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Home Care: qualidade de vida para o paciente e redução de custos

O home care, ou internação domiciliar, permite a continuidade do tratamento em casa para aqueles pacientes com quadros clínicos estáveis, mas que ainda necessitam de assistência, sem depender da estrutura hospitalar.

Segundo a gerente da Atenção Domiciliar da S.O.S. Vida (BA), Cristiara Allem, uma das principais vantagens do home care se reflete na qualidade de vida do paciente, que pode ter de volta o convívio familiar e o aconchego do lar.

Além disso, a transferência para o ambiente domiciliar representa uma otimização dos recursos financeiros, afirma Cristiara. “A saúde no Brasil é cara, e a internação domiciliar é uma alternativa para melhorar a gestão destes recursos – seja na saúde suplementar, seja na saúde pública. Depois que é estabelecido um diagnóstico e um tratamento possível, é necessário desospitalizar. Por que estar dentro de um hospital sem necessidade?”, diz a médica gastroenterologista.

Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgados neste ano apontam que as internações clínicas em hospitais, sem uso da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), tiveram custo/dia de R$ 1.565, com gasto total de R$ 6.963 por uma média de quatro a cinco dias de hospitalização.

Pandemia

O home care tornou-se ainda importante no contexto da pandemia, afirma Cristiara. A internação domiciliar permitiu aos pacientes que precisaram passar por cirurgias, por exemplo, realizar o pós-operatório em casa, onde há menos risco de contaminação. Na outra ponta, isso contribuiu para liberar leitos hospitalares para situações de emergência.

Segundo Cristiara, o home care é um modelo de assistência que requer uma logística robusta de equipamentos, suprimentos e profissionais, além de investimento contínuo em qualidade e segurança. Também é uma área que está em constante inovação para poder realizar na residência do pacientes novos procedimentos.

“O home care está sempre se reinventando e incorporando coisas novas. A S.O.S. Vida tem entre seus valores a inovação e busca se diferenciar, realizando procedimentos que não fazia no passado. A quimioterapia, por exemplo, apesar de não ser o carro-chefe dos atendimentos, já é possível fazer em home care”, explica.

Conheça as vantagens da telemedicina para os pacientes

Em muitos países, é cada vez maior o uso da telemedicina. Nos Estados Unidos, por exemplo, a adoção da nova prática cresce cerca de 3,5% por ano.No Brasil, as novas tecnologias em saúde têm sido adotadas em ritmo acelerado, o que coloca o país em posição de destaque na América Latina. Tanto no sistema público quanto no privado, a prática da telemedicina assíncrona, ou seja, quando acontece de forma off-line, em especial o laudo de exames à distância, já é realidade.

Mas quais as vantagens, afinal, que a telemedicina pode trazer ao atendimento dos pacientes? Com a telemedicina as instituições poderão promover atendimento remoto de pacientes, rompendo barreiras geográficas, ampliar o acesso a especialistas e até mesmo reduzir filas. “Atualmente, existem vários trabalhos que mostram que um número enorme de questões da medicina com base em tecnologia consegue ser resolvido sem a necessidade de o médico estar junto do paciente presencialmente, principalmente se ao lado do paciente estiver outro profissional da área da saúde”, explica o presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, Sidney Klajner.

Benefícios da Tecnologia

Como um método de prestação de cuidados de saúde clínicos a alguém à distância, a telemedicina através da utilização de tecnologias de telecomunicações e de informação, proporciona uma série benefícios para o setor da saúde.

Entre eles, colocar o paciente certo no lugar correto e evitar idas desnecessárias ao pronto atendimento. “Isso ajuda a melhorar a experiência e saúde da população, além de reduzir o custo do atendimento e destinar os leitos adequadamente a atendimentos de urgência para casos mais complexos”, analisa Sidney Klajner.

“A ida dos pacientes aos prontos-socorros vai diminuir, e com isso, sem dúvida nenhuma, vai desafogar o atendimento de pronto-socorro, porque a gente sabe que em torno de 60, 70% dos pacientes que procuram em geral as grandes redes hospitalares nos prontos-socorros são pacientes claramente ambulatoriais”, complementa o executivo do Grupo Leforte, Mário Lúcio Filho.

Outro benefício apontado é a quebra de barreiras geográficas. “A principal atribuição é aproximar a medicina existente nos grandes centros para outras regiões que possuem alguma carência, seja de médicos ou, principalmente, de especialistas em algumas áreas”, afirma o diretor clínico.

O presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, Sidney Klajner ressalta ainda que a telemedicina é um importante recurso para que se possa interagir mais com o paciente, o que contribui para a relação médico-paciente. “A telemedicina não é um risco, é um benefício que se ganha com a melhora da tecnologia, tanto que a interação médico-paciente, há décadas, era feita por telefone muitas vezes. Se usada da maneira correta e por profissionais conscientes de que é uma primeira orientação, não traz riscos e, sim, benefícios”, esclarece.

Exemplos no Brasil

Em São Paulo, o Hospital Israelita Albert Einstein já faz uso de telemedicina síncrona, inclusive para conectar diretamente médicos e pacientes via videoconferência. A instituição oferece vários produtos que vão desde orientação de outros médicos para discussão de casos, como a tele UTI até a teledermatologia. Entre os destaques tem a Telecessação de Tabagismo – voltado aos pacientes que querem largar o vício e precisam de ajuda, mas não têm disponibilidade para realizar consultas presenciais.

Já os hospitais do Grupo Leforte, em São Paulo, utilizam os recursos da telemedicina para atender a especialidade de neurologia. O programa, implantado em janeiro de 2018, já atendeu 350 emergências neurológicas (AVC, crises convulsivas, traumatismo craniano, confusão mental sem explicação aparente e suspeita de meningite).

Também em São Paulo, o Hospital do Coração – HCor conta com uma Central de Telemedicina que envia laudos emitidos à distância dos exames realizados pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), em uma parceria da instituição com o Ministério da Saúde para agilizar o atendimento a pacientes com problemas cardíacos.

Já o Hospital Sírio-Libanês, fornece o apoio aos serviços de pronto atendimento em casos de AVC do Hospital Geral do Grajaú, na zona sul de São Paulo, além de contar com o projeto Regula+Brasil, que tem como objetivo reduzir as filas de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), atuando como um ente regulador entre o atendimento na atenção básica e o encaminhamento para a média e alta complexidade.

O Hospital Moinhos de Vento, localizado em Porto Alegre, conecta especialistas com profissionais de outras partes do Estado e do país em duas frentes. Uma delas é com o serviço de Telemedicina em UTI Pediátrica (TeleUTIP), em que uma equipe médica da capital acompanha pacientes do Hospital Geral de Palmas (TO) e do Hospital Regional Norte, de Sobral (CE). E a outra é o projeto Teleoftalmo – Olhar Gaúcho, em que por meio de dois consultórios remotos no Hospital Restinga e Extremo-Sul, em Porto Alegre, são beneficiados pacientes da capital gaúcha e das cidades de Santa Rosa, Farroupilha, Pelotas, Santa Cruz do Sul, Passo Fundo e Santiago.

No estado do Rio de Janeiro, o Hospital São Lucas Copacabana e o Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), oferecem suporte de telemedicina na emergência com protocolos específicos para troca de informações entre especialistas, auxiliando, principalmente, na tomada de decisão no tratamento de acidentes vasculares cerebrais (AVC).

Pesquisa mostra que cuidadores estão sujeitos a problemas de saúde

Cuidadores não profissionais tendem a ser mais suscetíveis no desenvolvimento de problemas de saúde. A razão: colocarem sempre o indivíduo necessitado – seja da terceira idade ou não – em primeiro lugar e deixar de lado os cuidados com a própria saúde.

Atenta a esse cenário, a farmacêutica Merck criou no Brasil (primeiro país da América Latina a receber o projeto), a iniciativa Embracing Carers, que desenvolveu uma pesquisa com o objetivo de conscientizar, debater e promover ações que atendam às necessidades dos cuidadores de idosos e outras pessoas dependentes. Além do estudo, a ação se propõe a apoiar mais políticas de conscientização sobre as demandas, incentiva demonstrações de apoio aos cuidadores nas redes sociais e conta com apoiadores globais.

A pesquisa

Como parte das ações da iniciativa, a Censuswide – empresa de consultoria e desenvolvimento de pesquisas – realizou 578 entrevistas online entre julho e agosto de 2018. A idade do público variava entre 18 e 75 anos, mas boa parte tinha de 35 a 55 anos. Os resultados revelam o quanto a função pode afetar a saúde mental dos cuidadores.

De todos os entrevistados, 53% disseram ficar cansados com mais facilidade, tendo em vista que cuidar de familiares demanda bastante disponibilidade de tempo, seja no caso de dar assistência a um bebê doente ou a uma pessoa da terceira idade. Outro número, inclusive, aponta que 46% dos cuidadores não profissionais não conseguem ir ao médico para cuidar dos próprios problemas de saúde.

Os dados sobre os cuidadores foram divulgados em 26 de setembro durante o Congresso Todos Juntos Contra o Câncer, em São Paulo. O resultado mostra que 46% dos entrevistados cuidam de seus pais doentes. Além disso, esse público passa, em média, 24 horas por semana na função de tentar ajudar os familiares com problemas de saúde.

Pessoas entrevistadas via Federal brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, Grupar-EncontrAR, Instituto Oncoguia, Blogueiros da Saúde e Amigos Múltiplos pela Esclerose também foram consideradas para a avaliação.

A pesquisa também identificou que pelo menos 61% dos entrevistados reconhecem a necessidade de buscar auxílio para sua saúde mental em decorrência da função que desempenham.

Para auxiliar um parente com problemas de saúde é preciso estar preparado para as mais diferentes situações, entre elas está fazer um home care depois de cirurgias. Conheça mais sobre a importância dessa etapa depois de uma intervenção cirúrgica e continue acompanhando nosso blog para mais dicas sobre saúde.

Qual a importância dos cuidados home care após o procedimento cirúrgico?

O ambiente hospitalar pode causar ansiedade em algumas pessoas. A falta de apetite, fraqueza e mau humor, podem ser causadas não apenas pelo procedimento cirúrgico em si, mas também pela necessidade de estar em um local acolhedor.

Para amenizar o problema emotivo do paciente, temos como opção os cuidados home care. Eles são indicados para você que, em algum momento, já pensou em estar ao lado de sua família e amigos após um procedimento cirúrgico. Porém, é preciso estar ciente que há regras para que o sistema funcione, mantendo sua saúde sempre em primeiro lugar.

Para entender qual a importância do home care em um processo pós-cirúrgico, é interessante que você saiba antes como funciona o sistema e se ele é aplicável a você ou alguém de sua família.

Como funciona o Home Care?

A palavra “Home” significa “lar” e “Care” é o mesmo que “cuidados”. O termo é de origem inglesa, justificando o motivo pelo qual ele é usado para esse tipo de serviço.

Os cuidados home care são indicados para pacientes que já não precisam dos recursos hospitalares, mas que ainda não podem receber alta. Neste caso, a residência pessoal é indicada se a estrutura for suficientemente estável para receber os equipamentos necessários.

A partir da liberação do médico para os cuidados home care, um  pedido de autorização é feito para que o paciente seja transferido à residência. Porém, a solicitação só será aceita com os devidos termos preenchidos, como por exemplo, quais médicos e equipamentos serão necessários para o tratamento.

Para sempre manter a saúde do paciente em alta, os profissionais responsáveis pelos cuidados home care precisam sempre anotar seus avanços. Saber se ele está se alimentando bem, por exemplo, é apenas um dos pontos a serem averiguados pela equipe médica. Um pós-cirúrgico pode ser muito desconfortável, dependendo do procedimento.

Qual a importância do Home Care?

De acordo com os dados referentes a 2017 fornecidos pela Anahp (Associação Nacional dos Hospitais Privados), a média de dias que um paciente recebeu cuidados home care chegou a 259,35. Outro ponto muito interessante está na taxa de alta e mortalidade, que chegaram a 9.81% e 1,69%, respectivamente. Esses dados mostram que, mesmo recebendo cuidados home care, a saúde do paciente consegue ser muito bem preservada em um processo pós-cirúrgico, mantendo em alta a quantidade de pessoas que se recuperam dentro do lar.

Não há, de fato, uma idade certa para você receber os cuidados home care. Porém, um idoso que está passando pelo processo pós-cirúrgico, por exemplo, precisa de um local em que a contaminação por bactérias seja menos provável. Além disso, um ambiente familiar pode agilizar muito a recuperação do paciente.

Os pacientes mais jovens, como crianças, sentem a necessidade de um ambiente familiar para controlar a ansiedade. Sentir-se em casa faz parte de um processo de recuperação mais ágil para sua saúde, tendo em vista que ela poderá ter acesso a seus pertences pessoais, como brinquedos, por exemplo.

Caso você tenha dúvidas sobre o sistema e queira saber mais sobre a possibilidade de um futuro tratamento home care, converse com seu médico.