Especial Coronavírus

#PerguntaPraAnahp: o que é importante saber sobre o novo coronavírus

Neste momento de combate à pandemia de coronavírus, informação de qualidade e de fonte confiável é fundamental para se proteger. A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) coloca a serviço da sociedade o conhecimento de instituições de saúde de excelência no país para que a população tire todas suas dúvidas sobre a Covid-19 e não corra riscos por causa de fake news.
Abaixo, selecionamos as principais perguntas sobre a doença, respondidas pela infectologista Camila Almeida para o Saúde da Saúde. Confira e compartilhe.

Quando devo ir ao hospital?
Só é indicado ir ao hospital se a pessoa apresentar os seguintes sintomas:
– Falta de ar;
– Febre acima de 37,8°C ou que não diminui com medicação;
– Tosse.

Idosos são um caso especial por estarem no topo do grupo de risco. Eles devem procurar orientação médica quando identificarem sintomas gripais.
Caso se encaixe nos sintomas acima, use máscara cirúrgica ao sair de casa. Essa atitude minimizará a chance de transmitir a doença para outras pessoas.

Atenção: ir ao hospital sem necessidade prejudica a todo, pois:
– Aumenta o risco de contaminação – sua e dos outros;
– Sobrecarrega o sistema de saúde, que pode ter dificuldades com falta de materiais e equipes para atender a crescente demanda.

Clique aqui e veja uma tabela do Ministério da Saúde que ajuda a identificar, pelos sintomas, quando o caso pode ser de gripe, resfriado ou Covid-19.

Preciso ir ao hospital. E agora?
Caso seja necessário procurar um serviço de saúde, fique atento para as seguintes orientações:
– Utilize máscara cirúrgica ao sair de casa para reduzir as chances de transmitir a doença para outras pessoas;
– Assim que chegar ao serviço de saúde, avise ao porteiro ou recepcionista de que você apresenta sintomas de gripe. Muitos hospitais têm um procedimento diferenciado para atender pessoas com sintomas relacionados a Covid-19.

Quando não devo procurar um hospital?
– Se você não apresenta nenhum sintoma: fique em casa e mantenha a calma. Ir ao hospital sem necessidade pode colocar você e outras pessoas em risco;
– Se está com sintomas gripais leves e não é grupo de risco: também é recomendado não ir ao hospital, pois o teste de Covid-19 é reservado para pacientes com quadro mais grave;
– Se está infectado, mas sem sintomas graves: o melhor também é se manter isolado em casa. Tome muita água e, caso tenha febre, utilize um antitérmico. Mas se a febre não diminuir ou passar de 37,8°C, aí sim, procure um hospital.

Lembre-se: a medida mais eficaz contra a doença nesse momento é o isolamento social.

Quando é necessário fazer o teste?
Atualmente, os testes de Covid-19 são realizados apenas em pacientes com sintomas graves, principalmente respiratórios. Quem avalia e indica essa necessidade é o médico.
As orientações quanto à realização de exames podem mudar de acordo com o aumento do número de pessoas infectadas, por isso é essencial se manter informado por meio de canais confiáveis.
Importante lembrar que os planos de saúde, atualmente, estão cobrindo a realização desses testes.

Quem corre mais risco ao ser infectado?
– Pessoas acima de 60 anos;
– Diabéticos;
– Cardiopatas;
– Pessoas que fazem algum tratamento que reduz a imunidade, como de câncer;
– Fumantes.

Para esse público, é essencial o isolamento social e o acompanhamento de perto de possíveis mudanças no estado de saúde.

Por que é importante o isolamento e o distanciamento social?
Nesse momento, a medida mais efetiva para conter o avanço do vírus é o isolamento social – que significa ficar em casa, reduzindo ao máximo o contato com público externo. Essa medida é ainda mais importante para as pessoas do grupo de risco.
Caso não seja possível se manter dentro de casa o tempo todo, adote o distanciamento social ao sair nas ruas. Fique a pelo menos dois metros de distância das outras pessoas. Também evite o contato físico e com objetos que possam estar contaminados. Evite tocar nos olhos, boca e nariz e, ao chegar em casa, lave bem as mãos.
Essas atitudes reduzem as chances de contágio, que acontecem principalmente por meio de:
– Gotinhas de saliva;
– Espirro;
– Tosse;
– Catarro;
– Aperto de mão;
– Ao tocar em um objeto contaminado.