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COVID-19: Hospital Sírio-Libanês divulga informações sobre o tema

6 de março, 2020

Desde a confirmação do primeiro caso de COVID – 19 no Brasil, os hospitais vêm atuando de maneira efetiva na disseminação de boas práticas para o enfrentamento do vírus.

Referência em saúde internacional, o Hospital Sírio-Libanês criou uma página em seu site exclusiva sobre o tema, em que reúne uma série de informações sobre a doença.

O conteúdo do site é atualizado diariamente pela instituição e conta ainda com um informativo que o hospital preparou sobre o COVID-19, confira abaixo:

O que são coronavírus?
Os coronavírus são uma grande família de vírus, já em circulação no Brasil, causadores de resfriados comuns, além de outras doenças mais graves como a Síndrome Aguda Respiratória Severa (SARS) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), que causaram epidemias nos anos de 2004 e 2012, respectivamente. O novo coronavírus foi denominado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como SARS-CoV2, e a doença por ele causada, COVID-19.

Qual o risco de contrair o novo coronavírus?
O risco depende se você viajou nos últimos 14 dias para áreas de circulação sustentadas pelo novo coronavírus. Também estão em maior risco de aquisição da doença aqueles que tiveram contato próximo de casos confirmados. Se este é seu caso, e se você apresenta sintomas respiratórios, siga as informações fornecidas por órgãos competentes, como Ministério da Saúde, e de seu médico. Se você não viajou para estes países, a chance de se infectar atualmente é baixa.

Como é transmitida a doença?
O principal meio de transmissão é entre pessoas, ou seja, ao tossir ou espirrar, pessoas infectadas expelem gotículas que contém o vírus. Essas gotículas podem contaminar superfícies e objetos. Outras pessoas podem se infectar ao tocar nesses locais contaminados, levando suas mãos aos olhos, nariz ou boca.

Quais são os sintomas?
Os sintomas são semelhantes a uma gripe, principalmente respiratórios, como por exemplo: febre, tosse e dificuldade para respirar. Na maioria dos casos, os pacientes apresentam sintomas leves ou moderados, mas há casos graves e até fatais. Os mais vulneráveis parecem ser pessoas idosas (acima de 60 anos) ou com doenças pré-existentes.

Existe exame para o diagnóstico do novo coronavírus?
Sim. Há um exame denominado Reação da Polimerase em Cadeia (PCR), que detecta o novo coronavírus. O resultado é fornecido em até 48 horas. Neste momento, este exame é indicado para pacientes que apresentem sintomas respiratórios como febre e tosse, e que retornaram de viagem internacional nos últimos 14 dias.

Estou sem sintomas, mas viajei para áreas de risco. O que devo fazer?
Pacientes que não apresentam sintomas não precisam realizar exames, e devem permanecer atentos para ocorrência de febre e sintomas respiratórios.

O que posso fazer para me proteger da doença?

  • Higienizar as mãos com frequência, com solução alcoólica ou com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar.
  • Cobrir o nariz e a boca, antes de tossir ou espirrar, com lenço descartável ou com o antebraço.
  • Evitar contato direto com pessoas que apresentem sinais de infecção respiratória.
  • Não compartilhar utensílios pessoais como copos e talheres.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca.

Há tratamento específico para o novo coronavírus?
Não há tratamento específico para o novo coronavírus. O tratamento do paciente com suspeita ou infecção confirmada é baseado no controle de sintomas, e tem como objetivo dar suporte clínico ao paciente.

O isolamento hospitalar é indicado para casos suspeitos ou confirmados?
Sim, com base em critérios clínicos. Os casos confirmados ou suspeitos do novo coronavírus que não internam deverão permanecer em isolamento domiciliar, com acompanhamento regular

Quais são os cuidados em domicílio?
Casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus devem permanecer em cômodo privativo, bem ventilado, mantendo distância dos demais familiares, além de evitar o compartilhamento de utensílios domésticos. Atentar-se para a importância da higienização das mãos

Por quanto tempo uma pessoa fica isolada?
O isolamento deve ser mantido enquanto houver sinais e sintomas clínicos. Casos de coronavírus suspeitos, que forem descartados laboratorialmente, independentemente dos sintomas, podem ser retirados do isolamento.

Para mais informações, acesse: https://www.hospitalsiriolibanes.org.br/coronavirus/Paginas/coronavirus.aspx

Cinco fatos sobre o coronavírus que é importante saber

O Brasil registrou nesta quarta-feira (26/2) o primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus. O homem de 61 anos que mora em São Paulo e esteve recentemente na Itália também é o primeiro caso da doença na América Latina. Descoberto na China, na província de Hubei, o vírus tem se espalhado para outros países, e em todo o mundo já são mais de 80,9 mil casos segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O diretor da OMS, Hans Kluge, afirmou que “não há necessidade de pânico”, pois a letalidade do vírus é de apenas 2%. “Lembrem-se que quatro de cada cinco pacientes têm sintomas leves e se recuperam”, afirmou.

O coronavírus foi tema de um talk show no Hospital Sírio-Libanês (HSL) no dia 11 de fevereiro. Participaram do evento os médicos que fazem parte do Centro de Infectologia do HSL, anunciado oficialmente na mesma ocasião. Os infectologistas esclareceram algumas questões sobre o coronavírus e responderam às dúvidas do público. Veja abaixo cinco fatos sobre o coronavírus que a população deve saber:

Qual a origem do vírus?
Os coronavírus pertencem a uma família de vírus que tem esse nome porque são esféricos e com várias espículas em seu contorno, assemelhando-se a uma coroa – “corona”, em latim. De um modo geral, infectam animais como morcegos, gatos selvagens, porcos e dromedários. “O vírus só infecta humanos quando consegue ter mutações para se ligar a receptores de células do trato respiratório humano”, explicou o infectologista Antonio Carlos Nicodemo. Ao todo, já foram identificados sete coronavírus que causam infecção em humanos.

Qual a letalidade do novo coronavírus?
A epidemia de SARS, a síndrome respiratória grave por coronavírus, que ocorreu em 2002 e também se iniciou na China, teve uma letalidade de 9,6%. Dez anos depois, em 2012, uma outra epidemia por coronavírus que começou na Arábia Saudita foi chamada de síndrome respiratória do Oriente Médio. Assim como a SARS, ela também se espalhou por outros continentes e atingiu uma letalidade de 34,4%. O novo coronavírus foi identificado após casos de pneumonias na China, que foram relacionados ao mercado de uma cidade onde eram vendidos animais selvagens e também alguns alimentos. Uma semana depois de descobrir o vírus, já havia sido feito o seu sequenciamento genético e, por enquanto, se estima a letalidade entre 2% e 3%. “Parece uma letalidade bem inferior aos outros dois surtos de 2002 e 2012”, afirma Nicodemo.
Sobre as chances de contágio, ainda não há um dado específico do novo coronavírus. Para título de comparação, a epidemia de SARS teve cerca de 8 mil casos confirmados, e o novo coronavírus já ultrapassou 80 mil no mundo.

Quais são os principais sintomas?
A doença tem características clínicas muito parecidas com uma gripe habitual. “Os sintomas principais são febre muito elevada, tosse pouco produtiva e dificuldade respiratória. Uma quantidade muito grande de pacientes evolui com dificuldade de respiração. Chamamos isso de dispneia, ou seja, a pessoa sente falta de ar”, explica a infectologista Maria Beatriz Gandra Souza Dias.
No início da epidemia, em torno de 25% dos casos eram mais graves e com necessidade de internação. Ao longo do tempo, isso foi diminuindo, afirma a especialista. “De acordo com o último trabalho publicado, atualmente, cerca de 5% são casos graves”, afirma Maria Beatriz.
Ela explicou ainda que um número menor de casos pode ter desconforto digestivo, com ocorrência de diarreia entre 5% e 10% dos pacientes.

Existe alguma vacina?
A vacina é sempre a situação ideal para a prevenção de qualquer agente infeccioso. Cientistas do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês) divulgaram um boletim afirmando que devem começar a testar vacinas contra o novo coronavírus em humanos dentro de até três meses. “Mas não vai ser algo rápido. Começam os testes em cerca de três meses e, num cenário muito otimista, com todas as fases para liberação e produção de uma vacina, isso poderia durar cerca de um ano”, afirma a infectologista Tânia Mara Varejão Strabelli.
Até o momento, não há um tratamento específico para o novo coronavírus. Os pacientes recebem medicação para o alívio dos sintomas e suporte de terapia intensiva quando têm dificuldade de respirar.

Como posso me proteger?
Há alguns cuidados simples que podem reduzir as chances de contágio: evitar contato direto com pessoas que tenham sinais de infecção respiratória, cobrir nariz e boca quando for tossir ou espirrar e higienizar as mãos com frequência utilizando água e sabão ou álcool em gel – principalmente após tossir ou espirrar.
A OMS recomenda evitar viagens para a província de Hubei, na China, onde fica a cidade de Wuhan, considerada o epicentro do novo coronavírus.

Quer saber mais? Você pode assistir ao talk show completo no canal do YouTube do HSL.