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Osteoporose: o que é e como tratar

A osteoporose é uma doença que se caracteriza pela diminuição de massa óssea, deixando os ossos mais frágeis e aumentando o risco de fraturas. A doença é na maioria das vezes associada ao envelhecimento, pois com o passar dos anos o organismo perde sua capacidade em metabolizar e absorver o cálcio.

Um estudo recente divulgado pela Fundação Internacional de Osteoporose sinalizou um aumento na incidência de fraturas entre os brasileiros que sofrem de osteoporose, a previsão é de 32% até 2050.  Outras estatísticas apontam que após os 50 anos, a doença atinge uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens.

Apesar da incidência maior em idosos, a doença pode atingir jovens com menos de 30 anos, ligada a doenças hormonais, hiperparatireoidismo, diabetes mellitos, anorexia e mulheres submetidas a menopausa cirúrgica. Nesses casos é possível ocorrer a diminuição de massa óssea e, consequentemente, a osteoporose.

COMO PREVENIR A OSTEOPOROSE

Segundo dados do Ministério da Saúde, 10 milhões de pessoas já sofrem com a osteoporose no Brasil. A prevenção deve ser feita durante toda a vida por meio da adoção de hábitos saudáveis:

    • A ingestão de cálcio é imprescindível para os ossos. A recomendação de especialistas é a ingestão de 1.200mg, o que equivale a quatro porções lácteas. Além do leite é possível encontrar cálcio em brócolis e em folhas verdes escuras.
    • Diretamente atrelada ao cálcio deve estar a vitamina D, sem ela a absorção do mineral fica prejudicada. Expor-se diretamente ao sol por 15 minutos estimula a produção dessa vitamina.

 

  • O consumo excessivo de álcool e cigarro deve ser evitado. Eles diminuem as reservas de cálcio, enfraquecendo os ossos.
  • Praticar exercícios de impacto de forma regular, ajuda a fortalecer os ossos, além de estimular o ganho de força e massa muscular, que são importantes na prevenção de quedas.

COMO TRATAR A OSTEOPOROSE

Não há cura para osteoporose. O tratamento é focado principalmente no controle da dor, retardando a perda de massa óssea e prevenindo fraturas. A escolha do melhor tratamento para osteoporose deve ser feita por um profissional e depende da causa da doença.

A forma mais comum de tratar a osteoporose é feita com o uso de medicamentos que estimulem a produção de massa óssea, além da ingestão adequada de cálcio e vitamina D, por meio do consumo de alimentos e suplementos.

A prática de atividade física deve ser estimulada em qualquer idade da vida, em casos onde a pessoa apresente osteoporose atividades como caminhada, hidroginástica e dança, se tornam eficazes no combate aos sintomas. No entanto todos os pacientes devem ser avaliados para poder executar os exercícios corretos de acordo com seu quadro.

Como prevenir a obesidade infantil?

Um estudo recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que em 2021, caso não haja mudanças significativas de hábitos, haverá mais crianças obesas do que com baixo peso em todo o mundo. A mesma publicação estima que 41 milhões de crianças com menos de 5 anos estão acima do peso em países desenvolvidos ou emergentes. Apesar de ser um tema amplamente discutido, ainda há muitas dúvidas por parte da população sobre a melhor forma de prevenir a obesidade infantil.

É comum que os pais não reconheçam o excesso de peso dos filhos, esperam que com o crescimento a criança emagreça e apenas se queixam aos profissionais de saúde quando elas parecem comer pouco. Como consequência, essa população apresenta um alto risco de desenvolver doenças crônicas como diabetes e hipertensão cada vez mais cedo.

DICAS DE PREVENÇÃO DA OBESIDADE INFANTIL

Por mais que o fator genético influencie, é o ambiente no qual a criança está inserida que exerce o principal impacto nos casos de excesso de peso. A prevenção pode começar desde o período gestacional: o ganho excessivo de peso durante a gestação e a má alimentação materna são fatores que aumentam o risco de obesidade infantil. Após o nascimento, o ganho rápido de peso do bebê deve ser acompanhado.

Tempo de amamentação

Uma das principais formas de prevenção nos primeiros meses é o aleitamento materno. A OMS recomenda que o aleitamento materno seja exclusivo até os 6 meses de idade. Só a partir daí os alimentos complementares devem ser introduzidos.

Refeições em família

Evidências apontam que crianças que fazem refeições regularmente em família têm menos riscos de obesidade. O consumo de frutas e vegetais deve ser encorajado pelos pais, inclusive nas lancheiras e outras refeições fora de casa.

Práticas inadequadas dos pais

É importante que os pais se atentem aos sinais de saciedade e fome das crianças. Usar mamadeira para acalmar o bebê, oferecer comida como punição ou recompensa, são práticas que podem ter efeito negativo no comportamento alimentar.

Cuidado com o excesso de telas

Pesquisas mostram que 90% das crianças menores de dois anos assistem à televisão diariamente. O tempo dedicado à essa atividade está associado ao excesso de peso e obesidade. A Academia Americana de Pediatria recomenda 60 minutos de atividade física moderada, adequadas à faixa etária.

COMO TRATAR A OBESIDADE INFANTIL

O tratamento da obesidade infantil deve passar por diversos especialistas da saúde. Cada criança com sobrepeso ou obesidade deve receber um tratamento específico, respeitando a idade, peso e fatores de risco.

Para crianças que estão com sobrepeso, sem risco de desenvolver outras doenças, pode ser recomendada apenas uma manutenção nos hábitos alimentares e estímulos de exercícios. Com o crescimento, a criança poderá entrar numa faixa saudável de IMC, mas como já dissemos anteriormente, não espere o crescimento.

Para crianças com obesidade já diagnosticada e riscos de desenvolver outras doenças, o tratamento deve incluir um acompanhamento da perda de peso, sendo ela lenta e constante. Independente dos níveis de sobrepeso ou obesidade, uma mudança completa no estilo de vida deve fazer parte do tratamento. Praticar atividades físicas e manter uma rotina de alimentação saudável, são as principais formas de tratamento. Tudo isso sempre acompanhado de profissionais que possam indicar os melhores caminhos para combater a obesidade infantil.

Conheça a plataforma digital “Abertamente” para falar sobre Saúde Mental

Falar sobre saúde mental ainda é um tabu em muitos espaços da sociedade. A falta de abertura para abordar o tema é um dos desafios na conscientização sobre possíveis tratamentos e, por isso, a plataforma Abertamente nasce com o intuito de informar e acolher aqueles que convivem com distúrbios de origem mental.

O que são doenças mentais?

A saúde mental de uma pessoa pode ser afetada de várias formas e não necessariamente implica qualquer tipo de incapacidade por parte de quem é acometido por algum distúrbio. Neste grupo, encaixam-se as doenças que comprometem o sistema nervoso central, desde as mais estigmatizadas, como a esquizofrenia, até problemas mais comuns, como ansiedade e depressão.

Não enfrente sua mente sozinho

Além de oferecer conteúdo de qualidade que fala sem preconceitos sobre o tema, a plataforma Abertamente também se propõe a facilitar o acesso de pacientes à orientação médica adequada. “O objetivo é que a pessoa tenha uma referência na hora de pesquisar sobre o tema e também um canal com os especialistas da área. A população precisa saber que há várias formas de tratamento, sem que haja necessariamente uma internação”, explica o neurologista Dr. Willians Lorenzatto.

Criada pela FQM Farma, o projeto nasceu de esforços da campanha da indústria farmacêutica para o Setembro Amarelo, em apoio ao Centro de Valorização da Vida (CVV). O conteúdo da plataforma Abertamente é liberado semanalmente. Nas redes sociais, a iniciativa ainda conta com depoimentos de profissionais da área, a fim de encontrar pessoas dispostas a serem voluntários na busca pela conscientização sobre saúde mental.

Saúde mental no Brasil

Embora o bem-estar seja essencial, o alto custo do tratamento acaba tornando o tema ainda mais urgente em território nacional. A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que só o Brasil abriga 23 milhões de pessoas que enfrentam esse tipo de doença e, desde 2012, é uma das principais preocupações do país.

Quem é mais vulnerável?

Além do fator geográfico, há outros motivos que contribuem para a alta incidência dessas doenças. Segundo estudo conduzido pela Fapesp em parceria com um consórcio internacional – que ficou responsável por averiguar países como França, Inglaterra, Holanda, Espanha e Itália – homens jovens, ou seja, de 18 a 24 anos, estão mais propensos a vivenciarem episódios psicóticos.

Outras pessoas mais sensíveis a este tipo de transtorno, são minorias étnicas e classes que sofrem com desigualdade socioeconômica. Se você está na Grande São Paulo e sofre com sintomas de alguma das doenças mentais, não deixe de procurar ajuda em um dos hospitais membros da Anahp cadastrados nos serviços de atendimento.

 

Combatendo o estresse: dicas de prevenção pelos principais especialistas do coração

Dizer que está estressado virou algo comum ou até mesmo banal. Com a vida agitada e com muitas cobranças no dia a dia, quem nunca se sentiu com mau humor ou com aquela sensação de exaustão, não é mesmo? Momentos de estresse fazem parte da vida de qualquer ser humano e, geralmente, são provocados por algum gatilho emocional, como problemas no trabalho, vida afetiva, pensamentos negativos, perdas importantes, entre outros.

“O estresse representa uma situação de perigo para o organismo, que libera uma série de neuro hormônios, como a adrenalina, que teoricamente prepararam a pessoa para lidar com aquela situação. Com isso, a respiração fica acelerada e o coração dispara”, explica Leopoldo Piegas, médico cardiologista e coordenador do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio do Hospital do Coração.

Há pessoas que lidam melhor com o estresse, outras sofrem diariamente os efeitos desse problema. Um alerta é quando o indivíduo começa a se sentir constantemente estressado. Ao contrário do que muitos pensam, o estresse pode trazer sérios riscos à saúde, principalmente, para o coração, órgão vital do corpo humano. Saiba mais.

Consequências do estresse para o corpo humano

O estresse pode atingir o corpo humano como um todo, trazendo complicações para diversos órgãos. No cérebro, há a diminuição da concentração, memória e até mesmo déficit de aprendizado. Já no sistema imunológico, o estresse pode reduzir a capacidade de lutar contra as infecções. Geralmente, quem vive estressado fica mais vezes com gripes e infecções urinárias.

O estresse também pode elevar o cortisol causando aumento de peso, além de gastrites, dores de cabeça, quedas de cabelo e até mesmo acelerar o processo de envelhecimento. Já em relação ao psicológico, pode causar depressão, ansiedade e até dependência. Com o intuito de relaxar, muitas pessoas recorrem ao álcool, drogas e desenvolvem vícios alimentares.

O coração é mais afetado pelo estresse. De acordo com o cardiologista Pedro Mekhitarian, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, há o aumento da pressão arterial, levando a um risco de acidente vascular cerebral (AVC). “Há o risco de ataque cardíaco e síndrome de Takotsubo, conhecida como síndrome do coração partido, que é uma cardiomiopatia induzida por estresse”, destaca.

Saiba como combater o estresse

A boa notícia é que é possível prevenir e combater o estresse, garantindo uma melhor qualidade de vida. Para isso, é importante o comprometimento do indivíduo em procurar soluções para o que sente e, principalmente, descobrir a causa do estresse. “É interessante que a pessoa tente relaxar o máximo que puder e busque entender o que está causando aquela situação de estresse. Assim, ficará mais fácil combatê-lo”, destaca Piegas.

Exercício físico, meditação e qualquer outra atividade que seja benéfica para a pessoa a ajudará a desestressar. “Atividades em geral que ajudem no equilíbrio emocional, físico e mental são importantes. Além da ajuda de profissionais como psicólogos”, explica Mekhitarian. O especialista também destaque que, em alguns casos, há a necessidade de medicação e acompanhamento com psiquiatra para ajudar o paciente a controlar e reduzir as crises de estresse. Além disso, é recomendado evitar o uso de substâncias estimulantes, como cafeína, energéticos e termogênicos. Seguem abaixo algumas dicas dos profissionais para se ter uma melhor qualidade de vida:

  • Meditação: com esta prática há o exercício e controle da respiração, importante mecanismo de desaceleração do corpo. São muitos os efeitos positivos da meditação, entre eles, o treino da atenção ao momento presente. Dessa forma, há uma educação da mente, o que desenvolve e aprimora a capacidade de lidar melhor com as emoções.

 

  • Alimentação equilibrada: certos alimentos têm relação com o cansaço, estresse e mal estar. Por isso, é importante investir em uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes e sementes que são benéficas para o sistema nervoso. A alimentação é essencial para se ter boa qualidade de vida.

 

  • Exercício físico: A prática regular de atividades físicas é muito importante para diminuir a quantidade de cortisol no organismo, um hormônio ligado ao estresse e liberação de endorfina, responsável por promover o bem-estar.

 

  • Vá ao cardiologista: vive constantemente estressado? É importante visitar um cardiologista. “Como o estresse pode elevar a pressão sanguínea, é recomendado que pessoas que estejam nestas situações procurem um cardiologista para fazer exames e checar se está tudo bem com a sua saúde. A prevenção é sempre o melhor para a saúde”, explica Piegas.