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Você no hospital: como acompanhantes e pacientes podem evitar quedas

Durante uma internação ou atendimento no hospital, há pacientes que têm maior risco de quedas por causa de dificuldades de locomoção, idade ou pelo uso de medicamentos. E alguns cuidados são fundamentais para evitar esse tipo de acidente, que pode causar lesões que acabam estendendo o tempo de permanência no hospital.

Tanto pacientes quanto acompanhantes podem ajudar. O primeiro passo é seguir as orientações da equipe médica, pois eles conhecem melhor do que ninguém a rotina do hospital e o que pode colocar o paciente em risco. 

A cama deve ser mantida em posição baixa e com as grades levantadas por segurança. Quando o paciente precisar levantar, que seja sempre com a ajuda do acompanhante e de uma pessoa da enfermagem. O mesmo para quando for caminhar – não é recomendado que ande sozinho pelo quarto ou pelos corredores. E um calçado de solado antiderrapante é muito recomendável. 

Os acompanhantes podem e devem pedir ajuda da enfermagem sempre que for necessário tirar o paciente da cama. E nunca deixe que ele vá sozinho ao banheiro. Se o acompanhante precisar sair do quarto por alguma razão, é fundamental avisar para a enfermagem, que ficará de olho no paciente.

Crianças e idosos

E quando a queda é o motivo da internação? Esse tipo de acidente é a causa mais comum de hospitalização de crianças e adolescente no país. Entre os idosos, aproximadamente 30% têm alguma queda no ano – sendo 10% dos casos com consequência grave. Cuidados simples podem evitar que isso aconteça: 

  • As crianças devem sempre estar acompanhadas de um adulto
  • Não as deixe dormindo no sofá para evitar quedas e não as coloque em cima do sofá presas ao bebê-conforto
  • No carro, verifique se o cinto de segurança do bebê-conforto está preso corretamente
  • Evitar ter em casa tapetes de tecido ou outro material que possa escorregar. No banheiro, prefira tapetes emborrachados e antiderrapantes
  • O piso deve ser regular e de material mais aderente, e as escadas, livres de objetos e com boa iluminação
  • Idosos devem utilizar calçados com saltos baixos e solado antiderrapante 
  • Manter próximos óculos, bengalas e andadores. Os armários também devem ser de fácil alcance

Sua participação é essencial para o hospital prestar o melhor atendimento. Baixe gratuitamente a Cartilha de Segurança do Paciente da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp). Ela está no Anahp On Demand: https://ondemand.anahp.com.br/curso/publicacao-cartilha-de-seguranca-do-paciente-volume-2

Saiba como tratar queimaduras: 77% delas acontecem em ambientes domésticos

Todos os anos, pelo menos um milhão de pessoas sofrem queimaduras no Brasil. Destes, 77% acontecem em ambientes domésticos, os dados são da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ). Ainda segundo a entidade, cerca de 40% desses eventos ocorrem com crianças menores de 10 anos. Mas você sabe a melhor forma de tratar queimaduras?

Devido à falta de instruções sobre como agir logo após o ocorrido, as pessoas tendem a dificultar o diagnóstico e até agravar a situação dos ferimentos. Em muitos casos, as vítimas desenvolvem traumas físicos e psicológicos para toda a vida.

TIPOS DE QUEIMADURAS

As queimaduras são classificadas de acordo com o tipo de lesão causada. Mas é importante se atentar para a profundidade e a extensão do ferimento, esses dois fatores são essenciais para identificar o melhor tratamento.

Queimaduras de primeiro grau: são aquelas que atingem a camada superficial da pele. Apresentam vermelhidão, inchaço, calor e dor. São bastante comuns em pessoas que se expõem ao sol por um longo tempo, sem proteção.

Queimaduras de segundo grau: costumam atingir a camada mais profunda da pele, causando bolhas, dor intensa e inchaço. Em alguns casos, pode ocorrer desidratação. Esse tipo de queimadura é causado por exposição a vapores, líquidos e sólidos muito quentes.

Queimaduras de terceiro grau: atingem os tecidos mais profundos, como os músculos. Comumente esse tipo de queimadura pode não ser dolorosa, já que as terminações nervosas são destruídas junto com a pele. Nesses casos cirurgias de enxerto de pele devem ser realizadas.

COMO TRATAR QUEIMADURAS

Esqueça os inúmeros remédios caseiros para queimaduras. Pasta de dentes, manteiga, clara de ovo, pomadas… Nada disso deve ser usado. Além de sujar o local do ferimento, essas substâncias podem retardar a cicatrização e o tratamento. O mais indicado é lavar o local queimado com água abundante, cobrir com um tecido limpo e dirigir-se a um pronto-socorro imediatamente.  

A SBQ alerta que toda queimadura pode se complicar, por isso a agilidade na busca por um profissional faz toda a diferença. O Brasil já conta com centros especializados para o tratamento de queimaduras, com diversas inovações tecnológicas, como curativos que ajudam a impedir infecções e aceleram a cicatrização.

A PREVENÇÃO EM AMBIENTES DOMÉSTICOS

A cozinha deve sempre receber uma atenção redobrada. Para proteger as crianças, é preciso retirá-las do ambiente, toda vez que o fogão estiver ligado. Materiais inflamáveis devem ficar em armários altos e trancados. Opte sempre por toalhas de mesa curtas, para evitar que sejam puxadas.

Evite fazer manutenções em instalações elétricas, sem o auxílio de um profissional. Na hora de utilizar churrasqueiras, troque o álcool por acendedor de carvão. Nunca considere uma queimadura, um acidente sem importância. Toda ocorrência, por mais simples que seja, deve receber a devida atenção.

Programa de Tratamento da Obesidade quer política de controle para alimentos industrializados

A obesidade é hoje uma das principais preocupações da OMS (Organização Mundial da Saúde), órgão das Nações Unidas que já fez diversos alertas sobre o problema de saúde que é a segunda maior causa de mortes no mundo. Este cenário também reflete a realidade do Brasil, onde as pessoas adoram a rapidez dos alimentos industrializados, o que acaba  se transformando em várias consequências ruins para a saúde, como o uso de inibidores de apetite, por exemplo.

No Brasil, cerca de 18,9% das pessoas estão obesas, de acordo com levantamento da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

Quais são as causas da obesidade?

São várias as razões que levam as pessoas ao extremo do sobrepeso. Mas uma das principais causas é a constante presença de alimentos industrializados nos hábitos da população, como destaca Cid Pitombo, coordenador do Programa de Tratamento da Obesidade do Estado do Rio de Janeiro:

“O Estado deve atuar na garantia do bom hábito alimentar em escolas, na orientação às famílias sobre correto uso de alimentos e no controle do acesso ao alimento industrializado, que claramente, por ser mais barato, de baixo valor nutricional e alto valor calórico, leva a um sério problema de saúde pública que é a obesidade. O Estado precisa intervir neste lado. Prevenção com hábito saudável de alimentação, mais acesso a possibilidades de atividade física na boa orientação às famílias”.

Além de várias causas, diferentes consequências

A alta taxa de mortes que resultam de deficiências na saúde provocadas pela obesidade é um problema global, como mencionado, mas os caminhos que podem levar à situação irreversível, são vários, entre eles está a recorrência aos inibidores de apetite. Mas essa procura por solução, tem um lado negativo bem maior que o positivo.

Já está mais do que provado por diversos estudos mundiais que a maior parte desses inibidores de apetite tem efeitos colaterais mais graves que o benefício da perda de peso”, argumenta Cid Pitombo. Para o especialista no tratamento da obesidade, o controle do acesso a esse tipo de medicamento deve ser responsabilidade do Estado, assim como a conscientização sobre os riscos de uma dieta que sempre inclua alimentos industrializados.

“O Estado deve determinar que essas medicações sejam de uso específico de clínicas especializadas, com profissionais extremamente habilitado e isentos de envolvimento com a indústria farmacêutica e, assim, tenham mais condições de propiciar um tratamento adequado com essas drogas. Sou radicalmente contra a liberação de medicamento para pessoas com sobrepeso e obesidade. Estão mais que comprovados que não tem boa funcionalidade. Daí que em países desenvolvidos, como nos Estados Unidos, a oferta dessa medicação é muito restrita”, explica Dr. Pitombo.

Não deixe de buscar orientação médica

A busca por melhorias na saúde é sempre positiva, mas é necessário ter o acompanhamento de especialistas. No Brasil, você pode contar com os hospitais membros da Anahp: Associação Nacional de Hospitais Privados. No estado mais afetado pela obesidade, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (2013) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Santa Catarina, você pode recorrer aos Hospitais Baia Sul, Hospital Dona Helena e Hospital Santa Catarina – Blumenau.