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#SuaSaúdeNaPandemia: a importância de manter tratamentos oncológicos e exames diagnósticos de câncer

Com o início da pandemia de coronavírus, o medo de se contaminar com a doença nos serviços de saúde tem levado pacientes com doenças graves, como o câncer, a suspenderem seus tratamentos. Também estão sendo adiados exames que poderiam resultar na descoberta precoce de um tumor, por exemplo, o que aumentaria as chances de cura. A Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) alerta para uma queda de 70% a 80% no diagnóstico de câncer por cancelamento de exames pelos próprios pacientes nos meses da pandemia.

O portal Saúde da Saúde conversou com o coordenador da equipe de oncologia do Hospital Vera Cruz de Campinas (SP), Paulo Eduardo Pizão, que explicou quais são as diretrizes internacionais para a manutenção do tratamento de pacientes oncológicos durante a pandemia. Ele apontou uma preocupação da comunidade médica para o possível represamento de casos câncer, que agravaria ainda mais o funcionamento dos sistemas de saúde no mundo todo.

Quais os principais riscos para um paciente oncológico que decide parar o tratamento por medo de se infectar com Covid-19 no hospital? 

Essa pandemia é uma situação que a medicina mundial considera inédita, e todos estamos ainda aprendendo com esses primeiros meses. Os casos têm demonstrado que o paciente oncológico que desenvolve a forma grave da Covid-19 tem uma chance maior de evolução desfavorável. É importante, obviamente, que o paciente esteja ciente disso. Porém, vamos lembrar que é apenas uma minoria que se contamina com o vírus e que desenvolve uma forma grave de insuficiência respiratória e da infecção. Então, não faz sentido abandonar o tratamento oncológico, deixar de fazer o controle do câncer por causa dessa possibilidade menor de desenvolver um quadro grave da Covid-19. Esclarecemos aos nossos pacientes que é importante, sim, manter o tratamento para controlar o câncer.

Muito importante, neste sentido, é o esclarecimento e o diálogo com o paciente. Há tanta informação disponível na internet, na televisão, que muitos ficam realmente confusos. Por isso, a equipe médica deve estar sempre disponível para tirar dúvidas não só dos pacientes, mas também dos familiares.

Quais são as orientações para os pacientes oncológicos durante a pandemia? 

Para quem está em vigência de tratamento – fazendo quimioterapia ou com cirurgia prevista, por exemplo – seguimos diretrizes internacionais e procuramos manter o tratamento, e não adiar. Esclarecemos para esses pacientes a importância de manter o cronograma, ao mesmo tempo em que tomamos todas as medidas no sentido de reforçar a educação sobre a necessidade da higiene das mãos, das medidas de distanciamento social etc. 

Além disso, no ambiente da clínica onde são realizados os atendimentos foram tomadas medidas no sentido de reforçar a higienização de superfícies e aumentar a distância entre as poltronas – não só da sala de quimioterapia, mas também na espera.

 Para os pacientes que já passaram pelo tratamento com objetivo de cura e que estão bem, assintomáticos e com exames bons, nós demos a opção de adiar o retorno de consultas e exames para a partir de agosto. Essa decisão também segue diretrizes internacionais, e o paciente que, por qualquer motivo, decidiu manter a consulta para agora, foi atendido. 

E para os pacientes em processo de diagnóstico, que precisam fazer vários exames, qual a recomendação? 

Estamos esclarecendo que, quando há uma suspeita de diagnóstico de câncer e indicação de exame de imagem, ou de uma endoscopia ou mesmo de uma biópsia, esses exames não estão sendo adiados. 

O risco do agravamento de uma doença como o câncer pode ser maior do que o risco do coronavírus? 

Sim. Inclusive, temos conversado com colegas fora do Brasil e existe uma preocupação a nível mundial de que, se não tomarmos cuidado, vamos viver dois problemas. O primeiro é a pandemia em si. E o segundo pode ser causado pelo adiamento desses diagnósticos de câncer, levando, talvez, a um represamento dos casos e até ao prejuízo do paciente por não ter um diagnóstico precoce. A orientação é que todo esforço seja feito no sentido de não deixar que esse segundo problema venha agravar ainda mais a questão do funcionamento dos sistemas de saúde no mundo todo.

Existe um fluxo de atendimento diferente para os pacientes com suspeita de Covid-19 no hospital? 

Sim. Nosso complexo hospitalar tem uma situação que considero privilegiada. Estamos em Campinas, onde a Rede Vera Cruz dispõe de dois hospitais: a Casa de Saúde e o Hospital Vera Cruz. Nesse momento, o Hospital Casa de Saúde foi designado como referência para Covid-19. Todos os pacientes oncológicos com sintomas respiratórios suspeitos de contaminação pelo vírus são orientados a entrar em contato conosco e, se for o caso, são direcionados a esse hospital – onde seguimos um protocolo específico para casos de coronavírus. Então, pacientes com suspeita da doença nem chegam a entrar na clínica onde são realizados atendimentos oncológicos, que é uma unidade separada dos dois hospitais. 

Dia Mundial do Câncer: hospital usa música no auxílio ao tratamento de pacientes

O Dia Mundial do Câncer, em 4 de fevereiro, é a data que lembra da importância de mudar hábitos e dar atenção à saúde para frear a epidemia global da doença – que, atualmente, causa o falecimento de 7,6 milhões de pessoas ao ano. Nesta batalha, avanços têm ocorrido no diagnóstico e tratamento, e os hospitais estão adotando metodologias para promover o bem-estar dos pacientes.

Referência em oncologia no Rio Grande do Sul, o Hospital Moinhos de Vento (HMV) realiza uma vez por semana sessões de musicoterapia para auxiliar no tratamento. Além de descontrair o ambiente das salas de quimioterapia, a música também alivia a ansiedade dos pacientes e de seus familiares, aumenta a sensação de bem-estar e diminui a dor.

Desde 2002, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) recomenda a musicoterapia como coadjuvante no tratamento da doença. Segundo o órgão ligado ao Ministério da Saúde, está comprovado que a música é capaz de interferir na batida cardiovascular, no sistema respiratório e na tonicidade muscular.

A música faz parte do processo de combate à doença no HMV desde 2019 e, assim como as medicações, tem dose, indicação e momento específico para acontecer. Segundo a supervisora da Psicologia Assistencial do hospital, Júlia Schneider Hermel, enfermeiros e psicólogos explicam aos musicoterapeutas a condição dos pacientes. De acordo com o contexto e a etapa do tratamento, é decidido o estilo musical e a atividade adequada para cada um.

Diagnosticada com um câncer de mama aos 35 anos, a professora Angélica Mattos de Oliveira começou a participar das sessões de musicoterapia por acaso, quando precisou trocar o dia da quimioterapia por uma questão envolvendo o convênio. Na sessão seguinte, encontrou a equipe do projeto tocando e cantando para os pacientes.

“Eu estava triste, desanimada. Mesmo tentando manter o alto astral, uma hora a gente fica mal. Mas as últimas sessões de quimio foram acompanhadas por música. Eu cantei, dancei, ri, chorei. É muito bom. Diminui a dor, a ansiedade”, afirma Angélica.

Os benefícios da musicoterapia não se limitam ao paciente e também fazem a diferença para parentes e equipe médica. “Para familiares e profissionais, o dia fica mais agradável. Eles nos contam que se sentem felizes ao observar que os pacientes estão mais alegres”, afirma a coordenadora assistencial do Serviço de Oncologia do HMV, Taiana Saraiva. Os profissionais se motivam mais a cuidar dos pacientes e disseminam a prática em outras áreas, melhorando as condições e o ambiente de trabalho.

O projeto é realizado por meio de um convênio entre o hospital e as Faculdades EST – Escola Superior de Teologia, única instituição a oferecer esse curso na grande Porto Alegre. As atividades do Grupo de Musicoterapia são realizadas pelos alunos em estágio curricular e supervisionadas pelas professoras da graduação. A ideia agora é ampliar o projeto em 2020. Até o ano passado, o grupo atendia pacientes oncológicos, da internação pediátrica e UTI Neo Natal.

Se quiser saber mais sobre como a música ajuda no cuidado e melhora a experiência do paciente, acesse o conteúdo disponível no Anahp On Demand e elaborado pelo Grupo Saracura, formado por 30 músicos, com mais de 10 anos de experiência, tendo desenvolvido trabalhos em diversos hospitais da capital paulista, como o Infantil Sabará, AACD, Nipo-Brasileiro e Hospital do Coração – HCor.

Prevenção
Estima-se que 1,5 milhão de mortes por câncer poderiam ser evitadas ao ano com medidas adequadas, e o Dia Mundial do Câncer pretende disseminar informações sobre prevenção e controle da doença.

Segundo o estudo “Estimativa 2020” do INCA, os cânceres que terão mais incidência no país são os de pele não melanoma, mama, próstata, cólon e reto, pulmão e estômago. Para reduzir os riscos de surgimento da doença, o primeiro passo é evitar exposição aos fatores de risco e adotar um estilo de vida saudável.

Um dos maiores aliados é a prática de atividade física regular. Segundo estudo recente da Sociedade Americana de Câncer, os exercícios reduzem o risco de desenvolvimento de sete tipos de tumores – além de fortalecer as defesas do corpo e, assim, atuar na prevenção de outras enfermidades.

Confira as orientações gerais do INCA para a prevenção ao câncer:
– Não fumar;
– Praticar atividades físicas regularmente;
– Manter o peso corporal adequado;
– Manter uma alimentação saudável;
– Evitar carne processada;
– No caso das mães, amamentar;
– Mulheres devem fazer periodicamente o exame preventivo de câncer do colo do útero;
– Vacinar-se contra HPV e hepatite B;
– Consumir bebidas alcoólicas de forma moderada;
– Usar sempre protetor solar e evitar exposição ao sol entre 10h e 16h.

Álcool, tabaco e HPV são as principais causas de câncer de cabeça e pescoço

Consumo de álcool, tabaco, Vírus do Papiloma Humano (HPV), falta de informação e diagnóstico tardio. Estas são as principais causas apontadas pelos especialistas para a incidência do câncer de cabeça e pescoço no Brasil. A necessidade de alertar a população sobre os riscos e a importância da prevenção levou à criação do Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, em 27 de julho.

O objetivo é lembrar que todos devem ficar atentos à doença, que pode se manifestar em alterações em gengivas, mucosa jugal (bochechas), palato duro (céu da boca), língua (principalmente as bordas) e assoalho (região embaixo da língua).  Qualquer lesão que dure mais de duas semanas e tenha causa desconhecida deve ser investigada.

“Atualmente a doença atinge 4% da população oncológica, ou seja, a cada 100 diagnósticos de câncer, 4 são de cabeça e pescoço. Ela ainda atinge predominantemente homens com mais de 50 anos, com histórico de tabagismo e alcoolismo, mas este cenário vem mudando de maneira perigosa, atingindo mulheres e jovens que também estão sendo mais afetados pela infecção por HPV”, afirma Hézio Jadir Fernandes Junior, coordenador de Oncologia do Hospital Leforte.

HPV

Apesar da população ainda não ter associado de maneira clara a relação entre o HPV e os tumores e de orofaringe (base da língua e amígdalas), também chamado de câncer de garganta, já existem pesquisas indicando a ligação e a incidência da doença, principalmente em público mais jovem, com idade entre 30 e 45 anos. O HPV possui mais de 100 tipos que atingem os seres humanos e infecta cerca de 80% da população sexualmente ativa.

Por isso, os órgãos governamentais e especialistas da área de saúde relatam a importância da vacinação antes da iniciação da vida sexual. De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina contra o HPV previne 72% dos cânceres de orofaringe, 70% dos cânceres de colo do útero, 90% do câncer anal, 63% do câncer de pênis, 70% dos cânceres de vagina e 90% das verrugas genitais. Também protege contra o pré-câncer cervical em mulheres de 15 a 26 anos, associadas ao HPV 16/18.

No Brasil, o governo federal disponibiliza a vacina contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas com idade entre 9 e 14 anos, meninos de 11 a 14 anos, portadores de HIV e, também, pessoas transplantadas na faixa etária de 9 a 26 anos. Na rede privada, a vacina quadrivalente está disponível para meninas e mulheres de 9 a 45.

“Apesar disso, ainda há resistência em relação a esta vacina especificamente, mas acredito que seja algo momentâneo já que recentemente pesquisa conduzida pelo “Welcome Global Monitor”, em 140 países, revelou que cerca de 80% dos entrevistados no Brasil acreditam que as vacinas são seguras, índice próximo da média global”, destaca Jadir.

O impacto da vacinação na redução do HPV vem sendo apresentado em estudos. Nos EUA, dados mostram uma diminuição de 88% nas taxas de infecção oral por HPV. Na Austrália, a redução da prevalência de HPV foi de 22,7% (2005) para 1,5% (2015), entre mulheres de 18 a 24 anos.

Tratamentos

Tendo quase 60% dos casos com diagnóstico tardio, o câncer de cabeça e pescoço enfrenta baixos índices de recuperação. No caso de tumores de orofaringe, a taxa de sobrevida de 5 anos é de 50%. No entanto, pacientes com lesões iniciais, diagnóstico precoce e tratamento que pode variar de cirurgia, quimioterapia e/ou radioterapia podem obter a cura em quase 100% dos casos. Atualmente há também novas drogas imunoterápicas, já autorizadas pela Anvisa.

Cresce casos de câncer colorretal entre jovens

A palavra câncer é algo que assusta, principalmente pessoas em idade mais avançada. O câncer colorretal é um exemplo de doença que, normalmente, é concentrada em pessoas com mais de 50 anos. Porém, mudanças nos hábitos alimentares e o sedentarismo estão começando a alterar esse cenário, tornando a possibilidade desse tipo de câncer mais precoce.

Câncer colorretal: incidência e mortalidade

Como falamos, historicamente, o câncer colorretal é mais comum em pessoas acima dos 50. Entretanto, ao longo da última década tanto a sua incidência quanto taxa de mortalidade estão reduzindo. Prova disso é uma publicação que, baseada nas tendências mais recentes, prevê um aumento em 2030 de até 90% da taxa de incidência desse tipo de câncer em jovens entre 20 e 34 anos.

O oncologista do Centro de Oncologia do Hospital 9 de Julho, Dr. Artur Ferreira, explica que o estilo de vida é um dos principais desencadeadores desse cenário. “Obesidade, sedentarismo, dietas ricas em carnes vermelhas, gorduras e álcool são as principais causas para uma pessoa desenvolver o câncer colorretal”, explica.

Em muitos dos casos, a doença acomete o intestino grosso (cólon) e reto – em raras ocasiões pode ser encontrado no intestino delgado. Esse é o terceiro tipo de câncer mais frequente em homens e o segundo entre as mulheres. Em 2018, foram 36.360 novos casos, aumento de 6% em relação ao ano anterior, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Hoje em dia, a cada dez pacientes diagnosticados com câncer colorretal, três têm menos de 55 anos. Portanto, o grupo de risco compreende pessoas com mais de 50 anos, portadores de obesidade, sedentários, tabagistas e com histórico familiar da doença. Indivíduos com esse perfil têm que fazer acompanhamento periódico. “Por isso, é importante manter a avaliação médica regular por meio de exames complementares, como a colonoscopia”, acrescenta Dr. Artur.

Colonoscopia

A colonoscopia é o principal exame para a prevenção e detecção de câncer colorretal, pois faz a análise completa do órgão. É por meio dele, inclusive, que o médico remove pólipos, lesões que, se não tratadas, podem levar ao câncer. O procedimento também é utilizado para estancar pequenos sangramentos nas paredes do cólon.

As lesões formadas pelo crescimento desigual dos tecidos na parede do órgão, podem estar presentes em até 40% das pessoas acima dos 50 anos. “Por isso, o acompanhamento de perto por um médico especialista é fundamental”, finaliza Dr. Artur Ferreira.

Câncer em jovens: previna-se

Prevenir é sempre o melhor remédio. Portanto, doenças ligadas ao sedentarismo, como é o caso do câncer colorretal, precisam ser divulgadas para que cada vez mais possamos mudar nossos hábitos antes mesmo de qualquer diagnóstico.

Porém, como sempre falamos no blog Saúde da Saúde, em qualquer sinal de suspeita, procure seu médico!

Dia Mundial de Combate ao Câncer: quais hábitos podem ajudar na prevenção da doença?

Com o objetivo de conscientizar e educar a população sobre a importância da prevenção do câncer, a União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), marcou 4 de fevereiro como o Dia Mundial de Combate ao Câncer. A data tem como propósito alertar que hábitos preventivos na rotina das pessoas podem evitar milhões de mortes todos os anos.

 

O Dia Mundial de Combate ao Câncer

Além da prevenção da doença, o Dia Mundial de Combate ao Câncer tem como meta informar que esse é um dos problemas de saúde mais incidentes no mundo. De acordo com dados a UICC e do Globocan 2018, são 18,1 milhões de novos casos e 9,6 milhões de mortes por ano.

Ainda segundo informações da UICC, o câncer é a segunda maior causa de morte no mundo, sendo a causa de 70% de todas as mortes por câncer ocorrem em países de baixa e média renda. A instituição ressalta também que 27% de todos os casos são associados com tabagismo e álcool, enquanto casos atribuídos a mutações genéticas hereditárias giram entre 5% e 10%.

 

O câncer no Brasil

No Brasil, são estimados para 2019, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 600 mil novos casos da doença. Entre os cânceres com maior incidência entre os homens estão os de próstata, de traqueia, de brônquio e de pulmão, seguido de cólon e reto. Já entre as mulheres, os mais frequentes são os de mama, de cólon e reto e de colo do útero.

A tendência global ainda é de crescimento no número de casos de câncer, o que aumenta a importância de iniciativas como essas. De acordo com a OMS, uma a cada seis pessoas morrem no mundo em razão da doença e cerca de 18 milhões desenvolvem o câncer a cada ano, a maioria em países de baixa e média renda. A expectativa é que o número chegue a 21 milhões de pessoas, em 2030.

 

Prevenção do câncer

A UICC calcula que cerca de 3,7 milhões de vidas poderiam ser salvas anualmente com a implementação de medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento. O órgão afirma que, se houvesse um investimento maior em estratégias na prevenção do câncer, seria possível economizar 100 bilhões de dólares usados em tratamento de câncer.

“É importante destacar o impacto da educação e a prevenção junto a todos os tipos de cânceres, pois já está comprovada a redução de pelo menos 30% da incidência e mortalidade quando as ações são efetivas no sentido de prevenir ”, destaca Ricardo Antunes coordenador da área de Cirurgia Oncológica do Grupo Leforte e presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC).

Segundo o especialista, hábitos como alimentação saudável e a prática de atividades físicas, como caminhar, já são um bom começo, pois contribuem para evitar um fator de risco importante para o câncer: a obesidade.  Aliado a estas práticas, é preciso dar atenção aos exames preventivos de acordo com a faixa etária ou identificação de alguma alteração na saúde ou no corpo, como um pequeno nódulo.