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Equipe médica da Rede Mater Dei apresenta fluxo para pacientes com suspeita do coronavírus

17 de fevereiro, 2020

O novo coronavírus, recentemente nomeado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como Covid-19, vem gerando alerta na população. O vírus, que causa infecções respiratórias, já atinge mais de 20 países, com mais de 40 mil casos confirmados. Apesar do grande número de países com casos confirmados da doença, no Brasil nenhum caso foi confirmado.

Seguindo recomendações do Ministério da Saúde, a Rede Mater Dei de Saúde tem promovido e estimulado ações preventivas para enfrentar o Coronavírus e está preparada para o atendimento de casos suspeitos ou confirmados da doença. Banners foram afixados nas portarias de todos os Hospitais da Rede, alertando sobre os sintomas da doença e as medidas a serem tomadas, além de informativos distribuídos aos pacientes e publicações nas redes sociais.

Foram realizadas mudanças nos protocolos de atendimento aos pacientes, seguindo uma lista de verificação de preparação para profissionais de saúde para transporte e chegada de pacientes potencialmente infectados com o coronavírus (Covid-19), divulgada pela organização norte-americana Centers for Disease Control and Prevention – CDC.

Além disso, os colaboradores e profissionais da saúde passaram por uma capacitação e preparo para, ao realizar o atendimento, seguir o fluxo programado para que pacientes com suspeita do vírus, ou pacientes infectados, não tenham contato com outros pacientes e equipe da Rede.

Prevenir e evitar o contato de um paciente suspeito com outras pessoas é o principal foco do Mater Dei. “Nesse momento, a medida mais importante é estabelecer barreiras para evitar o contato dos casos suspeitos com outros clientes, visitantes e, também, com profissionais da saúde. O objetivo é fazer com que o paciente entre, exatamente, no fluxo de atendimento já programado”, explica a médica Coordenadora do Serviço de Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar da Rede Mater Dei, Silvana de Barros Ricardo.

A médica fala ainda sobre a importância da conscientização da população sobre medidas preventivas simples. “É importante que a própria pessoa esteja atenta ao seu histórico de viagens e sintomas e, se considerar seu caso como suspeito, entre em contato com sua Operadora de Saúde ou o Hospital para que receba instruções de como chegar até o local de atendimento sem colocar em risco outras pessoas. A utilização de máscara é uma medida simples e essencial nesses casos”, conclui Silvana.

Fluxo de atendimento diferenciado
Ao chegar em um dos Prontos-socorros da Rede Mater Dei, o paciente que está com suspeita da doença deve informar ao colaborador responsável pelo seu atendimento. O colaborador, imediatamente, entregará ao paciente uma máscara e um questionário básico sobre seus sintomas e seu histórico de viagens e irá informar a equipe assistencial, que fará uma análise sobre os dados do paciente e, caso necessário, o paciente será conduzido a um quarto de isolamento.

Todos as unidades da Rede Mater Dei já possuem um local específico para isolamento do paciente com suspeita ou infectado pelo coronavírus. O quarto de isolamento, seguindo normas padrões do Ministério da Saúde, possui um sistema de tratamento de ar diferenciado, com filtros específicos, e todos os profissionais que tiverem acesso ao local farão uso de equipamentos de segurança.

O que você precisa saber sobre o coronavírus (Covid-19)
O vírus, que causa infecções respiratórias de leve a moderada, pode infectar animais e seres humanos. A transmissão, ocorre de uma pessoa para outra, pelo ar, tosse ou espirro, através de contato pessoal, como toque ou aperto de mão, e por meio do contato com objetos ou superfícies contaminadas, quando se leva a mão à boca, nariz e olhos.

Dentre os sintomas apresentados pela doença estão febre, tosse ou coriza, dor de garganta e dificuldade de respirar, podendo evoluir, em casos mais graves, para pneumonia, síndrome respiratória aguda grave ou insuficiência renal.

Precauções:

  • Higienização frequente das mãos, inclusive após tossir ou espirrar;
  • Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal;
  • Manter os ambientes bem ventilados;
  • Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de infecção respiratória.

Mentiras no consultório médico: quais as mais contadas?

Não é difícil ouvir por aí que mentiras são inerentes às relações humanas. Quem nunca fez um drama, por exemplo? Ou disse que estava bem quando não era a realidade? Bem, mas quando isso ultrapassa relações sociais e chega ao consultório médico, o prejudicado pode ser você mesmo.

A transparência entre médicos e pacientes é fundamental para o desenvolvimento de tratamentos adequados e efetivos para cada caso. Mas, na prática, nem sempre funciona assim.

Segundo o médico Breno Figueiredo Gomes, clínico geral na Rede Mater Dei de Saúde, geralmente é a insegurança que motiva mentiras ou omissão de informações nas consultas. Ele ainda revela quais são os assuntos que pacientes mais costumam distorcer ou esconder: “As principais que a gente nota são alimentação, quando comem mal ou comem muito doce e não contam; dizer que estão tomando o remédio corretamente, quando na verdade, não estão – muito comum no caso de remédio para pressão, por exemplo. Às vezes você não tá sentindo nada, então pode ser difícil lembrar todo dia”. Mas, esses não são os únicos assuntos em que a verdade passa longe:

Número de parceiros sexuais

Hoje em dia, alguns assuntos são discutidos com bem mais naturalidade do que antigamente. Mas, em muitos casos, falar sobre sexo ainda pode ser um tabu, inclusive no consultório médico.

“Têm algumas doenças sexualmente transmissíveis que o médico só vai suspeitar se o paciente tiver um fator de risco, como múltiplos parceiros. Então, é importante [falar a verdade]”, explica Breno. No entanto, o especialista destaca que  “muitas das vezes, a questão da mentira ou omissão é falta de confiança no médico.”

“Se ele não tem segurança no médico, o paciente não vai falar. Tem que partir de nós [médicos] também criar um ambiente seguro para o paciente se abrir. E para isso, tem que ter tempo”, comenta Breno, ao destacar que essas situações podem ser evitadas pelos próprios profissionais, pois acredita que “a partir do momento que a pessoa tem confiança no médico, ela não vai mentir.”

Linguarudos

E quando os seus próprios familiares te entregam? Muita gente que decide mentir para o médico passa por isso. Neste quesito, Breno destaca mentiras em relação ao hábito ou vício em cigarros, bebida ou outras substâncias:

“A bebida é bem comum [de ser omitida ou escondida], mas geralmente quem desmente são os familiares. Com cigarro, é a mesma coisa. Muitos falam que estão fumando um cigarrinho por dia, mas na verdade é um maço inteiro. Esses são os principais”, conta. E o resultado pode ser o “impacto em exames” e a não identificação de possíveis complicações. No caso do cigarro, por exemplo, o médico ressalta a importância da transparência ao alertar: “O paciente que é tabagista pesado, o risco de tumor aumenta muito”

Insegurança ou má fé?

Apesar de acreditar que um ambiente amistoso para confissões pode ser a solução para o problema das mentiras no consultório, o diretor clínico explica que há exceções, como no caso de pacientes que forjam sintomas para conseguir atestados:

“Acontece muito, principalmente em pronto-socorro. Por diversos motivos, por não querer trabalhar ou querer emendar o feriado, por exemplo, os pacientes inventam sintomas”, conta. E quando os sintomas não são específicos, os médicos ficam de mãos atadas quando o assunto é pegar a pessoa mentirosa “no pulo”.  “Se eu falar pra você que estou com dor de cabeça, com náusea, vomitando… Não tem como o médico provar o contrário.”

Um dos perigos desse tipo de situação, é quando os pacientes chegam até mesmo a serem medicados no atendimento, com remédios intravenosos, para conseguirem o documento que “teoricamente não é falso, mas é conseguido em condições de má fé do paciente”, opina Breno. “É mais soro, e os remédios que utilizamos, como analgésico e remédios para náusea, que não têm grandes efeitos colaterais. Claro que se for usar algum outro remédio, tem os riscos. Às vezes, o paciente pode ter reação ao medicamento indicado”, destaca.

Confie e seja confiável

Deu pra ver que é muito importante ser transparente no consultório médico, não é? E para desenvolver uma relação de confiança com o médico, é importante também fazer a sua parte. “É fundamental que o paciente passe as informações corretas para o médico receitar uma medicação adequada. Eu preciso do histórico clínico, por exemplo, para dar um tratamento adequado. A partir do momento que a pessoa for ao médico, tem que contar tudo que ele perguntar.”

Então, procure um médico de confiança e sempre deixe ele a par da sua saúde e procedimentos que esteja fazendo, como destaca Breno: “Se você tem um médico de confiança, acompanhe com ele. Não importa se é um clínico ou outra especialidade, acompanhe com ele.”