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Como os efeitos da bebida e o cigarro prejudicam a saúde dos jovens

Duas universidades do Reino Unido conduziram uma pesquisa mostrando os efeitos da bebida e cigarro durante a juventude. Os resultados obtidos pela Universidade College London e Universidade de Bristol, apontaram que o hábito acaba enrijecendo as artérias, além de aumentarem o risco de problemas de saúde no futuro.

A saúde do jovem

Entre 2004 e 2008, a pesquisa Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC), reuniu dados de 14,5 mil famílias em Bristol, na Inglaterra. O estudo tenta averiguar se há o enrijecimento das artérias causado pelos efeitos da bebida e cigarro na saúde do jovem aos 13, 15 e 17 anos.

O estudo realizado para descobrir a incidência de jovens com artérias enrijecidas, também tenta mostrar quantos cigarros eles usaram na vida, bem como a idade que começaram a ingerir bebida alcoólica. O resultado mostrou que aqueles que fumaram mais de 100 cigarros na vida e tiveram contato com mais de 10 doses de álcool nos dias de consumo, possuíam um enrijecimento arterial maior.

De acordo com o responsável pelo estudo, John Deanfield, do Instituto de Ciência Cardiovascular da College London, a saúde do jovem pode ser preservada se eles pararem com o consumo de cigarro e álcool. “Descobrimos que, se adolescentes param de fumar ou beber durante a adolescência, as artérias podem ser preservadas, evitando futuros problemas de saúde”.

Marietta Charakida, uma das condutoras da pesquisa, explica que os problemas de saúde podem ser muito piores quando os dois vícios são combinados. “Ainda que os estudos mostrem que adolescentes vêm fumando menos nos últimos anos, os resultados apontam que um adolescente a cada cinco, fuma aos 17 anos. Além disso, famílias que fumam podem ter influência sobre seus filhos”.

Os diferentes consumidores adolescentes no Brasil

Uma pesquisa feita em parceria com 33 instituições, liderada pelo Ministério da Saúde e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), abordou 75 mil adolescentes de mais de 1.250 escolas públicas e privadas. De acordo com os resultados divulgados, cerca de 18,5% (1,8 milhão) dos jovens brasileiros já fumaram cigarros entre 12 e 17 anos.

Por outro lado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou em 2016 o resultado de um estudo feito pela Pesquisa Nacional de Saúde Escolar, que apontou que o número de jovens que consomem bebidas alcoólicas cresceu.

O estudo revelou que 55,5% (2,6 milhões) de estudantes do fim do ensino fundamental, consumiram álcool pelo menos uma vez na vida. O dado divulgado é maior do que o do ano de 2012, que mostrou que 50,3% desses jovens já tiveram contato com a substância.

De acordo com Breno Caiafa, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro (SBACV-RJ), a conscientização sobre os problemas de saúde causados pelo tabaco estão em toda parte. Porém, o mesmo não ocorre com o álcool. “As campanhas dizem ‘se beber, não dirija’, mas não falam necessariamente que não é para beber. As empresas de bebidas vão continuar a fazer a campanha livremente se não forem pressionadas, como ocorreu com o fumo”, afirma.

Ainda segundo Breno Caiafa, o consumo do álcool, mesmo em pequena quantidade, “pode causar problemas de saúde, já que não deixa de ser uma droga”. O excesso, por sua vez, enrijece as artérias e aumenta as chances de um AVC.

Efeitos da bebida e do cigarro

Breno Caiafa diz que, segundo o estudo, a inflamação diminui ao parar de fumar e beber, melhorando a saúde do jovem. “Mesmo que o organismo se recupere, é perigoso abusar dessas substâncias. Caso ela esteja em estágio avançado, dificilmente irá regredir.”

De acordo com o diretor médico associado da British Heart Foundation, Metin Avkiran, é encorajador saber que os danos podem ser revertidos. “Parar de fumar é a melhor decisão que você pode tomar para proteger seu coração. Se você bebe, não faça de forma excessiva e siga as recomendações das agências de saúde”, finaliza.

Pesquisa mostra que cuidadores estão sujeitos a problemas de saúde

Cuidadores não profissionais tendem a ser mais suscetíveis no desenvolvimento de problemas de saúde. A razão: colocarem sempre o indivíduo necessitado – seja da terceira idade ou não – em primeiro lugar e deixar de lado os cuidados com a própria saúde.

Atenta a esse cenário, a farmacêutica Merck criou no Brasil (primeiro país da América Latina a receber o projeto), a iniciativa Embracing Carers, que desenvolveu uma pesquisa com o objetivo de conscientizar, debater e promover ações que atendam às necessidades dos cuidadores de idosos e outras pessoas dependentes. Além do estudo, a ação se propõe a apoiar mais políticas de conscientização sobre as demandas, incentiva demonstrações de apoio aos cuidadores nas redes sociais e conta com apoiadores globais.

A pesquisa

Como parte das ações da iniciativa, a Censuswide – empresa de consultoria e desenvolvimento de pesquisas – realizou 578 entrevistas online entre julho e agosto de 2018. A idade do público variava entre 18 e 75 anos, mas boa parte tinha de 35 a 55 anos. Os resultados revelam o quanto a função pode afetar a saúde mental dos cuidadores.

De todos os entrevistados, 53% disseram ficar cansados com mais facilidade, tendo em vista que cuidar de familiares demanda bastante disponibilidade de tempo, seja no caso de dar assistência a um bebê doente ou a uma pessoa da terceira idade. Outro número, inclusive, aponta que 46% dos cuidadores não profissionais não conseguem ir ao médico para cuidar dos próprios problemas de saúde.

Os dados sobre os cuidadores foram divulgados em 26 de setembro durante o Congresso Todos Juntos Contra o Câncer, em São Paulo. O resultado mostra que 46% dos entrevistados cuidam de seus pais doentes. Além disso, esse público passa, em média, 24 horas por semana na função de tentar ajudar os familiares com problemas de saúde.

Pessoas entrevistadas via Federal brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, Grupar-EncontrAR, Instituto Oncoguia, Blogueiros da Saúde e Amigos Múltiplos pela Esclerose também foram consideradas para a avaliação.

A pesquisa também identificou que pelo menos 61% dos entrevistados reconhecem a necessidade de buscar auxílio para sua saúde mental em decorrência da função que desempenham.

Para auxiliar um parente com problemas de saúde é preciso estar preparado para as mais diferentes situações, entre elas está fazer um home care depois de cirurgias. Conheça mais sobre a importância dessa etapa depois de uma intervenção cirúrgica e continue acompanhando nosso blog para mais dicas sobre saúde.