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Outubro Rosa: conheça os mitos e verdades sobre o câncer de mama e saiba como se prevenir da forma certa

Estudo do Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que o Brasil terá 66.280 novos casos de câncer de mama por ano entre 2020 e 2022. Esse número corresponde a um risco estimado de mais de 61 novos casos a cada 100 mil mulheres. É o segundo tumor mais comum entre as brasileiras, ficando atrás apenas dos tumores de pele não-melanoma.

Com o objetivo de estimular a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, todos os anos acontece a campanha Outubro Rosa. Segundo o Ministério da Saúde, um em cada três casos de câncer de mama pode ser curado se for descoberto logo no início.

Apesar de comum, o câncer de mama ainda envolve tabus e tem muita informação equivocada circulando pelas redes sociais. Abaixo, a cirurgiã oncológica e mastologista do A.C.Camargo Cancer Center Solange Maria Torchia Carvalho explica o que é verdade e o que não passa de fake news em algumas afirmações sobre câncer de mama que circulam na internet:

Câncer de mama é tudo igual
Mito. Há vários tipos e, por isso, as respostas às terapias e a evolução da doença são diferentes em cada caso. Alguns tumores são restritos à mama, e há aqueles que afetam outros tecidos. Há os que crescem rapidamente, e os que se desenvolvem de forma lenta, entre outras peculiaridades.
Os avanços na medicina permitem classificar os subtipos de acordo com estruturas da superfície celular e que estão envolvidas na divisão e multiplicação de células cancerosas. Assim, o médico pode escolher as drogas que agem direto no alvo e barram esse processo.

Câncer de mama só aparece em quem tem histórico familiar
Mito. As estimativas mostram que aproximadamente 10% dos casos têm origem hereditária. Entre os principais fatores de risco para o câncer de mama estão o tabagismo, a obesidade, o alcoolismo e o envelhecimento. Ter casos da doença na família influencia quando o parentesco é de primeiro grau – mãe, irmã ou filha – e ainda mais quando o tumor apareceu antes dos 40 anos. Estes são casos que exigem atenção redobrada, com acompanhamento de um médico e realização de rastreamento genético.

Amamentar protege contra o câncer de mama
Verdade. A amamentação reduz a exposição a certos hormônios femininos que podem estar por trás do surgimento de tumores, como o estrógeno. Há evidências de que quanto mais prolongado o período de aleitamento, maior a proteção. Mas é importante considerar que há vários outros fatores que podem levar ao câncer e, para algumas mulheres, o fato de amamentar não determina prevenção.

Uma pancada no seio pode causar câncer
Mito. Não é por causa de um trauma que as células malignas vão se multiplicar de maneira desenfreada.

Desodorante pode causar câncer de mama
Mito. Provavelmente, esse mito começou a circular por causa da presença de sais de alumínio nas fórmulas dos produtos que inibem a transpiração. Entretanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) assegura que não existe relação entre a substância e o tumor. Também ainda não há dados na literatura científica que comprovem esse elo.

Se eu fizer o autoexame todos os meses não preciso fazer a mamografia
Mito. Embora seja um aliado, na maioria das vezes o autoexame não é capaz de detectar o início de um tumor, na fase em que as lesões são muito pequenas. Por isso, a mamografia é fundamental para o diagnóstico precoce. “Ela revela microcalcificações, nódulos menores e outras irregularidades”, explica Solange Maria Torchia Carvalho, cirurgiã oncológica e mastologista do A.C.Camargo Cancer Center. Toda mulher, após os 40 anos de idade, deve fazer mamografia.
Outros sinais que merecem atenção são diferenças consideráveis entre o tamanho dos seios, alterações nos mamilos e na pele da mama, inchaços incomuns na área, presença de secreções ou mesmo sangue, entre outros.

O câncer de mama pode ter cura
Verdade. Muitos fatores devem ser considerados, e um dos mais importantes é o diagnóstico precoce. Quanto menor a lesão, maior a chance de cura. Mas é preciso também considerar as diferenças entre os tipos de tumor.
Mesmo para os casos em que, infelizmente, não há prognóstico de cura, já existem opções terapêuticas que permitem o controle da doença e a qualidade de vida das pacientes.

Diagnóstico precoce
O diagnóstico precoce segue sendo o melhor caminho para a cura e recuperação das pacientes que descobrem um câncer de mama. Responsável pelo setor de Check-Up do Hospital Marcelino Champagnat (PR), a médica Aline Moraes explica que a descoberta tardia não é somente uma questão de vida ou morte. “O diagnóstico precoce possibilita uma gama muito maior de oportunidades de tratamento e formas menos agressivas, que vão comprometer menos a qualidade de vida da mulher.”

Segundo Aline, neste serviço é feito um acompanhamento das pacientes. “Nossa dinâmica de continuidade e comparativo de exames a cada ano é essencial, já que nos apresenta um cenário completo do paciente e suas mudanças, permitindo um diagnóstico preciso e muito mais avançado”, explica.

No Hospital Santa Izabel (BA), um dos focos da campanha do Outubro Rosa também é na prevenção e busca sensibilizar especialmente as mulheres com idade entre 40 a 69 anos para que adotem um estilo de vida saudável, se atentem sobre a importância do autocuidado e não deixem de realizar o exame de mamografia.

Com o rastreamento e o tratamento de casos oncológicos impactados pela pandemia de coronavírus, a campanha ganhou novo apelo. “Temos alertado e orientado as pessoas sobre a importância de nunca deixarem de se cuidar”, diz Clarissa Mathias, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC). “Retardar até o último momento a ida ao hospital é arriscado e pode resultar num quadro crítico mais urgente e avançado”, completa.

Hospital Santa Izabel conta o que você precisa saber para se cuidar em relação ao coronavírus

12 de fevereiro, 2020

A instituição se prepara para receber pacientes com suspeita da doença.

Desde o mês de dezembro, o mundo inteiro está em alerta. Com o aparecimento do novo subtipo do coronavírus, o Hospital Santa Izabel, através do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, já está preparado para receber casos suspeitos da doença.

Na entrada das Emergências Pediátrica, Adulto e de Otorrinolaringologia, avisos alertam para os sintomas. Distribuição de máscaras e álcool em gel também já fazem parte da rotina hospitalar. Profissionais de saúde e administrativos foram orientados para receber estes pacientes, assim como leitos já foram selecionados para o caso de internamento e acompanhamento.

Nas próximas semanas, com a chegada do Carnaval, alguns cuidados precisam ser intensificados. Confira as dicas da Dra. Raíssa Bastos, infectologista do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Santa Izabel.

Afinal, o que é o coronavírus?
Trata-se de uma nova variante do coronavírus, denominada 2019-nCoV. O espectro clínico não está descrito completamente e ainda não se sabe o padrão de letalidade, mortalidade, infectividade e transmissibilidade. Os primeiros coronavírus em humanos foram identificados em meados da década de 60.

A vigilância epidemiológica de Infecção Humana pelo novo coronavírus está sendo construída à medida que a OMS consolida as informações recebidas dos países e novas evidências técnicas e científicas são publicadas, podendo haver alteração a qualquer momento.

Qual é a forma de contágio?
Como é uma doença nova, ainda não tem muitas informações. O que se sabe é que o coronavírus pode se espalhar pelo ar ou através do contato pessoal e secreções contaminadas, como a saliva, espirro, tosse ou contato com superfícies contaminadas. Outra forma de contaminação é coçar os olhos, por exemplo, com as mãos infectadas. Por isso, lavar sempre as mãos e usar álcool em gel são boas formas de evitar a infecção.

Como é feito o diagnóstico?
O período de incubação pode variar de 2 a 14 dias em média. Seu diagnóstico é feito duas formas:

  • Diagnóstico clínico: Depende da investigação clínico-epidemiológica e do exame físico (recomendável que todos casos de síndrome gripal sejam questionados o histórico de viagem para o exterior ou contato próximo com pessoas que tenham viajado para o exterior).
  • Diagnóstico laboratorial: Específico para coronavírus, através da detecção do genoma viral.

É fundamental que o paciente avise aos médicos se fez alguma viagem recente, e/ou se teve contato com quem viajou e/ou com alguém que apresentou sintomas.

Quais os sintomas?
Os sintomas são parecidos com o de um resfriado comum. Em caso de febre, tosse e dificuldade para respirar, é preciso ficar alerta. Em alguns casos, também há complicações respiratórias, podendo evoluir para pneumonias.

Qual é o tratamento?
Assim como não há vacina, também não há tratamento específico. Tem sido indicado repouso, consumo de líquidos, alimentação saudável e algumas medidas para aliviar os sintomas, como medicamentos para dor e febre.

Cuidados extras:
Além dos pacientes, os profissionais de saúde também precisam estar atentos para possíveis infecções. No Hospital Santa Izabel, foi divulgado um informativo entre os colaboradores com dicas para evitar a contaminação, como o uso de equipamentos de segurança (máscara, avental, óculos, luvas), além de água e sabão e uso de álcool em gel.

Toda a equipe, incluindo recepcionistas e porteiros, vem recebendo treinamento para auxiliar pacientes com suspeita da doença e entrega de máscaras.