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Surtos de sarampo preocupam médicos e especialistas

Em fevereiro deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta para o aumento de casos de sarampo no mundo. Apesar de o Brasil servir de exemplo quando o assunto é o combate da doença no país, garantindo até mesmo um certificado em 2016, a situação agora já não é considerada tranquila.

Para se ter uma ideia, os Estados Unidos elevou o número de casos nacionais para 754. Já a OMS também emitiu um alerta depois do sarampo infectar 34 mil pessoas na Europa em 2019. O crescimento de casos no mundo crescem 300% em 2019, diz a OMS.

Só no ano passado, 11 estados brasileiros sofreram com o surto de doença. Mas apesar dos índices preocupantes e pesquisas que apontam este crescimento, a procura pela vacina nos postos de vacinação continua pequena.

Segundo o Ministério da Saúde, quase metade dos municípios brasileiros não atingiram a meta necessária de vacinar 95% das crianças de 1 até 5 anos de idade. Esse dado pode ser justificado pela crescente massa de pais que se negam a vacinar seus filhos.

“Existe hoje uma grande oposição de certas comunidades que consideram normal não se vacinarem”, lembra o especialista Dr. Claudilson Bastos, médico infectologista.

O método mais eficaz: vacina contra o sarampo

Fundamental para sua prevenção, a vacina contra o sarampo, chamada de tríplice viral (combate o sarampo, caxumba e rubéola), é fornecida gratuitamente na rede municipal de saúde, pelo Programa Nacional de Imunizações, por meio da Secretaria de Estado da Saúde.

Vale lembrar que existem reforços de vacina contra o sarampo, seja para bebês, adolescentes e adultos. Ela deve ser aplicada em duas doses, a partir de um ano de vida da criança. “Muitas pessoas também acreditam que a vacina é indicada apenas para crianças. Sendo que todas as pessoas têm, em determinados momentos de suas vidas, indicações de vacinação”, explica Bastos.

Mas como justificar o aumento de surtos de sarampo?

“Houve um aumento na densidade demográfica e população. Isso fez com que houvesse uma perda na cobertura de vacinação adequada para suprir essa necessidade”, explica o médico Infectologista.

Fique atento aos sinais da doença

Considerado altamente contagioso, o sarampo é provocado por um vírus e transmitido de forma similar a gripe; de pessoa para pessoa, por meio de tosse e secreções. Facilitando sua propagação.

Os sintomas mais comuns incluem: irritação nos olhos, corrimento no nariz, manchas brancas na parte interna da bochecha, mal-estar, tosse persistente, e manchas vermelhas na pele. Mas também é comum o paciente apresentar febre, convulsões, infecções nos ouvidos, conjuntivite, pneumonia, perda do apetite, diarreia e até mesmo lesão cerebral.

Para o médico, o sarampo deve ser levado mais a sério por sua tamanha gravidade. “O sarampo é uma das doenças mais graves. Ela pode levar à pneumonia, problemas neurológicos graves, e até mesmo à morte. Principalmente gestantes, bebês, e idosos. É uma questão de saúde pública, já que afeta uma comunidade inteira, não só um indivíduo”.

Segundo Bastos, para a prevenção ser efetiva, além da vacina contra o sarampo, é necessário: “Ter uma cobertura vacinal adequada, campanhas, fazer com que a questão da imigração seja mais organizada. E fazer com que a conscientização das pessoas consideradas naturalistas entendam a importância da vacinação”, diz.

Vale lembrar que ainda não existem tratamentos específicos para pacientes já identificados com sarampo. Há apenas algumas ações de controle e alternativas como vitamina A, administrada em casos mais graves. E em situações menos graves é recomendável ingestão de líquido e controle da febre.

Arritmia cardíaca é comum acima dos 40 anos? Conheça

Você sabia que, normalmente, um coração sadio e descansado tem de 60 a 100 batidas por minuto? Mas, às vezes, um batimento acelerado pode significar mais do que parece. É o caso da arritmia cardíaca, um dos principais problemas do coração que tem se tornado comum entre brasileiros, especialmente aqueles na faixa etária dos 40 anos.

Mas o que é arritmia cardíaca?

A arritmia cardíaca é, basicamente, uma alteração nos batimentos do coração. Apesar disso, há variações: se o coração estiver batendo rapidamente, é chamado de taquicardia. Do contrário, se muito devagar, é chamado de bradicardia.

A arritmia mais comum é a fibrilação atrial, que ocorre por um ritmo irregular dos átrios. Se eles estiverem trabalhando de forma desorganizada e rápida, acaba impossibilitando que o coração bombeie sangue suficiente para suprir as necessidades do corpo. Isso pode causar um infarto ou até mesmo outras doenças mais graves, como formação de um trombo, insuficiência cardíaca e derrame.

Vale lembrar que a arritmia cardíaca existe tanto da forma benigna – causando um leve desconforto no paciente -, e maligna, levando a morte súbita. Ela pode ser sentida tanto na região do tórax, garganta ou pescoço.

Quais os sintomas mais comuns?

Além da alteração dos batimentos cardíacos que citamos, existem outros sintomas importantes para identificar uma arritmia:

  • Falta de ar
  • Dores no peito
  • Suor em excesso
  • Desmaio sem motivo aparente
  • Palpitações
  • Tontura

A idade também pode ser outro motivador para um dos problemas do coração, especialmente para os pacientes na faixa etária dos 40 anos e 70 anos. Pessoas que já possuem outras doenças como diabetes, hipertensão, alcoolismo e até mesmo casos na família de arritmia cardíaca, estão mais suscetíveis a essa enfermidade.

Exames para identificar uma arritmia cardíaca

Algumas das alternativas para detectar uma doença cardíaca, além de uma visita ao cardiologista mais próximo, são:

  • Ecocardiograma – Funciona como uma ultrassonografia e mostra imagens do coração. Seu propósito é verificar a estrutura e o funcionamento do órgão.
  • Eletrocardiograma – Considerado um dos exames de rotina, ele integra o check-up cardiológico, seja por meio de eletrodos colocados sob a pele no tórax, nos braços e nas pernas.
  • Holter – Ele será o “vigia” da sua atividade cardíaca por pelo menos 24 horas. Durante esse período, você terá alguns eletrodos colados na região do tórax, conectados por meio de cabos ao gravador, que ficam fixado na cintura.

Para prevenção é sempre recomendável manter uma rotina saudável com exercícios físicos e alimentação regrada. Mas para aqueles que já apresentam algum dos sintomas citados, é recomendável uma visita ao médico antes de qualquer prática física.

Vale lembrar que doenças cardiovasculares chegam a matar 300 mil pessoas por ano, só no Brasil, e 41 milhões de pessoas no mundo. Por isso, não se esqueça de deixar seus exames em dia. Ao apresentar algum dos sintomas de arritmia cardíaca, procure um médico.

7 hábitos que prejudicam a saúde dos olhos

No dia 06 de maio é comemorado o dia do oftalmologista. Além de parabenizar todos os profissionais da área, é importante aproveitar a oportunidade para lembrar a importância da avaliação médica de rotina, de crianças a idosos, e destacar hábitos diários que prejudicam a saúde dos olhos.

O médico oftalmologista do Hospital Santa Cruz, Dr. Gustavo Mori Gabriel, destaca quais são esses hábitos e como podemos evitar sintomas e problemas maiores na visão.

Excesso de computador e celular – Permanecer concentrado diante da tela do computador ou do celular por muito tempo faz com que a pessoa pisque menos, logo produza menos lágrimas, as responsáveis naturais pela lubrificação dos olhos. Por isso é natural que as pessoas tenham sintoma de olho seco. Além de evitar o uso excessivo de telas e leitura, para quem quer tratar o olho seco, recomenda-se o uso de colírio lubrificante e verificar ainda a saúde da base da pálpebra. Algumas inflamações tênues podem provocar a falta de produção de lágrimas e, consequentemente, acarretar o olho mais seco.

Coçar os olhos – Seja o olho seco causado por excesso de computador, contato com a poluição e até mesmo problemas alérgicos, algumas pessoas têm o hábito de coçar os olhos e isso é muito ruim. “Ao levar as mãos aos olhos você pode passar algum vírus, alguma infecção, mais sujeira, além de causar uma lesão na superfície ocular e até uma deformação na córnea, que é a lente superficial do nosso olho”, relata o médico.  

Não retirar a maquiagem – É importante retirar bem a maquiagem dos olhos no final do dia ou antes de dormir. É na base pálpebra e dos cílios que ocorre a produção da gordura da lágrima. “A médio e longo prazo essa produção pode ficar alterada se a maquiagem não for retirada adequadamente e não tiver cuidado com a superfície ocular”.

Não cuidar das lentes – Com a correria do dia a dia, quem está habituado a usar lentes de contato acaba cometendo alguns erros básicos, mas que, ao longo do tempo, podem prejudicar a visão. “As lentes foram feitas para promover conforto e boa visão. Se está ficando com o olho vermelho ou desconfortável ao usá-las, algo deve estar errado e precisa ser visto. Pode ser necessário trocar a marca, o produto conservante, ou mesmo fazer uma boa higienização das mesmas. Além disso, é preciso evitar dormir com a lente, pois isso atrapalha bastante a produção lacrimal que já citamos e também a lubrificação dos olhos”.

Falta de descanso aos olhos – É comum as pessoas que trabalham por muitas horas com computador reclamarem de cansaço nos olhos ao final do dia. Para evitar essa sensação, é importante ter intervalos de descanso da visão de perto. “Ao longo do dia é importante darmos intervalos de 5 a 10 minutos para que possamos olhar para longe. Evite sair do computador e pegar o celular nesse intervalo. Vá tomar um café e olhe para um corredor ou para o final da rua. Isso vai dar mais mais conforto para o olhar”.

Óculos solar de baixa qualidade – Seja no verão ou inverno, é preciso proteger os olhos do excesso de luz solar. E o uso de óculos escuros é essencial nesse cuidado. “Mais do que estilo, usar óculos escuros é uma necessidade para a saúde dos olhos. Porém é preciso que tenha procedência conhecida e proteção ultravioleta adequada para o tipo de lente que está usando”.

Uso de colírio – Como qualquer medicamento, o uso indiscriminado e sem recomendação médica de colírio pode afetar a saúde ocular. “Assim como qualquer medicação, o colírio também precisa ter uma orientação adequada, pois ele pode dar efeitos colaterais”, finaliza o oftalmologista.

Já ouviu falar em DTM ou dor na mandíbula?

A cada ano 2 milhões de pessoas no Brasil são afetadas por dores na mandíbula, ou melhor, a disfunção temporomandibular (DTM). Ela é causada principalmente pelo estresse e pela tensão da musculatura da mandíbula. Também pode ocorrer em função do bruxismo, hábito involuntário de ranger ou apertar os dentes.

Responsável por ligar a mandíbula ao crânio, a Articulação Temporal Mandibular (ATM) pode sofrer desgaste e provocar dores intensas, dificuldade de mastigação, estalos e travamentos, entre outros transtornos. Em alguns casos, o problema chega a se tornar crônico.

A psicóloga Elisângela Dantas descobriu que sofria de DTM em 2006. A princípio ela se queixava de dor facial, cefaleia, dificuldade para mastigar e dor no ouvido. Após inúmeras avaliações e exames, foi diagnosticado o distúrbio de articulação temporal mandibular. “Passados três anos, o problema só se agravou como até no trabalho eu precisei mudar de função, pois eu era telemarketing de banco e com a DTM precisava de repouso nos movimentos da fala”.

Mesmo com o tratamento clínico, uso de placa de mordida e medicações, Elisângela passou por três procedimentos cirúrgicos de artoplastia, entre 2009 e 2011. “Mas o problema maior foi o dano psicológico. Eu tinha fortes dores diariamente, o que afetava muito minha vida social. Precisei tratar de depressão e síndrome do pânico, por conta desse problema. Hoje, não sinto mais dor todos os dias, mas tenho algumas crises. Houve uma melhora na qualidade de vida, mas ainda preciso de acompanhamento médico e remédios para manutenção da dor, que é bem difícil administrar, não é fácil mesmo”, completa a psicóloga.

Como tratar a DTM

O grande problema da DTM é que, ao contrário de Elisângela, que buscou tratamento, muitas pessoas passam a conviver com o problema, o que contribui para a piora do quadro e não a solução. Segundo Raphael Capelli Guerra, coordenador do Centro de Tratamento de Disfunção Temporomandibular (DTM) do Hospital Leforte, ao identificar qualquer tipo de alteração na região da mandíbula, é recomendável que o paciente procure rapidamente um especialista para avaliar o diagnóstico ou não da DTM, evitando maiores danos.

O tratamento é multidisciplinar, incluindo o clínico, as terapias complementares e a reabilitação oral, com restabelecimento, por exemplo, de dentes perdidos.

Novas descobertas

A cirurgia é necessária em torno de 35% dos casos. O médico Raphael Capelli Guerra foi um dos brasileiros responsáveis pelo desenvolvimento de uma nova técnica minimamente invasiva, que conseguiu reduzir os efeitos colaterais e diminuiu o tempo necessário de internação dos pacientes.

“Com uma pequena incisão, o profissional tem acesso direto à cavidade articular e já consegue fazer a correção de disfunções na ATM”, afirma Guerra.

“O tratamento pode ser simples e, mesmo no caso cirúrgico, é cada vez menos invasivo. Essa nova técnica reduz a taxa de morbidade, edemas e cicatriz através da utilização do endoscópio. Em vez dos dois dias de internação necessários anteriormente, 90% dos nossos pacientes tiveram alta hospitalar no mesmo dia”, completa.

Dores nas costas prejudicam rotina dos trabalhadores

Problema de saúde comum, porém muitas vezes negligenciado. Segundo a Previdência Social, a dor nas costas foi a segunda maior causa de afastamento do trabalhador brasileiro em 2017. Foram 83,8 mil casos durante todo o ano, o que acende um alerta para o problema que atinge muitos brasileiros diariamente.

Já a Organização Mundial da Saúde aponta que cerca de 80% das pessoas no mundo têm ou terão algum tipo de dor nas costas durante a vida. De acordo com Luciano Miller, ortopedista especializado em coluna da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, essas dores podem ser atribuídas a diversos fatores, como falta de exercícios físicos, sobrepeso, tabagismo, horas gastas no trajeto de deslocamento ao trabalho e a falta de ergonomia no ambiente laboral. “O que mais prejudica a coluna durante o período de trabalho são as posturas inadequadas como trabalhar com cadeiras sem apoio, computador em altura inadequada, carregar pesos sem proteger a coluna e muita tensão no trabalho”, comenta o especialista.

Como evitar o problema

O médico acredita que, atualmente, essa epidemia de dor nas costas se justifique por conta da rotina atribulada de trabalho e cada vez menos tempo dedicado às atividades físicas. “A dor nas costas é mais comum na idade adulta em virtude do início da degeneração dos discos e articulações. Levar uma vida saudável e não negligenciar o sintoma de dor nas costas no início é a chave para evitar o problema”, explica.

As dores que acometem a região das costas são sintomas e não uma doença. De acordo com o especialista, na maioria dos casos são autolimitadas e melhoram com repouso e medicações analgésicas. Poucos casos podem ter uma evolução mais complexa como exemplo hérnia de discos volumosas. Nessas ocasiões, os sintomas podem persistir por mais de três meses e a intensidade é forte o suficiente para fazer com que a pessoa acorde durante a noite.

Uso de celular é prejudicial

O uso de smartphones também prejudica a coluna. “A posição em flexão de nossa cabeça – lembrando que nossa cabeça pesa em torno de 5kg e quando inclinamos ela para frente pode aumentar para até 30kg – sobrecarrega os ligamentos dos músculos e discos causando dores crônicas também”, comenta.

O tratamento dessas dores varia dependendo da causa, mas em geral a adoção de hábitos mais saudáveis como praticar exercícios físicos, fazer alongamentos, controlar o peso e diminuir o nível de tensão podem ser a saída para amenizar o desconforto.

5 alimentos antioxidantes que protegem a pele

Você já deve ter ouvido falar sobre os alimentos antioxidantes e a importância deles para a saúde em geral, principalmente, para combater o envelhecimento precoce. Mas o que são estes alimentos e por que são tão importantes para a saúde da pele? De acordo com a nutricionista, Marisa Coutinho, da rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, os alimentos antioxidantes são aqueles que possuem diversas substâncias, entre elas vitaminas e minerais, capazes de neutralizar os radicais livres e proteger as células de sua ação danosa. Ou seja, os alimentos antioxidantes possuem um efeito detox no organismo, evitando envelhecimento e garantindo a qualidade da pele. Frutas, vegetais, grãos, flores, chás e até o vinho são bons exemplos de fontes destes compostos.

Benefícios para a pele

Ao respirar, enviamos oxigênio para as células do corpo para a produção de energia, num processo conhecido como metabolismo oxidativo. Em cada etapa desse processo, se formam subprodutos. Cerca de 5% desses subprodutos podem ser tóxicos para as células se houver grande concentração, os chamados radicais livres. “Seu ataque frequente pode levar ao desenvolvimento de câncer em longo prazo, além de doenças cardiovasculares, neurológicas e diabetes. Além disso, os radicais livres também agridem a pele”, explica Marisa.

Por isso, os alimentos antioxidantes possuem uma importante ação para prevenir problemas na pele. “Estes alimentos ‘neutralizam’ os radicais livres formados, prevenindo assim, além das doenças, o envelhecimento precoce e o aparecimento de manchas, rugas e flacidez”, explica a nutricionista.

5 alimentos antioxidantes

Abaixo, a nutricionista listou alguns alimentos antioxidantes para ajudar no detox do organismo e garantir a prevenção de problemas na pele. Confira:

Alimentos ricos em selênio – ajudam a prevenir o envelhecimento precoce. Está presente nos peixes, cereais, ovos e castanha-do-Pará.

Alimentos ricos em vitamina C – ajudam a retardar o processo de envelhecimento, pois agem contra os radicais livres, além de participar na formação do colágeno.  É encontrada na laranja, limão, acerola e vegetais verde escuro.

Alimentos ricos em vitamina E – também ajudam a retardar o processo de envelhecimento precoce. Está presente em óleos vegetais, sementes oleaginosas como as nozes e castanhas.

Azeite – também com função antioxidante, diminui o ressecamento e ajuda na cicatrização e na redução de inflamações como cravos e espinhas.

Alimentos que devem ser evitados

Alimentos ricos em gorduras (frituras, carnes gordurosas) – aumentam o trabalho das glândulas sebáceas.

Alimentos enlatados, pois são ricos em aditivos químicos que podem gerar desequilíbrios no organismo.

Excesso de açúcares – com excesso de açúcares, o organismo produz mais insulina para “guardar” esta glicose e esse aumento na fabricação de insulina ocasiona em uma produção maior de hormônios que levam à acne.

Excesso de sal – além de levar a uma hipertensão, quando associado ao baixo consumo de água, propicia uma desidratação do organismo.

Excesso de bebidas alcoólicas – também leva a desidratação do organismo, além de serem pobres em nutrientes.

Meningite: o que é e como se pega

Hoje, 24 de abril é o Dia Mundial de Combate à Meningite, uma doença que pode deixar sequelas e levar à morte se não diagnosticada precocemente e tratada de forma adequada. A data foi criada para ressaltar a importância da prevenção da doença, que pode atingir crianças, jovens, adultos e idosos. A meningite consiste na inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Os sintomas da meningite podem ser facilmente confundidos com de qualquer infecção, já que incluem febre, dor de cabeça e vômitos.

Entre as causas infecciosas, a meningite pode ser provocada por bactérias, vírus, parasitas e fungos. A meningite bacteriana requer diagnóstico e tratamento imediatos, em razão do potencial de sequelas e da alta letalidade. Em crianças, a atenção deve ser redobrada, já que os pequenos nem sempre conseguem exprimir ou explicar o que sentem. “Os pais precisam ficar atentos à febre de difícil controle e que não abaixa com medicamento, além de dor de cabeça persistente e vômitos. Diante de um quadro com essas características, é importante procurar o pronto-socorro para uma investigação”, explica Dr. Victor Horácio, médico infectologista pediatra do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, Paraná.

Contágio e fatores de risco

Joice de Oliveira, que é mãe do pequeno Gustavo, de três anos, notou que o filho estava com sintomas suspeitos de meningite, como vômitos e dor de cabeça, e levou-o até a emergência do Hospital Pequeno Príncipe. “Inicialmente, ele não estava com febre, mas com dor de cabeça persistente. Os médicos realizaram diversos exames, incluindo a pulsão lombar que apontou meningite viral. O Gustavo ficou internado oito dias para tratamento. Hoje, ele está ótimo e segue em acompanhamento médico”, conta Joice.

O médico infectologista destaca que a meningite por contato com bactéria e vírus é feita por via respiratória, ou seja, pelo ar. Crianças com baixa imunidade por conta de desmame precoce, desnutrição, falta de vacinas e presença por longos períodos em ambientes fechados são mais suscetíveis à meningite. O tratamento inclui antibióticos por via venosa, em regime de internação hospitalar. “É muito importante o diagnóstico precoce. Se houver demora, a meningite pode causar paralisia cerebral, surdez, distúrbios da fala e locomoção e levar ao óbito”, destaca Dr. Victor Horácio.

Saúde do sono: dormir muito faz bem?

Dormir é fundamental para a manutenção da saúde do corpo e da mente, mas para isso o sono precisa ter qualidade e regularidade. A saúde do sono é tão importante que a evolução do conhecimento nesse assunto levou a criação de uma área de atuação chamada de medicina do sono. Os médicos especialistas nessa área realizam diagnósticos e tratam os distúrbios do sono como apneia, insônia, síndrome das pernas inquietas, sonambulismo, entre outros.

O assunto é sério e quem convive com distúrbios do sono pode até desenvolver doença cardiovascular e depressão. Isso porque o sono garante o bom funcionamento de todos os órgãos e sistemas.  De acordo com o neurologista Bruno Funchal, do Hospital Santa Paula, uma boa noite de sono pode reduzir o risco de obesidade e hipertensão, além de proteger contra o declínio cognitivo relacionado às demências. O sono reparador também tem sido associado à diminuição das taxas de depressão.

Dormir muito faz bem?

Um dos principais distúrbios do sono, a insônia acomete cerca de 40% da população brasileira, segundo dados do Instituto do Sono. “É muito importante saber que a insônia não é doença, mas um sintoma. Ela é a manifestação de que algo não anda bem e deve ser investigado. É necessário levar em consideração fatores sociais, biológicos, psicológicos, cognitivos, comportamentais e até mesmo genéticos, que podem desencadear o quadro”, explica o neurologista.

Por outro lado, será que dormir muito faz bem? Segundo o especialista, o tempo normal de sono é de sete a nove horas por dia. Abaixo de cinco horas ou acima de nove horas pode trazer impactos na saúde física e mental. “Em casos de excesso de sono pode indicar doenças próprias do sistema nervoso, como a narcolepsia e a hipersonia diurna. Porém, outras patologias clínicas como hipotireoidismo, insuficiência dos rins ou fígado, doenças auto-imunes e até mesmo depressão, podem ter como apresentação um quadro de excesso de sono”, esclarece Bruno Funchal.

10 dicas para garantir a saúde do sono

Abaixo, o neurologista listou algumas dicas para ajudar a garantir a saúde do sono. Confira:

  1. Dormir de 7 a 9 horas é o ideal para um sono reparador, levando a uma boa disposição durante o dia.
  2. Dê preferência a uma dieta balanceada, com alimentos leves, de fácil digestão, no período da noite.
  3. Durma no escuro. Abajur ou TV ligada atrapalham na hora de dormir, pois a luminosidade e o barulho dos aparelhos oferecem estímulos que atrapalham o início, a qualidade e a duração do sono. O mesmo vale para o hábito de ficar no celular já na cama, antes de dormir.
  4. Use roupas confortáveis para dormir, com tecidos leves e mais frescos, de preferência de cores claras, já que absorvem menos o calor.
  5. Café, alimentos com cafeína ou que possam estimular o sistema nervoso devem ser evitados de 4 a 6 horas antes de dormir, pois levam o organismo a um estado de alerta e atrasa a sonolência.
  6. Conforme a idade avança, o sono muda e ocorrem mais despertares durante a noite. Neste caso, é preciso avaliar a rotina e criar o hábito de fazer atividade física para que o corpo canse mais, incluindo as pessoas com mais de 60 anos. Dez minutos de exercício aeróbico já ajudam. Só evite exercício físico pesado pouco antes de dormir para não deixar o corpo em estado de alerta e provocar efeito contrário.
  7. Dormir até 30 minutos à tarde pode melhorar o humor e a disposição para atividades, mas caso tenha insônia ou dificuldade para dormir é melhor evitar.
  8. Um banho morno é relaxante e pode preparar o corpo para dormir.
  9. Mantenha uma rotina de sono e vá para a cama na mesma hora todas as noites, incluindo fins de semana.
  10. Medicamentos devem ser indicados apenas em último caso.

Como combater a síndrome do pensamento acelerado?

Nos últimos anos, o número de casos de pessoas com doenças psicológicas tem aumentado expressivamente em todo o mundo. Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmam que só na última década os casos de depressão aumentaram em 18,4% – isso corresponde a 322 milhões de pessoas no planeta. No Brasil, 5,8% da população tem a doença. O nosso País também possui o maior número de casos de ansiedade: 9,3% da população sofre desse mal.

Embora a divulgação sobre o tema tenha crescido, existem algumas síndromes que não só afetam um grande número de pessoas, como também podem levar ao desenvolvimento das doenças anteriormente citadas: as síndromes de burnout e do pensamento acelerado. Ambas possuem sintomas parecidos, entre eles o estresse, a irritabilidade e os distúrbios do sono.

No entanto, cada uma tem características específicas, como no caso da burnout que, geralmente, surge em decorrência do ambiente profissional. Já a síndrome do pensamento acelerado pode afetar qualquer pessoa (até mesmo crianças) e em qualquer lugar. Normalmente ela antecede a ansiedade, por isso, muitas vezes não é facilmente diagnosticada, até que manifeste um quadro mais intenso.

Como identificar a síndrome do pensamento acelerado?

Você está sempre cansado, mesmo logo que acorda? Tem dores de cabeça e musculares constantemente? Vive entediado e impaciente? Tem dificuldade em lidar com pessoas lentas? Está constantemente irritado e não sabe lidar com contrariedades às suas opiniões? Tem problemas em manter o foco e de memória? Insônia? Sofre por antecipação? Todos esses sintomas costumam se manifestar em pessoas com a síndrome do pensamento acelerado.

A pessoa que possui essa síndrome está constantemente preocupada, tentando absorver e lidar com um número cada vez maior de informações e estímulos recebidos no dia a dia, especialmente devido ao uso intenso da internet e das redes sociais. Como não consegue se “desligar”, o indivíduo tem a vida afetada, no campo pessoal e profissional, devido ao estresse gerado por tentar dar conta de tudo ao mesmo tempo.

Como evitar?

Diante de qualquer sinal da síndrome do pensamento acelerado é importante buscar ajuda com um profissional da área da Saúde Mental, como psicólogo ou psiquiatra. Abaixo, seguem algumas atividades e dicas que podem ajudar a garantir uma vida mais tranquila e desacelerada:

  1. Ouça uma música relaxante (em volume baixo) durante o período de estudo ou de trabalho.
  2. Evite o excesso de informações. Limite o número de vezes que acessa as redes sociais e tente não entrar em polêmicas quando estiver online.
  3. Estabeleça prioridades nas suas atividades diárias.
  4. Faça atividade física. Pode ser musculação, caminhada, dança, natação, yoga ou qualquer outro exercício de sua preferência. O importante é se movimentar.
  5. Diminua o ritmo. Faça menos horas-extras, descanse quando puder e tire férias.
  6. Evite a competição. O mundo corporativo pode ser um lugar competitivo, no entanto, é importante evitar comparações. Aprender a lidar com os altos e baixos da vida e da carreira, sem deixar a essência pessoal de lado pode trazer menos ansiedade e mais tranquilidade.

5 cuidados com a pele no outono que seu rosto precisa

Considerada uma das estações mais charmosas do ano, o outono é marcado pelas temperaturas mais amenas e agradáveis. Por outro lado, com a transição do verão para o inverno, os termômetros baixam, transpiramos menos e também é comum tomarmos banhos mais quentes. Com isso, há uma tendência à pele ressecada. Assim, a pele no outono merece alguns cuidados especiais para se manter saudável e bonita. Selecionamos cinco cuidados que a pele do seu rosto precisa durante o outono. Confira.

1 – Alimente-se de forma adequada

A saúde da pele começa pela boca. Uma alimentação saudável e equilibrada faz parte dos cuidados com a pele. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), é importante ingerir com frequência legumes, hortaliças, frutas, além de castanhas, nozes e amêndoas que são ricas em vitamina E, selênio e antioxidantes, aliados importantes para uma pele saudável e bonita. A ingestão de pelo menos dois litros de água também é de suma importância para evitar o ressecamento da pele.

2- Mantenha a limpeza do rosto em dia

A higiene da pele do rosto é muito importante para evitar o acúmulo de oleosidade e resíduos de maquiagem, poeira e poluentes que podem causar cravos e espinhas, além do envelhecimento precoce. Por isso, a pele no outono deve ser lavada duas vezes ao dia, de manhã e à noite, com sabonetes específicos. Para peles secas e normais, os produtos líquidos com pH neutro são recomendados.

Já para peles oleosas a mistas, o ideal é optar por sabonetes adstringentes para remoção das impurezas e desobstrução dos poros. Além disso, não é recomendado dormir com maquiagem no rosto. É importante removê-la utilizando demaquilantes específicos e a limpeza pode ser complementada com o uso de tônicos que retiram os resíduos das impurezas da pele.

3- Hidrate-se

Manter a hidratação da pele ajuda na manutenção do viço, além de garantir a proteção cutânea contra o ressecamento, envelhecimento precoce, irritações e até infecções. Por isso, a pele no outono deve receber hidratantes apropriados para cada tipo e região do corpo, sem esquecer dos lábios que costumam ressecar bastante. Segundo a SBD, mesmo quem tem pele oleosa deve se hidratar com cremes “oil free”.

4 – Cuidados com a esfoliação e temperatura do chuveiro

É importante evitar os banhos quentes e demorados, além da esfoliação e dos sabonetes em uso excessivo. Esses fatores podem alterar a composição do manto hidrolipídico, um hidratante natural produzido pelo próprio organismo que protege a pele contra o ressecamento.

5 – Proteja-se do sol

Mesmo durante os dias nublados, é necessário usar protetor solar, já que a radiação ultravioleta (UV) atravessa as nuvens. A exposição ao sol em excesso pode causar diversas alterações na pele que comprometem tanto a estética quanto a saúde como um todo, causando tumores malignos como o melanoma. Por isso, é importante escolher protetores solares adequados para o rosto com fator de proteção (FPS) 30 ou maior. O produto deve ser aplicado ainda em casa e reaplicado a cada duas horas, se houver transpiração excessiva ou exposição solar prolongada. A quantidade recomendada pela SBD é de uma colher de chá rasa para o rosto e três colheres de sopa para o corpo.

5 – Atenção às doenças de pele

Durante as temperaturas mais frias, algumas doenças podem aparecer por conta do ressecamento da pele, como a dermatite seborreica e atópica. Os principais sintomas da dermatite seborreica são descamação da pele, causada pela desregulação da produção sebácea. Já a atópica é caracterizada pela intensa coceira. A qualquer sintoma dessas doenças, é importante procurar a avaliação de um médico dermatologista, que irá recomendar uma série de cuidados com a pele, que podem incluir o uso de medicamentos tópicos e orais.