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Comunicado COVID-19: Hospital São Camilo divulga informações sobre o tema

13 de março, 2020

A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, diante da pandemia do novo coronavírus – COVID-19, organizou um robusto Plano de Contingência Institucional para melhor assistir a sociedade neste momento de crise.

Alinhados à nossa missão institucional de Cuidar da Vida, estamos aptos – técnica, assistencial e estruturalmente – para oferecer à população um atendimento de excelência, ofertando leitos e tecnologia de ponta.

Para tanto, foi estruturado no Anexo Hospitalar da Unidade Pompeia (zona oeste de São Paulo) um espaço totalmente segregado, com atendimento exclusivo aos pacientes portadores do COVID-19 visando o contingenciamento desta epidemia.

Desenhamos um fluxo assistencial totalmente apartado das outras alas de internação dos hospitais da Rede, visando com isso mitigar a transmissão cruzada e atender os pacientes em uma estrutura exclusiva.

Esse espaço em Pompeia disponibilizará 92 leitos somente para portadores da doença (COVID-19), sendo 46 destes designados para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com todos os equipamentos necessários para o suporte avançado de vida.

Por meio de seus canais de comunicação, a Rede fomentará o contato remoto (vídeo chamadas, por exemplo) entre familiares e pacientes, minimizando as chances de contágio e reduzindo visitas de possíveis portadores (sintomáticos ou assintomáticos) da doença.

Além disso, foi montado um Pronto Atendimento Médico segregado do Pronto Socorro Principal, com fluxo unidirecional e único para atender aos pacientes que inicialmente procuram a Instituição e são triados previamente na admissão com sinais e sintomas do COVID-19.

Com essa estrutura, procuraremos manter os atendimentos de rotina e eletivos estabelecidos nas agendas médicas, mitigando a transmissão da doença.

Temos convicção que, assim agindo, contribuiremos de forma eficaz com a sociedade no enfrentamento dessa pandemia.

Janeiro Branco: como a vida moderna afeta nossa saúde mental

Os casos de depressão, estresse e ansiedade têm crescido no mesmo ritmo intenso que as mudanças ocorrem na sociedade moderna. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo sofram de depressão – que deve ser a doença mais incapacitante de 2020. Quando se fala de ansiedade, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking, com 9,3% da população (mais de 18 milhões de pessoas) convivendo com o transtorno.

Esses números colocam a saúde mental no foco dos cuidados com os pacientes, que buscam o equilíbrio em uma rotina cada vez mais extenuante e exigente. O Janeiro Branco é uma campanha que pretende chamar atenção para o adoecimento emocional da população e para a importância de políticas voltadas para a saúde mental.

Os fatores que influenciam negativamente na saúde mental costumam estar relacionados às pressões sociais, pessoais e profissionais, à falta de tempo para cuidar de si e de um espaço para falar sobre os problemas.

Um caminho para evitar a ansiedade e a depressão é ter na rotina um momento reservado para atividades que considera prazerosas, tentar minimizar o estresse contínuo e equilibrar as emoções, além de cultivar relações que fazem bem. Também é fundamental praticar exercícios físicos, se alimentar adequadamente e ter um sono adequado.

Notar que não está conseguindo lidar com situações do dia a dia sozinho e de forma saudável pode ser um sinal para procurar orientação de um psicólogo. Todos podemos ter nossa saúde mental afetada, em maior ou menor grau, por acontecimentos como a perda de um ente querido, um divórcio ou desemprego. Também pode ocorrer em fases de mudança na vida, como a entrada na escola, em um emprego novo, na adolescência ou no envelhecimento.

O Hospital Tacchini, no Sul do país, participa de uma programação de Janeiro Branco, em parceria com as secretarias municipais de Saúde de Carlos Barbosa e Bento Gonçalves, que promoverá rodas de conversa e orientação com profissionais, além de palestras.

Em São Paulo, o Hospital São Camilo realiza ações internas e externas de conscientização sobre os cuidados com a saúde mental. As fachadas das unidades do hospital estão iluminadas com a cor da campanha Janeiro Branco. Ao longo do mês estão sendo realizadas palestras com os colaboradores e a divulgação de informações sobre o tema nas redes sociais e canais internos da instituição.

Por dentro do pronto-socorro de um grande hospital

Porta de entrada dos pacientes que precisam de atendimento mais imediato, o pronto-socorro tem uma dinâmica particular para identificar os casos prioritários e agilizar o diagnóstico, que definirá se há necessidade de uma intervenção cirúrgica, internação ou tratamento com remédios.

Para explicar como funciona essa área tão importante dos hospitais, o Saúde da Saúde conversou com Marco Antonio Cinquetti Junior, coordenador médico da Linha Crítica do Hospital São Camilo Santana. A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo realiza, em média, 65 mil atendimentos por mês nas três unidades onde há pronto-socorro – são cerca de 2 mil atendimentos por dia de complexidades variadas.

Cinquetti Junior explica que as unidades possuem fluxos de atendimentos padronizados e estão preparadas para receber qualquer tipo de urgência e emergência. Todo o atendimento é informatizado, desde o momento da retirada da senha, passando pelas etapas de medicação e observação até a alta, o que otimiza o tempo.

Triagem

Assim que chegam ao pronto-socorro, os pacientes passam pela triagem, onde são avaliados e há uma classificação de acordo com os sintomas e os riscos. “São priorizados os atendimentos de situações críticas, onde há risco à vida”, explica. Pacientes graves já entram pela sala de emergência e não participam deste fluxo.

A triagem é realizada por equipes de enfermagem altamente capacitadas que utilizam um protocolo internacional de classificação de risco para detectar alterações clínicas precoces e priorizar o atendimento médico nos casos de maior risco. “Com a triagem, temos um ganho não só nos tempos, mas na especificidade do atendimento, tornando-o mais rápido e seguro”, afirma.

Para atendimento no consultório, o pronto-socorro conta com clínica médica e também especialistas em cardiologia, infectologia, neurologia, ortopedia, otorrinolaringologia e geriatria.

Exames e diagnóstico

Se forem necessários exames, as unidades de pronto-socorro têm seu próprio laboratório de análises clínicas e ainda conseguem realizar tomografia, ultrassonografia, radiografia, ressonância nuclear magnética, estudos hemodinâmicos, entre outros, 24 horas por dia, diz Cinquetti Junior. Os resultados são fornecidos de forma ágil e integrada ao sistema de atendimento do pronto-socorro, o que permite a visualização direta por parte do médico.

“O paciente tem então seu diagnóstico e daí pode ser tratado de sua patologia inicial, e orientado seguimento ambulatorial, ou internado em nossas unidades de internação, para seguimento com equipe especializada”, explica o médico.

Nas unidades também há instalações e equipamentos que permitem o tratamento imediato de pacientes diagnosticados com infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, entre outras doenças tromboembólicas, respeitando os critérios de atendimento definidos por protocolos internacionais e nacionais. 

“Sabemos que, nessas situações, o tempo de diagnóstico e tratamento está diretamente ligado ao melhor resultado: quanto mais rápido o diagnóstico e mais rápido e efetivo o tratamento, melhores os resultados para o paciente”, diz Cinquetti Junior. 

Por turno, cada unidade de pronto-socorro do São Camilo tem cerca de 14 técnicos de enfermagem, nove enfermeiros e 18 médicos entre clínicos, neurologistas, cardiologistas, geriatras, otorrinos, infectologistas, cirurgiões e ortopedistas. “Este número de profissionais pode ser adequado considerando situações relacionadas a volumetria e a sazonalidade”, explica.