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O avanço da tecnologia nos hospitais e os benefícios para os pacientes

A telemedicina já faz parte do seu dia a dia? E o acompanhamento digital da evolução dos seus exames? A tecnologia está cada vez mais presente nos processos hospitalares, e essa evolução tem sido observada dos dois lados: os pacientes anseiam por novidades e, do outro lado do balcão, os hospitais estão cada vez mais preparados para oferecer o que há de mais avançado em termos clínicos.

No Hospital Moinhos de Vento (RS), por exemplo, a inovação faz parte do dia a dia. Conectado a pessoas e organizações da área de tecnologia, a instituição promove soluções disruptivas e serviços que possam transformar a saúde do futuro. O investimento em tecnologia como pilar estratégico já rendeu, inclusive, premiações e reconhecimentos.

“Esse processo de inovação está baseado em três pilares. O primeiro, interno, incentiva ideias que possam gerar negócios sustentáveis ou propor melhorias para processos já existentes; o segundo, chamado Atrion Connections, busca novidades e melhorias para atender às demandas atuais e futuras a partir de conexões com startups; o último, o Atrion Labs, é responsável pela conexão com grandes empresas”, detalha Melina Moraes Schuch, gerente de Estratégia, Inovação e Marketing do Moinhos de Vento.

Para o paciente, os resultados são igualmente positivos. Com o uso da tecnologia, há uma gama de recursos disponíveis para mais segurança, agilidade e desfechos satisfatórios no ambiente hospitalar. “No momento em que temos os melhores equipamentos, como um robô que possibilita cirurgias menos invasivas e recuperação mais rápida, ou um aplicativo que emita um alerta para a equipe que vai receber um paciente com um AVC, nós estamos usando a tecnologia e a inovação para atingir o objetivo principal de um hospital: curar e salvar vidas”, afirma a gerente.

Tecnologia e inovação estão entre as principais demandas dos pacientes

Maior investimento em tecnologia e inovação figura em primeiro lugar entre as prioridades para o próximo governo na área da saúde – é o que apontam 28% dos entrevistados na pesquisa “A saúde que os brasileiros querem”, conduzida pelo PoderData a pedido da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp).

Realizado no período pós-crise da Covid-19 e pré-eleitoral, o estudo traça um panorama do setor a partir do ponto de vista dos usuários, tanto do sistema público quanto do particular. “A pesquisa é um retrato do que vemos na sociedade: pessoas preocupadas com a sua saúde e nem sempre tendo a possibilidade de ter acesso a esses serviços”, comenta Schuch.

A apuração do PoderData foi realizada entre os dias 1º e 8 de abril de 2022. Foram entrevistadas 3.056 pessoas acima de 16 anos em 388 municípios nas 27 unidades da Federação – sendo que 83% são usuários do SUS, e 17%, da saúde suplementar, mesmos percentuais do universo pesquisado.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%.

Confira esses e outros resultados aqui.

Tendências tecnológicas que estão mudando o cuidado com o paciente

A tecnologia está revolucionando as nossas vidas, desde a forma como consumimos até como nos relacionamos. A saúde é um dos setores que está no centro deste movimento, com inovações nas áreas de inteligência artificial, internet das coisas e inteligência de dados, transformando a forma como cuidamos do nosso corpo.

No Congresso Nacional de Hospitais Privados (Conahp) 2019, o fundador e presidente de Medicina Exponencial da Faculty Chair for Medicine da Singularity University, Daniel Kraft, apresentou alguns desses avanços que já estão influenciando o cuidado com o paciente e as perspectivas para o setor nos próximos anos.

Para Kraft, estamos vivendo a 4ª revolução industrial, e as experiências digitais e o acesso aos aplicativos têm mudado as expectativas e necessidades do público – o que inclui os pacientes, que agora têm as informações e decisões literalmente na palma da mão, onde e quando quiserem.

Kraft ressaltou que, no futuro, todo cuidado em saúde será baseado na capacidade de medir dados do corpo humano. “É a saúde quantificada”, afirma. Mas ele afirma que as informações isoladas não são suficientes. Para resultados efetivos, é preciso trabalhar com todos os dados disponíveis para que sejam úteis e plenamente aproveitados.

Entre as inovações com impactos diretos nesta área está a Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês). “Hoje, já é possível monitorar por pulseira com mecanismos de GPS pessoas doentes para saber se estão conseguindo se locomover”, exemplificou Kraft.

“Há também dispositivos que podem medir a pressão arterial em tempo real e passar as informações imediatamente, ajudando a cuidar de muita doenças. Existem até mesmo dispositivos que podem ficar embaixo de uma lente de contato e medir índices de potássio, de açúcar”, disse.

Dentro dos limites dos hospitais e clínicas, a tecnologia também já começa a ser implementada na otimização de processos que os profissionais precisam realizar. “Médicos e enfermeiros estão sobrecarregados de digitar prontuários médicos, ou seja, a tecnologia vem para melhorar também a experiência do clínico”, afirma. “O futuro da medicina não é uma única tecnologia, mas trabalhar com todas e combiná-las de forma inteligente”, explicou Kraft.

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