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Fake news: como não cair nessa cilada quando o assunto é saúde

Conversamos com especialistas das áreas de saúde e da imprensa para saber como identificar notícias falsas

Com a propagação desenfreada das notícias falsas, as chamadas fake news, não seria exagero colocá-las lado a lado com alguns dos males dos últimos tempos. Segundo pesquisa da Avaaz, rede de mobilização que luta por causas ao redor do mundo, nove em cada dez brasileiros viram pelo menos uma informação falsa sobre a pandemia em 2020. Ainda de acordo com o estudo, intitulado “O Brasil está sofrendo uma infodemia de Covid-19”, publicado em maio do ano passado, sete em cada dez brasileiros entrevistados acreditaram em, ao menos, um conteúdo desinformativo sobre o coronavírus.

O Saúde da Saúde conversou com especialistas das áreas da saúde e da imprensa para entender como identificar e evitar o compartilhamento de fake news.

> Entrevista com Chico Marés, coordenador de Jornalismo da Agência Lupa, especializada em fact-checking (checagem de fatos, em português)

Saúde da Saúde: Como as fake news podem impactar na saúde?
Chico Marés: Notícias falsas sobre saúde fazem com que pessoas tomem decisões sobre seu próprio bem-estar baseadas em informações erradas, o que pode levar diretamente a consequências danosas.

Nessa crise da Covid-19, temos uma infinidade de exemplos. Há pessoas que evitaram tomar vacinas, e não apenas expõem a si próprias a uma doença grave, mas comprometem a imunização coletiva. Outras (ou as mesmas) adotam comportamentos de risco, como frequentar locais com aglomerações ou não usar máscaras, porque duvidam do risco da Covid-19. Há ainda aquelas que tomam certos remédios, que como toda droga têm contraindicações e efeitos colaterais, por acreditar em coisas que leem na internet — e também adotam condutas de risco por acreditarem estar imunizadas.

Saindo da seara da Covid-19, há toda uma indústria de suplementos de saúde que utiliza depoimentos falsos de médicos e celebridades para empurrar produtos que, na melhor das hipóteses, são placebos por preços abusivos. Há, ainda, conteúdos de má qualidade sobre dietas que podem gerar falsas expectativas e até mesmo influenciar hábitos alimentares pouco saudáveis.

Saúde da Saúde: Onde buscar informações confiáveis sobre saúde?
Marés: Instituições públicas de saúde (como secretarias de saúde, por exemplo), institutos de pesquisa, universidades e associações médicas sérias (como a SBI, a AMB, ou várias outras sociedades ligadas a doenças específicas) são boas fontes sobre esse assunto. Para quem fala inglês, instituições como o CDC americano e Cancer Research UK têm ótimos guias, bem didáticos, sobre doenças específicas, especialmente câncer.

Na imprensa, vários veículos tradicionais têm boas coberturas no tema, como o G1, a Folha de S.Paulo e a BBC. Mais especificamente, acho o blog do Drauzio Varella fantástico. Há bons influenciadores, como Natália Pasternak, Átila Iamarino, Vítor Mori. Enfim, tem muitos bons lugares para ler sobre saúde — mas, claro, nada disso substitui uma consulta com um médico!

> O que dizem os especialistas em saúde: uma conversa com Maurício Abrão, coordenador de Ginecologia da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo

De acordo com o coordenador de ginecologia da BP, Maurício Abrão, na medicina, as pesquisas sempre estão sendo revistas para confirmação ou correção do que foi escrito no passado — e é por conta disso que se torna possível avançar em termos de diagnóstico, tratamento, cirurgia, medicação e formação médica. No entanto, com a propagação de notícias falsas, o caminho se torna o inverso.

“As fake news podem fazer com que as pessoas deixem de se cuidar e troquem medicamentos por produtos sem comprovação científica. O resultado pode ser desde um mal-estar até a morte”, alerta.

Na dúvida, a indicação é sempre procurar o seu médico. Tendo em mãos o seu histórico, como queixas, diagnósticos, exames e medicações, ele poderá confirmar o que faz sentido ou não para você. “O que é bom para o seu amigo pode não ser bom para você. A queixa médica pode ser a mesma, mas as pessoas são diferentes e, com isso, o tratamento, principalmente de saúde, deve ser específico para quem você é”.

Sobre o “Dr. Google”, o especialista não aconselha consultar a internet antes de marcar uma consulta. Segundo o médico, o ideal é obter o diagnóstico correto com profissionais de saúde. “A pessoa que sente uma dor e procura na internet vai ficar ansiosa, já que tudo o que aparece é relacionado a câncer. Gera uma ansiedade desnecessária.”

Como identificar uma notícia falsa? Confira as dicas da Agência Lupa:

– O primeiro indício é o uso de afirmações como “cura definitiva”, “100% garantido”, “totalmente eficaz”;
– Cheque a fonte, se é desconhecida ou pouco confiável. Materiais com erros flagrantes de português ou com sinais de que foi traduzido por ferramentas como Google Tradutor, por exemplo, também costumam ser falsos.
– Pergunte-se: esse conteúdo foi publicado em um site confiável? Vale fazer uma busca na internet, pois muitas vezes o primeiro resultado é de algum veículo de checagem mostrando que essa informação é falsa.
– Avise quem compartilhou: ao receber uma fake news e constatar que é falsa, avise a pessoa que te enviou para que a “notícia” não seja levada adiante.

A longo prazo, home office pode aumentar incidência de doenças

Segundo especialistas do Hospital Santa Catarina – Paulista,  regime de trabalho à distância contribui para o surgimento de problemas físicos e psicológicos
De acordo com um levantamento do Ipea, de novembro de 2020, cerca de 7,3 milhões de brasileiros trabalham, atualmente, de forma remota, o que representa cerca de 9,1% da população ocupada e não afastada. Dados de uma das maiores plataformas de busca de vagas do país apontam que, também em 2020, as ofertas para regimes flexíveis aumentaram 309%.
No entanto, com a adoção em longo prazo do home office, surgem alertas para novos hábitos que, quando não monitorados adequadamente, podem levar a incidência de complicações físicas e psicológicas envolvendo diversas especialidades.
Confira cinco possíveis impactos do home office prolongado na sua saúde:

1 – Visão

Segundo o Dr. Victor Cvintal, oftalmologista do Hospital Santa Catarina – Paulista, a exposição a monitores por longos períodos pode levar a determinadas repercussões oculares, “como uma eventual diminuição na frequência do piscar dos olhos, que pode acarretar em uma instabilidade da qualidade de visão”, explica.
Sintomas
Secura e ardor. Quando utilizados por períodos prolongados, estes dispositivos podem alterar determinados aspectos da visão, como a capacidade de enxergar de perto. Já nas crianças, estimulam a miopia.
Prevenção
– Pisque o olho de vez em quando para garantir um nível de lubrificação adequado, além de usar lubrificantes para estabilizar a lágrima;
– Faça pausas a cada 20 minutos no trabalho, evitando o uso da visão para perto por 20 segundos;
– Pratique atividades diárias ao sol;
– Posicione seu monitor a um braço de distância, ligeiramente abaixo da linha dos olhos, sem que o brilho da tela compita com a luz ambiente.

2- Ergonomia e sedentarismo

O cenário pandêmico eliminou temporariamente a necessidade de locomoção ao trabalho. Para muitos, sair para trabalhar envolvia breves caminhadas que contribuem para a manutenção do sistema musculoesquelético. Ortopedista do Hospital Santa Catarina – Paulista, Dr. Renato Sorpreso alerta ainda que a utilização de ambientes residenciais como escritório gera situações ergonomicamente desfavoráveis.
Sintomas
Dores no pescoço, lombar, dorsal, braço, antebraço, mãos, entre outras regiões.
Prevenção
– Mantenha uma rotina de atividades físicas, na proporção de 5 a 7 dias por semana, acumulando de 210 a 400 minutos no período indicado.

3 – Alimentação

Atenção ao consumo excessivo de determinados tipos de carboidratos. Os chamados carboidratos simples, que incluem mel, açúcar, xarope de milho e farinhas, ao contrário dos carboidratos complexos, não possuem um nível relevante de nutrientes, vitaminas e fibras.
Sintomas
Endocrinologista do Hospital Santa Catarina – Paulista, o Dr. Ricardo Rienzo afirma que um dos primeiros sinais é o risco de aumento das triglicérides, que contribuem para o armazenamento de energia. “Quando os triglicerídeos se encontram em alto nível no sangue, a probabilidade para o desenvolvimento de doenças cardíacas aumenta”.
Prevenção
– Pratique atividades físicas;
– Opte por uma dieta balanceada, em que os carboidratos correspondam a, no máximo, 60% das refeições individuais. No caso dos açúcares, recomenda-se que componham 5% das refeições.
– Anote seus hábitos alimentares: a prática pode contribuir para o monitoramento adequado.

4 – Cardiopatias

A permanência em casa por longos períodos pode levar ao sedentarismo, facilitando a incidência de complicações que geram maior vulnerabilidade às cardiopatias.
Sintomas
De acordo com o Dr. Nilton Carneiro, cardiologista do Hospital Santa Catarina – Paulista, a inatividade pode levar ao sobrepeso, descontrole dos níveis de pressão arterial, glicemia e colesterol. “Todos esses itens são fatores de risco para desfechos cardiológicos mais graves como infarto, arritmia ou acidente vascular cerebral”, alerta.
Prevenção
– Mantenha uma rotina organizada, que contemple a prática de atividades físicas;
– Tenha uma dieta balanceada, monitorando o consumo de bebida alcoólica e alimentos gordurosos;
– Previna-se com consultas periódicas. “Há diversos recursos digitais que podem ajudar no agendamento, por meio da telemedicina”, recomenda o especialista.

5- Saúde mental

Para a chefe da equipe de psicologia do Hospital Santa Catarina – Paulista, Giovana Rossi Lenzi, o home office em longo prazo pode causar uma sensação de confinamento. “Por permanecerem em um único ambiente, as pessoas acabam trabalhando com uma carga horária superior em comparação com o cenário pré-pandemia, gerando um esgotamento maior. Muitos alteram a rotina de sono e alimentação, o que impacta diretamente no estado de saúde física e emocional, e na produção de hormônios que regularizam e geram bem-estar no organismo”.
Sintomas 
Quadros de estresse agudo.
Prevenção
– Busque o equilíbrio entre atividades profissionais e recreativas;
– Crie estratégias de autocuidado, como a segmentação de determinados ambientes no espaço residencial, a fim de separar, física e mentalmente, as tarefas laborais dos momentos de lazer e descanso.
Fonte: edição do texto original do Hospital Santa Catarina.

O caso da AACD: alta de imposto paulista na saúde pode deixar pacientes sem próteses e cirurgias

Com o fim da isenção do ICMS da saúde no estado de São Paulo, em janeiro deste ano, o imposto saltou de zero para 18%, causando grande preocupação no setor. Um dos exemplos mais impactantes é o da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), como explica o superintendente de operações da instituição, Emanuel Toscano: “Nosso hospital é especializado em ortopedia, com uso intensivo de OPMEs (Órteses, Próteses e Materiais Especiais), itens frontalmente afetados pela medida”. Ele estima que a entidade sofrerá um impacto anual de mais de R$ 11 milhões.

O valor equivale a 1.370 cirurgias que a instituição realiza em seu hospital ortopédico. E também a 19.605 cadeiras de roda do modelo padrão. Mas o impacto varia de acordo com o produto ou procedimento em questão. Por exemplo: a cirurgia de escoliose, que é de altíssima complexidade e pode custar dezenas de milhares de reais, sofreu um aumento de 7% com o fim da isenção do ICMS.
Já no caso específico da oficina ortopédica da AACD, a margem, que já era negativa, registrou uma queda de 135% em atendimentos ao SUS. Essa nova realidade pode prejudicar pacientes que precisam de produtos como próteses, órteses e adaptações de cadeira de rodas, entre outros.

Por ser um hospital especializado e sem pronto-socorro, a AACD quase não sofreu de casos comunitários de Covid-19 desde o início da crise, em março de 2020. Por outro lado, a instituição, que realiza basicamente cirurgias eletivas, assistiu a uma queda de 20% no volume de procedimentos, em comparação a 2019.

A área de reabilitação foi especialmente impactada porque ficou fechada por dois meses, até ser aberta em ritmo gradual. Até hoje, por uma questão de segurança, a área funciona com intervalos entre atendimentos maiores do que os praticados antes da crise.

Por situações como essa, a instituição precisou se reestruturar para evitar um colapso financeiro. Uma das medidas adotadas foi a redução proporcional de jornadas e salários, diante da diminuição da demanda. Essa agilidade garantiu à AACD a chance de viabilizar sua estabilidade financeira ao longo do primeiro ano da pandemia.

Agora, esse equilíbrio é colocado em risco pela incidência do ICMS paulista. “Estamos preocupados com os custos e com a viabilidade de certas operações. É possível que a gente tenha dificuldade em alguns procedimentos realizados pelo SUS, o que pode afetar diretamente as vidas das pessoas que dependem desse atendimento, apesar das negociações que estamos fazendo para minimizar esse impacto. O ideal seria que os hospitais filantrópicos, como a AACD, tivessem a mesma regra utilizadas para as Santas Casas, que foram poupadas dessa alta do ICMS”, afirma Emanuel.

Amamentação em público: Conheça os benefícios para mãe e bebê

O período de gestação para cada mãe é um momento mágico, certo? São nove meses de preparação e ansiedade para finalmente segurar o seu bebê no colo. Mas assim que esse momento se realiza, surge um novo desafio: a amamentação. Um tópico que está cada vez mais em debate, não só entre mulheres, e sim na sociedade no geral, assim como a amamentação em público.

É comum algumas mulheres sentirem receio em alimentar seus filhos em público, outras já não se importam em parar onde estiverem para dar de mama. E nem deveriam! Para se ter uma ideia, o movimento a favor da prática está reunindo líderes de diversos países para estimular esta ação, além de fortalecer os benefícios da prática de amamentar.

Segundo a ONU, a expectativa é que os países membros da organização aumentem para 50% a taxa de bebês que recebem leite materno como alimentação exclusiva, pelo menos até os seis meses de idade.

Como a amamentação pode ajudar a mamãe?

Alguns benefícios da amamentação já são bem conhecidos. Entre eles, temos a diminuição na taxa de natalidade, algo próximo aos 98% de proteção nos primeiros seis meses. Mas o que poucas mães sabem sobre a amamentação é:

  • Ela reduz a depressão pós-parto;
  • Possui um efeito protetor contra o câncer de mama e de ovário;
  • Ajuda a reduzir o risco da mulher desenvolver diabetes tipo 2;
  • Protege a mãe contra doenças cardiovasculares, segundo estudo realizado pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos;
  • Consome até 800 calorias por dia (mas também aumenta o apetite);
  • Segundo um estudo, publicado pela American Journal of Obstetrics, o ato de amamentar reduz o risco da mulher desenvolver síndrome metabólica (doenças cardíacas e diabetes), logo após a gravidez.

Quanto tempo dar mama para o bebê?

Outro assunto que deve ser levado a sério, além da quebra de tabu da amamentação em público, é o período de alimentação do bebê apenas com leite materno. É fundamental lembrar que esse alimento é o mais completo, equilibrado e indicado pelos médicos, justamente por suprir as necessidades de nutrientes e sais minerais da criança.

Se possível, a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica a amamentação com leite materno de forma exclusiva até o 6º mês, e recomenda a continuidade até os dois anos de idade. Isso porque a prática desse exercício colabora principalmente para todo o sistema imunológico da criança, além de prevenir alergias, obesidade e outros problemas.

Os benefícios do leite materno para o bebê

Falando mais sobre os filhos, a OMS lembra também dos anticorpos que são encontrados no leite da mãe e não estão presentes em outras fórmulas. Isso porque o alimento fornecido pela mulher contém uma molécula chamada PSTI, responsável pela proteção e reparação do intestino dos recém-nascidos.

Só hoje, apenas 38% dos bebês são alimentados unicamente com leite materno. Número que acende um alerta para outra causa: a ausência ou insuficiência da amamentação contribui para o aumento na taxa de mortes de criança por ano, cerca de 800.000 mil.

Amamentação em público e a quebra de tabu

Se pararmos para pensar, a prática da amamentação em público tem suas origens na antiguidade, antes mesmo de se tornar um tabu na sociedade. Mas agora, junto ao forte movimento de mães que estão reivindicando seu direito de amamentar o filho, o Senado Federal aprovou uma lei que veda o constrangimento de mulheres que dão mama em público.

Considerado um enorme passo para o fim e quebra de tabu, a lei reivindica esse direito de amamentação em lugares públicos, sejam eles de natureza estatal ou privada (praças, pontos de ônibus, restaurantes, etc). Ou seja, se o estabelecimento permitir a livre circulação de pessoas, está liberada então a prática.

O Senado também considera como ato ilícito civil aqueles que proibirem a prática em tais locais, além de atitudes ofensivas, discriminatórias, repressoras e constrangedoras. Um avanço que fortalece o movimento das mães para a amamentação em público e o desenvolvimento sadio e afetivo de seus filhos.

O que é esclerose múltipla? Saiba reconhecer sinais da doença

De tempos em tempos, algumas condições de saúde ganham muito espaço na grande mídia, especialmente quando acometem pessoas famosas. É o caso da esclerose múltipla, que muitos ouviram falar pela primeira vez através da atriz Cláudia Rodrigues.

Apesar da grande repercussão e toda comoção causada, muitos ainda não sabem ao certo o que é esclerose múltipla. Por isso, a condição ainda é cercada de alguns mitos.

O que é esclerose múltipla?

As causas do problema de saúde ainda não são completamente conhecidas, mas trata-se de uma doença crônica e autoimune. Ou seja, a esclerose múltipla é um problema que faz com que os mecanismos de defesa de um organismo ataquem partes do corpo.

No caso, o sistema nervoso é a região fragilizada, já que é uma doença neurológica. O organismo se volta contra os neurônios, causando inflamações na área que resultam nos surtos de esclerose.

O que é um surto de esclerose múltipla?

Muitos relacionam a palavra “surto” com episódios de descontrole psicológico, mas nos casos característicos do quadro que define o que é esclerose múltipla, o surto é a manifestação da doença. Os sintomas da esclerose múltipla são variados, pois a doença crônica age com certa peculiaridade em cada organismo, mas alguns sintomas são muito comuns.

Alterações na visão como enxergar embaçado, dificuldade para identificar cores, perda temporária da visão, alterações na frequência urinária, formigamentos duradouros nas pernas ou apenas de um lado do corpo, podem fazer parte do quadro.

Algumas habilidades motoras também podem sofrer com a doença crônica, além da existência de tremores, que podem compor o diagnóstico. Com o avanço da esclerose múltipla, há a possibilidade dos movimentos serem completamente comprometidos e muitos portadores chegam à dependência de cadeiras de rodas, mas é uma consequência que não faz parte de todos os quadros.

A condição de saúde ainda é cercada por alguns mistérios. Complexa, sua cura, por exemplo, ainda não foi descoberta. Com isso, alguns mitos popularizaram-se e podem ser prejudiciais para que o diagnóstico seja feito antes do avanço.

Mitos e verdades

  • A esclerose múltipla é muitas vezes dita uma doença rara, mas em 2017 já estimava-se que mais de 3 milhões de pessoas eram portadoras da doença. Em 2014, a doença também foi identificada como a segunda causa de incapacidade neurológica em jovens, segundo a Federação Internacional de Esclerose Múltipla;
  • A doença não afeta só mulheres, como muitos pensam, ainda que seja mais comum entre elas;
  • Apesar dos surtos mais intensos ocorrerem, geralmente, entre 20 e 40 anos, pode se manifestar em qualquer idade, até mesmo na infância;
  • A esclerose não causa demência necessariamente. Alguns pacientes podem apresentar maior lentidão intelectual, mas não é algo visto em todos e, quando identificado no início do problema, a reversão pode ser feita;
  • Não trata-se de uma doença que se mostra progressiva em todos os casos, isso varia de paciente para paciente;
  • Algo curioso, é que a incidência da condição é maior em pessoas caucasianas, principalmente quando vivem em áreas de clima temperado.

Como o conforto dos hospitais pode influenciar na recuperação do paciente

Ir ao hospital por si só já é uma situação que pode causar desconforto e angústia, ainda mais quando se está com algum problema de saúde. A falta de atendimento adequado e infraestrutura agravam ainda mais essa situação, influenciado na recuperação do paciente. Por isso, é importante que os hospitais deem mais atenção a essa área, para que os pacientes possam escolher as unidades que ofereçam mais conforto.

Arquitetura humanizada

Há diversos estudos nas áreas de Arquitetura e Design de Interiores focados em garantir o conforto dos hospitais. Esses estudos se intensificaram após a publicação do livro The Science of Place and Well-Being, escrito por Esther M. Sterberg que citou uma pesquisa da década de 80 que demonstrou que pacientes que mantinham contato com a natureza durante a internação se recuperaram mais rápido que os demais.

Hoje, é um consenso que para o bem-estar dos pacientes e seus familiares, os hospitais devem estar adequados a algumas dessas normas. Os hospitais de excelência, como os membros da Anahp – Associação Nacional de Hospitais Privados, já possuem essa preocupação com a arquitetura do local, que deve ser humanizada. Para conhecer os associados, acesse o site: www.anahp.com.br

De olho nisso, desde a concepção do projeto à disposição das salas e setores, como também a escolha da decoração, são requisitos essenciais para garantir mais conforto nos hospitais. Afinal de contas, quem nunca foi a um local e se sentiu mal por conta da luz forte, ou pela decoração sombria ou pela falta de decoração? Essas características se conectam com o psicológico do paciente e, por consequência, podem interferir em seu tratamento durante a internação.

Como o ambiente influencia na recuperação

O conforto dos hospitais passa por um projeto arquitetônico que foca no aspecto humano, ou seja, que traz a ideia de um ambiente acolhedor e familiar. Apesar dessas informações serem subjetivas, podendo variar de pessoa para pessoa, há alguns parâmetros e medidas que, em geral, podem contribuir para o conforto.

Em linhas gerais, ambientes frios, impessoais e com pouca cor trazem à tona totalmente o contrário do desejável: a pessoa não se sente bem e à vontade no local. Outros fatores que devem ser eliminados nos ambientes hospitalares são aqueles causadores do estresse: luminosidade excessiva, barulho, ar condicionado muito forte e falta de privacidade. O barulho é uma questão que também merece atenção, já que pode interferir na noite de sono do paciente durante a internação e na sua recuperação física.

Já ambientes espaçosos, iluminados por uma suave luz, se possível, natural, com a presença de objetos de decoração harmoniosos e plantas irão trazer a sensação de familiaridade e de calma. O que pode contribuir para a recuperação do paciente, que muitas vezes está fragilizado.

É importante também destacar que o fluxo de circulação deve ser intuitivo e inteligente. O paciente ao se sentir confortável para transitar no hospital, encontrando os serviços sem precisar pedir por ajuda, se sentirá mais integrado e acolhido durante aquele período.

O mobiliário também merece atenção. É desejável que se fuja dos tradicionais móveis brancos de hospital e, se possível, que se escolha algo moderno e com cores, que ainda sejam claras ou brancas, mas sejam suaves e combinadas com elementos decorativos.

7 dicas para aproveitar o Carnaval sem ter problemas

O Carnaval é o feriado mais esperado do ano! Quem gosta, fica contando os dias para ele chegar e cair na folia. Quem não gosta, aproveita a data para descansar e se isolar. Mas, no final, todo mundo aproveita.

No bloquinho ou na avenida, só quem abusa é que acaba estragando a festa. Quando acontecem os excessos, o que era para ser um momento de alegria vira um problema. Para que isso não aconteça com você (nem com seus amigos), listamos algumas orientações do médico João Geraldo Simões Houly, diretor técnico do Hospital Santa Paula.

1 – Mantenha-se hidratado

É preciso estar atento a isso. É uma época de muito calor, então beber água pelo menos de duas em duas horas é essencial. O recomendado, vale lembrar, é ingerir no mínimo dois litros de água por dia (exceto pacientes com restrições médicas). E água mesmo, ok? Sucos e bebidas alcoólicas não contam!

2 – Prefira alimentos leves

Sempre tenha em mãos barrinhas de cereais para garantir a alimentação de duas em duas horas também; em dias muito quentes, a tendência é a pressão arterial cair, o que pode ocasionar enjoo, tontura e desmaios. Já imaginou passar mal no meio do bloquinho? Não queremos isso para ninguém.

3 – Não exagere no álcool

O consumo excessivo de álcool (ou a mistura de destilados com fermentados) pode acabar com a sua festa, a da turma e ainda causar ressaca no dia seguinte. Em casos extremos, é possível desenvolver pancreatite em apenas um dia de muito excesso, por causar um edema que impede a drenagem do pâncreas.

4 – Use protetor solar

A exposição ao sol em horários inapropriados é a principal causa do câncer de pele, o mais comum no país. Por este motivo, o protetor solar deve fazer parte da rotina do folião, retocando a cada duas horas, assim como o uso de chapéus e camisetas.

5 – Não segure o xixi por muito tempo

Algumas fantasias dificultam a ida ao banheiro. Como muitos foliões ficam horas preparados para entrar na avenida, a dica é ir ao banheiro antes de se vestir. Para quem está no bloquinho, ou atrás do trio, procure banheiros químicos ou estabelecimentos que estejam disponibilizando seus espaços para isso. Evite reter urina por longos períodos, porque, além do desconforto, favorecem as infecções urinárias e formações de cálculos.

6 – Escolha bem quem vai beijar

Normalmente trocamos em torno de 250 bactérias e alguns vírus quando beijamos alguém. Portanto, é preciso ter cautela para prevenir doenças como a mononucleose, conhecida como “doença do beijo”. Trata-se de uma doença viral com sintomas parecidos com os da gripe: febre alta, dor ao engolir, tosse, cansaço, falta de apetite, dor de cabeça, entre outros.

7 – Carregue camisinhas com você

É a época do ano em que os brasileiros mais aproveitam para paquerar e o sexo pode acontecer sem ter sido planejado. E a camisinha ainda é o método mais eficaz tanto no controle da gravidez quanto na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, somente os casos de HIV/AIDS em jovens de 15 a 24 anos cresceram 85% nos últimos 10 anos. A maior ocorrência dos casos de HIV no país é nos homens entre 15 e 39 anos, representando 73% dos casos.

HPV, Sífilis, Gonorreia, Herpes Genital, Hepatites virais (B e C) e HIV são algumas das mais comuns e exigem cuidado e conscientização por parte de todos. Sobre isso, a ginecologista da Rede Mater Dei de Saúde, Anna Dias Salvador Levindo Coelho, lembra que nem sempre essas infecções manifestam sintomas: “Em alguns casos, os pacientes podem permanecer assintomáticos por toda a vida. No entanto, a transmissão por meio de relações sexuais pode acontecer e é necessário se prevenir”, explica.

Combinado? Então é só cair na folia e compartilhar as dicas com os amigos!

Qual a importância dos cuidados home care após o procedimento cirúrgico?

O ambiente hospitalar pode causar ansiedade em algumas pessoas. A falta de apetite, fraqueza e mau humor, podem ser causadas não apenas pelo procedimento cirúrgico em si, mas também pela necessidade de estar em um local acolhedor.

Para amenizar o problema emotivo do paciente, temos como opção os cuidados home care. Eles são indicados para você que, em algum momento, já pensou em estar ao lado de sua família e amigos após um procedimento cirúrgico. Porém, é preciso estar ciente que há regras para que o sistema funcione, mantendo sua saúde sempre em primeiro lugar.

Para entender qual a importância do home care em um processo pós-cirúrgico, é interessante que você saiba antes como funciona o sistema e se ele é aplicável a você ou alguém de sua família.

Como funciona o Home Care?

A palavra “Home” significa “lar” e “Care” é o mesmo que “cuidados”. O termo é de origem inglesa, justificando o motivo pelo qual ele é usado para esse tipo de serviço.

Os cuidados home care são indicados para pacientes que já não precisam dos recursos hospitalares, mas que ainda não podem receber alta. Neste caso, a residência pessoal é indicada se a estrutura for suficientemente estável para receber os equipamentos necessários.

A partir da liberação do médico para os cuidados home care, um  pedido de autorização é feito para que o paciente seja transferido à residência. Porém, a solicitação só será aceita com os devidos termos preenchidos, como por exemplo, quais médicos e equipamentos serão necessários para o tratamento.

Para sempre manter a saúde do paciente em alta, os profissionais responsáveis pelos cuidados home care precisam sempre anotar seus avanços. Saber se ele está se alimentando bem, por exemplo, é apenas um dos pontos a serem averiguados pela equipe médica. Um pós-cirúrgico pode ser muito desconfortável, dependendo do procedimento.

Qual a importância do Home Care?

De acordo com os dados referentes a 2017 fornecidos pela Anahp (Associação Nacional dos Hospitais Privados), a média de dias que um paciente recebeu cuidados home care chegou a 259,35. Outro ponto muito interessante está na taxa de alta e mortalidade, que chegaram a 9.81% e 1,69%, respectivamente. Esses dados mostram que, mesmo recebendo cuidados home care, a saúde do paciente consegue ser muito bem preservada em um processo pós-cirúrgico, mantendo em alta a quantidade de pessoas que se recuperam dentro do lar.

Não há, de fato, uma idade certa para você receber os cuidados home care. Porém, um idoso que está passando pelo processo pós-cirúrgico, por exemplo, precisa de um local em que a contaminação por bactérias seja menos provável. Além disso, um ambiente familiar pode agilizar muito a recuperação do paciente.

Os pacientes mais jovens, como crianças, sentem a necessidade de um ambiente familiar para controlar a ansiedade. Sentir-se em casa faz parte de um processo de recuperação mais ágil para sua saúde, tendo em vista que ela poderá ter acesso a seus pertences pessoais, como brinquedos, por exemplo.

Caso você tenha dúvidas sobre o sistema e queira saber mais sobre a possibilidade de um futuro tratamento home care, converse com seu médico.

Volta às aulas: como manter o sistema imunológico forte no período

Os primeiros dias de retorno escolar são uma mistura da euforia das crianças para rever os amigos e preocupação dos pais com as possíveis doenças do início do ano letivo. O contágio nas escolas acontece mais facilmente no período de volta às aulas devido à maior exposição aos micro-organismos.

Para fortalecer o sistema imunológico é fundamental se alimentar bem e garantir uma dieta rica em nutrientes e vitaminas. De acordo com Delmir Rodrigues, endocrinologista e nutrologista pediátrico e do adolescente do Hospital Anchieta, manter o corpo hidratado e fazer visitas periódicas ao médico para acompanhar a saúde são medidas que ajudam a prevenir doenças no início do ano letivo.

Por que é comum o surgimento de doença na volta às aulas?

Com o retorno das atividades escolares, o contato com outras crianças propicia a exposição a microrganismos (bactérias e vírus) que são responsáveis pelo contágio nas escolas. Segundo o endocrinologista, é comum no período de férias as crianças e adolescentes terem uma rotina diferente a do período escola, o que pode resultar em alterações no sistema imunológico no início do ano letivo. Por isso, é importante que, uma semana antes da volta às aulas, haja um processo de readaptação em relação quanto aos horários e ajustar o período de sono.

Como prevenir o contágio na escola?

Nas escolas, é fundamental que haja o estímulo e a orientação para higienização correta das mãos, bem como propiciar ambientes adequados, com boa iluminação e arejado.

A seguir, algumas dicas do especialista:

– Lavar as mãos antes e após usar o banheiro;

– Lavar as mãos antes e depois das refeições;

– Higienizar as mãos com álcool em gel, sempre que necessário;

– Ao tossir ou espirrar, tentar cobrir a boca ou nariz com o antebraço para evitar disseminar partículas no ar;

– Evitar roer as unhas e levar as mãos à boca.

E os pais?

De acordo com Rodrigues, os pais devem tentar manter uma alimentação balanceada e adequada a idade, rica em todos os nutrientes, priorizando a hidratação. ”É importante consultar um pediatra antecipadamente, para avaliação da saúde da criança, bem como o dentista. Atentar para a atualização do cartão de vacinas e, caso o filho esteja doente, comunicar a escola e postergar o retorno do mesmo, evitando a exposição com quem divide o mesmo ambiente”, completa.

Alimentação e sistema imunológico

Não há alimentos específicos para melhora da imunidade. Recomenda-se uma dieta balanceada, com muitas frutas e saladas e priorizar a hidratação. Evitar alimentos industrializados em excesso.

Dicas para pais de primeira viagem

O desenvolvimento da imunidade do ser humano se completa no final da primeira da infância. O contato muito precoce com ambientes e aglomerações pode propiciar uma incidência maior de doenças. “Atentar para sinais de gravidade como tosse produtiva, febre de difícil controle e vômitos e diarreia, com risco de desidratação. Sempre que necessário procurar atendimento com pediatra”, ressalta o endocrinologista do Hospital Anchieta.

Muito se propagou na última década a “Teoria da Higiene“, onde acreditava-se que quanto menos exposta a um ambiente com micro-organismos em excesso, a criança ficaria menos doente. Hoje é de conhecimento público que essa exposição é benéfica, desde que não seja em excesso, pois propicia um desenvolvimento adequado da imunidade, evitando doenças graves.

Dia Mundial de Combate ao Câncer: quais hábitos podem ajudar na prevenção da doença?

Com o objetivo de conscientizar e educar a população sobre a importância da prevenção do câncer, a União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), marcou 4 de fevereiro como o Dia Mundial de Combate ao Câncer. A data tem como propósito alertar que hábitos preventivos na rotina das pessoas podem evitar milhões de mortes todos os anos.

 

O Dia Mundial de Combate ao Câncer

Além da prevenção da doença, o Dia Mundial de Combate ao Câncer tem como meta informar que esse é um dos problemas de saúde mais incidentes no mundo. De acordo com dados a UICC e do Globocan 2018, são 18,1 milhões de novos casos e 9,6 milhões de mortes por ano.

Ainda segundo informações da UICC, o câncer é a segunda maior causa de morte no mundo, sendo a causa de 70% de todas as mortes por câncer ocorrem em países de baixa e média renda. A instituição ressalta também que 27% de todos os casos são associados com tabagismo e álcool, enquanto casos atribuídos a mutações genéticas hereditárias giram entre 5% e 10%.

 

O câncer no Brasil

No Brasil, são estimados para 2019, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 600 mil novos casos da doença. Entre os cânceres com maior incidência entre os homens estão os de próstata, de traqueia, de brônquio e de pulmão, seguido de cólon e reto. Já entre as mulheres, os mais frequentes são os de mama, de cólon e reto e de colo do útero.

A tendência global ainda é de crescimento no número de casos de câncer, o que aumenta a importância de iniciativas como essas. De acordo com a OMS, uma a cada seis pessoas morrem no mundo em razão da doença e cerca de 18 milhões desenvolvem o câncer a cada ano, a maioria em países de baixa e média renda. A expectativa é que o número chegue a 21 milhões de pessoas, em 2030.

 

Prevenção do câncer

A UICC calcula que cerca de 3,7 milhões de vidas poderiam ser salvas anualmente com a implementação de medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento. O órgão afirma que, se houvesse um investimento maior em estratégias na prevenção do câncer, seria possível economizar 100 bilhões de dólares usados em tratamento de câncer.

“É importante destacar o impacto da educação e a prevenção junto a todos os tipos de cânceres, pois já está comprovada a redução de pelo menos 30% da incidência e mortalidade quando as ações são efetivas no sentido de prevenir ”, destaca Ricardo Antunes coordenador da área de Cirurgia Oncológica do Grupo Leforte e presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC).

Segundo o especialista, hábitos como alimentação saudável e a prática de atividades físicas, como caminhar, já são um bom começo, pois contribuem para evitar um fator de risco importante para o câncer: a obesidade.  Aliado a estas práticas, é preciso dar atenção aos exames preventivos de acordo com a faixa etária ou identificação de alguma alteração na saúde ou no corpo, como um pequeno nódulo.