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Como escolher os melhores exercícios para perder peso?

Não é de hoje que ouvimos falar sobre os benefícios de exercitar-se. Além de ativar o corpo e proporcionar mais energia, são uma ótima ferramenta no combate aos perigos do sobrepeso e todos os males que ele causa. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 300 milhões de pessoas no mundo são obesas. Por isso, divulgar os melhores exercícios para perder peso é uma necessidade de saúde.

A obesidade nada mais é do que o intenso acúmulo de gordura, condição que afeta tanto adultos quanto crianças. Mas considerando só os maiores de 18 anos, por exemplo, a obesidade no Brasil já afeta cerca de 18,9% das pessoas, de acordo com dados do Ministério da Saúde divulgados pela revista Veja em junho de 2018.

A dificuldade de adultos para perder peso é um dos alertas da OMS, uma vez que identificaram que a obesidade em pessoas já desenvolvidas aumenta em cenários diferentes, ou seja, tanto em países desenvolvidos quanto em áreas em desenvolvimento. Mas como lutar contra esse vilão? Como prevenir a obesidade?

Todo tipo de corpo pode se beneficiar da prática de atividades físicas, mas, para isso, é preciso analisar as necessidades do seu físico e objetivos. Se você é obeso ou obesa e está em busca de se livrar de alguns quilos, a melhor dica é apostar no fortalecimento da musculatura e dos ossos.

Músculos mais resistentes

Para revigorar os músculos, além da clássica musculação, algumas outras opções podem ser bons caminhos. A hidroginástica, por exemplo, além de ajudar no processo, não é uma atividade de tanto impacto, evitando outras complicações físicas.

Como falamos, a clássica musculação também é uma boa forma de revigorar o corpo. A prática dessa atividade auxilia na aceleração do metabolismo e, automaticamente, na perda de gordura acumulada. Mas atenção, é importante ter muito cuidado com a postura, já que a prática inadequada da musculação pode impactar negativamente nas articulações.

Atenção às articulações

As articulações são, inclusive, uma das grandes preocupações quando falamos em melhores exercícios para perder peso. É preciso ter muito cuidado e acompanhamento de especialistas nas atividades praticadas, pois as complicações causadas pela sobrecarga de peso em uma articulação podem ser várias e você, certamente, vai querer evitar isso na sua rotina para combater ou prevenir a obesidade.

Andar é uma atividade que muitos se identificam, mas também é necessário ter alguns cuidados no caso de sobrepeso. Se você está começando a prática, tenha consciência disso e não desrespeite os limites do seu corpo. Não invista em uma rotina de exercícios tão intensa, pois, durante caminhadas, as articulações sofrem maior pressão do que o normal e o resultado não será nada bom. Por esse mesmo motivo, corridas não são a melhor indicação para combater ou prevenir a obesidade, já que o impacto pode ser até três vezes maior do que o sentido durante caminhadas.

A verdade é que pessoas com sobrepeso ou obesidade podem fazer qualquer exercício físico, desde que adaptado às suas necessidades. Leve em conta essas dicas para sempre encontrar a melhor alternativa para você. Por isso, é fundamental sempre contar com o acompanhamento de especialistas, que vão poder analisar com cuidado cada caso e orientar as atividades escolhidas.

Conheça as 10 principais ameaças à saúde em 2019

Na última semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma lista com as 10 principais ameaças à saúde em 2019, ano em que a entidade publicará o novo plano estratégico para ampliar o acesso à saúde de qualidade em todo o mundo. Na relação, estão presentes doenças que são preveníveis por vacinação, altas taxas de obesidade infantil e sedentarismo, bem como os impactos à saúde causados pela poluição do ar, pelas mudanças climáticas e pelas crises humanitárias.

De acordo com OMS, as ameaças à saúde que vão demandar mais atenção da organização e de seus parceiros neste ano são:

Poluição do ar e mudanças climáticas

Segundo a OMS, nove em cada 10 pessoas respiram ar poluído todos os dias. Os poluentes microscópicos acabam penetrando nos sistemas respiratório e circulatório, causando sérios problemas para os pulmões, coração e cérebro. A consequência disso é a morte prematura de 7 milhões de pessoas por doenças como câncer, acidente vascular cerebral e doenças cardiovasculares e pulmonares.

Doenças crônicas não contagiosas

De acordo com dados da entidade, doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, câncer e doenças cardiovasculares, causam 70% de todas as mortes no mundo, ou seja, o proporcional a 41 milhões de pessoas. Problemas como má alimentação, tabagismo e sedentarismo também contribuem para o aumento de casos de doenças crônicas.

Pandemia de influenza

O comunicado da OMS contém a seguinte frase: “O mundo vai enfrentar outra pandemia do vírus influenza. Só não sabemos quando ou quão severa ela será”. O que ainda não é certo é quando chegará e a dimensão da gravidade. A OMS monitora constantemente a circulação dos vírus, avaliando os casos existentes e, a partir daí, recomenda adaptações anuais na vacina contra a gripe.

Cenários de fragilidade e vulnerabilidade

Mais de 1,6 bilhão de pessoas vivem em locais com pouquíssima infraestrutura, de acordo com dados da entidade. Do ponto de vista humanitário, esse é um grande drama mundial. Nesse contexto, praticamente 50% das metas de desenvolvimento sustentável, considerando saúde infantil e materna, permanecem sem ser cumpridas.

Resistência antimicrobiana

A OMS informa que o uso excessivo de antibióticos, tanto em seres humanos como em animais de corte acaba ocasionando o surgimento de superbactérias que não são vencidas com tratamentos convencionais. Essa resistência ameaça a humanidade a voltar a uma época em que era possível tratar facilmente infecções como pneumonia, tuberculose, gonorreia e salmonelose.

Ebola

A República Democrática do Congo passou por dois surtos de ebola em 2018. O problema se espalhou e atingiu cidades com mais de 1 milhão de pessoas. Em dezembro do mesmo ano, representantes da saúde pública, saúde animal, transporte e turismo solicitaram à OMS que considere 2019 o “ano de ação sobre a preparação para emergências de saúde”.

Atenção primária

Muitos países não possuem instalações de atenção primária de saúde adequadas. Um atendimento eficaz é capaz de afastar e reduzir o risco de uma série de doenças, além de identificar outras.. No entanto, a OMS declara que muitos países dão pouca atenção para essas consultas mais preventivas e trata esse fato como prioridade para melhorias.

Vacinação

Evitar se vacinar por medo ou relutância é algo que ameaça reverter o progresso feito no combate a doenças que seriam evitáveis por imunização. Há a situação do sarampo, por exemplo, que teve aumento de 30% nos casos em todo o mundo. “[A vacina] é uma das formas mais custo-efetivas para evitar doenças – atualmente, previnem-se cerca de 2 milhões a 3 milhões de mortes por ano”, informa a OMS.

Dengue

A OMS tem como objetivo reduzir pela metade as mortes por dengue até 2020 . A grande barreira é ausência de trabalho comunitário árduo. A entidade acredita que a doença vai continuar provocando grandes prejuízos.  A estimativa é que 40% de todo o mundo esteja em risco de contrair o vírus – cerca de 390 milhões de infecções por ano.

HIV

A entidade alerta que a epidemia de Aids segue se espalhando pelo mundo. Aproximadamente 1 milhão de pessoas morrem por HIV/aids a cada ano. Atualmente, cerca de 37 milhões vivem com HIV no mundo. Um grupo cada vez mais afetado são as adolescentes e as mulheres jovens (entre 15 e 24 anos), que representam uma em cada quatro infecções por HIV na África Subsaariana.

Como a poluição afeta sua saúde

Muito tem se falado sobre os efeitos das ações humanas no planeta. É de conhecimento geral que o aumento dos gases venenosos na atmosfera traz consequências para as mudanças climáticas da Terra, o que afeta diretamente e a curto prazo, o bem-estar da população. Combater a poluição é de extrema importância para a preservação da vida.

Segundo relatório da ONG norte-americana Health Effects Institute, 95% da população mundial está exposta a taxas de poluição superiores às indicadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Quem mora nas grandes cidades está mais vulnerável aos efeitos dessa poluição e apesar das inúmeras discussões, ainda há muitas dúvidas acerca do tema, por parte da população.

O médico Paulo Saldiva, especialista em poluição atmosférica e diretor do Instituto de Estudos Avançados da USP, lançou recentemente o livro “Vida Urbana e Saúde – Os Desafios dos Habitantes das Metrópoles”, que faz uma análise dos principais problemas que atingem os grandes aglomerados urbanos, entre eles a bronquite crônica, resultado de anos de inalação de um ar poluído.

EFEITOS DA POLUIÇÃO NA SAÚDE

O tempo seco associado à poluição do ar causa riscos diretos à saúde. Doenças respiratórias como asma, rinite alérgica, bronquite e até câncer de pulmão se tornaram comuns em pessoas que vivem em grandes cidades. Segundo pesquisa do Instituto Saúde e Sustentabilidade, 11,2 mil pessoas morrem todos os anos por problemas causados pela qualidade do ar, apenas no estado de São Paulo.

Além disso, segundo estudos do laboratório de poluição atmosférica da USP, as pessoas mais atingidas são crianças e idosos. Em dias mais secos em que o ar fica mais contaminado, os riscos de morte por doenças cardiovasculares e respiratórias aumentam em 12 a 17% e as internações sobem em 60%. Ainda de acordo com os pesquisadores, um em cada vinte enfartes é causado pela poluição.

A POLUIÇÃO DOMÉSTICA

Segundo dados da OMS, 3,8 milhões de pessoas morrem todos os anos no mundo, em decorrência da poluição doméstica, causada pela queima de carvão ou lenha para cozinhar, iluminar ou aquecer as casas. Com o aumento do preço do gás no Brasil, esse tipo de combustível voltou a ser utilizado pela população de baixa renda, o que preocupa a organização.

MEDIDAS PARA REDUZIR OS EFEITOS

As organizações e o poder público vêm desenvolvendo diversas medidas para melhorar a qualidade do ar, como aumentar áreas de lazer, incentivar o uso de transportes coletivos ou alternativos como a bicicleta, substituição da frota de veículos pesados por modelos elétricos, entre outras. Há também pequenas atitudes nossas que ajudam a reduzir a poluição em ambientes internos.

Veja algumas medidas para adotar em casa:

 

  • Cultive plantas: Além de decorar, as plantas podem trazer diversos benefícios à saúde. Alguns tipos são capazes de absorver toxinas que poluem o ar. Vale a pena pesquisar e ter em diversos ambientes da casa.
  • Utilize carvão vegetal: Esse tipo de carvão auxilia no combate ao mofo e ao mau cheiro e consequentemente purifica ambientes internos. Coloque em pontos estratégicos da casa.
  • Invista em um umidificador de ar: Os purificadores e umidificadores de ar eletrônicos ajudam a melhorar a qualidade do ar, principalmente em ambientes com pouca ventilação.

 

 

Conheça a plataforma digital “Abertamente” para falar sobre Saúde Mental

Falar sobre saúde mental ainda é um tabu em muitos espaços da sociedade. A falta de abertura para abordar o tema é um dos desafios na conscientização sobre possíveis tratamentos e, por isso, a plataforma Abertamente nasce com o intuito de informar e acolher aqueles que convivem com distúrbios de origem mental.

O que são doenças mentais?

A saúde mental de uma pessoa pode ser afetada de várias formas e não necessariamente implica qualquer tipo de incapacidade por parte de quem é acometido por algum distúrbio. Neste grupo, encaixam-se as doenças que comprometem o sistema nervoso central, desde as mais estigmatizadas, como a esquizofrenia, até problemas mais comuns, como ansiedade e depressão.

Não enfrente sua mente sozinho

Além de oferecer conteúdo de qualidade que fala sem preconceitos sobre o tema, a plataforma Abertamente também se propõe a facilitar o acesso de pacientes à orientação médica adequada. “O objetivo é que a pessoa tenha uma referência na hora de pesquisar sobre o tema e também um canal com os especialistas da área. A população precisa saber que há várias formas de tratamento, sem que haja necessariamente uma internação”, explica o neurologista Dr. Willians Lorenzatto.

Criada pela FQM Farma, o projeto nasceu de esforços da campanha da indústria farmacêutica para o Setembro Amarelo, em apoio ao Centro de Valorização da Vida (CVV). O conteúdo da plataforma Abertamente é liberado semanalmente. Nas redes sociais, a iniciativa ainda conta com depoimentos de profissionais da área, a fim de encontrar pessoas dispostas a serem voluntários na busca pela conscientização sobre saúde mental.

Saúde mental no Brasil

Embora o bem-estar seja essencial, o alto custo do tratamento acaba tornando o tema ainda mais urgente em território nacional. A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que só o Brasil abriga 23 milhões de pessoas que enfrentam esse tipo de doença e, desde 2012, é uma das principais preocupações do país.

Quem é mais vulnerável?

Além do fator geográfico, há outros motivos que contribuem para a alta incidência dessas doenças. Segundo estudo conduzido pela Fapesp em parceria com um consórcio internacional – que ficou responsável por averiguar países como França, Inglaterra, Holanda, Espanha e Itália – homens jovens, ou seja, de 18 a 24 anos, estão mais propensos a vivenciarem episódios psicóticos.

Outras pessoas mais sensíveis a este tipo de transtorno, são minorias étnicas e classes que sofrem com desigualdade socioeconômica. Se você está na Grande São Paulo e sofre com sintomas de alguma das doenças mentais, não deixe de procurar ajuda em um dos hospitais membros da Anahp cadastrados nos serviços de atendimento.

 

Dia nacional de combate ao fumo: por que parar de fumar é preciso?

Em 29 de agosto, é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo. A data, que foi criada em 1986, tem como objetivo reforçar as ações de sensibilização da população para os malefícios causados pelo tabaco. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 150 mil pessoas morrem no Brasil em decorrência do consumo do cigarro. No mundo todo, esse número chega a seis milhões. Considerada uma doença, o tabagismo é a dependência da nicotina, uma substância derivada do tabaco, presente nos cigarros, charutos, cachimbos e narguilés.

Após absorvida pelo corpo, a nicotina atinge no cérebro rapidamente, no máximo, até 19 segundos e provoca a liberação da sensação de prazer e bem-estar. Por isso, os fumantes recorrem ao cigarro várias vezes ao dia. Por outro lado, a fumaça do cigarro possui mais de quatro mil substâncias tóxicas que prejudicam o funcionamento do organismo todo, assim como são fatores de predisposição para diversas doenças.

Doenças causadas pelo fumo

“O tabagismo é causador de enfisema pulmonar, bronquite crônica e doenças cardiovasculares, por exemplo. Mais de 50 doenças crônicas são causadas pelo consumo do cigarro”, afirma o pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Dr. Elie Fiss. O especialista também destaca que o fumo está relacionado ao câncer de mama e AVCs.

Entre as substâncias tóxicas que mais comprometem o desempenho físico estão a nicotina, o alcatrão e o monóxido de carbono. Juntos, eles diminuem a elasticidade do pulmão como também o tamanho das artérias e aumentam os batimentos cardíacos. O tabagismo é responsável por 90% das mortes por câncer de pulmão e 25% das mortes por doença do coração. De acordo com a OMS, o fumo é a principal causa de morte evitável no planeta.

Atenção aos narguilés, cachimbos e cigarros artesanais

Há quem pense que os narguilés, uma espécie de cachimbo de água utilizado para fumar tabaco aromatizado, são menos prejudiciais que os cigarros tradicionais. De acordo com o oncologista do Hospital Santa Paula, Dr. Tiago Kenji, diversas formas de fumar o tabaco são prejudiciais. “O narguilé, cigarros artesanais e cachimbos provocam danos ao organismo. Em relação ao cigarro, por ser mais acessível, acaba sendo o mais perigoso”, explica o especialista.

Como parar de fumar

Por causar uma dependência química e psíquica, parar de fumar pode não ser tão simples. A boa notícia é que existe tratamento. “O tabagismo, por ser uma doença, necessita de tratamento multidisciplinar. Alguns pacientes conseguem parar sem nenhum auxílio, mas outros precisam de algum tipo de tratamento”, explica Dr. Elie Fiss.

Se não for possível parar de fumar de forma espontânea, a ajuda médica é necessária. Neste caso, existem opções como reposição de nicotina, antidepressivos, grupos de apoio psicológico ou terapia individual.  Os benefícios à saúde começam logo após parar de fumar.  Estima-se que em 20 minutos a pressão arterial e a frequência cardíaca voltam ao normal. Em duas horas, a nicotina não está mais no sangue. Já em três meses a função pulmonar começa a melhorar. “Algumas doenças quando instaladas não são reversíveis, mas parar de fumar retarda a sua evolução”, explica o pneumologista do Hospital Oswaldo Cruz. O especialista destaca que em 10 anos o risco de sofrer infarto fica próximo ao de quem não fuma e, em 15 anos, o risco de desenvolver câncer de pulmão iguala-se ao de um não fumante.