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Tecnologia 5G vai possibilitar cirurgias à distância

Com velocidade ultrarrápida e estabilidade de conexão, a nova tecnologia de internet 5G promete revolucionar procedimentos hospitalares. Entre eles está a cirurgia robótica, afirma Rodrigo Garcia, membro da Comissão de Ética Médica do Hospital Vera Cruz (Campinas-SP) e pioneiro em cirurgia pediátrica robótica no interior de São Paulo. Cem vezes mais rápido do que o atual 4G, o novo sistema vai possibilitar que procedimentos invasivos e cirúrgicos ocorram com paciente e médico em cidades diferentes.

“A tecnologia 5G vai permitir qualquer interação à distância entre médico e paciente com mais segurança de estabilidade de conexão. O impacto na cirurgia robótica será enorme, já que a telecirurgia será realizada com a mesma precisão e segurança que temos atualmente, operando no mesmo local em que o paciente está”, afirma Garcia.

Ele explica que, na técnica robótica, o cirurgião manipula o console – controles nas mãos e pés – para realizar os movimentos do procedimento cirúrgico, que são reproduzidos fielmente pelo robô no paciente.

Segundo o cirurgião, a expectativa é que a tecnologia seja implantada no Brasil até o segundo semestre de 2022 e, a partir daí, os hospitais mais abertos à inovação começarão a usar o 5G em benefício dos pacientes e profissionais da saúde. “Imagino que, assim que a tecnologia 5G for implantada nos grandes centros, em seguida poderemos ter a disponibilidade em cirurgias à distância.”

Diante do cenário de constante evolução tecnológica do setor de saúde, a previsão é de uma expansão da telecirurgia em poucos anos. Segundo Garcia, há previsões de que, até 2025, hospitais poderão ter salas ocupadas por robôs e humanos conectados por 5G com cirurgiões em qualquer lugar do planeta.

“Não dá para imaginar o quanto será inovador termos a possibilidade de conectarmos máquinas para realizar vários trabalhos em diversas áreas com a Internet das Coisas. Já sabemos que, na telecirurgia, será possível ajudar pacientes à distância, mas como podemos imaginar que, em breve, alguns robôs serão capazes de ‘aprender’? É um avanço sem precedentes na área da saúde”, define Garcia.

Você no hospital: cuidados para garantir o sucesso da sua cirurgia

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são realizadas, por ano, cerca de 234 milhões de grandes cirurgias no mundo. O sucesso deste tipo de procedimento depende de uma equipe médica capacitada e também da participação do paciente, com uma série de cuidados que pode tomar antes, durante e depois de passar pela mesa de operação.

Esse é um dos tópicos da Cartilha de Segurança do Paciente elaborada pela Associação Nacional dos Hospitais Particulares (Anahp) com dicas de como evitar situações inesperadas enquanto estiver no hospital. Confira: 

A conversa com o médico

Quando optar por realizar a intervenção, converse com o seu médico sobre as opções de cirurgias possíveis para o seu tratamento, os riscos e benefícios. É muito importante informar sobre alergias e problemas de saúde existentes.  

No dia da cirurgia, o paciente precisa levar todos os exames e documentos necessários para a internação. O anestesiologista fará uma avaliação pré-anestésica, na qual explicará sobre o procedimento, o controle da dor no pós-operatório e possíveis complicações. Preste atenção a todas as orientações e tire as dúvidas que surgirem. 

O mesmo vale na hora de ler os termos de consentimento para a anestesia e a cirurgia, que você precisará assinar. Atenção e, se não entender algo, é direito do paciente perguntar. Estes documentos especificam, por exemplo, procedimentos que o hospital poderá adotar em situações que ocorram dentro do centro cirúrgico.  

Pós-operatório

Após a cirurgia, um ponto fundamental é evitar ao máximo o risco de infecção, que pode comprometer seriamente o processo de recuperação. E alguns cuidados começam antes mesmo do procedimento. 

O paciente não deve remover os pelos no local da cirurgia, pois o uso de lâminas pode causar feridas na pele que seriam portas de entrada para bactérias. Também é necessário um banho imediatamente antes de ir para a sala de operação.

Quando já estiver no quarto, quem for visitar o paciente precisa estar atento às normas de higiene para que não haja nenhum tipo de contaminação.

Sondas e cateteres

Os cateteres ficam na veia do paciente e são usados para administrar medicação e coletar exames. Já as sondas são por onde ele recebe dieta e água em casos nos quais não pode se alimentar normalmente. Também há sondas usadas para drenar líquidos e secreções, e outras para aplicar medicamentos. 

Para que não sejam fonte de infecção ou outro fator que possa complicar a recuperação, eles precisam ser manipulados e cuidados de forma adequada. O ideal é que só a equipe médica manipule o cateter e a sonda, ou que o paciente o faça apenas com a orientação de um profissional do hospital. 

Qualquer pessoa que for mexer nestes dispositivos precisa higienizar as mãos antes e depois. Em alguns casos, eles precisam ser protegidos durante o banho. Quando for se mover, o paciente deve ter cuidado com o cateter e a sonda e verificar se eles estão bem fixos. Qualquer incômodo ou dor na região deve ser informado à equipe de saúde. 

Sua participação é essencial para o hospital prestar o melhor atendimento. Baixe gratuitamente o Manual de Segurança do Paciente no Anahp On Demand e saiba mais: https://ondemand.anahp.com.br/categoria/publicacoes.

Qual a importância dos cuidados home care após o procedimento cirúrgico?

O ambiente hospitalar pode causar ansiedade em algumas pessoas. A falta de apetite, fraqueza e mau humor, podem ser causadas não apenas pelo procedimento cirúrgico em si, mas também pela necessidade de estar em um local acolhedor.

Para amenizar o problema emotivo do paciente, temos como opção os cuidados home care. Eles são indicados para você que, em algum momento, já pensou em estar ao lado de sua família e amigos após um procedimento cirúrgico. Porém, é preciso estar ciente que há regras para que o sistema funcione, mantendo sua saúde sempre em primeiro lugar.

Para entender qual a importância do home care em um processo pós-cirúrgico, é interessante que você saiba antes como funciona o sistema e se ele é aplicável a você ou alguém de sua família.

Como funciona o Home Care?

A palavra “Home” significa “lar” e “Care” é o mesmo que “cuidados”. O termo é de origem inglesa, justificando o motivo pelo qual ele é usado para esse tipo de serviço.

Os cuidados home care são indicados para pacientes que já não precisam dos recursos hospitalares, mas que ainda não podem receber alta. Neste caso, a residência pessoal é indicada se a estrutura for suficientemente estável para receber os equipamentos necessários.

A partir da liberação do médico para os cuidados home care, um  pedido de autorização é feito para que o paciente seja transferido à residência. Porém, a solicitação só será aceita com os devidos termos preenchidos, como por exemplo, quais médicos e equipamentos serão necessários para o tratamento.

Para sempre manter a saúde do paciente em alta, os profissionais responsáveis pelos cuidados home care precisam sempre anotar seus avanços. Saber se ele está se alimentando bem, por exemplo, é apenas um dos pontos a serem averiguados pela equipe médica. Um pós-cirúrgico pode ser muito desconfortável, dependendo do procedimento.

Qual a importância do Home Care?

De acordo com os dados referentes a 2017 fornecidos pela Anahp (Associação Nacional dos Hospitais Privados), a média de dias que um paciente recebeu cuidados home care chegou a 259,35. Outro ponto muito interessante está na taxa de alta e mortalidade, que chegaram a 9.81% e 1,69%, respectivamente. Esses dados mostram que, mesmo recebendo cuidados home care, a saúde do paciente consegue ser muito bem preservada em um processo pós-cirúrgico, mantendo em alta a quantidade de pessoas que se recuperam dentro do lar.

Não há, de fato, uma idade certa para você receber os cuidados home care. Porém, um idoso que está passando pelo processo pós-cirúrgico, por exemplo, precisa de um local em que a contaminação por bactérias seja menos provável. Além disso, um ambiente familiar pode agilizar muito a recuperação do paciente.

Os pacientes mais jovens, como crianças, sentem a necessidade de um ambiente familiar para controlar a ansiedade. Sentir-se em casa faz parte de um processo de recuperação mais ágil para sua saúde, tendo em vista que ela poderá ter acesso a seus pertences pessoais, como brinquedos, por exemplo.

Caso você tenha dúvidas sobre o sistema e queira saber mais sobre a possibilidade de um futuro tratamento home care, converse com seu médico.