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Estudo mostra que Covid-19 pode afetar placenta e prejudicar bebês

Em parceria com Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, resultados apontam que comprometimento do órgão pode provocar partos prematuros e até mesmo óbito

A placenta funciona como um pulmão para o bebê, sendo a responsável pela respiração e também pelo recebimento de nutrientes. Entretanto, gestantes contaminadas pela Covid-19, que desenvolvem quadros mais graves, podem ter a placenta comprometida, provocando partos prematuros e até mesmo a morte intrauterina.

Esse é o resultado de uma pesquisa desenvolvida por cientistas da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) em parceria com os pesquisadores do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe. O estudo foi publicado no periódico Frontiers in Immunology, revista científica referência mundial em imunologia.

“Ao comparar as placentas de mães com Covid-19 às de mães saudáveis, percebemos que as contaminadas pelo SARS-CoV-2 tinham maior propensão a mostrar características de má perfusão vascular devido à trombose placentária, materna e fetal”, explica o cientista e professor Cleber Machado de Souza, que integra o grupo de pesquisadores.

Ou seja: se a Covid-19 afeta os vasos da mãe, o bebê passa a não receber nutrientes nem oxigênio. Como consequências, foram verificadas morte intrauterina, óbito logo após o nascimento e partos prematuros. Alguns recém-nascidos também precisaram ser hospitalizados por terem sido infectados com o vírus. Já as pacientes com forma leve da doença deram à luz a bebês saudáveis e suas placentas não apresentaram lesões decorrentes da infecção pelo SARS-CoV-2.

A pesquisa

  • Os cientistas compararam a placenta de 19 mães com diagnóstico de Covid-19, oriundas do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), a de 19 mães saudáveis, oriundas da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
  • O estudo seguiu o pareamento de idade materna, idade gestacional e comorbidades entre os dois grupos.
  • As gestantes do grupo Covid-19 foram atendidas no Hospital Nossa Senhora das Graças, e as do grupo controle, no Hospital de Clínicas (HC), ambos em Curitiba, com consentimento das pacientes e aprovação do Comitê de Ética das instituições.

Próximos passos
Segundo Souza, a pesquisa terá continuidade, avaliando agora os aspectos genéticos envolvidos. “Queremos entender por que algumas mulheres apresentam maior propensão a desenvolverem a trombose enquanto outras não. Isso poderia, no futuro, ajudar a estabelecer condutas mais seguras na condução de gestações associadas à Covid-19”, realça.

Prevenção é fundamental
Para o professor, a prevenção segue como a melhor opção:

– Higienize as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel;
– Evite tocar nos olhos, nariz e boca se as mãos não estiverem limpas;
– Limpe e desinfete objetos e superfícies tocados com frequência;
– Restrinja o contato com pessoas doentes.
– Evite aglomerações e, se possível, fique em casa;
– Ao sair de casa, sempre utilize a máscara de proteção;
– Mantenha o distanciamento social de, no mínimo, 1,5 m entre as pessoas.

Vacinação

De acordo com Heloísa Giamberardino, coordenadora do Centro de Vacinas do Pequeno Príncipe, há um protocolo a ser seguido para a vacinação de gestantes no Brasil. Segundo a especialista, a imunização é indicada principalmente com os imunizantes da Coronavc e Pfizer. “É muito importante que as gestantes sejam vacinadas, pois há mais risco de complicações. Hoje, o que se discute é se será necessário manter a prescrição médica. Atualmente, existe essa orientação do Ministério da Saúde, o que pode estar afastando muitas gestantes do acesso vacinal.”

Fonte: edição do texto original do Hospital Pequeno Príncipe.

Tudo o que já se sabe sobre a imunização continuada contra a Covid-19

Como forma de reforçar a resposta imunológica de grupos específicos, a terceira dose da vacina já começa a fazer parte do calendário das cidades

Desde que atingiu o patamar de pandemia, estabelecido pela Organização Mundial da Saúde em março de 2020, a Covid-19 apresentou diversas variações e, consequentemente, diferentes respostas do vírus às plataformas vacinais existentes até o momento.

Para reforçar a ação imunizante e, possivelmente, evitar escapes provocados por cepas mutantes, o Ministério da Saúde optou por seguir o exemplo de outros países e recomendar a terceira dose da vacina – a princípio, para idosos acima de 70 anos e pessoas consideradas imunossuprimidas. No entanto, estados como São Paulo já disponibilizaram calendário contemplando outras faixas etárias, a partir dos 60 anos*.

Conversamos com especialistas e respondemos, abaixo, tudo o que você precisa saber sobre a dose de reforço contra o coronavírus.

> Dra. Viviane Hessel Dias, infectologista e coordenadora do Núcleo de Epidemiologia e Infecção Hospitalar do Hospital Marcelino Champagnat

Por que a necessidade de uma terceira dose da vacina contra Covid-19?
Por meio das análises de acompanhamento da vacinação, tem sido observada uma queda progressiva de proteção, especialmente em idosos acima de 70-80 anos. Outro grupo que pode ter resposta diminuída de soroconversão são os pacientes imunossuprimidos. Nesses grupos, a administração de uma terceira dose pode melhorar a resposta imunológica.

Qual o intervalo de tempo indicado para o reforço?
Seis meses após a última dose do esquema vacinal utilizado.

O que pode acontecer caso eu não tome a dose de reforço?
Se você pertence a algum dos grupos específicos em que a dose de reforço é indicada, a não realização dessa dose pode impactar em aumento do risco de infecção e hospitalização relacionada à Covid-19.

> Dra. Isabella Albuquerque, infectologista e chefe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital São Vicente de Paulo

A terceira dose da vacina deve ser da mesma marca que tomei anteriormente?
A previsão é de que a terceira dose seja feita com plataforma vacinal diferente da inicial, havendo preferência pela vacina da Pfizer, sempre que disponível. Na sua falta, as demais deverão ser utilizadas.

Que reações posso ter ao tomar a terceira dose?
As mesmas associadas às doses anteriores, dependendo da plataforma vacinal utilizada. Desde nenhuma reação, passando por dor no local da injeção, até reações sistêmicas como febre, dor de cabeça e dor no corpo.

Com a terceira dose, já é permitido abandonar hábitos como o uso de máscaras e higienização das mãos com álcool em gel?
Não, tais hábitos devem ser mantidos minimamente até que toda a dinâmica da doença e da resposta imunológica às vacinas seja totalmente conhecida.

Fique sabendo!
Quais são os grupos de imunossupressão mediada por doença ou medicamentos e imunossuprimidos?

– Imunodeficiência primária grave

– Quimioterapia para câncer

– Transplantados de órgão sólido ou de células tronco hematopoiéticas (TCTH) que estão usando drogas imunossupressoras

– Pessoas vivendo com HIV/Aids com CD4 menor do que 200 céls/mm3

– Uso de corticoides em doses maior ou igual a 20 mg/dia de prednisona, ou equivalente, por mais de 14 dias

– Uso de drogas modificadoras da resposta imune

– Pacientes em hemodiálise

– Pacientes com doenças imunomediadas inflamatórias crônicas (reumatológicas, auto inflamatórias, doenças intestinais inflamatórias).

 *Confira o calendário vacinal de seu município. O período pode variar de acordo com a recomendação local. 

Como fica o sistema respiratório pós-Covid?

Entenda como o novo coronavírus afeta os pulmões e as consequências para o organismo

O Sars-CoV-2, nome atribuído ao novo coronavírus, atinge cada pessoa de maneira diferente, e esse é o grande desafio em relação à Covid-19. Sabe-se que os grupos de risco, por exemplo, têm mais chances de desenvolver o estado grave da doença, como idosos, pessoas com doenças no coração e nos pulmões, além de pacientes imunossuprimidos.

Apesar de a infecção pelo novo coronavírus apresentar risco para todo o organismo, a porta de entrada acontece pelo sistema respiratório. A atuação se dá da seguinte forma: o vírus é inalado, passa pelo sistema respiratório e, nesse caminho, destrói as células que revestem os brônquios e os alvéolos – pequenos sacos de ar que se encontram dentro dos pulmões, responsáveis pela troca gasosa, ou seja, levam oxigênio ao sangue. E não é só isso: o novo coronavírus também afeta o revestimento dos vasos sanguíneos, o que prejudica a circulação pulmonar, fazendo com que seja ativada uma coagulação e, consequentemente, sejam formados os chamados microtrombos.

Já nos pulmões, o vírus começa uma inflamação grave, que atinge, sobretudo, os alvéolos. Em seguida, o corpo detecta o vírus como uma ameaça e começa o processo para combater a inflamação. Assim, os alvéolos ficam com esses sacos de ar preenchidos com líquido, o que prejudica a troca gasosa. Dessa forma, o sangue não consegue receber oxigênio de maneira suficiente e não consegue eliminar o gás carbônico, que, em grande quantidade, faz com que se torne tóxico. Esse processo, então, gera a falta de ar sentida pelos pacientes. Este é o momento em que as pessoas precisam imediatamente de cuidados médicos.

A inflamação também torna os pulmões mais sensíveis para a entrada de bactérias, ou seja, além da atuação do vírus propriamente dito, pode surgir uma pneumonia bacteriana, que agrava o quadro clínico do paciente. Nesses casos mais graves, a pessoa necessita de oxigênio ou até mesmo ventilação mecânica. Até o momento, sabe-se que pacientes obesos e diabéticos têm mais chances de desenvolver o quadro grave de Covid-19, no entanto, isso também ocorre com pessoas jovens e sem doenças prévias.

De 10% a 15% das pessoas apresentam evolução para coagulopatia trombótica. No entanto, a maior parte dos pacientes – entre 85% e 90% – desenvolve quadros leves, com melhora sem medicação e sem queda na oxigenação. Nesse percentual menor de pacientes graves, vários tecidos do corpo, incluindo os pulmões, são prejudicados pela falta de irrigação no sangue e podem ocorrer trombose, necrose (morte de células ou de parte de um tecido que compõe um organismo vivo) ou fibrose como sequelas em longo prazo.

De acordo com a médica Suzana Pimenta, chefe da Equipe de Pneumologia do Hospital Nove de Julho, a maneira como o sistema respiratório ficará depois da Covid-19 vai depender muito da gravidade da pneumonia que o paciente apresentou. “As pessoas que desenvolveram formas mais leves geralmente apresentam recuperação completa. Em casos mais graves, o paciente pode desenvolver limitação funcional que, na maioria das vezes, é transitória, podendo persistir de semanas a meses, mas uma pequena parcela, entretanto, pode evoluir para fibrose, com perda funcional permanente”, explica.

Ainda de acordo com a médica, as principais sequelas da Covid-19 são danos respiratórios e fraqueza muscular: “As consequências respiratórias podem incluir cansaço, falta de ar e baixa oxigenação, que podem demorar dias, semanas ou meses para normalizar, dependendo da gravidade do quadro. Na fraqueza muscular, os pacientes se queixam de fadiga intensa e indisposição, sintomas que acabam se confundindo um pouco com a falta de ar; é um relato bem persistente da maioria dos pacientes e que pode durar semanas ou meses. A perda de olfato e de paladar também pode persistir”.

Quando buscar ajuda especializada?

– Uma vez diagnosticado com Covid-19, mantenha práticas de proteção ao organismo e tenha a atenção redobrada aos sintomas.

– Monitore a oxigenação do sangue de duas a três vezes ao dia, pelo menos; caso esteja menor que 93% ou que a oxigenação habitual, vá a um hospital.

– Hidrate-se em todas as fases da doença.

– Busque atendimento médico se a febre se mantiver por seis dias depois do começo dos sintomas.

– Não tome medicamentos sem orientação médica.

Ainda segundo Pimenta: “Existem os cuidados gerais, como manter uma boa alimentação e repouso. Os pacientes que permanecem com cansaço a qualquer esforço e até mesmo precisam de oxigênio ou ainda aqueles que estão com dificuldade para se locomover por fraqueza muscular precisam fazer fisioterapia motora e respiratória em casa para auxiliar na reabilitação; os pacientes que ainda precisam de oxigênio suplementar por não terem voltado à oxigenação basal devem manter oxigenoterapia em casa até o desmame, ou seja, a redução gradual do oxigênio até sua suspensão total”.

É necessária muita atenção aos sinais caso esteja doente. Evite aglomerações, use máscara e mantenha os cuidados com a higienização para conter a disseminação da doença. Depois de ter tido Covid-19, caso apresente sintomas como tosse, falta de ar, febre e chiado no peito, procure um médico, pois podem ser consequências da doença.

A médica reforça ainda que a melhor maneira de deixar o sistema imunológico protegido é com a vacinação completa contra o novo coronavírus. “Até o momento, não existe nenhuma medicação que ofereça essa proteção, mas adotar uma boa alimentação e evitar maus hábitos, como fumar e consumir álcool excessivamente, auxilia no processo”, completa.

Fonte: edição do texto originado do Hospital Nove de Julho.

O isolamento social prolongado pode prejudicar a memória. Veja como evitar o problema

Ainda não há previsão confiável de retorno à “vida normal”. Até lá, é importante cuidar da saúde mental de todos. Especialmente, dos idosos

A  vacinação avança aos poucos, mas a recomendação de isolamento social no Brasil ainda não tem previsão para acabar. Como resultado, os médicos têm observado o aumento de males como estresse, ansiedade e depressão, todos relacionados a problemas de memória.

“O isolamento social é considerado uma situação estressante que resulta em aumento da reatividade fisiológica a novos estímulos, comportamento alterado em situações usuais e função cerebral prejudicada”, explica Diogo Haddad, neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. “Situações estressantes em caráter crônico promovem uma clara alteração em nossa resposta de atenção, velocidade de processamento e memória”, acrescenta.

Confira a entrevista com o médico e entenda melhor esse fenômeno.

Saúde da Saúde – Qual é a relação entre o convívio e a memória?
Diogo Haddad – Trabalhos anteriores à pandemia já mostravam a associação de alterações de memória em pacientes isolados durante longos períodos em instituições de longa permanência e asilos. Foi notável que o isolamento precedia às perdas de memória e não o contrário, mesmo em população idosa e com doenças já conhecidas. Na pandemia, ficou muito claro que pessoas sem quaisquer doenças prévias também viveram alterações de memória durante o período de isolamento.

Que pessoas estão mais suscetíveis ao problema neste período?
A verdade é que todos estão suscetíveis, especialmente os idosos – muitos estão em casa sem suas rotinas e sem interação com familiares por medo da pandemia. Devemos tomar todos os cuidados associados à higiene e aglomerações, mas certo convívio deve ser estimulado para preservação da saúde mental, da cognição e da memória. Pacientes que já apresentam doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, devem ser sem bem acompanhados para não apresentar rápida evolução e piora de seu quadro de base.

Por que o isolamento afeta a memória?
Existem três áreas cerebrais importantes que reconhecemos como ativadas durante o isolamento e a solidão: córtex pré-frontal, o hipocampo e a amígdala. O córtex pré-frontal apresenta-se reduzido em pessoas isoladas por longos períodos. Por ser a área definidora em tomadas de decisões e comportamentos sociais, pode promover alterações comportamentais durante período maior e dificuldade de adaptação social no retorno à socialização. O hipocampo é reconhecido como a área da memória, principalmente a recente, e apresenta-se hipofuncionante em pessoas isoladas. Importante notar que ele também influencia diretamente no aprendizado de novas funções. A amígdala é muita associada ao medo e estresse, ela modula as emoções e o reconhecimento do quanto as emoções alteram nossas atividades sociais. Evidências mais recentes sugerem que as amígdalas são menores em pessoas solitárias.

Além da perda de memória, que outros problemas podem emergir na solidão?
Temos alguns estudos preocupantes a respeito de isolamento prolongado. O isolamento social aumentou significativamente o risco de morte prematura, o que comparativamente pode se aproximar ao risco representado por fumar, obesidade e sedentarismo. O isolamento social foi associado a um risco aumentado em cerca de 50% de conversão de síndromes demenciais em pacientes já propensos. Relações sociais precárias, caracterizadas por isolamento social ou solidão, foram associadas a um aumento no risco de doenças cardíacas e de acidente vascular cerebral. A solidão também é associada a taxas mais altas de depressão, ansiedade e suicídio, algo extremamente perigoso em países com pouco estímulo ao acompanhamento, reconhecimento e tratamento de doenças mentais como o caso do Brasil.

O que pode ser feito para minimizar ou compensar essas perdas?
O ser humano é social por natureza. Neste momento, é importante manter a rede de relações próxima, mesmo que virtualmente. Familiares devem estar próximos e vínculos de filhos e netos não devem ser cortados durante a quarentena de forma brusca. Os cuidados devem ser mantidos, mas não a ponto de se evitar os estímulos sociais e cognitivos fundamentais para nosso funcionamento.

Neste contexto, qual é o papel dos profissionais de saúde?
Quase todo adulto acima de 50 anos interage com seu sistema de saúde, seja público ou privado, de alguma forma. Para aquele sem conexões sociais, uma consulta médica ou a visita domiciliar de uma enfermeira pode ser um dos poucos encontros cara a cara que o paciente pode vivenciar. É importante que o profissional reconheça os danos que podem estar associados ao isolamento.

Nem sempre é Covid: no inverno, aumenta a incidência de doenças do sistema respiratório

Especialista alerta sobre cuidados necessários nesta época do ano e aponta semelhanças e diferenças sintomáticas entre doenças como a gripe e a infecção pelo coronavírus

Com a chegada do inverno, ocorrem mais alterações bruscas na temperatura, quedas da umidade do ar e aumento da poluição atmosférica. São fatores que contribuem para uma maior incidência de doenças respiratórias e para a transmissão de gripe e resfriados, assim como outras bactérias e viroses. “Em todos os anos, essas doenças têm sua incidência aumentada neste período”, afirma Marcos de Abreu, pneumologista do Hospital Márcio Cunha e da Fundação São Francisco Xavier. A diferença em 2020 e 2021 é a concomitância com a pandemia de Covid-19.

O médico alerta que é essencial ficar atento aos sintomas, que podem ser parecidos com os do novo coronavírus e confundir os pacientes. No caso da suspeita de Covid-19, é aconselhado observar sinais de alerta como desconforto respiratório progressivo (falta de ar) e febre persistente, que também ocorrem em doenças como a gripe e asma, além da perda de olfato e paladar, específicos da infecção pelo coronavírus. Na dúvida, o paciente deve procurar atendimento médico, preferencialmente por meio da telemedicina ou de algum aplicativo oficial de atendimento à Covid-19.

Segundo o pneumologista, nesta época do ano, as condições do ar contribuem para ressecar as vias aéreas. Na tentativa de compensar essa agressão, o corpo produz mais muco ao mesmo tempo em que pode surgir uma infecção secundária. Para prevenir e amenizar os casos de doenças respiratórias no inverno, Abreu recomenda reforçar a hidratação e manter o ambiente limpo e arejado. Também ajuda se lavar as vias aéreas com soro fisiológico. Outro recurso é deixar uma bacia com água ou uma toalha molhada no ambiente ou mesmo fazer uso de umidificadores.

A asma, cujas crises são mais comuns nesta época, é uma doença inflamatória crônica que acomete os brônquios, dificultando a respiração e podendo resultar em falta de ar. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a asma acomete cerca de 300 milhões de pessoas no mundo – 20 milhões apenas no Brasil.

O pneumologista alerta para o perigo de se negligenciar a asma durante a pandemia. “Quem não faz o uso correto dos medicamentos, ou mesmo suspende o controle da doença, pode retornar aos ambulatórios e consultórios com frequência ou mesmo chegar a precisar de atendimento de emergência”, alerta Abreu.

Mas e a gripe? A vacinação é a melhor estratégia de contenção da doença. E, neste longo período de pandemia, as principais medidas de prevenção contra a Covid-19, como o uso de máscara, o distanciamento social e a higienização das mãos, também são ótimas estratégias para conter doenças contagiosas que atingem o sistema respiratório.

Base científica: 9 fatos sobre a Covid-19 em que você pode confiar

Fake news se combatem com informação de qualidade. Durante uma pandemia, o conhecimento científico salva vidas

Em conversa com a infectologista Silvana de Barros Ricardo, médica coordenadora do Serviço de Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar da Rede Mater Dei de Saúde, de Belo Horizonte, o Saúde da Saúde elenca os principais fatos cientificamente comprovados sobre a principal doença dos últimos 100 anos, a Covid-19.

1. Origem
Muito antes da pandemia, os coronavírus já eram considerados agentes patógenos – isto é, capazes de causar doenças – para humanos e animais. No final de 2019, um novo coronavírus foi identificado como a causa de um grupo de casos de pneumonia em Wuhan, uma cidade na província de Hubei, na China. O vírus se espalhou rapidamente, resultando em uma epidemia em toda a China, seguida por uma pandemia. “Em fevereiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde denominou a doença Covid-19, que significa ‘doença do coronavírus 2019′”, explica Silvana. O vírus foi batizado como SARS-CoV-2.

2. Contaminação
A principal forma de contágio da Covid-19 é o contato interpessoal próximo (até 2 metros). “Também transmite a doença o toque em superfícies contaminadas com partículas respiratórias denominadas perdigotos, que são liberadas quando uma pessoa com infecção tosse, espirra ou fala”, afirma a infectologista, ponderando que esta forma de contágio é menos expressiva.  O SARS-CoV-2 também pode ser transmitido por distâncias mais longas através de aerossóis, partículas respiratórias bem menores que os perdigotos, mas essa forma de contaminação também é menos comum do que o contato interpessoal próximo.

3. Prevenção
As principais medidas de prevenção são distanciamento social, a higienização das mãos e o uso de máscaras adequadas (preferencialmente cirúrgicas descartáveis, N95/FPP ou de três camadas, caso sejam de tecido). A vacinação completa, uma conquista recente e gradual, é a medida preventiva mais efetiva. O processo costuma incluir duas doses, a exceção no Brasil da vacina da Janssen (Johnson & Johnson), de dose única.

4. Tratamento precoce
Não existe tratamento precoce para a Covid-19, embora muitas fake news tenham sido propagadas orientando o contrário. Indicados para lúpus e artrite reumatóide, a cloroquina e a hidroxicloroquina foram testadas contra a Covid-19 pela Universidade de Colúmbia (EUA). Resultado: sem eficácia, mas com efeitos colaterais. A OMS recomenda “fortemente” que esses medicamentos não sejam usados no combate ao novo coronavírus. Também não há comprovação de que a ivermectina, antiparasitário empregado no combate a vermes e ácaros, funcione contra a Covid-19. Em fevereiro, a MSD, empresa norte-americana que fabrica o medicamento, publicou uma nota informando o público sobre a questão.

5. Gravidade variável
A Covid-19 pode ser assintomática, leve, moderada, grave ou mortal, a depender do quadro clínico de cada paciente. Mesmo com o melhor tratamento, o desfecho pode ser imprevisível. Isso ocorre, explica Silvana, porque a doença ainda não é totalmente compreendida e nenhum tratamento avaliado mostra benefício uniforme para todas as pessoas. A médica acrescenta que “indivíduos de qualquer idade podem adquirir a infecção por SARS-CoV-2, embora adultos de meia-idade e mais velhos sejam os mais comumente afetados, com maior probabilidade de ter doença grave”. A idade é um dos fatores de risco mais importantes para gravidade e morte – e o risco aumenta a cada década adicional. Outros fatores que podem contribuir para as complicações de Covid-19 incluem doenças pré-existentes, como doença cardiovascular, diabetes, doença pulmonar crônica e obesidade. Assim como a idade, essas comorbidades garantem prioridade na fila da vacinação.

6. Sequelas
“A Covid-19 pode causar sequelas e outras complicações médicas que podem durar de semanas a meses após a recuperação inicial, fenômeno que passou a ser chamado de síndrome pós-Covid”, afirma Silvana. Uma revisão científica, publicada em janeiro no site especializado MedRxiv, avaliou os efeitos de longo prazo da Covid-19 para concluir que 80% dos pacientes desenvolveram um ou mais sintomas de longo prazo. Os cinco mais comuns foram fadiga (58%), dor de cabeça (44%), distúrbio de atenção (27%), queda de cabelo (25%) e falta de ar (24%).

7. Reinfecções
Casos de reinfecções têm sido confirmados, mas são proporcionalmente pouco frequentes. “Na maioria deles, o segundo episódio foi mais leve que o primeiro”, contextualiza a médica. As possíveis razões para a reinfecção incluem uma resposta imune variável do paciente, a exposição a uma nova cepa do vírus ou resultados anteriores de falso-positivos.

8. Imunidade de rebanho
A OMS advoga que a ‘imunidade de rebanho’ e o controle da pandemia devem ser obtidos por meio da imunização via vacinação de, pelo menos, 70% da população. Sem ela, haveria uma enormidade de adoecimentos e mortes desnecessários até se atingir esse percentual.

9. Vacinados que adoecem
Como nenhuma vacina contra a Covid-19 é 100% eficaz, são esperadas alguns casos de infecção em indivíduos vacinados, como o ocorrido recentemente com a apresentadora de TV Ana Maria Braga. Pessoas vacinadas tendem a desenvolver as formas leve ou assintomática da doença – mas podem transmiti-la. Por isso, todos devem manter as máscaras e as demais medidas preventivas até que a pandemia seja controlada em termos populacionais.Desde o início da pandemia, muitas fake news circularam com informações enganosas sobre a Covid-19. Hoje, 8 de julho, é Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, uma data oportuna para esclarecer o que é fato e o que é fake.

Diabéticos na pandemia: especialistas alertam para os riscos de interrupção no acompanhamento da doença

A diabetes é uma comorbidade importante para a Covid-19 e requer atenção especialmente nesta fase

Mesmo com a chegada das vacinas e a flexibilização das fases de restrição, muitas pessoas ainda se sentem inseguras em retornar às suas atividades cotidianas e mesmo realizar exames de saúde periódicos, o que preocupa especialistas. Segundo a médica clínica e nutróloga do Vera Cruz Hospital, Gisele Figueiredo Ramos, o sedentarismo, o descontrole glicêmico e a falta de acompanhamento médico podem causar uma descompensação do diabetes e, consequentemente, complicações da própria doença. “A situação ainda pode ser agravada se o paciente for infectado pelo novo coronavírus”, alerta.

O empresário Victor Astini Muniz, de 35 anos, foi diagnosticado com diabetes tipo 2 durante a pandemia. “Eu já estava acima do peso há uns dois anos e engordei mais durante o isolamento social. Fiz um checkup e busquei acompanhamento profissional para perder peso. Não imaginava que estava com diabetes – sabia que poderia estar pré-diabético ou perto disso. Ao receber o diagnóstico, eu me senti um pouco frustrado por saber que poderia ter tomado uma atitude antes”, lamenta o paciente.

Segundo o médico Marcelo Miranda, endocrinologista do Vera Cruz, houve aumento de novos casos de diabetes durante a pandemia. “O isolamento social agravou a falta de atividade física, o consumo excessivo de carboidratos, gorduras, alimentos industrializados e fast food, além do maior ganho de peso. Todos esses são fatores preponderantes para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, o mais comum, e que se relacionam com hábitos de vida”, explica o especialista. Mas, segundo ele, estudos apontam também mais casos novos de diabetes tipo 1, que não depende desses fatores. “Acredita-se que a infecção pelo coronavírus pode ter um papel direto na capacidade do pâncreas de produzir insulina”, afirma.

Um levantamento online da Sociedade Brasileira de Diabetes, realizado com 1.701 brasileiros com a doença, identificou que 59,5% dos entrevistados apresentaram redução nas atividades físicas, 59,4% observaram variação na glicemia e 38,4% adiaram ou cancelaram suas consultas médicas durante a pandemia.

Ainda de acordo com o endocrinologista, a redução da atividade física é mais um elemento desencadeante do diabetes, mas outro fator importante é o maior tempo parado e em frente à telas, do computador, da TV e do celular, mesmo para quem conseguiu manter uma prática de exercícios físicos. “O ganho de peso e de gordura abdominal decorrente desses maus hábitos agrava ainda mais o risco de diabetes.”

Por sua vez, Gisele ressalta que os diabéticos compõem um grupo de risco da Covid-19. “Esse grupo é mais suscetível à forma grave da doença e pode precisar de internação”, afirma. A complicação em diabéticos ocorre porque o excesso de açúcar no sangue causa alterações no sistema imunológico, predispondo a pessoa a sintomas respiratórios mais exacerbados. Esses pacientes também têm maior risco de descompensação metabólica. Por isso, é tão importante garantir a continuidade do acompanhamento.

Fonte: edição do texto original do Vera Cruz Hospital. 

Câncer de intestino: queda na realização de exames de colonoscopia na pandemia preocupa especialistas

Hospital registra queda de 67% no número de exames realizados para detecção precoce da doença

A preocupação com o risco de contaminação pelo coronavírus tem levado muitos pacientes a se focar somente em medidas de prevenção, descuidando de outros aspectos da saúde. O uso da máscara, a higienização das mãos e o distanciamento social seguem imprescindíveis durante a pandemia, mas manter o acompanhamento médico e os exames em dia também são medidas essenciais para se evitar o agravamento de doenças potencialmente graves, como o câncer do intestino.

Um levantamento das áreas de Coloproctologia, Endoscopia e Oncologia Gastrointestinal do Hospital Moinhos de Vento (HMV), de Porto Alegre, aponta para uma queda de 67% no número de colonoscopias entre abril e agosto de 2020, em relação ao ano anterior. A preocupação dos especialistas é que neste ano a redução ocorra novamente, diante do prolongamento da pandemia de Covid-19. Essa diminuição levou à queda de 44% no diagnóstico dos casos de câncer de intestino no mesmo período.

A colonoscopia é um exame fundamental para a detecção da doença. No Rio Grande do Sul, o câncer de intestino é o segundo tipo de maior incidência entre mulheres e o terceiro entre os homens, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA). “Atualmente, é recomendado o rastreamento das neoplasias (multiplicação anormal de células) no intestino grosso a partir dos 45 anos para ambos os sexos. Se houver caso na família, a investigação deve se iniciar dez anos antes da idade do paciente que teve a doença”, explica o oncologista clínico Rui Weschenfelder, médico do Núcleo de Oncologia Gastrointestinal do HMV.

De acordo com a chefe do Serviço de Coloproctologia do Moinhos de Vento, Heloisa Guedes Mussnich, a colonoscopia é um exame que identifica a existência de pólipos (alterações resultantes do crescimento celular desordenado) que podem se tornar malignos e, portanto, devem ser removidos. “Deixamos de diagnosticar pacientes que podem ter pólipos que poderão se tornar tumores”, destaca Heloisa.

Rui explica que os pólipos muitas vezes não apresentam sintomas. O aparecimento de sangramento nas fezes e a alteração do hábito intestinal já podem indicar uma doença que teve tempo para se desenvolver. “O ideal é fazer o exame periodicamente. Estamos aprendendo com a pandemia. É preciso haver equilíbrio, proteger-se da Covid-19 sem descuidar da saúde. As outras doenças continuam ocorrendo”, afirma o oncologista.

Fonte: Edição do texto original do Hospital Moinhos de Vento. 

Comorbidades: confira quais são as principais doenças que podem agravar quadros de Covid-19

Mais de 20 grupos de doenças já são considerados prioritários na fila da vacinação
 
“As comorbidades determinam um maior impacto na severidade da Covid-19 e, consequentemente, provocam também aumento na mortalidade”, explica a infectologista Ingrid Napoleão Cotta, do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo. Por isso, é importante que quem tem uma doença grave e/ou crônica converse com seu médico para entender se tem direito à prioridade na fila da vacinação.

O Plano Nacional de Imunização (PNI) já elencou mais de 20 grupos de comorbidades para a imunização prioritária contra a Covid-19. Contudo,  esta extensa lista está em constante atualização não apenas pelo Ministério da Saúde, mas também pelos estados e municípios, a partir de novas evidências e conclusões sobre os riscos do coronavírus. Doenças neurológicas, como paralisia cerebral e esclerose múltipla, entraram na lista recentemente.

De maneira geral, as principais comorbidades que representam perigo adicional para quadros de Covid-19 são obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, doenças renais graves, doenças pulmonares graves e acometimentos importantes em sistema nervoso central, como elenca Ingrid. Outras doenças, ainda que graves, podem não entrar na lista por não representarem risco específico para pacientes infectados pelo novo coronavírus e suas variantes.

Um exemplo, cita a infectologista, são as doenças osteoarticulares que não necessitam de uso de imunossupressores. Não agravam a Covid-19 porque não comprometem os órgãos essenciais a vida, como o coração, o pulmão, o fígado, os rins e o cérebro.

Outras, contudo, requerem alerta imediato, como a asma, já que os principais órgãos que podem ser comprometidos pelo Sars CoV-2 (o vírus que causa a Covid-19) são os pulmões, sob risco de insuficiência respiratória. “Pacientes com asma, em geral, apresentam exacerbação da doença com infecções pulmonares”, adverte a médica.

Pessoas com alergia a ingredientes das vacinas são as únicas, a princípio, que devem evitá-las necessariamente. “Nesses casos, deve-se seguir as recomendações já oferecidas a toda a população, como distanciamento social, uso de máscara preferencialmente cirúrgica, higienização das mãos e evitar sair de casa”, orienta Ingrid.

Diante da nova variante Delta, a mutação mais perigosa do novo coronavírus até aqui, “mais transmissível e provavelmente mais mortal”, é importante que quem puder se vacinar o faça o quanto antes, tomando as duas doses dentro do período indicado quando chegar a sua vez (apenas a Janssen, da Johnson & Johnson, requer dose única). E, mesmo após a vacinação, todos precisam manter as medidas de proteção até que a maioria da população esteja efetivamente imunizada.

Especialista explica por que é seguro (e necessário!) doar sangue durante a pandemia

Os protocolos de segurança sempre foram rígidos e medidas adicionais foram implementadas nesta fase

Com a redução do número de doadores em decorrência das medidas restritivas de circulação e do receio das pessoas de se deslocar até os bancos de sangue, os estoques ficaram muito baixos ao longo da pandemia em todo o país. Mas o procedimento pode ser feito com segurança, conforme explica o médico Sérgio Vieira, líder da hematologia e coordenador do Banco de Sangue do Hospital do Coração – HCor, em São Paulo. O banco conta com a certificação diamante no Programa de Acreditação Qmentum International (IQG, na sigla em inglês), que monitora padrões de alta performance em qualidade e segurança na área de saúde e permite que as instituições acessem padrões internacionais de excelência e inovação. Confira a entrevista com o especialista:

Saúde da Saúde – Muitas pessoas deixaram de doar sangue durante a pandemia. Qual foi a consequência disso para os bancos de sangue?
Sérgio Vieira – Os tipos sanguíneos com Rh negativo foram os primeiros a faltar e os estoques de tipos sanguíneos com Rh positivo ficaram abaixo do que é considerado um nível crítico. Com isso, foi necessário um grande esforço para remanejamento de cirurgias não urgentes e outras medidas de redução do consumo de sangue para que fosse possível atender pacientes críticos e emergências. Também foram desencadeadas grandes campanhas de conscientização sobre a segurança e a importância da doação de sangue neste momento.

Doar sangue é mesmo seguro nas atuais circunstâncias?
Os bancos de sangue se prepararam para seguir todas as medidas necessárias para garantir a segurança de doadores e colaboradores. Principalmente no momento atual, após um ano de pandemia, já se sabe muito bem quais são os meios de contaminação e, por isso, é possível implementar medidas de proteção muito eficazes. Entre as medidas adotadas estão o distanciamento entre os doadores, a utilização de máscara por todos, sejam doadores ou colaboradores do banco de sangue, o uso do álcool em gel para limpeza das mãos, entre outras orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Quais são os cuidados necessários para quem decide doar neste momento?
Além das recomendações habituais, como vir alimentado e evitar esforço físico após a doação, nesse momento de pandemia recomendamos que o doador procure ir ao banco de sangue de segunda a sexta, quando o fluxo de pessoas é menor. Também é orientada a utilização de máscara durante todo o período em que estiver no banco de sangue e, sempre que possível, entrar em contato antes de ir ao local para verificar previamente se há algum impedimento à doação em decorrência, por exemplo, de medicamentos em uso, exames ou tratamentos a que a pessoa tenha sido submetida recentemente, doenças das quais seja portadora ou vacinas que tenha recebido recentemente. Com isso, é possível evitar deslocamentos desnecessários.

Quem pode e quem não pode doar sangue?
A legislação brasileira é bem detalhada a respeito da doação de sangue. Então, existem muitos itens que precisam ser verificados. De modo geral, podem doar pessoas saudáveis, entre 16 e 69 anos – se menor de 18 anos, é necessária autorização por escrito de um responsável legal e, se maior de 60, só poderá doar se já tiver doado alguma vez antes de completar 60. Também é necessário ter peso superior a 50 quilos e não ter feito tatuagens nos últimos 12 meses. Os sites dos bancos de sangue costumam ter uma lista completa dessas orientações.

Com que frequência uma pessoa pode doar?
O doador de sangue total, ou seja, aquele que doa uma bolsa de sangue, pode fazer quatro doações ao ano, se for homem, e três doações, se for mulher. Essa frequência pode ser diferente para outros tipos de doações de sangue, em que o doador doa apenas um dos componentes do sangue.

O procedimento dá direito a atestado médico?
Sim, é garantido o afastamento do trabalho no dia da doação.

O doador recebe os resultados dos exames realizados após a doação? Qual eles são?
Cada banco de sangue pode definir a forma como os resultados são entregues ao doador. No Banco de Sangue de São Paulo/GSH, que atende junto ao HCor, o doador pode verificar os resultados dos seus exames realizados por meio do site. No material doado são realizados exames que pesquisam doenças contagiosas pelo sangue, como: hepatite B, hepatite C, HIV e doença de Chagas, entre outros, além da tipagem sanguínea e da pesquisa de hemoglobinas anormais.