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Telemedicina: uma solução para atendimento à distância em tempos de coronavírus

Uma das medidas adotadas pelas instituições hospitalares para enfrentar o novo coronavírus no Brasil é implementar o uso da telemedicina. O método ganhou destaque nas falas no Ministério da Saúde (MS) que, diante da crise, reconheceu a prática para atendimento médico durante a pandemia. A telemedicina foi regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2002 e, desde então, vem sendo objeto de discussão entre entidades de saúde para definição das regras do uso correto e ético da prática.

No contexto da pandemia de Covid-19, o CFM reconheceu o uso da telemedicina no Brasil “em caráter de excepcionalidade”, limitando a três práticas: teleorientação, telemonitoramento e teleinterconsulta. Dessa forma, é possível viabilizar a assistência médica à distância, diminuindo, assim, os riscos de disseminação da Covid-19, seja no caminho de doentes ao hospital ou na relação médico-paciente. Além disso, facilita também o acompanhamento de pacientes com outros tipos de doença.

Mas, afinal de contas, o que é telemedicina? O professor da Faculdade de Medicina e chefe da disciplina de Telemedicina da USP, Chao Lung Wen, define o recurso como um método da profissão. Ele explica que o que determina a prática é simplesmente o uso de tecnologias eletrônicas associado ao atendimento não presencial. E destaca que manter a qualidade do serviço médico é o que completa o pacote.

“Todos os processos que determinam a qualidade de um ato médico estão totalmente vinculados à telemedicina. Envolve entrevista investigativa estruturada, prontuário digital, decisão de conduta após avaliação do que podemos fazer usando um meio tecnológico. O paciente pode estar à dez metros dentro de outra sala, ou a mil quilômetros de distância e, ainda assim, poderá ser avaliado por meio de tecnologias interativas que estão à nossa disposição para oferecer a extensão do cuidado médico”, explicou o especialista.

Confira agora o que significam os termos da telemedicina e saiba como tudo isso pode funcionar na prática.

Telemonitoramento, teleorientação, teleconsulta e teleinterconsulta. Qual é a diferença?

Seja qual for a expressão, uma coisa é fundamental para que o método funcione: videoconferência. Ligações telefônicas não bastam. Entretanto, Wen destaca que a videoconferência só é válida se ela acontecer dentro das regras da telemedicina, que envolvem questões desde o consentimento do paciente, em relação a valores e serviços oferecidos, até segurança de dados.

O telemonitoramento é quando o médico faz uso de uma televisita para acompanhar as condições clínicas de um paciente. É possível fazer uma avaliação visual e observar as condições, por exemplo, dos olhos, garganta, pele e até padrão de respiração. No caso de alguém com suspeita de coronavírus ou confirmado, que deve ficar isolado, é possível avaliar a condição física do paciente sem que ele tenha que permanecer 14 dias sem acompanhamento de um médico.

A teleorientação não é muito diferente. O termo diz respeito ao que seria uma primeira avaliação com função de orientar o paciente quanto ao uso de medicação OTC (aquelas que não precisam de receita médica) e hábitos que possam aliviar sintomas e prevenir complicações e contágio. Não envolve grande tomada de decisão, apenas serve para orientações básicas e iniciais.

Já a teleconsulta envolve diagnóstico, decisões médicas quanto ao rumo de tratamentos e prescrição. “A princípio, a primeira consulta deveria ser presencial, segundo o CFM, mas quando o governo decreta isolamento social e pede para que a população não vá ao hospital, essa é uma solução. Senão, estamos estimulando a automedicação e o autodiagnóstico”, explica Wen.

A teleinterconsulta diz respeito à interação entre médicos, o que pode ajudar os profissionais em tomadas de decisão.

Em tempos de pandemia, uma das vantagens em todos esses casos é conseguir reduzir a possibilidade de contágio da população por evitar a locomoção dos infectados. Além disso, o acompanhamento médico à distância permite que o encaminhamento para unidades hospitalares seja feito apenas em caso de necessidade, diminuindo a circulação de pessoas em ambientes hospitalares.

Mas eu só posso fazer uso da telemedicina se eu estiver com coronavírus?

Na opinião de Chao Lung Wen, nesse momento esse tipo de atendimento deveria ser oferecido para todos, independentemente do tipo de doença. “A Covid-19 é apenas uma das doenças na área de síndrome gripal. As pessoas continuam hipertensas, com diabetes, com câncer e tendo infarto, e não podem deixar de ser atendidas. Esse método tem que ser expandido para todo cuidado possível, pois o processo de serviço médico foi quebrado com essa pandemia”, diz Wen.

Muitas especialidades podem fazer uso da telemedicina, principalmente as que conseguem fazer uma avaliação clínica visual. Para Wen, cada área e cada profissional precisa ter seu limite bem estabelecido e ser prudente para não comprometer o cuidado com a saúde.

O que eu preciso fazer para ser atendido por telemedicina?

As instituições hospitalares ainda estão se organizando, mas cada um terá um meio específico de prover atendimento via telemedicina e deverá indicar ao paciente como acessá-lo. Algumas usam aplicativos, outras o próprio website. Muito provavelmente, o paciente só terá o trabalho de acessar um link.

Quanto ao paciente, ele poderá ter acesso por meio de um dispositivo de sua preferência, como um smartphone ou computador. Caso o médico ou hospital escolha uma ferramenta interativa específica, basta instalar e pronto.

Também será necessário ter alguns instrumentos em casa para auxiliar o profissional em seu atendimento, como termômetro, balança, medidor de pressão arterial e, até mesmo, um oxímetro digital, no caso de precisar verificar a saturação do oxigênio, entre outros. Tudo vai depender das orientações dadas pelo médico.

E como faz com a receita médica?

Ainda não está regulamentado no Brasil o uso de receitas com assinatura digital. Em alguns países, como a Holanda, já existem plataformas que integram médicos e farmácias para envio eletrônico do documento. Enquanto isso, para casos de prescrição de medicamentos que precisam obrigatoriamente de receita – como é o caso dos antibióticos – uma solução, segundo Wen, é que algum amigo ou familiar busque a receita no consultório, ou que o médico envie um portador para entregar o documento.

Como os idosos devem se proteger do novo coronavírus, e como os mais jovens podem ajudá-los

Os idosos estão entre as pessoas mais vulneráveis ao novo coronavírus. Isso não significa que apenas eles se contaminam, mas que há maior possibilidade de desenvolverem a forma mais grave da doença. E por que isso acontece? Como os idosos podem se proteger? E como os mais jovens podem ajudá-los? 

A coordenadora médica da S.O.S Vida, Patrícia Espiño, explicou essas e outras questões importantes nesta entrevista ao portal. Confira: 

Porque o novo coronavírus é mais perigoso para os idosos? Quais as idades com maior risco?

Patrícia Espiño: Podemos elencar dois principais aspectos que justificam o maior cuidado com os idosos em relação ao coronavírus. O primeiro é o declínio gradual da função do sistema imune. Sabemos que o sistema imune passa, com o decorrer do tempo, a reduzir sua atividade, propiciando aparecimento e desenvolvimento de infecções – algumas delas ditas como “oportunistas”. Nos idosos, o número de glóbulos brancos (leucócitos) encontra-se reduzido ou com atividade reduzida, e são estas células as responsáveis pela defesa do nosso organismo contra patógenos (bactérias, vírus, fungos, etc). No caso do coronavírus, está acrescido o fato de que ele pode também danificar as células do sistema imune, deixando os idosos em situação ainda mais vulnerável.

O segundo fator é a presença de doenças crônicas. Assim como o sistema imune, outros sistemas vão apresentando alterações nas suas funções e, com isso, há uma maior prevalência de comorbidades – como hipertensão arterial, diabetes e hipotireoidismo. Esses fatores são indicadores de maior debilidade da pessoa e esse fato acarreta em casos de infecções mais graves; assim como obesidade e sedentarismo. 

Segundo o CDC (Centers for Disease Control and Prevention), as pessoas com idade maior ou igual a 65 anos estão mais suscetíveis à infecção pelo Covid-19, mas também se destacam outros grupos como: habitantes das chamadas Instituições de Longa Permanência; pacientes com doença pulmonar crônica ou asma moderada-grave; doenças cardiovasculares; câncer e condição de imunodeficiência; obesidade (Índice de Massa Corpórea maior que 40); ou presença de certas condições médicas, particularmente se não foram controladas, como diabetes mellitus, doença renal crônica ou doença hepática.

Apesar de o grupo suscetível descrito pelo CDC ser de maiores de 65 anos, o Ministério da Saúde define como grupo de risco pessoas acima dos 60 anos, e aquelas com doenças crônicas, como diabetes e doenças cardiovasculares.

Os efeitos do vírus só são mais grave nos idosos?

Patrícia Espiño: A gravidade do vírus está ligada à mortalidade relacionada ao patógeno. Entretanto, como os idosos estão mais suscetíveis, temos mais óbitos nessa população. Mas não devemos atribuir a este grupo todos os casos mais graves, uma vez que também há descrição de óbito entre as outras faixas etárias.

Quais medidas de prevenção devem ser tomadas pelos idosos?

Patrícia Espiño: Assim como toda a população, devem adotar as medidas orientadas pelo Ministério da Saúde e pelo CDC, que são:

  • Distanciamento social – evitar aglomerações e fazer viagens
  • Lavagem das mãos com água e sabão frequentemente
  • Manter distância de outras pessoas quando em ambiente externo
  • Evitar contato próximo com pessoas que estejam doentes
  • Limitar o tempo de exposição em público – procurar sair de casa apenas para compra de suprimentos (alimentação e itens de saúde/higiene) 

 Como os mais jovens e familiares podem ajudar?

Patrícia Espiño: Os idosos estão mais suscetíveis a quadros de depressão e ansiedade e, nesse período, podemos ter um aumento significativo desses casos. Sendo assim, o período de isolamento social deve ser alicerçado pela família para menor impacto.

Algumas sugestões:

  • Utilização de tecnologia: muitos idosos não possuem grande habilidade com uso de tecnologias, mas sabemos que as ferramentas de videochamadas podem viabilizar a troca de informações entre familiares, preservando o contato.
  • Estímulo à atividade física dentro de casa: além de favorecer saúde física, também propicia uma ambientação social. Durante o período de isolamento, devemos estimular a manutenção das atividades dentro do ambiente, com orientações de alongamento.
  • Alimentação saudável: manter-se informado e aproveitar para se alimentar de forma mais saudável e com mais consciência. Nesse sentido, os familiares podem realizar compras online ou solicitar delivery de alimentos com maior valores agregados – dar preferência a frutas e legumes e reduzir a ingestão de sal, açúcar etc.
  • Interação constante : é importante que as rotinas sejam mantidas e é importante que as chamadas telefônicas sejam frequentes para acompanhar qualquer alteração clínica nos idosos e tomar medidas necessárias.

É importante lembrar que o distanciamento social não significa isolamento, pois hoje entendemos que é imperativa a união entre as pessoas e que precisamos buscar meios sábios de interagir, justamente pelo elevado risco de depressão e ansiedade dentro dessa população.

A doença se manifesta da mesma forma nos idosos? Quais são os sinais de possível infecção que podem ser observados?

Patrícia Espiño: A apresentação clínica é semelhante nas faixas etárias. Entretanto, o que se observa é a maior gravidade dos sintomas quando presente em idosos. Os sinais mais frequentes são: febre, tosse e dificuldade de respirar.

Quando é necessário levar o idoso ao hospital ou atendimento médico?

Patrícia Espiño: A presença de sinais de alerta para Covid-19 devem ser considerados em todas faixas etárias, sendo eles:

  • Dificuldade de respirar (dispnéia)
  • Persistência de dor torácica
  • Alteração do nível de consciência ou sonolência
  • Lábios e extremidades das mãos e pés azulados (cianose)

Esses são os principais aspectos, mas sempre é importante entrar em contato com seu médico em caso de dúvida. 

Se o idoso estiver infectado, quais os cuidados necessários?

Patrícia Espiño: Nos casos de diagnóstico, seguir as orientações do Ministério da Saúde:

  • Quarentena, com isolamento domiciliar;
  • Uso de máscara, se estiver tossindo ou espirrando, para evitar transmitir o vírus para outras pessoas;
  • Distância entre moradores: manter distância mínima de um metro entre o paciente e os demais moradores da casa;
  • Adequação de espaço domiciliar, mantendo as janelas abertas para circulação do ar, a porta fechada durante todo o isolamento e a limpeza frequente da maçaneta com álcool 70% ou água sanitária;
  • Itens de uso pessoal: o lixo produzido pelo paciente contaminado precisa ser separado e descartado; todos os itens usados pelo paciente – como toalhas de banho, garfos, facas, colheres, copos e outros objetos – não devem ser compartilhados; os móveis da casa precisam ser limpos frequentemente com água sanitária ou álcool 70%.

Em quanto tempo os sintomas podem aparecer após a infecção pelo coronavírus?

Patrícia Espiño: Os sintomas podem aparecer entre o 2º e 14º dia após exposição – tempo baseado no período de incubação dos vírus da família COVID.

Cuidado com pacientes oncológicos durante pandemia de Covid-19

Sem imunidade e sem vacina contra o novo coronavírus, toda a população está exposta e suscetível a contrair a doença. Mas alguns grupos estão ainda mais vulneráveis, como é o caso de pessoas em tratamento contra o câncer e que, por conta disso, têm seu sistema imunológico abalado.

O superintendente e diretor médico do A.C. Camargo Cancer Center, Victor Piana, esclarece que a rotina imposta à população nesse momento muito se assemelha à qual os pacientes oncológicos já estão habituados e que, agora, é necessário apenas redobrar a atenção. Decisões sobre rotina de tratamento devem ser tomadas junto ao médico e visitas ao pronto-socorro devem ocorrer exclusivamente se houver presença de sintomas típicos da Covid-19, como a falta de ar. O especialista também chama a atenção para o fato de que alguns pacientes oncológicos, devido à sua condição, podem não apresentar febre.

Confira a entrevista completa:

Qualquer paciente oncológico pode ser considerado parte do grupo de risco?

Victor Piana: Pacientes oncológicos, em geral, são considerados grupo de risco e demandam de mais cuidados e atenção. E os pacientes em vigência de quimioterapia, em especial os oncohematológicos e transplantados, são mais vulneráveis que os demais.

Frente à pandemia do Covid-19, um tratamento quimioterápico deve ser mantido ou há caminhos alternativos?

Piana: O sucesso do tratamento oncológico depende de muita disciplina. A sobrevida específica do paciente com câncer depende da aderência ao plano terapêutico, e os intervalos de tempo para início ou entre as fases do tratamento são muito importantes. Então, a recomendação é que os pacientes não interrompam o tratamento. O ideal é que conversem com seus médicos e juntos decidam qual caminho seguir neste momento.

Pacientes oncológicos, devido à imunossupressão causada pelas terapias, devem adotar medidas mais rígidas para se proteger?

Piana: A rotina dessas pessoas já é bem criteriosa. Então, não há novas recomendações. Apenas reforçamos a importância de evitar aglomerações, lavar as mãos, evitar contato com pessoas doentes etc. Como são rotineiramente informados da sua vulnerabilidade, sempre estiveram sob os cuidados de higiene e isolamento que toda a população está sujeita neste momento.

É possível realizar o tratamento em casa, para evitar o deslocamento e, portanto, o contato com outras pessoas?

Piana: O tratamento oncológico envolve um conjunto de possibilidades, mas cada tipo de câncer utiliza especificamente algumas destas opções. Nesse momento de pandemia, sempre que for possível, o uso de medicamentos orais deve ser indicado, ao invés de infusão. Mas nem todos têm essa alternativa. Então, nossa recomendação é de que continuem seguindo o que já foi proposto por seus médicos e que evitem aglomerações e contato com outras pessoas.

Pacientes oncológicos que estiverem com sintomas ligados ao coronavírus devem procurar o pronto-socorro imediatamente?

Piana: O pronto-atendimento, principalmente nesse momento de pandemia, traz riscos aos pacientes oncológicos pela potencial convivência com outras pessoas com sintomas gripais. Assim, quem estiver com sintomas gripais leves (tosse, coriza, dor de garganta) não precisa ir ao pronto-atendimento. Mas é necessário ficar atendo à progressão dos sintomas e reavaliar todos os dias. Se surgir febre acima de 37,8º C, dor ao respirar ou falta de ar, o paciente oncológico deve procurar avaliação médica, incluindo o pronto-socorro se necessário. É importante lembrar também que, pelas condições desse paciente, pode ser que ele não desenvolva febre.

Hospital Pequeno Príncipe esclarece como o coronavírus pode impactar a saúde das crianças

Com foco no atendimento pediátrico, o Hospital Pequeno Príncipe, no Paraná, tem buscado adaptar equipe, fluxo e espaço para acolher casos suspeitos e confirmados de infecção pelo Covid-19 entre seus pacientes. Uma ala inteira está reservada para o atendimento de crianças com síndrome respiratória aguda, sejam casos suspeitos ou confirmados. Ali, o atendimento é feito por três médicos, diminuindo, assim, a exposição de outros profissionais ao vírus.
Você sabe como o novo coronavírus pode impactar a saúde das crianças? O Hospital Pequeno Príncipe esclarece essa e outras dúvidas:

Crianças correm menos risco?
Segundo o infectologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe, Victor Horácio, os casos de crianças sintomáticas ainda são muito raros. Como tudo é muito novo quando se trata de conhecimento sobre o comportamento do vírus, ainda não se sabe o porquê.
“O baixo número de casos não significa que elas estão menos sujeitas à infecção ou que elas simplesmente não pegam. Elas podem ser infectadas, não desenvolver a doença e se tornar transmissoras”, diz o médico.

Como os pais podem evitar que as crianças se contaminem ou passem o vírus para outras pessoas?
Evite que crianças tenham contato com os idosos, que fazem parte do grupo de risco e estão mais vulneráveis à doença.
Os pais precisam estar atentos também aos cuidados básicos de prevenção: higiene das mãos, alimentação saudável, ensinar a etiqueta da tosse e a ingerir bastante líquido.

E se a criança apresentar sintomas de Covid-19?
Em caso de alguns sintomas aparecerem, os pais só devem levar as crianças ao pronto-atendimento se ela tiver febre e/ou dificuldade de respirar. Lembrando que nesta fase muitas estão infectadas pelo vírus influenza, que apresenta sintomas similares ao coronavírus.
Uma das formas dos pais acompanharem mais informações sobre o coronavírus e as crianças é acessando as redes sociais do Hospital Pequeno Príncipe:

Facebook: https://web.facebook.com/hospitalpp/?_rdc=1&_rdr
Instagram: https://www.instagram.com/hospitalpequenoprincipe/?hl=pt-br
LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/hospitalpequenoprincipe/

#PerguntaPraAnahp: quais os riscos do novo coronavírus para gestantes e recém-nascidos

Estou grávida. Posso passar o vírus para o meu bebê?
Até o momento, não há evidências de transmissão do novo coronavírus da mãe para o bebê no útero. Mas como ainda não há muita experiência em casos de Covid-19, a indicação é de que todos os recém-nascidos de mães infectadas sejam cuidadosamente avaliados, independentemente de apresentarem sintomas ou não. Caso o recém-nascido apresente sintomas de Covid-19, deve receber suporte clínico na UTI neonatal.

O leite materno pode transmitir o vírus da mãe para o bebê?
O vírus não foi identificado no leite materno, mas há chances de infecção no contato íntimo e prolongado da amamentação. Para reduzir esse risco, a mãe infectada pode ordenhar o leite para ser oferecido ao bebê.

Mães infectadas devem ficar afastadas dos bebês?
Por segurança, caso a mãe esteja infectada e na fase aguda de transmissão, é recomendado o afastamento. Mães infectadas que não estejam na fase aguda de transmissão podem ficar no mesmo alojamento do bebê, mas precisam observar rigorosamente precauções como o uso de máscara e a higienização das mãos.
Neste momento, também é recomendada a restrição de visitas aos bebês – na maternidade ou em casa – principalmente por pessoas que estejam doentes.

Se estou grávida, devo ir ao hospital tentar fazer o teste?
Gestantes sem sintomas não devem procurar o pronto-atendimento para testar qualquer vírus respiratório. Atualmente, os testes são reservados para pacientes com sintomas graves de Covid-19.
Caso a gestante tenha sintomas leves, a orientação é que fique em isolamento domiciliar e atenta a qualquer sinal de evolução na doença – como persistência da febre ou dificuldade de respirar.
Se a gestante estiver com um quadro gripal acompanhado de febre, deverá procurar o pronto-atendimento para verificar se o caso é de influenza – que pode ser um risco para as mulheres grávidas.

Este conteúdo tem contribuição de Camila Almeida, infectologista e consultora Anahp.

#PerguntaPraAnahp: o que é importante saber sobre o novo coronavírus

Neste momento de combate à pandemia de coronavírus, informação de qualidade e de fonte confiável é fundamental para se proteger. A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) coloca a serviço da sociedade o conhecimento de instituições de saúde de excelência no país para que a população tire todas suas dúvidas sobre a Covid-19 e não corra riscos por causa de fake news.
Abaixo, selecionamos as principais perguntas sobre a doença, respondidas pela infectologista Camila Almeida para o Saúde da Saúde. Confira e compartilhe.

Quando devo ir ao hospital?
Só é indicado ir ao hospital se a pessoa apresentar os seguintes sintomas:
– Falta de ar;
– Febre acima de 37,8°C ou que não diminui com medicação;
– Tosse.

Idosos são um caso especial por estarem no topo do grupo de risco. Eles devem procurar orientação médica quando identificarem sintomas gripais.
Caso se encaixe nos sintomas acima, use máscara cirúrgica ao sair de casa. Essa atitude minimizará a chance de transmitir a doença para outras pessoas.

Atenção: ir ao hospital sem necessidade prejudica a todo, pois:
– Aumenta o risco de contaminação – sua e dos outros;
– Sobrecarrega o sistema de saúde, que pode ter dificuldades com falta de materiais e equipes para atender a crescente demanda.

Clique aqui e veja uma tabela do Ministério da Saúde que ajuda a identificar, pelos sintomas, quando o caso pode ser de gripe, resfriado ou Covid-19.

Preciso ir ao hospital. E agora?
Caso seja necessário procurar um serviço de saúde, fique atento para as seguintes orientações:
– Utilize máscara cirúrgica ao sair de casa para reduzir as chances de transmitir a doença para outras pessoas;
– Assim que chegar ao serviço de saúde, avise ao porteiro ou recepcionista de que você apresenta sintomas de gripe. Muitos hospitais têm um procedimento diferenciado para atender pessoas com sintomas relacionados a Covid-19.

Quando não devo procurar um hospital?
– Se você não apresenta nenhum sintoma: fique em casa e mantenha a calma. Ir ao hospital sem necessidade pode colocar você e outras pessoas em risco;
– Se está com sintomas gripais leves e não é grupo de risco: também é recomendado não ir ao hospital, pois o teste de Covid-19 é reservado para pacientes com quadro mais grave;
– Se está infectado, mas sem sintomas graves: o melhor também é se manter isolado em casa. Tome muita água e, caso tenha febre, utilize um antitérmico. Mas se a febre não diminuir ou passar de 37,8°C, aí sim, procure um hospital.

Lembre-se: a medida mais eficaz contra a doença nesse momento é o isolamento social.

Quando é necessário fazer o teste?
Atualmente, os testes de Covid-19 são realizados apenas em pacientes com sintomas graves, principalmente respiratórios. Quem avalia e indica essa necessidade é o médico.
As orientações quanto à realização de exames podem mudar de acordo com o aumento do número de pessoas infectadas, por isso é essencial se manter informado por meio de canais confiáveis.
Importante lembrar que os planos de saúde, atualmente, estão cobrindo a realização desses testes.

Quem corre mais risco ao ser infectado?
– Pessoas acima de 60 anos;
– Diabéticos;
– Cardiopatas;
– Pessoas que fazem algum tratamento que reduz a imunidade, como de câncer;
– Fumantes.

Para esse público, é essencial o isolamento social e o acompanhamento de perto de possíveis mudanças no estado de saúde.

Por que é importante o isolamento e o distanciamento social?
Nesse momento, a medida mais efetiva para conter o avanço do vírus é o isolamento social – que significa ficar em casa, reduzindo ao máximo o contato com público externo. Essa medida é ainda mais importante para as pessoas do grupo de risco.
Caso não seja possível se manter dentro de casa o tempo todo, adote o distanciamento social ao sair nas ruas. Fique a pelo menos dois metros de distância das outras pessoas. Também evite o contato físico e com objetos que possam estar contaminados. Evite tocar nos olhos, boca e nariz e, ao chegar em casa, lave bem as mãos.
Essas atitudes reduzem as chances de contágio, que acontecem principalmente por meio de:
– Gotinhas de saliva;
– Espirro;
– Tosse;
– Catarro;
– Aperto de mão;
– Ao tocar em um objeto contaminado.

Comunicado COVID-19: Hospital São Camilo divulga informações sobre o tema

13 de março, 2020

A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, diante da pandemia do novo coronavírus – COVID-19, organizou um robusto Plano de Contingência Institucional para melhor assistir a sociedade neste momento de crise.

Alinhados à nossa missão institucional de Cuidar da Vida, estamos aptos – técnica, assistencial e estruturalmente – para oferecer à população um atendimento de excelência, ofertando leitos e tecnologia de ponta.

Para tanto, foi estruturado no Anexo Hospitalar da Unidade Pompeia (zona oeste de São Paulo) um espaço totalmente segregado, com atendimento exclusivo aos pacientes portadores do COVID-19 visando o contingenciamento desta epidemia.

Desenhamos um fluxo assistencial totalmente apartado das outras alas de internação dos hospitais da Rede, visando com isso mitigar a transmissão cruzada e atender os pacientes em uma estrutura exclusiva.

Esse espaço em Pompeia disponibilizará 92 leitos somente para portadores da doença (COVID-19), sendo 46 destes designados para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com todos os equipamentos necessários para o suporte avançado de vida.

Por meio de seus canais de comunicação, a Rede fomentará o contato remoto (vídeo chamadas, por exemplo) entre familiares e pacientes, minimizando as chances de contágio e reduzindo visitas de possíveis portadores (sintomáticos ou assintomáticos) da doença.

Além disso, foi montado um Pronto Atendimento Médico segregado do Pronto Socorro Principal, com fluxo unidirecional e único para atender aos pacientes que inicialmente procuram a Instituição e são triados previamente na admissão com sinais e sintomas do COVID-19.

Com essa estrutura, procuraremos manter os atendimentos de rotina e eletivos estabelecidos nas agendas médicas, mitigando a transmissão da doença.

Temos convicção que, assim agindo, contribuiremos de forma eficaz com a sociedade no enfrentamento dessa pandemia.

COVID-19: Hospital Sírio-Libanês divulga informações sobre o tema

6 de março, 2020

Desde a confirmação do primeiro caso de COVID – 19 no Brasil, os hospitais vêm atuando de maneira efetiva na disseminação de boas práticas para o enfrentamento do vírus.

Referência em saúde internacional, o Hospital Sírio-Libanês criou uma página em seu site exclusiva sobre o tema, em que reúne uma série de informações sobre a doença.

O conteúdo do site é atualizado diariamente pela instituição e conta ainda com um informativo que o hospital preparou sobre o COVID-19, confira abaixo:

O que são coronavírus?
Os coronavírus são uma grande família de vírus, já em circulação no Brasil, causadores de resfriados comuns, além de outras doenças mais graves como a Síndrome Aguda Respiratória Severa (SARS) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), que causaram epidemias nos anos de 2004 e 2012, respectivamente. O novo coronavírus foi denominado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como SARS-CoV2, e a doença por ele causada, COVID-19.

Qual o risco de contrair o novo coronavírus?
O risco depende se você viajou nos últimos 14 dias para áreas de circulação sustentadas pelo novo coronavírus. Também estão em maior risco de aquisição da doença aqueles que tiveram contato próximo de casos confirmados. Se este é seu caso, e se você apresenta sintomas respiratórios, siga as informações fornecidas por órgãos competentes, como Ministério da Saúde, e de seu médico. Se você não viajou para estes países, a chance de se infectar atualmente é baixa.

Como é transmitida a doença?
O principal meio de transmissão é entre pessoas, ou seja, ao tossir ou espirrar, pessoas infectadas expelem gotículas que contém o vírus. Essas gotículas podem contaminar superfícies e objetos. Outras pessoas podem se infectar ao tocar nesses locais contaminados, levando suas mãos aos olhos, nariz ou boca.

Quais são os sintomas?
Os sintomas são semelhantes a uma gripe, principalmente respiratórios, como por exemplo: febre, tosse e dificuldade para respirar. Na maioria dos casos, os pacientes apresentam sintomas leves ou moderados, mas há casos graves e até fatais. Os mais vulneráveis parecem ser pessoas idosas (acima de 60 anos) ou com doenças pré-existentes.

Existe exame para o diagnóstico do novo coronavírus?
Sim. Há um exame denominado Reação da Polimerase em Cadeia (PCR), que detecta o novo coronavírus. O resultado é fornecido em até 48 horas. Neste momento, este exame é indicado para pacientes que apresentem sintomas respiratórios como febre e tosse, e que retornaram de viagem internacional nos últimos 14 dias.

Estou sem sintomas, mas viajei para áreas de risco. O que devo fazer?
Pacientes que não apresentam sintomas não precisam realizar exames, e devem permanecer atentos para ocorrência de febre e sintomas respiratórios.

O que posso fazer para me proteger da doença?

  • Higienizar as mãos com frequência, com solução alcoólica ou com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar.
  • Cobrir o nariz e a boca, antes de tossir ou espirrar, com lenço descartável ou com o antebraço.
  • Evitar contato direto com pessoas que apresentem sinais de infecção respiratória.
  • Não compartilhar utensílios pessoais como copos e talheres.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca.

Há tratamento específico para o novo coronavírus?
Não há tratamento específico para o novo coronavírus. O tratamento do paciente com suspeita ou infecção confirmada é baseado no controle de sintomas, e tem como objetivo dar suporte clínico ao paciente.

O isolamento hospitalar é indicado para casos suspeitos ou confirmados?
Sim, com base em critérios clínicos. Os casos confirmados ou suspeitos do novo coronavírus que não internam deverão permanecer em isolamento domiciliar, com acompanhamento regular

Quais são os cuidados em domicílio?
Casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus devem permanecer em cômodo privativo, bem ventilado, mantendo distância dos demais familiares, além de evitar o compartilhamento de utensílios domésticos. Atentar-se para a importância da higienização das mãos

Por quanto tempo uma pessoa fica isolada?
O isolamento deve ser mantido enquanto houver sinais e sintomas clínicos. Casos de coronavírus suspeitos, que forem descartados laboratorialmente, independentemente dos sintomas, podem ser retirados do isolamento.

Para mais informações, acesse: https://www.hospitalsiriolibanes.org.br/coronavirus/Paginas/coronavirus.aspx

Comunicado à Imprensa Moinhos de Vento – COVID-19

28 de fevereiro, 2020

O Hospital Moinhos de Vento está engajado na estruturação do atendimento e na orientação aos pacientes com suspeita de infecção pelo coronavírus.

Foi instituído o Comitê de Enfrentamento do COVID-19, que atua no planejamento e na coordenação das ações a serem implementadas. O grupo destaca as seguintes orientações:

1. A Emergência do Hospital Moinhos de Vento possui um fluxo específico e padronizado para o atendimento de pacientes com suspeita de infecção pelo COVID-19;

2. Os pacientes com suspeita de infecção serão encaminhados diretamente para uma área específica da emergência;

3. O teste (RT-PCR) para COVID-19 será oferecido em nível hospitalar, conforme indicação médica;

4. Pacientes ambulatoriais deverão fazer contato com seus médicos assistentes e caso necessário os mesmos farão contato com a vigilância em saúde;

5. A Unidade de Terapia Intensiva está preparada com profissionais treinados e estrutura física necessária para atender esse tipo de situação, que inclui leitos de isolamento com pressão negativa.