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Endometriose: tratamentos modernos envolvem implantes hormonais e cirurgia robótica

Cerca de 50% das mulheres que não podem ter filhos têm problemas relacionados à endometriose. Quando se fala em dor pélvica crônica, o índice salta para 90%. “Trata-se de uma doença relacionada à descamação do endométrio (tecido que reveste a parte interna do útero), que se espalha para outros locais do corpo da mulher, como trompas, ovários, útero e reto, podendo atingir também o diafragma e os pulmões”, explica o ginecologista Charles Jean Berger, do Hospital Santa Isabel, de Blumenau (SC), uma referência em cirurgia robótica para endometriose.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a doença atinge cerca de 10% da população feminina brasileira. Mulheres jovens, entre 25 e 35 anos de idade, são as mais afetadas. O ginecologista explica que, quanto mais a mulher menstrua, mais suscetível se torna ao problema, já que a doença é causada pelo refluxo do tecido endometrial na menstruação. Mulheres com filhos, que passam fases da vida grávidas e, portanto, sem menstruar, tendem a ficar mais protegidas.

O diagnóstico se dá a partir do quadro clínico – infertilidade e dor (pélvica, ao urinar ou durante o ato sexual) – e por meio de exames de imagem, como ressonância magnética da pelve e ultrassonografia com preparo intestinal. O tratamento pode envolver implantes e medicação – oral ou injetável –, mas a indicação cirúrgica é bastante frequente.

“Hoje, o que há de mais moderno no tratamento da endometriose são os progestágenos, medicação hormonal que pode ser administrada por meio de implantáveis subcutâneos ou via por via oral”, explica Charles. “Outra abordagem bastante moderna é a cirurgia robótica minimamente invasiva”, acrescenta.

A cirurgia de endometriose é tradicionalmente realizada por meio de videolaparoscopia. O emprego de uma plataforma robótica comandada pelo cirurgião torna a cirurgia mais precisa, tendo como vantagem mais rapidez e menos dor durante a recuperação, além de menores riscos de complicações.

5 informações essenciais para a prevenção do câncer de mama

O Outubro Rosa é uma campanha mundial que tem como objetivo espalhar o máximo de informações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Conhecer bem a doença é uma arma poderosa, já que os pacientes podem ter um diagnóstico mais precoce, caso venham a descobrir um tumor. Quando mais cedo é iniciado o tratamento, menos invasivo tende a ser e maiores são as chances de sucesso. 

Selecionamos abaixo cinco informações sobre o câncer de mama fundamentais para ter uma rotina de prevenção. As orientações são das ginecologista e mastologista do Hospital Santa Virgínia (HSV), Karina Belickas Carreiro e Ana Gabriela de Siqueira Santos, e da médica responsável pelo Centro de Oncologia e Infusão do hospital, Simonne Quaglia. Confira: 

1- O que causa o câncer de mama: 

O câncer de mama é causado pela multiplicação anormal de células da mama, que formam o tumor. Há diferentes tipos, que podem ter desenvolvimento rápido ou mais lento. 

2- Os principais fatores de risco: 

Desenvolver ou não um câncer de mama pode ter influência de fatores hormonais, genéticos e comportamentais. Em 80% dos casos, o tumor aparece depois dos 50 anos, mas também pode ocorrer em pacientes mais jovens – antes dos 40 anos. Os principais fatores de risco são: 

 – Obesidade e sedentarismo

– Tabagismo

– Consumo de bebidas alcoólicas

– Menstruação precoce

– Não ter tido filhos

– Primeira gravidez depois dos 30 anos

– Menopausa após os 55 anos

– Exposição à radiação

– Histórico familiar

Mulheres que tenham mãe, irmã, avó ou tia com histórico de câncer de mama – principalmente antes dos 50 anos – ou de câncer de ovário devem consultar um especialista para avaliar seu risco e decidir a melhor conduta a seguir.

3- Como se prevenir: 

Mesmo com alguns fatores de risco impossíveis de se evitar, (histórico familiar, idade da primeira menstruação e menopausa), estima-se que adotar hábitos saudáveis pode evitar cerca de 30% dos casos de câncer de mama. Veja o que pode fazer a diferença na sua rotina:

– Praticar atividade física regularmente

– Ter uma alimentação balanceada

– Manter o peso adequado

– Não fumar 

– Não consumir bebidas alcoólicas

– Amamentar

 4- Sinais de alerta 

O autoexame é uma forma de conhecer as próprias mamas e, assim, terem mais chances de notar precocemente os principais sinais de alerta de tumores. Para fazer o autoexame, é preciso inspecionar o aspecto e apalpar as mamas em busca de nódulos, preferencialmente uma semana após o período menstrual.

Se você identificar alguns dos sinais abaixo durante o autoexame, procure imediatamente um mastologista:

– Caroço fixo, endurecido e, em geral, indolor

– Alterações no mamilo (bico do peito)

– Saída espontânea de líquido dos mamilos

– Pele da mama avermelhada, retraída ou com aspecto de casca de laranja

– Pequenos caroços nas axilas ou no pescoço   

Vale ressaltar que o autoexame não substitui a avaliação clínica do médico. “As consultas e os exames de rotina devem ser realizados mesmo sem nenhum sintoma. Não espere ter alguma alteração da mama para fazer o check-up preventivo”, orientam as especialistas do Hospital Santa Virgínia.  

5- Sem medo da mamografia: 

A mamografia é um exame indicado para o rastreamento – quando não há sinais nem sintomas suspeitos – e a detecção precoce do câncer de mama. Os especialistas recomendam a realização do exame anualmente a partir dos 40 anos – ou antes, caso haja histórico de câncer de mama na família ou outros fatores de risco.