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Doenças cardíacas: atendimentos diminuem e medo da covid-19 pode impactar nas taxas de mortalidade

Os hospitais que atendem pacientes cardiopatas registraram queda nas demandas de urgência com a chegada da pandemia de covid-19. O medo de se infectar ao procurar ajuda médica é uma das razões apontadas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Porém, a demora desses pacientes em buscar atendimento nas emergências é uma postura arriscada e que pode refletir no aumento da mortalidade desse tipo de doença, que é uma das que mais mata no país, segundo o presidente da SBC, Marcelo Queiroga.

Em entrevista ao portal, Queiroga aponta os sintomas que precisam de assistência médica imediata, e que devem ser observados pelos pacientes. “É a hora, também, de todos se atentarem para a prevenção, adotando uma alimentação balanceada, eliminando o tabagismo e reduzindo o sedentarismo”, completa. Leia a entrevista completa abaixo:

Houve redução de atendimento a pacientes cardiopatas pelo medo de irem aos hospitais por causa da covid-19?

Marcelo Queiroga: A pandemia do novo coronavírus tem reduzido atendimentos cardiológicos de urgência em o todo o país. Somente no hospital em que atuo, na Paraíba, costumávamos atender 16 mil pacientes por mês na emergência. Hoje, não ultrapassamos 3 mil atendimentos mensais.

No Instituto do Coração (Incor), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), uma das principais referências de serviços de saúde do Brasil, a redução das angioplastias primárias em março deste ano foi de 50%, quando comparada com o mesmo período de 2019. A média mensal é de 40 casos; mas nos primeiros 13 dias de abril, apenas nove procedimentos foram realizados. 

Esses dados são um indicativo de que podemos ter impacto nas taxas de mortalidade. Ainda não há informações consolidadas e nem uma explicação única sobre essa diminuição. As hipóteses vão desde a possibilidade de estar havendo, de fato, uma diminuição das ocorrências, até a teoria mais plausível, de que as pessoas estão retardando a busca por socorro durante a pandemia, o que pode agravar o quadro cardíaco ou levar à morte repentina em casa. Há também a hipótese dos riscos competitivos.

O fato é que as pessoas não estão chegando às emergências, mas vão continuar morrendo de causas cardíacas. A covid-19 é um fator complicador. O medo pode atrasar a busca por socorro e complicar as doenças cardiovasculares agudas e crônicas.

Quais as consequências futuras para estes pacientes que estão deixando de procurar assistência agora por medo do coronavírus?

Marcelo Queiroga: A demora dos pacientes portadores de doenças cardiovasculares em buscar atendimento nas emergências pode refletir em aumento da mortalidade. Ao procurar ajuda somente na última hora, esses pacientes assumem uma postura considerada arriscada para quem tem a doença que mais mata no país. O problema é grave porque essas doenças, principalmente o infarto, foram responsáveis por cerca de 30% de todas as mortes em 2017, segundo divulgamos em nosso Cardiômetro. Foram 383.961 óbitos por doença cardiovascular naquele ano no Brasil. É um problema de saúde pública que agora é agravado pela pandemia de covid-19, especialmente pelos riscos competitivos.

Quais sintomas não podem ser ignorados por pacientes cardiopatas e que são sinal de que precisam buscar ajuda médica imediatamente?

Marcelo Queiroga: A dor ou desconforto na região do peito, podendo irradiar para as costas, rosto, braço esquerdo e, mais raramente, o braço direito, é o principal sintoma do infarto. Esse desconforto costuma ser intenso e prolongado, acompanhado de sensação de peso ou aperto sobre tórax, com suor frio, palpitações, palidez e vômitos. 

Os portadores de doenças cardiovasculares precisam procurar o médico e as emergências, como faziam anteriormente à pandemia, caso tenham esses sinais de alerta para o infarto do miocárdio. A demora em procurar o atendimento médico de emergência pode levar à morte.

Como os pacientes podem seguir com seus tratamentos em segurança?

Marcelo Queiroga: É muito importante que os pacientes cardiopatas tomem todos os cuidados para evitar a infecção pelo novo coronavírus, já que a letalidade da covid-19 é maior quando há essa comorbidade. Além disso, eles jamais devem abandonar seus tratamentos, mantendo o uso regular de seus medicamentos conforme prescrição médica e fazendo mudanças apenas com orientação, uma vez que a suspensão abrupta dos esquemas terapêuticos em uso pode causar instabilidade clínica e desfechos adversos. É a hora, também, de todos se atentarem para a prevenção, adotando uma alimentação balanceada, eliminando o tabagismo e reduzindo o sedentarismo.

Os pacientes cardíacos são portadores de doenças crônicas e se, porventura, contrair a infecção pelo novo coronavírus, também devem continuar tomando os medicamentos que utilizam para o tratamento da doença cardíaca. Só deve fazer modificação com orientação do seu médico.    

Como os hospitais têm garantido a segurança dos atendimentos não-covid?

Marcelo Queiroga: Os atendimentos de urgência e emergência nos hospitais e unidades de saúde continuam normais em todas as especialidades. Este tipo de atendimento não pode parar. Uma mudança importante nos hospitais e unidades de saúde foi a separação dos pacientes com sintomas respiratórios dos demais. A classificação deve ser feita logo na porta de entrada, onde um profissional deve oferecer máscara e direcionar os pacientes com sintomas respiratórios para uma área isolada.

Já os pacientes sem sintomas respiratórios devem ser direcionados para outra sala para receber atendimento e outros procedimentos, sem cruzar com os que têm sintomas respiratórios. Dessa forma, busca-se proteger os pacientes, proporcionar o atendimento mais eficiente e mais seguro a todos e garantir que as pessoas não fiquem sem assistência ou acompanhamento médico por medo da pandemia.

#SuaSaúdeNaPandemia: sintomas de nariz e garganta que precisam de atenção médica

Por causa da pandemia, muitas pessoas pensam duas vezes antes de procurar o hospital quando notam que algo não vai bem na saúde. Para sintomas gripais e relacionados à covid-19, é importante, sim, observar a evolução do quadro em casa e procurar atendimento médico se os sintomas se agravarem – além de febre, falta de ar e tosse, vale também observar se há perda de olfato e paladar.

Mas há outros sinais relacionados a nariz e garganta que, se não forem tratados rapidamente, podem representar um risco maior para o paciente. Abaixo você confere uma lista de sintomas elaborada pelos especialistas em otorrinolaringologia da Rede Mater Dei (MG) que são um sinal de que é preciso ir ao hospital: 

  • Dor de garganta com mais de dois dias de evolução com febre
  • Secreção amarelada no nariz por mais de sete dias
  • Rouquidão por mais de cinco dias ou com falta de ar
  • Sangramento nasal
  • Corpo estranho no ouvido e/ou nariz
  • Dor nos dois ouvidos
  • Perda da audição de início súbito
  • Dor de ouvido com febre em menores de 2 anos de idade
  • Paralisia da musculatura da face
  • Inchaço ou vermelhidão na região ao redor dos olhos
  • Tonteira de início repentino
  • Inchaço da orelha com ou sem dor

 

Sintomas que não podem esperar

A vice-presidente assistencial e operacional da Rede, Márcia Salvador Géo, alerta que nem tudo o que é eletivo na saúde pode, necessariamente, ser adiado. “Temos recebido em nossos prontos-socorros pacientes com doenças em estágio avançado e que se agravam devido à demora em vir para o hospital por medo de uma possível contaminação por coronavírus. Cirurgias adiadas também trazem risco de uma deterioração do quadro clínico, com um risco maior para o paciente. E aqui vai outro alerta: nem tudo que é eletivo pode ser adiado”, afirma. 

A médica ressalta que a Rede Mater Dei de Saúde criou fluxos diferentes nos seus hospitais para receber cada tipo de paciente. São entradas e elevadores diferentes, guichês de atendimento, protocolos ainda mais rígidos, tudo para que os clientes tenham a segurança necessária e qualidade no atendimento, afirma Márcia Salvador. 

“Hoje, os hospitais já têm protocolos e fluxos separados para pacientes com sintomas gripais, casos suspeitos e/ou confirmados do coronavírus, além de outros fluxos para quem precisa frequentar o hospital”, explica. 

“Na prática, são entradas e espaços físicos e equipes de atendimento separados. Com certeza, hoje, não há risco de contágio intra-hospitalar nas unidades da Rede Mater Dei de Saúde. Sem dúvida, vir a um hospital é mais seguro do que a maioria dos ambientes comerciais e sociais. Aqui, além da separação total de casos suspeitos ou positivos, toda a comunidade usa máscara cirúrgica ou N95 e tem álcool gel acessível em todos os locais”, completa.

Outras ferramenta que a Rede tem usado no atendimento aos seus pacientes é a Telemedicina Mater Dei, que possibilita a realização de consultas e orientação com clínico geral, ginecologista, obstetra e pediatra pela internet.

#SuaSaúdeNaPandemia: sintomas pós-queda que precisam de assistência pediátrica

Com os filhos o tempo todo em casa devido ao isolamento social, os pais precisam redobrar a atenção para evitar acidentes. E se a criança sofrer uma queda é preciso ficar de olho em alguns sintomas que possam aparecer e não exitar em buscar ajuda médica se for preciso – ainda que em meio à pandemia.

Durante esse período, algumas famílias têm evitado ir ao pronto-socorro por medo da Covid-19. Um dos maiores centros pediátricos do país, o Sabará Hospital Infantil (São Paulo) aponta uma queda de 75% nos atendimentos de emergência em abril, e o supervisor do pronto-socorro do hospital, Thales Araújo de Oliveira, alerta para situações em que adiar a busca por atendimento pode significar um risco maior para a saúde da criança. 

Quando o assunto é queda, é indicado que os pais não exitem em procurar o médico se aparecerem alguns dos sintomas abaixo: 

  • Sonolência, vômitos, dor de cabeça, abatimento ou qualquer anormalidade após o tombo;
  • Cortes grandes e/ou com muita perda de sangue;
  • Trauma ou torção que evolui com dor, aumento de volume e/ou deformidade dos ossos e articulações;
  • Infecção da articulação, apresentando dor, dificuldade em caminhar, febre, dificuldade para mover um membro ou prostração;
  • Infecções de origens dentárias e traumas na face devido a acidentes domésticos.

 

Segurança no fluxo de atendimento  

Para garantir a segurança de todos os pacientes, o Sabará mudou os fluxos de pronto-socorro, separando as crianças com sintomas respiratórios e não respiratórios. Além disso, os funcionários também passam por triagem ao entrarem no hospital para trabalhar, com verificação de temperatura e resposta a questionário. 

Assim, as famílias podem ficar mais tranquilas em relação à segurança de seus filhos ao visitar o Sabará. “Todo este cuidado e treinamento com os funcionários resulta também em mais segurança aos nossos pacientes”, afirma Thales.

 O Sabará opera segundo o conceito de “Children’s Hospital”, modelo assistencial que conta com expertise de alta complexidade em todas as especialidades pediátricas e atua com equipe multiprofissional integrada de alta capacidade resolutiva na atenção à criança.

Além de ser referência nacional em qualidade e segurança assistencial para tratamento de crianças, também está entre os melhores hospitais exclusivamente pediátricos segundo a revista chilena América Economia em 2019.

#SuaSaúdeNaPandemia: sintomas que alertam sobre a hora de levar as crianças ao hospital

Durante a pandemia de Covid-19, muitas famílias estão evitando ir ao pronto-socorro mesmo quando os filhos têm sintomas mais graves. Nestes casos, porém, ficar em casa pode representar um risco maior para a saúde do que ir ao hospital, já que, quando finalmente recebem atendimento, as crianças apresentam um quadro mais avançado, como explica Thales Araújo de Oliveira, supervisor do pronto-socorro do Sabará Hospital Infantil, um dos maiores e mais respeitados centros de atendimento pediátricos do Brasil. 

Segundo registros do hospital, o número de atendimentos na emergência pediátrica aponta para uma queda de 75% no mês de abril. “Sabemos que, com a suspensão das aulas nas escolas, é natural que o número de infecções e traumas seja menor que o usual. Isso, aliado ao baixo número de casos graves de Covid-19 em crianças, justifica, em parte, a queda na procura pelo pronto-socorro pediátrico”, diz Thales. “Porém, as crianças continuam tendo doenças como câncer, diabetes e condições cirúrgicas, como apendicite”, ressalta. 

Para garantir a segurança dos pacientes, o Sabará mudou os fluxos de pronto-socorro e separou os casos de crianças com sintomas respiratórios e não respiratórios. Além disso, os funcionários do hospital passam por triagem ao entrarem no trabalho, com verificação de temperatura e resposta a questionário. “Todo esse cuidado e treinamento com os funcionários resulta também em mais segurança aos nossos pacientes”, afirma Thales.

Para ajudar a orientar as famílias, o supervisor do pronto-socorro do Sabará lista os sintomas que indicam a necessidade de procurar atendimento médico. “Se seu filho ou filha apresentar qualquer um desses sintomas, não hesite em ir ao hospital”.

  • Recém-nascido ou bebê que se encontra prostrado, ausente, com dificuldade respiratória, sucção fraca, com sangue nas fezes ou vomitando em grande quantidade. 
  • Se ficar roxinho (cianose) ou muito amarelo (recém-nascido com icterícia), ou se tiver febre (acima de 37,8º) ou queda de temperatura (abaixo de 35,5 / 36º).
  • Febre persistente por mais de 48h.
  • Diarreia: o principal problema é quando a criança fica desidratada. Os sintomas mais comuns da desidratação são lábios e língua seca, diminuição e escurecimento da urina, diminuição da elasticidade da pele, olhos fundos e prostração. Observe também se o problema não vem acompanhado de vômitos persistentes, sangramento ou catarro nas fezes.
  • Dor abdominal: persistente ou com piora progressiva; ou súbita e de forte intensidade; acompanhada ou não de vômitos e distensão abdominal.
  • Distensão abdominal com interrupção da eliminação de gases/fezes, podendo ter vômito. Vômito ou fezes que apresentam sangue vivo ou borra de café.
  • Quadros respiratórios associados a cansaço, chiado no peito e hipoatividade.
  • Quadros alérgicos: manchas na pele e coceira associada à dificuldade para respirar, tosse rouca, chiado ou inchaço nos lábios e garganta.
  • Intoxicação: sempre vá diretamente ao hospital. Não provoque vômitos e tente pegar o rótulo do produto para o médico ter mais detalhes que poderão ajudar no tratamento.
  • Convulsão: procure auxílio médico imediatamente.  
  • Também é importante estar atendo para o aparecimento de qualquer massa ou tumoração na virilha ou no escroto; aumento, vermelhidão ou dor testicular; ingestão de corpos estranhos e também a casos de fimose infeccionada ou acompanhada de dor.

#PerguntaPraAnahp: o que é importante saber sobre o novo coronavírus

Neste momento de combate à pandemia de coronavírus, informação de qualidade e de fonte confiável é fundamental para se proteger. A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) coloca a serviço da sociedade o conhecimento de instituições de saúde de excelência no país para que a população tire todas suas dúvidas sobre a Covid-19 e não corra riscos por causa de fake news.
Abaixo, selecionamos as principais perguntas sobre a doença, respondidas pela infectologista Camila Almeida para o Saúde da Saúde. Confira e compartilhe.

Quando devo ir ao hospital?
Só é indicado ir ao hospital se a pessoa apresentar os seguintes sintomas:
– Falta de ar;
– Febre acima de 37,8°C ou que não diminui com medicação;
– Tosse.

Idosos são um caso especial por estarem no topo do grupo de risco. Eles devem procurar orientação médica quando identificarem sintomas gripais.
Caso se encaixe nos sintomas acima, use máscara cirúrgica ao sair de casa. Essa atitude minimizará a chance de transmitir a doença para outras pessoas.

Atenção: ir ao hospital sem necessidade prejudica a todo, pois:
– Aumenta o risco de contaminação – sua e dos outros;
– Sobrecarrega o sistema de saúde, que pode ter dificuldades com falta de materiais e equipes para atender a crescente demanda.

Clique aqui e veja uma tabela do Ministério da Saúde que ajuda a identificar, pelos sintomas, quando o caso pode ser de gripe, resfriado ou Covid-19.

Preciso ir ao hospital. E agora?
Caso seja necessário procurar um serviço de saúde, fique atento para as seguintes orientações:
– Utilize máscara cirúrgica ao sair de casa para reduzir as chances de transmitir a doença para outras pessoas;
– Assim que chegar ao serviço de saúde, avise ao porteiro ou recepcionista de que você apresenta sintomas de gripe. Muitos hospitais têm um procedimento diferenciado para atender pessoas com sintomas relacionados a Covid-19.

Quando não devo procurar um hospital?
– Se você não apresenta nenhum sintoma: fique em casa e mantenha a calma. Ir ao hospital sem necessidade pode colocar você e outras pessoas em risco;
– Se está com sintomas gripais leves e não é grupo de risco: também é recomendado não ir ao hospital, pois o teste de Covid-19 é reservado para pacientes com quadro mais grave;
– Se está infectado, mas sem sintomas graves: o melhor também é se manter isolado em casa. Tome muita água e, caso tenha febre, utilize um antitérmico. Mas se a febre não diminuir ou passar de 37,8°C, aí sim, procure um hospital.

Lembre-se: a medida mais eficaz contra a doença nesse momento é o isolamento social.

Quando é necessário fazer o teste?
Atualmente, os testes de Covid-19 são realizados apenas em pacientes com sintomas graves, principalmente respiratórios. Quem avalia e indica essa necessidade é o médico.
As orientações quanto à realização de exames podem mudar de acordo com o aumento do número de pessoas infectadas, por isso é essencial se manter informado por meio de canais confiáveis.
Importante lembrar que os planos de saúde, atualmente, estão cobrindo a realização desses testes.

Quem corre mais risco ao ser infectado?
– Pessoas acima de 60 anos;
– Diabéticos;
– Cardiopatas;
– Pessoas que fazem algum tratamento que reduz a imunidade, como de câncer;
– Fumantes.

Para esse público, é essencial o isolamento social e o acompanhamento de perto de possíveis mudanças no estado de saúde.

Por que é importante o isolamento e o distanciamento social?
Nesse momento, a medida mais efetiva para conter o avanço do vírus é o isolamento social – que significa ficar em casa, reduzindo ao máximo o contato com público externo. Essa medida é ainda mais importante para as pessoas do grupo de risco.
Caso não seja possível se manter dentro de casa o tempo todo, adote o distanciamento social ao sair nas ruas. Fique a pelo menos dois metros de distância das outras pessoas. Também evite o contato físico e com objetos que possam estar contaminados. Evite tocar nos olhos, boca e nariz e, ao chegar em casa, lave bem as mãos.
Essas atitudes reduzem as chances de contágio, que acontecem principalmente por meio de:
– Gotinhas de saliva;
– Espirro;
– Tosse;
– Catarro;
– Aperto de mão;
– Ao tocar em um objeto contaminado.

COVID-19: Hospital Sírio-Libanês divulga informações sobre o tema

6 de março, 2020

Desde a confirmação do primeiro caso de COVID – 19 no Brasil, os hospitais vêm atuando de maneira efetiva na disseminação de boas práticas para o enfrentamento do vírus.

Referência em saúde internacional, o Hospital Sírio-Libanês criou uma página em seu site exclusiva sobre o tema, em que reúne uma série de informações sobre a doença.

O conteúdo do site é atualizado diariamente pela instituição e conta ainda com um informativo que o hospital preparou sobre o COVID-19, confira abaixo:

O que são coronavírus?
Os coronavírus são uma grande família de vírus, já em circulação no Brasil, causadores de resfriados comuns, além de outras doenças mais graves como a Síndrome Aguda Respiratória Severa (SARS) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), que causaram epidemias nos anos de 2004 e 2012, respectivamente. O novo coronavírus foi denominado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como SARS-CoV2, e a doença por ele causada, COVID-19.

Qual o risco de contrair o novo coronavírus?
O risco depende se você viajou nos últimos 14 dias para áreas de circulação sustentadas pelo novo coronavírus. Também estão em maior risco de aquisição da doença aqueles que tiveram contato próximo de casos confirmados. Se este é seu caso, e se você apresenta sintomas respiratórios, siga as informações fornecidas por órgãos competentes, como Ministério da Saúde, e de seu médico. Se você não viajou para estes países, a chance de se infectar atualmente é baixa.

Como é transmitida a doença?
O principal meio de transmissão é entre pessoas, ou seja, ao tossir ou espirrar, pessoas infectadas expelem gotículas que contém o vírus. Essas gotículas podem contaminar superfícies e objetos. Outras pessoas podem se infectar ao tocar nesses locais contaminados, levando suas mãos aos olhos, nariz ou boca.

Quais são os sintomas?
Os sintomas são semelhantes a uma gripe, principalmente respiratórios, como por exemplo: febre, tosse e dificuldade para respirar. Na maioria dos casos, os pacientes apresentam sintomas leves ou moderados, mas há casos graves e até fatais. Os mais vulneráveis parecem ser pessoas idosas (acima de 60 anos) ou com doenças pré-existentes.

Existe exame para o diagnóstico do novo coronavírus?
Sim. Há um exame denominado Reação da Polimerase em Cadeia (PCR), que detecta o novo coronavírus. O resultado é fornecido em até 48 horas. Neste momento, este exame é indicado para pacientes que apresentem sintomas respiratórios como febre e tosse, e que retornaram de viagem internacional nos últimos 14 dias.

Estou sem sintomas, mas viajei para áreas de risco. O que devo fazer?
Pacientes que não apresentam sintomas não precisam realizar exames, e devem permanecer atentos para ocorrência de febre e sintomas respiratórios.

O que posso fazer para me proteger da doença?

  • Higienizar as mãos com frequência, com solução alcoólica ou com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar.
  • Cobrir o nariz e a boca, antes de tossir ou espirrar, com lenço descartável ou com o antebraço.
  • Evitar contato direto com pessoas que apresentem sinais de infecção respiratória.
  • Não compartilhar utensílios pessoais como copos e talheres.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca.

Há tratamento específico para o novo coronavírus?
Não há tratamento específico para o novo coronavírus. O tratamento do paciente com suspeita ou infecção confirmada é baseado no controle de sintomas, e tem como objetivo dar suporte clínico ao paciente.

O isolamento hospitalar é indicado para casos suspeitos ou confirmados?
Sim, com base em critérios clínicos. Os casos confirmados ou suspeitos do novo coronavírus que não internam deverão permanecer em isolamento domiciliar, com acompanhamento regular

Quais são os cuidados em domicílio?
Casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus devem permanecer em cômodo privativo, bem ventilado, mantendo distância dos demais familiares, além de evitar o compartilhamento de utensílios domésticos. Atentar-se para a importância da higienização das mãos

Por quanto tempo uma pessoa fica isolada?
O isolamento deve ser mantido enquanto houver sinais e sintomas clínicos. Casos de coronavírus suspeitos, que forem descartados laboratorialmente, independentemente dos sintomas, podem ser retirados do isolamento.

Para mais informações, acesse: https://www.hospitalsiriolibanes.org.br/coronavirus/Paginas/coronavirus.aspx

Novo Coronavírus: BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo reuniu informações sobre o tema

2 de março, 2020

Mitos e verdades

O novo coronavírus, identificado na China e já detectado em alguns países, é motivo de atenção das autoridades de saúde pelo mundo.

No dia 26 de fevereiro, o Ministério da Saúde anunciou o primeiro caso confirmado no Brasil. Trata-se de um homem de 61 anos que voltou de viagem da Itália e, depois de alguns dias, procurou um serviço de saúde com sintomas respiratórios.

Como esse é um assunto de bastante repercussão, preparamos informações importantes para que você se mantenha sempre atualizado. Confira abaixo:

O coronavírus é um vírus novo?
Embora o tipo desse vírus seja considerado novo, ele vem de uma família de coronavírus identificada pela primeira vez na década de 1960.

Álcool em gel mata o vírus?
Sim, o álcool funciona. Entretanto, não tem um efeito duradouro e, por isso, é recomendado que as pessoas lavem as mãos ou usem o álcool em gel muitas vezes ao longo do dia.

Há relação entre tomar chá de erva-doce várias vezes ao dia e impedir a doença?
Não há comprovação científica nessa recomendação.

Vitamina C reforça a imunidade?
Não há estudos que comprovem a eficácia da vitamina C na prevenção de infecções. Em excesso, inclusive, ela deixa a urina ácida, o que pode causar a formação de cálculos renais em pessoas predispostas

Todo contato físico é um risco?
Esse vírus não se propaga tão facilmente como o do sarampo. Mesmo sendo menos contagioso, é importante saber que ele é transmitido pelo ar, de pessoa para pessoa, ou por contato com superfícies contaminadas.

Há alimentos que impedem o organismo de ser afetado ou que reforcem a imunidade?
Nenhum alimento tem o poder de impedir que alguém seja infectado nem é capaz de reforçar a imunidade a ponto de combater um vírus. Ter uma alimentação balanceada e hábitos saudáveis é bom para a saúde de forma geral.

Meus amigos disseram que um medicamento específico, indicado para tratar e prevenir a gripe, pode ajudar. É verdade?
Estudos estão sendo feitos para verificar a eficácia de medicamentos utilizados contra a gripe em conjunto com outros. Ainda não há evidências de que isso irá funcionar contra o novo coronavírus.

Se eu tomei as vacinas contra a gripe, estou protegido?
Tomar as vacinas é muito importante, mas são vírus diferentes. Por isso, a vacina contra a gripe não protege contra o coronavírus.

Há algum risco de que animais de estimação espalhem o vírus?
Não. Mesmo na China, onde o vírus está circulando, não se sabe de casos em que animais domésticos tenham sido responsáveis pela transmissão do vírus.

Existem doenças ou condições que tornam algumas pessoas mais vulneráveis ao vírus?
Sim. Idosos, pessoas com a imunidade comprometida e portadores de doenças crônicas, como câncer, doenças cardíacas e pulmonares graves, têm maior risco de ficarem doentes.

Existe risco ao receber correspondência ou pacote vindos da China?
Fique tranquilo, esse risco não existe. Como o vírus não sobrevive muito tempo fora de um organismo vivo, é seguro receber cartas ou pacotes vindos da China.

Usar soro fisiológico várias vezes para limpar as narinas pode evitar a infecção?
Não. O soro é usado para umidificar as narinas e trazer alívio de sintomas como coriza ou obstrução nasal, mas sua fórmula não traz nenhum tipo de componente que tenha atividade contra o vírus.

Desinfetantes vendidos em supermercados podem ajudar a limpar o ambiente e evitar esse vírus?
Sim, eles ajudam a manter o ambiente limpo e podem eliminar o vírus.

Tomar antibióticos pode ajudar o organismo a combater o vírus?
Antibióticos não têm efeito algum contra vírus. Eles devem ser usados somente com receita médica para combater infecções causadas por bactérias. Aqui, estamos falando de um vírus.

Principais sintomas

  • Febre
  • Calafrios Tosse
  • Irritação na garganta
    Congestão nasal
  • Dificuldade para respirar
  • Dor de cabeça

Se você apresentar um ou mais dos sintomas ao lado:

  • procure atendimento médico e, se for o caso, informe sobre qualquer viagem nos últimos 14 dias para áreas com transmissão local (Austrália, China, Coreia do Sul e do Norte, Camboja, Filipinas, Japão, Malásia, Vietnã, Singapura, Tailândia, Itália, Alemanha, França, Irã e Emirados Árabes Unidos);
  • proteja a boca e o nariz com um lenço ao tossir ou espirrar;
  • higienize as mãos constantemente, principalmente após tossir, espirrar e manipular alimentos.

Equipe médica da Rede Mater Dei apresenta fluxo para pacientes com suspeita do coronavírus

17 de fevereiro, 2020

O novo coronavírus, recentemente nomeado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como Covid-19, vem gerando alerta na população. O vírus, que causa infecções respiratórias, já atinge mais de 20 países, com mais de 40 mil casos confirmados. Apesar do grande número de países com casos confirmados da doença, no Brasil nenhum caso foi confirmado.

Seguindo recomendações do Ministério da Saúde, a Rede Mater Dei de Saúde tem promovido e estimulado ações preventivas para enfrentar o Coronavírus e está preparada para o atendimento de casos suspeitos ou confirmados da doença. Banners foram afixados nas portarias de todos os Hospitais da Rede, alertando sobre os sintomas da doença e as medidas a serem tomadas, além de informativos distribuídos aos pacientes e publicações nas redes sociais.

Foram realizadas mudanças nos protocolos de atendimento aos pacientes, seguindo uma lista de verificação de preparação para profissionais de saúde para transporte e chegada de pacientes potencialmente infectados com o coronavírus (Covid-19), divulgada pela organização norte-americana Centers for Disease Control and Prevention – CDC.

Além disso, os colaboradores e profissionais da saúde passaram por uma capacitação e preparo para, ao realizar o atendimento, seguir o fluxo programado para que pacientes com suspeita do vírus, ou pacientes infectados, não tenham contato com outros pacientes e equipe da Rede.

Prevenir e evitar o contato de um paciente suspeito com outras pessoas é o principal foco do Mater Dei. “Nesse momento, a medida mais importante é estabelecer barreiras para evitar o contato dos casos suspeitos com outros clientes, visitantes e, também, com profissionais da saúde. O objetivo é fazer com que o paciente entre, exatamente, no fluxo de atendimento já programado”, explica a médica Coordenadora do Serviço de Epidemiologia e Controle de Infecção Hospitalar da Rede Mater Dei, Silvana de Barros Ricardo.

A médica fala ainda sobre a importância da conscientização da população sobre medidas preventivas simples. “É importante que a própria pessoa esteja atenta ao seu histórico de viagens e sintomas e, se considerar seu caso como suspeito, entre em contato com sua Operadora de Saúde ou o Hospital para que receba instruções de como chegar até o local de atendimento sem colocar em risco outras pessoas. A utilização de máscara é uma medida simples e essencial nesses casos”, conclui Silvana.

Fluxo de atendimento diferenciado
Ao chegar em um dos Prontos-socorros da Rede Mater Dei, o paciente que está com suspeita da doença deve informar ao colaborador responsável pelo seu atendimento. O colaborador, imediatamente, entregará ao paciente uma máscara e um questionário básico sobre seus sintomas e seu histórico de viagens e irá informar a equipe assistencial, que fará uma análise sobre os dados do paciente e, caso necessário, o paciente será conduzido a um quarto de isolamento.

Todos as unidades da Rede Mater Dei já possuem um local específico para isolamento do paciente com suspeita ou infectado pelo coronavírus. O quarto de isolamento, seguindo normas padrões do Ministério da Saúde, possui um sistema de tratamento de ar diferenciado, com filtros específicos, e todos os profissionais que tiverem acesso ao local farão uso de equipamentos de segurança.

O que você precisa saber sobre o coronavírus (Covid-19)
O vírus, que causa infecções respiratórias de leve a moderada, pode infectar animais e seres humanos. A transmissão, ocorre de uma pessoa para outra, pelo ar, tosse ou espirro, através de contato pessoal, como toque ou aperto de mão, e por meio do contato com objetos ou superfícies contaminadas, quando se leva a mão à boca, nariz e olhos.

Dentre os sintomas apresentados pela doença estão febre, tosse ou coriza, dor de garganta e dificuldade de respirar, podendo evoluir, em casos mais graves, para pneumonia, síndrome respiratória aguda grave ou insuficiência renal.

Precauções:

  • Higienização frequente das mãos, inclusive após tossir ou espirrar;
  • Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal;
  • Manter os ambientes bem ventilados;
  • Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de infecção respiratória.

Hospital Santa Izabel conta o que você precisa saber para se cuidar em relação ao coronavírus

12 de fevereiro, 2020

A instituição se prepara para receber pacientes com suspeita da doença.

Desde o mês de dezembro, o mundo inteiro está em alerta. Com o aparecimento do novo subtipo do coronavírus, o Hospital Santa Izabel, através do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, já está preparado para receber casos suspeitos da doença.

Na entrada das Emergências Pediátrica, Adulto e de Otorrinolaringologia, avisos alertam para os sintomas. Distribuição de máscaras e álcool em gel também já fazem parte da rotina hospitalar. Profissionais de saúde e administrativos foram orientados para receber estes pacientes, assim como leitos já foram selecionados para o caso de internamento e acompanhamento.

Nas próximas semanas, com a chegada do Carnaval, alguns cuidados precisam ser intensificados. Confira as dicas da Dra. Raíssa Bastos, infectologista do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Santa Izabel.

Afinal, o que é o coronavírus?
Trata-se de uma nova variante do coronavírus, denominada 2019-nCoV. O espectro clínico não está descrito completamente e ainda não se sabe o padrão de letalidade, mortalidade, infectividade e transmissibilidade. Os primeiros coronavírus em humanos foram identificados em meados da década de 60.

A vigilância epidemiológica de Infecção Humana pelo novo coronavírus está sendo construída à medida que a OMS consolida as informações recebidas dos países e novas evidências técnicas e científicas são publicadas, podendo haver alteração a qualquer momento.

Qual é a forma de contágio?
Como é uma doença nova, ainda não tem muitas informações. O que se sabe é que o coronavírus pode se espalhar pelo ar ou através do contato pessoal e secreções contaminadas, como a saliva, espirro, tosse ou contato com superfícies contaminadas. Outra forma de contaminação é coçar os olhos, por exemplo, com as mãos infectadas. Por isso, lavar sempre as mãos e usar álcool em gel são boas formas de evitar a infecção.

Como é feito o diagnóstico?
O período de incubação pode variar de 2 a 14 dias em média. Seu diagnóstico é feito duas formas:

  • Diagnóstico clínico: Depende da investigação clínico-epidemiológica e do exame físico (recomendável que todos casos de síndrome gripal sejam questionados o histórico de viagem para o exterior ou contato próximo com pessoas que tenham viajado para o exterior).
  • Diagnóstico laboratorial: Específico para coronavírus, através da detecção do genoma viral.

É fundamental que o paciente avise aos médicos se fez alguma viagem recente, e/ou se teve contato com quem viajou e/ou com alguém que apresentou sintomas.

Quais os sintomas?
Os sintomas são parecidos com o de um resfriado comum. Em caso de febre, tosse e dificuldade para respirar, é preciso ficar alerta. Em alguns casos, também há complicações respiratórias, podendo evoluir para pneumonias.

Qual é o tratamento?
Assim como não há vacina, também não há tratamento específico. Tem sido indicado repouso, consumo de líquidos, alimentação saudável e algumas medidas para aliviar os sintomas, como medicamentos para dor e febre.

Cuidados extras:
Além dos pacientes, os profissionais de saúde também precisam estar atentos para possíveis infecções. No Hospital Santa Izabel, foi divulgado um informativo entre os colaboradores com dicas para evitar a contaminação, como o uso de equipamentos de segurança (máscara, avental, óculos, luvas), além de água e sabão e uso de álcool em gel.

Toda a equipe, incluindo recepcionistas e porteiros, vem recebendo treinamento para auxiliar pacientes com suspeita da doença e entrega de máscaras.

Cinco fatos sobre o coronavírus que é importante saber

O Brasil registrou nesta quarta-feira (26/2) o primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus. O homem de 61 anos que mora em São Paulo e esteve recentemente na Itália também é o primeiro caso da doença na América Latina. Descoberto na China, na província de Hubei, o vírus tem se espalhado para outros países, e em todo o mundo já são mais de 80,9 mil casos segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O diretor da OMS, Hans Kluge, afirmou que “não há necessidade de pânico”, pois a letalidade do vírus é de apenas 2%. “Lembrem-se que quatro de cada cinco pacientes têm sintomas leves e se recuperam”, afirmou.

O coronavírus foi tema de um talk show no Hospital Sírio-Libanês (HSL) no dia 11 de fevereiro. Participaram do evento os médicos que fazem parte do Centro de Infectologia do HSL, anunciado oficialmente na mesma ocasião. Os infectologistas esclareceram algumas questões sobre o coronavírus e responderam às dúvidas do público. Veja abaixo cinco fatos sobre o coronavírus que a população deve saber:

Qual a origem do vírus?
Os coronavírus pertencem a uma família de vírus que tem esse nome porque são esféricos e com várias espículas em seu contorno, assemelhando-se a uma coroa – “corona”, em latim. De um modo geral, infectam animais como morcegos, gatos selvagens, porcos e dromedários. “O vírus só infecta humanos quando consegue ter mutações para se ligar a receptores de células do trato respiratório humano”, explicou o infectologista Antonio Carlos Nicodemo. Ao todo, já foram identificados sete coronavírus que causam infecção em humanos.

Qual a letalidade do novo coronavírus?
A epidemia de SARS, a síndrome respiratória grave por coronavírus, que ocorreu em 2002 e também se iniciou na China, teve uma letalidade de 9,6%. Dez anos depois, em 2012, uma outra epidemia por coronavírus que começou na Arábia Saudita foi chamada de síndrome respiratória do Oriente Médio. Assim como a SARS, ela também se espalhou por outros continentes e atingiu uma letalidade de 34,4%. O novo coronavírus foi identificado após casos de pneumonias na China, que foram relacionados ao mercado de uma cidade onde eram vendidos animais selvagens e também alguns alimentos. Uma semana depois de descobrir o vírus, já havia sido feito o seu sequenciamento genético e, por enquanto, se estima a letalidade entre 2% e 3%. “Parece uma letalidade bem inferior aos outros dois surtos de 2002 e 2012”, afirma Nicodemo.
Sobre as chances de contágio, ainda não há um dado específico do novo coronavírus. Para título de comparação, a epidemia de SARS teve cerca de 8 mil casos confirmados, e o novo coronavírus já ultrapassou 80 mil no mundo.

Quais são os principais sintomas?
A doença tem características clínicas muito parecidas com uma gripe habitual. “Os sintomas principais são febre muito elevada, tosse pouco produtiva e dificuldade respiratória. Uma quantidade muito grande de pacientes evolui com dificuldade de respiração. Chamamos isso de dispneia, ou seja, a pessoa sente falta de ar”, explica a infectologista Maria Beatriz Gandra Souza Dias.
No início da epidemia, em torno de 25% dos casos eram mais graves e com necessidade de internação. Ao longo do tempo, isso foi diminuindo, afirma a especialista. “De acordo com o último trabalho publicado, atualmente, cerca de 5% são casos graves”, afirma Maria Beatriz.
Ela explicou ainda que um número menor de casos pode ter desconforto digestivo, com ocorrência de diarreia entre 5% e 10% dos pacientes.

Existe alguma vacina?
A vacina é sempre a situação ideal para a prevenção de qualquer agente infeccioso. Cientistas do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês) divulgaram um boletim afirmando que devem começar a testar vacinas contra o novo coronavírus em humanos dentro de até três meses. “Mas não vai ser algo rápido. Começam os testes em cerca de três meses e, num cenário muito otimista, com todas as fases para liberação e produção de uma vacina, isso poderia durar cerca de um ano”, afirma a infectologista Tânia Mara Varejão Strabelli.
Até o momento, não há um tratamento específico para o novo coronavírus. Os pacientes recebem medicação para o alívio dos sintomas e suporte de terapia intensiva quando têm dificuldade de respirar.

Como posso me proteger?
Há alguns cuidados simples que podem reduzir as chances de contágio: evitar contato direto com pessoas que tenham sinais de infecção respiratória, cobrir nariz e boca quando for tossir ou espirrar e higienizar as mãos com frequência utilizando água e sabão ou álcool em gel – principalmente após tossir ou espirrar.
A OMS recomenda evitar viagens para a província de Hubei, na China, onde fica a cidade de Wuhan, considerada o epicentro do novo coronavírus.

Quer saber mais? Você pode assistir ao talk show completo no canal do YouTube do HSL.