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#AnahpOrienta: conheça os cuidados relacionados ao coronavírus para hotéis e hóspedes

Alguns destinos turísticos do Brasil começam a se preparar para voltar a receber visitantes. Com medidas sanitárias que garantam uma estadia segura ao hóspede e algumas restrições de ocupação e atividades, os hotéis buscam se adequar à nova rotina imposta pelo coronavírus. 

Vale ressaltar que a pandemia ainda não está controlada, e que o ideal é esperar um pouco mais para viajar. A infectologista e consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Camila Almeida, aponta os protocolos necessários para reduzir os riscos de contaminação e também as ações que cabem aos hóspedes para contribuir para a segurança de todos.

 

Na recepção

  • Os hotéis devem medir a temperatura dos hóspedes na chegada. O uso de máscara é obrigatório para clientes e funcionários em todas as dependência do estabelecimento.

 

  • Deve-se dar atendimento preferencial a quem é do grupo de risco para covid-19, como idosos, grávidas, hipertensos, asmáticos, cardiopatas e diabéticos. 

 

  • Na chegada, o hóspede deve ser informado de todos os protocolos sanitários, bem como informar o hotel sobre sua condição de saúde, indicando se está dentro do grupo de risco e se possui plano de saúde.

 

  • Os manobristas devem higienizar volante, botões, maçaneta, sensor/chave do carro antes de dirigir o veículo e na entrega ao cliente. Também higienizar as mãos antes e depois de cada carro manobrado, além de usar máscara.

 

  • O mensageiro deve higienizar a alça da mala, o puxador do zíper e o cadeado/lacre antes e depois de realizar a entrega.

 

  • O cartão-chave deve ser devidamente higienizado ao ser recebido e antes de ser reutilizado. No check-out, recomenda-se que o cartão seja depositado em um local específico, reduzindo o contato do recepcionista com o hóspede. 

 

No quarto

  • Oferecer ao hóspede um extenso pacote de produtos no frigobar, reduzindo assim a necessidade de reabastecimento e a presença de funcionários no quarto.

 

  • Na realização de serviço de quarto, o garçom/copeiro deve entregar a bandeja na porta e não entrar no quarto.

 

  • As bandejas devem estar cobertas para proteger os alimentos durante o transporte até o quarto. 

 

  • Ao terminar a refeição, o hóspede deve deixar os utensílios do lado de fora do quarto para serem recolhidos.

 

  • Ao final da estadia, deverá ser realizada limpeza e desinfecção completa do quarto antes da entrada de novo hóspede.

 

Nos restaurantes

  • Recomenda-se substituir o esquema de buffet pelo serviço de mesa, para que os alimentos não fiquem expostos no ambiente. Comidas e bebidas devem ser entregues no ato de consumo do hóspede na mesa, servidos de forma empratada ou em pequenas porções individuais. 

 

  • Os talheres devem ser entregues junto com o prato ou embalados individualmente. Para temperos, usar sachês descartáveis.

 

  • Nos serviços de coffee-break, devem ser considerados kits individuais para reduzir o contato de pessoas próximas às mesas de serviço.

 

  • Restaurantes com espaço reduzido devem trabalhar com reserva de horários.

 

  • Retirar todos os utensílios e fazer a higienização das mesas assim que forem desocupadas e antes da chegada dos próximos clientes. 

 

No lazer

  • Brinquedotecas devem permanecer fechadas. Podem ser incentivadas atividades ao ar livre, desde que respeitem o uso de máscara e a distância mínima recomendada de dois metros das outras pessoas.

 

  • Espreguiçadeiras, esteiras e mesas nas áreas de lazer também devem ter a distância mínima de dois metros umas das outras.

 

  • Orientar os hóspedes para que tenha aglomeração e para que os móveis sejam mantidos afastados uns dos outros.

Covid-19: o que fazer e o que evitar se for ao salão de beleza

O movimento de reabertura gradual do comércio em algumas cidades também inclui os salões de beleza e serviços de estética. A higiene e a segurança, que já eram itens de atenção nesse tipo de estabelecimento, agora devem ser reforçados e adaptados para reduzir ao mínimo o risco de contaminação pelo coronavírus. 

A infectologista e consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Camila Almeida, aponta algumas das medidas que os salões e também os clientes devem seguir para garantir atendimentos com segurança. Ela ressalta que a pandemia ainda não está controlada, e que a melhor prevenção continua sendo, se possível, ficar em casa e sair apenas quando for realmente necessário. 

Agendamentos 

Para poder controlar o fluxo, os estabelecimentos devem trabalhar apenas com horário agendado e pedir aos clientes que evitem chegar muito cedo ou se atrasarem, para não haver aglomeração nas salas de espera. Se você for ao salão, tente agendar um horário alternativo, que tenha menos clientes. 

De preferência, vá sozinho/a. Em casos que há necessidade de acompanhante, o ideal é levar apenas uma pessoa com você. Quem é do grupo de risco de covid-19 deve, por enquanto, evitar ir ao salão. 

O intervalo entre um cliente e outro deve ser suficiente para a higienização completa das estações de atendimento e dos utensílios. O mais indicado é que o cliente seja atendido apenas por um profissional por vez, ou seja, não é recomendado cortar o cabelo e fazer as unhas ao mesmo tempo, por exemplo. 

Os clientes devem evitar usar acessórios como anéis, brincos, pulseiras, gargantilhas, relógios e colares.

Proteção e higiene

As máscaras são de uso obrigatório para funcionários e clientes, que devem usá-las durante todo o período de permanência no estabelecimento. O profissional envolvido diretamente no atendimento deve utilizar protetor facial – higienizado periodicamente – ou a combinação de máscara e óculos. 

A depender do tipo de procedimento, recomenda-se também o uso de aventais, de preferência impermeáveis. As luvas usadas no atendimento devem ser trocadas a cada novo cliente, com a higienização das mãos antes de colocar o novo par. Os funcionários também devem usar touca descartável e manter as unhas cortadas.

Todos os processos de esterilização dos estabelecimentos devem ser atualizados de acordo com as orientações da vigilância sanitária.

No atendimento

A distância mínima entre as cadeiras dos clientes deve ser de dois metros. No caso de estações de trabalho em linha, deixar ao menos uma cadeira vazia entre duas em uso.

Os lenços usados devem ser descartados imediatamente em uma lixeira de acionamento sem as mãos. Após o descarte, lavar as mãos com água e sabão ou higienizá-la com álcool em gel 70% antes de continuar o trabalho.

Produtos como maquiagens devem ser fracionados em porções que serão usadas apenas no atendimento daquele cliente específico. Assim, evita-se que um pincel possivelmente contaminado toque o produto que será usado em outras pessoas. 

Em atendimentos que exigem contato físico, como massagens, os funcionários devem utilizar roupa branca, lavada diariamente com a utilização de água sanitária, ou jaleco de TNT descartável, que deve ser trocado a cada novo cliente. As macas também precisam ser devidamente higienizadas após cada atendimento. 

Profissionais e clientes que estiverem com sintomas como febre, tosse e dificuldade de respirar não devem ir ao salão até estarem saudáveis novamente. Se algum funcionário testar positivo para covid-19, os últimos clientes atendidos devem ser contatados e orientados a procurar uma unidade de saúde caso apresentem sintomas.

Saiba a diferença entre os testes para covid-19, quando é indicado fazer e qual é o mais preciso

Sorologia, PCR, IgA/IgM… Quem já pensou em fazer um teste de detecção da covid-19 se deparou com nomes e siglas que podem confundir e gerar muitas dúvidas. Abaixo, os especialistas da Rede Mater Dei de Saúde explicam como é feito cada exame, o grau de precisão de cada um e qual o teste mais adequado para cada situação. Confira: 

Quando fazer o exame 

O teste de detecção da covid-19 é indicado para pessoas que tiveram contato com casos suspeitos da doença. Deve ser realizado de 5 a 15 dias após o contato, caso a pessoa apresente sintomas, como sensação febril ou febre, coriza e dor de garganta, tosse ou dificuldade para respirar. O paciente deve se manter em observação clínica e com distanciamento social das outras pessoas entre 3 a 15 dias, de acordo com orientação médica.

Tipos de teste

PCR para coronavírus

Informa se você está infectado no momento. Com este exame é possível identificar e isolar os infectados, evitando que haja transmissão, e rastrear outras pessoas que tiveram contato com o paciente e que estão potencialmente contaminadas.

O resultado negativo não exclui a presença da infecção, e o positivo pode permanecer por mais de 15 dias em algumas pessoas. A amostra para exame é coletada com um cotonete no nariz e na garganta. O ideal é realizar o exame entre o 5º e o 10º dia com sintomas. O resultado pode sair em até 72 horas.

Sorologia

Existem dois grandes grupos de anticorpos: as imunoglobulinas das classes M (IgM) e G (IgG). Essas proteínas, fabricadas quando um agente infeccioso invade o corpo pela primeira vez, são uma forma de proteção natural. A sorologia é o exame capaz de detectar os níveis de anticorpos IgM e IgG ou IgA e IgG no sangue. O resultado deste teste indica se a pessoa já teve contato com o vírus SARS-CoV-2 e o sistema imunológico produziu os anticorpos contra a covid-19. 

  • IgG para coronavírus

O exame de IgG e anticorpos totais detecta se você foi infectado no passado e desenvolveu anticorpos contra o coronavírus. Os resultados positivos realmente indicam contato prévio com o vírus, mas não informam por quanto tempo a pessoa estará protegida. O exame é feito com uma amostra de sangue venoso e deve ser realizado a partir do 15º dia de sintomas. O resultado sai em até 72 horas.  

  • IgA e IgG para coronavírus

Este exame detecta anticorpos produzidos pelo organismo contra o coronavírus por métodos sorológicos, ou seja, se você está ou foi infectado pelo coronavírus no passado. É útil para identificar quem já tem imunidade ao novo coronavírus e o número de pessoas que foram infectadas na população de uma determinada região. 

Este teste ainda tem limitações, porque não está claro até o momento se os anticorpos são protetores nem quanto tempo dura a imunidade. Também não se sabe ainda qual valor ou tipo de anticorpo protege contra o coronavírus. 

Um teste negativo não afasta infecção passada nos primeiros dias de sintomas (até 10 dias), já um teste positivo isolado pode estar relacionado a outras infecções virais. A amostra para este exame também é de sangue venoso, que deve ser coletado a partir do 7º dia de sintomas. O resultado sai em até 3 dias.  

  • IgM/IgG para coronavírus e teste rápido

Identifica pessoas com imunidade ao vírus, mas pode acontecer de ser positivo na presença de outras infecções virais – logo, não define infecção. Também é feito com coleta de sangue venoso e deve ser realizado a partir do 7º dia de sintomas. O resultado sai no mesmo dia. 

#AnahpOrienta: como se proteger do coronavírus em atividades ao ar livre

Na última segunda-feira (13/7), a prefeitura de São Paulo permitiu a reabertura de alguns parques. Como a pandemia de covid-19 ainda não está controlada, esses locais voltam a funcionar com restrições de horário e de atividades – os esportes coletivos, por exemplo, estão vetados. E quem pretende voltar a fazer atividades físicas nos parques também deve seguir uma série de medidas para não colocar a própria saúde em risco, nem a dos outros. 

Em entrevista ao portal, o pneumologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo José Rodrigues Pereira explicou que os cuidados básicos para evitar a transmissão da doença continuam os mesmo: uso de máscara, higienização das mãos – se possível com álcool em gel – e manter o distanciamento social de pelo menos dois metros entre uma pessoa e outra.

Pereira ressalta que o ambiente aberto é mais indicado para a prática de atividades do que o fechado, para diminuir as chances de contágio. “Durante a atividade física, existe uma hiperventilação e essas gotículas [que podem transmitir o vírus] podem ser eliminadas numa distância maior. Além de ser muito comum tosse para eliminar secreções que, com a hiperventilação, ficam mais espessas por causa do ressecamento das mucosas das vias aéreas”, explica. 

Mas o especialista alerta que o risco de se contagiar ainda existe: “A máscara tem que ser utilizada tanto por quem está fazendo atividade física quanto por quem está apenas passeando em ambientes como os parques”.

Segundo Pereira, durante uma corrida, por exemplo, uma pessoa sem máscara pode eliminar gotículas que alcançam uma distância de até 10 metros. Por isso, o uso é obrigatório. E como as máscaras não previnem totalmente a eliminação de gotículas, também é importante manter o distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas que estão correndo ou caminhando.

Sobre o desconforto que algumas pessoas sentem ao fazer atividade física de máscara, o médico explica que o ideal agora é reduzir a carga do exercício, evitando aqueles que exijam uma alta performance do organismo. 

“Precisamos entender que a vida ainda não voltou ao normal, e os nossos hábitos têm que ser readequados para a realidade que estamos vivendo. Atividade física é importante para a saúde, sem dúvida nenhuma, mas ela precisa ser praticada com segurança. No caso, com utilização de máscara e com a redução da carga – tanto nas academias, em relação ao esforço que é feito em exercícios aeróbicos, musculação, quanto a céu aberto”, afirma Pereira.

Crianças e piqueniques

José Rodrigues Pereira reforça que a permissão para frequentar ambientes abertos não é sinônimo de que as aglomerações estão permitidas. “Claro que ambientes maiores permitem que mais pessoas utilizem o espaço, mas sempre é necessário cuidado com relação à utilização de máscara e manter uma distância segura”, afirma.

Para quem pretende levar as crianças aos parques, o médico afirma que os responsáveis precisam redobrar os cuidados e atenção. “Crianças pequenas têm dificuldade de usar máscara e o grau de compreensão dessa necessidade é completamente diferente da de um adulto”, afirma Pereira, ressaltando ainda o fato de que os pequenos podem ser portadores assintomáticos do vírus e levá-lo para casa. Ele frisa que, nesse período, não é indicado o uso de brinquedos coletivos e aparelhos de ginásticas de uso comum para adultos, e que o ideal é que fiquem lacrados.

Sobre os piqueniques, o especialista diz que esse tipo de atividade pode acontecer, desde que sejam tomadas todas as medidas de segurança. “O que eu recomendo é que reúna apenas pessoas de uma mesma família, que moram na mesma casa”, explica. Isto porque durante a refeição –  e isso vale para restaurantes e bares –, não é possível usar máscara e há objetos que são compartilhados, como garrafas, por exemplo.

“Há documentação científica provando que as superfícies são um grande ambiente para contágio. Ao reunir num piquenique pessoas de outro núcleos familiares pode haver alguém numa fase pré-sintomática ou assintomático que pode transmitir o vírus ao manipular determinados produtos.”

A orientação é para que a higiene das mãos seja reforçada e que a distância entre as pessoas seja respeitada. E que a máscara só seja retirada na hora de comer.

E para quem enxerga no início da reabertura gradual da cidades uma razão para relaxar também a prevenção, o pneumologista faz um alerta: “Seguir as medidas de segurança é fundamental para que possamos manter a liberdade de fazer determinadas atividades e tentar levar a vida o mais próximo possível do normal, ainda que mantendo os cuidados necessários”.  

Covid-19: como reduzir o risco de contágio na reabertura do comércio

Em algumas cidades do país, a reabertura gradual do comércio já começou. Porém, foi necessária a imposição de algumas restrições pelas prefeituras para garantir a segurança dos clientes que decidirem voltar a frequentar lojas e shoppings. 

Esses protocolos são necessários porque o país ainda não alcançou um patamar de controle da pandemia que permita a flexibilização total do isolamento social. Entre eles, estão restrições de horário de funcionamento e do fluxo de clientes – que variam de acordo com a região. 

A infectologista e consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Camila Almeida, indicou para o portal outras medidas que devem ser adotados por lojistas e clientes para redobrar o cuidado e evitar a transmissão do coronavírus nestes ambientes. Mas ela ressalta que a melhor forma de prevenção ainda é ficar em casa e sair somente quando for de fato necessário. 

  • O uso de máscara deve ser obrigatório para clientes e funcionários em todos os estabelecimentos;

 

  • Funcionários e clientes devem ter à disposição álcool em gel 70%, especialmente na entrada do comércio e nos caixas;

 

  • É preciso controlar o acesso de clientes para que o fluxo dentro da loja permita o distanciamento entre as pessoas;

 

  • O ideal é que os lojistas adotem maneiras de direcionar a circulação de pessoas no estabelecimento, como corredores unidirecionais, isolamento de algumas áreas e ajuste no fluxo de entrada e saída;

 

  • Estão proibidas atividades promocionais, eventos e campanhas que possam causar aglomerações;

 

  • Nos shoppings, ainda estão restritas atividades de entretenimento e para crianças;

 

  • Cestas e sacolas de compras devem ser higienizadas a cada uso;

 

  • Também é importante higienizar as embalagens de transporte das mercadorias; 

 

  • Recomenda-se que as lojas permitam e estimulem a realização dos pedidos pela internet, reduzindo assim o tempo que o cliente vai gastar na compra dentro da loja.

Como evitar a transmissão da covid-19 em bares e restaurantes

Na última segunda-feira (6), os bares e restaurantes da cidade de São Paulo puderam reabrir as portas após mais de 100 dias fechados. Como esta ainda é uma fase de flexibilização gradual, algumas condições foram determinadas, como fechamento às 17h, limite de ocupação em até 40% da capacidade e o máximo de seis pessoas por mesa.

Veja abaixo outras medidas que você e os estabelecimentos devem tomar para evitar a transmissão da covid-19, apontadas pela infectologista Camila Almeida, consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp). 

Vale lembrar que ainda não há vacina nem remédio comprovadamente eficaz contra o coronavírus e, por isso, a recomendação continua sendo ficar em casa sempre que possível, e sair o mínimo necessário. 

  • Todo mundo já sabe, mas não custa reforçar: use máscara! Se for ao bar ou restaurante, só tire na hora de comer. Os funcionários devem utilizar ainda outros equipamentos de proteção individual, como viseiras de acrílico e luvas.

 

  • Isso já valia antes da pandemia, e é ainda mais importante agora: sempre higienize as mãos antes de comer. E o ideal é que os estabelecimentos forneçam álcool em gel para clientes e funcionários. 

 

  • Os restaurantes podem adotar o sistema de reservas para controlar o fluxo e evitar aglomerações. 

 

  • Para permitir o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre os clientes, o número de mesas deve ser reduzido e assentos no balcão bloqueados. 

 

  • As mesas e cadeiras devem ser higienizadas após cada uso e troca de cliente.

 

  • O cardápio deve ser digital, em painel na parede ou em material que possa ser higienizado após o manuseio.

 

  • Os populares restaurantes self-service devem estabelecer um funcionário, devidamente paramentado com equipamentos de proteção individual, para servir os clientes no bufê, onde deve ser mantido o máximo de distanciamento possível.

 

  • Devem estar disponíveis para os clientes talheres descartáveis ou devidamente embrulhados, como alternativa aos talheres convencionais.

 

  • Sal e outros temperos devem ser oferecidos em sachês ou em porções individualizadas que chegam diretamente da cozinha para cada cliente.

 

  • Se o pagamento for em dinheiro e houver troco, recomenda-se que a devolução seja feita com o valor dentro de um saco plástico para não haver contato do dinheiro com as mãos.

Volta ao escritório: como manter o coronavírus longe do ambiente de trabalho

Algumas cidades iniciaram a reabertura gradual de empresas, e parte da população está retornando aos poucos ao trabalho nos escritórios. Mas, como o coronavírus ainda está circulando e não há vacina nem medicamento comprovadamente eficaz contra a covid-19, a rotina trabalho será bem diferente do que era antes da pandemia.

A infectologista e consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Camila Almeida, explica quais são essas orientações para empresas e profissionais se prevenirem e deixarem o coronavírus longe do ambiente de trabalho. Confira abaixo: 

Manter o distanciamento social

Como a distância física entre as pessoas ainda é a medida mais eficaz para evitar a transmissão do coronavírus, a preferência deve ser pelo trabalho remoto sempre que possível. A recomendação vale, especialmente, para profissionais que estão no grupo de risco para covid-19 ou que moram ou cuidam de pessoas mais vulneráveis – idosos, doentes crônicos, gestantes de alto risco, diabéticos e pessoas com imunidade baixa. 

Para quem precisa voltar ao escritório e utiliza o transporte público, a orientação para as empresas é flexibilizar o horário de entrada e saída, para que os funcionários não tenham que circular nos períodos de pico, quando ônibus e trens estão mais cheios. 

No convívio dentro do escritório, a distância mínima entre as pessoas deve ser de pelo menos um metro. Isso pode pedir a reorganização das estações de trabalho, dos espaços de uso comum, do acesso e circulação, demarcando os espaços que precisam ficar vazios. 

Se o espaço não permitir o distanciamento de um metro entre as estações de trabalho, é necessária a instalação de barreiras físicas, como divisórias transparentes ou uso de viseiras tipo face shield.

As salas também devem ficar mais ventiladas, deixando, sempre que possível, as janelas abertas para a circulação do ar. Manter as portas abertas vai evitar o toque nas maçanetas. Ainda é fundamental evitar a aglomeração de pessoas, por isso a preferência por reuniões virtuais, por telefone ou videoconferência, deve ser mantida.

Os profissionais devem relatar para a empresa qualquer sintoma sugestivo de covid-19 (febre, tosse, coriza, dor no corpo, dor de cabeça, perda de olfato ou paladar). E a indicação é que o home office seja adotado até que o diagnóstico seja esclarecido – se for confirmado, é importante respeitar o afastamento de 14 dias, seguindo as orientações médicas.

Higiene e uso de máscaras

As medidas de higiene, que são necessárias também fora do ambiente de trabalho, devem ser reforçadas para reduzir o risco de contágio dentro da empresa:

  • Evitar tocar nos olhos, boca e nariz
  • Não ter contato físico, como aperto de mãos, abraços ou beijos
  • Ao tossir ou espirrar, cobrir o rosto com um lenço de papel descartável ou com o braço flexionado 
  • Lavar as mãos antes do início do trabalho, após tossir, espirrar, usar o banheiro, tocar em objetos de uso comum, dinheiro, antes das refeições, após tocar lixo, restos e sobras.

É importante que o álcool em gel esteja disponível para todos, na entrada do escritório, nas áreas comuns e, se possível, em todas as estações de trabalho, assim como borrifadores de álcool 70% para que os profissionais possam fazer a limpeza de telefones, mesa e teclados quando acharem necessário. É recomendada a higiene desses itens pelo menos duas vezes por turno de trabalho.

Outra ação importante é o uso correto das máscaras. É importante lembrar que as máscaras não reduzem ou substituem a necessidade das medidas de higiene e distanciamento.

A recomendação é ficar de máscara de tecido durante o turno de trabalho. Ela só pode ser retirada caso o profissional esteja sozinho no ambiente. Caso haja necessidade de qualquer aproximação mínima de 1 metro, é preciso usar máscara. 

Vale lembrar que as máscara de pano devem ser trocadas a cada 3 horas ou se estiverem úmidas. Aferir a temperatura dos funcionários na entrada pode ser uma medida a mais de segurança e deve ser realizada com termômetro digital, evitando o contato. 

Alimentação 

É importante controlar o número de pessoas nas copas e áreas de café, já que são locais onde as pessoas estarão sem máscaras por causa da alimentação. O número mínimo vai depender do tamanho dos espaços para que o distanciamento seguro seja respeitado. Se não for possível manter distância de ao menos um metro de outra pessoa, então o indicado é que seja permitida a permanência de apenas uma pessoa por vez.

É indicado que as empresas também tenham nesses espaços borrifadores com álcool em gel para que seja feita a higiene das mesas e de áreas muito tocadas, como o display do micro-ondas. Após as refeições, o ambiente deverá ser higienizado, assim como cadeiras e mesas.  

Já os funcionários devem observar os seguintes cuidados durante a refeição: não compartilhar talheres, pratos ou copos e nem alimentos. Cuidado também com as embalagens que chegam de fora. Elas devem ser removidas e descartadas antes de armazenar os produtos no local de trabalho.

Não é recomendado o uso de bebedouros nos quais é preciso beber água diretamente com a boca. O ideal é que as empresas removam ou lacrem esses equipamentos. Se o bebedouro for acionado por botões ou torneiras, a orientação é sempre higienizar as mãos antes e depois do contato. E vale ressaltar que o uso dos copos deve ser individual.

Banheiros

As empresas devem garantir a limpeza frequente dos banheiros e realizar o controle de acesso, com orientação aos funcionários sobre a restrição do número de pessoas ao mesmo tempo dentro do ambiente. 

Evite tocar diretamente maçanetas das portas – se possível, tente abri-las com o cotovelo – e sempre lave as mãos com água e sabão depois de ir ao banheiro.

Doenças cardíacas: atendimentos diminuem e medo da covid-19 pode impactar nas taxas de mortalidade

Os hospitais que atendem pacientes cardiopatas registraram queda nas demandas de urgência com a chegada da pandemia de covid-19. O medo de se infectar ao procurar ajuda médica é uma das razões apontadas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Porém, a demora desses pacientes em buscar atendimento nas emergências é uma postura arriscada e que pode refletir no aumento da mortalidade desse tipo de doença, que é uma das que mais mata no país, segundo o presidente da SBC, Marcelo Queiroga.

Em entrevista ao portal, Queiroga aponta os sintomas que precisam de assistência médica imediata, e que devem ser observados pelos pacientes. “É a hora, também, de todos se atentarem para a prevenção, adotando uma alimentação balanceada, eliminando o tabagismo e reduzindo o sedentarismo”, completa. Leia a entrevista completa abaixo:

Houve redução de atendimento a pacientes cardiopatas pelo medo de irem aos hospitais por causa da covid-19?

Marcelo Queiroga: A pandemia do novo coronavírus tem reduzido atendimentos cardiológicos de urgência em o todo o país. Somente no hospital em que atuo, na Paraíba, costumávamos atender 16 mil pacientes por mês na emergência. Hoje, não ultrapassamos 3 mil atendimentos mensais.

No Instituto do Coração (Incor), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), uma das principais referências de serviços de saúde do Brasil, a redução das angioplastias primárias em março deste ano foi de 50%, quando comparada com o mesmo período de 2019. A média mensal é de 40 casos; mas nos primeiros 13 dias de abril, apenas nove procedimentos foram realizados. 

Esses dados são um indicativo de que podemos ter impacto nas taxas de mortalidade. Ainda não há informações consolidadas e nem uma explicação única sobre essa diminuição. As hipóteses vão desde a possibilidade de estar havendo, de fato, uma diminuição das ocorrências, até a teoria mais plausível, de que as pessoas estão retardando a busca por socorro durante a pandemia, o que pode agravar o quadro cardíaco ou levar à morte repentina em casa. Há também a hipótese dos riscos competitivos.

O fato é que as pessoas não estão chegando às emergências, mas vão continuar morrendo de causas cardíacas. A covid-19 é um fator complicador. O medo pode atrasar a busca por socorro e complicar as doenças cardiovasculares agudas e crônicas.

Quais as consequências futuras para estes pacientes que estão deixando de procurar assistência agora por medo do coronavírus?

Marcelo Queiroga: A demora dos pacientes portadores de doenças cardiovasculares em buscar atendimento nas emergências pode refletir em aumento da mortalidade. Ao procurar ajuda somente na última hora, esses pacientes assumem uma postura considerada arriscada para quem tem a doença que mais mata no país. O problema é grave porque essas doenças, principalmente o infarto, foram responsáveis por cerca de 30% de todas as mortes em 2017, segundo divulgamos em nosso Cardiômetro. Foram 383.961 óbitos por doença cardiovascular naquele ano no Brasil. É um problema de saúde pública que agora é agravado pela pandemia de covid-19, especialmente pelos riscos competitivos.

Quais sintomas não podem ser ignorados por pacientes cardiopatas e que são sinal de que precisam buscar ajuda médica imediatamente?

Marcelo Queiroga: A dor ou desconforto na região do peito, podendo irradiar para as costas, rosto, braço esquerdo e, mais raramente, o braço direito, é o principal sintoma do infarto. Esse desconforto costuma ser intenso e prolongado, acompanhado de sensação de peso ou aperto sobre tórax, com suor frio, palpitações, palidez e vômitos. 

Os portadores de doenças cardiovasculares precisam procurar o médico e as emergências, como faziam anteriormente à pandemia, caso tenham esses sinais de alerta para o infarto do miocárdio. A demora em procurar o atendimento médico de emergência pode levar à morte.

Como os pacientes podem seguir com seus tratamentos em segurança?

Marcelo Queiroga: É muito importante que os pacientes cardiopatas tomem todos os cuidados para evitar a infecção pelo novo coronavírus, já que a letalidade da covid-19 é maior quando há essa comorbidade. Além disso, eles jamais devem abandonar seus tratamentos, mantendo o uso regular de seus medicamentos conforme prescrição médica e fazendo mudanças apenas com orientação, uma vez que a suspensão abrupta dos esquemas terapêuticos em uso pode causar instabilidade clínica e desfechos adversos. É a hora, também, de todos se atentarem para a prevenção, adotando uma alimentação balanceada, eliminando o tabagismo e reduzindo o sedentarismo.

Os pacientes cardíacos são portadores de doenças crônicas e se, porventura, contrair a infecção pelo novo coronavírus, também devem continuar tomando os medicamentos que utilizam para o tratamento da doença cardíaca. Só deve fazer modificação com orientação do seu médico.    

Como os hospitais têm garantido a segurança dos atendimentos não-covid?

Marcelo Queiroga: Os atendimentos de urgência e emergência nos hospitais e unidades de saúde continuam normais em todas as especialidades. Este tipo de atendimento não pode parar. Uma mudança importante nos hospitais e unidades de saúde foi a separação dos pacientes com sintomas respiratórios dos demais. A classificação deve ser feita logo na porta de entrada, onde um profissional deve oferecer máscara e direcionar os pacientes com sintomas respiratórios para uma área isolada.

Já os pacientes sem sintomas respiratórios devem ser direcionados para outra sala para receber atendimento e outros procedimentos, sem cruzar com os que têm sintomas respiratórios. Dessa forma, busca-se proteger os pacientes, proporcionar o atendimento mais eficiente e mais seguro a todos e garantir que as pessoas não fiquem sem assistência ou acompanhamento médico por medo da pandemia.

#SuaSaúdeNaPandemia: sintomas de nariz e garganta que precisam de atenção médica

Por causa da pandemia, muitas pessoas pensam duas vezes antes de procurar o hospital quando notam que algo não vai bem na saúde. Para sintomas gripais e relacionados à covid-19, é importante, sim, observar a evolução do quadro em casa e procurar atendimento médico se os sintomas se agravarem – além de febre, falta de ar e tosse, vale também observar se há perda de olfato e paladar.

Mas há outros sinais relacionados a nariz e garganta que, se não forem tratados rapidamente, podem representar um risco maior para o paciente. Abaixo você confere uma lista de sintomas elaborada pelos especialistas em otorrinolaringologia da Rede Mater Dei (MG) que são um sinal de que é preciso ir ao hospital: 

  • Dor de garganta com mais de dois dias de evolução com febre
  • Secreção amarelada no nariz por mais de sete dias
  • Rouquidão por mais de cinco dias ou com falta de ar
  • Sangramento nasal
  • Corpo estranho no ouvido e/ou nariz
  • Dor nos dois ouvidos
  • Perda da audição de início súbito
  • Dor de ouvido com febre em menores de 2 anos de idade
  • Paralisia da musculatura da face
  • Inchaço ou vermelhidão na região ao redor dos olhos
  • Tonteira de início repentino
  • Inchaço da orelha com ou sem dor

 

Sintomas que não podem esperar

A vice-presidente assistencial e operacional da Rede, Márcia Salvador Géo, alerta que nem tudo o que é eletivo na saúde pode, necessariamente, ser adiado. “Temos recebido em nossos prontos-socorros pacientes com doenças em estágio avançado e que se agravam devido à demora em vir para o hospital por medo de uma possível contaminação por coronavírus. Cirurgias adiadas também trazem risco de uma deterioração do quadro clínico, com um risco maior para o paciente. E aqui vai outro alerta: nem tudo que é eletivo pode ser adiado”, afirma. 

A médica ressalta que a Rede Mater Dei de Saúde criou fluxos diferentes nos seus hospitais para receber cada tipo de paciente. São entradas e elevadores diferentes, guichês de atendimento, protocolos ainda mais rígidos, tudo para que os clientes tenham a segurança necessária e qualidade no atendimento, afirma Márcia Salvador. 

“Hoje, os hospitais já têm protocolos e fluxos separados para pacientes com sintomas gripais, casos suspeitos e/ou confirmados do coronavírus, além de outros fluxos para quem precisa frequentar o hospital”, explica. 

“Na prática, são entradas e espaços físicos e equipes de atendimento separados. Com certeza, hoje, não há risco de contágio intra-hospitalar nas unidades da Rede Mater Dei de Saúde. Sem dúvida, vir a um hospital é mais seguro do que a maioria dos ambientes comerciais e sociais. Aqui, além da separação total de casos suspeitos ou positivos, toda a comunidade usa máscara cirúrgica ou N95 e tem álcool gel acessível em todos os locais”, completa.

Outras ferramenta que a Rede tem usado no atendimento aos seus pacientes é a Telemedicina Mater Dei, que possibilita a realização de consultas e orientação com clínico geral, ginecologista, obstetra e pediatra pela internet.

#SuaSaúdeNaPandemia: sintomas pós-queda que precisam de assistência pediátrica

Com os filhos o tempo todo em casa devido ao isolamento social, os pais precisam redobrar a atenção para evitar acidentes. E se a criança sofrer uma queda é preciso ficar de olho em alguns sintomas que possam aparecer e não exitar em buscar ajuda médica se for preciso – ainda que em meio à pandemia.

Durante esse período, algumas famílias têm evitado ir ao pronto-socorro por medo da Covid-19. Um dos maiores centros pediátricos do país, o Sabará Hospital Infantil (São Paulo) aponta uma queda de 75% nos atendimentos de emergência em abril, e o supervisor do pronto-socorro do hospital, Thales Araújo de Oliveira, alerta para situações em que adiar a busca por atendimento pode significar um risco maior para a saúde da criança. 

Quando o assunto é queda, é indicado que os pais não exitem em procurar o médico se aparecerem alguns dos sintomas abaixo: 

  • Sonolência, vômitos, dor de cabeça, abatimento ou qualquer anormalidade após o tombo;
  • Cortes grandes e/ou com muita perda de sangue;
  • Trauma ou torção que evolui com dor, aumento de volume e/ou deformidade dos ossos e articulações;
  • Infecção da articulação, apresentando dor, dificuldade em caminhar, febre, dificuldade para mover um membro ou prostração;
  • Infecções de origens dentárias e traumas na face devido a acidentes domésticos.

 

Segurança no fluxo de atendimento  

Para garantir a segurança de todos os pacientes, o Sabará mudou os fluxos de pronto-socorro, separando as crianças com sintomas respiratórios e não respiratórios. Além disso, os funcionários também passam por triagem ao entrarem no hospital para trabalhar, com verificação de temperatura e resposta a questionário. 

Assim, as famílias podem ficar mais tranquilas em relação à segurança de seus filhos ao visitar o Sabará. “Todo este cuidado e treinamento com os funcionários resulta também em mais segurança aos nossos pacientes”, afirma Thales.

 O Sabará opera segundo o conceito de “Children’s Hospital”, modelo assistencial que conta com expertise de alta complexidade em todas as especialidades pediátricas e atua com equipe multiprofissional integrada de alta capacidade resolutiva na atenção à criança.

Além de ser referência nacional em qualidade e segurança assistencial para tratamento de crianças, também está entre os melhores hospitais exclusivamente pediátricos segundo a revista chilena América Economia em 2019.