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Conheça os benefícios da reflexologia nos pés

Por meio de uma técnica suave e eficaz de massagem terapêutica, a reflexologia conquistou um lugar de destaque na medicina complementar. Atuando na prevenção e tratamento de doenças e disfunções do organismo a reflexologia ainda pode aumentar o relaxamento e melhorar o sono. Mas você sabe o que é reflexologia e quais são seus benefícios?

 

O QUE É REFLEXOLOGIA

A reflexologia é uma técnica de massagem que utiliza a pressão em pontos específicos dos pés, mãos e orelhas que correspondem a órgãos e outras regiões do organismo. Os profissionais costumam utilizar gráficos para orientar a região específica de correspondência.

Indicada para todas as pessoas, a técnica da reflexologia não deve ser confundida com uma massagem básica, pois tem a função de procurar desequilíbrios de energia que se manifestam por sensibilidade no ponto. De forma simples, natural e não-invasiva a reflexologia visa estimular forças de cura do corpo, proporcionando bem-estar emocional e físico.

 

PONTOS DE REFLEXOLOGIA

A técnica é dividida em três pontos que correspondem à região onde a massagem será feita. Cada ponto funciona como um mapa do corpo. São elas:

  • Reflexologia podal: visa estimular pontos específicos das plantas dos pés, que pode proporcionar alívio de dores, relaxamento e melhora na circulação sanguínea.
  • Reflexologia quirodal (das mãos): ligada diretamente com os pontos das mãos, a reflexologia quirodal promove o relaxamento físico e mental.
  • Reflexologia facial: relaxa e tonifica os músculos da face; pode ou não incluir as orelhas e contribui para o bom funcionamento de órgãos e articulações.

A mais conhecida é a reflexologia podal, por apresentar amplitude de pontos de pressão. São indicadas, pelo menos, 10 sessões para atingir os benefícios, apesar de ser possível sentir seu efeito positivo no organismo, ainda nas primeiras sessões.

 

REFLEXOLOGIA NA MEDICINA INTEGRATIVA

A medicina integrativa tem como intuito colocar o paciente como ator principal dos seus cuidados, buscando diversos profissionais e métodos para compor seu tratamento. Associada à medicina tradicional, a medicina integrativa permite a interdisciplinaridade, com práticas meditativas e de reflexologia, por exemplo.

É importante que a reflexologia não substitua nenhum tratamento e sim auxilie no cuidado. Integrada à medicina tradicional, a técnica pode diminuir dores corporais, eliminar inflamações, controlar problemas gastrointestinais, melhorar estresse, ansiedade e até a depressão.

Apesar de ser indicada para todas as pessoas, independente do sexo e da idade, a reflexologia não deve ser indicada por pessoas que utilizam marca-passo, pois alguns pontos estimulados podem acelerar os batimentos cardíacos e apresentar complicações ao paciente.

A reflexologia não cura, apenas equilibra os sistemas corporais para que eles possam exercer essa função, estimula uma área pouco ativa e relaxa uma área hiperativa, sendo assim inofensiva para áreas do corpo que estão funcionando corretamente. Diversos estudos apontam a efetividade dessa técnica que vem ganhando cada vez mais espaço na medicina complementar.

Osteoporose: o que é e como tratar

A osteoporose é uma doença que se caracteriza pela diminuição de massa óssea, deixando os ossos mais frágeis e aumentando o risco de fraturas. A doença é na maioria das vezes associada ao envelhecimento, pois com o passar dos anos o organismo perde sua capacidade em metabolizar e absorver o cálcio.

Um estudo recente divulgado pela Fundação Internacional de Osteoporose sinalizou um aumento na incidência de fraturas entre os brasileiros que sofrem de osteoporose, a previsão é de 32% até 2050.  Outras estatísticas apontam que após os 50 anos, a doença atinge uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens.

Apesar da incidência maior em idosos, a doença pode atingir jovens com menos de 30 anos, ligada a doenças hormonais, hiperparatireoidismo, diabetes mellitos, anorexia e mulheres submetidas a menopausa cirúrgica. Nesses casos é possível ocorrer a diminuição de massa óssea e, consequentemente, a osteoporose.

COMO PREVENIR A OSTEOPOROSE

Segundo dados do Ministério da Saúde, 10 milhões de pessoas já sofrem com a osteoporose no Brasil. A prevenção deve ser feita durante toda a vida por meio da adoção de hábitos saudáveis:

    • A ingestão de cálcio é imprescindível para os ossos. A recomendação de especialistas é a ingestão de 1.200mg, o que equivale a quatro porções lácteas. Além do leite é possível encontrar cálcio em brócolis e em folhas verdes escuras.
    • Diretamente atrelada ao cálcio deve estar a vitamina D, sem ela a absorção do mineral fica prejudicada. Expor-se diretamente ao sol por 15 minutos estimula a produção dessa vitamina.

 

  • O consumo excessivo de álcool e cigarro deve ser evitado. Eles diminuem as reservas de cálcio, enfraquecendo os ossos.
  • Praticar exercícios de impacto de forma regular, ajuda a fortalecer os ossos, além de estimular o ganho de força e massa muscular, que são importantes na prevenção de quedas.

COMO TRATAR A OSTEOPOROSE

Não há cura para osteoporose. O tratamento é focado principalmente no controle da dor, retardando a perda de massa óssea e prevenindo fraturas. A escolha do melhor tratamento para osteoporose deve ser feita por um profissional e depende da causa da doença.

A forma mais comum de tratar a osteoporose é feita com o uso de medicamentos que estimulem a produção de massa óssea, além da ingestão adequada de cálcio e vitamina D, por meio do consumo de alimentos e suplementos.

A prática de atividade física deve ser estimulada em qualquer idade da vida, em casos onde a pessoa apresente osteoporose atividades como caminhada, hidroginástica e dança, se tornam eficazes no combate aos sintomas. No entanto todos os pacientes devem ser avaliados para poder executar os exercícios corretos de acordo com seu quadro.

Programa de Tratamento da Obesidade quer política de controle para alimentos industrializados

A obesidade é hoje uma das principais preocupações da OMS (Organização Mundial da Saúde), órgão das Nações Unidas que já fez diversos alertas sobre o problema de saúde que é a segunda maior causa de mortes no mundo. Este cenário também reflete a realidade do Brasil, onde as pessoas adoram a rapidez dos alimentos industrializados, o que acaba  se transformando em várias consequências ruins para a saúde, como o uso de inibidores de apetite, por exemplo.

No Brasil, cerca de 18,9% das pessoas estão obesas, de acordo com levantamento da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

Quais são as causas da obesidade?

São várias as razões que levam as pessoas ao extremo do sobrepeso. Mas uma das principais causas é a constante presença de alimentos industrializados nos hábitos da população, como destaca Cid Pitombo, coordenador do Programa de Tratamento da Obesidade do Estado do Rio de Janeiro:

“O Estado deve atuar na garantia do bom hábito alimentar em escolas, na orientação às famílias sobre correto uso de alimentos e no controle do acesso ao alimento industrializado, que claramente, por ser mais barato, de baixo valor nutricional e alto valor calórico, leva a um sério problema de saúde pública que é a obesidade. O Estado precisa intervir neste lado. Prevenção com hábito saudável de alimentação, mais acesso a possibilidades de atividade física na boa orientação às famílias”.

Além de várias causas, diferentes consequências

A alta taxa de mortes que resultam de deficiências na saúde provocadas pela obesidade é um problema global, como mencionado, mas os caminhos que podem levar à situação irreversível, são vários, entre eles está a recorrência aos inibidores de apetite. Mas essa procura por solução, tem um lado negativo bem maior que o positivo.

Já está mais do que provado por diversos estudos mundiais que a maior parte desses inibidores de apetite tem efeitos colaterais mais graves que o benefício da perda de peso”, argumenta Cid Pitombo. Para o especialista no tratamento da obesidade, o controle do acesso a esse tipo de medicamento deve ser responsabilidade do Estado, assim como a conscientização sobre os riscos de uma dieta que sempre inclua alimentos industrializados.

“O Estado deve determinar que essas medicações sejam de uso específico de clínicas especializadas, com profissionais extremamente habilitado e isentos de envolvimento com a indústria farmacêutica e, assim, tenham mais condições de propiciar um tratamento adequado com essas drogas. Sou radicalmente contra a liberação de medicamento para pessoas com sobrepeso e obesidade. Estão mais que comprovados que não tem boa funcionalidade. Daí que em países desenvolvidos, como nos Estados Unidos, a oferta dessa medicação é muito restrita”, explica Dr. Pitombo.

Não deixe de buscar orientação médica

A busca por melhorias na saúde é sempre positiva, mas é necessário ter o acompanhamento de especialistas. No Brasil, você pode contar com os hospitais membros da Anahp: Associação Nacional de Hospitais Privados. No estado mais afetado pela obesidade, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (2013) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Santa Catarina, você pode recorrer aos Hospitais Baia Sul, Hospital Dona Helena e Hospital Santa Catarina – Blumenau.