Prevenção

Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil

Assim como a depressão e outras doenças, a obesidade já pode ser considerada uma epidemia mundial. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a projeção é que até 2025 existam 700 milhões de pessoas acima do peso ou obesas em todo o mundo. O número torna-se mais alarmante quando consideramos a obesidade infantil: hoje, 41 milhões de crianças convivem com a doença em todo o mundo. Em seis anos, esse número deve subir para 71 milhões, ainda segundo a OMS.

O índice de obesidade infantil é maior em países em desenvolvimento, e segundo pesquisadores chega a conviver em países que também registram casos de crianças desnutridas – isso porque, na infância, o metabolismo da criança abaixo do peso é condicionado a gastar pouca energia, o que pode resultar no sobrepeso no futuro.

A obesidade infantil no Brasil

 

No Brasil, mais de 2 milhões de crianças são acometidas pela obesidade infantil – e o número segue subindo. Esse aumento é percebido desde o último levantamento do IBGE em 2008-2009.

Segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), a região com maior índice de crianças e jovens acima do peso é a Sudeste (38%), seguida pela região Sul (35.9%) e Centro Oeste (35.15%).

Quando uma criança está obesa?

 

Para que uma pessoa seja considerada obesa, seu Índice de Massa Corporal (IMC) deve ser acima de 30. Esse índice é calculado através da massa (peso) da pessoa dividido pela altura ao quadrado (IMC = massa / altura2).

Identificar a doença na infância, entretanto, é um pouco mais delicado. Apesar do IMC também ser usado para definir a obesidade infantil, outros fatores entram em ação, como o sexo e a faixa etária da criança ou do jovem. Para isso, a OMS desenvolveu uma tabela de porcentis, isto é, medidas estatísticas que vão do 1 ao 100, da criança mais leve até a mais pesada da mesma faixa etária.

Ao fazer o cálculo do IMC infantil, usamos o resultado na tabela de porcentis. Quanto mais próximo de 1, mais magra ou desnutrida. Quanto mais próxima de 100, mais próximo do quadro de obesidade infantil.  

Como evitar e reverter o quadro?

 

Do ponto de vista clínico, não há tantas diferenças entre adultos e jovens na hora de se atentar à obesidade. Manter uma alimentação saudável e uma rotina de exercícios físicos diários reduz a possibilidade de sobrepeso e pode reverter o quadro da doença, caso ela já tenha se manifestado, podendo em alguns casos retroceder, também, diversas complicações associadas à obesidade infantil, como a hipertensão, diabetes, entre outras. No caso da criança em idade de amamentação, é importante considerar o aleitamento materno como importante arma para combater a doença nessa faixa etária. Preferir o leite materno a doces, refrigerantes, biscoitos e demais produtos industrializados reduz a possibilidade de obesidade.

Mas do ponto de vista social e psicológico, fazer uma criança perder peso pode ser mais complexo que um adulto. Isso porque, por estar em fase de desenvolvimento de suas aptidões sociais, a criança está mais suscetível a sentir-se isolada e desmotivada perante aos outros de sua faixa etária, o que pode resultar até no aumento de peso e em dificuldades de interação com o outro. É importante que os pais se lembrem de que possuem papel ativo na perda de peso dos mais jovens: a alimentação saudável não deve ser cobrada apenas da criança, mas de todo o núcleo familiar, tendo os pais como exemplo forte, mobilizando-se tanto nas rotinas saudáveis quanto os filhos.

FONTE

http://www.abeso.org.br/