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#SuaSaúdeNaPandemia: sintomas pós-queda que precisam de assistência pediátrica

Com os filhos o tempo todo em casa devido ao isolamento social, os pais precisam redobrar a atenção para evitar acidentes. E se a criança sofrer uma queda é preciso ficar de olho em alguns sintomas que possam aparecer e não exitar em buscar ajuda médica se for preciso – ainda que em meio à pandemia.

Durante esse período, algumas famílias têm evitado ir ao pronto-socorro por medo da Covid-19. Um dos maiores centros pediátricos do país, o Sabará Hospital Infantil (São Paulo) aponta uma queda de 75% nos atendimentos de emergência em abril, e o supervisor do pronto-socorro do hospital, Thales Araújo de Oliveira, alerta para situações em que adiar a busca por atendimento pode significar um risco maior para a saúde da criança. 

Quando o assunto é queda, é indicado que os pais não exitem em procurar o médico se aparecerem alguns dos sintomas abaixo: 

  • Sonolência, vômitos, dor de cabeça, abatimento ou qualquer anormalidade após o tombo;
  • Cortes grandes e/ou com muita perda de sangue;
  • Trauma ou torção que evolui com dor, aumento de volume e/ou deformidade dos ossos e articulações;
  • Infecção da articulação, apresentando dor, dificuldade em caminhar, febre, dificuldade para mover um membro ou prostração;
  • Infecções de origens dentárias e traumas na face devido a acidentes domésticos.

 

Segurança no fluxo de atendimento  

Para garantir a segurança de todos os pacientes, o Sabará mudou os fluxos de pronto-socorro, separando as crianças com sintomas respiratórios e não respiratórios. Além disso, os funcionários também passam por triagem ao entrarem no hospital para trabalhar, com verificação de temperatura e resposta a questionário. 

Assim, as famílias podem ficar mais tranquilas em relação à segurança de seus filhos ao visitar o Sabará. “Todo este cuidado e treinamento com os funcionários resulta também em mais segurança aos nossos pacientes”, afirma Thales.

 O Sabará opera segundo o conceito de “Children’s Hospital”, modelo assistencial que conta com expertise de alta complexidade em todas as especialidades pediátricas e atua com equipe multiprofissional integrada de alta capacidade resolutiva na atenção à criança.

Além de ser referência nacional em qualidade e segurança assistencial para tratamento de crianças, também está entre os melhores hospitais exclusivamente pediátricos segundo a revista chilena América Economia em 2019.

#SuaSaúdeNaPandemia: sintomas que alertam sobre a hora de levar as crianças ao hospital

Durante a pandemia de Covid-19, muitas famílias estão evitando ir ao pronto-socorro mesmo quando os filhos têm sintomas mais graves. Nestes casos, porém, ficar em casa pode representar um risco maior para a saúde do que ir ao hospital, já que, quando finalmente recebem atendimento, as crianças apresentam um quadro mais avançado, como explica Thales Araújo de Oliveira, supervisor do pronto-socorro do Sabará Hospital Infantil, um dos maiores e mais respeitados centros de atendimento pediátricos do Brasil. 

Segundo registros do hospital, o número de atendimentos na emergência pediátrica aponta para uma queda de 75% no mês de abril. “Sabemos que, com a suspensão das aulas nas escolas, é natural que o número de infecções e traumas seja menor que o usual. Isso, aliado ao baixo número de casos graves de Covid-19 em crianças, justifica, em parte, a queda na procura pelo pronto-socorro pediátrico”, diz Thales. “Porém, as crianças continuam tendo doenças como câncer, diabetes e condições cirúrgicas, como apendicite”, ressalta. 

Para garantir a segurança dos pacientes, o Sabará mudou os fluxos de pronto-socorro e separou os casos de crianças com sintomas respiratórios e não respiratórios. Além disso, os funcionários do hospital passam por triagem ao entrarem no trabalho, com verificação de temperatura e resposta a questionário. “Todo esse cuidado e treinamento com os funcionários resulta também em mais segurança aos nossos pacientes”, afirma Thales.

Para ajudar a orientar as famílias, o supervisor do pronto-socorro do Sabará lista os sintomas que indicam a necessidade de procurar atendimento médico. “Se seu filho ou filha apresentar qualquer um desses sintomas, não hesite em ir ao hospital”.

  • Recém-nascido ou bebê que se encontra prostrado, ausente, com dificuldade respiratória, sucção fraca, com sangue nas fezes ou vomitando em grande quantidade. 
  • Se ficar roxinho (cianose) ou muito amarelo (recém-nascido com icterícia), ou se tiver febre (acima de 37,8º) ou queda de temperatura (abaixo de 35,5 / 36º).
  • Febre persistente por mais de 48h.
  • Diarreia: o principal problema é quando a criança fica desidratada. Os sintomas mais comuns da desidratação são lábios e língua seca, diminuição e escurecimento da urina, diminuição da elasticidade da pele, olhos fundos e prostração. Observe também se o problema não vem acompanhado de vômitos persistentes, sangramento ou catarro nas fezes.
  • Dor abdominal: persistente ou com piora progressiva; ou súbita e de forte intensidade; acompanhada ou não de vômitos e distensão abdominal.
  • Distensão abdominal com interrupção da eliminação de gases/fezes, podendo ter vômito. Vômito ou fezes que apresentam sangue vivo ou borra de café.
  • Quadros respiratórios associados a cansaço, chiado no peito e hipoatividade.
  • Quadros alérgicos: manchas na pele e coceira associada à dificuldade para respirar, tosse rouca, chiado ou inchaço nos lábios e garganta.
  • Intoxicação: sempre vá diretamente ao hospital. Não provoque vômitos e tente pegar o rótulo do produto para o médico ter mais detalhes que poderão ajudar no tratamento.
  • Convulsão: procure auxílio médico imediatamente.  
  • Também é importante estar atendo para o aparecimento de qualquer massa ou tumoração na virilha ou no escroto; aumento, vermelhidão ou dor testicular; ingestão de corpos estranhos e também a casos de fimose infeccionada ou acompanhada de dor.

Hospital aposta no lúdico para tornar a internação menos difícil para as crianças

Se ficar no hospital já é complicado para um adulto que consegue entender a necessidade de tratar uma doença, imagine para uma criança que gostaria apenas de estar brincando com os amigos e a família. Para que esse período seja menos angustiante, o Hospital Moinhos de Vento aposta em atividades lúdicas que ajudam os pacientes a passar pelo processo e a estabelecer uma relação de confiança com a equipe de cuidados.  

A coordenadora assistencial da Pediatria, Rosa Inês Rolim, afirma que uma das principais fontes de estresse e angústia das crianças que precisam ficar internadas é estar fora da rotina, longe da família – pois costumam ficar acompanhadas de apenas um familiar – e de tudo o que é delas: os brinquedos, o quarto, o animal de estimação e os amiguinhos do colégio. 

“Por isso realizamos muitas atividades que envolvam o brincar, que fazem com que eles se aproximem de outros pacientes e dos funcionários, fazendo novas amizades”, explica. Segundo Rosa, principalmente entre os pacientes da Pediatria na faixa de 5 e 6 anos, há uma ideia de castigo. Elas acham que ficaram doentes porque fizeram algo de errado. 

Outro aspecto é a limitação de espaço: ter que ficar em um quarto em contato com adultos que não conhece. Segundo Rosa, não é raro algumas crianças expressarem que não confiam na equipe médica. Para trabalhar estas duas questões, o hospital promove a Oficina de Brinquedo Coletivo e tem o grupo Canta e Encanta. 

Na primeira, a equipe de cuidados e os pacientes constroem brinquedos e brincam juntos. Ao conhecer outras crianças que estão em situação semelhante, os pequenos pacientes fazem novas amizades e deixam de achar que a doença é um castigo destinado só para eles. 

No Canta e Encanta, técnicos de enfermagem ensaiam uma música infantil que é sucesso entre os pacientes e apresentam dentro da Pediatria, chamando os pacientes para cantar e dançar nos corredores. Esse momentos são benéficos não somente para as crianças, conta Rosa. 

“Para os funcionários, as atividades junto com as crianças ajudam na relação de confiança e deixam a rotina mais leve também”. Ela conta que há afastamentos por depressão, porque o trabalho na Pediatria é pesado pelas questões emocionais que envolve: a convivência com o sofrimento da criança e também de toda a família. “Eles também pensam muito no filho que tem em casa, há uma contratransferência”, afirma. 

Na internação da Pediatria do Hospital Moinhos de Vento, há 42 funcionários e 47 leitos, com uma média de ocupação de 36. Na UTI, são 41 funcionários e 11 leitos, com uma média de ocupação de 10. 

Visita pet

A Pediatria do hospital também começou a promover, com a ajuda das famílias, visitas dos animais de estimação às crianças no hospital. E a medida tem se mostrado muito importante para reverter quadros depressivos de alguns pacientes. 

Rosa conta que uma das últimas experiências foi com um menino que estava na UTI. “Na internação era algo que já acontecia com frequência, e o desafio da equipe foi realizar uma visita pet na UTI. Há umas três semanas, fizemos uma com um menino com encefalite viral que estava depressivo e teve uma grande mudança de ânimo depois que recebeu a visita do cachorrinho”, conta. 

Rosa explica que são observadas uma série de regras e cuidados que as famílias ajudam a providenciar para permitir que o animal esteja com o paciente.

A Pediatria também ganhou recentemente uma nova decoração na emergência com a Turma do Moinho: três personagens crianças que levam o paciente para uma “viagem” no espaço enquanto são atendidos, e assim ficam mais calmos na hora dos procedimentos.