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Como o conforto dos hospitais pode influenciar na recuperação do paciente

Ir ao hospital por si só já é uma situação que pode causar desconforto e angústia, ainda mais quando se está com algum problema de saúde. A falta de atendimento adequado e infraestrutura agravam ainda mais essa situação, influenciado na recuperação do paciente. Por isso, é importante que os hospitais deem mais atenção a essa área, para que os pacientes possam escolher as unidades que ofereçam mais conforto.

Arquitetura humanizada

Há diversos estudos nas áreas de Arquitetura e Design de Interiores focados em garantir o conforto dos hospitais. Esses estudos se intensificaram após a publicação do livro The Science of Place and Well-Being, escrito por Esther M. Sterberg que citou uma pesquisa da década de 80 que demonstrou que pacientes que mantinham contato com a natureza durante a internação se recuperaram mais rápido que os demais.

Hoje, é um consenso que para o bem-estar dos pacientes e seus familiares, os hospitais devem estar adequados a algumas dessas normas. Os hospitais de excelência, como os membros da Anahp – Associação Nacional de Hospitais Privados, já possuem essa preocupação com a arquitetura do local, que deve ser humanizada. Para conhecer os associados, acesse o site: www.anahp.com.br

De olho nisso, desde a concepção do projeto à disposição das salas e setores, como também a escolha da decoração, são requisitos essenciais para garantir mais conforto nos hospitais. Afinal de contas, quem nunca foi a um local e se sentiu mal por conta da luz forte, ou pela decoração sombria ou pela falta de decoração? Essas características se conectam com o psicológico do paciente e, por consequência, podem interferir em seu tratamento durante a internação.

Como o ambiente influencia na recuperação

O conforto dos hospitais passa por um projeto arquitetônico que foca no aspecto humano, ou seja, que traz a ideia de um ambiente acolhedor e familiar. Apesar dessas informações serem subjetivas, podendo variar de pessoa para pessoa, há alguns parâmetros e medidas que, em geral, podem contribuir para o conforto.

Em linhas gerais, ambientes frios, impessoais e com pouca cor trazem à tona totalmente o contrário do desejável: a pessoa não se sente bem e à vontade no local. Outros fatores que devem ser eliminados nos ambientes hospitalares são aqueles causadores do estresse: luminosidade excessiva, barulho, ar condicionado muito forte e falta de privacidade. O barulho é uma questão que também merece atenção, já que pode interferir na noite de sono do paciente durante a internação e na sua recuperação física.

Já ambientes espaçosos, iluminados por uma suave luz, se possível, natural, com a presença de objetos de decoração harmoniosos e plantas irão trazer a sensação de familiaridade e de calma. O que pode contribuir para a recuperação do paciente, que muitas vezes está fragilizado.

É importante também destacar que o fluxo de circulação deve ser intuitivo e inteligente. O paciente ao se sentir confortável para transitar no hospital, encontrando os serviços sem precisar pedir por ajuda, se sentirá mais integrado e acolhido durante aquele período.

O mobiliário também merece atenção. É desejável que se fuja dos tradicionais móveis brancos de hospital e, se possível, que se escolha algo moderno e com cores, que ainda sejam claras ou brancas, mas sejam suaves e combinadas com elementos decorativos.

Primeira edição da Revista Saúde da Saúde fala sobre Síndrome de Burnout

Está no ar a primeira edição da Revista Saúde da Saúde, totalmente digital e gratuita. Planejada com muito carinho pela equipe do nosso portal, a publicação traz matérias voltadas à informação de qualidade, com respaldo científico e que visam esclarecer sobre temas importantes do nosso cotidiano quando o assunto é saúde. A Síndrome de Bournout e os mitos e verdades sobre os cuidados com a saúde no calor são alguns dos tópicos abordados.

Síndrome de Burnout, por Fernando Gomes Pinto

Você sabe o que é Síndrome de Burnout? Basicamente, ela ocorre quando há o esgotamento mental, em sua maioria associado ao trabalho excessivo. Mas não é só isso! Na matéria de capa da Revista Saúde da Saúde, o Dr. Fernando Gomes Pinto, especialista em neurologia e chefe de equipe da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, esclarece as principais dúvidas sobre o tema em uma entrevista exclusiva.

Além de explicar como se dá o diagnóstico da síndrome, o especialista também fala sobre os sintomas, como as pessoas ao redor podem ajudar, como é o tratamento e muitas outras questões envolvendo o assunto. Imperdível!

Dengue 

A primeira edição da nossa revista de saúde também fala de um problema mais do que atual e gravíssimo no Brasil: a dengue. Em épocas quentes, os casos da doença se multiplicam e todo cuidado é pouco. Na matéria, falamos sobre os principais aspectos da dengue e, claro, o principal: como prevenir!

Mitos e verdades: saúde 

O contato com o limão sob o sol mancha mesmo a pele? Entrar na piscina ou mar após comer faz mal à saúde? O calor diminui o apetite? Não se pode fazer tratamentos estéticos em dias de sol? Essas e outras questões são respondidas na matéria sobre mitos e verdades da saúde em períodos de calor.

Como se cuidar nesses dias quentes?

Todo brasileiro já está acostumado com as altas temperaturas do nosso clima. Porém, isso não significa que estamos sempre preparados. Por isso, uma das matérias da revista traz justamente os principais cuidados que as pessoas devem ter em épocas de calor.

Revista Saúde da Saúde indica

Quem nunca se pegou pesquisando sobre bons livros de saúde para se informar e ficou perdido no meio de tantas opções? Pensando nisso, a revista SDS traz algumas dicas de publicações sobre alimentação saudável, tratamentos naturais e dicas para usar melhor o seu cérebro. Além de uma seleção de filmes sobre superação e saúde que você vai adorar!

Qual a importância dos cuidados home care após o procedimento cirúrgico?

O ambiente hospitalar pode causar ansiedade em algumas pessoas. A falta de apetite, fraqueza e mau humor, podem ser causadas não apenas pelo procedimento cirúrgico em si, mas também pela necessidade de estar em um local acolhedor.

Para amenizar o problema emotivo do paciente, temos como opção os cuidados home care. Eles são indicados para você que, em algum momento, já pensou em estar ao lado de sua família e amigos após um procedimento cirúrgico. Porém, é preciso estar ciente que há regras para que o sistema funcione, mantendo sua saúde sempre em primeiro lugar.

Para entender qual a importância do home care em um processo pós-cirúrgico, é interessante que você saiba antes como funciona o sistema e se ele é aplicável a você ou alguém de sua família.

Como funciona o Home Care?

A palavra “Home” significa “lar” e “Care” é o mesmo que “cuidados”. O termo é de origem inglesa, justificando o motivo pelo qual ele é usado para esse tipo de serviço.

Os cuidados home care são indicados para pacientes que já não precisam dos recursos hospitalares, mas que ainda não podem receber alta. Neste caso, a residência pessoal é indicada se a estrutura for suficientemente estável para receber os equipamentos necessários.

A partir da liberação do médico para os cuidados home care, um  pedido de autorização é feito para que o paciente seja transferido à residência. Porém, a solicitação só será aceita com os devidos termos preenchidos, como por exemplo, quais médicos e equipamentos serão necessários para o tratamento.

Para sempre manter a saúde do paciente em alta, os profissionais responsáveis pelos cuidados home care precisam sempre anotar seus avanços. Saber se ele está se alimentando bem, por exemplo, é apenas um dos pontos a serem averiguados pela equipe médica. Um pós-cirúrgico pode ser muito desconfortável, dependendo do procedimento.

Qual a importância do Home Care?

De acordo com os dados referentes a 2017 fornecidos pela Anahp (Associação Nacional dos Hospitais Privados), a média de dias que um paciente recebeu cuidados home care chegou a 259,35. Outro ponto muito interessante está na taxa de alta e mortalidade, que chegaram a 9.81% e 1,69%, respectivamente. Esses dados mostram que, mesmo recebendo cuidados home care, a saúde do paciente consegue ser muito bem preservada em um processo pós-cirúrgico, mantendo em alta a quantidade de pessoas que se recuperam dentro do lar.

Não há, de fato, uma idade certa para você receber os cuidados home care. Porém, um idoso que está passando pelo processo pós-cirúrgico, por exemplo, precisa de um local em que a contaminação por bactérias seja menos provável. Além disso, um ambiente familiar pode agilizar muito a recuperação do paciente.

Os pacientes mais jovens, como crianças, sentem a necessidade de um ambiente familiar para controlar a ansiedade. Sentir-se em casa faz parte de um processo de recuperação mais ágil para sua saúde, tendo em vista que ela poderá ter acesso a seus pertences pessoais, como brinquedos, por exemplo.

Caso você tenha dúvidas sobre o sistema e queira saber mais sobre a possibilidade de um futuro tratamento home care, converse com seu médico.

Saiba como tratar queimaduras: 77% delas acontecem em ambientes domésticos

Todos os anos, pelo menos um milhão de pessoas sofrem queimaduras no Brasil. Destes, 77% acontecem em ambientes domésticos, os dados são da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ). Ainda segundo a entidade, cerca de 40% desses eventos ocorrem com crianças menores de 10 anos. Mas você sabe a melhor forma de tratar queimaduras?

Devido à falta de instruções sobre como agir logo após o ocorrido, as pessoas tendem a dificultar o diagnóstico e até agravar a situação dos ferimentos. Em muitos casos, as vítimas desenvolvem traumas físicos e psicológicos para toda a vida.

TIPOS DE QUEIMADURAS

As queimaduras são classificadas de acordo com o tipo de lesão causada. Mas é importante se atentar para a profundidade e a extensão do ferimento, esses dois fatores são essenciais para identificar o melhor tratamento.

Queimaduras de primeiro grau: são aquelas que atingem a camada superficial da pele. Apresentam vermelhidão, inchaço, calor e dor. São bastante comuns em pessoas que se expõem ao sol por um longo tempo, sem proteção.

Queimaduras de segundo grau: costumam atingir a camada mais profunda da pele, causando bolhas, dor intensa e inchaço. Em alguns casos, pode ocorrer desidratação. Esse tipo de queimadura é causado por exposição a vapores, líquidos e sólidos muito quentes.

Queimaduras de terceiro grau: atingem os tecidos mais profundos, como os músculos. Comumente esse tipo de queimadura pode não ser dolorosa, já que as terminações nervosas são destruídas junto com a pele. Nesses casos cirurgias de enxerto de pele devem ser realizadas.

COMO TRATAR QUEIMADURAS

Esqueça os inúmeros remédios caseiros para queimaduras. Pasta de dentes, manteiga, clara de ovo, pomadas… Nada disso deve ser usado. Além de sujar o local do ferimento, essas substâncias podem retardar a cicatrização e o tratamento. O mais indicado é lavar o local queimado com água abundante, cobrir com um tecido limpo e dirigir-se a um pronto-socorro imediatamente.  

A SBQ alerta que toda queimadura pode se complicar, por isso a agilidade na busca por um profissional faz toda a diferença. O Brasil já conta com centros especializados para o tratamento de queimaduras, com diversas inovações tecnológicas, como curativos que ajudam a impedir infecções e aceleram a cicatrização.

A PREVENÇÃO EM AMBIENTES DOMÉSTICOS

A cozinha deve sempre receber uma atenção redobrada. Para proteger as crianças, é preciso retirá-las do ambiente, toda vez que o fogão estiver ligado. Materiais inflamáveis devem ficar em armários altos e trancados. Opte sempre por toalhas de mesa curtas, para evitar que sejam puxadas.

Evite fazer manutenções em instalações elétricas, sem o auxílio de um profissional. Na hora de utilizar churrasqueiras, troque o álcool por acendedor de carvão. Nunca considere uma queimadura, um acidente sem importância. Toda ocorrência, por mais simples que seja, deve receber a devida atenção.

O que é reumatismo e como tratá-lo

Apesar de ser um termo amplo, o reumatismo é utilizado popularmente como se fosse sinônimo de uma doença como a artrose ou artrite (inflamação de uma articulação), sendo que há um número grande de outras doenças que podem acarretar uma artrite, desde problemas imunológicos a infecções. Mas afinal, o que é reumatismo?

Diferente do que muitos acreditam, o reumatismo não é um tipo de doença e sim um termo antigo, que há décadas já deixou de fazer parte dos dicionários médicos, mas que diz respeito a um conjunto de mais de cem enfermidades que atingem os músculos, ossos e articulações. As mais conhecidas são artrite reumatoide, artrose, bursite e tendinite. No entanto, as doenças reumáticas podem atingir também órgãos internos, como coração e rins.

Apesar de ser associado a idosos, o reumatismo pode atingir o paciente em qualquer idade da vida, inclusive na infância. Mas as chances de sofrer com alguma doença reumatológica aumenta à medida que a idade avança.

SINTOMAS DE REUMATISMO

Os sintomas de reumatismo têm origens distintas, pois variam de acordo com a doença. Mas alguns são comuns à maioria das doenças reumatológicas como dor nas articulações, que pode ou não vir acompanhada de inchaços, dificuldade de realizar movimentos e falta de força muscular.

Um outro sintoma é a deformação nas articulações e elevação da temperatura na área inflamada. Eles podem aparecer em qualquer momento do dia, mas são mais comuns ao acordar e quando o clima está mais frio.

DICAS DE PREVENÇÃO

Existem doenças reumatológicas de origem hereditárias, nesse caso é sempre recomendado o acompanhamento médico e monitoramento do organismo, para detectar possíveis complicações. Uma alimentação saudável é indicada para a prevenção de diversas doenças e com as reumatológicas não é diferente, a obesidade pode piorar diversos quadros reumáticos.

Movimentos repetitivos ou esforços em excesso podem desenvolver doenças reumatológicas do tipo degenerativas, é preciso atenção ao corpo e aos movimentos executados. Além disso, estresse e ansiedade contribuem para o reumatismo, um acompanhamento e aconselhamento médico é indicado sempre que o paciente notar alterações.

COMO TRATAR REUMATISMO

Como o reumatismo não é uma doença única, o tratamento depende de cada doença em questão. Algumas tem cura e outras não. Mas há diversas práticas que são comuns no tratamento de doenças reumatológicas como a ingestão de medicamentos para dores e inflamações, fisioterapia, dieta rica em alimentos anti-inflamatórios, e incentivo a prática de atividades físicas.

O diagnóstico precoce deve ser feito pelo médico especialista, o reumatologista, e é de grande importância para evitar deformações e limitações dos movimentos articulares. Segundo a Sociedade Catarinense de Reumatologia (SCR), pesquisas comprovam que o paciente passa por três médicos, em média, até chegar ao diagnóstico correto, o que dificulta o tratamento. É importante visitar o médico rotineiramente para fazer exames que possam detectar previamente doenças reumatológicas.

7 cuidados que você precisa ter para manter seus dentes saudáveis

Para manter os dentes saudáveis ao longo da vida é preciso ter uma higiene bucal regular. Cada fase da vida exige um cuidado diferente, na infância a atenção deve se voltar à prevenção de cáries causadas pela ingestão de doces, na vida adulta é preciso se atentar para a degradação dos dentes ligada a perda óssea de acordo com o avanço da idade.

Com a correria do dia a dia, é difícil se dedicar aos cuidados bucais, mas é preciso se dedicar. Manter os dentes saudáveis ajuda a reforçar a autoestima, além de evitar problemas de saúde bucal, como cáries e gengivite. Por isso a importância de se esforçar para manter uma boa rotina de higiene.

COMO MANTER DENTES SAUDÁVEIS

 

  • Escovar os dentes corretamente

 

Com a rotina atribulada, às vezes não dá tempo de se dedicar à escovação. Mas não basta apenas escovar os dentes de qualquer maneira, não aperte muito a escova e faça movimentos circulares, sem esquecer nenhuma parte da boca. Além disso, utilize creme dental com flúor.

 

  • Fio dental

 

Quantas vezes já ouvimos falar sobre a importância do fio dental? Mas ainda é bastante comum esquecermos dele. O instrumento serve para retirar os resíduos de comida que se acumulam entre os dentes e a escova não consegue alcançar. Esses restos de alimentos podem causar inflamações e sangramentos na gengiva, a recomendação é passar entre todos os dentes, principalmente nos do fundo.

 

  • Controle o consumo de doces e refrigerantes

 

É de conhecimento de todos que os doces são prejudiciais à saúde bucal. Ao consumi-los faça uma restrição a certos momentos do dia, como as refeições. Isso por conta do hábito de escovar os dentes logo após almoço ou jantar.

 

  • Alimentação

 

A alimentação está diretamente ligada aos dentes saudáveis. Consumir alimentos ricos em cálcio ajuda a retardar o processo de perda óssea. Além disso, alimentos como castanhas, nozes e coco ralado ajudam a formar uma barreira protetora para os dentes.

 

  • Evite o cigarro

 

A nicotina é uma das substâncias que promovem o enfraquecimento dos dentes. Se o paciente já tem algum problema, o cigarro diminui ainda mais as defesas do organismo.

 

  • Faça o autoexame da boca

 

Essa é uma prática que deve ser feita de forma periódica. O paciente, após higienizar a boca, deve olhar para seu interior a procura de caroços, inchaços, feridas, manchas ou qualquer outra alteração. Ao menor sinal, a visita ao dentista deve ser imediata.

 

  • Visite o dentista a cada seis meses

 

Quem vai definir um cronograma de acompanhamento para o paciente, de acordo com suas necessidades, é o odontólogo. Mesmo que não sinta dores ou não tenha alguma ocorrência, uma visita ao dentista a cada seis meses é indicada por especialistas, a fim de prevenir problemas futuros.

 

Como a poluição afeta sua saúde

Muito tem se falado sobre os efeitos das ações humanas no planeta. É de conhecimento geral que o aumento dos gases venenosos na atmosfera traz consequências para as mudanças climáticas da Terra, o que afeta diretamente e a curto prazo, o bem-estar da população. Combater a poluição é de extrema importância para a preservação da vida.

Segundo relatório da ONG norte-americana Health Effects Institute, 95% da população mundial está exposta a taxas de poluição superiores às indicadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Quem mora nas grandes cidades está mais vulnerável aos efeitos dessa poluição e apesar das inúmeras discussões, ainda há muitas dúvidas acerca do tema, por parte da população.

O médico Paulo Saldiva, especialista em poluição atmosférica e diretor do Instituto de Estudos Avançados da USP, lançou recentemente o livro “Vida Urbana e Saúde – Os Desafios dos Habitantes das Metrópoles”, que faz uma análise dos principais problemas que atingem os grandes aglomerados urbanos, entre eles a bronquite crônica, resultado de anos de inalação de um ar poluído.

EFEITOS DA POLUIÇÃO NA SAÚDE

O tempo seco associado à poluição do ar causa riscos diretos à saúde. Doenças respiratórias como asma, rinite alérgica, bronquite e até câncer de pulmão se tornaram comuns em pessoas que vivem em grandes cidades. Segundo pesquisa do Instituto Saúde e Sustentabilidade, 11,2 mil pessoas morrem todos os anos por problemas causados pela qualidade do ar, apenas no estado de São Paulo.

Além disso, segundo estudos do laboratório de poluição atmosférica da USP, as pessoas mais atingidas são crianças e idosos. Em dias mais secos em que o ar fica mais contaminado, os riscos de morte por doenças cardiovasculares e respiratórias aumentam em 12 a 17% e as internações sobem em 60%. Ainda de acordo com os pesquisadores, um em cada vinte enfartes é causado pela poluição.

A POLUIÇÃO DOMÉSTICA

Segundo dados da OMS, 3,8 milhões de pessoas morrem todos os anos no mundo, em decorrência da poluição doméstica, causada pela queima de carvão ou lenha para cozinhar, iluminar ou aquecer as casas. Com o aumento do preço do gás no Brasil, esse tipo de combustível voltou a ser utilizado pela população de baixa renda, o que preocupa a organização.

MEDIDAS PARA REDUZIR OS EFEITOS

As organizações e o poder público vêm desenvolvendo diversas medidas para melhorar a qualidade do ar, como aumentar áreas de lazer, incentivar o uso de transportes coletivos ou alternativos como a bicicleta, substituição da frota de veículos pesados por modelos elétricos, entre outras. Há também pequenas atitudes nossas que ajudam a reduzir a poluição em ambientes internos.

Veja algumas medidas para adotar em casa:

 

  • Cultive plantas: Além de decorar, as plantas podem trazer diversos benefícios à saúde. Alguns tipos são capazes de absorver toxinas que poluem o ar. Vale a pena pesquisar e ter em diversos ambientes da casa.
  • Utilize carvão vegetal: Esse tipo de carvão auxilia no combate ao mofo e ao mau cheiro e consequentemente purifica ambientes internos. Coloque em pontos estratégicos da casa.
  • Invista em um umidificador de ar: Os purificadores e umidificadores de ar eletrônicos ajudam a melhorar a qualidade do ar, principalmente em ambientes com pouca ventilação.

 

 

Osteoporose: o que é e como tratar

A osteoporose é uma doença que se caracteriza pela diminuição de massa óssea, deixando os ossos mais frágeis e aumentando o risco de fraturas. A doença é na maioria das vezes associada ao envelhecimento, pois com o passar dos anos o organismo perde sua capacidade em metabolizar e absorver o cálcio.

Um estudo recente divulgado pela Fundação Internacional de Osteoporose sinalizou um aumento na incidência de fraturas entre os brasileiros que sofrem de osteoporose, a previsão é de 32% até 2050.  Outras estatísticas apontam que após os 50 anos, a doença atinge uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens.

Apesar da incidência maior em idosos, a doença pode atingir jovens com menos de 30 anos, ligada a doenças hormonais, hiperparatireoidismo, diabetes mellitos, anorexia e mulheres submetidas a menopausa cirúrgica. Nesses casos é possível ocorrer a diminuição de massa óssea e, consequentemente, a osteoporose.

COMO PREVENIR A OSTEOPOROSE

Segundo dados do Ministério da Saúde, 10 milhões de pessoas já sofrem com a osteoporose no Brasil. A prevenção deve ser feita durante toda a vida por meio da adoção de hábitos saudáveis:

    • A ingestão de cálcio é imprescindível para os ossos. A recomendação de especialistas é a ingestão de 1.200mg, o que equivale a quatro porções lácteas. Além do leite é possível encontrar cálcio em brócolis e em folhas verdes escuras.
    • Diretamente atrelada ao cálcio deve estar a vitamina D, sem ela a absorção do mineral fica prejudicada. Expor-se diretamente ao sol por 15 minutos estimula a produção dessa vitamina.

 

  • O consumo excessivo de álcool e cigarro deve ser evitado. Eles diminuem as reservas de cálcio, enfraquecendo os ossos.
  • Praticar exercícios de impacto de forma regular, ajuda a fortalecer os ossos, além de estimular o ganho de força e massa muscular, que são importantes na prevenção de quedas.

COMO TRATAR A OSTEOPOROSE

Não há cura para osteoporose. O tratamento é focado principalmente no controle da dor, retardando a perda de massa óssea e prevenindo fraturas. A escolha do melhor tratamento para osteoporose deve ser feita por um profissional e depende da causa da doença.

A forma mais comum de tratar a osteoporose é feita com o uso de medicamentos que estimulem a produção de massa óssea, além da ingestão adequada de cálcio e vitamina D, por meio do consumo de alimentos e suplementos.

A prática de atividade física deve ser estimulada em qualquer idade da vida, em casos onde a pessoa apresente osteoporose atividades como caminhada, hidroginástica e dança, se tornam eficazes no combate aos sintomas. No entanto todos os pacientes devem ser avaliados para poder executar os exercícios corretos de acordo com seu quadro.

Saiba qual a importância em se ter um “médico da família”

Acompanhar o paciente por toda vida é a ideia central da especialidade do médico da família. Esse profissional é capacitado para atender o paciente desde o nascimento e, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 80% dos casos atendidos pelo médico da família são resolvidos sem a necessidade de encaminhamento para outros especialistas.

O médico que faz residência em medicina da família pode, por exemplo, cuidar de pacientes com doenças crônicas, fazer pré-natal de gestantes, além de realizar atendimentos geriátricos. Essa é a ideia das Unidades Básicas de Saúde (UBS) do SUS. Mas devido à falta de profissionais especializados em saúde da família, atrelada à falta de estrutura, as UBS se tornaram um lugar para encaminhamento de pacientes para especialistas.

A IMPORTÂNCIA DE SE TER UM MÉDICO DA FAMÍLIA

Fora do Brasil existem sistemas públicos de saúde territoriais, onde o atendimento só pode ser realizado dentro do “bairro” do paciente. Cada vez que o paciente se muda, deve informar à prefeitura para que seu prontuário seja transferido para o território da nova residência. Essa prática garante que o atendimento continue de forma personalizada, pois o novo médico já terá acesso ao histórico do paciente. A “continuidade” é a palavra-chave da especialidade.

Visitas periódicas ao consultório médico ou a domicílio são essenciais para o acompanhamento com o médico da família. Independente da situação, as visitas podem acontecer até na ausência de queixas, a fim de realizar exames ou consultas preventivas. Essa relação cria um ambiente sustentável para os hospitais, planos de saúde e pacientes, que perdem o hábito de correr para os prontos atendimentos ao menor sintoma de doença, além de evitar a exposição aos males do ambiente hospitalar.

O MÉDICO DA FAMÍLIA NO BRASIL

Médicos de família atuam no sistema público e privado. O Programa Saúde da Família, no setor público, é responsável por muitos atendimentos diários, mesmo enfrentando problemas de estrutura, para se inscrever é necessário procurar uma Unidade de Saúde da Família na região onde o paciente mora.

No setor privado, os planos de saúde vêm investindo cada vez mais nessa especialidade. Operadoras convidam seus clientes a se inscreverem em uma unidade de coordenação de cuidado a partir daí são acompanhados sempre pela mesma equipe médica. O paciente recebe a garantia de atendimento no mesmo dia ou até no dia seguinte, quando precisar. Se algum problema surgir durante a noite ou finais de semana, um telefone celular com atendimento 24 horas é disponibilizado pela operadora, o paciente conversa com um agente que acessa seu prontuário e realiza as orientações e encaminhamentos. Diversas operadoras de plano de saúde já relatam os ótimos resultados desse modelo.

Políticas que incentivem a prática de assistência ambulatorial com médico de família fazem parte de um caminho na busca de um sistema de saúde sustentável. O modelo que dá muito certo em países do exterior, já vem sendo implementado há anos no sistema público brasileiro e começa agora a ser replicado na saúde suplementar gerando diversos benefícios e trazendo bem-estar para os pacientes.

Dicas de alimentação saudável no dia a dia

Para se ter uma melhor qualidade de vida é imprescindível pensar na alimentação saudável. Com a correria do dia a dia fica cada vez mais difícil planejar um cardápio benéfico, mas é preciso esforço, pois as recompensas são inúmeras.

Para que a alimentação seja saudável, ela deve ser composta de fibras, vitaminas, gorduras boas e carboidratos, quanto mais variada melhor e sempre com moderação. É importante adequar cada tipo de alimento aos horários de refeições durante o dia, sempre evitando passar longos períodos sem comer nada.

HÁBITOS DE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Para que a alimentação saudável se torne uma rotina, é preciso estabelecer metas. Comece com uma meta semanal, prepare seus alimentos antes, escreva tudo o que pretende comer durante o dia, coloque alarmes para não se esquecer e seja persistente. Além disso, algumas práticas devem ser adotadas para colocar o organismo em ordem:

  • Nunca dispense o café da manhã: Passamos cerca de 8 horas em jejum, logo precisamos repor nutrientes. O café da manhã é ideal para perder peso ou mantê-lo, para isso ele deve ser rico em fibras e proteínas, como leite semidesnatado, frutas, pão integral e queijo magro.
  • Não passe longos períodos sem comer: Faça pequenos lanches entre as grandes refeições, isso ajuda a acelerar o metabolismo e auxilia na perda de peso. Além disso, evita que a pessoa busque comer mais na próxima refeição.
  • Inclua os alimentos naturais: A rotina atribulada, principalmente em grandes cidades, faz com que busquemos alimentos rápidos e em sua maioria industrializados. Mas opte sempre por uma refeição mais natural possível. Se vai comer um macarrão industrializado, faça você mesmo o molho de acompanhamento, se vai tomar um suco, busque o natural. Alimentos industrializados são ricos em substâncias com alto teor de sódio que causam o mau funcionamento dos rins e hipertensão.
  • Faça refeições balanceadas: A não ser que você tenha que fazer uma dieta restritiva, coma de tudo, com moderação. Se você não entende muito bem sobre micronutrientes, a receita para uma refeição equilibrada é a diversidade de alimentos e de cores no prato.
  • Deixe o açúcar de lado: Alimentos com alto teor de açúcar refinado passam por diversos processos químicos que os deixam nocivos à saúde do corpo. Hoje em dia encontramos adoçantes com sucralose e stevia, que têm um índice glicêmico menor. Também é recomendado trocar o docinho das sobremesas por frutas secas.

MARMITA NO DIA A DIA

Para quem trabalha fora, a hora do almoço sempre vem acompanhada da dúvida “almoçar em restaurante ou levar marmita?”. Muitas vezes não temos tempo de preparar a marmita para o almoço do dia seguinte, mas a marmita além de econômica, pode ser uma forte aliada da alimentação saudável no dia a dia. Leve saladas à parte, invista em proteínas magras, sem frituras e abuse dos legumes cozidos. Lembre-se: quanto mais colorido, melhor.

A dica final é procurar sempre comer o que você gosta, a comida no dia a dia deve ser prazerosa, coma de tudo um pouco e de todos os grupos de alimentos. Com o excesso de informações sobre alimentação, as pessoas tendem a ficar com medo de consumir um ou outro alimento, mas uma dieta saudável é aquela que envolve todo tipo de comida, sempre com moderação. Com práticas simples, inseridas aos poucos na rotina, é possível sentir uma melhora no bem-estar, em pouco tempo.