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A importância de ir ao ginecologista em cada fase da vida da mulher

Qual o momento certo para levar minha filha ao ginecologista? Adolescente, que ainda não iniciou a vida sexual, deve trocar o pediatra por este especialista? Estou na terceira idade, ainda preciso ir regularmente ao ginecologista? Se em algum momento da vida, você já teve algumas destas dúvidas, fique tranquila. Você não está sozinha!

Neste post, vamos esclarecer porque é importante contar com o apoio deste profissional ao longo de toda a vida da mulher.

O ginecologista Eduardo de Souza, do Hospital São Luiz Anália Franco, diz que antes de tudo, a mulher precisa saber que o ginecologista deve acompanhá-la durante toda sua jornada, independentemente da idade. “Isso porque temos uma visão ampla sobre sua saúde, realizando triagens para identificar possíveis alterações físicas e direcioná-la para profissionais de outras especialidades como, por exemplo, um endocrinologista, gastro etc. Também cabe a nós indicarmos a prática de atividades físicas para melhorar um problema de saúde, orientarmos sobre engravidar, acompanhar a gestação e qualquer outra alteração que ela venha a sofrer durante sua vida”, explica o médico.

Crianças e adolescentes

Hoje em dia, aos 9 anos, as meninas tomam a primeira dose da vacina para se proteger do HPV. Esta vacina pode ser dada pelo ginecologista e este pode ser um momento de iniciar a rotina ginecológica da mulher.

“Quando criança, é importante que a mãe fique atenta aos primeiros sintomas da puberdade, como o surgimento de pêlos mais grossos nas axilas e região íntima, além do despontamento do broto mamário. Outros sintomas como puberdade precoce ou tardia também já podem ser acompanhados pelo ginecologista. Depende do encaminhamento do pediatra. É importante acompanhar com atenção as alterações que ocorrem nesta fase de desenvolvimento”, afirma o profissional.

O especialista acrescenta que as adolescentes têm iniciado a vida sexual cada vez mais cedo e este é um alerta para as mães. “A mãe deve buscar o apoio de um médico para acompanhar o desenvolvimento completo da sua filha. Este profissional vai ajudar, inclusive, nas orientações sexuais em relação a métodos contraceptivos. Além disso, é fundamental que se inicie a realização de exame preventivo, como o papanicolau, que começa a detectar o câncer de colo de útero, permitindo um tratamento precoce e aumentando a chance de cura”, diz.

Adulto

Na idade adulta, caso a mulher não queira engravidar, continua sendo importante contar com o ginecologista para lhe orientar sobre métodos contraceptivos. Além disso, a partir dos 40 anos, é recomendado que realize exames de mamografia. “O papel do ginecologista é fundamental também nesta fase da vida da mulher. Nesta etapa, avaliamos os possíveis surgimentos de miomas, problemas com TPM e até endometriose. Assim, podemos ajudar no processo de formação da menstruação, dependendo do caso”, acrescenta Souza.

Terceira idade

Engana-se quem pensa que na terceira idade não é mais importante contar com o acompanhamento de um ginecologista. “Nesta etapa da vida da mulher é fundamental a realização de exames preventivos e de avaliação de aspectos da osteoporose e da pós-menopausa, por exemplo”, explica o médico.

Portanto, não adie mais a visita ao ginecologista.

Outubro Rosa: doação de perucas e lenços ajudam mulheres com câncer de mama no Brasil

O câncer de mama faz parte da realidade de muitas mulheres. Os dados mais recentes revelam que em 2016 foram diagnosticados 57.960 casos no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Ele é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no país, vindo logo após o de pele não melanoma.

O mês de Outubro se tornou o mês para conscientização e prevenção da doença, mais conhecido como “Outubro Rosa”, por isso várias ações são feitas durante o mês.

Doação de cabelo e criação de perucas

Recentemente na Beauty Fair, maior evento de beleza da América Latina, o projeto “Solidariedade em Fios” reuniu cerca de 80 mulheres que cortaram o cabelo para doação ao Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo. O lugar transforma as mechas doadas em próteses capilares para pacientes em tratamento de câncer.

Aline Maeshiro foi uma das doadoras. Ela estava com um cabelo até o fim das costas e resolveu doar 42 centímetros de mechas, deixando o cabelo bem curto. Foi a maior doação que o projeto teve no dia, gerando um grande material para a construção de perucas.

Como doar cabelo

As pessoas interessadas em participar do projeto podem enviar suas mechas pelos Correios para o Fundo Social (Avenida Morumbi, 4.500, 2º andar, sala 232, São Paulo, SP, Cep 05650-905) ou entregá-las pessoalmente na Escola de Beleza (Condomínio Edifício Água Branca – 73, R. Coriolano, 631 – Água Branca, São Paulo). A única exigência é que as madeixas estejam limpas, secas, amarradas, dentro de um saquinho e que tenham no mínimo 15 centímetros. Ainda existe a possibilidade de o doador cortar o cabelo gratuitamente na própria Escola.

Doação de lenços

Outro projeto que apoia a causa é o Instituto Quimioterapia e Beleza (IQeB). O instituto faz mensalmente uma doação com cerca de 700 lenços para o projeto De Bem Com Você – A beleza contra o câncer, coordenado pelo Instituto Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), o qual promove oficinas de automaquiagem à mulheres que estão em tratamento contra o câncer.

O IQeB foi idealizado pela blogueira e ativista Flávia Flores, com uma história de superação que incentivou a criação do projeto. Formada em Administração, ela já trabalhou em grandes empresas do mercado de moda nacional e internacional. Em 2012, Flávia foi diagnosticada com câncer de mama e foi quando resolveu criar o inédito projeto “Quimioterapia e Beleza”. Em 2013, ela publicou o best seller homônimo, e em 2015 inaugurou o IQeB, e desde então ajuda mulheres que estão na luta pela cura do câncer, igual ela passou.

Má Mascarenhas, uma das presenteadas, postou sua alegria nas redes sociais, com um depoimento em agradecimento aos lenços que ganhou.

“Não sei como agradecer o carinho e o acolhimento de pessoas que nunca me viram. Quando o chão se abre e parece que a queda não vai ter fim, aparece uma página amiga, com pessoas que enxugam suas lágrimas e que você ajuda a enxugar lágrimas também. Você descobre que a maior arma contra o que vai enfrentar é a resistência, a perseverança, a resiliência e sua fé.”

Para Má Mascarenhas, receber o lenço foi como receber um troféu. “Meu troféu, que eu vou erguer e amarrar no alto da minha cabeça e ficar linda para enfrentar o que tiver de enfrentar”, afirma.

Como doar lenços

As pacientes conseguem solicitar ou doar pelo site: www.bancodelencos.com.br. Quando solicitam, elas têm opção de descrever como são e como querem o seu lenço. Antes do envio, que é gratuito, existe um processo operacional que consiste no armazenamento dos lenços, novos ou usados, triagem, higienização, embalagem, separação de pedidos e postagem, além de fazer uma mensagem específica para cada mulher.

Câncer de mama: avanços na medicina aumentam as possibilidades de tratamento

Dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) revelam que o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum em mulheres no mundo todo, sendo responsável por 28% dos novos casos a cada ano. O Instituto estima ainda que, para cada ano do biênio 2018-2019, serão 59.700 casos novos da doença. Embora raro, o câncer de mama também pode acometer os homens, somando apenas 1% dos registros. Além desses números, as pesquisas também apontam que a detecção precoce da doença aumenta as chances de cura.

Existem diversos tipos de câncer de mama, e cada um deles com processos de evolução diferentes, sendo alguns mais agressivos que outros. Diante das particularidades de cada tumor, juntamente aos avanços da medicina, o tratamento da doença tem sido feito, cada vez mais, de forma única e personalizada.

Avanços na medicina

O conceito da medicina de precisão, um modelo que visa reconhecer o tratamento correto, no momento correto, para o paciente correto, tem sido cada vez mais utilizado na oncologia. Este modelo busca adequar o histórico do paciente, seu estado clínico e as características moleculares da doença como forma de identificar as melhores opções de tratamento.

Um estudo divulgado este ano durante a reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), apontou que a maior parte das mulheres com o tipo mais comum de câncer de mama, em estágio inicial e com risco médio de reincidência da doença, pode evitar a quimioterapia após a cirurgia. Isso porque, ao estudar mais profundamente o comportamento do tumor através de suas características moleculares, foi possível identificar um tratamento do câncer de mama com menos efeitos colaterais e até mais barato, como a terapia hormonal.

Outro avanço no tratamento do câncer de mama é o equipamento INTRABEAM utilizado pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz para a realização de radioterapia intraoperatória (IOT). O procedimento é feito logo após a remoção do tumor, ainda durante a cirurgia. Normalmente, em um tratamento convencional por radioterapia, o paciente passa por 25 a 30 sessões. Com este equipamento inovador há redução no tempo de tratamento, pois a aplicação é feita em dose única com duração de 20 a 30 minutos. Os efeitos colaterais do método convencional, como fadiga, sensibilidade ou alteração na cor da pele e vermelhidão na região também são reduzidos com o novo procedimento.

Medicina integrativa

A medicina integrativa também tem sido uma aliada no tratamento do câncer de mama. Em uma palestra realizada no Hospital Alemão Oswaldo Cruz sobre o uso da medicina integrativa na oncologia, o Dr. Thomas Breitkreuz, clínico geral com especialização em Oncologia e chefe do Hospital Paracelsus, em Munique, na Alemanha, falou sobre os benefícios da prática: “O objetivo da terapia convencional é eliminar a doença, já as terapias alternativas intensificam o processo de cura. Quanto mais grave a doença, mais é preciso buscar essas terapias que visam aumentar a qualidade de vida”.

Vale ressaltar que a prevenção, aliada à detecção precoce, ainda é o melhor tratamento para o câncer de mama. Por isso, desde 1990 existe a campanha do Outubro Rosa. Anualmente, o mês de outubro é inteiramente dedicado à disseminação de informações sobre como prevenir e tratar a doença, além de proporcionar à população um maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento. Então, se você é mulher, não deixe de realizar o autoexame, especialmente a partir dos 35 anos. Além disso, pratique atividades físicas regularmente, se alimente de forma saudável, e cuide-se, afinal, a sua saúde vem em primeiro lugar.