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Como o conforto dos hospitais pode influenciar na recuperação do paciente

Ir ao hospital por si só já é uma situação que pode causar desconforto e angústia, ainda mais quando se está com algum problema de saúde. A falta de atendimento adequado e infraestrutura agravam ainda mais essa situação, influenciado na recuperação do paciente. Por isso, é importante que os hospitais deem mais atenção a essa área, para que os pacientes possam escolher as unidades que ofereçam mais conforto.

Arquitetura humanizada

Há diversos estudos nas áreas de Arquitetura e Design de Interiores focados em garantir o conforto dos hospitais. Esses estudos se intensificaram após a publicação do livro The Science of Place and Well-Being, escrito por Esther M. Sterberg que citou uma pesquisa da década de 80 que demonstrou que pacientes que mantinham contato com a natureza durante a internação se recuperaram mais rápido que os demais.

Hoje, é um consenso que para o bem-estar dos pacientes e seus familiares, os hospitais devem estar adequados a algumas dessas normas. Os hospitais de excelência, como os membros da Anahp – Associação Nacional de Hospitais Privados, já possuem essa preocupação com a arquitetura do local, que deve ser humanizada. Para conhecer os associados, acesse o site: www.anahp.com.br

De olho nisso, desde a concepção do projeto à disposição das salas e setores, como também a escolha da decoração, são requisitos essenciais para garantir mais conforto nos hospitais. Afinal de contas, quem nunca foi a um local e se sentiu mal por conta da luz forte, ou pela decoração sombria ou pela falta de decoração? Essas características se conectam com o psicológico do paciente e, por consequência, podem interferir em seu tratamento durante a internação.

Como o ambiente influencia na recuperação

O conforto dos hospitais passa por um projeto arquitetônico que foca no aspecto humano, ou seja, que traz a ideia de um ambiente acolhedor e familiar. Apesar dessas informações serem subjetivas, podendo variar de pessoa para pessoa, há alguns parâmetros e medidas que, em geral, podem contribuir para o conforto.

Em linhas gerais, ambientes frios, impessoais e com pouca cor trazem à tona totalmente o contrário do desejável: a pessoa não se sente bem e à vontade no local. Outros fatores que devem ser eliminados nos ambientes hospitalares são aqueles causadores do estresse: luminosidade excessiva, barulho, ar condicionado muito forte e falta de privacidade. O barulho é uma questão que também merece atenção, já que pode interferir na noite de sono do paciente durante a internação e na sua recuperação física.

Já ambientes espaçosos, iluminados por uma suave luz, se possível, natural, com a presença de objetos de decoração harmoniosos e plantas irão trazer a sensação de familiaridade e de calma. O que pode contribuir para a recuperação do paciente, que muitas vezes está fragilizado.

É importante também destacar que o fluxo de circulação deve ser intuitivo e inteligente. O paciente ao se sentir confortável para transitar no hospital, encontrando os serviços sem precisar pedir por ajuda, se sentirá mais integrado e acolhido durante aquele período.

O mobiliário também merece atenção. É desejável que se fuja dos tradicionais móveis brancos de hospital e, se possível, que se escolha algo moderno e com cores, que ainda sejam claras ou brancas, mas sejam suaves e combinadas com elementos decorativos.

Qual a diferença entre pronto-socorro e pronto atendimento?

Muitas vezes ao precisar de atendimento emergencial, seja devido a um mal-estar, um acidente doméstico ou até mesmo por algo mais grave, ficamos na dúvida se devemos ir a um pronto-socorro ou a um pronto atendimento. Para acabar com essa incerteza, conversamos com especialistas e buscamos informações para esclarecer a melhor opção em cada caso.

De acordo com definição do Ministério da Saúde, pronto atendimento são unidades, não necessariamente vinculadas a hospitais, destinadas a atender casos agudos, porém com menor gravidade. O pronto atendimento geralmente funciona dentro de um horário de serviço pré-determinado. Já o pronto-socorro presta assistência a doentes, com ou sem risco de vida, cujos agravos à saúde necessitam de atendimento imediato e, por isso, funciona durante as 24 horas do dia. Além disso, o pronto-socorro dispõe apenas de leitos de observação.

É importante ficar atento aos sintomas

Ou seja, podemos nos encaminhar para qualquer um dos dois em casos de sintomas súbitos e agudos, em que não há possibilidade de aguardar o agendamento de uma consulta ambulatorial. Porém, é importante avaliar os sintomas antes de decidir para qual deles ir. O pronto-socorro é mais indicado para casos complexos.

Buscar atendimento para quadros de febre, diarreia, resfriados, entre outras situações mais simples em pronto-socorro pode dificultar a situação tanto para o paciente quanto para a equipe médica. É o que ressalta a médica Janaína Ghiraldi, gerente médica do Hospital Santa Paula. “Desinformados, os pacientes procuram os prontos-socorros dos hospitais, quando seriam mais bem atendidos em unidades de pronto atendimento. Isso gera problemas de graves proporções: a superlotação desses setores, longas horas de espera e, por vezes e que é mais grave, o comprometimento no atendimento apropriado do doente que realmente está em condição de risco iminente de morte”.

Embora os prontos-socorros estejam acostumados a lidar mais com emergências de alta complexidade como politraumas, infartos agudos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (AVC), também estão disponíveis para auxiliar a promoção da saúde, como afirma o médico Fabio Nakandakare Kawamura, coordenador médico do Pronto-socorro da Unidade Santana da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. “Os profissionais em pronto-socorro precisam sempre acolher cada paciente, não se limitando a tratar a condição de urgência e emergência, mas também se engajando em esclarecer sobre como o paciente deve prosseguir seu acompanhamento médico após ter alta do pronto-socorro. Cada atendimento em pronto-socorro é uma janela de oportunidade para que se promova a saúde de um paciente”.

Em 2017, somente na rede de hospitais cadastrados na Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), foram registrados mais de 10 milhões de atendimentos em pronto-socorro. As unidades contam com uma equipe formada por médicos de diversas especialidades, como Anestesiologia, Clínica Médica, Pediatria, Cirurgia Geral e Ortopedia, seguindo as definições do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Há pouco mais de uma década estão sendo formados no Brasil profissionais voltados para a área de atendimento em emergência, o que auxilia na qualidade do serviço. “Em 1996, foi criada a primeira residência médica de Medicina de Emergência no Rio Grande do Sul. Hoje, além do Sul, Fortaleza e, recentemente, São Paulo, também estão formando ‘emergencistas’. Tratam-se de médicos com formação generalista, mas com apelo ao tratamento das patologias agudas e graves”, destaca Janaína.

5 cuidados que você deve ter ao decidir por uma cirurgia plástica

Nas últimas semanas, o assunto cirurgia plástica teve grande repercussão na mídia, por conta de episódios não tão bem sucedidos. Os casos trouxeram à tona uma série de questionamentos sobre a cirurgia plástica e um dos principais é o que saber antes de fazer o procedimento. Mesmo sabendo que é extremamente arriscado fazer a cirurgia fora de um ambiente hospitalar, é preciso também ter atenção na hora de escolher qual médico será responsável. Mas, o que devemos levar em consideração ao decidir por uma cirurgia plástica? Confira cinco cuidados essenciais:

1 – Busque referências

Antes de tomar a decisão final, é importante buscar referências e indicações tanto de médicos cirurgiões plásticos, como também de hospitais para realização da cirurgia. Peça indicação a médicos e amigos de sua confiança. Pesquise bastante, e não leve em consideração apenas a aparência ou a fama. Todo cuidado é válido quando o assunto é a sua saúde.

2 – Escolha um médico com título de especialista em cirurgia plástica

Muitos médicos são populares e possuem muitos seguidores nas redes sociais. Por outro lado, isso não é necessariamente uma garantia de qualidade, já que  alguns não seguem as recomendações da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “É importante que as cirurgias plásticas sejam realizadas por médicos cirurgiões plásticos credenciados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica”, destaca Dra. Marcela Cammarota, médica cirurgiã plástica e secretária adjunta da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Para isso, a SBCP possui em seu site uma lista com todos os cirurgiões com título de especialista em cirurgia plástica. Também é importante checar se o médico possui inscrição ativa no site do conselho regional de medicina no estado onde atua.

3- Verifique a equipe médica

É importante também ficar atento à equipe que irá participar da cirurgia plástica. “Para cirurgias de médio e grande porte são necessários o cirurgião plástico e o médico auxiliar que tem que ser obrigatoriamente um médico também. Além disso, o instrumentador, que é um técnico em enfermagem. Caso a cirurgia seja feita com anestesia que não seja local, a presença do anestesista é obrigatória para realização da sedação ou anestesia geral”, explica Dra. Marcela.

4 – Verifique se o hospital é adequado para o tipo de cirurgia

Geralmente, o médico cirurgião plástico oferece opções de hospitais ao paciente para realização do procedimento. Para avaliar o melhor lugar para fazer a cirurgia, é importante checar se a unidade atende aos requisitos do tipo de cirurgia. “Procedimentos cirúrgicos são classificados em portas que vão de 1 a 6.  Sendo 1 para os de pequeno porte e 6 para grandes procedimentos. Cada clínica ou hospital recebe uma licença de funcionamento que consta quais tipos de procedimento podem ser realizados naquele local”, explica Dra. Marcela Cammarota. Essa regulação do funcionamento dos ambientes hospitalares é feita pelos órgãos públicos.

5- Faça perguntas sobre o ambiente da cirurgia

A unidade dispõe de todos os equipamentos necessários? Onde você ficará após a cirurgia plástica? Terá alguma ambulância à sua disposição? Estas são algumas perguntas que devem ser feitas ao médico. “O paciente deve estar ciente de qual porte é a sua cirurgia e se o local escolhido para realizá-la está de acordo. Se estiver de acordo ele terá todos os aparatos necessários em caso de uma intercorrência. O paciente pode verificar essas informações com o médico ou com o próprio local escolhido”, destaca a especialista.