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Gripe x Covid-19: conheça os sintomas mais comuns de cada doença

Ambas causadas por vírus, a gripe e a Covid-19 têm sintomas parecidos que confundem as pessoas. Principalmente no fim de 2021 e início deste ano, quando tivemos, junto com a pandemia de Covid-19, um surto de gripe. Houve registro, inclusive, de casos de dupla infecção, que ficou conhecida como “Flurona” (flu, de gripe em inglês + rona, de coronavírus).

Em geral, as duas doenças começam com fadiga e dores pelo corpo, que podem vir acompanhadas de coriza e tosse. Destacam-se entre as diferenças a possibilidade de perda de olfato e paladar nos casos de Covid-19, bem como a persistência dos sintomas por mais de quatro semanas – a chamada “Covid longa”.

Tanto na gripe como na Covid-19, além do tratamento indicado pelo médico, é importante que o paciente fique em repouso, tenha uma boa alimentação e se hidrate bastante para ajudar na recuperação do corpo e na eliminação do vírus. O isolamento social também é recomendado para não haver transmissão dessas doenças.

Confira abaixo as principais diferenças entre a Covid-19 e a gripe, segundo informações do Hospital Israelita Albert Einstein:

O que é cada doença?

Gripe
É uma infecção causada pelo vírus influenza e que afeta, principalmente, o sistema respiratório. O vírus tem diferentes subtipos, sendo o A e o B os principais causadores da doença nos humanos. Casos de gripe podem ocorrer ao longo do ano todo, mas costumam ser mais frequentes no inverno e em períodos mais frios e secos. Desde o fim de 2021, houve um aumento de casos da influenza H3N2, também chamada de Darwin. Uma vacina atualizada contra essa cepa é prevista para março deste ano.

A transmissão ocorre principalmente de forma respiratória, por gotículas de saliva contendo o vírus e espalhadas por espirros e tosse.

Covid-19
É causada pelo vírus SARS-CoV-2, que tem em comum com o vírus da gripe o alto potencial de mutação, o que possibilita o surgimento de variantes (como a delta e a ômicron). Também afeta especialmente o sistema respiratório e se propaga pelo ar, a partir de gotículas e aerossóis provenientes das vias respiratórias.
Têm altas chances de desenvolver a forma grave da doença: pessoas idosas, pacientes de doenças crônicas, pessoas com o sistema imunológico comprometido, transplantados e também aqueles que não se vacinaram.

Sintomas
Gripe

  • Febre súbita (acima de 38 graus em alguns casos)
  • Dor de cabeça
  • Dores no corpo
  • Sensação de moleza no corpo e falta de energia
  • Calafrios
  • Dor de garganta
  • Tosse seca
  • Nariz escorrendo (coriza)
  • Irritação nos olhos
  • Perda de apetite e emagrecimento

Covid-19

  • Tosse persistente
  • Nariz escorrendo (coriza)
  • Dor de garganta
  • Dor de cabeça
  • Dor no corpo
  • Dores musculares
  • Cansaço
  • Febre
  • Alguns pacientes podem sentir também sintomas gastrointestinais – como diarreia e vômito – e perda de olfato e paladar.

ATENÇÃO: Uma das complicações mais graves da Covid-19 é a falta de ar. Nesses casos, o paciente deve procurar imediatamente o serviço de saúde. O comprometimento pulmonar é uma consequência importante, sendo uma das sequelas mais notificadas.

Diagnóstico
Gripe
Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito com base nos sintomas relatados pelo paciente e em seu histórico de saúde. Se for necessário, podem ser pedidos exames complementares. Alguns dele identificam o tipo de vírus e até o subtipo (exames moleculares), mas esses são indicados somente em casos de internações e agravamento dos sintomas.

Covid-19
O diagnóstico é feito por meio de exames que identificam a presença do coronavírus nas vias respiratórias. Entre eles estão o RT-PCR, o teste rápido de antígeno e o teste de amplificação isotérmica (NEAR). O material é coletado na região nasal e faríngea com o uso de um swab (haste estéril). O RT-PCR também pode ser feito através da saliva.

Para identificar se o paciente teve já teve contato com o vírus, pode ser feito o exame sorológico, que mostra se houve produção de anticorpos específicos contra o coronavírus. É um teste feito com amostra sanguínea do paciente e pode indicar uma infecção tardia (IgG) ou mais recente (IgM).

“Flurona”
Segundo o Instituto Butantan, a infecção dupla de vírus respiratórios não é algo novo e também é mais comum do que pensamos. Ela acontece porque os dois vírus estão circulando numa mesma época e com parte da população sem estar devidamente imunizada contra eles.

Em 2021, o vírus da influenza circulou na estação mais quente, o que não é muito comum. Entre as razões apontadas pelo Instituto está o fato de menos de 90% do público-alvo da campanha nacional de vacinação contra a gripe ter sido imunizado. Com isso, um grande número de brasileiros ficou mais vulneráveis à doença.
O Butantan ressalta que ser infectado pelo dois vírus não significa que eles se juntaram e se tornaram algo mais forte. A “Flurona” nada mais é que uma situação em que dois organismos infectaram uma única pessoa ao mesmo tempo.

Aumento de casos de Covid lotam hospitais: saiba como agir

Hospitais Anahp registram aumento de 655% nos casos de Covid-19 e 270% de Influenza

O ano de 2022 começou já registrando um grande aumento de casos de Covid. Após os encontros e viagens de final de ano, o número de exames positivos para coronavírus disparou por diferentes regiões do país. Como consequência, hospitais particulares e públicos estão com prontos-socorros cheios.

Uma pesquisa da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) mostrou que o aumento no número de casos de Covid-19 entre os hospitais associados à entidade foi, em média, de 655%, desde dezembro de 2021. Algumas instituições chegaram a relatar aumentos maiores que 1000%.

Além do coronavírus, outra preocupação é o surto de Influenza. O levantamento da Anahp mostrou uma alta, em média, de 270% no número de casos, também sobrecarregando as instituições. Em muitas cidades brasileiras, hospitais estão com espera de várias horas para atendimento no pronto-socorro.

Para ajudar a orientar a população sobre o que fazer em caso de sintomas gripais, a Anahp divulgou importantes recomendações, inclusive sobre quem deve procurar atendimento no pronto-socorro dos hospitais. Confira:

· Devem procurar o pronto-socorro apenas os pacientes com: sintomas persistentes, falta de ar, febre persistente, tosse intensa ou com doenças crônicas pré-existentes.

· A população deve manter rígidos os cuidados com a utilização correta de máscara, o distanciamento social e a higienização adequada das mãos.

· Aqueles que estiverem com sintomas leves ou assintomáticos devem priorizar a busca por atendimentos ambulatoriais (por exemplo, consultas médicas, preferencialmente via telemedicina). Assim, o paciente se protege de uma exposição desnecessária dentro de ambientes como hospitais, que devem ser utilizados para o atendimento de pessoas com sintomas mais severos.

· Ao passar por uma consulta, o paciente será avaliado clinicamente e terá a indicação médica correta sobre a necessidade ou não de testagem, assim como de qual tipo de teste é o mais adequado de acordo com os sintomas que apresenta.

As orientações divulgadas pela Anahp foram listadas por Vania Rohsig, Superintendente Assistencial e de Educação do Hospital Moinhos de Vento e Coordenadora do Grupo de Trabalho Organização Assistencial da Anahp, e Priscila Rosseto, Gerente-executiva de Qualidade, Segurança e Práticas Assistenciais da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, e Coordenadora do Grupo de Trabalho de Melhores Práticas Assistenciais da Anahp.