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Você no hospital: como evitar infecções no ambiente hospitalar

O ambiente hospitalar pode ser propício a infecções se não forem observados alguns cuidados, que precisam da atenção de pacientes e familiares durante o período de internação. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 7% e 10% dos pacientes internados são afetados por infecções hospitalares – principal causa de complicações durante a permanência no hospital.

Como sempre, o primeiro passo é respeitar as recomendações feitas pela equipe médica. Também é importante questionar diariamente se ainda é necessário o uso do cateter, pois eles podem ser uma fonte de infecção. Os cateteres ficam na veia do paciente e são usados para administrar medicação e coletar exames.

Alguns vírus, como o da gripe, podem ser transmitidos ao paciente por espirro ou tosse. Se uma visita ou familiar estiver com sintomas da doença, é importante usar máscara cirúrgica para proteger as pessoas do entorno. Outro cuidado importante é cobrir a boca e o nariz com um lenço ou com o antebraço quando for tossir ou espirrar. Não use as mãos. 

A higienização das mãos, inclusive, é a medida individual mais simples para prevenir infecções, e ao mesmo tempo uma das mais importantes, pois elas são a principal via de transmissão de microrganismos durante os cuidados com os pacientes. 

Para saber como higienizar as mãos corretamente, pergunte para a equipe do hospital. Pode-se usar água e sabão ou álcool em gel. Primeiro, limpe as palmas e depois o dorso, polegares, articulações e pontas dos dedos.

Nas seguintes situações, é fundamental fazer a higienização das mãos: 

  • Antes e depois de tocar no paciente para, por exemplo, ajudá-lo em algum movimento, dar um aperto de mão ou verificar a pressão arterial; 
  • Antes e depois de tocar alguma superfície ou objeto próximo ao paciente;
  • Antes de realizar algum procedimento asséptico, como fazer um curativo, mexer no cateter ou sonda; 
  • Após ficar exposto a fluidos corporais do paciente.

Sua participação é essencial para o hospital prestar o melhor atendimento. Baixe gratuitamente a Cartilha de Segurança do Paciente da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) e tenha mais informações. Ela está no Anahp On Demand: https://ondemand.anahp.com.br/curso/publicacao-cartilha-de-seguranca-do-paciente-volume-2

Infecção hospitalar: como você pode se prevenir e observar cuidados

A infecção hospitalar é definida como qualquer infecção adquirida durante a internação ou manifestada após a alta, desde que haja relação com os procedimentos realizados no hospital no período em que a pessoa esteve internada. Basicamente, existem três principais causas dessas infecções: as condições do sistema imunológico do paciente; realização de procedimentos invasivos, como cirurgias, colocação de cateter, sonda etc. ou falhas durante esses processos pelo profissional de saúde.

As infecções hospitalares, em sua maioria, vêm do próprio paciente, de micro-organismos já presentes no organismo, mas que se manifestam quando há baixa imunidade. Já os idosos e crianças têm risco maior de contrair infecção hospitalar por possuírem o sistema imunológico mais frágil, assim como pacientes com AIDS, transplantados ou que façam uso de medicamentos imunossupressores. Pessoas com alteração da consciência, doenças vasculares e diabetes mellitus mal controlada também estão no grupo mais vulnerável.

A Portaria nº 2.616 do Ministério da Saúde, a partir de 1998, instituiu as Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), junto ao Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH), que consiste em um conjunto de ações desenvolvidas para reduzir ao máximo possível a incidência e a gravidade das infecções hospitalares. A CCIH é formada por profissionais das áreas Médica, de Enfermagem, Farmácia, Microbiologia e Administração.

As principais funções das CCIH são: elaborar e implementar o programa de controle de infecção hospitalar, além de supervisionar as normas e rotinas técnico-operacionais, capacitando o quadro de funcionários e profissionais da instituição, no que diz respeito à prevenção e controle das infecções hospitalares, entre outras. É importante checar, se possível antes da internação, se o hospital escolhido se submete à estas determinações do Ministério da Saúde.

Nos hospitais da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), a busca por reduzir a ocorrência de infecções no período da internação tem dado resultados. Pelo uso da nova plataforma SINHA, é possível observar os indicadores mais relevantes do acompanhamento da infecção hospitalar (IH). Um exemplo é a densidade de incidência de IH, que está relacionada diretamente às boas práticas assistenciais e à segurança nas unidades de terapia intensiva (UTI). A densidade de incidência de infecção geral na UTI adulto passou de 9,02 em 2015 para 8,31 em 2016. O resultado do indicador aponta que, para cada 1000 pacientes-dia, pouco mais de oito apresentaram alguma infecção durante a assistência hospitalar na rede da Anahp.

Mas não basta apenas que os hospitais invistam em melhorias nesse quesito. Para ajudar a evitar a infecção hospitalar, o paciente e seus familiares precisam estar atentos e seguir rigorosamente as orientações médicas. Lavar bem as mãos, usar álcool em gel antes e depois de visitar alguém internado, não sentar nos leitos e não visitar se estiver com baixa imunidade são algumas medidas simples que podem prevenir a proliferação das bactérias responsáveis pela infecção hospitalar.