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Como a pandemia pode afetar a saúde mental das crianças

Crianças também podem sofrer com o isolamento e as incertezas do período da pandemia de covid-19, pois têm na rotina e na interação social pilares de seu desenvolvimento. O portal entrevistou o psicólogo do Hospital Pequeno Príncipe (Curitiba-PR), Bruno Mader, que falou das possíveis consequências da pandemia para a saúde mental das crianças e como os pais podem identificar sinais de depressão e ansiedade nos filhos. Confira:

Como o isolamento pode afetar saúde mental de crianças?
A rotina está diretamente ligada ao desenvolvimento das funções cognitivas e à organização psíquica das crianças. Quando temos interrupções bruscas nessa rotina, isso atrapalha um pouco o desenvolvimento e é preciso buscar uma reorganização – o que dá um certo trabalho. No começo da pandemia, eram comuns relatos de pais dizendo que a criança regrediu, ficou mais irritada, mais respondona ou mais quietinha.
As crianças também se desenvolvem no contato com adultos, que não sejam os pais, e com outras crianças. No convívio entre as crianças, as noções de regras e de convivência são diferentes, pois não têm a mediação do adulto. E ali elas vão vivenciar mais situações imprevistas. Isso é muito importante para que percebam seus limites e as consequências das suas ações. A criança também precisa de um espaço de vivência longe dos pais para poder experimentar coisas e desenvolver uma certa autonomia. Com a pandemia, elas estão privadas disso tudo.

Nas crianças, ansiedade, depressão e estresse se manifestam da mesma maneira que nos adultos?
Não, é diferente. De modo geral, elas ficam um pouco mais infantilizadas. No seu desenvolvimento, a criança começa a coordenar novas formas de ver o mundo – o que é um pouco fascinante e, ao mesmo tempo, assustador. Então, quando isso fica muito assustador, elas dão um passo atrás no desenvolvimento, para uma fase que ela já conhecia. Vai ser comum voltar a fazer xixi na calça, começar a ficar infantilizada, irritada, respondona, ficar agarrada e pedindo colo para os pais.

Quais seriam os sinais de alerta para os pais de um possível quadro de depressão ou ansiedade?
Precisamos observar quando tem uma mudança de comportamento com relação a como a criança é normalmente. Se ela é uma criança falante e passa a ficar quietinha demais, a gente tem um problema. Se é uma criança um pouco mais quieta, mais organizada, mais introspectiva, mas deixa de fazer essas coisas, aí a gente pode ter um problema também. Vamos pensar nessa coisas que ela fazia e deixa de fazer, e comportamentos de manha ou de mudanças nos hábitos alimentares, de ir ao banheiro e de sono. Esse tipo de coisa deve chamar a atenção dos pais.

Quando identificado algum desses sinais, o que os pais devem fazer?
Primeiramente, tentar descobrir o que causou essas mudanças no comportamento: se foi o isolamento da pandemia ou se há alguma outra coisa acontecendo. Em seguida, os pais devem pensar em atividades que sejam prazerosas e estimulantes para a criança. Claro que existem as atividades de lazer, brincadeiras em casa, desenhar etc. Mas temos que lembrar que nem toda atividade precisa ser de distração, de entretenimento – porque os pais, obviamente, não são animadores de plateia, eles são pais.
Uma coisa que ajuda é estabelecer com o filho pequeno os horários. Tem o horário dos pais trabalharem e o horário de estar junto. No horário de brincar e estar junto, os pais devem largar o celular, o computador e ficar com os filhos, para garantir esse tempo com eles.
Também pode pedir para o filho ajudar a lavar a louça, por exemplo, para poder estar perto dos pais. Se vão limpar a casa, dar alguma atividade simples para as crianças. Aqui, mais importante do que o resultado é o processo de integrar os filhos nessa nova rotina dentro de casa. Assim, eles poderão se orientar e se educar sobre os horários: quando podem estar junto dos pais e quando não, o horário que podem demandar e o horário que o pai ou a mãe não vão responder.

Como os pais podem ajudar os filhos a passar por esse período de isolamento e incerteza?
Além de criar uma nova rotina para as crianças dentro desse contexto novo, é importante observar que elas vão precisar de atividade física, mesmo que você more em um apartamento. Pular corda, dar uma volta na quadra, ir a uma praça mais isolada – é importante para elas gastarem energia. E misturar isso com atividades projetivas: desenho, pintura, contar histórias.
O celular e a TV podem ser aliados nesse processo, mas eles não devem ter exclusividade dentro da nova rotina. É preciso existir outras possibilidades de atividade para o tempo que a criança terá enquanto os pais estão trabalhando, por exemplo. É importante também conhecer o que o filho ou a filha está acessando. Os pais precisam ajudar na escolha dos desenhos, por exemplo, pois uma criança ainda não tem maturidade para isso, especialmente dentro do universo de ofertas da internet.

O efeito silencioso da covid-19: como a pandemia tem afetado a saúde mental dos brasileiros

Entre os impactos da covid-19 na população, a questão da saúde mental acende alerta entre os especialistas. Pesquisa realizada pelo Instituto de Psicologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) mostra que os casos de depressão praticamente dobraram durante a pandemia.

Já os sintomas de ansiedade e estresse aumentaram 80% diante do isolamento, da preocupação com a saúde e das incertezas sobre o trabalho, por exemplo. Para os pesquisadores, os resultados sugerem um agravamento preocupante dos problemas de saúde mental na população. 

No estudo da UERJ, foram entrevistadas 1.460 pessoas em 23 estados brasileiros sobre seu comportamento desde do início do isolamento, necessário para tentar conter o novo coronavírus. Profissionais da saúde e aqueles que continuaram saindo para trabalhar durante a quarentena foram mais propensos a desenvolver problemas de saúde mental. O estudo também concluiu que as mulheres foram mais afetadas.

Por outro lado, a pesquisa mostrou que houve menos estresse e ansiedade entre os entrevistados que recorreram à psicoterapia via internet. O mesmo aconteceu com aqueles que puderam praticar atividades aeróbicas, em comparação com os entrevistados que não fizeram nenhuma atividade física ou apenas atividades de força. 

Especialistas afirmam que cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física, porque estresse, depressão e ansiedade afetam diretamente o sistema imunológico. A recomendação é procurar ajuda profissional assim que forem notados os primeiros sinais de desânimo e pensamentos negativos. 

Mas, no meio dessa nova rotina, como saber se estou deprimido/a, ansioso/a ou estressado/a? Acompanhe a nossa nova série aqui no portal e veja a orientação de especialistas dos hospitais membros da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados) para identificar os sinais de transtornos mentais e também formas de manter o equilíbrio diante de situações de incerteza e estresse. Siga as nossas redes sociais para não perder nenhuma publicação: 

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#AnahpOrienta: os cuidados exigidos das academias que voltarem a funcionar na pandemia

Com o início da retomada econômica e atividades comerciais, em algumas cidades brasileiras a reabertura das academias foi permitida. Por serem ambientes compartilhados e com muitas superfícies de contato coletivo, o funcionamento está sujeito a várias medidas restritivas de horário e capacidade. Em São Paulo, por exemplo, o governo permite que as academias fiquem abertas por 6 horas diárias, funcionando com apenas 30% da capacidade e realizando somente treinos individuais e com horário agendado.

A infectologista e consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Camila Almeida, aponta alguns dos protocolos exigidos das academias que voltarem a funcionar nesta fase de reabertura gradual. 

Como o coronavírus segue circulando e, portanto, ainda não é possível flexibilizar totalmente o isolamento social, a especialista ressalta que a melhor forma de prevenção ainda é ficar em casa e sair somente quando for necessário.

Medidas de segurança contra o coronavírus nas academias: 

  • O uso de máscara é obrigatório em todos os ambientes, exceto durante as atividades aquáticas.
  • O espaço de exercício de cada aluno deve estar demarcado no piso nas áreas de treino.
  • No máximo 50% dos armários e aparelhos de cardio devem ser usados, com um distanciamento mínimo de 1,5 metro entre o que estiver em uso.
  • A higienização de equipamentos e objetos da academia deve ser feita antes e depois que cada cliente usar.
  • Nas áreas de musculação e peso livre, deve haver kits de limpeza em pontos estratégicos, com toalhas de papel e produtos específicos para higienização de equipamentos de treino como colchonetes, halteres e máquinas – antes e depois de cada uso.
  • A limpeza feita pelos funcionários deve ser realizada pelo menos três vezes ao dia.
  • Bebedouros e chuveiros ficam desativados nesta fase. 
  • A água das piscinas deve ser renovada regularmente.
  • Os clientes devem agendar horário para ir à academia. Recomenda-se que o estabelecimento oriente os cliente a malhar em horários alternativos, mais vazios. 

 

#AnahpOrienta: covid-19 no inverno e a importância da vacina contra gripe

Com a chegada do inverno, começam a circular os vírus respiratórios mais comuns a esta época do ano. No contexto da pandemia, essas doenças podem ser confundidas com a covid-19 por terem sintomas bem parecidos – o que torna a vacinação contra a gripe ainda mais importante.

“Pelo medo de ir ao posto de saúde durante a pandemia, a cobertura vacinal despencou, principalmente no grupo de risco”, afirma a infectologista e consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) Camila Almeida.

Apesar de não ter eficácia contra o coronavírus, a vacina contra influenza ajuda os profissionais de saúde na hora de avaliar um diagnóstico suspeito de covid-19, além de reduzir a procura por serviços de saúde no inverno. Febre, tosse e dificuldade para respirar são exemplos de sintomas comuns da gripe e da covid-19. 

Covid no inverno

O pneumologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo José Rodrigues Pereira explica que a redução das temperaturas e da umidade relativa do ar, típicas do inverno, criam um ambiente favorável para a estabilidade e replicação do coronavírus e também do vírus da influenza. 

“Há ainda a questão comportamental. É muito comum no inverno as pessoas ficarem em ambientes fechados, pouco arejados, para que se mantenha uma temperatura agradável. Com janelas e portas fechadas, o ar circula menos e, se tiver o vírus neste ambiente, a chance da pessoa se infectar é maior”, explica. 

Pereira aponta também um fator imunológico: quando nós estamos expostos ao frio sem a devida proteção, existe uma pequena e transitória queda da imunidade que favorece com para que o vírus se fixe na via aérea, se replique e possa causar um processo infeccioso. 

Sintomas e prevenção

Coordenador da Pediatria da Rede Mater Dei de Saúde, Luís Fernando Carvalho explica a diferença dos sintomas de resfriado e gripe. “O resfriado comum caracteriza-se por sintomas de infecção de vias aéreas superiores causado por infecção viral, com sintomas como coriza, febre baixa, bom estado geral. Já a gripe, apresenta-se com acometimento do estado geral, com prostração, dor no corpo, febre e tosse, podendo evoluir para pneumonia com cansaço para respirar.”

“Principalmente nas crianças, a avaliação médica no pronto-socorro é recomendada sempre que houver prostração, cansaço para respirar ou piora do estado geral. Crianças com doenças crônicas como asma, anemia falciforme, câncer, diabetes, entre outras, também devem ser avaliadas na presença de infecção respiratória.” 

A prevenção da covid-19 e de outras doenças respiratórias típicas do inverno passa pela higiene frequente das mãos e de tudo o que chegar da rua com água e sabão ou álcool em gel. Carvalho também reforça a necessidade do uso de máscara, inclusive por crianças acima de 2 anos. 

 Mais do que nunca, o momento é de manter os ambientes limpos e umidificados, evitar aglomerações, locais fechados e beber bastante água. Também é importante não ter contato com pessoas doentes. Outras ações simples, mas igualmente relevantes, são a alimentação saudável e a prática de exercícios, que fortalecem a imunidade do organismo.

#AnahpOrienta: conheça os cuidados relacionados ao coronavírus para hotéis e hóspedes

Alguns destinos turísticos do Brasil começam a se preparar para voltar a receber visitantes. Com medidas sanitárias que garantam uma estadia segura ao hóspede e algumas restrições de ocupação e atividades, os hotéis buscam se adequar à nova rotina imposta pelo coronavírus. 

Vale ressaltar que a pandemia ainda não está controlada, e que o ideal é esperar um pouco mais para viajar. A infectologista e consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Camila Almeida, aponta os protocolos necessários para reduzir os riscos de contaminação e também as ações que cabem aos hóspedes para contribuir para a segurança de todos.

 

Na recepção

  • Os hotéis devem medir a temperatura dos hóspedes na chegada. O uso de máscara é obrigatório para clientes e funcionários em todas as dependência do estabelecimento.

 

  • Deve-se dar atendimento preferencial a quem é do grupo de risco para covid-19, como idosos, grávidas, hipertensos, asmáticos, cardiopatas e diabéticos. 

 

  • Na chegada, o hóspede deve ser informado de todos os protocolos sanitários, bem como informar o hotel sobre sua condição de saúde, indicando se está dentro do grupo de risco e se possui plano de saúde.

 

  • Os manobristas devem higienizar volante, botões, maçaneta, sensor/chave do carro antes de dirigir o veículo e na entrega ao cliente. Também higienizar as mãos antes e depois de cada carro manobrado, além de usar máscara.

 

  • O mensageiro deve higienizar a alça da mala, o puxador do zíper e o cadeado/lacre antes e depois de realizar a entrega.

 

  • O cartão-chave deve ser devidamente higienizado ao ser recebido e antes de ser reutilizado. No check-out, recomenda-se que o cartão seja depositado em um local específico, reduzindo o contato do recepcionista com o hóspede. 

 

No quarto

  • Oferecer ao hóspede um extenso pacote de produtos no frigobar, reduzindo assim a necessidade de reabastecimento e a presença de funcionários no quarto.

 

  • Na realização de serviço de quarto, o garçom/copeiro deve entregar a bandeja na porta e não entrar no quarto.

 

  • As bandejas devem estar cobertas para proteger os alimentos durante o transporte até o quarto. 

 

  • Ao terminar a refeição, o hóspede deve deixar os utensílios do lado de fora do quarto para serem recolhidos.

 

  • Ao final da estadia, deverá ser realizada limpeza e desinfecção completa do quarto antes da entrada de novo hóspede.

 

Nos restaurantes

  • Recomenda-se substituir o esquema de buffet pelo serviço de mesa, para que os alimentos não fiquem expostos no ambiente. Comidas e bebidas devem ser entregues no ato de consumo do hóspede na mesa, servidos de forma empratada ou em pequenas porções individuais. 

 

  • Os talheres devem ser entregues junto com o prato ou embalados individualmente. Para temperos, usar sachês descartáveis.

 

  • Nos serviços de coffee-break, devem ser considerados kits individuais para reduzir o contato de pessoas próximas às mesas de serviço.

 

  • Restaurantes com espaço reduzido devem trabalhar com reserva de horários.

 

  • Retirar todos os utensílios e fazer a higienização das mesas assim que forem desocupadas e antes da chegada dos próximos clientes. 

 

No lazer

  • Brinquedotecas devem permanecer fechadas. Podem ser incentivadas atividades ao ar livre, desde que respeitem o uso de máscara e a distância mínima recomendada de dois metros das outras pessoas.

 

  • Espreguiçadeiras, esteiras e mesas nas áreas de lazer também devem ter a distância mínima de dois metros umas das outras.

 

  • Orientar os hóspedes para que tenha aglomeração e para que os móveis sejam mantidos afastados uns dos outros.

Covid-19: o que fazer e o que evitar se for ao salão de beleza

O movimento de reabertura gradual do comércio em algumas cidades também inclui os salões de beleza e serviços de estética. A higiene e a segurança, que já eram itens de atenção nesse tipo de estabelecimento, agora devem ser reforçados e adaptados para reduzir ao mínimo o risco de contaminação pelo coronavírus. 

A infectologista e consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Camila Almeida, aponta algumas das medidas que os salões e também os clientes devem seguir para garantir atendimentos com segurança. Ela ressalta que a pandemia ainda não está controlada, e que a melhor prevenção continua sendo, se possível, ficar em casa e sair apenas quando for realmente necessário. 

Agendamentos 

Para poder controlar o fluxo, os estabelecimentos devem trabalhar apenas com horário agendado e pedir aos clientes que evitem chegar muito cedo ou se atrasarem, para não haver aglomeração nas salas de espera. Se você for ao salão, tente agendar um horário alternativo, que tenha menos clientes. 

De preferência, vá sozinho/a. Em casos que há necessidade de acompanhante, o ideal é levar apenas uma pessoa com você. Quem é do grupo de risco de covid-19 deve, por enquanto, evitar ir ao salão. 

O intervalo entre um cliente e outro deve ser suficiente para a higienização completa das estações de atendimento e dos utensílios. O mais indicado é que o cliente seja atendido apenas por um profissional por vez, ou seja, não é recomendado cortar o cabelo e fazer as unhas ao mesmo tempo, por exemplo. 

Os clientes devem evitar usar acessórios como anéis, brincos, pulseiras, gargantilhas, relógios e colares.

Proteção e higiene

As máscaras são de uso obrigatório para funcionários e clientes, que devem usá-las durante todo o período de permanência no estabelecimento. O profissional envolvido diretamente no atendimento deve utilizar protetor facial – higienizado periodicamente – ou a combinação de máscara e óculos. 

A depender do tipo de procedimento, recomenda-se também o uso de aventais, de preferência impermeáveis. As luvas usadas no atendimento devem ser trocadas a cada novo cliente, com a higienização das mãos antes de colocar o novo par. Os funcionários também devem usar touca descartável e manter as unhas cortadas.

Todos os processos de esterilização dos estabelecimentos devem ser atualizados de acordo com as orientações da vigilância sanitária.

No atendimento

A distância mínima entre as cadeiras dos clientes deve ser de dois metros. No caso de estações de trabalho em linha, deixar ao menos uma cadeira vazia entre duas em uso.

Os lenços usados devem ser descartados imediatamente em uma lixeira de acionamento sem as mãos. Após o descarte, lavar as mãos com água e sabão ou higienizá-la com álcool em gel 70% antes de continuar o trabalho.

Produtos como maquiagens devem ser fracionados em porções que serão usadas apenas no atendimento daquele cliente específico. Assim, evita-se que um pincel possivelmente contaminado toque o produto que será usado em outras pessoas. 

Em atendimentos que exigem contato físico, como massagens, os funcionários devem utilizar roupa branca, lavada diariamente com a utilização de água sanitária, ou jaleco de TNT descartável, que deve ser trocado a cada novo cliente. As macas também precisam ser devidamente higienizadas após cada atendimento. 

Profissionais e clientes que estiverem com sintomas como febre, tosse e dificuldade de respirar não devem ir ao salão até estarem saudáveis novamente. Se algum funcionário testar positivo para covid-19, os últimos clientes atendidos devem ser contatados e orientados a procurar uma unidade de saúde caso apresentem sintomas.

Saiba a diferença entre os testes para covid-19, quando é indicado fazer e qual é o mais preciso

Sorologia, PCR, IgA/IgM… Quem já pensou em fazer um teste de detecção da covid-19 se deparou com nomes e siglas que podem confundir e gerar muitas dúvidas. Abaixo, os especialistas da Rede Mater Dei de Saúde explicam como é feito cada exame, o grau de precisão de cada um e qual o teste mais adequado para cada situação. Confira: 

Quando fazer o exame 

O teste de detecção da covid-19 é indicado para pessoas que tiveram contato com casos suspeitos da doença. Deve ser realizado de 5 a 15 dias após o contato, caso a pessoa apresente sintomas, como sensação febril ou febre, coriza e dor de garganta, tosse ou dificuldade para respirar. O paciente deve se manter em observação clínica e com distanciamento social das outras pessoas entre 3 a 15 dias, de acordo com orientação médica.

Tipos de teste

PCR para coronavírus

Informa se você está infectado no momento. Com este exame é possível identificar e isolar os infectados, evitando que haja transmissão, e rastrear outras pessoas que tiveram contato com o paciente e que estão potencialmente contaminadas.

O resultado negativo não exclui a presença da infecção, e o positivo pode permanecer por mais de 15 dias em algumas pessoas. A amostra para exame é coletada com um cotonete no nariz e na garganta. O ideal é realizar o exame entre o 5º e o 10º dia com sintomas. O resultado pode sair em até 72 horas.

Sorologia

Existem dois grandes grupos de anticorpos: as imunoglobulinas das classes M (IgM) e G (IgG). Essas proteínas, fabricadas quando um agente infeccioso invade o corpo pela primeira vez, são uma forma de proteção natural. A sorologia é o exame capaz de detectar os níveis de anticorpos IgM e IgG ou IgA e IgG no sangue. O resultado deste teste indica se a pessoa já teve contato com o vírus SARS-CoV-2 e o sistema imunológico produziu os anticorpos contra a covid-19. 

  • IgG para coronavírus

O exame de IgG e anticorpos totais detecta se você foi infectado no passado e desenvolveu anticorpos contra o coronavírus. Os resultados positivos realmente indicam contato prévio com o vírus, mas não informam por quanto tempo a pessoa estará protegida. O exame é feito com uma amostra de sangue venoso e deve ser realizado a partir do 15º dia de sintomas. O resultado sai em até 72 horas.  

  • IgA e IgG para coronavírus

Este exame detecta anticorpos produzidos pelo organismo contra o coronavírus por métodos sorológicos, ou seja, se você está ou foi infectado pelo coronavírus no passado. É útil para identificar quem já tem imunidade ao novo coronavírus e o número de pessoas que foram infectadas na população de uma determinada região. 

Este teste ainda tem limitações, porque não está claro até o momento se os anticorpos são protetores nem quanto tempo dura a imunidade. Também não se sabe ainda qual valor ou tipo de anticorpo protege contra o coronavírus. 

Um teste negativo não afasta infecção passada nos primeiros dias de sintomas (até 10 dias), já um teste positivo isolado pode estar relacionado a outras infecções virais. A amostra para este exame também é de sangue venoso, que deve ser coletado a partir do 7º dia de sintomas. O resultado sai em até 3 dias.  

  • IgM/IgG para coronavírus e teste rápido

Identifica pessoas com imunidade ao vírus, mas pode acontecer de ser positivo na presença de outras infecções virais – logo, não define infecção. Também é feito com coleta de sangue venoso e deve ser realizado a partir do 7º dia de sintomas. O resultado sai no mesmo dia. 

#AnahpOrienta: como se proteger do coronavírus em atividades ao ar livre

Na última segunda-feira (13/7), a prefeitura de São Paulo permitiu a reabertura de alguns parques. Como a pandemia de covid-19 ainda não está controlada, esses locais voltam a funcionar com restrições de horário e de atividades – os esportes coletivos, por exemplo, estão vetados. E quem pretende voltar a fazer atividades físicas nos parques também deve seguir uma série de medidas para não colocar a própria saúde em risco, nem a dos outros. 

Em entrevista ao portal, o pneumologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo José Rodrigues Pereira explicou que os cuidados básicos para evitar a transmissão da doença continuam os mesmo: uso de máscara, higienização das mãos – se possível com álcool em gel – e manter o distanciamento social de pelo menos dois metros entre uma pessoa e outra.

Pereira ressalta que o ambiente aberto é mais indicado para a prática de atividades do que o fechado, para diminuir as chances de contágio. “Durante a atividade física, existe uma hiperventilação e essas gotículas [que podem transmitir o vírus] podem ser eliminadas numa distância maior. Além de ser muito comum tosse para eliminar secreções que, com a hiperventilação, ficam mais espessas por causa do ressecamento das mucosas das vias aéreas”, explica. 

Mas o especialista alerta que o risco de se contagiar ainda existe: “A máscara tem que ser utilizada tanto por quem está fazendo atividade física quanto por quem está apenas passeando em ambientes como os parques”.

Segundo Pereira, durante uma corrida, por exemplo, uma pessoa sem máscara pode eliminar gotículas que alcançam uma distância de até 10 metros. Por isso, o uso é obrigatório. E como as máscaras não previnem totalmente a eliminação de gotículas, também é importante manter o distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas que estão correndo ou caminhando.

Sobre o desconforto que algumas pessoas sentem ao fazer atividade física de máscara, o médico explica que o ideal agora é reduzir a carga do exercício, evitando aqueles que exijam uma alta performance do organismo. 

“Precisamos entender que a vida ainda não voltou ao normal, e os nossos hábitos têm que ser readequados para a realidade que estamos vivendo. Atividade física é importante para a saúde, sem dúvida nenhuma, mas ela precisa ser praticada com segurança. No caso, com utilização de máscara e com a redução da carga – tanto nas academias, em relação ao esforço que é feito em exercícios aeróbicos, musculação, quanto a céu aberto”, afirma Pereira.

Crianças e piqueniques

José Rodrigues Pereira reforça que a permissão para frequentar ambientes abertos não é sinônimo de que as aglomerações estão permitidas. “Claro que ambientes maiores permitem que mais pessoas utilizem o espaço, mas sempre é necessário cuidado com relação à utilização de máscara e manter uma distância segura”, afirma.

Para quem pretende levar as crianças aos parques, o médico afirma que os responsáveis precisam redobrar os cuidados e atenção. “Crianças pequenas têm dificuldade de usar máscara e o grau de compreensão dessa necessidade é completamente diferente da de um adulto”, afirma Pereira, ressaltando ainda o fato de que os pequenos podem ser portadores assintomáticos do vírus e levá-lo para casa. Ele frisa que, nesse período, não é indicado o uso de brinquedos coletivos e aparelhos de ginásticas de uso comum para adultos, e que o ideal é que fiquem lacrados.

Sobre os piqueniques, o especialista diz que esse tipo de atividade pode acontecer, desde que sejam tomadas todas as medidas de segurança. “O que eu recomendo é que reúna apenas pessoas de uma mesma família, que moram na mesma casa”, explica. Isto porque durante a refeição –  e isso vale para restaurantes e bares –, não é possível usar máscara e há objetos que são compartilhados, como garrafas, por exemplo.

“Há documentação científica provando que as superfícies são um grande ambiente para contágio. Ao reunir num piquenique pessoas de outro núcleos familiares pode haver alguém numa fase pré-sintomática ou assintomático que pode transmitir o vírus ao manipular determinados produtos.”

A orientação é para que a higiene das mãos seja reforçada e que a distância entre as pessoas seja respeitada. E que a máscara só seja retirada na hora de comer.

E para quem enxerga no início da reabertura gradual da cidades uma razão para relaxar também a prevenção, o pneumologista faz um alerta: “Seguir as medidas de segurança é fundamental para que possamos manter a liberdade de fazer determinadas atividades e tentar levar a vida o mais próximo possível do normal, ainda que mantendo os cuidados necessários”.  

Covid-19: como reduzir o risco de contágio na reabertura do comércio

Em algumas cidades do país, a reabertura gradual do comércio já começou. Porém, foi necessária a imposição de algumas restrições pelas prefeituras para garantir a segurança dos clientes que decidirem voltar a frequentar lojas e shoppings. 

Esses protocolos são necessários porque o país ainda não alcançou um patamar de controle da pandemia que permita a flexibilização total do isolamento social. Entre eles, estão restrições de horário de funcionamento e do fluxo de clientes – que variam de acordo com a região. 

A infectologista e consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Camila Almeida, indicou para o portal outras medidas que devem ser adotados por lojistas e clientes para redobrar o cuidado e evitar a transmissão do coronavírus nestes ambientes. Mas ela ressalta que a melhor forma de prevenção ainda é ficar em casa e sair somente quando for de fato necessário. 

  • O uso de máscara deve ser obrigatório para clientes e funcionários em todos os estabelecimentos;

 

  • Funcionários e clientes devem ter à disposição álcool em gel 70%, especialmente na entrada do comércio e nos caixas;

 

  • É preciso controlar o acesso de clientes para que o fluxo dentro da loja permita o distanciamento entre as pessoas;

 

  • O ideal é que os lojistas adotem maneiras de direcionar a circulação de pessoas no estabelecimento, como corredores unidirecionais, isolamento de algumas áreas e ajuste no fluxo de entrada e saída;

 

  • Estão proibidas atividades promocionais, eventos e campanhas que possam causar aglomerações;

 

  • Nos shoppings, ainda estão restritas atividades de entretenimento e para crianças;

 

  • Cestas e sacolas de compras devem ser higienizadas a cada uso;

 

  • Também é importante higienizar as embalagens de transporte das mercadorias; 

 

  • Recomenda-se que as lojas permitam e estimulem a realização dos pedidos pela internet, reduzindo assim o tempo que o cliente vai gastar na compra dentro da loja.

Como evitar a transmissão da covid-19 em bares e restaurantes

Na última segunda-feira (6), os bares e restaurantes da cidade de São Paulo puderam reabrir as portas após mais de 100 dias fechados. Como esta ainda é uma fase de flexibilização gradual, algumas condições foram determinadas, como fechamento às 17h, limite de ocupação em até 40% da capacidade e o máximo de seis pessoas por mesa.

Veja abaixo outras medidas que você e os estabelecimentos devem tomar para evitar a transmissão da covid-19, apontadas pela infectologista Camila Almeida, consultora da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp). 

Vale lembrar que ainda não há vacina nem remédio comprovadamente eficaz contra o coronavírus e, por isso, a recomendação continua sendo ficar em casa sempre que possível, e sair o mínimo necessário. 

  • Todo mundo já sabe, mas não custa reforçar: use máscara! Se for ao bar ou restaurante, só tire na hora de comer. Os funcionários devem utilizar ainda outros equipamentos de proteção individual, como viseiras de acrílico e luvas.

 

  • Isso já valia antes da pandemia, e é ainda mais importante agora: sempre higienize as mãos antes de comer. E o ideal é que os estabelecimentos forneçam álcool em gel para clientes e funcionários. 

 

  • Os restaurantes podem adotar o sistema de reservas para controlar o fluxo e evitar aglomerações. 

 

  • Para permitir o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre os clientes, o número de mesas deve ser reduzido e assentos no balcão bloqueados. 

 

  • As mesas e cadeiras devem ser higienizadas após cada uso e troca de cliente.

 

  • O cardápio deve ser digital, em painel na parede ou em material que possa ser higienizado após o manuseio.

 

  • Os populares restaurantes self-service devem estabelecer um funcionário, devidamente paramentado com equipamentos de proteção individual, para servir os clientes no bufê, onde deve ser mantido o máximo de distanciamento possível.

 

  • Devem estar disponíveis para os clientes talheres descartáveis ou devidamente embrulhados, como alternativa aos talheres convencionais.

 

  • Sal e outros temperos devem ser oferecidos em sachês ou em porções individualizadas que chegam diretamente da cozinha para cada cliente.

 

  • Se o pagamento for em dinheiro e houver troco, recomenda-se que a devolução seja feita com o valor dentro de um saco plástico para não haver contato do dinheiro com as mãos.