O paciente, um empresário de 61 anos, havia chegado de uma viagem de negócios à Lombardia, na Itália. Ao dar entrada no Pronto-Atendimento, queixava-se de tosse, febre, dor de garganta e coriza. Após a realização dos exames e por não haver razões clínicas para internação, ele foi orientado a voltar para casa, onde permanece em isolamento respiratório – uso de máscara, proteção do nariz ao espirrar ou da boca ao tossir, lavagem das mãos com frequência. Neste momento, encontra-se em bom estado clínico e segue em isolamento domiciliar durante os próximos 13 dias, período no qual será monitorado ativamente pela equipe médica do Einstein. O isolamento e acompanhamento foi estendido a todas as pessoas que tiveram contato próximo com ele.

Entenda mais sobre as condutas para o controle do coronavírus:

1. Por que a recomendação no primeiro caso identificado foi de que o paciente fique em casa?
Porque o paciente encontra-se clinicamente bem, sem manifestação de qualquer complicação decorrente da infecção.

2. O que significa isolamento respiratório domiciliar?
Trata-se de uma medida de segurança para tentar evitar a disseminação da doença. Na prática, significa:

  • Manter distância dos demais familiares, permanecendo em ambiente privativo;
  • Manter o ambiente da casa com ventilação natural;
  • Usar máscaras cirúrgicas descartáveis durante todo o período, as quais devem ser trocadas quando estiverem úmidas;
  • Não frequentar a escola, local de trabalho ou locais públicos e só sair de casa em situações de emergência durante o isolamento, sempre em transporte privado, com ventilação natural;
  • Cobrir o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar;
  • Higienizar as mãos frequentemente com gel alcoólico, água e sabonete;
  • Evitar tocar boca, olhos e nariz sem higienizar as mãos;
  • Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.

3. Em que casos um paciente infectado deve ficar internado? Somente quando manifestar quadro clínico que exija cuidados mais intensos, como o desenvolvimento de pneumonia em razão da infecção.

4. Como é feito o exame que detectou o coronavírus?
O PCR (sigla em inglês para Reação em Cadeia da Polimerase) é uma técnica usada pela biologia molecular para amplificar cópias de DNA. Neste caso, o método busca a identificação da presença de material genético do novo coronavírus. O resultado sai em até 24 horas.

5. Quais as medidas adotadas para a proteção dos colaboradores do Hospital?

  • Determinação para o uso de equipamentos de segurança pelos profissionais diretamente envolvidos no atendimento;
  • Realização de treinamento e simulados frequentes;
  • Atualização sobre a evolução da epidemia e métodos de proteção;
  • Distribuição de material informativo distribuído pelas redes internas de comunicação.

Para mais informações ao público em geral, o Einstein disponibiliza conteúdos especiais no https://vidasaudavel.einstein.br/.