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O que é reumatismo e como tratá-lo

Apesar de ser um termo amplo, o reumatismo é utilizado popularmente como se fosse sinônimo de uma doença como a artrose ou artrite (inflamação de uma articulação), sendo que há um número grande de outras doenças que podem acarretar uma artrite, desde problemas imunológicos a infecções. Mas afinal, o que é reumatismo?

Diferente do que muitos acreditam, o reumatismo não é um tipo de doença e sim um termo antigo, que há décadas já deixou de fazer parte dos dicionários médicos, mas que diz respeito a um conjunto de mais de cem enfermidades que atingem os músculos, ossos e articulações. As mais conhecidas são artrite reumatoide, artrose, bursite e tendinite. No entanto, as doenças reumáticas podem atingir também órgãos internos, como coração e rins.

Apesar de ser associado a idosos, o reumatismo pode atingir o paciente em qualquer idade da vida, inclusive na infância. Mas as chances de sofrer com alguma doença reumatológica aumenta à medida que a idade avança.

SINTOMAS DE REUMATISMO

Os sintomas de reumatismo têm origens distintas, pois variam de acordo com a doença. Mas alguns são comuns à maioria das doenças reumatológicas como dor nas articulações, que pode ou não vir acompanhada de inchaços, dificuldade de realizar movimentos e falta de força muscular.

Um outro sintoma é a deformação nas articulações e elevação da temperatura na área inflamada. Eles podem aparecer em qualquer momento do dia, mas são mais comuns ao acordar e quando o clima está mais frio.

DICAS DE PREVENÇÃO

Existem doenças reumatológicas de origem hereditárias, nesse caso é sempre recomendado o acompanhamento médico e monitoramento do organismo, para detectar possíveis complicações. Uma alimentação saudável é indicada para a prevenção de diversas doenças e com as reumatológicas não é diferente, a obesidade pode piorar diversos quadros reumáticos.

Movimentos repetitivos ou esforços em excesso podem desenvolver doenças reumatológicas do tipo degenerativas, é preciso atenção ao corpo e aos movimentos executados. Além disso, estresse e ansiedade contribuem para o reumatismo, um acompanhamento e aconselhamento médico é indicado sempre que o paciente notar alterações.

COMO TRATAR REUMATISMO

Como o reumatismo não é uma doença única, o tratamento depende de cada doença em questão. Algumas tem cura e outras não. Mas há diversas práticas que são comuns no tratamento de doenças reumatológicas como a ingestão de medicamentos para dores e inflamações, fisioterapia, dieta rica em alimentos anti-inflamatórios, e incentivo a prática de atividades físicas.

O diagnóstico precoce deve ser feito pelo médico especialista, o reumatologista, e é de grande importância para evitar deformações e limitações dos movimentos articulares. Segundo a Sociedade Catarinense de Reumatologia (SCR), pesquisas comprovam que o paciente passa por três médicos, em média, até chegar ao diagnóstico correto, o que dificulta o tratamento. É importante visitar o médico rotineiramente para fazer exames que possam detectar previamente doenças reumatológicas.

Como a poluição afeta sua saúde

Muito tem se falado sobre os efeitos das ações humanas no planeta. É de conhecimento geral que o aumento dos gases venenosos na atmosfera traz consequências para as mudanças climáticas da Terra, o que afeta diretamente e a curto prazo, o bem-estar da população. Combater a poluição é de extrema importância para a preservação da vida.

Segundo relatório da ONG norte-americana Health Effects Institute, 95% da população mundial está exposta a taxas de poluição superiores às indicadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Quem mora nas grandes cidades está mais vulnerável aos efeitos dessa poluição e apesar das inúmeras discussões, ainda há muitas dúvidas acerca do tema, por parte da população.

O médico Paulo Saldiva, especialista em poluição atmosférica e diretor do Instituto de Estudos Avançados da USP, lançou recentemente o livro “Vida Urbana e Saúde – Os Desafios dos Habitantes das Metrópoles”, que faz uma análise dos principais problemas que atingem os grandes aglomerados urbanos, entre eles a bronquite crônica, resultado de anos de inalação de um ar poluído.

EFEITOS DA POLUIÇÃO NA SAÚDE

O tempo seco associado à poluição do ar causa riscos diretos à saúde. Doenças respiratórias como asma, rinite alérgica, bronquite e até câncer de pulmão se tornaram comuns em pessoas que vivem em grandes cidades. Segundo pesquisa do Instituto Saúde e Sustentabilidade, 11,2 mil pessoas morrem todos os anos por problemas causados pela qualidade do ar, apenas no estado de São Paulo.

Além disso, segundo estudos do laboratório de poluição atmosférica da USP, as pessoas mais atingidas são crianças e idosos. Em dias mais secos em que o ar fica mais contaminado, os riscos de morte por doenças cardiovasculares e respiratórias aumentam em 12 a 17% e as internações sobem em 60%. Ainda de acordo com os pesquisadores, um em cada vinte enfartes é causado pela poluição.

A POLUIÇÃO DOMÉSTICA

Segundo dados da OMS, 3,8 milhões de pessoas morrem todos os anos no mundo, em decorrência da poluição doméstica, causada pela queima de carvão ou lenha para cozinhar, iluminar ou aquecer as casas. Com o aumento do preço do gás no Brasil, esse tipo de combustível voltou a ser utilizado pela população de baixa renda, o que preocupa a organização.

MEDIDAS PARA REDUZIR OS EFEITOS

As organizações e o poder público vêm desenvolvendo diversas medidas para melhorar a qualidade do ar, como aumentar áreas de lazer, incentivar o uso de transportes coletivos ou alternativos como a bicicleta, substituição da frota de veículos pesados por modelos elétricos, entre outras. Há também pequenas atitudes nossas que ajudam a reduzir a poluição em ambientes internos.

Veja algumas medidas para adotar em casa:

 

  • Cultive plantas: Além de decorar, as plantas podem trazer diversos benefícios à saúde. Alguns tipos são capazes de absorver toxinas que poluem o ar. Vale a pena pesquisar e ter em diversos ambientes da casa.
  • Utilize carvão vegetal: Esse tipo de carvão auxilia no combate ao mofo e ao mau cheiro e consequentemente purifica ambientes internos. Coloque em pontos estratégicos da casa.
  • Invista em um umidificador de ar: Os purificadores e umidificadores de ar eletrônicos ajudam a melhorar a qualidade do ar, principalmente em ambientes com pouca ventilação.

 

 

Como prevenir a obesidade infantil?

Um estudo recente da Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que em 2021, caso não haja mudanças significativas de hábitos, haverá mais crianças obesas do que com baixo peso em todo o mundo. A mesma publicação estima que 41 milhões de crianças com menos de 5 anos estão acima do peso em países desenvolvidos ou emergentes. Apesar de ser um tema amplamente discutido, ainda há muitas dúvidas por parte da população sobre a melhor forma de prevenir a obesidade infantil.

É comum que os pais não reconheçam o excesso de peso dos filhos, esperam que com o crescimento a criança emagreça e apenas se queixam aos profissionais de saúde quando elas parecem comer pouco. Como consequência, essa população apresenta um alto risco de desenvolver doenças crônicas como diabetes e hipertensão cada vez mais cedo.

DICAS DE PREVENÇÃO DA OBESIDADE INFANTIL

Por mais que o fator genético influencie, é o ambiente no qual a criança está inserida que exerce o principal impacto nos casos de excesso de peso. A prevenção pode começar desde o período gestacional: o ganho excessivo de peso durante a gestação e a má alimentação materna são fatores que aumentam o risco de obesidade infantil. Após o nascimento, o ganho rápido de peso do bebê deve ser acompanhado.

Tempo de amamentação

Uma das principais formas de prevenção nos primeiros meses é o aleitamento materno. A OMS recomenda que o aleitamento materno seja exclusivo até os 6 meses de idade. Só a partir daí os alimentos complementares devem ser introduzidos.

Refeições em família

Evidências apontam que crianças que fazem refeições regularmente em família têm menos riscos de obesidade. O consumo de frutas e vegetais deve ser encorajado pelos pais, inclusive nas lancheiras e outras refeições fora de casa.

Práticas inadequadas dos pais

É importante que os pais se atentem aos sinais de saciedade e fome das crianças. Usar mamadeira para acalmar o bebê, oferecer comida como punição ou recompensa, são práticas que podem ter efeito negativo no comportamento alimentar.

Cuidado com o excesso de telas

Pesquisas mostram que 90% das crianças menores de dois anos assistem à televisão diariamente. O tempo dedicado à essa atividade está associado ao excesso de peso e obesidade. A Academia Americana de Pediatria recomenda 60 minutos de atividade física moderada, adequadas à faixa etária.

COMO TRATAR A OBESIDADE INFANTIL

O tratamento da obesidade infantil deve passar por diversos especialistas da saúde. Cada criança com sobrepeso ou obesidade deve receber um tratamento específico, respeitando a idade, peso e fatores de risco.

Para crianças que estão com sobrepeso, sem risco de desenvolver outras doenças, pode ser recomendada apenas uma manutenção nos hábitos alimentares e estímulos de exercícios. Com o crescimento, a criança poderá entrar numa faixa saudável de IMC, mas como já dissemos anteriormente, não espere o crescimento.

Para crianças com obesidade já diagnosticada e riscos de desenvolver outras doenças, o tratamento deve incluir um acompanhamento da perda de peso, sendo ela lenta e constante. Independente dos níveis de sobrepeso ou obesidade, uma mudança completa no estilo de vida deve fazer parte do tratamento. Praticar atividades físicas e manter uma rotina de alimentação saudável, são as principais formas de tratamento. Tudo isso sempre acompanhado de profissionais que possam indicar os melhores caminhos para combater a obesidade infantil.