Especial Coronavírus

Covid-19: Ministério da Saúde reduz para 7 dias isolamento de pacientes

11 de janeiro, 2022

O Ministério da Saúde reduziu o período de isolamento para pacientes com covid-19 de dez para sete dias. A nova recomendação foi anunciada em entrevista coletiva do ministro Marcelo Queiroga nesta segunda-feira (10). O ministério ressalta, no entanto, que a medida vale para casos leves e moderados da doença, desde que o paciente não apresente febre nem sintomas respiratórios há pelo menos 24 horas e sem o uso de antitérmicos.

Segundo a recomendação do ministério, o período de isolamento pode ser menor ou maior que 7 dias, dependendo da evolução do paciente com covid-19. Confira abaixo:

Pacientes que ainda apresentem sintomas no 7º dia: é obrigatória a realização da testagem antes de deixar o isolamento. Se o resultado for negativo, a pessoa deve aguardar 24 horas sem sintomas respiratórios e febre (sem o uso de antitérmicos) para sair do isolamento. Em caso de resultado positivo, deve ser mantido o isolamento por pelo menos 10 dias a partir do início dos sintomas. Depois desse prazo, o paciente está liberado do isolamento se não tiver febre nem sintomas respiratórios há pelo menos 24h e sem o uso de remédios.

Pacientes sem sintomas no 7º dia: se o paciente não apresentar sintomas respiratórios nem febre há pelo menos 24 horas e sem o uso de medicação, pode sair do isolamento sem a necessidade de teste.

Pacientes sem sintomas a partir do 5º dia: aqueles que tiverem resultados de teste RT-PCR ou teste rápido de antígeno para covid-19 negativo poderão sair do isolamento, desde que não tenham febre nem sintomas respiratórios (sem o uso de antitérmicos). Se o resultado for positivo, é necessário ficar isolado por 10 dias a contar do início dos sintomas.

O ministério enfatiza que, para todos os casos em que o isolamento for encerrado no 5º ou no 7º dia, as pessoas devem manter as medidas adicionais até o 10º dia, como o uso de máscaras, higienização das mãos, evitar contato com pessoas imunocomprometidas ou que tenham fatores de risco para agravamento da Covid-19.
Segundo o secretário de Vigilância em Saúde (SVS), Arnaldo Medeiros, a decisão do ministério decorre da atualização do guia epidemiológico, elaborado por especialistas. O material com as orientações está disponível no site do ministério.