Prevenção

Infecção hospitalar: como você pode se prevenir e observar cuidados


A infecção hospitalar é definida como qualquer infecção adquirida durante a internação ou manifestada após a alta, desde que haja relação com os procedimentos realizados no hospital no período em que a pessoa esteve internada. Basicamente, existem três principais causas dessas infecções: as condições do sistema imunológico do paciente; realização de procedimentos invasivos, como cirurgias, colocação de cateter, sonda etc. ou falhas durante esses processos pelo profissional de saúde.

As infecções hospitalares, em sua maioria, vêm do próprio paciente, de micro-organismos já presentes no organismo, mas que se manifestam quando há baixa imunidade. Já os idosos e crianças têm risco maior de contrair infecção hospitalar por possuírem o sistema imunológico mais frágil, assim como pacientes com AIDS, transplantados ou que façam uso de medicamentos imunossupressores. Pessoas com alteração da consciência, doenças vasculares e diabetes mellitus mal controlada também estão no grupo mais vulnerável.

A Portaria nº 2.616 do Ministério da Saúde, a partir de 1998, instituiu as Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), junto ao Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH), que consiste em um conjunto de ações desenvolvidas para reduzir ao máximo possível a incidência e a gravidade das infecções hospitalares. A CCIH é formada por profissionais das áreas Médica, de Enfermagem, Farmácia, Microbiologia e Administração.

As principais funções das CCIH são: elaborar e implementar o programa de controle de infecção hospitalar, além de supervisionar as normas e rotinas técnico-operacionais, capacitando o quadro de funcionários e profissionais da instituição, no que diz respeito à prevenção e controle das infecções hospitalares, entre outras. É importante checar, se possível antes da internação, se o hospital escolhido se submete à estas determinações do Ministério da Saúde.

Nos hospitais da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), a busca por reduzir a ocorrência de infecções no período da internação tem dado resultados. Pelo uso da nova plataforma SINHA, é possível observar os indicadores mais relevantes do acompanhamento da infecção hospitalar (IH). Um exemplo é a densidade de incidência de IH, que está relacionada diretamente às boas práticas assistenciais e à segurança nas unidades de terapia intensiva (UTI). A densidade de incidência de infecção geral na UTI adulto passou de 9,02 em 2015 para 8,31 em 2016. O resultado do indicador aponta que, para cada 1000 pacientes-dia, pouco mais de oito apresentaram alguma infecção durante a assistência hospitalar na rede da Anahp.

Mas não basta apenas que os hospitais invistam em melhorias nesse quesito. Para ajudar a evitar a infecção hospitalar, o paciente e seus familiares precisam estar atentos e seguir rigorosamente as orientações médicas. Lavar bem as mãos, usar álcool em gel antes e depois de visitar alguém internado, não sentar nos leitos e não visitar se estiver com baixa imunidade são algumas medidas simples que podem prevenir a proliferação das bactérias responsáveis pela infecção hospitalar.