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Saiba como tratar queimaduras: 77% delas acontecem em ambientes domésticos

Todos os anos, pelo menos um milhão de pessoas sofrem queimaduras no Brasil. Destes, 77% acontecem em ambientes domésticos, os dados são da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ). Ainda segundo a entidade, cerca de 40% desses eventos ocorrem com crianças menores de 10 anos. Mas você sabe a melhor forma de tratar queimaduras?

Devido à falta de instruções sobre como agir logo após o ocorrido, as pessoas tendem a dificultar o diagnóstico e até agravar a situação dos ferimentos. Em muitos casos, as vítimas desenvolvem traumas físicos e psicológicos para toda a vida.

TIPOS DE QUEIMADURAS

As queimaduras são classificadas de acordo com o tipo de lesão causada. Mas é importante se atentar para a profundidade e a extensão do ferimento, esses dois fatores são essenciais para identificar o melhor tratamento.

Queimaduras de primeiro grau: são aquelas que atingem a camada superficial da pele. Apresentam vermelhidão, inchaço, calor e dor. São bastante comuns em pessoas que se expõem ao sol por um longo tempo, sem proteção.

Queimaduras de segundo grau: costumam atingir a camada mais profunda da pele, causando bolhas, dor intensa e inchaço. Em alguns casos, pode ocorrer desidratação. Esse tipo de queimadura é causado por exposição a vapores, líquidos e sólidos muito quentes.

Queimaduras de terceiro grau: atingem os tecidos mais profundos, como os músculos. Comumente esse tipo de queimadura pode não ser dolorosa, já que as terminações nervosas são destruídas junto com a pele. Nesses casos cirurgias de enxerto de pele devem ser realizadas.

COMO TRATAR QUEIMADURAS

Esqueça os inúmeros remédios caseiros para queimaduras. Pasta de dentes, manteiga, clara de ovo, pomadas… Nada disso deve ser usado. Além de sujar o local do ferimento, essas substâncias podem retardar a cicatrização e o tratamento. O mais indicado é lavar o local queimado com água abundante, cobrir com um tecido limpo e dirigir-se a um pronto-socorro imediatamente.  

A SBQ alerta que toda queimadura pode se complicar, por isso a agilidade na busca por um profissional faz toda a diferença. O Brasil já conta com centros especializados para o tratamento de queimaduras, com diversas inovações tecnológicas, como curativos que ajudam a impedir infecções e aceleram a cicatrização.

A PREVENÇÃO EM AMBIENTES DOMÉSTICOS

A cozinha deve sempre receber uma atenção redobrada. Para proteger as crianças, é preciso retirá-las do ambiente, toda vez que o fogão estiver ligado. Materiais inflamáveis devem ficar em armários altos e trancados. Opte sempre por toalhas de mesa curtas, para evitar que sejam puxadas.

Evite fazer manutenções em instalações elétricas, sem o auxílio de um profissional. Na hora de utilizar churrasqueiras, troque o álcool por acendedor de carvão. Nunca considere uma queimadura, um acidente sem importância. Toda ocorrência, por mais simples que seja, deve receber a devida atenção.

Dia Mundial de Combate ao Câncer: quais hábitos podem ajudar na prevenção da doença?

Com o objetivo de conscientizar e educar a população sobre a importância da prevenção do câncer, a União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), marcou 4 de fevereiro como o Dia Mundial de Combate ao Câncer. A data tem como propósito alertar que hábitos preventivos na rotina das pessoas podem evitar milhões de mortes todos os anos.

 

O Dia Mundial de Combate ao Câncer

Além da prevenção da doença, o Dia Mundial de Combate ao Câncer tem como meta informar que esse é um dos problemas de saúde mais incidentes no mundo. De acordo com dados a UICC e do Globocan 2018, são 18,1 milhões de novos casos e 9,6 milhões de mortes por ano.

Ainda segundo informações da UICC, o câncer é a segunda maior causa de morte no mundo, sendo a causa de 70% de todas as mortes por câncer ocorrem em países de baixa e média renda. A instituição ressalta também que 27% de todos os casos são associados com tabagismo e álcool, enquanto casos atribuídos a mutações genéticas hereditárias giram entre 5% e 10%.

 

O câncer no Brasil

No Brasil, são estimados para 2019, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 600 mil novos casos da doença. Entre os cânceres com maior incidência entre os homens estão os de próstata, de traqueia, de brônquio e de pulmão, seguido de cólon e reto. Já entre as mulheres, os mais frequentes são os de mama, de cólon e reto e de colo do útero.

A tendência global ainda é de crescimento no número de casos de câncer, o que aumenta a importância de iniciativas como essas. De acordo com a OMS, uma a cada seis pessoas morrem no mundo em razão da doença e cerca de 18 milhões desenvolvem o câncer a cada ano, a maioria em países de baixa e média renda. A expectativa é que o número chegue a 21 milhões de pessoas, em 2030.

 

Prevenção do câncer

A UICC calcula que cerca de 3,7 milhões de vidas poderiam ser salvas anualmente com a implementação de medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento. O órgão afirma que, se houvesse um investimento maior em estratégias na prevenção do câncer, seria possível economizar 100 bilhões de dólares usados em tratamento de câncer.

“É importante destacar o impacto da educação e a prevenção junto a todos os tipos de cânceres, pois já está comprovada a redução de pelo menos 30% da incidência e mortalidade quando as ações são efetivas no sentido de prevenir ”, destaca Ricardo Antunes coordenador da área de Cirurgia Oncológica do Grupo Leforte e presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC).

Segundo o especialista, hábitos como alimentação saudável e a prática de atividades físicas, como caminhar, já são um bom começo, pois contribuem para evitar um fator de risco importante para o câncer: a obesidade.  Aliado a estas práticas, é preciso dar atenção aos exames preventivos de acordo com a faixa etária ou identificação de alguma alteração na saúde ou no corpo, como um pequeno nódulo.

7 cuidados que você precisa ter para manter seus dentes saudáveis

Para manter os dentes saudáveis ao longo da vida é preciso ter uma higiene bucal regular. Cada fase da vida exige um cuidado diferente, na infância a atenção deve se voltar à prevenção de cáries causadas pela ingestão de doces, na vida adulta é preciso se atentar para a degradação dos dentes ligada a perda óssea de acordo com o avanço da idade.

Com a correria do dia a dia, é difícil se dedicar aos cuidados bucais, mas é preciso se dedicar. Manter os dentes saudáveis ajuda a reforçar a autoestima, além de evitar problemas de saúde bucal, como cáries e gengivite. Por isso a importância de se esforçar para manter uma boa rotina de higiene.

COMO MANTER DENTES SAUDÁVEIS

 

  • Escovar os dentes corretamente

 

Com a rotina atribulada, às vezes não dá tempo de se dedicar à escovação. Mas não basta apenas escovar os dentes de qualquer maneira, não aperte muito a escova e faça movimentos circulares, sem esquecer nenhuma parte da boca. Além disso, utilize creme dental com flúor.

 

  • Fio dental

 

Quantas vezes já ouvimos falar sobre a importância do fio dental? Mas ainda é bastante comum esquecermos dele. O instrumento serve para retirar os resíduos de comida que se acumulam entre os dentes e a escova não consegue alcançar. Esses restos de alimentos podem causar inflamações e sangramentos na gengiva, a recomendação é passar entre todos os dentes, principalmente nos do fundo.

 

  • Controle o consumo de doces e refrigerantes

 

É de conhecimento de todos que os doces são prejudiciais à saúde bucal. Ao consumi-los faça uma restrição a certos momentos do dia, como as refeições. Isso por conta do hábito de escovar os dentes logo após almoço ou jantar.

 

  • Alimentação

 

A alimentação está diretamente ligada aos dentes saudáveis. Consumir alimentos ricos em cálcio ajuda a retardar o processo de perda óssea. Além disso, alimentos como castanhas, nozes e coco ralado ajudam a formar uma barreira protetora para os dentes.

 

  • Evite o cigarro

 

A nicotina é uma das substâncias que promovem o enfraquecimento dos dentes. Se o paciente já tem algum problema, o cigarro diminui ainda mais as defesas do organismo.

 

  • Faça o autoexame da boca

 

Essa é uma prática que deve ser feita de forma periódica. O paciente, após higienizar a boca, deve olhar para seu interior a procura de caroços, inchaços, feridas, manchas ou qualquer outra alteração. Ao menor sinal, a visita ao dentista deve ser imediata.

 

  • Visite o dentista a cada seis meses

 

Quem vai definir um cronograma de acompanhamento para o paciente, de acordo com suas necessidades, é o odontólogo. Mesmo que não sinta dores ou não tenha alguma ocorrência, uma visita ao dentista a cada seis meses é indicada por especialistas, a fim de prevenir problemas futuros.

 

Osteoporose: o que é e como tratar

A osteoporose é uma doença que se caracteriza pela diminuição de massa óssea, deixando os ossos mais frágeis e aumentando o risco de fraturas. A doença é na maioria das vezes associada ao envelhecimento, pois com o passar dos anos o organismo perde sua capacidade em metabolizar e absorver o cálcio.

Um estudo recente divulgado pela Fundação Internacional de Osteoporose sinalizou um aumento na incidência de fraturas entre os brasileiros que sofrem de osteoporose, a previsão é de 32% até 2050.  Outras estatísticas apontam que após os 50 anos, a doença atinge uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens.

Apesar da incidência maior em idosos, a doença pode atingir jovens com menos de 30 anos, ligada a doenças hormonais, hiperparatireoidismo, diabetes mellitos, anorexia e mulheres submetidas a menopausa cirúrgica. Nesses casos é possível ocorrer a diminuição de massa óssea e, consequentemente, a osteoporose.

COMO PREVENIR A OSTEOPOROSE

Segundo dados do Ministério da Saúde, 10 milhões de pessoas já sofrem com a osteoporose no Brasil. A prevenção deve ser feita durante toda a vida por meio da adoção de hábitos saudáveis:

    • A ingestão de cálcio é imprescindível para os ossos. A recomendação de especialistas é a ingestão de 1.200mg, o que equivale a quatro porções lácteas. Além do leite é possível encontrar cálcio em brócolis e em folhas verdes escuras.
    • Diretamente atrelada ao cálcio deve estar a vitamina D, sem ela a absorção do mineral fica prejudicada. Expor-se diretamente ao sol por 15 minutos estimula a produção dessa vitamina.

 

  • O consumo excessivo de álcool e cigarro deve ser evitado. Eles diminuem as reservas de cálcio, enfraquecendo os ossos.
  • Praticar exercícios de impacto de forma regular, ajuda a fortalecer os ossos, além de estimular o ganho de força e massa muscular, que são importantes na prevenção de quedas.

COMO TRATAR A OSTEOPOROSE

Não há cura para osteoporose. O tratamento é focado principalmente no controle da dor, retardando a perda de massa óssea e prevenindo fraturas. A escolha do melhor tratamento para osteoporose deve ser feita por um profissional e depende da causa da doença.

A forma mais comum de tratar a osteoporose é feita com o uso de medicamentos que estimulem a produção de massa óssea, além da ingestão adequada de cálcio e vitamina D, por meio do consumo de alimentos e suplementos.

A prática de atividade física deve ser estimulada em qualquer idade da vida, em casos onde a pessoa apresente osteoporose atividades como caminhada, hidroginástica e dança, se tornam eficazes no combate aos sintomas. No entanto todos os pacientes devem ser avaliados para poder executar os exercícios corretos de acordo com seu quadro.

Como prevenir a obesidade infantil?

Um estudo recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que em 2021, caso não haja mudanças significativas de hábitos, haverá mais crianças obesas do que com baixo peso em todo o mundo. A mesma publicação estima que 41 milhões de crianças com menos de 5 anos estão acima do peso em países desenvolvidos ou emergentes. Apesar de ser um tema amplamente discutido, ainda há muitas dúvidas por parte da população sobre a melhor forma de prevenir a obesidade infantil.

É comum que os pais não reconheçam o excesso de peso dos filhos, esperam que com o crescimento a criança emagreça e apenas se queixam aos profissionais de saúde quando elas parecem comer pouco. Como consequência, essa população apresenta um alto risco de desenvolver doenças crônicas como diabetes e hipertensão cada vez mais cedo.

DICAS DE PREVENÇÃO DA OBESIDADE INFANTIL

Por mais que o fator genético influencie, é o ambiente no qual a criança está inserida que exerce o principal impacto nos casos de excesso de peso. A prevenção pode começar desde o período gestacional: o ganho excessivo de peso durante a gestação e a má alimentação materna são fatores que aumentam o risco de obesidade infantil. Após o nascimento, o ganho rápido de peso do bebê deve ser acompanhado.

Tempo de amamentação

Uma das principais formas de prevenção nos primeiros meses é o aleitamento materno. A OMS recomenda que o aleitamento materno seja exclusivo até os 6 meses de idade. Só a partir daí os alimentos complementares devem ser introduzidos.

Refeições em família

Evidências apontam que crianças que fazem refeições regularmente em família têm menos riscos de obesidade. O consumo de frutas e vegetais deve ser encorajado pelos pais, inclusive nas lancheiras e outras refeições fora de casa.

Práticas inadequadas dos pais

É importante que os pais se atentem aos sinais de saciedade e fome das crianças. Usar mamadeira para acalmar o bebê, oferecer comida como punição ou recompensa, são práticas que podem ter efeito negativo no comportamento alimentar.

Cuidado com o excesso de telas

Pesquisas mostram que 90% das crianças menores de dois anos assistem à televisão diariamente. O tempo dedicado à essa atividade está associado ao excesso de peso e obesidade. A Academia Americana de Pediatria recomenda 60 minutos de atividade física moderada, adequadas à faixa etária.

COMO TRATAR A OBESIDADE INFANTIL

O tratamento da obesidade infantil deve passar por diversos especialistas da saúde. Cada criança com sobrepeso ou obesidade deve receber um tratamento específico, respeitando a idade, peso e fatores de risco.

Para crianças que estão com sobrepeso, sem risco de desenvolver outras doenças, pode ser recomendada apenas uma manutenção nos hábitos alimentares e estímulos de exercícios. Com o crescimento, a criança poderá entrar numa faixa saudável de IMC, mas como já dissemos anteriormente, não espere o crescimento.

Para crianças com obesidade já diagnosticada e riscos de desenvolver outras doenças, o tratamento deve incluir um acompanhamento da perda de peso, sendo ela lenta e constante. Independente dos níveis de sobrepeso ou obesidade, uma mudança completa no estilo de vida deve fazer parte do tratamento. Praticar atividades físicas e manter uma rotina de alimentação saudável, são as principais formas de tratamento. Tudo isso sempre acompanhado de profissionais que possam indicar os melhores caminhos para combater a obesidade infantil.

Conheça a plataforma digital “Abertamente” para falar sobre Saúde Mental

Falar sobre saúde mental ainda é um tabu em muitos espaços da sociedade. A falta de abertura para abordar o tema é um dos desafios na conscientização sobre possíveis tratamentos e, por isso, a plataforma Abertamente nasce com o intuito de informar e acolher aqueles que convivem com distúrbios de origem mental.

O que são doenças mentais?

A saúde mental de uma pessoa pode ser afetada de várias formas e não necessariamente implica qualquer tipo de incapacidade por parte de quem é acometido por algum distúrbio. Neste grupo, encaixam-se as doenças que comprometem o sistema nervoso central, desde as mais estigmatizadas, como a esquizofrenia, até problemas mais comuns, como ansiedade e depressão.

Não enfrente sua mente sozinho

Além de oferecer conteúdo de qualidade que fala sem preconceitos sobre o tema, a plataforma Abertamente também se propõe a facilitar o acesso de pacientes à orientação médica adequada. “O objetivo é que a pessoa tenha uma referência na hora de pesquisar sobre o tema e também um canal com os especialistas da área. A população precisa saber que há várias formas de tratamento, sem que haja necessariamente uma internação”, explica o neurologista Dr. Willians Lorenzatto.

Criada pela FQM Farma, o projeto nasceu de esforços da campanha da indústria farmacêutica para o Setembro Amarelo, em apoio ao Centro de Valorização da Vida (CVV). O conteúdo da plataforma Abertamente é liberado semanalmente. Nas redes sociais, a iniciativa ainda conta com depoimentos de profissionais da área, a fim de encontrar pessoas dispostas a serem voluntários na busca pela conscientização sobre saúde mental.

Saúde mental no Brasil

Embora o bem-estar seja essencial, o alto custo do tratamento acaba tornando o tema ainda mais urgente em território nacional. A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que só o Brasil abriga 23 milhões de pessoas que enfrentam esse tipo de doença e, desde 2012, é uma das principais preocupações do país.

Quem é mais vulnerável?

Além do fator geográfico, há outros motivos que contribuem para a alta incidência dessas doenças. Segundo estudo conduzido pela Fapesp em parceria com um consórcio internacional – que ficou responsável por averiguar países como França, Inglaterra, Holanda, Espanha e Itália – homens jovens, ou seja, de 18 a 24 anos, estão mais propensos a vivenciarem episódios psicóticos.

Outras pessoas mais sensíveis a este tipo de transtorno, são minorias étnicas e classes que sofrem com desigualdade socioeconômica. Se você está na Grande São Paulo e sofre com sintomas de alguma das doenças mentais, não deixe de procurar ajuda em um dos hospitais membros da Anahp cadastrados nos serviços de atendimento.

 

Combatendo o estresse: dicas de prevenção pelos principais especialistas do coração

Dizer que está estressado virou algo comum ou até mesmo banal. Com a vida agitada e com muitas cobranças no dia a dia, quem nunca se sentiu com mau humor ou com aquela sensação de exaustão, não é mesmo? Momentos de estresse fazem parte da vida de qualquer ser humano e, geralmente, são provocados por algum gatilho emocional, como problemas no trabalho, vida afetiva, pensamentos negativos, perdas importantes, entre outros.

“O estresse representa uma situação de perigo para o organismo, que libera uma série de neuro hormônios, como a adrenalina, que teoricamente prepararam a pessoa para lidar com aquela situação. Com isso, a respiração fica acelerada e o coração dispara”, explica Leopoldo Piegas, médico cardiologista e coordenador do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio do Hospital do Coração.

Há pessoas que lidam melhor com o estresse, outras sofrem diariamente os efeitos desse problema. Um alerta é quando o indivíduo começa a se sentir constantemente estressado. Ao contrário do que muitos pensam, o estresse pode trazer sérios riscos à saúde, principalmente, para o coração, órgão vital do corpo humano. Saiba mais.

Consequências do estresse para o corpo humano

O estresse pode atingir o corpo humano como um todo, trazendo complicações para diversos órgãos. No cérebro, há a diminuição da concentração, memória e até mesmo déficit de aprendizado. Já no sistema imunológico, o estresse pode reduzir a capacidade de lutar contra as infecções. Geralmente, quem vive estressado fica mais vezes com gripes e infecções urinárias.

O estresse também pode elevar o cortisol causando aumento de peso, além de gastrites, dores de cabeça, quedas de cabelo e até mesmo acelerar o processo de envelhecimento. Já em relação ao psicológico, pode causar depressão, ansiedade e até dependência. Com o intuito de relaxar, muitas pessoas recorrem ao álcool, drogas e desenvolvem vícios alimentares.

O coração é mais afetado pelo estresse. De acordo com o cardiologista Pedro Mekhitarian, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, há o aumento da pressão arterial, levando a um risco de acidente vascular cerebral (AVC). “Há o risco de ataque cardíaco e síndrome de Takotsubo, conhecida como síndrome do coração partido, que é uma cardiomiopatia induzida por estresse”, destaca.

Saiba como combater o estresse

A boa notícia é que é possível prevenir e combater o estresse, garantindo uma melhor qualidade de vida. Para isso, é importante o comprometimento do indivíduo em procurar soluções para o que sente e, principalmente, descobrir a causa do estresse. “É interessante que a pessoa tente relaxar o máximo que puder e busque entender o que está causando aquela situação de estresse. Assim, ficará mais fácil combatê-lo”, destaca Piegas.

Exercício físico, meditação e qualquer outra atividade que seja benéfica para a pessoa a ajudará a desestressar. “Atividades em geral que ajudem no equilíbrio emocional, físico e mental são importantes. Além da ajuda de profissionais como psicólogos”, explica Mekhitarian. O especialista também destaque que, em alguns casos, há a necessidade de medicação e acompanhamento com psiquiatra para ajudar o paciente a controlar e reduzir as crises de estresse. Além disso, é recomendado evitar o uso de substâncias estimulantes, como cafeína, energéticos e termogênicos. Seguem abaixo algumas dicas dos profissionais para se ter uma melhor qualidade de vida:

  • Meditação: com esta prática há o exercício e controle da respiração, importante mecanismo de desaceleração do corpo. São muitos os efeitos positivos da meditação, entre eles, o treino da atenção ao momento presente. Dessa forma, há uma educação da mente, o que desenvolve e aprimora a capacidade de lidar melhor com as emoções.

 

  • Alimentação equilibrada: certos alimentos têm relação com o cansaço, estresse e mal estar. Por isso, é importante investir em uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes e sementes que são benéficas para o sistema nervoso. A alimentação é essencial para se ter boa qualidade de vida.

 

  • Exercício físico: A prática regular de atividades físicas é muito importante para diminuir a quantidade de cortisol no organismo, um hormônio ligado ao estresse e liberação de endorfina, responsável por promover o bem-estar.

 

  • Vá ao cardiologista: vive constantemente estressado? É importante visitar um cardiologista. “Como o estresse pode elevar a pressão sanguínea, é recomendado que pessoas que estejam nestas situações procurem um cardiologista para fazer exames e checar se está tudo bem com a sua saúde. A prevenção é sempre o melhor para a saúde”, explica Piegas.