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Covid-19: 4 formas de proteger as crianças que ainda não podem se vacinar

A flexibilização da maioria das medidas de proteção contra a Covid-19 deixou as crianças com menos de cinco anos mais vulneráveis à infecção, pois, para elas, ainda não há vacina aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e disponível no Sistema Nacional de Imunização.

Segundo o infectologista pediátrico e vice-diretor técnico do Hospital Pequeno Príncipe (PR), Victor Horácio, o decorrer da pandemia mostrou que é falsa a afirmação de que a Covid-19 não é perigosa para as crianças. “Tivemos muitos casos de pacientes pediátricos, não só com quadro respiratório, mas com uma série de outras doenças, como infecção no sistema nervoso central, casos de diabetes e de síndrome nefrótica desencadeados pela Covid-19″, afirma o especialista.

Horácio destaca que, hoje, entre todas as doenças para as quais existe vacina, a infecção por Covid-19 é a que mais leva à morte de crianças no país. “Isso é um dado que deve convencer muitos pais a vacinarem seus filhos, porque, infelizmente, não estamos tendo a adesão que gostaríamos”, diz.

Enquanto ainda não há uma vacina disponível para crianças abaixo de cinco anos, confira algumas medidas que podem ser adotadas pelas famílias e pelas escolas para mantê-las protegidas.

1 – Toda a família deve estar em dia com a vacinação contra Covid-19

A criança que ainda não foi imunizada está especialmente vulnerável quando as pessoas ao seu redor não se vacinaram contra a Covid-19. Idosos, adultos, adolescente e crianças de cinco anos ou mais já podem se vacinar e devem receber o ciclo completo de imunização, incluindo o reforço, de acordo com a faixa etária.

Ao se vacinar, pais, familiares e profissionais que têm contato frequente com a criança ou o bebê reduzem as chances de exposição dos pequenos ao vírus.

2 – Ter atenção aos sintomas e não sair com a criança em casos de suspeita de Covid

Horácio ressalta que, por ainda não terem recebido a vacina, crianças com menos de cinco anos requerem ainda mais cuidados em casos de suspeita de Covid-19. “A qualquer sintoma, como coriza, dor de garganta, é extremamente importante que os pais não pratiquem a automedicação. Procurem o pediatra, para que ele possa fazer as corretas orientações e investigação, caso necessário”, afirma.

Também é importante não levar a criança com sintomas para a escola nem para nenhuma atividade externa até que fique esclarecido se o caso é de Covid-19 ou não. A medida é fundamental para evitar que o vírus comece a circular entre a comunidade da qual a criança faz parte.]

3 – Não abrir mão do uso da máscara

Ao longo da pandemia, as crianças mostraram que são capazes de entender a importância do uso da máscara. Assim, para aquelas que ainda não se vacinaram, o ideal é manter o uso dessa proteção, adequada à idade delas, especialmente nos ambientes fechados. Existem máscaras específicas para crianças a partir de dois anos, e os adultos devem orientá-las sobre como usar.

4 – Manter os protocolos nas escolas

Para Victor Horácio, as escolas devem manter protocolos de segurança. Evitar muitas crianças juntas em um mesmo ambiente; manter as salas arejadas e o uso da máscara para alunos e professores; estimular a higienização constante das mãos e, se possível, flexibilizar horários de entrada, saída e recreio, para não haver aglomerações. Professores e funcionários devem estar atentos a eventuais sintomas típicos da Covid-19 e avisar imediatamente aos pais.

“São medidas extremamente importantes e que não protegem só contra o coronavírus, mas também contra outras viroses, já que o inverno está chegando e sabemos que é um momento bem crítico para esse tipo de infecção”, comenta.

Conheça o medicamento contra Covid-19 aprovado pela Anvisa para pessoas com imunidade comprometida

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, temporariamente, o uso emergencial e em caráter experimental do medicamento Evusheld da empresa AstraZeneca. Trata-se do primeiro remédio contra Covid-19 com indicação profilática. Neste caso, o remédio não é usado para tratar a doença, mas sim para prevenir que a pessoa tenha sintomas se for infectada.

Mirian Dal Ben, infectologista do Hospital Sírio-Libanês e médica do serviço de Controle de Infecção Hospitalar, explica que, para receber esse medicamento, o paciente não pode estar com Covid-19 e nem ter sido exposto ao vírus.

Na autorização, a Anvisa restringiu a indicação do medicamento a pessoas imunocomprometidas, que são mais propensas a ter uma resposta imunológica menor à vacina contra a Covid-19 e também com mais chances de desenvolver a forma grave da doença.

“É um medicamento indicado para aquele grupo que tem o sistema imune fraco. Essas pessoas não vão ficar protegidas, ou ficarão muito pouco protegidas, pela vacina. Por exemplo: pessoas que fizeram transplante – dependendo do tipo e das medicações imunosupressoras que usam; pessoas que têm tumores reumatológicos; pessoas com HIV numa fase muito avançada e sem tratamento”, exemplifica Mirian Dal Ben.

A aplicação do Evusheld é feita em duas doses, por injeção intramuscular, em hospital ou serviço de saúde.

Segundo a infectologista, ainda não há um estudo para avaliar os resultados práticos do uso do Evusheld no Brasil. Mas, no estudo clínico considerado para a validação do uso emergencial do medicamento pela Anvisa, o grupo de pessoas imunosuprimidas que recebeu o medicamento teve menos sintomas de Covid-19 do que o grupo que não foi medicado.

Vacina

A autorização da Anvisa prevê a indicação do Evusheld também para pessoas às quais as vacinas contra a Covid-19 não sejam recomendadas. Por exemplo, indivíduos com histórico de reação alérgica grave à vacina ou a qualquer um de seus componentes.

A agência ressalta, no entanto, que o medicamento não substitui a vacina para aquelas pessoas que podem tomar o imunizante. “Pessoas para as quais a vacinação é indicada devem receber a vacina contra Covid-19 normalmente. Isso inclui aquelas com comprometimento imunológico moderado a grave, mas que podem se beneficiar da vacinação contra a infecção, segundo avaliação profissional”, informa a Anvisa.

O medicamento já possui aprovação para uso emergencial pela Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) e também pelas autoridades reguladoras da França, Israel, Itália, Barein, Egito e Emirados Árabes Unidos.

Autotestes de Covid-19: oito cuidados na hora de comprar e usar

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está em processo de aprovação da venda no Brasil de autotestes para detecção de Covid-19 de diversos fabricantes. Até 4 de março, seis marcas já tinham sido liberadas, e algumas acabavam de chegar às farmácias das grandes cidades. Como nesse tipo de teste o próprio usuário realiza todas as etapas – desde a coleta até a interpretação do resultado – a Anvisa divulgou uma série de cuidados que precisam ser observados para que a testagem ocorra de forma adequada. Confira:

1 – Compre somente autotestes aprovados pela Anvisa. A agência tem uma lista que é atualizada frequentemente com os produtos aprovados para venda no Brasil. É importante ressaltar que podem comercializar os autotestes apenas farmácias, drogarias e estabelecimentos de saúde licenciados pela vigilância sanitária para comércio varejista de artigos médicos (ex.: curativos, meias de compressão, órteses etc.). A venda online só é permitida em sites das lojas mencionadas acima.

2 – Verifique a validade do autoteste na embalagem e se as condições de temperatura e umidade são adequadas para o uso. Não armazene o produto em ambientes úmidos ou com excesso de calor ou frio, porque isso pode levar a resultados errados (falso positivo ou falso negativo). Somente abra a embalagem quando for realizar o teste.

3 – Leia atentamente as instruções do fabricante antes de usar o autoteste e siga o passo a passo. Tenha cuidado especial com o tempo indicado para cada etapa do processo – o que é fundamental para a correta leitura do resultado. Somente utilize o produto se você se sentir seguro/a. Se tiver alguma dúvida, entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) indicado na embalagem do autoteste ou procure um serviço de saúde para receber orientação.

4 – De preferência, faça o teste em um ambiente limpo e arejado e lave bem as mãos antes de começar os procedimentos.

5 – Não realize o autoteste em outra pessoa, pois há risco de contaminação. No caso de pessoas menores de 14 anos, a testagem deve ser feita sob a supervisão de um adulto.

6 – Utilize apenas a amostra indicada nas instruções de uso do produto: saliva ou swab nasal (que é uma amostra coletada no nariz com um cotonete de haste longa). Se o seu autoteste for de swab nasal, faça a coleta em um ambiente arejado para evitar o risco de contaminação de outras pessoas, caso tenha vontade de espirrar durante o procedimento.

7 – Muita atenção ao tempo necessário para leitura do resultado indicado nas instruções do fabricante. Não interprete o resultado antes ou depois do tempo estipulado.

8 – Caso o autoteste que você comprou apresente algum problema, como resultado inválido, descarte o produto e realize um novo teste. Entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) indicado na embalagem para comunicar o problema. Em breve, a Anvisa terá um canal para os consumidores comunicarem eventuais problemas de qualidade nos autotestes de Covid-19.

Independentemente do seu resultado no autoteste, lembre-se de que a pandemia de Covid-19 ainda não está totalmente controlada. Então, siga com o uso de máscaras, distanciamento físico e complete a vacinação. Essas medidas protegem você e outras pessoas, pois reduzem as chances de transmissão do coronavírus.

Leia também:
Autoteste de Covid-19: cinco informações importantes que você precisa saber
Autoteste, antígeno, PCR… saiba a diferença entre eles e quando é a hora de testar

Autoteste de Covid-19: cinco informações importantes que você precisa saber

Até o dia 23 de fevereiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia liberado duas marcas de autotestes para Covid-19 para comercialização no Brasil.  Você já sabe onde poderá comprar ou como verificar se o produto está regularizado? Sabe se o resultado serve como comprovante para eventos e viagens? Confira as respostas para essas e outras perguntas, com informações da Anvisa:

O que é um autoteste?
É um produto no qual a pessoa realiza todas as etapas da testagem, desde a coleta da amostra até a interpretação do resultado, sem precisar do auxílio de um profissional. Para isso, é fundamental seguir atentamente as instruções de uso do fabricante. No caso da Covid-19, somente os produtos aprovados com a finalidade de autoteste de pesquisa de antígeno é que poderão ser utilizados pela população em geral.

Esse tipo de autoteste para Covid-19 deve ser usado como triagem, permitindo o isolamento da pessoa o quanto antes e evitando a transmissão do vírus. Porém, o diagnóstico depende de confirmação em um serviço de saúde. Se você quiser saber mais sobre como funciona o autoteste e a diferença entre os tipos de testagem existentes para Covid-19, acesse o post do Saúde da Saúde sobre o tema.

Onde posso comprar um autoteste para Covid-19?
Os autotestes só podem ser vendidos por:
– farmácias e drogarias regularizadas junto à vigilância sanitária;
– estabelecimentos de saúde licenciados pela vigilância sanitária para comércio varejista de artigos médicos (ex.: curativos, meias de compressão, órteses etc.).

A venda online só é permitida em sites das lojas mencionadas acima. É proibida a comercialização, por exemplo, em site de e-commerce como Amazon e Mercado Livre. A Anvisa tem uma lista que é atualizada constantemente com os autotestes aprovados.

Quando devo usar o autoteste para Covid-19?
Caso apresente sintomas relacionados à Covid-19 ou se esteve em contato com alguém com diagnóstico confirmado da doença. Os sintomas mais comuns da Covid-19 são:
– febre
– tosse
– dor de garganta
– coriza
– dor de cabeça
– perda do olfato e do paladar
– dores no corpo

Pessoas com sintomas graves, como falta de ar, baixos níveis de saturação de oxigênio (abaixo de 95%), cianose (cor azulada nas unhas, pele, lábios), letargia (sono profundo), confusão mental e sinais de desidratação devem procurar imediatamente um serviço de saúde, sem necessidade de fazer um autoteste.

O período ideal para fazer o autoteste é do 1º ao 7º dia do início dos sintomas. Se a pessoa está assintomática, o autoteste pode ser utilizado a partir do 5º dia do contato com alguém infectado pelo coronavírus.

O que fazer se meu resultado do autoteste for positivo?
Você deve se isolar imediatamente, mesmo que não apresente sintomas de Covid-19. A medida é importante para evitar a transmissão do vírus. Use máscara sempre e avise às pessoas que tiveram contato recente com você para também se testarem. É recomendado ainda procurar atendimento em um serviço de saúde para confirmação do diagnóstico e, assim, receber orientações e permitir a notificação nos sistemas do Ministério da Saúde para o acompanhamento dos casos de Covid-19 no Brasil.

Para saber as recomendações do Ministério da Saúde sobre o tempo de isolamento de pacientes com Covid-19, acesse o post do Saúde da Saúde.

Posso apresentar o autoteste em viagens, eventos ou para solicitar licença do trabalho?
Não. Nesses casos, servem apenas os testes realizados por profissionais de saúde, que apresentam laudos oficiais quanto à identificação ou não do antígeno ou do material genético do vírus na amostra. Os autotestes não fornecem um diagnóstico de Covid-19 e servem apenas como triagem, para orientar a pessoa sobre o risco de transmissão do vírus e as medidas que podem ser adotadas.

N95, cirúrgica ou de tecido: qual a melhor máscara para se proteger da variante ômicron?

A chegada da variante ômicron do coronavírus ao Brasil causou um salto no número de casos da doença devido ao altíssimo grau de transmissibilidade da nova cepa. Cidades que ensaiavam começar a liberar o uso de máscaras em determinados locais precisaram recuar na decisão porque essa proteção voltou a ser imprescindível para conter a circulação do vírus.

O Saúde da Saúde conversou com Gilberto Barbosa, infectologista e integrante do Corpo Clínico do Hospital São Vicente de Paulo (Passo Fundo – RS), que explicou as diferenças entre cada máscara e seus potenciais de proteção no novo contexto da circulação da variante ômicron. Confira:

Entre os modelos que temos no mercado, qual seria a máscara mais eficiente para se proteger da ômicron, variante considerada até agora a mais transmissível?
A transmissão do vírus SARS-COV-2 (Covid-19) ocorre, principalmente, através da via respiratória, por meio de gotículas e aerossóis. Ou seja, indivíduos infectados eliminam o vírus através da respiração, ao falar e tossir. A nova variante tem um potencial de transmissibilidade bem superior às variantes que surgiram no início da pandemia, portanto, cresce a importância da máscara como proteção para a disseminação do vírus. Nesta situação, as mais recomendadas são aquelas que possuem uma capacidade alta de filtração de partículas, acima de 95%, como os modelos N95, PFF2 ou KN95.

Há uma recomendação geral sobre o tipo de máscara mais adequado para determinadas situações? Por exemplo: prática de esportes, transporte público, viagens de avião etc.
A função prioritária da máscara é fazer a retenção dos vírus que seriam expelidos pela pessoa que está infectada, portanto, a recomendação da máscara deverá considerar, principalmente, o nível de distanciamento das pessoas, intensidade de ventilação no local, além da probabilidade de circulação de indivíduos infectados. Não existe uma recomendação padronizada, mas podemos dizer que, em locais como transporte público, seria importante o uso de máscaras de maior proteção, tipo N95. Já em situações como prática de esportes e ao ar livre podem ser usadas máscaras cirúrgicas ou de tecido.

As máscaras N95 e cirúrgicas podem ser reaproveitadas ou devem ser descartadas logo após um único uso?
Idealmente as máscaras N95 devem ser de uso único, mas, devido à restrição de disponibilidade, é aceitável utilizá-la após deixar um período de 3 a 5 dias em embalagem de papel em local que permita adequada aeração. Uma estratégia é ter cinco máscaras para serem utilizadas em cada um dos dias da semana. As máscaras cirúrgicas, geralmente, devem ser descartadas após o uso ou quando estiverem molhadas ou sujas.

Usar combinações de duas máscaras é realmente eficaz?
O CDC (Centro de Controle de Doenças) dos Estados Unidos publicou em suas recomendações a indicação do uso de dupla máscara. Esta combinação de duas máscaras, uma cirúrgica por baixo e uma de tecido por cima, aumentou a proteção conferida de forma significativa, chegando a valores próximos ao modelo N95. Este aumento da eficiência está muito relacionado à adequada fixação e vedação na face que a máscara sobreposta proporciona. Este modelo é uma alternativa de baixo custo para ser utilizada nas situações de maior risco como transporte coletivo.

Como varia o tempo de proteção oferecidos pelos diferentes modelos de máscara?
As máscaras de tecido e cirúrgica costumam ter eficácia em torno de 2 horas, mas o que limita o uso é quando ela fica molhada. As máscaras N95, como regra, se mantêm eficazes durante todo o turno de trabalho, de 4 a 8 horas. É muito importante observar que é preciso colocar a máscara de forma adequada, cobrindo completamente o nariz e a bora, bem ajustada ao rosto e sem ter espaços nas laterais. Também é necessário sempre higienizar as mãos antes e após o manuseio da máscara.

Gripe x Covid-19: conheça os sintomas mais comuns de cada doença

Ambas causadas por vírus, a gripe e a Covid-19 têm sintomas parecidos que confundem as pessoas. Principalmente no fim de 2021 e início deste ano, quando tivemos, junto com a pandemia de Covid-19, um surto de gripe. Houve registro, inclusive, de casos de dupla infecção, que ficou conhecida como “Flurona” (flu, de gripe em inglês + rona, de coronavírus).

Em geral, as duas doenças começam com fadiga e dores pelo corpo, que podem vir acompanhadas de coriza e tosse. Destacam-se entre as diferenças a possibilidade de perda de olfato e paladar nos casos de Covid-19, bem como a persistência dos sintomas por mais de quatro semanas – a chamada “Covid longa”.

Tanto na gripe como na Covid-19, além do tratamento indicado pelo médico, é importante que o paciente fique em repouso, tenha uma boa alimentação e se hidrate bastante para ajudar na recuperação do corpo e na eliminação do vírus. O isolamento social também é recomendado para não haver transmissão dessas doenças.

Confira abaixo as principais diferenças entre a Covid-19 e a gripe, segundo informações do Hospital Israelita Albert Einstein:

O que é cada doença?

Gripe
É uma infecção causada pelo vírus influenza e que afeta, principalmente, o sistema respiratório. O vírus tem diferentes subtipos, sendo o A e o B os principais causadores da doença nos humanos. Casos de gripe podem ocorrer ao longo do ano todo, mas costumam ser mais frequentes no inverno e em períodos mais frios e secos. Desde o fim de 2021, houve um aumento de casos da influenza H3N2, também chamada de Darwin. Uma vacina atualizada contra essa cepa é prevista para março deste ano.

A transmissão ocorre principalmente de forma respiratória, por gotículas de saliva contendo o vírus e espalhadas por espirros e tosse.

Covid-19
É causada pelo vírus SARS-CoV-2, que tem em comum com o vírus da gripe o alto potencial de mutação, o que possibilita o surgimento de variantes (como a delta e a ômicron). Também afeta especialmente o sistema respiratório e se propaga pelo ar, a partir de gotículas e aerossóis provenientes das vias respiratórias.
Têm altas chances de desenvolver a forma grave da doença: pessoas idosas, pacientes de doenças crônicas, pessoas com o sistema imunológico comprometido, transplantados e também aqueles que não se vacinaram.

Sintomas
Gripe

  • Febre súbita (acima de 38 graus em alguns casos)
  • Dor de cabeça
  • Dores no corpo
  • Sensação de moleza no corpo e falta de energia
  • Calafrios
  • Dor de garganta
  • Tosse seca
  • Nariz escorrendo (coriza)
  • Irritação nos olhos
  • Perda de apetite e emagrecimento

Covid-19

  • Tosse persistente
  • Nariz escorrendo (coriza)
  • Dor de garganta
  • Dor de cabeça
  • Dor no corpo
  • Dores musculares
  • Cansaço
  • Febre
  • Alguns pacientes podem sentir também sintomas gastrointestinais – como diarreia e vômito – e perda de olfato e paladar.

ATENÇÃO: Uma das complicações mais graves da Covid-19 é a falta de ar. Nesses casos, o paciente deve procurar imediatamente o serviço de saúde. O comprometimento pulmonar é uma consequência importante, sendo uma das sequelas mais notificadas.

Diagnóstico
Gripe
Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito com base nos sintomas relatados pelo paciente e em seu histórico de saúde. Se for necessário, podem ser pedidos exames complementares. Alguns dele identificam o tipo de vírus e até o subtipo (exames moleculares), mas esses são indicados somente em casos de internações e agravamento dos sintomas.

Covid-19
O diagnóstico é feito por meio de exames que identificam a presença do coronavírus nas vias respiratórias. Entre eles estão o RT-PCR, o teste rápido de antígeno e o teste de amplificação isotérmica (NEAR). O material é coletado na região nasal e faríngea com o uso de um swab (haste estéril). O RT-PCR também pode ser feito através da saliva.

Para identificar se o paciente teve já teve contato com o vírus, pode ser feito o exame sorológico, que mostra se houve produção de anticorpos específicos contra o coronavírus. É um teste feito com amostra sanguínea do paciente e pode indicar uma infecção tardia (IgG) ou mais recente (IgM).

“Flurona”
Segundo o Instituto Butantan, a infecção dupla de vírus respiratórios não é algo novo e também é mais comum do que pensamos. Ela acontece porque os dois vírus estão circulando numa mesma época e com parte da população sem estar devidamente imunizada contra eles.

Em 2021, o vírus da influenza circulou na estação mais quente, o que não é muito comum. Entre as razões apontadas pelo Instituto está o fato de menos de 90% do público-alvo da campanha nacional de vacinação contra a gripe ter sido imunizado. Com isso, um grande número de brasileiros ficou mais vulneráveis à doença.
O Butantan ressalta que ser infectado pelo dois vírus não significa que eles se juntaram e se tornaram algo mais forte. A “Flurona” nada mais é que uma situação em que dois organismos infectaram uma única pessoa ao mesmo tempo.

Autoteste, antígeno, PCR… saiba a diferença entre eles e quando é a hora de testar

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a venda de autotestes de Covid-19 em farmácias no país. Populares no exterior, esses testes podem ser feitos pelo próprio paciente em casa e sem a ajuda de um profissional da saúde. A ideia é ter um recurso a mais para diagnosticar a infecção pelo coronavírus diante do aumento de casos por causa da variante ômicron, que tem causado escassez dos outros tipos de testagem.

Porém, ainda é preciso mais uma etapa para que os autotestes cheguem aos consumidores: cada empresa que quiser comercializar o produto precisa solicitar o registro na Anvisa, que vai analisar caso a caso. A agência estima ter os primeiros testes aprovados para venda em fevereiro. O órgão ressalta que é proibida a venda de autotestes na internet, em sites que não sejam de farmácias ou estabelecimentos de saúde autorizados e licenciados pela vigilância sanitária.

Segundo a Anvisa, o autoteste de pesquisa de antígeno de Covid-19 deve ser usado como triagem para permitir o isolamento precoce e evitar a transmissão do vírus. A agência ressalta que o diagnóstico depende de confirmação em um serviço de saúde. Nos casos em que o autoteste der positivo, a orientação do Ministério da Saúde é de buscar atendimento médico.

Abaixo, você fica sabendo a diferença entre o autoteste e os demais tipos disponíveis no mercado, segundo informações da Anvisa e do Hospital Mãe de Deus (RS). Vai entender, ainda, qual o melhor momento para fazer o teste. Confira:

AUTOTESTE
Como funciona: o autoteste identifica o antígeno viral, uma estrutura que faz com que o corpo produza uma resposta imunológica, que são os anticorpos. Ao comprar o autoteste, a pessoa recebe um kit composto por um dispositivo de teste, um swab (um cotonete com haste longa e estéril), um tampão de extração e um filtro. A amostra é coletada com a introdução não muito profunda do swab no nariz. A pessoa deve então seguir as instruções detalhadas do autoteste para ter o resultado – que sai entre 15 e 20 minutos.

Quando fazer: se estiver apresentando sintomas (como febre, tosse, dor de garganta, coriza e dor de cabeça) ou se tiver contato com alguém que tenha um resultado positivo recente para Covid-19. O autoteste pode ser feito entre o 1º e o 7º dia do início dos sintomas OU a partir do 5º dia do contato com a pessoa infectada pelo coronavírus.

ATENÇÃO! A Anvisa ressalta que o autoteste NÃO DEVE ser utilizado em casos que apresentem sintomas como falta de ar, baixos níveis de saturação de oxigênio (abaixo de 95%), cianose (cor azulada nas unhas, pele, lábios), letargia (sono profundo), confusão mental e sinais de desidratação. O paciente com esses sintomas deve procurar um serviço de saúde o mais rápido possível.

RT-PCR
Como funciona: é considerado o padrão-ouro no diagnóstico da Covid-19 e identifica o vírus no período em que está ativo no organismo. A confirmação da infecção é obtida pela detecção de material genético do SARS-CoV-2 na amostra analisada, que é obtida pela raspagem de secreção nas narinas ou garganta do paciente. A coleta é feita com um swab por um profissional de saúde, e a amostra é analisada em laboratório.

Quando fazer: a coleta da amostra para o teste PCR deve ser realizada, de preferência, entre o 3º e o 10º dia após o início dos sintomas.

TESTE RÁPIDO
Como funciona: há no mercado dois tipos de testes rápidos: de antígeno (que detectam a fase de atividade da infecção) e de anticorpos (que indica uma resposta imunológica do corpo em relação ao vírus). A vantagem desses testes seria a obtenção de resultados rápidos para a decisão da conduta médica. Entretanto, eles têm sensibilidade e especificidade reduzidas em comparação às outras metodologias – por isso é importante ter a orientação e o acompanhamento de um médico.

Quando fazer: para maior eficácia, é recomendável que o material seja coletado a partir do 10º dia do início dos sintomas. O resultado fica pronto em até 2 horas.

SOROLOGIA
Como funciona: verifica a resposta imunológica do corpo em relação ao vírus a partir da detecção de anticorpos IgG e IgM em pessoas que foram expostas ao SARS-CoV-2. O exame é realizado a partir da amostra de sangue do paciente.

Quando fazer: para que o teste tenha maior sensibilidade, recomenda-se que seja realizado ao menos 10 dias após o início dos sintomas. Isso se deve ao fato de que a produção de anticorpos no organismo só ocorre depois de um período mínimo após a exposição ao vírus.

ATENÇÃO! Vale ressaltar que nem todas as pessoas infectadas pelo coronavírus desenvolvem anticorpos detectáveis pelas metodologias disponíveis, principalmente nos casos com sintomas leves ou assintomáticos. Assim, pode haver resultados negativos na sorologia mesmo em pessoas que tiveram Covid-19 confirmada por exame RT-PCR.

Recomendação da Anahp
A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) não recomenda a ida ao pronto-socorro apenas com a intenção de fazer um teste de Covid-19. Devem recorrer aos hospitais somente os pacientes com sintomas persistentes – falta de ar, febre, tosse intensa – ou com doenças crônicas pré-existentes.

Aqueles que estiverem com sintomas leves ou assintomáticos devem priorizar a busca por atendimento ambulatorial em consultas médicas, de preferência por telemedicina. Assim, o paciente se protege de uma exposição desnecessária dentro de ambientes hospitalares.

Ao passar por uma consulta, o paciente será avaliado clinicamente e terá a indicação correta sobre a necessidade ou não de testagem e também sobre o tipo de teste mais adequado de acordo com os sintomas que apresenta.

Volta às aulas e a ômicron: como cuidar da saúde das crianças com a alta de casos de Covid-19

A volta às aulas em meio a um pico de transmissão do coronavírus por causa da variante ômicron – e com a vacinação das crianças ainda no início – é motivo de apreensão para os pais e responsáveis. Para saber como escolas e famílias podem contribuir para um retorno mais seguro às salas de aula, o Saúde da Saúde conversou com o infectologista e gerente médico do Sabará Hospital Infantil, Francisco Ivanildo Oliveira Júnior. Uma das medidas indispensáveis, segundo o especialista, é vacinar as crianças entre 5 e 11 anos o mais rápido possível. Confira outras orientações:

Protocolos de segurança
O infectologista ressaltou que, com a ômicron, não houve nenhuma mudança significativa com relação às medidas de proteção contra o vírus adotadas até agora na pandemia. “É muito importante que as medidas de controle nas escolas funcionem e sejam bastante efetivas”, afirma.

Todos os alunos e funcionários devem utilizar máscaras cobrindo boca e nariz, preferencialmente de modelo N95 ou PFF2, que oferece maior proteção. Quem não tem acesso a esses modelos deve utilizar ao menos a máscara cirúrgica, que seria a segunda melhor opção em nível de segurança.

“Em último lugar, para quem não consegue uma máscara de tamanho adequado, pode-se utilizar as de tecido, fazendo trocas regulares (a cada 2h ou se ficarem úmidas) para evitar que diminua a eficiência”, ressalta Oliveira Júnior. As máscaras podem ser utilizadas por crianças a partir de 2 anos de idade e é obrigatória a partir dos 6 anos.

As escolas também devem garantir o distanciamento dentro das salas de aula e nas filas e corredores, além de reduzir atividades que causem aglomerações dos alunos, como comemorações. Todos os ambientes devem ter a ventilação adequada e, sempre que possível, dar preferência para atividades em locais abertos.

O momento das refeições exige cuidado especial com distanciamento ou que as mesas tenham divisórias de acrílico para evitar o risco de transmissão.

Outra medida importante é reduzir o acesso de pessoas de fora ao ambiente escolar. Pais e responsáveis devem buscar as crianças na porta do colégio e serem estabelecidos horários alternativos para serviços de limpeza e manutenção. “Tudo o que possa ser feito para reduzir o número de pessoas circulando vai diminuir as chances de transmissão”, afirma o infectologista do Sabará.

Casos suspeitos
Pais, responsáveis e a própria escola devem redobrar a atenção com o surgimento de sintomas respiratórios (dor de garganta e coriza, por exemplo) – mesmo que sejam leves. “Sabemos que o coronavírus não é o único vírus que pode causar febre, sintomas respiratórios ou diarreia. Mas, dentro da situação atual, com números altíssimos de novos casos, a presença desses sintomas tem sim que levantar a possibilidade de Covid-19 – e essas crianças não podem ir para a escola”, explica o infectologista.

Também não devem frequentar as aulas o aluno ou aluna que teve contato com algum caso confirmado da doença. “Se não houver essa colaboração das famílias de não mandar suas crianças sintomáticas para a escola, a gente não vai ter como controlar a transmissão dentro das salas de aula”, alerta.

A criança que for identificada dentro da escola com sintomas respiratórios deve ser imediatamente levada para uma sala onde possa ser mantida distante dos demais alunos até que a família vá buscá-la. Os pais podem usar a telemedicina para ter orientação médica.

A testagem deve ser feita sempre que for possível, e todas as pessoas do círculo familiar que apresentarem sintomas ou tiverem o diagnóstico confirmado precisam ficar isoladas para evitar a disseminação do vírus.

Oliveira Júnior diz que as famílias também devem restringir os contatos da criança fora da escola. “É uma medida de bom senso reduzir a circulação, porque é justamente nesses lugares que existe uma alta chance de contato com outras pessoas: dentro de shoppings, de lojas, festas infantis, onde você possa ter contato com outras crianças e correr o risco de transmissão.”

O especialista alerta que, no caso de condições pré-existentes que aumentam o risco de desenvolver formas graves da Covid-19, os pais devem discutir com a escola e com o médico que acompanha a criança a possibilidade de manter as aulas online – ao menos nesse momento em que a taxa de infecção está crescendo vertiginosamente. “Os casos de influenza têm diminuído bastante com relação ao que se viu no mês de dezembro e início de janeiro. O principal vírus respiratório circulando agora, e ainda em fase de crescimento, é o coronavírus”, esclarece o infectologista.

6 coisas que você precisa saber sobre a vacina contra Covid-19 para crianças

Desde o início do ano, a inclusão das crianças no programa nacional de vacinação contra a Covid-19 gerou uma série de dúvidas. Muitas foram as informações que começaram a circular pelas redes sociais sobre a efetividade e até a necessidade de imunizar esse público. Veja o que dizem especialistas sobre os principais questionamentos e saiba o que é fato e o que é informação falsa nesse debate nas redes.

Se a Covid-19 é mais leve nas crianças, por que elas precisam ser vacinadas?

Mesmo o número sendo menor com relação aos adultos, há casos de crianças que tiveram a forma grave da doença – com o registro de mais de 310 mortes de pacientes com idade pediátrica no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Com a vacinação a partir de 5 anos de idade, a letalidade do vírus nas crianças deve diminuir, especialmente para aquelas com a imunidade comprometida, que são as mais vulneráveis.

Além de ser uma medida importante para proteger a saúde das crianças, a vacinação em massa ajuda a conter a circulação do vírus e funciona como uma proteção indireta para familiares que estão nos grupos de risco, como os idosos. Estudos indicam que uma pessoa imunizada tem menor tempo de transmissibilidade do vírus e menor carga viral.

Todas as crianças podem tomar a vacina contra Covid-19?

Sim. Baseado na liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), todas as crianças a partir de 5 anos de idade podem tomar a vacina da Pfizer, que usa uma parte de RNA sintético, feito em laboratório e sem nada do vírus em si. Por isso, é segura também para crianças com a imunidade baixa, doenças inflamatórias, crônicas, entre outras.

A Coronavac, também liberada pela Agência, pode ser aplicada em crianças de 6 e 11 anos, exceto em imunodeprimidas. No caso de crianças em tratamento contra o câncer (que tenha doença ativa ou não), os especialistas recomendam que os pais ou responsáveis conversem com o oncologista para saber o momento ideal da vacinação e ter a melhor resposta imunológica possível.

Essas vacinas contra Covid-19 são consideradas experimentais e podem ser perigosas?

Não. Os imunizantes liberados pela Anvisa para crianças foram testados e aprovados em todos os órgãos regulatórios – no Brasil e também em outros países. “É uma vacina eficaz, segura e confiável, liberada para as crianças por órgãos competentes”, afirma o infectologista e vice-diretor técnico do Hospital Pequeno Príncipe, Victor Horácio de Souza Costa Júnior.

A vacina contra Covid-19 para crianças é igual à aplicada nos adultos?

Ela tem praticamente a mesma formulação, com a diferença no volume da dose – que é em torno de um terço menor do que é aplicado no adulto.

A vacina contra covid-19 para crianças pode ter efeitos colaterais?
Sim. São comuns: dor, vermelhidão e inchaço no local da aplicação, além de febre e dor no corpo – que, em geral, duram até 48h após aplicação. Se passarem de 72h, é importante procurar o pediatra.

Há situações em que a criança não deve ser vacinada contra Covid?
Se a criança pegou Covid-19, deve esperar 30 dias a partir do início dos sintomas para se vacinar.

Também é importante lembrar a necessidade de seguir a programação das segundas doses ou de reforço, se houver, além de manter os cuidados de sempre, pois a pandemia ainda não acabou: uso de máscara, higienização das mãos e evitar aglomerações.

Fontes:
– Victor Horácio de Souza Costa Júnior, infectologista e vice-diretor técnico do Hospital Pequeno Príncipe
– Anna Claudia Turdo, infectologista do A.C.Camargo Cancer Center
– Carlos Eduardo Ramos Fernandes, pediatra do A.C.Camargo Cancer Center

Sintomas de Covid: conheça os principais sinais de infecção pela Ômicron e outras variantes

Seja com febre ou uma simples dor de garganta, a Covid-19 pode se manifestar de diferentes formas. É que, além de cada organismo reagir de uma maneira à infecção, as mutações pelas quais o vírus já passou tornam determinadas reações mais comuns ou mais raras.

No início da pandemia, um dos principais sintomas descritos era a perda do olfato e paladar, que poderia durar semanas, meses e, em alguns casos, seriam até irreversíveis. Agora, com a predominância da variante Ômicron no Brasil, é mais provável que pessoas infectadas sintam a garganta arranhando e dores no corpo.

Como a variante Ômicron tem altas taxas de transmissão e seus sintomas são parecidos com os de várias outras doenças – de resfriado à dengue –, é importante estar atento a qualquer alteração na sua saúde. Confira as queixas mais comuns associadas às principais variantes da Covid-19:

Ômicron
Cansaço extremo, dores pelo corpo, dor de cabeça e dor de garganta.

Delta
Coriza, dor de cabeça, espirros, dor de garganta, tosse persistente e febre.

Gama
Febre, tosse, dor de garganta, falta de ar, diarreia, vômito, dor no corpo, cansaço e fadiga.

Beta
Febre, tosse, dor de garganta, falta de ar, diarreia, vômito, dor no corpo, cansaço e fadiga.

Alfa
Perda ou alteração do olfato, perda ou alteração do paladar, febre, tosse persistente, calafrios, perda de apetite e dores musculares.

SARS-CoV-2 (vírus original)
Febre, tosse seca, cansaço e perda do paladar e/ou do olfato.

Casos de Covid-19 subiram mais de 600%
O Brasil enfrenta, neste início de 2022, uma alta nos casos de Covid-19. A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) fez uma pesquisa entre seus associados e registrou um aumento médio de 655% no período de dezembro de 2021 até o dia 5 de janeiro. O número foi divulgado junto com orientações importantes para a população sobre quando é preciso procurar um hospital.

(Fontes: Instituto Butantan e Hospital Moinhos de Vento)