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COVID-19: Hospital Santa Virgínia divulga informações sobre o tema

3 de março, 2020

O novo coronavírus (Covid-19) já atinge 47 países, entre eles, o Brasil (caso registrado em São Paulo, em 26 de fevereiro). De acordo com o Ministério da Saúde, enquadram-se em casos suspeitos pessoas que apresentarem febre e mais um sintoma gripal, como tosse ou falta de ar, e tiveram passagem pela Alemanha, Austrália, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália, Malásia, Japão, Singapura, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Tailândia, Vietnã e Camboja, além da China, nos últimos 14 dias.

Veja abaixo mais informações sobre o coronavírus e saiba como se prevenir desta infecção respiratória.

Novo Coronavírus: BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo reuniu informações sobre o tema

2 de março, 2020

Mitos e verdades

O novo coronavírus, identificado na China e já detectado em alguns países, é motivo de atenção das autoridades de saúde pelo mundo.

No dia 26 de fevereiro, o Ministério da Saúde anunciou o primeiro caso confirmado no Brasil. Trata-se de um homem de 61 anos que voltou de viagem da Itália e, depois de alguns dias, procurou um serviço de saúde com sintomas respiratórios.

Como esse é um assunto de bastante repercussão, preparamos informações importantes para que você se mantenha sempre atualizado. Confira abaixo:

O coronavírus é um vírus novo?
Embora o tipo desse vírus seja considerado novo, ele vem de uma família de coronavírus identificada pela primeira vez na década de 1960.

Álcool em gel mata o vírus?
Sim, o álcool funciona. Entretanto, não tem um efeito duradouro e, por isso, é recomendado que as pessoas lavem as mãos ou usem o álcool em gel muitas vezes ao longo do dia.

Há relação entre tomar chá de erva-doce várias vezes ao dia e impedir a doença?
Não há comprovação científica nessa recomendação.

Vitamina C reforça a imunidade?
Não há estudos que comprovem a eficácia da vitamina C na prevenção de infecções. Em excesso, inclusive, ela deixa a urina ácida, o que pode causar a formação de cálculos renais em pessoas predispostas

Todo contato físico é um risco?
Esse vírus não se propaga tão facilmente como o do sarampo. Mesmo sendo menos contagioso, é importante saber que ele é transmitido pelo ar, de pessoa para pessoa, ou por contato com superfícies contaminadas.

Há alimentos que impedem o organismo de ser afetado ou que reforcem a imunidade?
Nenhum alimento tem o poder de impedir que alguém seja infectado nem é capaz de reforçar a imunidade a ponto de combater um vírus. Ter uma alimentação balanceada e hábitos saudáveis é bom para a saúde de forma geral.

Meus amigos disseram que um medicamento específico, indicado para tratar e prevenir a gripe, pode ajudar. É verdade?
Estudos estão sendo feitos para verificar a eficácia de medicamentos utilizados contra a gripe em conjunto com outros. Ainda não há evidências de que isso irá funcionar contra o novo coronavírus.

Se eu tomei as vacinas contra a gripe, estou protegido?
Tomar as vacinas é muito importante, mas são vírus diferentes. Por isso, a vacina contra a gripe não protege contra o coronavírus.

Há algum risco de que animais de estimação espalhem o vírus?
Não. Mesmo na China, onde o vírus está circulando, não se sabe de casos em que animais domésticos tenham sido responsáveis pela transmissão do vírus.

Existem doenças ou condições que tornam algumas pessoas mais vulneráveis ao vírus?
Sim. Idosos, pessoas com a imunidade comprometida e portadores de doenças crônicas, como câncer, doenças cardíacas e pulmonares graves, têm maior risco de ficarem doentes.

Existe risco ao receber correspondência ou pacote vindos da China?
Fique tranquilo, esse risco não existe. Como o vírus não sobrevive muito tempo fora de um organismo vivo, é seguro receber cartas ou pacotes vindos da China.

Usar soro fisiológico várias vezes para limpar as narinas pode evitar a infecção?
Não. O soro é usado para umidificar as narinas e trazer alívio de sintomas como coriza ou obstrução nasal, mas sua fórmula não traz nenhum tipo de componente que tenha atividade contra o vírus.

Desinfetantes vendidos em supermercados podem ajudar a limpar o ambiente e evitar esse vírus?
Sim, eles ajudam a manter o ambiente limpo e podem eliminar o vírus.

Tomar antibióticos pode ajudar o organismo a combater o vírus?
Antibióticos não têm efeito algum contra vírus. Eles devem ser usados somente com receita médica para combater infecções causadas por bactérias. Aqui, estamos falando de um vírus.

Principais sintomas

  • Febre
  • Calafrios Tosse
  • Irritação na garganta
    Congestão nasal
  • Dificuldade para respirar
  • Dor de cabeça

Se você apresentar um ou mais dos sintomas ao lado:

  • procure atendimento médico e, se for o caso, informe sobre qualquer viagem nos últimos 14 dias para áreas com transmissão local (Austrália, China, Coreia do Sul e do Norte, Camboja, Filipinas, Japão, Malásia, Vietnã, Singapura, Tailândia, Itália, Alemanha, França, Irã e Emirados Árabes Unidos);
  • proteja a boca e o nariz com um lenço ao tossir ou espirrar;
  • higienize as mãos constantemente, principalmente após tossir, espirrar e manipular alimentos.

Equipe médica da Rede Mater Dei apresenta fluxo para pacientes com suspeita do coronavírus

17 de fevereiro, 2020

O novo coronavírus, recentemente nomeado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como Covid-19, vem gerando alerta na população. O vírus, que causa infecções respiratórias, já atinge mais de 20 países, com mais de 40 mil casos confirmados. Apesar do grande número de países com casos confirmados da doença, no Brasil nenhum caso foi confirmado.

Seguindo recomendações do Ministério da Saúde, a Rede Mater Dei de Saúde tem promovido e estimulado ações preventivas para enfrentar o Coronavírus e está preparada para o atendimento de casos suspeitos ou confirmados da doença. Banners foram afixados nas portarias de todos os Hospitais da Rede, alertando sobre os sintomas da doença e as medidas a serem tomadas, além de informativos distribuídos aos pacientes e publicações nas redes sociais.

Foram realizadas mudanças nos protocolos de atendimento aos pacientes, seguindo uma lista de verificação de preparação para profissionais de saúde para transporte e chegada de pacientes potencialmente infectados com o coronavírus (Covid-19), divulgada pela organização norte-americana Centers for Disease Control and Prevention – CDC.

Além disso, os colaboradores e profissionais da saúde passaram por uma capacitação e preparo para, ao realizar o atendimento, seguir o fluxo programado para que pacientes com suspeita do vírus, ou pacientes infectados, não tenham contato com outros pacientes e equipe da Rede.

Prevenir e evitar o contato de um paciente suspeito com outras pessoas é o principal foco do Mater Dei. “Nesse momento, a medida mais importante é estabelecer barreiras para evitar o contato dos casos suspeitos com outros clientes, visitantes e, também, com profissionais da saúde. O objetivo é fazer com que o paciente entre, exatamente, no fluxo de atendimento já programado”, explica a médica Coordenadora do Serviço de Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar da Rede Mater Dei, Silvana de Barros Ricardo.

A médica fala ainda sobre a importância da conscientização da população sobre medidas preventivas simples. “É importante que a própria pessoa esteja atenta ao seu histórico de viagens e sintomas e, se considerar seu caso como suspeito, entre em contato com sua Operadora de Saúde ou o Hospital para que receba instruções de como chegar até o local de atendimento sem colocar em risco outras pessoas. A utilização de máscara é uma medida simples e essencial nesses casos”, conclui Silvana.

Fluxo de atendimento diferenciado
Ao chegar em um dos Prontos-socorros da Rede Mater Dei, o paciente que está com suspeita da doença deve informar ao colaborador responsável pelo seu atendimento. O colaborador, imediatamente, entregará ao paciente uma máscara e um questionário básico sobre seus sintomas e seu histórico de viagens e irá informar a equipe assistencial, que fará uma análise sobre os dados do paciente e, caso necessário, o paciente será conduzido a um quarto de isolamento.

Todos as unidades da Rede Mater Dei já possuem um local específico para isolamento do paciente com suspeita ou infectado pelo coronavírus. O quarto de isolamento, seguindo normas padrões do Ministério da Saúde, possui um sistema de tratamento de ar diferenciado, com filtros específicos, e todos os profissionais que tiverem acesso ao local farão uso de equipamentos de segurança.

O que você precisa saber sobre o coronavírus (Covid-19)
O vírus, que causa infecções respiratórias de leve a moderada, pode infectar animais e seres humanos. A transmissão, ocorre de uma pessoa para outra, pelo ar, tosse ou espirro, através de contato pessoal, como toque ou aperto de mão, e por meio do contato com objetos ou superfícies contaminadas, quando se leva a mão à boca, nariz e olhos.

Dentre os sintomas apresentados pela doença estão febre, tosse ou coriza, dor de garganta e dificuldade de respirar, podendo evoluir, em casos mais graves, para pneumonia, síndrome respiratória aguda grave ou insuficiência renal.

Precauções:

  • Higienização frequente das mãos, inclusive após tossir ou espirrar;
  • Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal;
  • Manter os ambientes bem ventilados;
  • Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de infecção respiratória.

Varizes pélvicas: saiba quais são as causas, os sintomas e tratamentos

Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), varizes são veias superficiais que fazem circular sangue venoso, e se encontram dilatadas, tortuosas ou alongadas. Essas condições atrapalham a circulação do sangue de volta ao coração. Quando isso ocorre, as veias tornam-se muito visíveis a olho nu, e os principais sintomas são cansaço e principalmente a sensação de queimação. Tais sintomas variam de acordo com a região que a varize aparece. É o caso das varizes pélvicas.

Caracterizada pelos mesmos sintomas em relação às alterações fisiológicas das veias, a varize pélvica pode causar outros transtornos, como a presença de varizes na região genital e dor e incômodo após a relação sexual. Ainda segundo a SBACV, o quadro de veias inchadas na região vaginal pode se agravar durante o período de menstruação, causando dores abdominais antes do ciclo iniciar. Em casos mais atenuados, pode ser percebido incontinência, sangramento intenso durante a menstruação e uma sensação que é descrita pelas pacientes como “peso no abdômen”.

Como surgem as varizes pélvicas e como é feito o diagnóstico?

A varize pélvica é estudada há pouco tempo no campo da medicina vascular. Isso porque muitas pacientes acreditam que o desconforto que sentem na região abdominal e pélvica, principalmente no período menstrual, são normais e, por isso mesmo, deixam de relatar nas consultas de rotina. Ainda assim, estima-se que cerca de 30% das mulheres possuem algum estágio de varize pélvica. 

Falar em “fatores de risco” é difícil, sendo que diversos fatores “comuns” podem desencadear as varizes pélvicas. A gravidez, por exemplo, é um desses fatores: mudanças químicas no organismo da mulher fazem com que as veias da região inferior do corpo irriguem muito mais sangue para o feto e, após o parto, pode surgir a varize. Mulheres com histórico de varizes nas pernas ou glúteos também podem desenvolver a mesma condição na região pélvica.

Justamente por diversos fatores contribuírem com a condição, é preciso que as mulheres fiquem atentas às dores na região vaginal após a relação sexual (que é o sintoma mais comum da varize pélvica) e que procurem um médico imediatamente. Numa consulta especializada, ele pode usar um ultrassom endovaginal para diagnosticar as varizes com antecedência, evitando o desconforto dos sintomas. 

Como é feito o tratamento?

Após diagnosticada, a paciente com varize pélvica será medicada nos períodos sintomáticos. Uma opção de tratamento eficiente é o uso da progesterona. Esse hormônio diminui a ovulação e, consequentemente, diminui consideravelmente a quantidade de sangue irrigado pelas veias pélvicas, aliviando os sintomas e evitando que outras varizes apareçam no mesmo lugar.

O tratamento medicamentoso, porém, alivia os sintomas e controla as varizes pélvicas. O melhor tratamento segue sendo o procedimento cirúrgico. Pouco invasivo, a operação consiste na dilatação do vaso rompido. O procedimento é rápido, com alto índice de resolução e de recuperação breve.

Apendicite: o que é e quais os riscos para a saúde?

Por muito tempo considerou-se que o apêndice, localizado na região final do intestino grosso, era um órgão meramente vestigial – isto é, um resquício da evolução humana, sem nenhuma finalidade. Um estudo realizado em 2007 na Universidade Duke, nos Estados Unidos, comprovou que ele ainda serve como um certo depósito de bactérias que ajudam na digestão. Essa função era muito útil nos primórdios da humanidade mas, com o passar dos milênios, tornou-se dispensável ao organismo, já que sua retirada não causa danos para o funcionamento do corpo humano. Mas se existe uma característica desse órgão que nunca mudou com o tempo, foi a apendicite.

A apendicite afeta cerca de 0.25% dos brasileiros, e consiste na inflamação do órgão. Segundo um estudo realizado em 2004 por um grupo de médicos do Hospital Sírio Libanês para a Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica (SOBRACIL), não existe um fator de risco específico, mas nota-se que a apendicite se dá com maior frequência em homens na faixa etária dos 20 anos. Até hoje suas causas não são totalmente conhecidas, apesar de alguns indícios serem conhecidos, como, por exemplo, a obstrução do apêndice por gordura ou fezes. Infecções gastrointestinais, normalmente causadas por vírus, também são consideradas fatores de risco para o aparecimento da apendicite.

Quais os sintomas e os riscos da apendicite?

Os sintomas da apendicite surgem num curto espaço de tempo. Normalmente, os primeiros sinais são dores abdominais e na região do umbigo. A intensidade da dor pode aumentar significativamente, alcançando o grau agudo da doença, em questão de horas. Nessa etapa, a dor passa a ser ao lado direito e abaixo do umbigo, sendo acompanhada normalmente por febre, falta de apetite, náuseas e vômito.

Se não diagnosticada nesse curto espaço de tempo, o apêndice inflamado pode se romper. Nesse momento, a dor pode desaparecer por completo, mas retorna intensificada na sequência – isso porque uma vez que o apêndice inflamado rompe, tal inflamação tende a se espalhar para o revestimento abdominal. Nessa segunda fase, além dos sintomas anteriores, o paciente também pode apresentar constipação ou diarreia, calafrios e tremores.

Existe tratamento?

O acompanhamento médico é imprescindível. Se não cuidada, uma vez rompido o órgão, a apendicite pode matar.

Não existe uma opção medicamentosa para curar a apendicite. O tratamento é apenas cirúrgico e consiste na retirada total do apêndice inflamado. Ele não é substituído, já que sua ausência não prejudica o funcionamento do organismo humano. Na cirurgia convencional, é realizada uma incisão na região do apêndice, sob efeito de anestesia geral, para retirá-lo. Outra técnica é a apendicectomia videolaparoscopia. Segundo o estudo divulgado na SOBRACIL, este é um modelo de cirurgia minimamente invasiva, onde são feitos três pequenos orifícios no abdômen, nos quais são introduzidos uma câmera e outros instrumentos para que o apêndice seja removido.

A recuperação é rápida e, em ambos os casos, dificilmente o paciente apresenta dor abdominal no pós operatório, permanecendo apenas um dia no hospital. Esse quadro muda quando o órgão rompe antes da cirurgia. Nesses casos, a recuperação é mais lenta e pode apresentar dores e incômodos, além do paciente passar mais tempo no hospital – de 2 a 3 dias em observação.

 

Nash Day: Dia Internacional de Combate à Gordura no Fígado

A gordura no fígado será o tema de diversas discussões ao redor do mundo no dia 12 de junho, quando se realizará pela primeira vez no Brasil o Dia Internacional de Combate à Esteatose Hepática Não Alcoólica, o Nash Day, na sigla em inglês

O problema de gordura excessiva no fígado afeta 34% da população adulta ao redor do planeta. O paciente é caracterizado com a doença quando o órgão apresenta uma alta quantidade de lipídios (gordura) nas células do fígado. Esse tipo de esteatose, que não advém do uso de álcool, segue em ritmo crescente: “Hoje em dia, notamos que o número de pessoas com algum nível de doença hepática gordurosa não alcoólica vem aumentando em todo o mundo”, afirma Bianca Della Guardia, médica hepatologista, especialista em transplantes e coordenadora do Grupo Médico Assistencial de Doenças Hepáticas da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

Como surge a NASH e quais são os sintomas?

Um dos fatores que pode desencadear o fígado gorduroso é o alto teor de lipídios, em suas diversas formas, que ingerimos todos os dias. Assim, os fatores de risco para o aparecimento da doença são a alimentação não balanceada e o sedentarismo. A NASH também pode aparecer em decorrência de quadros de obesidade, hipertensão arterial, diabetes (tipo 2) e resistência à insulina.

O fígado gorduroso é uma doença silenciosa. Como não apresenta nenhum tipo de sintoma no início de seu desenvolvimento, é de extrema importância que seja diagnosticado precocemente, evitando consequências graves associadas à doença. Ainda segundo Bianca, se não tratada, a NASH pode levar à morte por doença cardiovascular, esteato hepatite, câncer de fígado e cirrose. Em casos onde a gordura no fígado é diagnosticada tardiamente, pode ser necessário até mesmo um transplante do órgão, reforça a médica.

Como tratar?

Infelizmente, não existe ainda um tratamento médico aprovado e eficaz para reverter integralmente a gordura no fígado. Por outro lado, ela pode ser evitada e amenizada através da mudança do estilo de vida do paciente, como a diminuição do consumo de alimentos com lipídios e a prática diária de exercícios físicos.

Mas nem sempre é fácil balancear a alimentação. Dessa forma, sempre é bem vindo procurar grupos de apoio de pessoas que se encontram na mesma situação: falar sobre a esteatose hepática ajuda tanto no processo de tratamento quanto na conscientização e prevenção. É exatamente isso o que o NASH Day e a Dra. Bianca Della Guardia buscam: “Neste NASH Day, realizado pela primeira vez no Brasil e liderado pelo Einstein, queremos dar luz a este problema e alertar a população que a esteatose hepática pode estar muito mais próxima do que imaginamos. Como não há sintomas específicos no início do aparecimento, é preciso focar na prevenção e na adoção de hábitos saudáveis”, finaliza.

7 dicas para aproveitar o Carnaval sem ter problemas

O Carnaval é o feriado mais esperado do ano! Quem gosta, fica contando os dias para ele chegar e cair na folia. Quem não gosta, aproveita a data para descansar e se isolar. Mas, no final, todo mundo aproveita.

No bloquinho ou na avenida, só quem abusa é que acaba estragando a festa. Quando acontecem os excessos, o que era para ser um momento de alegria vira um problema. Para que isso não aconteça com você (nem com seus amigos), listamos algumas orientações do médico João Geraldo Simões Houly, diretor técnico do Hospital Santa Paula.

1 – Mantenha-se hidratado

É preciso estar atento a isso. É uma época de muito calor, então beber água pelo menos de duas em duas horas é essencial. O recomendado, vale lembrar, é ingerir no mínimo dois litros de água por dia (exceto pacientes com restrições médicas). E água mesmo, ok? Sucos e bebidas alcoólicas não contam!

2 – Prefira alimentos leves

Sempre tenha em mãos barrinhas de cereais para garantir a alimentação de duas em duas horas também; em dias muito quentes, a tendência é a pressão arterial cair, o que pode ocasionar enjoo, tontura e desmaios. Já imaginou passar mal no meio do bloquinho? Não queremos isso para ninguém.

3 – Não exagere no álcool

O consumo excessivo de álcool (ou a mistura de destilados com fermentados) pode acabar com a sua festa, a da turma e ainda causar ressaca no dia seguinte. Em casos extremos, é possível desenvolver pancreatite em apenas um dia de muito excesso, por causar um edema que impede a drenagem do pâncreas.

4 – Use protetor solar

A exposição ao sol em horários inapropriados é a principal causa do câncer de pele, o mais comum no país. Por este motivo, o protetor solar deve fazer parte da rotina do folião, retocando a cada duas horas, assim como o uso de chapéus e camisetas.

5 – Não segure o xixi por muito tempo

Algumas fantasias dificultam a ida ao banheiro. Como muitos foliões ficam horas preparados para entrar na avenida, a dica é ir ao banheiro antes de se vestir. Para quem está no bloquinho, ou atrás do trio, procure banheiros químicos ou estabelecimentos que estejam disponibilizando seus espaços para isso. Evite reter urina por longos períodos, porque, além do desconforto, favorecem as infecções urinárias e formações de cálculos.

6 – Escolha bem quem vai beijar

Normalmente trocamos em torno de 250 bactérias e alguns vírus quando beijamos alguém. Portanto, é preciso ter cautela para prevenir doenças como a mononucleose, conhecida como “doença do beijo”. Trata-se de uma doença viral com sintomas parecidos com os da gripe: febre alta, dor ao engolir, tosse, cansaço, falta de apetite, dor de cabeça, entre outros.

7 – Carregue camisinhas com você

É a época do ano em que os brasileiros mais aproveitam para paquerar e o sexo pode acontecer sem ter sido planejado. E a camisinha ainda é o método mais eficaz tanto no controle da gravidez quanto na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, somente os casos de HIV/AIDS em jovens de 15 a 24 anos cresceram 85% nos últimos 10 anos. A maior ocorrência dos casos de HIV no país é nos homens entre 15 e 39 anos, representando 73% dos casos.

HPV, Sífilis, Gonorreia, Herpes Genital, Hepatites virais (B e C) e HIV são algumas das mais comuns e exigem cuidado e conscientização por parte de todos. Sobre isso, a ginecologista da Rede Mater Dei de Saúde, Anna Dias Salvador Levindo Coelho, lembra que nem sempre essas infecções manifestam sintomas: “Em alguns casos, os pacientes podem permanecer assintomáticos por toda a vida. No entanto, a transmissão por meio de relações sexuais pode acontecer e é necessário se prevenir”, explica.

Combinado? Então é só cair na folia e compartilhar as dicas com os amigos!

Saiba como tratar queimaduras: 77% delas acontecem em ambientes domésticos

Todos os anos, pelo menos um milhão de pessoas sofrem queimaduras no Brasil. Destes, 77% acontecem em ambientes domésticos, os dados são da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ). Ainda segundo a entidade, cerca de 40% desses eventos ocorrem com crianças menores de 10 anos. Mas você sabe a melhor forma de tratar queimaduras?

Devido à falta de instruções sobre como agir logo após o ocorrido, as pessoas tendem a dificultar o diagnóstico e até agravar a situação dos ferimentos. Em muitos casos, as vítimas desenvolvem traumas físicos e psicológicos para toda a vida.

TIPOS DE QUEIMADURAS

As queimaduras são classificadas de acordo com o tipo de lesão causada. Mas é importante se atentar para a profundidade e a extensão do ferimento, esses dois fatores são essenciais para identificar o melhor tratamento.

Queimaduras de primeiro grau: são aquelas que atingem a camada superficial da pele. Apresentam vermelhidão, inchaço, calor e dor. São bastante comuns em pessoas que se expõem ao sol por um longo tempo, sem proteção.

Queimaduras de segundo grau: costumam atingir a camada mais profunda da pele, causando bolhas, dor intensa e inchaço. Em alguns casos, pode ocorrer desidratação. Esse tipo de queimadura é causado por exposição a vapores, líquidos e sólidos muito quentes.

Queimaduras de terceiro grau: atingem os tecidos mais profundos, como os músculos. Comumente esse tipo de queimadura pode não ser dolorosa, já que as terminações nervosas são destruídas junto com a pele. Nesses casos cirurgias de enxerto de pele devem ser realizadas.

COMO TRATAR QUEIMADURAS

Esqueça os inúmeros remédios caseiros para queimaduras. Pasta de dentes, manteiga, clara de ovo, pomadas… Nada disso deve ser usado. Além de sujar o local do ferimento, essas substâncias podem retardar a cicatrização e o tratamento. O mais indicado é lavar o local queimado com água abundante, cobrir com um tecido limpo e dirigir-se a um pronto-socorro imediatamente.  

A SBQ alerta que toda queimadura pode se complicar, por isso a agilidade na busca por um profissional faz toda a diferença. O Brasil já conta com centros especializados para o tratamento de queimaduras, com diversas inovações tecnológicas, como curativos que ajudam a impedir infecções e aceleram a cicatrização.

A PREVENÇÃO EM AMBIENTES DOMÉSTICOS

A cozinha deve sempre receber uma atenção redobrada. Para proteger as crianças, é preciso retirá-las do ambiente, toda vez que o fogão estiver ligado. Materiais inflamáveis devem ficar em armários altos e trancados. Opte sempre por toalhas de mesa curtas, para evitar que sejam puxadas.

Evite fazer manutenções em instalações elétricas, sem o auxílio de um profissional. Na hora de utilizar churrasqueiras, troque o álcool por acendedor de carvão. Nunca considere uma queimadura, um acidente sem importância. Toda ocorrência, por mais simples que seja, deve receber a devida atenção.

Dia Mundial de Combate ao Câncer: quais hábitos podem ajudar na prevenção da doença?

Com o objetivo de conscientizar e educar a população sobre a importância da prevenção do câncer, a União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), marcou 4 de fevereiro como o Dia Mundial de Combate ao Câncer. A data tem como propósito alertar que hábitos preventivos na rotina das pessoas podem evitar milhões de mortes todos os anos.

 

O Dia Mundial de Combate ao Câncer

Além da prevenção da doença, o Dia Mundial de Combate ao Câncer tem como meta informar que esse é um dos problemas de saúde mais incidentes no mundo. De acordo com dados a UICC e do Globocan 2018, são 18,1 milhões de novos casos e 9,6 milhões de mortes por ano.

Ainda segundo informações da UICC, o câncer é a segunda maior causa de morte no mundo, sendo a causa de 70% de todas as mortes por câncer ocorrem em países de baixa e média renda. A instituição ressalta também que 27% de todos os casos são associados com tabagismo e álcool, enquanto casos atribuídos a mutações genéticas hereditárias giram entre 5% e 10%.

 

O câncer no Brasil

No Brasil, são estimados para 2019, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 600 mil novos casos da doença. Entre os cânceres com maior incidência entre os homens estão os de próstata, de traqueia, de brônquio e de pulmão, seguido de cólon e reto. Já entre as mulheres, os mais frequentes são os de mama, de cólon e reto e de colo do útero.

A tendência global ainda é de crescimento no número de casos de câncer, o que aumenta a importância de iniciativas como essas. De acordo com a OMS, uma a cada seis pessoas morrem no mundo em razão da doença e cerca de 18 milhões desenvolvem o câncer a cada ano, a maioria em países de baixa e média renda. A expectativa é que o número chegue a 21 milhões de pessoas, em 2030.

 

Prevenção do câncer

A UICC calcula que cerca de 3,7 milhões de vidas poderiam ser salvas anualmente com a implementação de medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento. O órgão afirma que, se houvesse um investimento maior em estratégias na prevenção do câncer, seria possível economizar 100 bilhões de dólares usados em tratamento de câncer.

“É importante destacar o impacto da educação e a prevenção junto a todos os tipos de cânceres, pois já está comprovada a redução de pelo menos 30% da incidência e mortalidade quando as ações são efetivas no sentido de prevenir ”, destaca Ricardo Antunes coordenador da área de Cirurgia Oncológica do Grupo Leforte e presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC).

Segundo o especialista, hábitos como alimentação saudável e a prática de atividades físicas, como caminhar, já são um bom começo, pois contribuem para evitar um fator de risco importante para o câncer: a obesidade.  Aliado a estas práticas, é preciso dar atenção aos exames preventivos de acordo com a faixa etária ou identificação de alguma alteração na saúde ou no corpo, como um pequeno nódulo.

7 cuidados que você precisa ter para manter seus dentes saudáveis

Para manter os dentes saudáveis ao longo da vida é preciso ter uma higiene bucal regular. Cada fase da vida exige um cuidado diferente, na infância a atenção deve se voltar à prevenção de cáries causadas pela ingestão de doces, na vida adulta é preciso se atentar para a degradação dos dentes ligada a perda óssea de acordo com o avanço da idade.

Com a correria do dia a dia, é difícil se dedicar aos cuidados bucais, mas é preciso se dedicar. Manter os dentes saudáveis ajuda a reforçar a autoestima, além de evitar problemas de saúde bucal, como cáries e gengivite. Por isso a importância de se esforçar para manter uma boa rotina de higiene.

COMO MANTER DENTES SAUDÁVEIS

 

  • Escovar os dentes corretamente

 

Com a rotina atribulada, às vezes não dá tempo de se dedicar à escovação. Mas não basta apenas escovar os dentes de qualquer maneira, não aperte muito a escova e faça movimentos circulares, sem esquecer nenhuma parte da boca. Além disso, utilize creme dental com flúor.

 

  • Fio dental

 

Quantas vezes já ouvimos falar sobre a importância do fio dental? Mas ainda é bastante comum esquecermos dele. O instrumento serve para retirar os resíduos de comida que se acumulam entre os dentes e a escova não consegue alcançar. Esses restos de alimentos podem causar inflamações e sangramentos na gengiva, a recomendação é passar entre todos os dentes, principalmente nos do fundo.

 

  • Controle o consumo de doces e refrigerantes

 

É de conhecimento de todos que os doces são prejudiciais à saúde bucal. Ao consumi-los faça uma restrição a certos momentos do dia, como as refeições. Isso por conta do hábito de escovar os dentes logo após almoço ou jantar.

 

  • Alimentação

 

A alimentação está diretamente ligada aos dentes saudáveis. Consumir alimentos ricos em cálcio ajuda a retardar o processo de perda óssea. Além disso, alimentos como castanhas, nozes e coco ralado ajudam a formar uma barreira protetora para os dentes.

 

  • Evite o cigarro

 

A nicotina é uma das substâncias que promovem o enfraquecimento dos dentes. Se o paciente já tem algum problema, o cigarro diminui ainda mais as defesas do organismo.

 

  • Faça o autoexame da boca

 

Essa é uma prática que deve ser feita de forma periódica. O paciente, após higienizar a boca, deve olhar para seu interior a procura de caroços, inchaços, feridas, manchas ou qualquer outra alteração. Ao menor sinal, a visita ao dentista deve ser imediata.

 

  • Visite o dentista a cada seis meses

 

Quem vai definir um cronograma de acompanhamento para o paciente, de acordo com suas necessidades, é o odontólogo. Mesmo que não sinta dores ou não tenha alguma ocorrência, uma visita ao dentista a cada seis meses é indicada por especialistas, a fim de prevenir problemas futuros.