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Amamentação em público: Conheça os benefícios para mãe e bebê

O período de gestação para cada mãe é um momento mágico, certo? São nove meses de preparação e ansiedade para finalmente segurar o seu bebê no colo. Mas assim que esse momento se realiza, surge um novo desafio: a amamentação. Um tópico que está cada vez mais em debate, não só entre mulheres, e sim na sociedade no geral, assim como a amamentação em público.

É comum algumas mulheres sentirem receio em alimentar seus filhos em público, outras já não se importam em parar onde estiverem para dar de mama. E nem deveriam! Para se ter uma ideia, o movimento a favor da prática está reunindo líderes de diversos países para estimular esta ação, além de fortalecer os benefícios da prática de amamentar.

Segundo a ONU, a expectativa é que os países membros da organização aumentem para 50% a taxa de bebês que recebem leite materno como alimentação exclusiva, pelo menos até os seis meses de idade.

Como a amamentação pode ajudar a mamãe?

Alguns benefícios da amamentação já são bem conhecidos. Entre eles, temos a diminuição na taxa de natalidade, algo próximo aos 98% de proteção nos primeiros seis meses. Mas o que poucas mães sabem sobre a amamentação é:

  • Ela reduz a depressão pós-parto;
  • Possui um efeito protetor contra o câncer de mama e de ovário;
  • Ajuda a reduzir o risco da mulher desenvolver diabetes tipo 2;
  • Protege a mãe contra doenças cardiovasculares, segundo estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos;
  • Consome até 800 calorias por dia (mas também aumenta o apetite);
  • Segundo um estudo, publicado pela American Journal of Obstetrics, o ato de amamentar reduz o risco da mulher desenvolver síndrome metabólica (doenças cardíacas e diabetes), logo após a gravidez.

Quanto tempo dar mama para o bebê?

Outro assunto que deve ser levado a sério, além da quebra de tabu da amamentação em público, é o período de alimentação do bebê apenas com leite materno. É fundamental lembrar que esse alimento é o mais completo, equilibrado e indicado pelos médicos, justamente por suprir as necessidades de nutrientes e sais minerais da criança.

Se possível, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica a amamentação com leite materno de forma exclusiva até o 6º mês, e recomenda a continuidade até os dois anos de idade. Isso porque a prática desse exercício colabora principalmente para todo o sistema imunológico da criança, além de prevenir alergias, obesidade e outros problemas.

Os benefícios do leite materno para o bebê

Falando mais sobre os filhos, a OMS lembra também dos anticorpos que são encontrados no leite da mãe e não estão presentes em outras fórmulas. Isso porque o alimento fornecido pela mulher contém uma molécula chamada PSTI, responsável pela proteção e reparação do intestino dos recém-nascidos.

Só hoje, apenas 38% dos bebês são alimentados unicamente com leite materno. Número que acende um alerta para outra causa: a ausência ou insuficiência da amamentação contribui para o aumento na taxa de mortes de criança por ano, cerca de 800.000 mil.

Amamentação em público e a quebra de tabu

Se pararmos para pensar, a prática da amamentação em público tem suas origens na antiguidade, antes mesmo de se tornar um tabu na sociedade. Mas agora, junto ao forte movimento de mães que estão reivindicando seu direito de amamentar o filho, o Senado Federal aprovou uma lei que veda o constrangimento de mulheres que dão mama em público.

Considerado um enorme passo para o fim e quebra de tabu, a lei reivindica esse direito de amamentação em lugares públicos, sejam eles de natureza estatal ou privada (praças, pontos de ônibus, restaurantes, etc). Ou seja, se o estabelecimento permitir a livre circulação de pessoas, está liberada então a prática.

O Senado também considera como ato ilícito civil aqueles que proibirem a prática em tais locais, além de atitudes ofensivas, discriminatórias, repressoras e constrangedoras. Um avanço que fortalece o movimento das mães para a amamentação em público e o desenvolvimento sadio e afetivo de seus filhos.

O que é esclerose múltipla? Saiba reconhecer sinais da doença

De tempos em tempos, algumas condições de saúde ganham muito espaço na grande mídia, especialmente quando acometem pessoas famosas. É o caso da esclerose múltipla, que muitos ouviram falar pela primeira vez através da atriz Cláudia Rodrigues.

Apesar da grande repercussão e toda comoção causada, muitos ainda não sabem ao certo o que é esclerose múltipla. Por isso, a condição ainda é cercada de alguns mitos.

O que é esclerose múltipla?

As causas do problema de saúde ainda não são completamente conhecidas, mas trata-se de uma doença crônica e autoimune. Ou seja, a esclerose múltipla é um problema que faz com que os mecanismos de defesa de um organismo ataquem partes do corpo.

No caso, o sistema nervoso é a região fragilizada, já que é uma doença neurológica. O organismo se volta contra os neurônios, causando inflamações na área que resultam nos surtos de esclerose.

O que é um surto de esclerose múltipla?

Muitos relacionam a palavra “surto” com episódios de descontrole psicológico, mas nos casos característicos do quadro que define o que é esclerose múltipla, o surto é a manifestação da doença. Os sintomas da esclerose múltipla são variados, pois a doença crônica age com certa peculiaridade em cada organismo, mas alguns sintomas são muito comuns.

Alterações na visão como enxergar embaçado, dificuldade para identificar cores, perda temporária da visão, alterações na frequência urinária, formigamentos duradouros nas pernas ou apenas de um lado do corpo, podem fazer parte do quadro.

Algumas habilidades motoras também podem sofrer com a doença crônica, além da existência de tremores, que podem compor o diagnóstico. Com o avanço da esclerose múltipla, há a possibilidade dos movimentos serem completamente comprometidos e muitos portadores chegam à dependência de cadeiras de rodas, mas é uma consequência que não faz parte de todos os quadros.

A condição de saúde ainda é cercada por alguns mistérios. Complexa, sua cura, por exemplo, ainda não foi descoberta. Com isso, alguns mitos popularizaram-se e podem ser prejudiciais para que o diagnóstico seja feito antes do avanço.

Mitos e verdades

  • A esclerose múltipla é muitas vezes dita uma doença rara, mas em 2017 já estimava-se que mais de 3 milhões de pessoas eram portadoras da doença. Em 2014, a doença também foi identificada como a segunda causa de incapacidade neurológica em jovens, segundo a Federação Internacional de Esclerose Múltipla;
  • A doença não afeta só mulheres, como muitos pensam, ainda que seja mais comum entre elas;
  • Apesar dos surtos mais intensos ocorrerem, geralmente, entre 20 e 40 anos, pode se manifestar em qualquer idade, até mesmo na infância;
  • A esclerose não causa demência necessariamente. Alguns pacientes podem apresentar maior lentidão intelectual, mas não é algo visto em todos e, quando identificado no início do problema, a reversão pode ser feita;
  • Não trata-se de uma doença que se mostra progressiva em todos os casos, isso varia de paciente para paciente;
  • Algo curioso, é que a incidência da condição é maior em pessoas caucasianas, principalmente quando vivem em áreas de clima temperado.

Como o conforto dos hospitais pode influenciar na recuperação do paciente

Ir ao hospital por si só já é uma situação que pode causar desconforto e angústia, ainda mais quando se está com algum problema de saúde. A falta de atendimento adequado e infraestrutura agravam ainda mais essa situação, influenciado na recuperação do paciente. Por isso, é importante que os hospitais deem mais atenção a essa área, para que os pacientes possam escolher as unidades que ofereçam mais conforto.

Arquitetura humanizada

Há diversos estudos nas áreas de Arquitetura e Design de Interiores focados em garantir o conforto dos hospitais. Esses estudos se intensificaram após a publicação do livro The Science of Place and Well-Being, escrito por Esther M. Sterberg que citou uma pesquisa da década de 80 que demonstrou que pacientes que mantinham contato com a natureza durante a internação se recuperaram mais rápido que os demais.

Hoje, é um consenso que para o bem-estar dos pacientes e seus familiares, os hospitais devem estar adequados a algumas dessas normas. Os hospitais de excelência, como os membros da Anahp – Associação Nacional de Hospitais Privados, já possuem essa preocupação com a arquitetura do local, que deve ser humanizada. Para conhecer os associados, acesse o site: www.anahp.com.br

De olho nisso, desde a concepção do projeto à disposição das salas e setores, como também a escolha da decoração, são requisitos essenciais para garantir mais conforto nos hospitais. Afinal de contas, quem nunca foi a um local e se sentiu mal por conta da luz forte, ou pela decoração sombria ou pela falta de decoração? Essas características se conectam com o psicológico do paciente e, por consequência, podem interferir em seu tratamento durante a internação.

Como o ambiente influencia na recuperação

O conforto dos hospitais passa por um projeto arquitetônico que foca no aspecto humano, ou seja, que traz a ideia de um ambiente acolhedor e familiar. Apesar dessas informações serem subjetivas, podendo variar de pessoa para pessoa, há alguns parâmetros e medidas que, em geral, podem contribuir para o conforto.

Em linhas gerais, ambientes frios, impessoais e com pouca cor trazem à tona totalmente o contrário do desejável: a pessoa não se sente bem e à vontade no local. Outros fatores que devem ser eliminados nos ambientes hospitalares são aqueles causadores do estresse: luminosidade excessiva, barulho, ar condicionado muito forte e falta de privacidade. O barulho é uma questão que também merece atenção, já que pode interferir na noite de sono do paciente durante a internação e na sua recuperação física.

Já ambientes espaçosos, iluminados por uma suave luz, se possível, natural, com a presença de objetos de decoração harmoniosos e plantas irão trazer a sensação de familiaridade e de calma. O que pode contribuir para a recuperação do paciente, que muitas vezes está fragilizado.

É importante também destacar que o fluxo de circulação deve ser intuitivo e inteligente. O paciente ao se sentir confortável para transitar no hospital, encontrando os serviços sem precisar pedir por ajuda, se sentirá mais integrado e acolhido durante aquele período.

O mobiliário também merece atenção. É desejável que se fuja dos tradicionais móveis brancos de hospital e, se possível, que se escolha algo moderno e com cores, que ainda sejam claras ou brancas, mas sejam suaves e combinadas com elementos decorativos.

7 dicas para aproveitar o Carnaval sem ter problemas

O Carnaval é o feriado mais esperado do ano! Quem gosta, fica contando os dias para ele chegar e cair na folia. Quem não gosta, aproveita a data para descansar e se isolar. Mas, no final, todo mundo aproveita.

No bloquinho ou na avenida, só quem abusa é que acaba estragando a festa. Quando acontecem os excessos, o que era para ser um momento de alegria vira um problema. Para que isso não aconteça com você (nem com seus amigos), listamos algumas orientações do médico João Geraldo Simões Houly, diretor técnico do Hospital Santa Paula.

1 – Mantenha-se hidratado

É preciso estar atento a isso. É uma época de muito calor, então beber água pelo menos de duas em duas horas é essencial. O recomendado, vale lembrar, é ingerir no mínimo dois litros de água por dia (exceto pacientes com restrições médicas). E água mesmo, ok? Sucos e bebidas alcoólicas não contam!

2 – Prefira alimentos leves

Sempre tenha em mãos barrinhas de cereais para garantir a alimentação de duas em duas horas também; em dias muito quentes, a tendência é a pressão arterial cair, o que pode ocasionar enjoo, tontura e desmaios. Já imaginou passar mal no meio do bloquinho? Não queremos isso para ninguém.

3 – Não exagere no álcool

O consumo excessivo de álcool (ou a mistura de destilados com fermentados) pode acabar com a sua festa, a da turma e ainda causar ressaca no dia seguinte. Em casos extremos, é possível desenvolver pancreatite em apenas um dia de muito excesso, por causar um edema que impede a drenagem do pâncreas.

4 – Use protetor solar

A exposição ao sol em horários inapropriados é a principal causa do câncer de pele, o mais comum no país. Por este motivo, o protetor solar deve fazer parte da rotina do folião, retocando a cada duas horas, assim como o uso de chapéus e camisetas.

5 – Não segure o xixi por muito tempo

Algumas fantasias dificultam a ida ao banheiro. Como muitos foliões ficam horas preparados para entrar na avenida, a dica é ir ao banheiro antes de se vestir. Para quem está no bloquinho, ou atrás do trio, procure banheiros químicos ou estabelecimentos que estejam disponibilizando seus espaços para isso. Evite reter urina por longos períodos, porque, além do desconforto, favorecem as infecções urinárias e formações de cálculos.

6 – Escolha bem quem vai beijar

Normalmente trocamos em torno de 250 bactérias e alguns vírus quando beijamos alguém. Portanto, é preciso ter cautela para prevenir doenças como a mononucleose, conhecida como “doença do beijo”. Trata-se de uma doença viral com sintomas parecidos com os da gripe: febre alta, dor ao engolir, tosse, cansaço, falta de apetite, dor de cabeça, entre outros.

7 – Carregue camisinhas com você

É a época do ano em que os brasileiros mais aproveitam para paquerar e o sexo pode acontecer sem ter sido planejado. E a camisinha ainda é o método mais eficaz tanto no controle da gravidez quanto na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, somente os casos de HIV/AIDS em jovens de 15 a 24 anos cresceram 85% nos últimos 10 anos. A maior ocorrência dos casos de HIV no país é nos homens entre 15 e 39 anos, representando 73% dos casos.

HPV, Sífilis, Gonorreia, Herpes Genital, Hepatites virais (B e C) e HIV são algumas das mais comuns e exigem cuidado e conscientização por parte de todos. Sobre isso, a ginecologista da Rede Mater Dei de Saúde, Anna Dias Salvador Levindo Coelho, lembra que nem sempre essas infecções manifestam sintomas: “Em alguns casos, os pacientes podem permanecer assintomáticos por toda a vida. No entanto, a transmissão por meio de relações sexuais pode acontecer e é necessário se prevenir”, explica.

Combinado? Então é só cair na folia e compartilhar as dicas com os amigos!

Qual a importância dos cuidados home care após o procedimento cirúrgico?

O ambiente hospitalar pode causar ansiedade em algumas pessoas. A falta de apetite, fraqueza e mau humor, podem ser causadas não apenas pelo procedimento cirúrgico em si, mas também pela necessidade de estar em um local acolhedor.

Para amenizar o problema emotivo do paciente, temos como opção os cuidados home care. Eles são indicados para você que, em algum momento, já pensou em estar ao lado de sua família e amigos após um procedimento cirúrgico. Porém, é preciso estar ciente que há regras para que o sistema funcione, mantendo sua saúde sempre em primeiro lugar.

Para entender qual a importância do home care em um processo pós-cirúrgico, é interessante que você saiba antes como funciona o sistema e se ele é aplicável a você ou alguém de sua família.

Como funciona o Home Care?

A palavra “Home” significa “lar” e “Care” é o mesmo que “cuidados”. O termo é de origem inglesa, justificando o motivo pelo qual ele é usado para esse tipo de serviço.

Os cuidados home care são indicados para pacientes que já não precisam dos recursos hospitalares, mas que ainda não podem receber alta. Neste caso, a residência pessoal é indicada se a estrutura for suficientemente estável para receber os equipamentos necessários.

A partir da liberação do médico para os cuidados home care, um  pedido de autorização é feito para que o paciente seja transferido à residência. Porém, a solicitação só será aceita com os devidos termos preenchidos, como por exemplo, quais médicos e equipamentos serão necessários para o tratamento.

Para sempre manter a saúde do paciente em alta, os profissionais responsáveis pelos cuidados home care precisam sempre anotar seus avanços. Saber se ele está se alimentando bem, por exemplo, é apenas um dos pontos a serem averiguados pela equipe médica. Um pós-cirúrgico pode ser muito desconfortável, dependendo do procedimento.

Qual a importância do Home Care?

De acordo com os dados referentes a 2017 fornecidos pela Anahp (Associação Nacional dos Hospitais Privados), a média de dias que um paciente recebeu cuidados home care chegou a 259,35. Outro ponto muito interessante está na taxa de alta e mortalidade, que chegaram a 9.81% e 1,69%, respectivamente. Esses dados mostram que, mesmo recebendo cuidados home care, a saúde do paciente consegue ser muito bem preservada em um processo pós-cirúrgico, mantendo em alta a quantidade de pessoas que se recuperam dentro do lar.

Não há, de fato, uma idade certa para você receber os cuidados home care. Porém, um idoso que está passando pelo processo pós-cirúrgico, por exemplo, precisa de um local em que a contaminação por bactérias seja menos provável. Além disso, um ambiente familiar pode agilizar muito a recuperação do paciente.

Os pacientes mais jovens, como crianças, sentem a necessidade de um ambiente familiar para controlar a ansiedade. Sentir-se em casa faz parte de um processo de recuperação mais ágil para sua saúde, tendo em vista que ela poderá ter acesso a seus pertences pessoais, como brinquedos, por exemplo.

Caso você tenha dúvidas sobre o sistema e queira saber mais sobre a possibilidade de um futuro tratamento home care, converse com seu médico.

Volta às aulas: como manter o sistema imunológico forte no período

Os primeiros dias de retorno escolar são uma mistura da euforia das crianças para rever os amigos e preocupação dos pais com as possíveis doenças do início do ano letivo. O contágio nas escolas acontece mais facilmente no período de volta às aulas devido à maior exposição aos micro-organismos.

Para fortalecer o sistema imunológico é fundamental se alimentar bem e garantir uma dieta rica em nutrientes e vitaminas. De acordo com Delmir Rodrigues, endocrinologista e nutrologista pediátrico e do adolescente do Hospital Anchieta, manter o corpo hidratado e fazer visitas periódicas ao médico para acompanhar a saúde são medidas que ajudam a prevenir doenças no início do ano letivo.

Por que é comum o surgimento de doença na volta às aulas?

Com o retorno das atividades escolares, o contato com outras crianças propicia a exposição a microrganismos (bactérias e vírus) que são responsáveis pelo contágio nas escolas. Segundo o endocrinologista, é comum no período de férias as crianças e adolescentes terem uma rotina diferente a do período escola, o que pode resultar em alterações no sistema imunológico no início do ano letivo. Por isso, é importante que, uma semana antes da volta às aulas, haja um processo de readaptação em relação quanto aos horários e ajustar o período de sono.

Como prevenir o contágio na escola?

Nas escolas, é fundamental que haja o estímulo e a orientação para higienização correta das mãos, bem como propiciar ambientes adequados, com boa iluminação e arejado.

A seguir, algumas dicas do especialista:

– Lavar as mãos antes e após usar o banheiro;

– Lavar as mãos antes e depois das refeições;

– Higienizar as mãos com álcool em gel, sempre que necessário;

– Ao tossir ou espirrar, tentar cobrir a boca ou nariz com o antebraço para evitar disseminar partículas no ar;

– Evitar roer as unhas e levar as mãos à boca.

E os pais?

De acordo com Rodrigues, os pais devem tentar manter uma alimentação balanceada e adequada a idade, rica em todos os nutrientes, priorizando a hidratação. ”É importante consultar um pediatra antecipadamente, para avaliação da saúde da criança, bem como o dentista. Atentar para a atualização do cartão de vacinas e, caso o filho esteja doente, comunicar a escola e postergar o retorno do mesmo, evitando a exposição com quem divide o mesmo ambiente”, completa.

Alimentação e sistema imunológico

Não há alimentos específicos para melhora da imunidade. Recomenda-se uma dieta balanceada, com muitas frutas e saladas e priorizar a hidratação. Evitar alimentos industrializados em excesso.

Dicas para pais de primeira viagem

O desenvolvimento da imunidade do ser humano se completa no final da primeira da infância. O contato muito precoce com ambientes e aglomerações pode propiciar uma incidência maior de doenças. “Atentar para sinais de gravidade como tosse produtiva, febre de difícil controle e vômitos e diarreia, com risco de desidratação. Sempre que necessário procurar atendimento com pediatra”, ressalta o endocrinologista do Hospital Anchieta.

Muito se propagou na última década a “Teoria da Higiene“, onde acreditava-se que quanto menos exposta a um ambiente com micro-organismos em excesso, a criança ficaria menos doente. Hoje é de conhecimento público que essa exposição é benéfica, desde que não seja em excesso, pois propicia um desenvolvimento adequado da imunidade, evitando doenças graves.

Dia Mundial de Combate ao Câncer: quais hábitos podem ajudar na prevenção da doença?

Com o objetivo de conscientizar e educar a população sobre a importância da prevenção do câncer, a União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), marcou 4 de fevereiro como o Dia Mundial de Combate ao Câncer. A data tem como propósito alertar que hábitos preventivos na rotina das pessoas podem evitar milhões de mortes todos os anos.

 

O Dia Mundial de Combate ao Câncer

Além da prevenção da doença, o Dia Mundial de Combate ao Câncer tem como meta informar que esse é um dos problemas de saúde mais incidentes no mundo. De acordo com dados a UICC e do Globocan 2018, são 18,1 milhões de novos casos e 9,6 milhões de mortes por ano.

Ainda segundo informações da UICC, o câncer é a segunda maior causa de morte no mundo, sendo a causa de 70% de todas as mortes por câncer ocorrem em países de baixa e média renda. A instituição ressalta também que 27% de todos os casos são associados com tabagismo e álcool, enquanto casos atribuídos a mutações genéticas hereditárias giram entre 5% e 10%.

 

O câncer no Brasil

No Brasil, são estimados para 2019, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 600 mil novos casos da doença. Entre os cânceres com maior incidência entre os homens estão os de próstata, de traqueia, de brônquio e de pulmão, seguido de cólon e reto. Já entre as mulheres, os mais frequentes são os de mama, de cólon e reto e de colo do útero.

A tendência global ainda é de crescimento no número de casos de câncer, o que aumenta a importância de iniciativas como essas. De acordo com a OMS, uma a cada seis pessoas morrem no mundo em razão da doença e cerca de 18 milhões desenvolvem o câncer a cada ano, a maioria em países de baixa e média renda. A expectativa é que o número chegue a 21 milhões de pessoas, em 2030.

 

Prevenção do câncer

A UICC calcula que cerca de 3,7 milhões de vidas poderiam ser salvas anualmente com a implementação de medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento. O órgão afirma que, se houvesse um investimento maior em estratégias na prevenção do câncer, seria possível economizar 100 bilhões de dólares usados em tratamento de câncer.

“É importante destacar o impacto da educação e a prevenção junto a todos os tipos de cânceres, pois já está comprovada a redução de pelo menos 30% da incidência e mortalidade quando as ações são efetivas no sentido de prevenir ”, destaca Ricardo Antunes coordenador da área de Cirurgia Oncológica do Grupo Leforte e presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC).

Segundo o especialista, hábitos como alimentação saudável e a prática de atividades físicas, como caminhar, já são um bom começo, pois contribuem para evitar um fator de risco importante para o câncer: a obesidade.  Aliado a estas práticas, é preciso dar atenção aos exames preventivos de acordo com a faixa etária ou identificação de alguma alteração na saúde ou no corpo, como um pequeno nódulo.

Conheça as 10 principais ameaças à saúde em 2019

Na última semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma lista com as 10 principais ameaças à saúde em 2019, ano em que a entidade publicará o novo plano estratégico para ampliar o acesso à saúde de qualidade em todo o mundo. Na relação, estão presentes doenças que são preveníveis por vacinação, altas taxas de obesidade infantil e sedentarismo, bem como os impactos à saúde causados pela poluição do ar, pelas mudanças climáticas e pelas crises humanitárias.

De acordo com OMS, as ameaças à saúde que vão demandar mais atenção da organização e de seus parceiros neste ano são:

Poluição do ar e mudanças climáticas

Segundo a OMS, nove em cada 10 pessoas respiram ar poluído todos os dias. Os poluentes microscópicos acabam penetrando nos sistemas respiratório e circulatório, causando sérios problemas para os pulmões, coração e cérebro. A consequência disso é a morte prematura de 7 milhões de pessoas por doenças como câncer, acidente vascular cerebral e doenças cardiovasculares e pulmonares.

Doenças crônicas não contagiosas

De acordo com dados da entidade, doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, câncer e doenças cardiovasculares, causam 70% de todas as mortes no mundo, ou seja, o proporcional a 41 milhões de pessoas. Problemas como má alimentação, tabagismo e sedentarismo também contribuem para o aumento de casos de doenças crônicas.

Pandemia de influenza

O comunicado da OMS contém a seguinte frase: “O mundo vai enfrentar outra pandemia do vírus influenza. Só não sabemos quando ou quão severa ela será”. O que ainda não é certo é quando chegará e a dimensão da gravidade. A OMS monitora constantemente a circulação dos vírus, avaliando os casos existentes e, a partir daí, recomenda adaptações anuais na vacina contra a gripe.

Cenários de fragilidade e vulnerabilidade

Mais de 1,6 bilhão de pessoas vivem em locais com pouquíssima infraestrutura, de acordo com dados da entidade. Do ponto de vista humanitário, esse é um grande drama mundial. Nesse contexto, praticamente 50% das metas de desenvolvimento sustentável, considerando saúde infantil e materna, permanecem sem ser cumpridas.

Resistência antimicrobiana

A OMS informa que o uso excessivo de antibióticos, tanto em seres humanos como em animais de corte acaba ocasionando o surgimento de superbactérias que não são vencidas com tratamentos convencionais. Essa resistência ameaça a humanidade a voltar a uma época em que era possível tratar facilmente infecções como pneumonia, tuberculose, gonorreia e salmonelose.

Ebola

A República Democrática do Congo passou por dois surtos de ebola em 2018. O problema se espalhou e atingiu cidades com mais de 1 milhão de pessoas. Em dezembro do mesmo ano, representantes da saúde pública, saúde animal, transporte e turismo solicitaram à OMS que considere 2019 o “ano de ação sobre a preparação para emergências de saúde”.

Atenção primária

Muitos países não possuem instalações de atenção primária de saúde adequadas. Um atendimento eficaz é capaz de afastar e reduzir o risco de uma série de doenças, além de identificar outras.. No entanto, a OMS declara que muitos países dão pouca atenção para essas consultas mais preventivas e trata esse fato como prioridade para melhorias.

Vacinação

Evitar se vacinar por medo ou relutância é algo que ameaça reverter o progresso feito no combate a doenças que seriam evitáveis por imunização. Há a situação do sarampo, por exemplo, que teve aumento de 30% nos casos em todo o mundo. “[A vacina] é uma das formas mais custo-efetivas para evitar doenças – atualmente, previnem-se cerca de 2 milhões a 3 milhões de mortes por ano”, informa a OMS.

Dengue

A OMS tem como objetivo reduzir pela metade as mortes por dengue até 2020 . A grande barreira é ausência de trabalho comunitário árduo. A entidade acredita que a doença vai continuar provocando grandes prejuízos.  A estimativa é que 40% de todo o mundo esteja em risco de contrair o vírus – cerca de 390 milhões de infecções por ano.

HIV

A entidade alerta que a epidemia de Aids segue se espalhando pelo mundo. Aproximadamente 1 milhão de pessoas morrem por HIV/aids a cada ano. Atualmente, cerca de 37 milhões vivem com HIV no mundo. Um grupo cada vez mais afetado são as adolescentes e as mulheres jovens (entre 15 e 24 anos), que representam uma em cada quatro infecções por HIV na África Subsaariana.

Entenda como o sobrepeso pode afetar a saúde do coração até mesmo dos jovens

O fácil acesso a produtos com alto teor de elementos nocivos somado ao sedentarismo, tem levado vários jovens a um problema que antes era uma preocupação comum apenas da população mais velha: o aumento da pressão arterial (hipertensão) e problemas ligados à saúde do coração.

Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), mostram que a porcentagem de crianças e adolescentes hipertensos dobrou nos últimos vinte anos, enquanto que a obesidade é uma das doenças que mais cresce em nível global.

SOBREPESO EM JOVENS SAUDÁVEIS  

Um estudo da Universidade de Bristol publicado em julho de 2018, apontou que jovens saudáveis, mas que tinham um Índice de Massa Corporal (IMC) mais alto, apresentavam pressão arterial elevada e também problemas prejudiciais à saúde do coração.

A publicação destaca que jovens com IMC um pouco mais elevado, considerado “sobrepeso”, apesar de saudáveis, não estão imunes a doenças cardiovasculares. Por isso, a ideia de se ter um IMC ideal desde cedo, deve ser reforçada, para evitar doenças cardíacas posteriores.

Em agosto do mesmo ano, o Ministério da Saúde abriu uma enquete pública para elaborar o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para tratamento de casos de obesidade e sobrepeso. O documento, que recebeu contribuições da sociedade civil, tem como objetivo aprimorar o atendimento aos pacientes nessas condições no Sistema Único de Saúde (SUS), além de contribuir para a prevenção e controle da obesidade e sobrepeso no país.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mostram que a obesidade é uma das doenças que mais cresce no mundo. Apenas no Brasil, uma em cada cinco pessoas são obesas e mais da metade da população das capitais estão acima do peso.

MUDANÇAS NO ESTILO DE VIDA

Nunca é cedo para cuidar da saúde do coração. Com mudanças simples de hábitos é possível prevenir graves doenças posteriores.

 

  • Beba bastante líquido: sucos, chás e principalmente água ajudam na circulação no sangue, além de irrigar o organismo.
  • Pratique exercícios: uma rotina simples de exercícios já traz grandes benefícios ao corpo, além de ajudar diminuir o peso, impacta diretamente no bem-estar durante o dia.
  • Evite o consumo de bebidas alcoólicas e cigarro: o consumo de álcool favorece a desidratação, além de fazer com que organismo retenha mais líquidos e aumente a pressão nas veias e artérias. Já a nicotina diminui a espessura dos vasos sanguíneos, trazendo sérias complicações.
  • Consuma fibras: frutas e fibras auxiliam no bom funcionamento do intestino, controlam o peso e diminuem a pressão sobre as veias.

 

Manter um peso saudável em qualquer fase da vida é de extrema importância para afastar doenças futuras, mesmo saudável devemos consultar um médico periodicamente para exames preventivos.

O que é reumatismo e como tratá-lo

Apesar de ser um termo amplo, o reumatismo é utilizado popularmente como se fosse sinônimo de uma doença como a artrose ou artrite (inflamação de uma articulação), sendo que há um número grande de outras doenças que podem acarretar uma artrite, desde problemas imunológicos a infecções. Mas afinal, o que é reumatismo?

Diferente do que muitos acreditam, o reumatismo não é um tipo de doença e sim um termo antigo, que há décadas já deixou de fazer parte dos dicionários médicos, mas que diz respeito a um conjunto de mais de cem enfermidades que atingem os músculos, ossos e articulações. As mais conhecidas são artrite reumatoide, artrose, bursite e tendinite. No entanto, as doenças reumáticas podem atingir também órgãos internos, como coração e rins.

Apesar de ser associado a idosos, o reumatismo pode atingir o paciente em qualquer idade da vida, inclusive na infância. Mas as chances de sofrer com alguma doença reumatológica aumenta à medida que a idade avança.

SINTOMAS DE REUMATISMO

Os sintomas de reumatismo têm origens distintas, pois variam de acordo com a doença. Mas alguns são comuns à maioria das doenças reumatológicas como dor nas articulações, que pode ou não vir acompanhada de inchaços, dificuldade de realizar movimentos e falta de força muscular.

Um outro sintoma é a deformação nas articulações e elevação da temperatura na área inflamada. Eles podem aparecer em qualquer momento do dia, mas são mais comuns ao acordar e quando o clima está mais frio.

DICAS DE PREVENÇÃO

Existem doenças reumatológicas de origem hereditárias, nesse caso é sempre recomendado o acompanhamento médico e monitoramento do organismo, para detectar possíveis complicações. Uma alimentação saudável é indicada para a prevenção de diversas doenças e com as reumatológicas não é diferente, a obesidade pode piorar diversos quadros reumáticos.

Movimentos repetitivos ou esforços em excesso podem desenvolver doenças reumatológicas do tipo degenerativas, é preciso atenção ao corpo e aos movimentos executados. Além disso, estresse e ansiedade contribuem para o reumatismo, um acompanhamento e aconselhamento médico é indicado sempre que o paciente notar alterações.

COMO TRATAR REUMATISMO

Como o reumatismo não é uma doença única, o tratamento depende de cada doença em questão. Algumas tem cura e outras não. Mas há diversas práticas que são comuns no tratamento de doenças reumatológicas como a ingestão de medicamentos para dores e inflamações, fisioterapia, dieta rica em alimentos anti-inflamatórios, e incentivo a prática de atividades físicas.

O diagnóstico precoce deve ser feito pelo médico especialista, o reumatologista, e é de grande importância para evitar deformações e limitações dos movimentos articulares. Segundo a Sociedade Catarinense de Reumatologia (SCR), pesquisas comprovam que o paciente passa por três médicos, em média, até chegar ao diagnóstico correto, o que dificulta o tratamento. É importante visitar o médico rotineiramente para fazer exames que possam detectar previamente doenças reumatológicas.