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Volta às aulas: como manter o sistema imunológico forte no período

Os primeiros dias de retorno escolar são uma mistura da euforia das crianças para rever os amigos e preocupação dos pais com as possíveis doenças do início do ano letivo. O contágio nas escolas acontece mais facilmente no período de volta às aulas devido à maior exposição aos micro-organismos.

Para fortalecer o sistema imunológico é fundamental se alimentar bem e garantir uma dieta rica em nutrientes e vitaminas. De acordo com Delmir Rodrigues, endocrinologista e nutrologista pediátrico e do adolescente do Hospital Anchieta, manter o corpo hidratado e fazer visitas periódicas ao médico para acompanhar a saúde são medidas que ajudam a prevenir doenças no início do ano letivo.

Por que é comum o surgimento de doença na volta às aulas?

Com o retorno das atividades escolares, o contato com outras crianças propicia a exposição a microrganismos (bactérias e vírus) que são responsáveis pelo contágio nas escolas. Segundo o endocrinologista, é comum no período de férias as crianças e adolescentes terem uma rotina diferente a do período escola, o que pode resultar em alterações no sistema imunológico no início do ano letivo. Por isso, é importante que, uma semana antes da volta às aulas, haja um processo de readaptação em relação quanto aos horários e ajustar o período de sono.

Como prevenir o contágio na escola?

Nas escolas, é fundamental que haja o estímulo e a orientação para higienização correta das mãos, bem como propiciar ambientes adequados, com boa iluminação e arejado.

A seguir, algumas dicas do especialista:

– Lavar as mãos antes e após usar o banheiro;

– Lavar as mãos antes e depois das refeições;

– Higienizar as mãos com álcool em gel, sempre que necessário;

– Ao tossir ou espirrar, tentar cobrir a boca ou nariz com o antebraço para evitar disseminar partículas no ar;

– Evitar roer as unhas e levar as mãos à boca.

E os pais?

De acordo com Rodrigues, os pais devem tentar manter uma alimentação balanceada e adequada a idade, rica em todos os nutrientes, priorizando a hidratação. ”É importante consultar um pediatra antecipadamente, para avaliação da saúde da criança, bem como o dentista. Atentar para a atualização do cartão de vacinas e, caso o filho esteja doente, comunicar a escola e postergar o retorno do mesmo, evitando a exposição com quem divide o mesmo ambiente”, completa.

Alimentação e sistema imunológico

Não há alimentos específicos para melhora da imunidade. Recomenda-se uma dieta balanceada, com muitas frutas e saladas e priorizar a hidratação. Evitar alimentos industrializados em excesso.

Dicas para pais de primeira viagem

O desenvolvimento da imunidade do ser humano se completa no final da primeira da infância. O contato muito precoce com ambientes e aglomerações pode propiciar uma incidência maior de doenças. “Atentar para sinais de gravidade como tosse produtiva, febre de difícil controle e vômitos e diarreia, com risco de desidratação. Sempre que necessário procurar atendimento com pediatra”, ressalta o endocrinologista do Hospital Anchieta.

Muito se propagou na última década a “Teoria da Higiene“, onde acreditava-se que quanto menos exposta a um ambiente com micro-organismos em excesso, a criança ficaria menos doente. Hoje é de conhecimento público que essa exposição é benéfica, desde que não seja em excesso, pois propicia um desenvolvimento adequado da imunidade, evitando doenças graves.

Conheça as 10 principais ameaças à saúde em 2019

Na última semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma lista com as 10 principais ameaças à saúde em 2019, ano em que a entidade publicará o novo plano estratégico para ampliar o acesso à saúde de qualidade em todo o mundo. Na relação, estão presentes doenças que são preveníveis por vacinação, altas taxas de obesidade infantil e sedentarismo, bem como os impactos à saúde causados pela poluição do ar, pelas mudanças climáticas e pelas crises humanitárias.

De acordo com OMS, as ameaças à saúde que vão demandar mais atenção da organização e de seus parceiros neste ano são:

Poluição do ar e mudanças climáticas

Segundo a OMS, nove em cada 10 pessoas respiram ar poluído todos os dias. Os poluentes microscópicos acabam penetrando nos sistemas respiratório e circulatório, causando sérios problemas para os pulmões, coração e cérebro. A consequência disso é a morte prematura de 7 milhões de pessoas por doenças como câncer, acidente vascular cerebral e doenças cardiovasculares e pulmonares.

Doenças crônicas não contagiosas

De acordo com dados da entidade, doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, câncer e doenças cardiovasculares, causam 70% de todas as mortes no mundo, ou seja, o proporcional a 41 milhões de pessoas. Problemas como má alimentação, tabagismo e sedentarismo também contribuem para o aumento de casos de doenças crônicas.

Pandemia de influenza

O comunicado da OMS contém a seguinte frase: “O mundo vai enfrentar outra pandemia do vírus influenza. Só não sabemos quando ou quão severa ela será”. O que ainda não é certo é quando chegará e a dimensão da gravidade. A OMS monitora constantemente a circulação dos vírus, avaliando os casos existentes e, a partir daí, recomenda adaptações anuais na vacina contra a gripe.

Cenários de fragilidade e vulnerabilidade

Mais de 1,6 bilhão de pessoas vivem em locais com pouquíssima infraestrutura, de acordo com dados da entidade. Do ponto de vista humanitário, esse é um grande drama mundial. Nesse contexto, praticamente 50% das metas de desenvolvimento sustentável, considerando saúde infantil e materna, permanecem sem ser cumpridas.

Resistência antimicrobiana

A OMS informa que o uso excessivo de antibióticos, tanto em seres humanos como em animais de corte acaba ocasionando o surgimento de superbactérias que não são vencidas com tratamentos convencionais. Essa resistência ameaça a humanidade a voltar a uma época em que era possível tratar facilmente infecções como pneumonia, tuberculose, gonorreia e salmonelose.

Ebola

A República Democrática do Congo passou por dois surtos de ebola em 2018. O problema se espalhou e atingiu cidades com mais de 1 milhão de pessoas. Em dezembro do mesmo ano, representantes da saúde pública, saúde animal, transporte e turismo solicitaram à OMS que considere 2019 o “ano de ação sobre a preparação para emergências de saúde”.

Atenção primária

Muitos países não possuem instalações de atenção primária de saúde adequadas. Um atendimento eficaz é capaz de afastar e reduzir o risco de uma série de doenças, além de identificar outras.. No entanto, a OMS declara que muitos países dão pouca atenção para essas consultas mais preventivas e trata esse fato como prioridade para melhorias.

Vacinação

Evitar se vacinar por medo ou relutância é algo que ameaça reverter o progresso feito no combate a doenças que seriam evitáveis por imunização. Há a situação do sarampo, por exemplo, que teve aumento de 30% nos casos em todo o mundo. “[A vacina] é uma das formas mais custo-efetivas para evitar doenças – atualmente, previnem-se cerca de 2 milhões a 3 milhões de mortes por ano”, informa a OMS.

Dengue

A OMS tem como objetivo reduzir pela metade as mortes por dengue até 2020 . A grande barreira é ausência de trabalho comunitário árduo. A entidade acredita que a doença vai continuar provocando grandes prejuízos.  A estimativa é que 40% de todo o mundo esteja em risco de contrair o vírus – cerca de 390 milhões de infecções por ano.

HIV

A entidade alerta que a epidemia de Aids segue se espalhando pelo mundo. Aproximadamente 1 milhão de pessoas morrem por HIV/aids a cada ano. Atualmente, cerca de 37 milhões vivem com HIV no mundo. Um grupo cada vez mais afetado são as adolescentes e as mulheres jovens (entre 15 e 24 anos), que representam uma em cada quatro infecções por HIV na África Subsaariana.

Entenda como o sobrepeso pode afetar a saúde do coração até mesmo dos jovens

O fácil acesso a produtos com alto teor de elementos nocivos somado ao sedentarismo, tem levado vários jovens a um problema que antes era uma preocupação comum apenas da população mais velha: o aumento da pressão arterial (hipertensão) e problemas ligados à saúde do coração.

Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), mostram que a porcentagem de crianças e adolescentes hipertensos dobrou nos últimos vinte anos, enquanto que a obesidade é uma das doenças que mais cresce em nível global.

SOBREPESO EM JOVENS SAUDÁVEIS  

Um estudo da Universidade de Bristol publicado em julho de 2018, apontou que jovens saudáveis, mas que tinham um Índice de Massa Corporal (IMC) mais alto, apresentavam pressão arterial elevada e também problemas prejudiciais à saúde do coração.

A publicação destaca que jovens com IMC um pouco mais elevado, considerado “sobrepeso”, apesar de saudáveis, não estão imunes a doenças cardiovasculares. Por isso, a ideia de se ter um IMC ideal desde cedo, deve ser reforçada, para evitar doenças cardíacas posteriores.

Em agosto do mesmo ano, o Ministério da Saúde abriu uma enquete pública para elaborar o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para tratamento de casos de obesidade e sobrepeso. O documento, que recebeu contribuições da sociedade civil, tem como objetivo aprimorar o atendimento aos pacientes nessas condições no Sistema Único de Saúde (SUS), além de contribuir para a prevenção e controle da obesidade e sobrepeso no país.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mostram que a obesidade é uma das doenças que mais cresce no mundo. Apenas no Brasil, uma em cada cinco pessoas são obesas e mais da metade da população das capitais estão acima do peso.

MUDANÇAS NO ESTILO DE VIDA

Nunca é cedo para cuidar da saúde do coração. Com mudanças simples de hábitos é possível prevenir graves doenças posteriores.

 

  • Beba bastante líquido: sucos, chás e principalmente água ajudam na circulação no sangue, além de irrigar o organismo.
  • Pratique exercícios: uma rotina simples de exercícios já traz grandes benefícios ao corpo, além de ajudar diminuir o peso, impacta diretamente no bem-estar durante o dia.
  • Evite o consumo de bebidas alcoólicas e cigarro: o consumo de álcool favorece a desidratação, além de fazer com que organismo retenha mais líquidos e aumente a pressão nas veias e artérias. Já a nicotina diminui a espessura dos vasos sanguíneos, trazendo sérias complicações.
  • Consuma fibras: frutas e fibras auxiliam no bom funcionamento do intestino, controlam o peso e diminuem a pressão sobre as veias.

 

Manter um peso saudável em qualquer fase da vida é de extrema importância para afastar doenças futuras, mesmo saudável devemos consultar um médico periodicamente para exames preventivos.